Jesus, o sacrifício perfeito – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 741-757 (“A Glória do Calvário”); p. 758-764 (“Está Consumado”).

Jiri Moskala explicou a natureza do juízo pré-advento. Deus “não irá exibir meus pecados como na vitrine de uma loja. Antes de tudo, irá apontar para Sua incrível graça transformadora e, diante do Universo, como a verdadeira Testemunha da minha vida, Ele explicará minha atitude, meus motivos, meu pensamento, minhas ações, minha orientação e direção de vida. Jesus testificará que cometi erros, transgredi Sua lei, mas me arrependi, pedi perdão e fui transformado por Sua graça. Ele proclamará: ‘Meu sangue é suficiente para o pecador Moskala, sua orientação de vida está em Mim, sua atitude em relação a Mim e às pessoas é calorosa e altruísta, ele é confiável, ele é Meu servo bom e fiel’” (Toward a Biblical Theology of God’s Judgment: A Celebration of the Cross in Seven Phases of Divine Universal Judgment, [Journal of the Adventist Theological Society 15, 2004], p. 155).

“Os seres remidos e os não caídos terão na cruz de Cristo seu estudo e seu cântico. Será visto que a glória que resplandece no rosto de Jesus Cristo é a glória do amor abnegado. À luz do Calvário, ficará evidente que a lei do amor que renuncia é a lei da vida para a Terra e o Céu, que o amor que ‘não procura os seus interesses’ (1Co 13:5) tem sua fonte no coração de Deus […]” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 19, 20).

Perguntas para consideração

1. Há uma tendência de oferecer sacrifícios em troca de salvação (atos de penitência, serviço ou autoprivação). Como essas práticas devem ser vistas à luz do sacrifício de Jesus e do fato de que a cruz pôs fim a todos os sacrifícios (Dn 9:27; Hb 10:18)?

2. Qual é o papel do sacrifício do cristão? Jesus disse que precisamos tomar nossa cruz e segui-Lo (Mt 16:24); Paulo disse que devemos oferecer o corpo em “sacrifício vivo” (Rm 12:1). Qual é a relação entre essas instruções e Hebreus 13:15, 16?

Sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 

O juízo e o caráter de Deus

Lições da Bíblia1

Leia Romanos 3:21-26; 1:16, 17 e 5:8. O que a redenção na cruz para o perdão dos nossos pecados revela sobre Deus?

Romanos 3:21-26 (ARA)2: “21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que creem; porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, 25 a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; 26 tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.”

Romanos 1:16, 17 (ARA)2: “16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; 17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.”

Romanos 5:8 (ARA)2: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

O perdão dos pecados envolve duas fases na mediação de Jesus nos dois compartimentos do santuário celestial. Primeiro, Jesus removeu nossos pecados e os carregou na cruz a fim de oferecer perdão a todos que crerem Nele (At 2:38; 5:31). Ele também inaugurou uma nova aliança, que Lhe permite pôr a lei de Deus no coração dos crentes por meio do Espírito Santo (Hb 8:10-12; Ez 36:25-27).

A segunda fase desse ministério consiste em um juízo, o juízo pré-advento, que ainda estava no futuro do ponto de vista de Hebreus (Hb 2:1-4; 6:2; 9:27, 28; 10:25). Esse juízo se inicia com o povo de Deus e é descrito em Daniel 7:9-27, Mateus 22:1-14 e Apocalipse 14:7. Seu propósito é mostrar a justiça de Deus ao perdoar Seu povo. Nele, o registro da vida de cada um será aberto para o Universo. O Juiz mostrará o que aconteceu no coração dos crentes, como aceitaram Jesus como Salvador e Seu Espírito na vida.

Ao falar sobre esse juízo, Ellen G. White escreveu: “O homem não pode por si mesmo defender-se dessas acusações. Em suas vestes manchadas de pecado, confessando sua culpa, ei-lo perante Deus. Mas Jesus, nosso Advogado, apresenta um eficaz rogo em favor de todos os que, mediante arrependimento e fé, confiaram a Ele a guarda de sua vida. Defende-lhes a causa e derrota seu acusador com os poderosos argumentos do Calvário. Sua perfeita obediência à lei de Deus, mesmo até à morte de cruz, conferiu-Lhe todo o poder no Céu e na Terra, e Ele pleiteia de Seu Pai misericórdia e reconciliação para o homem culpado. […] Mas, conquanto devamos reconhecer nosso estado pecaminoso, temos que confiar em Cristo como nossa justiça, nossa santificação e redenção. Não podemos contestar as acusações de Satanás contra nós. Cristo, unicamente, pode pleitear eficazmente em nosso favor. Ele é capaz de silenciar o acusador com argumentos fundamentados não em nossos méritos, mas nos Dele” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 450, 451).

Por que a cruz e o ministério de Jesus em nosso favor sugerem que olhemos para o juízo com confiança, mas com humildade e arrependimento?

Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A cruz e o custo do perdão

Lições da Bíblia1

4. O que é dito sobre a obra de Cristo no santuário celestial? Hb 9:22-28

Hb 9:22-28 (ARA)2: “22 Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão. 23 Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores. 24 Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; 25 nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. 26 Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. 27 E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, 28 assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.”

A ideia de que o santuário celestial precisava ser purificado fazia sentido no contexto do santuário do AT, que é um símbolo do governo divino (1Sm 4:4; 2Sm 6:2), e a maneira pela qual Deus lida com o pecado de Seu povo afeta a percepção da justiça de Seu governo (Sl 97:2). Sendo Governante, Deus é o Juiz de Seu povo e espera-se que Ele seja justo, vindicando os inocentes e condenando os culpados. Portanto, quando perdoa o pecador, Ele carrega a responsabilidade judicial. O santuário, que representa o caráter e o governo divinos, está contaminado, pois Deus carrega nossos pecados quando nos perdoa (Êx 34:7; Nm 14:17-19, a palavra hebraica original para “perdoar” [nose] nesses versos significa “carregar, suportar”).

O sistema de sacrifícios no santuário israelita ilustra esse ponto. Quando alguém buscava perdão, trazia um animal como sacrifício em seu favor, confessava seus pecados sobre ele e o abatia. O sangue era borrifado nas pontas do altar ou aspergido diante do véu do templo no primeiro compartimento. Desse modo, o pecado era simbolicamente transferido para o santuário. Deus carregava os pecados do povo.

No sistema israelita, a purificação ou expiação dos pecados ocorria em duas etapas. Durante o ano, pecadores arrependidos traziam sacrifícios para o santuário. Esses sacrifícios purificavam as pessoas de seus pecados e os transferiam para o santuário, para o próprio Deus. No fim do ano, no Dia da Expiação, que era o dia do juízo, Deus purificava o santuário, liberando Sua responsabilidade judicial ao transferir os pecados para o bode expiatório, Azazel, que representava Satanás (Lv 16:15-22).

Esse sistema de duas fases, representadas pelos dois compartimentos no santuário terrestre, modelo do santuário celestial (Êx 25:9; Hb 8:5), permitia que Deus mostrasse misericórdia e justiça ao mesmo tempo. Quem confessava os pecados durante o ano mostrava lealdade a Deus observando um descanso solene e afligindo-se no Dia da Expiação (Lv 16:29-31). Aqueles que não mostravam lealdade eram eliminados (Lv 23:27-32).

Pense no que você enfrentaria se tivesse que receber o castigo justo por seus pecados. Como isso o ajuda a entender o que Cristo fez por você?

Quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O sacrifício perfeito de Jesus

Lições da Bíblia1

3. Como o sacrifício de Jesus é descrito nestas passagens? Hb 7:27; 10:10

Hb 7:27 (ARA)2: “que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu.”

Hb 10:10 (ARA)2: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.”

Os sacerdotes levitas – que tinham de ser “em maior número, porque a morte os [impedia] de continuar” (Hb 7:23) – são comparados a Jesus, que vive para sempre e tem um sacerdócio imutável (Hb 7:24, 25). Os sacerdotes levitas “todos os dias” (Hb 7:27) e “todos os anos” (Hb 9:25) ofereciam dons e sacrifícios “ineficazes para aperfeiçoar aquele que presta culto” (Hb 9:9; 10:1-4).

Jesus, no entanto, ofereceu a Si mesmo “uma vez por todas”, “um único sacrifício” (Hb 10:10, 12-14) que purifica nossa consciência (Hb 9:14; 10:1-10) e aniquila o pecado (Hb 9:26). Seu sacrifício é superior ao de animais, pois Ele era o Filho de Deus (Hb 7:26-28), que cumpriu perfeitamente a vontade do Pai (Hb 10:5-10).

A descrição do sacrifício de Jesus como tendo ocorrido “uma vez por todas” tem várias implicações importantes.

Primeiro, Seu sacrifício é eficaz e nunca será superado. Os sacrifícios dos sacerdotes levitas eram repetidos porque não eram eficazes; caso contrário, “não teriam deixado de ser oferecidos? Porque os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados!” (Hb 10:2).

Em segundo lugar, os diferentes tipos de sacrifícios do AT se cumpriram na cruz. Jesus não apenas nos purifica do pecado (Hb 9:14), mas provê santificação (Hb 10:10-14) ao afastar o pecado de nós (Hb 9:26). Antes que os sacerdotes se aproximassem de Deus no santuário e ministrassem em favor de seus semelhantes, eles tinham que ser limpos e santificados, ou consagrados (Lv 8; 9). O sacrifício de Jesus nos limpa e nos consagra (Hb 10:10-14) para que possamos nos aproximar de Deus com confiança (Hb 10:19-23) e servi-Lo como “sacerdócio real” (Hb 9:14; 1Pe 2:9).

O sacrifício de Jesus também alimenta nossa vida espiritual; oferece um exemplo que precisamos seguir. Hebreus nos convida a fixar os olhos em Jesus, especialmente nos eventos da cruz, e seguir Sua liderança (Hb 12: 1-4; 13:12, 13).

A cruz é a base de todos os benefícios divinos: purificação do pecado, santificação para servir e alimento para crescer. Como desfrutar o que recebemos de Jesus Cristo?

Terça-feira, 22 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Diversos tipos de sacrifícios

Lições da Bíblia1

A morte de Jesus proporcionou perdão ou remissão de nossos pecados. Contudo, isso envolve muito mais do que o cancelamento da penalidade pela quebra da aliança. O sistema sacrifical israelita tinha cinco tipos diferentes de sacrifícios para expressar a riqueza do significado da cruz de Cristo.

2. Leia Efésios 3:14-19. Qual foi o pedido de Paulo em favor dos crentes?

Efésios 3:14-19 (ARA)2: “14 Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, 15 de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, 16 para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; 17 e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, 18 a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade 19 e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.

O holocausto (ou oferta queimada) exigia que todo o animal fosse consumido no altar (Lv 1). Ele representava Jesus, cuja vida foi consumida por nós. Mesmo sendo igual a Deus, Jesus “Se esvaziou, assumindo a forma de Servo” (Fp 2:5-8).

A oferta de cereais demonstrava gratidão pela provisão divina do sustento para Seu povo (Lv 2). Também representava Jesus, “o pão da vida” (Jo 6:35, 48), por meio de Quem temos a vida eterna.

A oferta de sacrifício pacífico implicava uma refeição comunitária com amigos e família para celebrar o bem-estar (Lv 3). Representava Cristo, cujo sacrifício nos proporcionou paz (Is 53:5; Rm 5:1; Ef 2:14). Também enfatiza que devemos participar do sacrifício de Jesus comendo Sua carne e bebendo Seu sangue (Jo 6:51-56).

A oferta pelo pecado ou oferta de purificação provia expiação pelos pecados (Lv 4:1–5:13). Esse sacrifício enfatizava o papel do sangue do animal – que representava sua vida – para oferecer redenção dos pecados (Lv 17:11) e apontava para o sangue de Jesus, que nos redime dos nossos pecados (Mt 26:28; Rm 3:25; Hb 9:14).

A oferta pela culpa ou de reparação (Lv 5:14–6:7) proporcionava perdão nos casos em que a reparação ou restituição era possível. O perdão de Deus não nos livra da responsabilidade de reparar ou restituir, sempre que possível, a quem prejudicamos.

Os sacrifícios do santuário nos ensinam que a experiência da salvação é mais do que apenas aceitar Jesus como nosso Substituto. Também precisamos “alimentar-nos” Dele, compartilhar Seus benefícios com outros e reparar a quem prejudicamos.

Segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Por que os sacrifícios eram necessários?

Lições da Bíblia1

Hebreus 9:15 explica que a morte de Jesus como sacrifício teve o propósito de oferecer “remissão das transgressões que foram cometidas sob a primeira aliança”, a fim de que o povo de Deus pudesse receber “a promessa da herança eterna”.

No antigo Oriente Próximo, uma aliança entre duas pessoas ou nações era algo sério que envolvia uma troca de promessas sob juramento, e isso implicava a suposição de que os deuses puniriam os que quebrassem o voto. Muitas vezes essas alianças eram ratificadas por meio do sacrifício de um animal.

Por exemplo, quando Deus fez uma aliança com Abraão, a cerimônia envolveu o ato de cortar animais ao meio (Gn 15:6-21). As partes caminhariam entre os pedaços em reconhecimento de que aqueles animais representavam o destino de quem quebrasse a aliança. Somente Deus andou entre os animais, com o propósito de comunicar a Abraão que Ele não quebraria Sua promessa.

1. Compare Gênesis 15:6-21 e Jeremias 34:8-22. O que esses textos ensinam sobre a aliança?

Gênesis 15:6-21 (ARA)2: “6 Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça. 7 Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra.Perguntou-lhe Abrão: Senhor Deus, como saberei que hei de possuí-la?Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rola e um pombinho. 10 Ele, tomando todos estes animais, partiu-os pelo meio e lhes pôs em ordem as metades, umas defronte das outras; e não partiu as aves. 11 Aves de rapina desciam sobre os cadáveres, porém Abrão as enxotava. 12 Ao pôr do sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram; 13 então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. 14 Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. 15 E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. 16 Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniquidade dos amorreus. 17 E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços. 18 Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates: 19 o queneu, o quenezeu, o cadmoneu, 20 o heteu, o ferezeu, os refains, 21 o amorreu, o cananeu, o girgaseu e o jebuseu.”

Jeremias 34:8-22 (ARA)2: “8 Palavra que do Senhor veio a Jeremias, depois que o rei Zedequias fez aliança com todo o povo de Jerusalém, para lhes apregoar a liberdade: 9 que cada um despedisse forro o seu servo e cada um, a sua serva, hebreu ou hebreia, de maneira que ninguém retivesse como escravos hebreus, seus irmãos. 10 Todos os príncipes e todo o povo que haviam entrado na aliança obedeceram, despedindo forro cada um o seu servo e cada um a sua serva, de maneira que já não os retiveram como escravos; obedeceram e os despediram. 11 Mas depois se arrependeram, e fizeram voltar os servos e as servas que haviam despedido forros, e os sujeitaram por servos e por servas. 12 Veio, pois, a palavra do Senhor a Jeremias, da parte do Senhor, dizendo: 13 Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Eu fiz aliança com vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, da casa da servidão, dizendo: 14 Ao fim de sete anos, libertareis cada um a seu irmão hebreu, que te for vendido a ti e te houver servido seis anos, e despedi-lo-ás forro; mas vossos pais não me obedeceram, nem inclinaram os seus ouvidos a mim. 15 Não há muito, havíeis voltado a fazer o que é reto perante mim, apregoando liberdade cada um ao seu próximo; e tínheis feito perante mim aliança, na casa que se chama pelo meu nome; 16 mudastes, porém, e profanastes o meu nome, fazendo voltar cada um o seu servo e cada um, a sua serva, os quais, deixados à vontade, já tínheis despedido forros, e os sujeitastes, para que fossem vossos servos e servas. 17 Portanto, assim diz o Senhor: Vós não me obedecestes, para apregoardes a liberdade, cada um a seu irmão e cada um ao seu próximo; pois eis que eu vos apregoo a liberdade, diz o Senhor, para a espada, para a peste e para a fome; farei que sejais um espetáculo horrendo para todos os reinos da terra. 18 Farei aos homens que transgrediram a minha aliança e não cumpriram as palavras da aliança que fizeram perante mim como eles fizeram com o bezerro que dividiram em duas partes, passando eles pelo meio das duas porções; 19 os príncipes de Judá, os príncipes de Jerusalém, os oficiais, os sacerdotes e todo o povo da terra, os quais passaram por meio das porções do bezerro, 20 entregá-los-ei nas mãos de seus inimigos e nas mãos dos que procuram a sua morte, e os cadáveres deles servirão de pasto às aves dos céus e aos animais da terra. 21 A Zedequias, rei de Judá, e a seus príncipes, entregá-los-ei nas mãos de seus inimigos e nas mãos dos que procuram a sua morte, nas mãos do exército do rei da Babilônia, que já se retiraram de vós. 22 Eis que eu darei ordem, diz o Senhor, e os farei tornar a esta cidade, e pelejarão contra ela, tomá-la-ão e a queimarão; e as cidades de Judá porei em assolação, de sorte que ninguém habite nelas.”

A aliança com Deus deu a Israel acesso à terra prometida como herança. Envolvia, no entanto, um conjunto de mandamentos e a aspersão de sangue sobre um altar, o que apontava o destino da parte que quebrasse a aliança. Hebreus diz que “sem derramamento de sangue não há remissão” [dos pecados] (Hb 9:22).

Quando Israel quebrou a aliança, Deus enfrentou um dilema doloroso. A aliança exigia a morte dos transgressores, mas o Senhor amava Seu povo. Se Ele simplesmente desviasse o olhar ou Se recusasse a puni-los, Seus mandamentos seriam invalidados, e este mundo mergulharia no caos.

Porém, o Filho de Deus Se ofereceu como Substituto. Ele morreu em nosso lugar para que pudéssemos receber “a promessa da herança eterna” (Hb 9:15, 26; Rm 3:21-26). Isto é, Ele defenderia a santidade de Sua lei e, ao mesmo tempo, salvaria os que a violassem. Isso só poderia ser realizado por meio da cruz.

Por que a lei é tão central na mensagem do evangelho?

Domingo, 20 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Hebreus mensagem para os últimos dias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 507, jan. fev. mar. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus, o sacrifício perfeito

Lições da Bíblia1

“Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hb 10:14).

A ideia de que um homem considerado culpado e executado na cruz fosse adorado como Deus era uma ofensa às pessoas da antiguidade. A referência escassa à cruz na literatura romana mostra a aversão a esse pensamento. A lei dos judeus declarava que o homem que fosse pendurado no madeiro era amaldiçoado por Deus (Dt 21:23).

Os primeiros temas encontrados nas pinturas de túmulos cristãos foram o pavão (que supostamente simbolizava a imortalidade), a pomba, a palma do atleta vitorioso e o peixe. Mais tarde, surgiram outros temas: a arca de Noé; Abraão sacrificando o carneiro em lugar de Isaque; Daniel na cova dos leões; Jonas sendo expelido pelo peixe; um pastor carregando um cordeiro; ou representações de milagres como a cura do paralítico e a ressurreição de Lázaro. Esses eram símbolos de salvação, vitória e cuidado. A cruz, por outro lado, transmitia uma sensação de derrota e vergonha. No entanto, ela se tornou o símbolo do cristianismo. Paulo chamou o evangelho de “palavra da cruz” (1Co 1:18).

Nesta semana, analisaremos a cruz no livro de Hebreus.

Sábado, 19 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Jesus, o Mediador da nova aliança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Se nosso coração for renovado à semelhança de Deus, se o amor divino estiver nele implantado, é claro que viveremos em obediência à lei de Deus. Quando o princípio do amor domina o coração, quando o ser humano é renovado segundo a imagem Daquele que o criou, a promessa do novo concerto é cumprida: ‘Porei no seu coração as Minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei’ (Hebreus 10:16). E se a lei estiver escrita no coração, claramente ela moldará a vida. A obediência – nosso serviço e compromisso de amor – é o verdadeiro sinal do discipulado. […] ‘Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade’ (1 João 2:4). Em vez de dispensar as pessoas da obediência, é a fé – e somente a fé – que nos torna participantes da graça de Cristo, capacitando-nos a obedecer. […]

“Quanto mais perto você estiver de Jesus, mais cheio de faltas se sentirá a seus próprios olhos, pois sua visão ficará mais clara, e suas imperfeições serão vistas em amplo e distinto contraste com a natureza perfeita de Cristo. Isso é prova de que os enganos de Satanás perderam seu poder, e que a influência vivificante do Espírito de Deus está despertando você.

“Quem não reconhece a própria pecaminosidade não consegue desenvolver um amor mais profundo por Jesus. A pessoa que é transformada pela graça de Cristo passará a admirar Seu caráter divino; mas o fato de não enxergar a própria deformidade moral é uma inequívoca evidência de que não tivemos uma visão da beleza e da excelência de Cristo” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 60, 61, 64, 65).

Perguntas para consideração

1. Segundo Ellen G. White, quanto mais nos aproximarmos de Cristo, mais veremos os nossos pecados. Como evitar que nossos defeitos destruam nossa fé?

2. A lei está sendo escrita em nosso coração. O que isso significa? A compreensão e a prática dessa verdade ajudam a evitar o legalismo, as “obras mortas” (Hb 9:14)?

Sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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