Esperança indestrutível – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White: Educação, p. 211-216 [301-309] (“A escola do além”); A Ciência do Bom Viver, p. 470, 471 (“Auxílio na vida diária”).

“Todos nós passamos por dias de profunda decepção e extremo desânimo – dias em que só predomina a tristeza, nos quais é difícil crer que Deus ainda seja o bondoso benfeitor de Seus filhos na Terra; dias em que os problemas nos perturbam de tal forma que parece melhor morrer do que continuar vivendo. É nesse momento que muitos perdem sua confiança em Deus e são levados à escravidão da dúvida e ao cativeiro da incredulidade. Se nesses momentos pudéssemos discernir com percepção espiritual o significado das providências de Deus, veríamos anjos procurando nos salvar de nós mesmos, esforçando-se para firmar nossos pés num fundamento mais firme que os montes eternos; e nova fé, nova vida jorrariam para dentro do ser” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 94 [162]).

Perguntas para consideração

“Todos” passam por momentos de “profundo desapontamento e extremo desencorajamento”. Podemos discernir quando as pessoas atravessam momentos assim? Podemos ser agentes de esperança quando experimentamos decepções?

Faz diferença em sua vida manter em mente a realidade da proximidade do Senhor?

Leia partes de Jó 38–41. Que imagens de Deus nos dão esperança e encorajamento? O sábado se encaixa nesse quadro? Isso ajuda a refletir sobre o caráter de Deus?

A esperança que transforma vem do Céu. Por isso, oramos para que a esperança seja introduzida na vida uns dos outros. Ore por aqueles cuja esperança tem vacilado.

Conhece alguém que, no desespero e nas provações, perdeu a esperança e a fé? O que transformou essa pessoa? Como podemos ajudar as pessoas nesses momentos?

Sexta-feira, 12 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 

A disciplina do nosso Pai

Lições da Bíblia1

8. Leia Hebreus 12:5-13. Qual é a mensagem para nós e de que forma ela se encaixa no que temos estudado neste trimestre?

Hebreus 12:5-13 (ARA)2: 5 e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; 6 porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. 7 É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? 8 Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. 9 Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? 10 Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. 11 Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça. 12 Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; 13 e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado.

Em Hebreus 12:5-13, Paulo descreveu as provações no contexto da disciplina. Nessa passagem, aparecem diferentes formas da palavra disciplina. No mundo grego, essa era a palavra mais básica para “instrução”. Portanto, entender a “disciplina” é entender como Deus nos instrui na escola da fé, descrita por Paulo antes em Hebreus 11.

Ao longo de Hebreus 11, o apóstolo retratou homens e mulheres de fé. Sua fé foi o que os manteve quando enfrentaram todo tipo de situação difícil. No capítulo 12, Paulo se voltou para nós, leitores, observando que assim como tantas pessoas antes de nós perseveraram em meio a adversidades incríveis, também podemos correr e terminar a carreira da fé. A chave é manter os olhos em Jesus (Hb 12:2), para que Ele seja um exem- plo em tempos difíceis (Hb 12:3). Ler o capítulo 12 é como ganhar um par de óculos de leitura, sem os quais nossa visão ou compreensão das dificuldades sempre será confusa. Mas olhar através dessas lentes corrigirá a explicação borrada sobre o sofrimento que nossa cultura impõe. Então, seremos capazes de entender claramente e responder às provações com inteligência.

9. Leia através dos “óculos” de Hebreus 12:1-13. Concentre-se nos versos 5-13 e responda:

Qual é a fonte da disciplina? O Senhor.

Qual é a nossa resposta à disciplina? Devemos nos sujeitar.

Qual é o objetivo da disciplina? Tornar-nos participantes da Sua santidade.

Leia Hebreus 12:1-13 novamente. Faça uma lista de todas as razões para se ter esperança. Como você experimentou essa esperança em tempos de “instrução” espiritual?

Quinta-feira, 11 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Os planos de nosso Pai para nós

Lições da Bíblia1

6. Todos buscamos esperança. Mas onde ela está? Para alguns, ela está no sorriso de um amigo. Para outros, na segurança financeira ou em um casamento estável. Onde você procura esperança e coragem?

O profeta Jeremias escreveu para pessoas que tinham perdido a esperança. “Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião” (Sl 137:1). Embora o povo estivesse de coração partido, Jeremias apresentou motivos pelos quais eles não deviam perder as esperanças.

7. Que razões para esperança encontramos em Jeremias 29:1-10?

Jeremias 29:1-10 (ARA)2: “1 São estas as palavras da carta que Jeremias, o profeta, enviou de Jerusalém ao resto dos anciãos do cativeiro, como também aos sacerdotes, aos profetas e a todo o povo que Nabucodonosor havia deportado de Jerusalém para a Babilônia, 2 depois que saíram de Jerusalém o rei Jeconias, a rainha-mãe, os oficiais, os príncipes de Judá e Jerusalém e os carpinteiros e ferreiros. 3 A carta foi mandada por intermédio de Elasa, filho de Safã, e de Gemarias, filho de Hilquias, os quais Zedequias, rei de Judá, tinha enviado à Babilônia, a Nabucodonosor, rei da Babilônia, e dizia: 4 Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, a todos os exilados que eu deportei de Jerusalém para a Babilônia: 5 Edificai casas e habitai nelas; plantai pomares e comei o seu fruto. 6 Tomai esposas e gerai filhos e filhas, tomai esposas para vossos filhos e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; multiplicai-vos aí e não vos diminuais. 7 Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz. 8 Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhadores, que sempre sonham segundo o vosso desejo; 9 porque falsamente vos profetizam eles em meu nome; eu não os enviei, diz o Senhor. 10 Assim diz o Senhor: Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar.

Nessa passagem há três fontes importantes de esperança que vale a pena destacar. Primeiro, Deus disse a Seu povo que não devia perder a esperança, pois sua situação não resultou do acaso nem de um mal imprevisível. Deus disse: “Eu deportei [os exilados] de Jerusalém para a Babilônia” (Jr 29:4). Embora o mal parecia cercá-los, Deus nunca deixou de proteger Judá.

Em segundo lugar, Deus disse a Seu povo que não devia perder a esperança porque Ele podia atuar mesmo em meio às dificuldades presentes. “Procurem a paz da cidade para onde Eu os deportei e orem por ela ao Senhor; porque na sua paz vocês terão paz” (Jr 29:7).

Terceiro, Deus disse ao povo que não devia perder a esperança, pois Ele poria fim ao exílio no tempo determinado. “Assim diz o Senhor: ‘Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vocês e cumpri- rei a promessa que fiz a vocês, trazendo-os de volta a este lugar’” (Jr 29:10). Depois de explicar como esteve no comando do passado deles, estava no comando naquele momento e estaria no comando do seu futuro, o Senhor então demonstrou Seu terno cuidado por Seu povo (ver Jr 29:11-14).

Jr 29:11-14 (ARA)2: “11 Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. 12 Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. 13 Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. 14 Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte; congregar-vos-ei de todas as nações e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor, e tornarei a trazer-vos ao lugar donde vos mandei para o exílio.”

Leia Jeremias 29:11-14, dizendo seu nome, como se Deus estivesse fazendo essas promessas a você pessoalmente. Aplique-as a si mesmo em suas lutas.

Quarta-feira, 10 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A presença do nosso Pai

Lições da Bíblia1

“Eu, o Senhor, seu Deus, o tomo pela mão direita e lhe digo: Não tenha medo, pois Eu o ajudarei” (Is 41:13).

Alguém disse: “Quando Deus parece distante, quem é que se afastou?” Quando surgem problemas, presumimos que Deus nos abandonou. A verdade é que Ele não foi a lugar nenhum.

A presença de Deus parecia muito distante para os judeus no exílio. No entanto, por meio de Isaías, o Senhor lhes garantiu libertação futura. Embora o retorno a Jerusalém devesse ocorrer muitos anos à frente, Deus queria que Seu povo soubesse que Ele não havia Se afastado dele e que havia motivos para esperança.

5. Leia Isaías 41:8-14. Quais motivos para esperança há nessa passagem? Como essa promessa nos ajuda enquanto esperamos o fim de nosso exílio na Terra?

Isaías 41:8-14 (ARA)2: “8 Mas tu, ó Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu amigo, 9 tu, a quem tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, 10 não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. 11 Eis que envergonhados e confundidos serão todos os que estão indignados contra ti; serão reduzidos a nada, e os que contendem contigo perecerão. 12 Aos que pelejam contra ti, buscá-los-ás, porém não os acharás; serão reduzidos a nada e a coisa de nenhum valor os que fazem guerra contra ti. 13 Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo. 14 Não temas, ó vermezinho de Jacó, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu Redentor é o Santo de Israel.

Uma das imagens mais poderosas nesses versos encontra-se em Isaías 41:13. O Deus soberano do Universo disse que Seu povo não precisava temer, pois era Ele quem o tomava pela mão direita. Uma coisa é imaginar Deus conduzindo os eventos na Terra a partir de um grande trono que está a anos-luz de distância de nosso planeta. Outra totalmente diferente é perceber que Ele está perto o suficiente para segurar as mãos de Seu amado povo.

Quando estamos ocupados, pode ser difícil lembrar que Deus está tão perto de nós. Mas quando nos lembramos de que Ele é Emanuel, “Deus conosco”, isso faz uma grande diferença. Quando Deus está conosco, também estão Seus propósitos, Suas promessas e Seu poder transformador.

Nos próximos dias, faça uma experiência. A cada momento possível, tente se lembrar de que o Deus do Universo está perto o suficiente de você para segurar sua mão e ajudá-lo. Mantenha um registro de como isso muda sua maneira de viver. Esteja preparado para discutir sua experiência com a classe no sábado.

Terça-feira, 09 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Quem nosso Pai é

Lições da Bíblia1

Oswald Chambers escreveu: “Você tem perguntado a Deus o que Ele fará? Ele nunca vai dizer. Deus não lhe diz o que Ele vai fazer; Ele lhe revela quem Ele é” (My Utmost for His Highest [Uhrichsville, OH: Barbour & Company, Inc., 1963], 2 de janeiro).

3. O que Chambers quis dizer com as palavras acima?

O livro de Jó começa com uma grande tragédia pessoal. Ele perdeu tudo, exceto sua vida e sua esposa, e ela sugeriu que ele amaldiçoasse a Deus e morresse (Jó 2:9). O que se seguiu foi uma discussão em que seus amigos tentavam descobrir por que tudo aquilo havia acontecido. Enquanto isso, Deus permanecia em silêncio.

Então, em Jó 38, Deus falou: “Quem é este que obscurece os Meus planos com palavras sem conhecimento?” (Jó 38:2). Deus fez a Jó cerca de 60 perguntas de “cair o queixo”. Abra sua Bíblia e examine-as em Jó 38 e 39. Após a última pergunta, Jó respondeu: “Sou indigno. Que Te responderia eu? Ponho a mão sobre a minha boca. Uma vez falei, e não direi mais nada” (Jó 40:4, 5). Em seguida, Deus fez outro conjunto de “grandes” perguntas em sucessão.

4. Leia a resposta final do patriarca em Jó 42:1-6. O que Deus estava tentando dizer a Jó e qual foi o efeito sobre ele?

Jó 42:1-6 (ARA)2: “1 Então, respondeu Jó ao Senhor: 2 Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. 3 Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. 4 Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. 5 Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. 6 Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.

Deus não respondeu às questões dos amigos de Jó, mas pintou um quadro de Sua grandeza, revelada nas surpreendentes obras da criação. Depois, Jó não precisou de respostas. A necessidade de explicações foi obscurecida pela magnificência divina.

Essa história revela um paradoxo fascinante. Esperança e encorajamento podem brotar da consciência de que sabemos bem pouco. Instintivamente, tentamos encontrar conforto buscando saber sobre tudo e, por isso, ficamos desanimados quando não temos respostas. Mas às vezes Deus ressalta nossa ignorância para que possamos perceber que a esperança humana só encontra segurança em um Ser muito maior.

Há acontecimentos que você não consegue entender? Concentre-se no caráter de Deus. Isso pode lhe dar a esperança para perseverar em meio ao que é incompreensível?

Segunda-feira, 08 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Provados pelo fogo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 509, jul. ago. set. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O quadro mais amplo

Lições da Bíblia1

Quando estamos sofrendo, é muito fácil presumir que o que nos acontece seja a única coisa que importa. Mas há um cenário um pouco maior do que apenas “eu” (veja Ap 12:7 [“Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos;”]; Rm 8:22 [“Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.”]).

1. Leia Habacuque 1:1-4. O que Habacuque enfrentou?

Habacuque 1:1-4 (ARA)2: “1 Sentença revelada ao profeta Habacuque. 2 Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? 3 Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. 4 Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida.”

Talvez você esperava que Deus dissesse algo como: “Isso é mesmo terrível, Habacuque; vou ajudá-lo agora mesmo”. Mas a resposta de Deus foi o oposto. Ele disse a Habacuque que a situação iria piorar. Leia Habacuque 1:5-11.

Habacuque 1:5-11 (ARA)2: “5 Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos e desvanecei, porque realizo, em vossos dias, obra tal, que vós não crereis, quando vos for contada. 6 Pois eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcham pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas. 7 Eles são pavorosos e terríveis, e criam eles mesmos o seu direito e a sua dignidade. 8 Os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos, mais ferozes do que os lobos ao anoitecer são os seus cavaleiros que se espalham por toda parte; sim, os seus cavaleiros chegam de longe, voam como águia que se precipita a devorar. 9 Eles todos vêm para fazer violência; o seu rosto suspira por seguir avante; eles reúnem os cativos como areia. 10 Eles escarnecem dos reis; os príncipes são objeto do seu riso; riem-se de todas as fortalezas, porque, amontoando terra, as tomam. 11 Então, passam como passa o vento e seguem; fazem-se culpados estes cujo poder é o seu deus.”

Israel havia sido levado ao cativeiro pelos assírios, mas Deus prometeu que o pior ainda estava por vir: os babilônios levariam o povo de Judá. Habacuque clamou novamente nos versos 12-17 e então esperou para ver o que Deus diria.

Habacuque 1:12-17 (ARA)2: 12 Não és tu desde a eternidade, ó Senhor, meu Deus, ó meu Santo? Não morreremos. Ó Senhor, para executar juízo, puseste aquele povo; tu, ó Rocha, o fundaste para servir de disciplina. 13 Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele? 14 Por que fazes os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm quem os governe? 15 A todos levanta o inimigo com o anzol, pesca-os de arrastão e os ajunta na sua rede varredoura; por isso, ele se alegra e se regozija. 16 Por isso, oferece sacrifício à sua rede e queima incenso à sua varredoura; porque por elas enriqueceu a sua porção, e tem gordura a sua comida. 17 Acaso, continuará, por isso, esvaziando a sua rede e matando sem piedade os povos?”

2.   Como a introdução à promessa de destruição de Babilônia em Habacuque 2:2, 3 traz esperança?

Habacuque 2:2, 3 (ARA)2: “2 O Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo. 3 Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará.

Habacuque 2 relata a promessa de Deus de destruir os babilônios, Hebreus 10:37 cita Habacuque 2:3, sugerindo uma aplicação messiânica a essa passagem. Assim como aconteceu com a antiga Babilônia, podemos estar certos também da destruição da “grande Babilônia” (Ap 18:2).

Habacuque estava preso entre o grande mal que o cercava e a promessa de Deus de que o pior estava por vir. E precisamente esse o local em que nos encontramos na história da salvação. Um grande mal está ao nosso redor, mas a Bíblia prediz que algo muito pior está por vir. A chave para a sobrevivência de Habacuque foi que ele pôde ver o cenário completo. Por isso, no capítulo 3, ele fez uma oração incrível de louvor pelo que Deus faria no futuro.

Leia Habacuque 3:16-19, Quais são as razões para a esperança de Habacuque? Qual é a esperança do povo de Deus à medida que aguardamos o desenrolar das últimas cenas proféticas? Como você pode fazer dessa esperança a sua própria?

Habacuque 3:16-19 (ARA)2:  16 Ouvi-o, e o meu íntimo se comoveu, à sua voz, tremeram os meus lábios; entrou a podridão nos meus ossos, e os joelhos me vacilaram, pois, em silêncio, devo esperar o dia da angústia, que virá contra o povo que nos acomete. 17 Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, 18 todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. 19 O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.

Domingo, 07 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Esperança indestrutível

Lições da Bíblia1

“Ora, a esperança não nos deixa decepcionados, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado” (Rm 5:5)

Quando se está na igreja, cercado de pessoas sorridentes, é fácil falar e cantar sobre esperança. Mas quando nos encontramos dentro do crisol, ter esperança nem sempre parece tão fácil. À medida que as circunstâncias nos pressionam, começamos a questionar tudo, principalmente a sabedoria de Deus.

Em um de seus livros, C. S. Lewis escreveu sobre um leão fictício. Querendo conhecer o animal, alguém pergunta se ele é de confiança. A resposta é que ele é perigosíssimo, “mas acontece que é bom” (O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, São Paulo: Martins Fontes, 2020, p. 82).

Nem sempre entendemos Deus, e muitas vezes Ele parece fazer coisas imprevisíveis. Contudo, isso não significa que Ele esteja contra nós, mas que simplesmente não temos a compreensão de todo o cenário. Lutamos com a ideia de que, para ter paz, confiança e esperança, Deus deve ser compreensível e previsível. Em nosso pensamento, Ele tem que ser “de confiança” e deve agir de acordo com as nossas expectativas. Por isso, muitas vezes ficamos decepcionados.

Resumo da semana: Como nossa compreensão do caráter de Deus nos ajuda a manter a esperança em meio ao crisol?

Sábado, 06 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Lutando com toda a energia – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 158-164 [195-203] (“A noite de luta”); Caminho a Cristo, p. 43-48 (“O desejo de ser bom”).

“Essa vontade, que constitui tão importante fator no caráter humano, foi, pela queda, entregue ao domínio de Satanás, e desde então ele tem atuado no homem o querer e o realizar, segundo a sua vontade, mas para inteira ruína e miséria humanas” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 439 [515]).

“A fim de receber o auxílio de Deus, o ser humano deve reconhecer sua fraqueza e deficiência; deve aplicar seu próprio coração na grande mudança a ser realizada em si e despertar para a necessidade de oração e esforço fervorosos e perseverantes. Hábitos e costumes errados devem ser repelidos. […]. Muitos jamais atingem a posição que poderiam ocupar, porque esperam que Deus faça por eles aquilo que Ele lhes deu poder para fazer por si mesmos. Todos os que se habilitam a ser úteis devem ser educados pela mais estrita disciplina mental e moral, e Deus os ajudará” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 208 [248]).

Perguntas para consideração

Reconhecemos que nossa vontade foi, pela queda, “entregue ao domínio de Satanás”? Ao nos concentrarmos no caráter de Jesus, como podemos entender melhor nossa condição decaída e a grandeza da graça divina para conosco?

Quais foram os sentimentos e desejos de Jesus no Getsêmani (Mt 26:36- 42), em contraste com a vontade divina? O que aprendemos com esse exemplo?

Quais são as particularidades da cultura que atuam para quebrar nossas defesas e nos deixar vulneráveis aos ataques de Satanás? O que fazer para conscientizar outros membros da igreja sobre esses perigos, bem como ajudar os que precisam de apoio?

Você conhece alguém que há muito tempo não frequenta os cultos, que esteja se preparando para desistir ou já tenha desistido? Como encorajar essa pessoa?

Sexta-feira, 05 de agosto de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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