O amor como fundamento da unidade

Lições  da Bíblia

“Uma mensagem clara que emana da história da criação em Gênesis 1 e 2 é a harmonia geral que existia no final da semana da criação.  A avaliação final de Deus foi que tudo era ‘muito bom’ (Gn 1:31), não apenas em referência à beleza estética, mas também à ausência de qualquer elemento maligno ou de discórdia quando Deus terminou de criar este mundo e os seres humanos que deveriam povoá-lo. O propósito original de Deus na criação incluía a coexistência harmoniosa e a relação interdependente de todas as formas de vida. Era um mundo belo criado para a família humana. Tudo era perfeito e digno de seu Criador. O ideal de Deus e o Seu propósito original para o mundo eram de harmonia, unidade e amor.”1

“1. O que Gênesis 1:26, 27 ensina sobre a singularidade humana em contraste com o restante da criação terrestre, descrita em Gênesis 1 e 2? Assinale a alternativa correta:”1

Gênesis (1:26, 27 ARA)2: 26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. 27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

A (  ) Todos os outros animais e criaturas foram feitos conforme sua própria espécie. Apenas o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus.
B (  ) O homem foi feito como todos os outros animais.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“O livro de Gênesis declara que Deus criou a humanidade à Sua imagem, algo que não é dito sobre nenhuma outra criatura no relato da criação. ‘Também disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança […]. Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou’ (Gn 1:26, 27). Embora os teólogos tenham discutido durante séculos a natureza exata dessa imagem, assim como a natureza do próprio Deus, muitas passagens das Escrituras apresentam a natureza de Deus como sendo ‘amor’.”1

“2. Leia 1 João 4:7, 8, 16. Como fomos originalmente criados e como isso poderia ter impactado a unidade original encontrada na criação?”1

1 João (4:7, 8, 16 ARA)2: “7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. […] 16 E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.

“Deus é amor e, visto que o ser humano também pode amar (e de maneiras que o restante da criação terrestre certamente não pode), o fato de ter sido criado à Sua imagem deve incluir a capacidade de amar. No entanto, o amor só pode existir quando nos relacionamos com os outros. Assim, sejam quais forem as implicações do fato de que fomos feitos à imagem de Deus, essa condição sugere a capacidade de amar, e amar profundamente.”1

Domingo, 30 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Criação e queda

Lições da Bíblia

Então, [Deus] conduziu [Abraão] até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gn 15:5, 6).1

“A história do povo de Deus começa com a criação do homem e sua queda trágica no pecado. Toda tentativa de compreender a natureza da unidade na igreja deve começar com o plano original de Deus na criação e, em seguida, com a necessidade de restauração após a queda.”1

“Os primeiros capítulos da Bíblia revelam que o plano de Deus era que a humanidade continuasse a ser uma família. Infelizmente, essa unidade foi rompida após a tragédia do pecado. Com o pecado surgiram as raízes da desunião e da divisão e, em grande medida, as consequências terríveis da desobediência. Temos um indício dessa divisão na interação imediata entre Adão e Eva, quando Deus Se aproximou deles pela primeira vez depois de terem comido do fruto da árvore proibida (veja Gn 3:11). Portanto, dentre todas as outras coisas a serem cumpridas pelo plano da salvação, a restauração dessa unidade original também é um objetivo fundamental.”1

“Abraão, o pai do povo de Deus, tornou-se uma peça-chave no divino plano da salvação. Ele é descrito nas Escrituras como o grande exemplo de ‘justificação pela fé’ (veja Rm 4:1-5), o tipo de fé que une o povo de Deus uns com os outros e com o próprio Senhor. Deus trabalha por meio de pessoas para restaurar a unidade e fazer com que Sua vontade seja conhecida pela humanidade perdida.”1

Sábado, 29 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.

Viagem a Roma – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

 

Estudo Adicional

“Cristo confiou à igreja uma sagrada responsabilidade. Cada membro deve ser um conduto através do qual Deus possa comunicar ao mundo os tesouros de Sua graça, as insondáveis riquezas de Cristo. Não há nada que o Salvador deseje mais do que agentes que representem Seu Espírito e Seu caráter ao mundo. Não existe nada que o mundo necessite mais do que a manifestação do amor do Salvador através da humanidade. Todo o Céu está à espera de homens e mulheres por cujo intermédio Deus possa revelar o poder do cristianismo” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 600).1

“Deus tem esperado por muito tempo que o espírito de serviço se apodere de toda a igreja, de maneira que cada um trabalhe para Ele segundo sua habilidade. Quando, em cumprimento da comissão evangélica, os membros da igreja de Deus fizerem a obra que lhes é indicada nos necessitados campos nacionais e estrangeiros, todo o mundo será logo advertido, e o Senhor Jesus retornará à Terra com poder e grande glória” (Ibid., p. 111).1

Perguntas para discussão

“1. Como os outros foram influenciados pela fé revelada por Paulo na viagem a Roma?”1

“2. Paulo nunca desistiu de sua fé nem de sua missão. Em Roma, apesar de sua liberdade limitada, ele continuou pregando. O que podemos fazer quando somos tentados a desistir de pregar o evangelho a alguém?”1

“3. Leia Romanos 1:14, 15. Por que Paulo sentia a obrigação de pregar o evangelho? Nossa obrigação é menor que a dele? Considere esta afirmação: ‘Salvar pessoas deve ser a obra vitalícia de todo aquele que professa seguir a Cristo. Somos devedores ao mundo pela graça que nos foi dada por Deus’ (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 53).”1

“4. O texto de Isaías 6:9 e 10 pode ser aplicado a nós? Recebemos a verdade, mas se endurecermos o coração a ela, ou mesmo a aspectos que entrem em conflito com nossos desejos, que perigo enfrentaremos?”1

“5. Imagine que você fosse o soldado acorrentado a Paulo. O que acha que ele viu no homem a quem estava tão intimamente ligado?”1

Sexta-feira, 28 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.

A vitória do evangelho

Lições da Bíblia

“Em um dia determinado, os judeus vieram em grande número para ouvir a apresentação de Paulo sobre o evangelho (At 28:23).”1

“6. Leia Atos 28:24-31. Qual foi o objetivo de Paulo ao citar Isaías nesse contexto?”1

Atos 28:24-31 ARA): “24 Houve alguns que ficaram persuadidos pelo que ele dizia; outros, porém, continuaram incrédulos. 25 E, havendo discordância entre eles, despediram-se, dizendo Paulo estas palavras: Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías, quando disse: 26 Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis. 27 Porquanto o coração deste povo se tornou endurecido; com os ouvidos ouviram tardiamente e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, para que não entendam com o coração, e se convertam, e por mim sejam curados. 28 Tomai, pois, conhecimento de que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão. 29 [Ditas estas palavras, partiram os judeus, tendo entre si grande contenda.] 30 Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, 31 pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo.

“A citação de Isaías 6:9 e 10 descreve o que acontece quando as pessoas se recusam a aceitar a mensagem divina. Embora alguns judeus tivessem crido, outros não o fizeram; e, por causa da confusão que se formou, o apóstolo não teve escolha senão, mais uma vez, voltar-se para os gentios (At 13:46, 47; At 18:6).”1

“Paulo teve que esperar dois anos para ser julgado pelo imperador. Enquanto isso, embora restrito à sua prisão domiciliar, ele pôde compartilhar o evangelho sem restrição com aqueles que vinham até ele. A última cena de Atos enfatiza a vitória do evangelho, pois nenhuma força judaica nem romana conseguiu interromper seu progresso.”1

“Não está claro por que Lucas conclui seu livro nesse ponto, pois há evidências de que, por causa da fragilidade do caso contra Paulo, ele foi posto em liberdade, realizou outra viagem missionária e foi novamente levado para Roma e executado (2Tm 4:6-8). Tendo em vista o propósito literário de Lucas, talvez o fato de que o evangelho havia sido pregado até mesmo na distante cidade de Roma indicava que ele já havia alcançado os ‘confins da Terra’ (At 1:8).”1

“‘A paciência e o bom ânimo de Paulo durante sua longa e injusta prisão, bem como sua coragem e fé, eram um constante sermão. Seu espírito, tão diferente do espírito do mundo, dava testemunho de que um poder mais alto que o da Terra habitava com ele. E, por seu exemplo, os cristãos foram impelidos a defender com mais energia a causa do evangelho no trabalho público do qual Paulo havia sido afastado. Dessa maneira, as algemas do apóstolo tiveram tal influência que, quando seu poder e utilidade pareciam aniquilados e, ao que tudo indicava, bem pouco poderia fazer, ele alcançou para Cristo frutos em campos dos quais parecia inteiramente excluído’ (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 464).”1

“Do ponto de vista da missão da igreja, no entanto, pode-se dizer que o livro de Atos (ou a história da propagação do evangelho) ainda não foi concluído, e é aqui que cada um de nós entra em cena. Muitos outros capítulos emocionantes e dramáticos já foram escritos ao longo dos séculos, às vezes com o próprio sangue das fiéis testemunhas de Deus. Agora é nossa vez de acrescentar mais um capítulo – talvez o último – e concluir a missão que Jesus deixou aos discípulos, e ‘então, virá o fim’ (Mt 24:14).”1

Quinta-feira, 27 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Paulo finalmente chega a Roma

Lições da Bíblia

“Depois de três meses em Malta, Paulo e seus companheiros finalmente puderam continuar a viagem (At 28:11). Eles chegaram a Putéoli (At 28:13), atualmente conhecida como Pozzuoli, na baía de Nápoles, de onde seguiriam por terra para Roma (veja At 28:11-16).”1

“A notícia da aproximação de Paulo chegou rapidamente a Roma, e um grupo de cristãos decidiu viajar vários quilômetros ao sul para recebê-lo. Embora ele nunca tivesse estado em Roma, o apóstolo tinha muitos amigos na cidade: colaboradores, conversos, parentes e muitos outros que lhe eram extremamente queridos (Rm 16:3-16). O encontro na Via Ápia deve ter sido particularmente comovente, acima de tudo por causa do naufrágio e do fato de que Paulo era agora um prisioneiro. Como resultado de tal demonstração de amor e cuidado por parte de seus queridos amigos, o apóstolo agradeceu a Deus e se sentiu profundamente animado, visto que estava prestes a enfrentar o julgamento perante o imperador.”1

“Em seu relatório oficial, Festo deve ter escrito que, de acordo com a lei romana, Paulo não era culpado de nenhum crime importante (At 25:26, 27; 26:31, 32). Isso provavelmente explica por que o apóstolo foi autorizado a alugar uma casa (At 28:30), em vez de ser enviado para uma prisão comum ou campo militar. Entretanto, de acordo com o costume romano, ele foi mantido acorrentado a um soldado. O fato de que Paulo custeou as próprias despesas implica que, de alguma forma, ele pôde trabalhar (At 18:3).”1

“5. De acordo com Atos 28:17-22, o que Paulo fez assim que se estabeleceu?”1

Atos (28:17-22 ARA)2: “17 Três dias depois, ele convocou os principais dos judeus e, quando se reuniram, lhes disse: Varões irmãos, nada havendo feito contra o povo ou contra os costumes paternos, contudo, vim preso desde Jerusalém, entregue nas mãos dos romanos; 18 os quais, havendo-me interrogado, quiseram soltar-me sob a preliminar de não haver em mim nenhum crime passível de morte. 19 Diante da oposição dos judeus, senti-me compelido a apelar para César, não tendo eu, porém, nada de que acusar minha nação. 20 Foi por isto que vos chamei para vos ver e falar; porque é pela esperança de Israel que estou preso com esta cadeia. 21 Então, eles lhe disseram: Nós não recebemos da Judéia nenhuma carta que te dissesse respeito; também não veio qualquer dos irmãos que nos anunciasse ou dissesse de ti mal algum. 22 Contudo, gostaríamos de ouvir o que pensas; porque, na verdade, é corrente a respeito desta seita que, por toda parte, é ela impugnada.

A. ( ) Começou a escrever suas últimas epístolas.
B. ( ) Convocou os líderes judeus para declarar sua inocência.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Embora Paulo não pudesse ir à sinagoga, a sinagoga podia vir até ele. Portanto, logo após sua chegada, e seguindo a política de ir primeiramente aos judeus (Rm 1:16), ele convocou os líderes judaicos locais para declarar sua inocência e explicar, como o fizera anteriormente, que ele não havia sido preso por nenhuma outra razão senão pela esperança de Israel (At 23:6; 24:15; 26:6-8). Sua intenção não era tanto se defender, mas criar uma atmosfera de confiança que lhe permitisse pregar o evangelho, mostrando como a ressurreição de Jesus era o cumprimento da antiga esperança de Israel. Surpresos por não terem recebido nenhuma informação de Jerusalém sobre Paulo, os judeus decidiram ouvi-lo.”1

“Leia Atos 28:22 [‘Contudo, gostaríamos de ouvir o que pensas; porque, na verdade, é corrente a respeito desta seita que, por toda parte, é ela impugnada.’]. O que o texto revela sobre a hostilidade contra os cristãos ainda naquele momento? Como podemos permanecer fiéis mesmo quando outros falam contra a nossa fé?”1

Quarta-feira, 26 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Em Malta

Lições da Bíblia

“Somente quando chegaram à costa, os sobreviventes descobriram que estavam em Malta, uma pequena ilha no centro do Mediterrâneo, ao sul da Sicília. Nas duas semanas em que estiveram à deriva no mar, rendidos à força do vento, eles navegaram por cerca de 800 quilômetros desde Bons Portos, em Creta. Agora teriam que esperar os três meses de inverno antes de continuar a viagem (At 28:11).”1

“4. De acordo com Atos 28:1-10, o que aconteceu com Paulo na ilha de Malta e como Deus conseguiu usá-lo? Assinale a alternativa correta:”1

Atos (28:1-10 ARA)2: “1 Uma vez em terra, verificamos que a ilha se chamava Malta. 2 Os bárbaros trataram-nos com singular humanidade, porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio. 3 Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se-lhe à mão. 4 Quando os bárbaros viram a víbora pendente da mão dele, disseram uns aos outros: Certamente, este homem é assassino, porque, salvo do mar, a Justiça não o deixa viver. 5 Porém ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum; 6 mas eles esperavam que ele viesse a inchar ou a cair morto de repente. Mas, depois de muito esperar, vendo que nenhum mal lhe sucedia, mudando de parecer, diziam ser ele um deus. 7 Perto daquele lugar, havia um sítio pertencente ao homem principal da ilha, chamado Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias. 8 Aconteceu achar-se enfermo de disenteria, ardendo em febre, o pai de Públio. Paulo foi visitá-lo, e, orando, impôs-lhe as mãos, e o curou. 9 À vista deste acontecimento, os demais enfermos da ilha vieram e foram curados, 10 os quais nos distinguiram com muitas honrarias; e, tendo nós de prosseguir viagem, nos puseram a bordo tudo o que era necessário.

A ( ) Ele foi picado por uma cobra, porém saiu ileso. Deus o usou para curar o pai de Públio e os demais habitantes da ilha de Malta.
B ( ) Ele foi preso, porém pôde testemunhar do amor de Deus.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“O povo de Malta foi hospitaleiro. Diante da chegada de Paulo e seu grupo fizeram uma fogueira para aquecê-los, já que todos estavam molhados e com frio. A temperatura em Malta nessa época do ano não ultrapassaria os 10 °C.”1

“O incidente da cobra atraiu a atenção do povo para Paulo. A princípio, os pagãos entenderam o fato de que ele havia sido picado por uma cobra como um ato de retribuição divina. Eles pensavam que Paulo era um criminoso que havia conseguido escapar da morte por afogamento, mas que ainda assim havia sido apanhado pelos deuses, ou talvez pela deusa grega Dik?, a personificação da justiça e da vingança. Visto que Paulo não morreu, ele foi aclamado como deus, conforme havia acontecido em Listra vários anos antes (At 14:8-18). Embora Lucas não se demore na descrição do episódio, é seguro presumir que Paulo aproveitou a situação para testemunhar do Deus a quem servia.”1

“Públio era o procurador romano de Malta ou apenas um dignitário local, mas ele acolheu Paulo e seus companheiros por três dias, até que encontrassem um lugar para ficar. A cura do pai desse homem deu a Paulo a oportunidade de se dedicar a um ministério de cura entre os malteses.”1

“No relato de Lucas, não há menção de um único converso ou uma única congregação deixada pelo apóstolo quando partiu de Malta. Essa omissão pode ser inteiramente ocasional, mas ilustra o fato de que nossa missão no mundo vai além de batismos ou plantio de igrejas; ela também envolve o cuidado desinteressado para com as pessoas e suas necessidades. Esse é o aspecto prático do evangelho (At 20:35; compare com Tt 3:14).1

“É impressionante que esses habitantes da ilha pouco instruídos tivessem um senso de justiça divina. Em última análise, de onde vinha essa consciência? (Veja Rm 1:18-20 [‘18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; 19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;]2).”1

Terça-feira, 25 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O naufrágio

Lições da Bíblia

“Em sua segunda intervenção na história, Paulo assegurou a todos os que estavam a bordo – 276 pessoas no total (At 27:37) – que, apesar de que nem tudo sairia bem, não haveria mortes; somente o navio afundaria (At 27:22). Quatorze dias depois, as palavras do apóstolo se cumpriram. Ainda sob a terrível tempestade e com o navio completamente à deriva, os marinheiros sentiram que estavam próximos da terra firme, possivelmente porque podiam ouvir o barulho da rebentação das ondas (At 27:27). Depois de sondarem a profundidade por diversas vezes, e temendo que o navio se chocasse contra as rochas ao longo da costa, eles lançaram quatro âncoras da popa para reduzir a velocidade do navio; enquanto isso, pediam desesperadamente aos seus deuses que o dia logo amanhecesse (At 27:28, 29).”1

“3. Leia Atos 27:30-44. Quais lições podemos aprender com essa história?”1

Atos (27:30-44 ARA)2: “30 Procurando os marinheiros fugir do navio, e, tendo arriado o bote no mar, a pretexto de que estavam para largar âncoras da proa, 31 disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não permanecerem a bordo, vós não podereis salvar-vos. 32 Então, os soldados cortaram os cabos do bote e o deixaram afastar-se. 33 Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que se alimentassem, dizendo: Hoje, é o décimo quarto dia em que, esperando, estais sem comer, nada tendo provado. 34 Eu vos rogo que comais alguma coisa; porque disto depende a vossa segurança; pois nenhum de vós perderá nem mesmo um fio de cabelo. 35 Tendo dito isto, tomando um pão, deu graças a Deus na presença de todos e, depois de o partir, começou a comer. 36 Todos cobraram ânimo e se puseram também a comer. 37 Estávamos no navio duzentas e setenta e seis pessoas ao todo. 38 Refeitos com a comida, aliviaram o navio, lançando o trigo ao mar. 39 Quando amanheceu, não reconheceram a terra, mas avistaram uma enseada, onde havia praia; então, consultaram entre si se não podiam encalhar ali o navio. 40 Levantando as âncoras, deixaram-no ir ao mar, largando também as amarras do leme; e, alçando a vela de proa ao vento, dirigiram-se para a praia. 41 Dando, porém, num lugar onde duas correntes se encontravam, encalharam ali o navio; a proa encravou-se e ficou imóvel, mas a popa se abria pela violência do mar. 42 O parecer dos soldados era que matassem os presos, para que nenhum deles, nadando, fugisse; 43 mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu-os de o fazer; e ordenou que os que soubessem nadar fossem os primeiros a lançar-se ao mar e alcançar a terra. 44 Quanto aos demais, que se salvassem, uns, em tábuas, e outros, em destroços do navio. E foi assim que todos se salvaram em terra.

“No início da viagem, o centurião tratou Paulo de modo favorável, mas ele não tinha motivos para confiar no julgamento náutico do apóstolo. Após duas semanas, no entanto, as coisas mudaram. Paulo já havia ganhado o respeito do centurião, com sua intervenção profética sobre o naufrágio (At 27:21-26) que se aproximava de seu cumprimento.”1

“Paulo exortou todos a bordo a se alimentarem, caso contrário não teriam forças para nadar e chegar à terra firme. A Providência divina não nos isenta de fazer o que normalmente seria nosso dever. ‘Ao longo dessa narrativa, mantém-se um equilíbrio entre a garantia de Deus quanto à segurança daqueles homens e os esforços deles para assegurar que isso acontecesse’ (David J. Williams, Acts. Grand Rapids, MI: Baker Books, 1990, p. 438).”1

“Com a aproximação da manhã, os marinheiros avistaram a terra – uma baía onde decidiram encalhar o navio. No entanto, o navio nunca chegou à praia. Em vez disso, atingiu um banco de areia e acabou se rompendo pela força das ondas. O plano dos soldados de matar os prisioneiros para evitar que fugissem foi interrompido pelo centurião, principalmente por causa de Paulo. No fim, ninguém perdeu a vida, exatamente como Deus havia prometido.”1

“Desejando manter Paulo vivo, o centurião proibiu os soldados de matar os prisioneiros. O que isso revela sobre o testemunho e o caráter de Paulo?”1

Segunda-feira, 24 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Navegando para Roma

Lições da Bíblia

“Após ficar preso em Cesareia por cerca de dois anos (At 24:27), Paulo foi enviado a Roma. A julgar pela primeira pessoa do plural e a riqueza de detalhes usados para descrever a longa e turbulenta viagem marítima para a Itália (At 27:1–28:16), Lucas acompanhava o apóstolo, assim como outro cristão chamado Aristarco (At 27:2). Outro personagem importante na história foi o centurião romano, Júlio, responsável também por outros prisioneiros (At 27:1).”1

“Eles partiram no final do verão. O Dia do Jejum (At 27:9) se refere ao Dia da Expiação, na segunda metade de outubro. Por causa das condições climáticas do inverno, normalmente se evitava viajar pelo Mediterrâneo entre novembro e março. Dessa vez, no entanto, eles enfrentaram dificuldades desde o início, e somente depois de muita demora chegaram à pequena baía de Bons Portos, na ilha de Creta (At 27:8).”1

“1. Leia Atos 27:9-12. Enquanto estavam em Bons Portos, como Paulo interveio na história e como sua intervenção foi recebida?”1

Atos (27:9-12 ARA)2: “9 Depois de muito tempo, tendo-se tornado a navegação perigosa, e já passado o tempo do Dia do Jejum, admoestava-os Paulo, 10 dizendo-lhes: Senhores, vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida. 11 Mas o centurião dava mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia. 12 Não sendo o porto próprio para invernar, a maioria deles era de opinião que partissem dali, para ver se podiam chegar a Fenice e aí passar o inverno, visto ser um porto de Creta, o qual olhava para o nordeste e para o sudeste.

“As advertências de Paulo foram ignoradas, e eles decidiram navegar mais 65 quilômetros para o oeste, até o porto de Fenice onde poderiam passar o inverno com segurança. Infelizmente, com uma súbita mudança climática, eles pegaram uma tempestade tão violenta que a tripulação não teve outra opção senão deixar o navio ser conduzido pelo vento na direção sudoeste, para longe da terra. Logo eles começaram a lançar a carga ao mar e até mesmo alguns equipamentos do navio em uma frenética tentativa de aliviar o peso, visto que ele já começava a ser inundado pelas águas. A situação era dramática. Depois de vários dias sem a luz do sol, pouca visibilidade, chuva pesada e ventos fortes, sem saber onde estavam e em completo esgotamento, eles finalmente perderam ‘toda a esperança de salvamento’ (At 27:20, NVI).”1

“2. De acordo com Atos 27:21-26, qual foi a segunda intervenção de Paulo na história? Assinale a alternativa correta:”1

Atos (27:21-26 ARA)2: “21 Havendo todos estado muito tempo sem comer, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Senhores, na verdade, era preciso terem-me atendido e não partir de Creta, para evitar este dano e perda. 22 Mas, já agora, vos aconselho bom ânimo, porque nenhuma vida se perderá de entre vós, mas somente o navio. 23 Porque, esta mesma noite, um anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, 24 dizendo: Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos navegam contigo. 25 Portanto, senhores, tende bom ânimo! Pois eu confio em Deus que sucederá do modo por que me foi dito. 26 Porém é necessário que vamos dar a uma ilha.

A ( ) Ele fez uma oração, e a tempestade cessou.
B ( ) Ele declarou que Deus havia lhe dito que ninguém ali morreria.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Em palavras proféticas, Paulo relatou à tripulação uma mensagem que tinha acabado de receber de Deus. Não havia motivo para se desesperarem nem perderem a esperança. Ainda haveria perigo e perda, mas todos sobreviveriam.”1

“Por que um servo do Senhor como Paulo teve que sofrer? O que aprendemos com isso?”1

Domingo, 23 de setembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O livro de Atos dos Apóstolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 493, jul. ago. set. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.