Assistência aos pobres

Lições da Bíblia

“Compartilhar recursos era, muitas vezes, uma expressão tangível da unidade na igreja primitiva. A generosidade descrita nos primeiros capítulos do livro de Atos continuou posteriormente com o convite de Paulo às igrejas que ele havia estabelecido na Macedônia e na Acaia para que contribuíssem com os pobres de Jerusalém (veja At 11:27-30; Gl 2:10; Rm 15:26; 1Co 16:1-4). Essa dádiva se tornou uma expressão palpável do fato de que as igrejas, constituídas principalmente de cristãos gentios, amavam seus irmãos e irmãs de herança judaica em Jerusalém, e se importavam com eles. Apesar das diferenças culturais e étnicas, eles formavam um só corpo em Cristo e prezavam o mesmo evangelho. Esse ato de compartilhar seus recursos com os necessitados não apenas revelou a unidade que já existia na igreja, mas também fortaleceu essa unidade.”1

“5. Leia 2 Coríntios 9:8-15. Quais foram os resultados da generosidade revelada pela igreja de Corinto?”1

2 Coríntios (9:8-15 ARA): “8 Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, 9 como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. 10 Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça, 11 enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus. 12 Porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus, 13 visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos, 14 enquanto oram eles a vosso favor, com grande afeto, em virtude da superabundante graça de Deus que há em vós. 15 Graças a Deus pelo seu dom inefável!

“A experiência de unidade na igreja primitiva mostra o que ainda pode ser feito hoje. Contudo, essa unidade não foi possível sem o compromisso intencional por parte de todos os cristãos. Os líderes da comunidade primitiva compreendiam que seu ministério era promover a unidade em Cristo. Assim como o amor entre o marido, a mulher e os filhos é um compromisso que deve ser nutrido intencionalmente todos os dias, também é assim a unidade entre os cristãos. A unidade que temos em Cristo é incentivada e tornada visível de várias maneiras.”1

“Os elementos que promoveram a unidade na igreja primitiva foram a oração, a adoração, a comunhão, uma visão em comum e o estudo da Palavra de Deus. Os cristãos não apenas compreenderam sua missão de pregar o evangelho a todas as nações, mas também perceberam que tinham a responsabilidade de amar e cuidar uns dos outros. A unidade deles se manifestava em sua generosidade e apoio mútuo na comunidade local e, mais amplamente, entre as comunidades da igreja, mesmo que fossem separadas por longas distâncias.”1

“‘Sua beneficência testificava que não haviam recebido a graça de Deus em vão. O que teria produzido tal liberalidade senão a santificação do Espírito? Aos olhos de crentes e incrédulos foi um milagre da graça’ (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 344).”1

“Você e sua igreja têm experimentado os benefícios da generosidade em relação aos outros? Ou seja, quais são as bênçãos concedidas aos que doam a outras pessoas?”1

Quinta-feira, 01 de novembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Generosidade e ganância

Lições da Bíblia

“Lucas declarou que uma das consequências naturais da comunhão vivida pelos seguidores de Jesus logo após o Pentecostes foi o apoio mútuo entre eles. ‘Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade’ (At 2:44, 45).”1

“Esse ato de compartilhar os bens não era uma exigência da comunidade, mas o resultado voluntário do amor. Era também uma expressão concreta da unidade. Esse apoio mútuo continuou por algum tempo, e obtemos mais detalhes a esse respeito em Atos 4 e 5. Encontramos esse tema também em outras partes do Novo Testamento, como veremos a seguir.”1

“Barnabé foi apresentado pela primeira vez nesse contexto. Ele era rico e possuía terras. Tendo vendido sua propriedade em benefício da comunidade, levou o dinheiro aos apóstolos (At 4:36, 37). Barnabé é retratado como um exemplo a ser seguido.”1

“4. Leia Atos 4:32-37 e 5:1-11. Compare a atitude de Barnabé com o ato de Ananias e Safira. Qual foi o erro desse casal?”1

Atos (4:32-37 ARA): 32 Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. 33 Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. 34 Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes 35 e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade. 36 José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, 37 como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos.

Atos (5:1-11 ARA): “1 Entretanto, certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, 2 mas, em acordo com sua mulher, reteve parte do preço e, levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos. 3 Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? 4 Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus. 5 Ouvindo estas palavras, Ananias caiu e expirou, sobrevindo grande temor a todos os ouvintes. 6 Levantando-se os moços, cobriram-lhe o corpo e, levando-o, o sepultaram. 7 Quase três horas depois, entrou a mulher de Ananias, não sabendo o que ocorrera. 8 Então, Pedro, dirigindo-se a ela, perguntou-lhe: Dize-me, vendestes por tanto aquela terra? Ela respondeu: Sim, por tanto. 9 Tornou-lhe Pedro: Por que entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e eles também te levarão. 10 No mesmo instante, caiu ela aos pés de Pedro e expirou. Entrando os moços, acharam-na morta e, levando-a, sepultaram-na junto do marido. 11 E sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos quantos ouviram a notícia destes acontecimentos.

“Além de mentir descaradamente ao Espírito Santo, esse casal também apresentou ganância e cobiça. Talvez nenhum outro pecado destrua a comunhão e o amor fraternal mais rapidamente do que o egoísmo e a ganância. Se Barnabé serve como exemplo positivo do espírito de comunhão da igreja primitiva, Ananias e Safira são o oposto. Lucas foi honesto ao compartilhar essa história sobre pessoas menos virtuosas na comunidade.”1

“O último mandamento, ‘não cobiçarás’, é diferente dos outros nove (Êx 20:1-17). Enquanto os outros mandamentos falam de ações que transgridem visivelmente a vontade de Deus para a humanidade, o último é sobre o que está oculto no coração. O pecado da cobiça não é uma ação; antes, é um processo de pensamento. A cobiça e seu companheiro, o egoísmo, não são pecados visíveis, mas uma condição da natureza humana pecaminosa. Eles só se tornam visíveis quando se manifestam em ações egoístas, como vimos aqui com Ananias e Safira. Em certo sentido, a cobiça, proibida pelo último mandamento, é a raiz do mal manifestado nas ações condenadas por todos os outros nove mandamentos. A cobiça desse casal os deixou suscetíveis à influência de Satanás, o que os levou a mentir para Deus. A cobiça de Judas o levou a fazer o mesmo.”1

“Como exterminar a cobiça da vida? Por que o louvor e a ação de graças pelo que temos é um poderoso antídoto contra esse mal?”1

Quarta-feira, 31 de outubro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Unidade de comunhão

Lições da Bíblia

“Em resposta ao sermão de Pedro e ao apelo ao arrependimento e à salvação, cerca de 3 mil pessoas tomaram a decisão de aceitar Jesus como o Messias e cumprimento das promessas do Antigo Testamento a Israel. Deus estava trabalhando no coração daquelas pessoas. Muitas já tinham ouvido falar de Jesus de terras longínquas e podem ter viajado para Jerusalém com a esperança de vê-Lo. Alguns tinham visto Jesus e ouvido Suas mensagens sobre a salvação, mas não se comprometeram a se tornar Seus seguidores. No Pentecostes, Deus interveio miraculosamente na vida dos discípulos e os usou como testemunhas da ressurreição de Jesus. Então eles souberam que, em nome de Jesus, as pessoas podiam receber o perdão dos pecados (At 2:38).”1

“3. Leia Atos 2:42-47. Quais atividades os primeiros seguidores de Jesus fizeram como uma comunidade? O que criou essa incrível unidade de comunhão?”1

Atos (2:42-47 ARA): “42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. 43 Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. 44 Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. 45 Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. 46 Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, 47 louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.

“É notável que a primeira atividade da comunidade de novos cristãos foi aprender o ensino dos apóstolos. A instrução bíblica é uma forma importante de facilitar o crescimento espiritual dos conversos. Jesus havia comissionado os apóstolos a ensinar os discípulos ‘a guardar todas as coisas que’ Ele tinha ‘ordenado’ (Mt 28:20). Essa nova comunidade passava tempo com os apóstolos aprendendo sobre Jesus. Provavelmente ouviram falar sobre a vida e o ministério de Cristo, Seus ensinamentos, parábolas, sermões e milagres, todos explicados como o cumprimento das Escrituras hebraicas.”1

“Eles também passavam tempo em oração e partindo o pão. Não está claro se o ‘partir do pão’ é uma alusão à Ceia do Senhor ou simplesmente uma referência às refeições que compartilhavam uns com os outros, como Atos 2:46 parece sugerir. A menção à comunhão certamente pressupõe que os membros dessa nova comunidade passavam tempo juntos, com frequência e regularmente, tanto no templo em Jerusalém, que ainda servia como centro de devoção e adoração, quanto em suas casas. Comiam e oravam juntos. A oração é vital em uma comunidade de fé, e é essencial ao crescimento espiritual. Eles passavam tempo em adoração. Essas atividades foram realizadas com perseverança.”1

“Essa comunhão perseverante gerou bons relacionamentos com outras pessoas em Jerusalém. Os novos cristãos contavam ‘com a simpatia de todo o povo’ (At 2:47). Evidentemente a obra do Espírito Santo na vida deles causou uma impressão poderosa nos que os rodeavam e serviu como um poderoso testemunho da verdade de Jesus como o Messias.”1

“O que a igreja deve aprender com esse exemplo de unidade, comunhão e testemunho?”1

Terça-feira, 30 de outubro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

De Babel ao Pentecostes

Lições da Bíblia

“Os dias de preparação espiritual, após a ascensão de Jesus, culminaram nos eventos do Pentecostes. O primeiro versículo do capítulo 2 afirma que, naquele dia, antes do derramamento do Espírito Santo sobre os discípulos, eles estavam todos juntos, ‘unânimes’ [New King James Version], ‘reunidos no mesmo lugar’ (At 2:1).”1

“No Antigo Testamento, o Pentecostes era a segunda das três festas mais importantes das quais todos os homens israelitas eram obrigados a participar. Ela acontecia cinquenta dias (em grego, pentekoste, quinquagésimo dia) após a Páscoa. Durante essa festa, os hebreus apresentavam a Deus os primeiros frutos da colheita de verão como oferta de ação de graças.”1

“É provável que, no tempo de Jesus, a festa de Pentecostes também incluísse a celebração da promulgação da lei no monte Sinai (Êx 19:1). Portanto, vemos aqui a importância contínua da lei de Deus como parte da mensagem cristã em relação a Cristo, cuja morte oferece perdão a todos os que se arrependem de transgredir a lei de Deus. Não é de admirar que um dos textos cruciais sobre os últimos dias trate tanto da lei como do evangelho (Ap 14:12).”1

“Além disso, assim como no monte Sinai, quando Moisés recebeu os Dez Mandamentos (Êx 19:16-25; Hb 12:18), também ocorreram muitos fenômenos extraordinários no Pentecostes. ‘De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem’ (At 2:2-4).”1

“2. Leia Atos 2:5-13. Qual é o significado desse evento maravilhoso?”1

Atos (2:5-13 ARA): “5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. 6 Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? 8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? 9 Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, 10 da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, 11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? 12 Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer? 13 Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados!

“O Pentecostes devia ser uma festa alegre, de ação de graças ao Senhor por Suas dádivas. Talvez esse seja o motivo da falsa acusação de embriaguez sofrida pelos discípulos (At 2:13-15). O poder de Deus é visto de maneira especial no milagre de falar e entender diversos idiomas. Os judeus de todo o Império Romano que tinham vindo a Jerusalém para essa festa ouviram a mensagem de Jesus, o Messias, em seus próprios idiomas.”1

“De maneira singular, a dispersão da família humana original e a formação de grupos étnicos, iniciadas intensamente na Torre de Babel, foram desfeitas no Pentecostes. O milagre da graça começou a reunificar a família humana. A unidade da igreja de Deus em escala global testifica da natureza de Seu reino ao restaurar o que se perdeu em Babel.”1

Segunda-feira, 29 de outubro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Dias de preparação

Lições da Bíblia

“Nas últimas horas que passou com os discípulos antes de Sua morte, Jesus prometeu que não os deixaria sós. Outro Consolador, o Espírito Santo, seria enviado para acompanhá-los em seu ministério. O Espírito os lembraria de muitas coisas que Cristo havia dito e feito (Jo 14:26), e os guiaria na descoberta de outras verdades (Jo 16:13). No dia de Sua ascensão, Jesus renovou essa promessa. ‘Vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias […]. Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo’ (At 1:5, 8). O poder do Espírito Santo seria concedido a fim de habilitar os discípulos a testemunhar em Jerusalém, Judeia, Samaria e até aos confins da Terra (At 1:8).”1

“1. Leia Atos 1:12-14. O que os discípulos fizeram durante esse período de dez dias?”1

Atos (1:12-14 ARA)2: “12 Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado. 13 Quando ali entraram, subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. 14 Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.

“Podemos imaginar esses dez dias como um período de intensa preparação espiritual, uma espécie de ‘retiro’ durante o qual esses discípulos compartilharam suas lembranças de Jesus, Suas obras, Seus ensinamentos e Seus milagres. Eles ‘perseveravam unânimes em oração’ (At 1:14).”1

“‘Enquanto os discípulos esperavam o cumprimento da promessa, humilharam o coração em verdadeiro arrependimento e confessaram sua incredulidade. Ao trazerem à lembrança as palavras que Cristo lhes havia dito antes da morte, entenderam mais amplamente seu significado. Verdades que lhes tinham escapado à lembrança lhes voltavam à mente, e eles as repetiam uns aos outros. Reprovavam-se por não haverem compreendido o Salvador. Como numa sequência, cena após cena de Sua maravilhosa vida passou diante deles. Meditando sobre Sua vida pura, santa, sentiram que nenhum trabalho seria árduo demais, nenhum sacrifício demasiadamente grande, contanto que pudessem testemunhar, na própria vida, da amabilidade do caráter de Cristo. Oh! se pudessem viver de novo os passados três anos, pensavam, quão diferentemente agiriam! Se pudessem somente ver o Mestre outra vez, com que ardor procurariam mostrar quão profundamente O amavam, e quanto se haviam entristecido por terem-No ferido com uma palavra ou um ato de incredulidade! Mas estavam confortados com o pensamento de que haviam sido perdoados. E determinaram que, tanto quanto possível, expiariam sua incredulidade, confessando-O corajosamente perante o mundo […]. Pondo de parte todas as divergências, todo desejo de supremacia, uniram-se em íntima comunhão cristã’ (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 36, 37).”1

“Quanto à sua fé, o que você desejaria refazer, se lhe fosse possível? As lições do seu arrependimento pelos erros do passado podem ajudá-lo a construir um futuro melhor?”1

Domingo, 27 de outubro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A experiência de unidade na igreja primitiva

Lições da Bíblia

E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2:42).1

“A unidade da igreja é o resultado de uma experiência espiritual compartilhada em Jesus, que é a verdade. ‘Eu Sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim’ (Jo 14:6). Os sólidos laços da comunhão são formados em uma jornada e experiência espirituais coletivas. Os primeiros adventistas tiveram essa experiência no movimento milerita. Sua experiência coletiva, em 1844, uniu seu coração enquanto buscavam uma explicação para seu desapontamento. Essa experiência deu à luz a Igreja Adventista do Sétimo Dia e a verdade sobre o juízo investigativo, e tudo o que ele envolve.”1

“A experiência dos discípulos de Jesus, após Sua ascensão ao Céu, é um testemunho do poder da Palavra de Deus, da oração e da comunhão na criação da unidade e harmonia entre cristãos de origens muito diferentes. Essa mesma experiência ainda é possível hoje.”

“‘Insisto em que a comunhão é um elemento especialmente importante na adoração coletiva […]. Para o cristão nada pode substituir a compreensão do vínculo espiritual que o une com outros fiéis e com o Senhor Jesus Cristo […]. Primeiramente Cristo atrai a pessoa para Si, mas Ele sempre une essa pessoa a outros cristãos em Seu corpo, a igreja’ (Robert G. Rayburn, O Come, Let Us Worship. Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1980, p. 91).”1

Sábado, 27 de outubro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O segredo para a unidade – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“Leia, de Ellen G. White, ‘Espírito de Unidade’, p. 179-188, em Testemunhos Para a Igreja, v. 9.”

“Cristo não fazia distinção de nacionalidade, classe social nem credo. Os escribas e fariseus queriam monopolizar todos os dons do Céu em favor da sua localidade e nação, com exclusão do restante da família no mundo inteiro. Cristo, porém, veio para derrubar todo muro de separação. Veio para mostrar que o dom da Sua misericórdia e amor, como o ar, a luz e a chuva que refrigera o solo, não reconhece limites.”1

“‘Por Sua vida, Cristo fundou uma religião em que não há classes sociais; judeus e pagãos, livres e servos são iguais perante Deus e reunidos por um vínculo fraternal. Nenhum exclusivismo influía em Seus atos. Não fazia distinção alguma entre compatriotas e estrangeiros, amigos e inimigos. O que Lhe atraía o coração era a pessoa sedenta da água da vida’ (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 190, 191).”1

Perguntas para discussão

“1. Reflita sobre esta afirmação: ‘O plano de Deus é revelado de maneira muito clara e simples no capítulo 4 de Efésios, de modo que todos os Seus filhos podem compreender a verdade. Aqui é claramente apresentado o meio que Ele designou para manter a unidade de Sua igreja, para que seus membros possam revelar ao mundo uma experiência religiosa saudável’ (Comentário Bíblico Adventista, v. 6, p. 1246). O que, em Efésios 4, aponta para a unidade da igreja? O que podemos fazer para assegurá-la?”1

“2. A necessidade de humildade e sujeição é fundamental à questão da unidade. Sem essas características, como poderia existir unidade na igreja? Não é possível haver unidade se somos orgulhosos, se sempre temos certeza dos nossos pontos de vista e posições e se não estamos dispostos a ouvir os outros. Como aprender essa humildade e sujeição?”1

“Resumo: Todos os nossos relacionamentos humanos, inclusive os relacionamentos entre irmãos e irmãs na igreja, são transformados pelo poder de Cristo em nossa vida. E essa mudança é crucial para que tenhamos unidade.”1

Sexta-feira, 26 de outubro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Relacionamentos humanos em Cristo

Lições da Bíblia

“O cristianismo é uma religião de relacionamentos com Deus e de uns com os outros. Não faz sentido afirmar ter uma ligação profunda com o Senhor sem que essa conexão tenha um impacto nos relacionamentos com as pessoas. O cristianismo não pode ser vivido de maneira isolada. Os princípios de unidade sobre os quais Paulo discutiu em sua epístola aos efésios também são aplicáveis à maneira pela qual nos relacionamos com os outros.”1

“7. Leia Efésios 5:15-21. O que Paulo disse no verso 21? Qual é a relação entre sujeição e unidade?”1

Efésios (5:15-21 ARA)2: “15 Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, 16 remindo o tempo, porque os dias são maus. 17 Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. 18 E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, 19 falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, 20 dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, 21 sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.

“A exortação de Paulo de que nos sujeitemos uns aos outros está relacionada com a expressão ‘enchei-vos do Espírito‘, em Efésios 5:18. Uma das expressões do recebimento da plenitude do Espírito é a sujeição (ou submissão) de uns para com os outros. Isso se refere à atitude apropriada de humildade e consideração que devemos ter em relação às pessoas. Evidentemente esse não é um atributo natural da maioria das personalidades, mas será o resultado da atuação do Espírito em nosso coração. É um dom do mesmo Espírito, que é o vínculo da unidade em Cristo. Vista dessa perspectiva, a sujeição é uma qualidade interior que expressa nossa reverência por Cristo e Seu sacrifício por nós.”1

“8. Leia Efésios 5:22–6:9. Qual é o impacto que a qualidade da sujeição mútua tem nos relacionamentos do cristão no lar e no trabalho?”1

Efésios (5:22–33 ARA)2: “22 As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; 23 porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. 24 Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. 25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, 26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, 27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. 28 Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. 29 Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; 30 porque somos membros do seu corpo. 31 Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. 32 Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. 33 Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido. Efésios (6:1–9 ARA)2:  1 Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. 2 Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), 3 para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. 4 E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor. 5 Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo, 6 não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; 7 servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens, 8 certos de que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre. 9 E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas.

“Em certa medida, a unidade na igreja depende da unidade no lar. Paulo enfatizou que a unidade, o amor e o respeito que devem existir entre o marido e a mulher devem exemplificar o amor de Cristo para com a igreja, um amor abnegado. Portanto, o respeito cristão no lar, bem como na igreja, é exigido dos maridos e esposas e dos membros da igreja. Esse atributo de Cristo também deve ser exemplificado no relacionamento entre pais e filhos e entre empregados e empregadores (servos e senhores). A harmonia e paz que devem permear nosso lar também devem permear a vida de nossa igreja.”1

“Como você deve agir em relação a um membro da sua família ou a um colega de trabalho?”1

Quinta-feira, 25 de outubro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.