Controvérsias em Jerusalém – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 462-467 (“Um povo condenado”), p. 468-478 (“Purificando o templo outra vez”) e p. 479-486 (“Fogo cruzado”).

“O ato de Cristo amaldiçoar a árvore que Seu poder havia criado é um aviso para todas as igrejas e todos os cristãos. […] Alguns que se consideram excelentes cristãos não compreendem o que significa o serviço a Deus. Seus planos e objetivos são agradar a si mesmos. Agem sempre por si próprios. O tempo só tem valor para eles quando conseguem acumular algo para si. Em todos os negócios da vida, é esse seu objetivo. […] Não se põem em contato com a humanidade. Aqueles que, dessa forma, vivem para si são como a figueira, cheia de arrogância, mas sem frutos. […] Honram a lei divina em palavras, mas falham na obediência. Dizem, mas não praticam. Na sentença contra a figueira, Cristo demonstra como é abominável aos Seus olhos essa inútil ostentação. Ele diz que o pecador declarado é menos culpado do que aquele que diz servir a Deus, mas não produz fruto para Sua glória” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 465).

Perguntas para consideração

Como aplicar hoje as lições do relato da purificação do templo realizada por Cristo?

Jesus explicava que elas deviam ser cumpridas. Quão central é a Bíblia para a vida de fé? Por que devemos rejeitar tentativas de diminuir a autoridade das Escrituras e a teoria de que as Escrituras são ideias de pessoas do passado a respeito de Deus?

Qual é a linha de separação adequada entre a igreja e o Estado? Como o ensino de Jesus em Marcos 12:13-17 nos ajuda a compreender essa questão?

Mc 12:13-17 (NAA)2: 13 E enviaram a Jesus alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra. 14 Chegando, disseram-lhe: — Mestre, sabemos que o senhor é verdadeiro e não se importa com a opinião dos outros, porque não olha a aparência das pessoas, mas, segundo a verdade, ensina o caminho de Deus; é lícito pagar imposto a César ou não? Devemos ou não devemos pagar? 15 Mas Jesus, percebendo a hipocrisia deles, respondeu: — Por que vocês estão me pondo à prova? Tragam-me um denário para que eu o veja. 16 Eles trouxeram. E Jesus lhes perguntou: — De quem é esta figura e esta inscrição? Eles responderam: — De César. 17 Então Jesus disse: — Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele.

Busque textos que falem da ressurreição. Por que essa doutrina é tão importante?

Sexta-feira, 30 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O maior mandamento

Lições da Bíblia1:

6. Que pergunta profunda fez o amigável escriba, e que resposta Jesus deu a ele? Mc 12:28-34

Mc 12:28-34 (NAA)2: 28 Chegando um dos escribas, que ouviu a discussão entre eles e viu que Jesus tinha dado uma boa resposta, perguntou-lhe: — Qual é o principal de todos os mandamentos? 29 Jesus respondeu: — O principal é: ‘Escute, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! 30 Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e com toda a sua força.’ 31 O segundo é: ‘Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.’ Não há outro mandamento maior do que estes. 32 Então o escriba disse: — Muito bem, Mestre! E com verdade o senhor disse que ele é o único, e não há outro além dele, 33 e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e com todas as forças e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. 34 Vendo Jesus que o escriba havia respondido sabiamente, declarou-lhe: — Você não está longe do Reino de Deus. E ninguém mais ousava fazer perguntas a Jesus.”

Até agora no evangelho de Marcos, a maioria dos líderes, com poucas exceções, era hostil a Jesus, especialmente em Jerusalém, onde Ele confrontou a liderança a respeito da adoração no templo – que estava no centro do judaísmo. Assim, o fato de um escriba ouvir as disputas e apreciar as respostas de Jesus mostra sua honestidade e coragem diante da hostilidade prevalecente contra Jesus. Seria mais fácil observar de longe, mesmo para um simpatizante de Jesus. Mas aquele homem não fez isso.

O escriba foi ao cerne da religião ao perguntar qual dos mandamentos é o mais importante. Jesus respondeu com simplicidade e clareza, citando o Shemá, a confissão de fé do judaísmo (Dt 6:4, 5). O maior mandamento, segundo Jesus, é amar a Deus de todo o coração, alma, entendimento e força – isto é, com a totalidade de quem somos. Jesus deu um bônus ao escriba ao apresentar o segundo mandamento mais importante, citando novamente o AT (Lv 19:18), que fala sobre amar o próximo como a si mesmo.

Alguns se perguntam como é possível ordenar o amor. O contexto cultural do mandamento em Deuteronômio nos ajuda a entender essa questão. A linguagem vem de tratados da antiguidade realizados entre duas pessoas ou grupos de pessoas. Nesse contexto, o termo “amor” se refere a ser fiel aos requisitos do tratado, cumprindo-os com fidelidade. Assim, embora não exclua o conceito de afeto profundo entre as partes, o amor está muito mais concentrado em ações que demonstrem essa lealdade.

O escriba foi honesto, viu a clareza e simplicidade da resposta de Jesus e a confirmou. Podemos imaginar o olhar de desconfiança de outros líderes religiosos, uma vez que o escriba honesto disse que a resposta de Jesus era válida, algo que ninguém mais estava disposto a fazer. Jesus também elogiou o escriba por sua resposta honesta, dizendo que ele não estava longe do Reino de Deus. Mas não estar muito longe do Reino não significa estar dentro dele. O escriba ainda precisava reconhecer quem era Jesus e segui-Lo, isto é, dar mais um passo na jornada da fé.

De que maneira é possível amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos? A cruz seria a chave para isso?

Quinta-feira, 29 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Deveres terrenos e resultados celestiais

Lições da Bíblia1:

5. O que ocorreu nesses relatos e que verdades Jesus ensinou? Mc 12:13-27

Mc 12:13-27 (NAA)2: 13 E enviaram a Jesus alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra. 14 Chegando, disseram-lhe: — Mestre, sabemos que o senhor é verdadeiro e não se importa com a opinião dos outros, porque não olha a aparência das pessoas, mas, segundo a verdade, ensina o caminho de Deus; é lícito pagar imposto a César ou não? Devemos ou não devemos pagar? 15 Mas Jesus, percebendo a hipocrisia deles, respondeu: — Por que vocês estão me pondo à prova? Tragam-me um denário para que eu o veja. 16 Eles trouxeram. E Jesus lhes perguntou: — De quem é esta figura e esta inscrição? Eles responderam: — De César. 17 Então Jesus disse: — Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele. 18 Então alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição, aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram: 19 — Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se um homem morrer e deixar mulher sem filhos, o irmão desse homem deve casar com a viúva e gerar descendentes para o falecido. 20 Havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos; 21 o segundo casou com a viúva e morreu, também sem deixar descendência; e o terceiro, da mesma forma. 22 E, assim, os sete não deixaram descendência. Por fim, depois de todos, morreu também a mulher. 23 Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles ela será a esposa? Porque os sete casaram com ela. 24 Jesus respondeu: — Será que o erro de vocês não está no fato de não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus? 25 Pois, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos nos céus. 26 Quanto aos mortos, que eles de fato ressuscitam, vocês nunca leram no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”? 27 Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Vocês estão completamente enganados.”

Os líderes estavam tentando apanhar Jesus em algo que pudessem usar para condená-Lo, junto ao governador romano ou ao povo. Nessa controvérsia, a questão foi o pagamento de impostos. Naquela época, recusar-se a pagar impostos poderia ser considerado rebelião contra o governo romano, uma ofensa grave.

Jesus respondeu que eles deviam dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Isso fez com que Ele escapasse da armadilha, mas também ofereceu instruções profundas sobre a responsabilidade do cristão para com o governo. Jesus “declarou que, uma vez que estavam vivendo debaixo do poder romano, deviam prestar-lhe o apoio que lhes exigia, no que não estivesse em oposição a um dever mais elevado. Mas, embora pacificamente sujeitos às leis da Terra, deviam ser primeiramente leais a Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 480).

A seguir, houve uma controvérsia sobre a ressurreição dos mortos. Os saduceus eram um grupo formado por sacerdotes que aceitavam como Escrituras apenas os cinco livros de Moisés. Eles não acreditavam na ressurreição. O cenário que apresentaram a Jesus era hipotético. Envolvia sete irmãos e uma mulher. De acordo com a lei de Moisés, para manter a propriedade na linhagem familiar, quando um homem morresse sem deixar filhos, o irmão dele deveria se casar com a viúva, e os filhos nascidos dessa união pertenceriam legalmente ao homem morto (Dt 25:5-10).

Desacreditando da doutrina da ressurreição, os saduceus apontaram para um dilema: na ressurreição, de qual deles ela seria esposa? Jesus rebateu o argumento em duas etapas, referindo-Se às Escrituras e ao poder de Deus: (1) Ele descreveu o poder de Deus na ressurreição e indicou que não haverá casamento no Céu; (2) defendeu a doutrina da ressurreição citando Êxodo 3:1-22, em que o Senhor declara que é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Isso significa que eles serão ressuscitados, pois o Criador é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, que estão, por enquanto, mortos, mas ressurgirão.

Se alguém lhe perguntasse: “Você conhece o poder de Deus?”, o que você diria?

Quarta-feira, 28 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Quem disse que você poderia fazer isso?

Lições da Bíblia1:

3. Que desafio os líderes apresentaram? Como Jesus reagiu? Mc 11:27-33

Mc 11:27-33 (ARA)2: “27 Então regressaram para Jerusalém. E enquanto Jesus andava pelo templo, os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos vieram ao seu encontro 28 e lhe perguntaram:Com que autoridade você faz estas coisas? Ou quem lhe deu esta autoridade para fazer isto? 29 Jesus respondeu: — Eu vou fazer uma pergunta a vocês. Respondam, e eu lhes direi com que autoridade faço estas coisas. 30 O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondam! 31 E eles discutiam entre si: — Se dissermos: ‘Do céu’, ele dirá: ‘Então por que não acreditaram nele?’ 32 Se, porém, dissermos: ‘Dos homens’, é de temer o povo. Porque todos pensavam que João era realmente um profeta. 33 Então responderam a Jesus: — Não sabemos. E Jesus, por sua vez, lhes disse: — Então eu também não lhes digo com que autoridade faço estas coisas.

No dia seguinte à purificação do templo, os líderes confrontaram Jesus no mesmo lugar, perguntando com que autoridade Ele tinha agido no dia anterior. Eles não buscavam a verdade, mas queriam prender Jesus. Se Ele admitisse que Sua autoridade vinha de Deus, eles diriam que um simples carpinteiro não tinha essa autoridade. Entretanto, se dissesse que Sua autoridade era humana, eles O rejeitariam considerando-o um tolo.

Mas Jesus enxergou a armadilha deles e disse que daria a resposta se eles respondessem a uma pergunta: “O batismo de João Batista era de Deus ou dos homens?” Os líderes perceberam que estavam encurralados. Se dissessem que era de Deus, Jesus perguntaria: “Então, por que vocês não acreditaram nele?” Se dissessem que era dos homens, o povo poderia se revoltar. Eles mentiram, dizendo que não sabiam. Isso deu a Jesus a oportunidade de Se recusar a responder à pergunta deles.

4. Em lugar de responder aos líderes, que parábola Jesus contou para adverti-los? Que efeito isso teve? Mc 12:1-12

Mc 12:1-12 (NAA)2: “1 Depois Jesus começou a falar-lhes por parábola: — Um homem plantou uma vinha. Pôs uma cerca em volta dela, construiu um lagar, edificou uma torre e arrendou a vinha a uns lavradores. Depois, ausentou-se do país. 2 No tempo da colheita, mandou um servo para que recebesse dos lavradores a sua parte dos frutos da vinha. 3 Mas os lavradores o agarraram, espancaram e o despacharam de mãos vazias. 4 De novo, enviou-lhes outro servo, e eles bateram na cabeça dele e o insultaram. 5 Mandou ainda outro servo, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros. 6 — Restava-lhe ainda um: o seu filho amado. Por fim, mandou o filho, pensando: ‘O meu filho eles respeitarão.’ 7 Mas os tais lavradores disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; venham, vamos matá-lo, e a herança será nossa.’ 8 E, agarrando o filho, mataram-no e o lançaram fora da vinha. 9 — Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e entregará a vinha a outros. 10 Vocês ainda não leram este trecho da Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a pedra angular. 11 Isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos’? 12 E procuravam prender Jesus, porque entenderam que ele havia contado essa parábola contra eles; mas temiam o povo. Então eles o deixaram e foram embora.

Jesus contou a parábola da vinha e dos lavradores maus. Essa história tem semelhanças com a parábola da vinha encontrada em Isaías 5, em que Deus apresenta uma acusação contra Israel. Todos reconheceriam o paralelo, especialmente os líderes.

A história se desenrolou de forma bastante incomum, pois os lavradores se recusaram a dar qualquer fruto do campo ao proprietário. Em vez disso, eles maltrataram e mataram seus servos. Por fim, o proprietário enviou seu filho amado, a quem esperava que respeitassem. Mas não foi isso que aconteceu. Eles estranhamente raciocinaram que, se matassem o filho, a vinha seria deles. A falta de lógica é impressionante, e o juízo pronunciado sobre eles foi totalmente justificado.

Nessa história, Jesus advertiu os líderes sobre o rumo que seguiam. Vista assim, a parábola é uma advertência cheia de amor. Não era tarde demais para mudar e evitar o juízo inevitável. Alguns iriam se arrepender, mudar e aceitar Jesus. Outros não.

Terça-feira, 27 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Uma árvore amaldiçoada e um templo purificado

Lições da Bíblia

2. Qual é o significado dos eventos relatados em Marcos 11:12-26?

Marcos 11:12-26 (NAA)2: 12 No dia seguinte, quando saíram de Betânia, Jesus teve fome. 13 E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, a não ser folhas; porque não era tempo de figos. 14 Então Jesus disse à figueira: — Nunca mais alguém coma dos seus frutos! E os discípulos de Jesus ouviram isto. 15 E foram para Jerusalém. Quando Jesus entrou no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, 16 e não permitia que alguém atravessasse o templo carregando algum objeto. 17 Também os ensinava e dizia: — Não é isso que está escrito: ‘A minha casa será chamada ‘Casa de Oração’ para todas as nações’? Mas vocês fizeram dela um covil de salteadores. 18 E os principais sacerdotes e escribas ouviram isso e procuravam uma maneira de matar Jesus, pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava de sua doutrina. 19 Em vindo a tarde, Jesus e os discípulos saíram da cidade. 20 E, passando eles pela manhã, viram que a figueira estava seca desde a raiz. 21 Então Pedro, lembrando-se, falou: — Mestre, eis que a figueira que o senhor amaldiçoou ficou seca. 22 Ao que Jesus lhes disse: — Tenham fé em Deus. 23 Porque em verdade lhes digo que, se alguém disser a este monte: ‘Levante-se e jogue-se no mar’, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. 24 Por isso digo a vocês que tudo o que pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim será com vocês. 25 E, quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem, para que o Pai de vocês, que está nos céus, perdoe as ofensas de vocês. 26 [Mas, se vocês não perdoarem, também o Pai de vocês, que está nos céus, não perdoará as ofensas de vocês.]”

De manhã, vindo de Betânia, a apenas três quilômetros de Jerusalém, Jesus teve fome. Vendo uma figueira com folhas, foi até ela para talvez encontrar alguns frutos precoces. Essa ação não seria considerada roubo, uma vez que, de acordo com a lei do AT, alguém poderia tomar alimento do campo ou do pomar de um vizinho para saciar a fome (Lv 19:9; 23:22; Dt 23:25). Mas Jesus não encontrou nenhum fruto e disse à árvore: “Nunca mais alguém coma dos seus frutos!” (Mc 11:14). Foi uma ação bastante estranha e atípica para Jesus, mas o que veio depois foi ainda mais marcante.

A próxima cena provavelmente tenha ocorrido no Pátio dos Gentios, onde eram vendidos os animais para sacrifícios (uma prática iniciada por Caifás havia pouco tempo). Jesus expulsou os vendedores do pátio para que a adoração silenciosa pudesse continuar. A ação Dele foi uma afronta direta aos responsáveis pelo sistema do templo.

Jesus ligou duas passagens do AT como uma repreensão contundente ao comércio profano. Ele insistiu que o templo deveria ser uma casa de oração para todos os povos (Is 56:7), incluindo enfaticamente os gentios. Depois acrescentou que os líderes religiosos tinham feito do templo um covil de ladrões (Jr 7:11). Então, no fim daquele dia extraordinário, Jesus deixou a cidade com Seus discípulos (Mc 11:19).

Na manhã seguinte, voltando para a cidade (veja Mc 11:20-26), os discípulos ficaram surpresos ao verem que a figueira estava seca desde a raiz. Ao explicar o que havia acontecido, Jesus ensinou sobre oração e perdão. O que tudo isso significa?

Esses dois relatos são a quarta “história em formato de sanduíche” registrada em Marcos (veja lição 3). Nessas histórias, a ironia dramatizada acontece quando personagens paralelos realizam ações opostas ou personagens opostos realizam ações paralelas. Em Marcos 11, a figueira e o templo estão em paralelo. Jesus amaldiçoou a árvore, mas purificou o templo – ações opostas. Mas a ironia é que os líderes religiosos a partir de então iriam conspirar para matar Jesus, e essa ação significaria o fim do significado dos serviços do templo, que se cumpriram em Cristo.

Segunda-feira, 26 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Entrada triunfal

Lições da Bíblia1:

Leia Marcos 11:1-11; Zacarias 9:9, 10. O que aconteceu com Jesus?

Marcos 11:1-11 (NAA)2: “1 Quando se aproximavam de Jerusalém, de Betfagé e Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos 2 e disse-lhes: — Vão até a aldeia que está diante de vocês e logo, ao entrar, encontrarão preso um jumentinho, o qual ainda ninguém montou; desprendam o jumentinho e tragam aqui. 3 Se alguém perguntar: ‘Por que estão fazendo isso?’, respondam: ‘O Senhor precisa dele e logo o mandará de volta para cá.’ 4 Então foram e acharam o jumentinho preso, junto ao portão, do lado de fora, na rua, e o desprenderam. 5 Alguns dos que ali estavam reclamaram: — O que estão fazendo, soltando o jumentinho? 6 Eles, porém, responderam conforme as instruções de Jesus. Então os deixaram ir. 7 Levaram o jumentinho a Jesus, puseram as suas capas sobre o animal, e Jesus montou nele. 8 Muitos estenderam as suas capas no caminho, e outros espalharam ramos que tinham cortado nos campos. 9 Tanto os que iam adiante dele como os que o seguiam clamavam: ‘Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10 Bendito o Reino que vem, o reino de Davi, nosso pai! Hosana nas maiores alturas!’ 11 E Jesus entrou em Jerusalém, no templo. E, tendo observado tudo, como já era tarde, saiu para Betânia com os doze.

Zacarias 9:9, 10 (NAA)2: “9 Alegre-se muito, ó filha de Sião! Exulte, ó filha de Jerusalém! Eis que o seu rei vem até você, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta. 10 Destruirei os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém; os arcos de guerra serão destruídos. Ele anunciará paz às nações; o seu domínio se estenderá de mar a mar e desde o Eufrates até os confins da terra.

Metade do relato trata de Jesus enviando dois discípulos a uma aldeia próxima para buscar um jumentinho a fim de que Ele montasse ao entrar em Jerusalém. Por que tantos versos são dedicados a essa história?

Podemos dividir a resposta em duas partes: (1) esse evento mostra os poderes proféticos de Jesus, ressaltando a dignidade da Sua chegada e ligando esse evento à vontade de Deus; (2) esse aspecto da história está conectado a Zacarias 9:9 e 10, que fala do Rei entrando em Jerusalém montado num jumentinho. Isso remete à entrada de Salomão em Jerusalém montado em uma mula (1Rs 1:32-48), quando Adonias tentou usurpar o trono, e Davi ordenou que Salomão fosse imediatamente coroado.

“Quinhentos anos antes do nascimento de Cristo, o profeta Zacarias predisse […] a vinda do Rei […]. Agora, essa profecia se cumpriria. Aquele que por tanto tempo havia recusado honras reais estava indo a Jerusalém como o prometido herdeiro do trono de Davi” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 453).

Jerusalém está localizada em uma região montanhosa, a uma altitude de 740 metros. Na época de Jesus, a sua população talvez fosse de 40 mil a 50 mil habitantes, mas esse número aumentava na Páscoa. A cidade cobria apenas cerca de um quilômetro quadrado, enquanto o monte do templo cobria cerca de 150 metros quadrados. O belo complexo do templo dominava a cidade.

Jesus veio do Leste e desceu o Monte das Oliveiras, talvez entrando pela porta dourada no monte do templo (que atualmente está fechada com tijolos). Muitos ficaram em comoção, notando a relevância da Sua ação. A multidão gritava hosana, que significava “salva-nos agora”, mas que acabou significando “louvado seja Deus”.

Antes Jesus havia pedido que guardassem segredo, mas agora Ele entrou abertamente em Jerusalém numa ação simbólica ligada à realeza. Foi ao templo, mas sendo tarde, olhou em volta e foi para Betânia. O que poderia ter se transformado em revolta terminou com uma saída silenciosa. Mas o dia seguinte seria diferente.

Sentar-se em um jumentinho transmite a ideia de humildade. Por que essa é uma característica importante dos cristãos? Diante da cruz, do que devemos nos orgulhar?

Domingo, 25 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Controvérsias em Jerusalém

Lições da Bíblia1:

“E, quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem, para que o Pai de vocês, que está nos Céus, perdoe as ofensas de vocês” (Mc 11:25).

Em Marcos 2 e 3, está registrada uma série de cinco controvérsias entre Jesus e os líderes religiosos (veja a lição 3). Na lição desta semana, quando Jesus chega a Jerusalém, Ele agora tem uma série de seis controvérsias com os líderes religiosos. Os dois conjuntos de controvérsias servem como uma moldura no início e no fim de Seu ministério terrestre. Cada conjunto trata de questões importantes da vida cristã. As instruções de Jesus, mesmo nessas situações de discussão, ajudam a orientar os crentes nas questões fundamentais da fé e nas questões práticas da experiência cotidiana.

Os líderes religiosos tentavam confrontar, confundir e derrotar Jesus, mas nunca conseguiam. Parte da lição desta semana analisa o que leva as pessoas a se oporem a Deus, além de considerar o que os cristãos podem fazer para diminuir o preconceito e falar ao coração daqueles que resistem ao chamado do Espírito Santo.

Em Marcos 11, o ministério de Jesus se desenvolve em Jerusalém, quando Ele vai para a Páscoa (meses de março a abril). Os capítulos 11 a 16 de Marcos cobrem pouco mais de uma semana. O tempo da narrativa desacelerou bastante. Os primeiros 10 capítulos cobrem aproximadamente três anos e meio. Essa desaceleração aponta para a importância dessas cenas finais.

Sábado, 24 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Ensinando discípulos – parte 2 – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 409-413 (“O Mestre e os pequeninos”), p. 414-417 (“O jovem que tinha quase tudo”).

“Jesus sempre amou as crianças. Aceitava a inocente afeição e o amor espontâneo e sincero delas. O grato louvor de seus lábios puros era como música aos ouvidos de Cristo e renovava Seu espírito quando oprimido pelo contato com pessoas astutas e hipócritas. Em qualquer lugar onde o Salvador estivesse, Seu rosto amável e Seus gestos suaves e bondosos conquistavam a confiança dos pequeninos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 409).

“Para os que, como o jovem rico, têm altas posições e grandes riquezas, talvez pareça sacrifício grande demais abandonar tudo a fim de seguir a Cristo. Mas essa é a norma de conduta para todos os que quiserem se tornar Seus discípulos. Nada menos do que obediência pode ser aceita. A entrega do próprio eu é a essência dos ensinamentos de Cristo. Às vezes, a linguagem usada por Ele pode parecer autoritária, porque não há outro modo de salvar as pessoas a não ser removendo as coisas que, mantidas, corromperão todo o ser” (O Desejado de Todas as Nações, p. 417).

Perguntas para consideração

Como ajudar as crianças e os jovens a permanecer ligados a Cristo e à igreja? Por que é tão importante que façamos isso?

Alguns dizem que não se importam com dinheiro. Isso não é verdade. Todos se preocupam com dinheiro, e isso não é errado. Qual é, então, o problema com o dinheiro, e que cuidado devemos ter em nossa relação com ele?

Se Jesus lhe perguntasse: “O que você quer que Eu lhe faça?”, o que você responderia ao Mestre?

Pense no texto de Marcos 10:43-45. Como aprender a servir em vez de ser servido? O que isso significa quanto à maneira de viver e interagir com as pessoas?

Marcos 10:43-45 (NAA)2: “43 Mas entre vocês não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vocês, que se coloque a serviço dos outros; 44 e quem quiser ser o primeiro entre vocês, que seja servo de todos. 45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”

Sexta-feira, 23 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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