Os dois discípulos de João

Lições da Bíblia1:

Dois discípulos de João estavam com ele quando Jesus passou. João declarou: “Eis o Cordeiro de Deus!” (Jo 1:36). Ao ouvir a mensagem sobre o Cristo, que cumpriria as profecias sobre a vinda do Messias, deixaram João para seguir a Jesus, reconhecendo que Ele era maior do que João e era o cumprimento da mensagem do profeta.

5. Leia João 1:35-39. O que esses dois discípulos fizeram depois de ouvir o testemunho de João Batista sobre Jesus?

João 1:35-39 (NAA)2: 35 No dia seguinte, João estava outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: — Eis o Cordeiro de Deus! 37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isso, seguiram Jesus. 38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: — O que vocês estão procurando? Eles disseram: — Rabi (que quer dizer “Mestre”), onde o senhor mora? 39 Jesus respondeu: — Venham ver! Então eles foram, viram onde Jesus estava morando e ficaram com ele aquele dia. Eram mais ou menos quatro horas da tarde.”

Desejando estar com Jesus, aqueles discípulos passaram o dia com Ele. Imagine que coisas incríveis eles aprenderam e experimentaram naquela oportunidade!

Devem ter sido realidades transformadoras, porque, em pouco tempo, o desejo deles era compartilhar aquela experiência com outras pessoas. André, um dos dois discípulos, imediatamente encontrou seu irmão, Simão, e disse: “Achamos o Messias! (‘Messias’ quer dizer ‘Cristo’).” Quando André levou seu irmão a Jesus, Ele imediatamente mostrou que o conhecia, dizendo: “Você é Simão, filho de João, mas agora será chamado Cefas” (Jo 1:41, 42). Jesus conhecia e entendia Pedro. A verdade de que Cristo conhece as pessoas é um tema recorrente em João (Jo 2:24, 25).

“Se João e André tivessem sido dominados pela incredulidade que caracterizava os sacerdotes e líderes, não teriam se colocado como discípulos aos pés de Jesus. Teriam se aproximado Dele como críticos, para julgar Suas palavras. […] Esses primeiros discípulos não fizeram isso. Haviam atendido ao chamado do Espírito Santo na pregação de João Batista. Então reconheceram a voz do Mestre celestial. […] Uma luz divina foi projetada sobre o ensino das Escrituras do AT. Os complexos temas da verdade apareceram sob nova luz” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 101).

Toda a ênfase do Evangelho de João é trazer à luz quem é Jesus, para que essa boa-nova possa ser compartilhada com o mundo.

De que forma Cristo e a sua fé Nele transformaram a sua vida? Que outras mudanças você ainda gostaria que acontecessem?

Terça-feira, 22 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O Cordeiro de Deus

Lições da Bíblia1:

A nação hebraica esperava um Messias que a libertasse de Roma. Um dos objetivos do Evangelho de João era mudar a compreensão dos leitores sobre o Messias, para que reconhecessem em Jesus o cumprimento das profecias a respeito do Rei vindouro. O Messias não seria um governante terrestre. Ele tinha vindo para cumprir todas as promessas do AT a respeito Dele mesmo, inclusive o Seu autossacrifício em favor do mundo, e para restaurar o relacionamento entre Deus e o Seu povo.

3. Leia João 1:29-37. Que proclamação João Batista fez sobre Jesus? Que imagem ele usa para retratá-Lo e por que ela é tão significativa para a compreensão de quem era Jesus e qual seria Sua missão?

João 1:29-37 (NAA)2: “29 No dia seguinte, vendo que Jesus vinha em sua direção, João disse: — Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! 30 Este é aquele a respeito de quem eu falava, quando disse: ‘Depois de mim vem um homem que é mais importante do que eu, porque já existia antes de mim.’ 31 Eu mesmo não o conhecia, mas vim batizando com água a fim de que ele fosse manifestado a Israel. 32 E João testemunhou, dizendo: — Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre ele. 33 Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem você vir descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo.’ 34 Pois eu mesmo vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus. Os primeiros discípulos de Jesus 35 No dia seguinte, João estava outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: — Eis o Cordeiro de Deus! 37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isso, seguiram Jesus.”

A declaração de João Batista sobre Jesus como o Cordeiro de Deus confirma o propósito do Evangelho de João, que é trazer uma compreensão renovada da obra e da natureza do Messias. Jesus seria o cumprimento das promessas do sistema sacrifical, remontando à promessa do Redentor, dada pela primeira vez em Gênesis 3:15.

“Quando, no batismo de Jesus, João O apontou como o Cordeiro de Deus, nova luz foi projetada sobre a obra do Messias. A mente do profeta foi dirigida às palavras de Isaías: ‘Como cordeiro foi levado ao matadouro’” (Is 53:7; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 99).

Leia Marcos 10:45, Romanos 5:6 e 1 Pedro 2:24. Como esses versos nos ajudam a compreender o papel de Jesus como o “Cordeiro de Deus”?

Marcos 10:45 (NAA)2: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

Romanos 5:6 (NAA)2: “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.”

1 Pedro 2:24 (NAA)2: “carregando ele mesmo, em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas dele vocês foram sarados.

Ainda que João Batista precisasse conhecer mais sobre o ministério de Jesus, tinha certeza de que Ele era o Messias prometido, Aquele que viera cumprindo as profecias.

Pense mais profundamente em Jesus como o “Cordeiro de Deus”. Que imagens esse título lhe traz à mente, e como sua ligação com o sistema sacrifical do AT o ajuda a apreciar o grande preço da salvação?

Segunda-feira, 21 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O testemunho de João Batista

Lições da Bíblia1:

Como vimos na lição da semana passada, o Evangelho de João começa com Jesus Cristo, a Palavra (ou o Verbo), em Sua existência eterna antes da criação. Mas no mesmo prólogo de João, João Batista aparece como testemunha de Jesus. Alguns judeus da época esperavam dois messias: um sacerdotal e outro real. João ensina claramente que João Batista não reivindicava ser um desses messias; em vez disso, era uma testemunha do único e verdadeiro Messias.

1. Leia João 1:19-23. Como João Batista explicou sua identidade, seu ministério e sua missão?

João 1:19-23 (NAA)2: “19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: ‘Quem é você?’ 20 Ele confessou e não negou; confessou:Eu não sou o Cristo. 21 Diante disso, lhe perguntaram: — Quem é você, então? Você é Elias? Ele disse: — Não sou. Então perguntaram: — Você é o profeta? Ele respondeu: — Não, não sou. 22 Disseram-lhe, então: — Diga quem é você, para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram. O que é que você diz a respeito de si mesmo? 23 Então ele respondeu: — Eu sou ‘a voz do que clama no deserto: Endireitem o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaías.

Os líderes religiosos enviaram sacerdotes e levitas para perguntar a João quem ele era. Diante das altas expectativas messiânicas que havia na Judeia, era importante que João Batista esclarecesse sua relação com essas expectativas. Ele não era a Luz, mas tinha sido enviado por Deus para dar testemunho da Luz e preparar o povo para a vinda do Messias (Jo 1:6-8). Por isso, ele respondeu de maneira tão clara quanto possível: “Eu não sou o Cristo” (Jo 1:20).

Além disso, João batizava com água, mas Cristo batizaria com o Espírito Santo (Jo 1:26, 33). João não era digno de desamarrar as correias das sandálias de Jesus (Jo 1:27). Cristo era mais importante do que João, porque existia antes dele (Jo 1:30). Jesus era o Filho de Deus, e João apenas apontou para Ele (Jo 1:34).

2. Leia Isaías 40:1-5 e João 1:23. Como o Evangelho de João usa esses versículos do profeta Isaías?

Isaías 40:1-5 (NAA)2:“1 ‘Consolem, consolem o meu povo’, diz o Deus de vocês.  2 ‘Falem ao coração de Jerusalém e anunciem que o tempo da sua escravidão já acabou, que a sua iniquidade está perdoada e que ela já recebeu em dobro das mãos do Senhor por todos os seus pecados.’ 3 Uma voz clama: ‘No deserto preparem o caminho do Senhor! No ermo façam uma estrada reta para o nosso Deus! 4 Todos os vales serão levantados, e todos os montes e colinas serão rebaixados; o que é tortuoso será retificado, e os lugares ásperos serão aplanados.  5 A glória do Senhor se manifestará, e toda a humanidade a verá, pois a boca do Senhor o disse.’”

João 1:23 (NAA): “Então ele respondeu: — Eu sou ‘a voz do que clama no deserto: Endireitem o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaías.”

Em uma época de estradas esburacadas e cheias de pedras, às vezes servos eram enviados à frente do rei para nivelar a superfície das estradas e eliminar curvas acentuadas para suavizar o caminho do rei. Assim, cumprindo a profecia, João veio a fim de preparar o coração das pessoas para Jesus.

De que forma, como adventistas do sétimo dia, devemos cumprir o mesmo tipo de ministério que João Batista realizou? Quais são os paralelos entre nós e ele?

Domingo, 20 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Testemunhas de Jesus como o Messias

Lições da Bíblia1:

“Em verdade, em verdade Ihe digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3:3). 

Sem dúvida, Jesus deu às pessoas evidências bíblicas poderosas que confirmaram as reivindicações que Ele fazia sobre Si mesmo, inclusive esta: “Em verdade, em verdade lhes digo: quem crê em Mim tem a vida eterna” (Jo 6:47).

No entanto, há algo a mais: transformar água em vinho; alimentar milhares de pessoas com apenas alguns pães; curar o filho do oficial; curar o paralítico no tanque de Betesda; dar visão ao cego de nascença; e ressuscitar Lázaro dentre os mortos. O evangelista recorre a inúmeros eventos e pessoas para dar testemunho de quem é Jesus: judeus, gentios, ricos, pobres, homens, mulheres, governantes, pessoas comuns, instruídos e  pessoas sem educação formal.

João aponta até mesmo para o testemunho do próprio Pai e para as Escrituras – todos dão evidências da identidade de Cristo.

O estudo desta semana começa com o poderoso testemunho de João Batista. Outras testemunhas também sobem ao palco: André e Simão Pedro, Filipe e Natanael e uma testemunha bastante inesperada, o fariseu Nicodemos. Mas outra testemunha fica nas sombras (o outro discípulo que estava com André; Jo 1:35, 40): o próprio João, irmão de Tiago.

Sábado, 19 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A história de fundo: o prólogo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Lei, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 9-15 (“Deus conosco”).

“O Senhor Jesus Cristo, o divino Filho de Deus, existiu desde a eternidade como Pessoa distinta, mas um com o Pai. […] Há luz e glória na verdade de que Cristo era um com o Pai antes de terem sido lançados os fundamentos do mundo. […] Essa verdade, infinitamente misteriosa em si, explica outros mistérios e verdades de outro modo inexplicáveis, ao mesmo tempo que se reveste de luz inacessível e incompreensível” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas [CPB, 2022], v. 1, p. 210).

“Cristo deve ser revelado ao pecador como o Salvador que morreu pelos pecados do mundo. Ao contemplarmos o Cordeiro de Deus na cruz do Calvário, o mistério da redenção começa a ser revelado em nossa mente, e a bondade de Deus nos leva ao arrependimento. Cristo manifestou um amor que está além da nossa compreensão. […]

“É verdade que as pessoas às vezes se envergonham dos seus pecados e abandonam alguns dos seus maus hábitos antes mesmo de perceberem que estão sendo atraídas para Cristo. Quando, porém, elas se esforçam para mudar, como resultado de um desejo sincero de fazer o que é certo, é o poder de Cristo que as está atraindo. Uma influência que elas desconhecem atua sobre sua mente. A consciência é despertada, e seu procedimento é aperfeiçoado. Quando Cristo as atrai, levando-as a olhar para Sua cruz e contemplar Aquele a quem seus pecados transpassaram, o mandamento entra na consciência” (Ellen G. White, Caminho a Cristo [CPB, 2003], p. 26, 27).

Perguntas para consideração

1. Por que João começa falando sobre Jesus em Seu papel como criador? O que isso nos diz sobre a importância da criação em toda a teologia? Por que é importante que tenhamos uma compreensão correta desse tema, conforme revelado nas Escrituras?

2. O que aconteceria se um ser criado tivesse morrido na cruz, e não o Deus eterno? O que deixaríamos de receber se Jesus não fosse Deus?

Sexta-feira, 18 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Tema recorrente: glória

Lições da Bíblia1:

Leia João 17:1-5. O que Jesus quis dizer quando orou: “Pai, é chegada a hora. Glorifica o Teu Filho, para que o Filho glorifique a Ti” (Jo 17:1)?

João 17:1-5 (NAA)2: “1 Depois de dizer essas coisas, Jesus levantou os olhos ao céu e disse: — Pai, é chegada a hora. Glorifica o teu Filho, para que o Filho glorifique a ti, 2 assim como lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. 3 E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 4 Eu te glorifiquei na terra, realizando a obra que me deste para fazer. 5 E agora, ó Pai, glorifica-me contigo mesmo com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo.

O estudo de ontem analisou o enredo terrestre e humano do Evangelho de João, incluindo os conflitos e diálogos entre as pessoas, sempre girando em torno de quem Jesus é e do que Ele está fazendo. O estudo de hoje concentra-se no enredo divino e cósmico, também encontrado em João.

O prólogo do evangelho começa com a história cósmica. Jesus é apresentado como o divino Filho de Deus, o Criador do Universo. Tudo o que antes não existia, mas passou a existir, só teve início por meio de Jesus (Jo 1:3). Mas o texto prossegue observando a glória que há no fato de Cristo Se tornar um ser humano na encarnação (Jo 1:14). João usa as palavras “glória” (em grego, doxa, “brilho”, “esplendor”, “fama”, “honra”) e “glorificar” (em grego, doxaz?, “louvar”, “honrar”, “exaltar”, “glorificar”) para se referir a receber honra dos seres humanos e para receber honra ou glória de Deus.

Em João, a ideia de glorificar Jesus está ligada ao conceito da Sua hora; isto é, o momento de Sua morte (compare com Jo 2:4; 7:30; 8:20; 12:23-27; 13:1; 16:32; 17:1). A cruz é a hora da glória de Cristo.

Essa ideia é bastante paradoxal, porque a crucifixão era a forma de execução mais vergonhosa e humilhante no antigo mundo romano. Esse incrível contraste, Deus na cruz, ilustra o entrelaçamento do enredo da história humana com a história divina.

No nível humano, Jesus morreu em agonia, como um criminoso desprezado e fraco, clamando: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” Esse lado humano e obscuro da cruz é apresentado em Mateus e Marcos (Mt 27:46; Mc 15:34).

O lado glorioso da cruz, no entanto, é destacado em Lucas e João (Lc 23:32-47; Jo 19:25-30). É um lugar de salvação e misericórdia, onde o Filho Se entrega ao Pai.

É bastante irônico: a suprema glória de Deus é revelada em Sua maior vergonha – carregando sobre Si mesmo os pecados do mundo.

Foi necessária uma coisa muito drástica, o sacrifício do próprio Deus na cruz, para nos salvar do pecado. O que isso nos diz sobre quão ruim o pecado é?

Quinta-feira, 17 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Temas recorrentes: fé/incredulidade

Lições da Bíblia1:

Leia João 3:16-21; 9:35-41; 12:36-46. Como esses textos repetem o tema da fé/incredulidade encontrado no prólogo?

João 3:16-21 (NAA)2: “16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. 19 A condenação é esta: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20 Pois todo aquele que pratica o mal detesta a luz e não se aproxima da luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. 21 Quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.”

João 9:35-41 (NAA)2: “35 Jesus ouviu que eles tinham expulsado o homem. Ao encontrá-lo, perguntou: — Você crê no Filho do Homem? 36 Ele respondeu: — Quem é, Senhor, para que eu creia nele? 37 E Jesus lhe disse: — Você já o tem visto, e é aquele que está falando com você. 38 Então ele afirmou: — Eu creio, Senhor! E o adorou. 39 Jesus continuou: — Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos. 40 Alguns dos fariseus que estavam perto dele perguntaram-lhe: — Por acaso também nós somos cegos? 41 Jesus respondeu: — Se vocês fossem cegos, não teriam pecado algum. Mas, porque agora dizem: “Nós vemos”, o pecado de vocês permanece.”

João 12:36-46 (NAA)2: “36 Enquanto vocês têm a luz, creiam na luz, para que se tornem filhos da luz. A incredulidade dos judeus Depois de dizer isso, Jesus foi embora e ocultou-se deles. 37 E, embora tivesse feito tantos sinais na presença deles, não creram nele, 38 para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: “Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?” 39 Por isso, não podiam crer, porque Isaías disse ainda: 40  “Cegou os olhos deles e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados.” 41 Isaías disse isso porque viu a glória dele e falou a respeito dele. 42 No entanto, muitos dentre as próprias autoridades creram em Jesus, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga.”

No Evangelho de João, a humanidade está dividida em dois grandes grupos: os que creem em Jesus e O aceitam como o Messias e os que, tendo a oportunidade de crer, escolhem não fazê-lo.

Os discípulos estão no primeiro grupo, além de pessoas como Nicodemos (que passam a crer lentamente), a samaritana e o cego de nascença. No segundo grupo estão fariseus e sumos sacerdotes, pessoas que presenciaram a multiplicação de pães e peixes e até um dos discípulos, Judas.

É interessante observar que o substantivo “fé/crença” (em grego, pistis) nunca ocorre no Evangelho de João. No entanto, o verbo “crer” (pisteu?) aparece 98 vezes, em comparação com o total de 241 vezes em todo o NT! Esse verbo é um tema muito importante em João. O fato de que o evangelho usa apenas o verbo (em vez do substantivo) parece indicar um aspecto bastante ativo de se tornar cristão. Ser alguém que crê em Jesus é algo que fazemos, e isso se expressa na maneira de viver, não apenas em um conjunto de crenças. O diabo também crê em Jesus (Tg 2:19).

Em João, a principal diferença entre os dois grupos é a forma como se relacionam com Jesus. Os crentes, ou os que passam a crer, têm uma abertura para com Jesus, mesmo quando Ele os confronta ou repreende. Eles vão a Cristo e não fogem. Jesus é a luz que brilha sobre eles. Pela fé, crendo, tornam-se filhos de Deus.

Os incrédulos, por outro lado, normalmente vão até Jesus para afrontá-Lo. Eles são caracterizados por aqueles que amam as trevas e não a luz. Acham difícil aceitar as palavras de Jesus ou O veem quebrando antigas tradições, em vez de atender às expectativas humanas. Eles O julgam, em vez de permitir que a Sua luz os avalie e julgue. Essa atitude, é claro, é vista inúmeras vezes nos líderes religiosos, que, como guias espirituais da nação, deveriam ter sido os primeiros a aceitar Jesus.

De que forma você vive sua fé em Jesus, em vez de apenas concordar que Ele é o Messias? Por que é importante saber a diferença entre as duas coisas? (Mt 7:21-23)

Quarta-feira, 16 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Ouvindo ou não ouvindo a Palavra

Lições da Bíblia1:

3. Leia João 1:9-13. Que dura realidade João retrata sobre como as pessoas respondem a Jesus?

João 1:9-13 (NAA): “9 a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina toda a humanidade. 10 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome, 13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”

O prólogo do evangelho (Jo 1:1-18) descreve não apenas quem é Jesus, a Palavra (Logos), mas também como as pessoas se relacionam com Ele. Em João 1:9, Cristo é chamado de a “verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina toda a humanidade” (grifos nossos). Essa luz ilumina o mundo, tornando-o compreensível. Como diz C. S. Lewis: “Creio no cristianismo assim como creio que o Sol nasceu, não apenas porque o vejo, mas porque por meio dele eu vejo tudo mais” (O Peso da Glória [Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2017], p. 138).

Observe as implicações do texto de João 1:9. A luz chega a todos, mas nem todos a acolhem. Como veremos no estudo de amanhã, um tema de João é a maneira como as pessoas recebem ou rejeitam a Cristo. Esse tema começa aqui. É triste que Jesus veio para o Seu povo de Israel e muitos não O receberam como o Messias.

Em Romanos 9 a 11, Paulo trata do mesmo tema trágico, o fato de muitos judeus terem rejeitado Jesus. Mas Paulo não termina com uma nota negativa; ele diz que, de fato, muitos judeus, juntamente com gentios, aceitarão Jesus como o seu Messias. O apóstolo adverte os gentios para que não se gloriem contra os judeus: “Pois, se você foi cortado daquela que, por natureza, era uma oliveira brava e, contra a natureza, foi enxertado numa oliveira boa, quanto mais esses, que são ramos naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!” (Rm 11:24).

Seguindo a mesma ideia, João diz que todos os que receberem Jesus como Salvador se tornarão filhos de Deus. Isso acontece quando cremos em Seu nome (Jo 1:12, 13).

Aqui está a ligação entre o prólogo e a conclusão do evangelho. Em João 20:31, o apóstolo explica por que escreveu seu livro. Assim, a introdução e a conclusão do evangelho formam uma espécie de unidade, apresentando conceitos relacionados que abrangem tudo o que está entre ambas. Essa ligação aponta para o objetivo central do Evangelho de João: que as pessoas sejam salvas crendo em Jesus como o Salvador.

Como sua vida foi transformada quando você se tornou filho ou filha de Deus?

Terça-feira, 15 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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