Origem

Lições da Bíblia.

“Hoje, prevalecem duas visões mutuamente exclusivas sobre a origem humana. Uma descreve os seres humanos como produtos de mero acaso, resultado de um acidente cósmico em que nossa existência não foi planejada. Casualmente, viemos à existência. Embora essa opinião sempre haja existido entre algumas pessoas, nos últimos séculos – particularmente depois que as falsas teorias de Charles Darwin se popularizaram — a ideia de a humanidade existir por puro acaso tem enganado milhões. Assim, muitos chegaram a crer que a vida é inerentemente sem propósito, ou que qualquer que seja seu propósito, as pessoas devem tentar alcançar por si mesmas. Por milênios, a maioria das pessoas imaginava que se originavam de Deus ou dos deuses; hoje, muitos acham que vieram dos macacos. Em contraste, existe a visão ensinada na Bíblia.”

Comparando as duas visões, podemos concluir: se somos produto de mero acaso, não temos muito mais valor que esta vida. Se somos criaturas de Deus, Ele nos atribui imenso valor. “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gên. 1:26-27). “Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste.” (Sal. 8:5). “Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio.” (Sal. 100:3). “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.” (Atos 17:24-28).

“Deus não só nos criou com um propósito, mas nos criou à Sua imagem. Ele também criou outros maravilhosos seres vivos: plantas e animais, mas, em sua beleza e perfeição, eles não trazem a semelhança de seu Criador, como os seres humanos. Além disso, a humanidade foi colocada acima de todos eles com domínio e autoridade.”

“Em contraste com a convicção ateísta de que não existe propósito transcendente para a biologia e psicologia humana, a Bíblia ensina que Deus escolheu partilhar ‘Sua imagem’ com a família humana. Obviamente, grande parte dessa imagem foi maculada e perdida por causa das sucessivas gerações de pecado, mas a impressão continua em cada pessoa, e que a imagem perdida pode ser restaurada progressivamente pelo poder transformador do Espírito que opera nos que são rendidos a Cristo.”

“Deus não só nos criou, mas também nos remiu. De fato, Ellen White disse que Cristo teria morrido até mesmo por uma única pessoa. O que isso nos diz sobre nosso valor inerente, não importando o que o mundo possa pensar sobre nós? Por que é tão importante manter em mente nosso valor aos olhos de Deus?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – domingo 20 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Autoestima

Lições da Bíblia.

“Vocês… são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9, NVI).

“Um senso de autoestima cristã se desenvolve do reconhecimento de que cada um de nós somos formados à imagem de Deus e, com nossa permissão, estamos continuamente sendo transformados na semelhança de Cristo como membros importantes de Seu corpo. A única forma pela qual os seres humanos podem chegar a uma verdadeira avaliação de seu valor é olhar a si mesmos através dos olhos de Deus. O Senhor colocou um alto preço em nós: o sangue de Seu Filho.”

“Baixa autoestima é um mal moderno. Seus portadores frequentemente são levados ao aconselhamento ou ao consultório pastoral por esse mesmo motivo ou por problemas mais complexos, como abuso de drogas, depressão ou distúrbios alimentares. Na existência diária, a baixa autoestima pode nunca chegar a proporções clínicas, mas quase invariavelmente prejudica os relacionamentos e o desempenho na maioria das áreas da vida.”

“Talvez o principal motivo de as pessoas sofrerem mais que nunca desse problema seja a mídia, que frequentemente retrata suas celebridades como maiores que a vida, deixando que os outros sintam sua própria pequenez em contraste com os ícones que desfilam diante deles.”

“A ideia de autoestima, como a Bíblia apresenta, tem uma perspectiva diferente. A psicologia convencional considera a autoestima como a avaliação que alguém faz de seus próprios atributos e características, a partir da observação que faz de si mesmo e do parecer de outras pessoas. A Bíblia oferece pelo menos dois componentes adicionais: Quem são os seres humanos por origem (‘Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.’ Gên. 1:26-27) e o que Deus pensa sobre cada pessoa e o que lhe oferece (‘Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.’ João 3:16). Quando somamos esses componentes, nossa compreensão sobre a autoestima pode mudar.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sábado 19 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Esperar pacientemente com esperança

Lições da Bíblia.

“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando.” (1 Ped. 4:12-13)

“Os poderes das trevas se adensam em torno da mente e excluem Jesus ao nosso olhar e, por vezes, só nos é possível, em espanto e aflição, esperar até que as nuvens passem. Há ocasiões em que esses períodos são terríveis. A esperança parece falhar, e o desespero, se apoderar de nós. Nessas horas tremendas, precisamos aprender a confiar, a depender unicamente dos méritos da expiação e, em toda a nossa impotente indignidade, nos lançar sobre os méritos do Salvador crucificado e ressurgido. Enquanto assim fizermos, nunca pereceremos – nunca! Quando resplandece a luz em nossa estrada, não é grande coisa ser forte no poder da graça. Mas esperar pacientemente com esperança quando nos achamos rodeados de nuvens e tudo parece escuro, requer fé e submissão que fazem com que nossa vontade seja absorvida pela vontade de Deus. Mui facilmente, ficamos desanimados e clamamos ansiosamente para que seja removida de nós a provação, quando devemos pedir paciência para resistir e graça para vencer” (Ellen G. White, Maravilhosa Graça, p. 114).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sexta-feira 18 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O segredo de estar contente

Lições da Bíblia.

“Paulo nasceu e cresceu em Tarso, em uma família hebreia da tribo de Benjamin. Ele obteve sua nacionalidade romana por meio do pai, cidadão do Império Romano. Tornou-se fariseu, um grupo devoto que seguia a lei (Torah) mais a tradição oral (Mishnah). Com essa origem, ele deve ter apreciado os privilégios de seu status social e religioso.”

“Porém, quando Paulo respondeu ao chamado de Jesus, tudo mudou. Em vez de perseguidor, ele se tornou o objeto da perseguição radical de alguns de sua própria nação e, mais tarde, dos romanos. Sofreu tribulações por três décadas e foi executado depois de ter sido encarcerado em Roma.”

O apostolo Paulo enfrentou algumas adversidades, no entanto, não era abalado nem por fome e escassez nem por fartura e riqueza. “São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas.” (2 Cor. 11:23-28). “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece.” (Filip. 4:11-13).

“O contentamento é um componente fundamental de felicidade e bem-estar psicológico. Essa disposição se dá aos que veem a perspectiva positiva das coisas, que olham ao passado com aceitação e ao futuro com esperança. Curiosamente, ter ‘tudo’ não garante satisfação nem felicidade. Para alguns, não importando tudo o que tenham, nunca é suficiente. Outros, tendo tão pouco, ainda assim estão satisfeitos. O que você acha que faz a diferença?”

“Uma das muitas definições atuais de ‘inteligência’ é a habilidade de se adaptar a novas situações. Isso pode significar viver em novos lugares, relacionar-se com novas pessoas, experimentar novas condições socioeconômicas. A habilidade de Paulo não é uma característica hereditária, porque ele diz especificamente: ‘Aprendi a viver contente’ (Fp 4:11). Essa não é uma capacidade que alguns possuem e outros, não. A adaptação e a satisfação em meio a uma grande variedade de circunstâncias são processos aprendidos que sobrevêm com o passar do tempo e com a prática.”

O verso 13 dá a chave mais importante para o poder de recuperação de Paulo. Ele podia não só sentir satisfação com poucos ou muitos recursos materiais, mas podia fazer qualquer coisa e tudo em nome de Jesus Cristo. Como está seu contentamento? Você tem sido sacudido de cá para lá e vitimado pelas circunstâncias? Como você pode aprender a ‘viver contente em toda e qualquer situação’ (v. 11)?

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quinta-feira 17 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Os dias de estresse de Ester

Lições da Bíblia.

Ester enfrentou algumas adversidades, entre elas: orfandade; exílio; traição de dois servidores do rei; sentença de morte por Amã; risco de morte por comparecer diante do rei sem ter sido chamada. “que fora transportado de Jerusalém com os exilados que foram deportados com Jeconias, rei de Judá, a quem Nabucodonosor, rei da Babilônia, havia transportado. Ele criara a Hadassa, que é Ester, filha de seu tio, a qual não tinha pai nem mãe; e era jovem bela, de boa aparência e formosura. Tendo-lhe morrido o pai e a mãe, Mordecai a tomara por filha.” (Est. 2:6-7). “Ester não havia declarado o seu povo nem a sua linhagem, pois Mordecai lhe ordenara que o não declarasse.” (Est. 2:10). “Naqueles dias, estando Mordecai sentado à porta do rei, dois eunucos do rei, dos guardas da porta, Bigtã e Teres, sobremodo se indignaram e tramaram atentar contra o rei Assuero. Veio isso ao conhecimento de Mordecai, que o revelou à rainha Ester, e Ester o disse ao rei, em nome de Mordecai.” (Est. 2:21-22). “Mordecai lhe fez saber tudo quanto lhe tinha sucedido; como também a quantia certa da prata que Hamã prometera pagar aos tesouros do rei pelo aniquilamento dos judeus. […] Então, disse Ester que respondessem a Mordecai: Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci. Então, se foi Mordecai e tudo fez segundo Ester lhe havia ordenado.” (Est. 4:7,15-17). “Então, respondeu a rainha Ester e disse: Se perante ti, ó rei, achei favor, e se bem parecer ao rei, dê-se-me por minha petição a minha vida, e, pelo meu desejo, a vida do meu povo. Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem e aniquilarem de vez; se ainda como servos e como servas nos tivessem vendido, calar-me-ia, porque o inimigo não merece que eu moleste o rei.” (Est. 7:3-4). “Falou mais Ester perante o rei e se lhe lançou aos pés; e, com lágrimas, lhe implorou que revogasse a maldade de Hamã, o agagita, e a trama que havia empreendido contra os judeus.” (Est. 8:3).

“Desde os primeiros anos, Ester viveu como órfã. Embora tivesse sido adotada por seu primo mais idoso, Mordecai, o estigma da infância sem pais foi, certamente, difícil. Apesar disso, Ester cresceu como uma jovem equilibrada, determinada e capaz. Depois de se tornar rainha, Ester não revelou sua nacionalidade nem seu parentesco. Esse foi um desafio particularmente pesado. Cercada por comidas, luxos e práticas da vida na corte, de alguma forma, Ester teve que manter sua fé e identidade judaica. Além disso, o risco de ser identificada como membro do povo judeu era real, e as consequências de sua identidade eram incertas.”

“Ester também teve que levar ao rei as más notícias de que os oficiais estavam conspirando matá-lo. Essa não foi uma fácil tarefa porque, se o complô não ficasse provado, Ester e seu primo poderiam ser acusados de dar início a boatos, e quem sabia quais seriam os resultados? Mas a maior responsabilidade colocada sobre Ester foi ser deixada como o único canal para salvar sua nação. Mordecai lhe pediu que intercedesse em nome dos judeus, o que ela não poderia fazer sem arriscar a vida. Quando ela vacilou, o primo pôs ainda mais pressão sobre ela: ‘Porque, se de todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus socorro e livramento, mas tu e a casa de teu pai perecereis’ (Et 4:14). Que intensidade de estresse!”

“Entretanto, ela compareceu diante do rei, sabendo que esse ato representava um elevado risco de morte. Finalmente, as coisas deram certo, por mais perigosa que às vezes a situação tenha sido para essa jovem mulher.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quarta-feira 16 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Noemi

Lições da Bíblia.

Noemi sofreu alguns infortúnios: a fome a fez emigrar; morreu seu marido, morreram seus filhos; a viuvez a levou à indigência. “Nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos. Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os filhos se chamavam Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; vieram à terra de Moabe e ficaram ali. Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos, os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome de uma Orfa, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos. Morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido. Então, se dispôs ela com as suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o SENHOR se lembrara do seu povo, dando-lhe pão. […] Então, ambas (Noemi e Rute) se foram, até que chegaram a Belém; sucedeu que, ao chegarem ali, toda a cidade se comoveu por causa delas, e as mulheres diziam: Não é esta Noemi? Porém ela lhes dizia: Não me chameis Noemi; chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Ditosa eu parti, porém o SENHOR me fez voltar pobre; por que, pois, me chamareis Noemi, visto que o SENHOR se manifestou contra mim e o Todo-Poderoso me tem afligido?” (Rt 1:1-6,19-21).

“Deixar o próprio país para viver em outro lugar é sempre assustador, especialmente quando a mudança é motivada pela necessidade de sobreviver. A fome em Judá forçou Elimeleque, Noemi e seus dois filhos a emigrar para o país de Moabe, área agrícola em que eles poderiam obter alimento. Os moabitas eram um povo idólatra (Jz 10:6) cujas práticas conflitavam com as crenças judaicas. Só isso já deve ter produzido muita perturbação para os recém-chegados. Poucos dias depois de se terem estabelecido, o marido de Noemi morreu. Mãe e filhos se achavam em terra estranha, degradados à condição de viúva e órfãos, sem proteção e sujeitos a mais uma humilhação. Então, os filhos de Noemi, Malom e Quiliom, se casaram com mulheres moabitas. Esse fato pode ter provocado conflito para a família, ao menos no princípio, por causa de significativas diferenças religiosas. Embora a lei não proibisse especificamente os casamentos entre judeus e moabitas, estava estipulado que nem os moabitas nem seus descendentes poderiam entrar na assembleia do Senhor até depois de dez gerações (Dt 23:3). Mais tarde, Malom e Quiliom, cujos nomes significavam respectivamente ‘doença’ e ‘devastação’, também morreram.”

Mesmo diante de tanta tragédia, Noemi pode contar com o apoio da nora que a acompanhou em todas as circunstâncias. Deus corrigiu as graves adversidades sofridas por Noemi. “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti. Vendo, pois, Noemi que de todo estava resolvida a acompanhá-la, deixou de insistir com ela.” (Rute 1:16-18). “Assim, tomou Boaz a Rute, e ela passou a ser sua mulher; coabitou com ela, e o SENHOR lhe concedeu que concebesse, e teve um filho. Então, as mulheres disseram a Noemi: Seja o SENHOR bendito, que não deixou, hoje, de te dar um neto que será teu resgatador, e seja afamado em Israel o nome deste. Ele será restaurador da tua vida e consolador da tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos. Noemi tomou o menino, e o pôs no regaço, e entrou a cuidar dele. As vizinhas lhe deram nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E lhe chamaram Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi.” (Rute 4:13-17).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – terça-feira 15 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

José no cativeiro

Lições da Bíblia.

“E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador! Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos. Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida. Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai. Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia. E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água. […] E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito.” (Gn 37:19-24,28). “Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele, porém, recusou […] Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora. Vendo ela que ele fugira para fora, mas havia deixado as vestes nas mãos dela, chamou pelos homens de sua casa e lhes disse: Vede, trouxe-nos meu marido este hebreu para insultar-nos; veio até mim para se deitar comigo; mas eu gritei em alta voz. […] Tendo o senhor ouvido as palavras de sua mulher, como lhe tinha dito: Desta maneira me fez o teu servo; então, se lhe acendeu a ira. E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão.” (Gn 39:7-8,12-14,19-20).

“Após ter lido o relato bíblico sobre José, tente pôr-se na sua pele. Imagine como ele deve ter ficado desanimado. Imagine o potencial de ira amargura que ele poderia ter desenvolvido, e com razão. Embora a Bíblia não nos conte em detalhes quais foram suas emoções, não é difícil imaginar a dor que ele sofreu por tanta traição e deslealdade.”

“Não obstante, José se voltou para o Senhor nessas dificuldades e, no fim, boas coisas resultaram desses eventos. Depois de ter sido vendido por seus irmãos, José passou realmente pela conversão e teve um relacionamento muito mais íntimo com Deus. ‘Contaram-lhe a respeito das promessas do Senhor a Jacó, e como tinham elas se cumprido – como, na hora de necessidade, os anjos de Deus tinham vindo instruí-lo, consolá-lo e protegê-lo. E aprendera acerca do amor de Deus, provendo um Redentor aos homens. Todas estas lições preciosas vinham agora vividamente diante dele. José acreditava que o Deus de seus pais seria o seu Deus. Ali mesmo se entregou então completamente ao Senhor […]’ (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 213-214).”

Os textos bíblicos a seguir mostram como as situações ruins podem ser transformadas em boas. “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” (Rm 5:3-5). “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.” (2 Co 1:3-4). “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos;” (2 Co 1:8-9).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – segunda-feira 14 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A paciência de Jó

Lições da Bíblia.

Jó se tornou um exemplo para ser imitado por sua paciência. “Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor. Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo.” (Tg 5:10-11). “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. […] Sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam e bebiam vinho na casa do irmão primogênito, que veio um mensageiro a Jó e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles; de repente, deram sobre eles os sabeus, e os levaram, e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova. Falava este ainda quando veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu; só eu escapei, para trazer-te a nova. Falava este ainda quando veio outro e disse: Dividiram-se os caldeus em três bandos, deram sobre os camelos, os levaram e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova. Também este falava ainda quando veio outro e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa do irmão primogênito, eis que se levantou grande vento do lado do deserto e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre eles, e morreram; só eu escapei, para trazer-te a nova.” (Jó 1:1,13-19). “Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. Jó, sentado em cinza, tomou um caco para com ele raspar-se. Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre.” (Jó 2:7-9).

“Uma senhora submetida a aconselhamento para se recuperar de uma séria crise disse aos amigos que uma ideia transmitida pelo conselheiro foi fundamental para sua recuperação. ‘O que mais me ajudou’, ela disse, ‘foi que o conselheiro insistia que minhas situações dolorosas teriam fim. Parece escuro e interminável agora, o conselheiro costumava dizer, mas não vai durar muito tempo mais. Esse pensamento me ajudou a obter o poder de recuperação’. Em outras palavras, o conselheiro manteve viva a esperança da paciente.”

“Como ter a paciência aumentada? George Goodman, da Inglaterra, certa vez recebeu um jovem que precisava de oração. Ele expressou diretamente sua necessidade: ‘Sr. Goodman, desejo que o senhor ore para que eu tenha paciência’.”

“O idoso homem respondeu: ‘Sim, vou orar para que você tenha tribulação. Ah não, senhor’, o jovem respondeu, ‘é de paciência que preciso’. ‘Entendendo’ disse Goodman, ‘e vou orar para que você tenha tribulação’. Então o professor de Bíblia abriu a Bíblia e leu Romanos 5:3 para jovem pasmo: ‘E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança’.”

A história de Jó oferece um exemplo supremo do poder de recuperação. No início da vida, Jó entendeu que Deus é misericordioso e justo. Ele não entendia as razões de seu sofrimento; não encontrou apoio na esposa; sua propriedade e seus filhos foram destruídos, e então, ele contraiu uma doença horrível. Mas, de alguma forma, em meio a tudo isso, ele nunca perdeu a fé em Deus e persistiu até que a tragédia terminasse.

Jó se apegou a esperança de seu redentor. “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.” (Jó 19:25).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – domingo 13 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF