Os irmãos de José

Lições da Bíblia.

“Com muita frequência, surgem inveja e ciúmes entre aqueles com quem somos muito íntimos, e isso torna ainda mais devastador o potencial para graves consequências. Realmente, uma grande quantidade de agressões (físicas ou psicológicas) e inveja existe hoje dentro do círculo familiar e, frequentemente na raiz desse problema está a rivalidade entre os membros da família.”

A inveja e o ciúme contaminaram os irmãos de José a ponto de tentarem matá-lo. “E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador! Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos. Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida. Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai. Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia. E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água. […] E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito.” (Gn 37:19-24,28).

“É difícil acreditar que esses irmãos pudessem ter sido tão cruéis. Eles também não pensaram no que suas ações fariam a seu pai. Sua inveja se tornou tão poderosa que prevaleceu não apenas sobre o bom senso, mas também sobre a decência e moralidade. Que lição poderosa deve ser para todos nós quanto ao perigo potencial dessa emoção! Não é de estranhar que haja um mandamento inteiro dedicado a nos advertir contra ela. ‘Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.’ (Ex 20:17).”

“Além de toda a dor que suas ações provocaram sobre si mesmos e sobre seu pai, eles também temeram o que José lhes faria depois da morte de seu pai, Jacó. ‘Vendo os irmãos de José que seu pai estava morto, disseram: Porventura José nos odiará e nos retribuirá todo o mal que lhe fizemos.’ (Gn 50:15).”

“Mas a atitude de José não podia ter sido mais nobre, pois ele disse: ‘Não tenham medo. Estaria eu no lugar de Deus?’ (Gn 50:19). José entendeu que seu dever era perdoar os ofensores e confiar na misericórdia e justiça de Deus.”

“A vida de José tem sido comparada com a vida de Cristo. A inveja moveu seus irmãos a vendê-lo como escravo; alguns sacerdotes e anciãos tinham inveja de Jesus, e essa inveja alimentou suas ações contra Ele. José foi vendido aos pagãos; Jesus foi vendido a Seus inimigos. José foi acusado falsamente e enviado para prisão por causa de sua virtude; Jesus foi acusado falsamente e rejeitado por causa de sua justiça. José demostrou nobre benevolência para com seus irmãos; Jesus também perdoou Seus inimigos. As más ações contra José, por fim, levaram para o bem; a mesma coisa aconteceu a Jesus, no sentido de que o mal feito contra Ele foi igualmente transformado em bem.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – segunda-feira 28 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Na raiz do mal

Lições da Bíblia.

O orgulho foi causa da expulsão de Satanás do Céu. “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” (Isa. 14:12-14).

“A Lúcifer, a criatura mais magnífica saída das mãos de Deus, foi dado o lugar mais elevado no Céu, depois da Divindade. Sua honra, beleza e inteligência eram supremas, e, ainda assim, o pecado cresceu dentro dele (Ez 28:12-15). A perfeita paz e felicidade de todas as criaturas foram transtornadas por esse ato de exaltação própria e inveja em relação a Cristo.”

“’Serei semelhante ao Altíssimo’ (Is 14:14) foi o pensamento que ativou dissensão, rebelião, violência e muita dor a todos os habitantes do Céu e, depois, para toda a família humana.” “Satanás teve ciúmes de Jesus. Ele desejava ser consultado sobre o plano de criação do homem, e porque não o foi, encheu-se de inveja, ciúmes e ódio. Ele desejou receber no Céu a mais alta honra depois de Deus” (Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 145).

“Em contraste, olhemos a Jesus. A concepção do pecado por meio de inveja e egoísmo é repelida pela disposição de Jesus de ser humilhado ao nível mais baixo da humanidade e ser morto, como um criminoso, para que cada um de nós pudesse ser salvo da total destruição provocada pelo pecado (‘Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder,’ 2 Tess. 1:9).”

Tiago mostra o contraste a respeito dos males provocados pela inveja, afirmando que esta provoca todos os tipos de males; enquanto a sabedoria de Deus traz somente o bem. “Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.” (Tia. 3:16-17).

“Nossa natureza é tão pecaminosa que a primeira má ação torna mais fácil a seguinte. Quando o caminho errado é iniciado mediante inveja e ambição egoísta, o resultado parece ser uma ampla variedade de pecados: ‘confusão e toda espécie de coisas ruins’ (v. 16), como Tiago descreve. A notícia maravilhosa é que há lugar para outra opção, que é ‘pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento’ (v. 17). Essa opção é o amor.”

“Lúcifer não considerou o que tinha; ao contrário, escolheu cobiçar o que Cristo tinha. Com que frequência tendemos a fazer algo semelhante? Quanta inveja e ciúmes você abriga pelos que têm ‘mais’ que você? Como você pode vencer essa emoção perigosa?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – domingo 27 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Inveja

“Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja?” (Provérbios 27:4).

“Uma das emoções mais devastadoras é a inveja. É o tipo mais antigo de pecado (‘subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.’ Isa. 14:14) e pode ferir não só as relações interpessoais (‘Temo, pois, que, indo ter convosco, não vos encontre na forma em que vos quero, e que também vós me acheis diferente do que esperáveis, e que haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos.’ 2 Cor. 12:20) mas também a saúde física (‘O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos.’ Prov. 14:30).”

“A inveja costuma ser pessoal; ela atinge aquele que é percebido como rival e ameaça. Como resultado, frequentemente, a inveja provoca violência, tanto psicológica (abuso verbal, calúnia, crítica) como física. Quem em determinado tempo, não sentiu a infelicidade que essa emoção provoca?”

Muitos são os “[…] exemplos de pessoas que permitiram que a inveja afetasse seu comportamento: Satanás, os irmãos de José, o rei Saul e os principais dos sacerdotes dos tempos do Novo Testamento. O resultado sempre foi desastroso. O que surpreende, também, é que todos esses indivíduos invejosos desfrutavam elevados privilégios e posições. Mas todos caíram na armadilha do ódio à outra pessoa pelo que eram ou pelo que tinham.”

“O Senhor adverte a nos afastarmos desse caminho errôneo e deseja que Seus filhos amem o próximo a ponto de se alegrar com eles em seus dons, realizações e posses como se fossem nossos.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sábado 26 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Equilíbrio entre a inferioridade e a vaidade

Lições da Bíblia.

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” (Rom. 12:2-3).

“Se Deus cuida de um pardal… como Ele cuidará daqueles que foram comprados pelo sangue de Cristo? Uma pessoa vale mais que todo o mundo. Por uma única pessoa Jesus teria passado pela agonia do Calvário para que fosse salva para Seu reino. ‘Portanto, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais” (Ellen G. White, Review and Herald, 3 de maio de 1892).

“Perdemos muitas e ricas bênçãos porque negligenciamos buscar o Senhor com coração humilde. Quando formos a Ele com coração sincero, pedindo-Lhe que revele nossos defeitos, Ele nos mostrará um quadro verdadeiro de nós mesmos, refletido no espelho de Sua Palavra. Então, tendo nos visto como Deus nos vê, não saímos esquecidos de que tipo de pessoas somos. Vamos estudar cuidadosamente os traços defeituosos de nosso caráter e buscar graça para torná-los semelhantes ao padrão apresentado na Palavra de Deus” (Ellen G. White, The Lake Union Herald, 3 de novembro de 1909).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sexta-feira 25 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Um novo homem

Lições da Bíblia.

Paulo fala da necessidade de uma renovação, que parte do interior transformado pelo poder de Deus e que se manifesta em nossas atitudes e atos. “e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.” (Efés. 4:23-24).

“As pessoas gostam de tentar novas aparências: mudar de penteado, comprar novas roupas, e até mesmo fazer uma plástica ou transplante de cabelo. Mas essas ações trazem mudanças apenas exteriores, secundárias. O ser básico permanece inalterado.”

“Paulo fala sobre um novo ser, relacionado não com a aparência mas com a natureza e a atitude mental. Ele diz que fomos ‘criado[s] para ser semelhante[s] a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade’ (v. 24). e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. (Efés. 4:24).”

Em síntese, veracidade, paz, honestidade e outras virtudes mais, são as atitudes e comportamentos que provêm do novo homem. “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Efés. 4:25-32).

“O novo homem a que Paulo se refere demonstra frutos (veracidade, unidade, honestidade, diligência, conversação saudável, generosidade, perdão). Note, igualmente, que todos os atributos do novo homem têm que ver com bom caráter e relações interpessoais saudáveis, e esses podem estar ligados diretamente às questões de autoestima. Os comportamentos adversos mencionados em Efésios 4, como a mentira, ira e amargura, deixam a pessoa com um senso diminuído de valor. Em contraste, repartir com pessoas necessitadas e ser bondoso e compassivo são ações que podem aumentar a autoestima, pois transferem o centro da pessoa e, assim, deixam a pessoa com senso de realização.”

“A comunidade cristã precisa de pessoas interessadas em edificar os outros e não em destruí-los. O valor próprio pode ser arruinado facilmente em um instante com palavras rudes de crítica. ‘É dever de toda família e de cada cristão individualmente opor-se ao uso da linguagem corrupta. Quando em companhia de quem se deleita em palestras tolas, é nosso dever mudar o assunto da conversação, se possível. Com o auxílio da graça de Deus devemos calmamente proferir algumas palavras, ou introduzir um tema que oriente a conversa para terreno mais aproveitável’ (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 337).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quinta-feira 24 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O que Deus Vê

Lições da Bíblia.

De acordo com as três parábolas de Jesus, relatadas em Lucas 15, fica evidente o nosso valor diante de Deus, que mostrou esse valorização ao dar a vida de Seu Filho para a nossa salvação. “[…] Então, lhes propôs Jesus esta parábola: Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. Continuou: Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. […] Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. […] Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. […]” (Luc. 15).

“Se você se sentir tentado a pensar que é inferior, está perdido ou rejeitado, lembre-se de que, juntamente com essa condição vai algo mais — um cuidado especial e intenso de Deus e Seus anjos. O pastor se importava mais com a ovelha perdida do que com as restantes noventa e nove. A mulher esqueceu suas outras moedas e procurou cuidadosamente até que encontrou a perdida. O pai parece ter dado mais atenção às exigências irracionais do filho pródigo que ao primogênito. Todos, o pastor, a mulher e o pai, mostram uma consideração especial por aqueles que obtiveram menos sucesso.”

“Então, quando os perdidos são achados, há grande alegria na Terra e no Céu. Veja como essas histórias revelam poderosamente o amor de Deus a cada um de nós, não importando nossas culpas. Esse princípio pode ajudar aqueles que estão em necessidade. Muito frequentemente, ao falar com os outros, se você lhes der um ambiente seguro, confidencial e acolhedor, só isso já pode lhes fazer muito bem.”

“O cristão tem uma clara vantagem sobre quem não aceita nem crê no Senhor. Deus está em ação 24 horas por dia, 7 dias por semana, para ouvir aquele que se sente deprimido, estressado, solitário e ansioso. Essa relação com Deus deve ser razão suficiente para que alguém se sinta especial e obtenha algum alívio para a baixa autoestima. Evidentemente, a cruz é o maior exemplo de nosso valor aos olhos de Deus. Mais que qualquer outra coisa, essa deve nos mostrar quão valiosos somos diante de Deus, não importando as fraquezas e culpas que temos. A cruz nos diz que, não importa o que os outros pensam sobre nós, somos de valor inestimável para o Criador do Universo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quarta-feira 23 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O que os outros veem

Lições da Bíblia.

“Em muitas sociedades, o valor de uma pessoa é determinado por seus talentos, dons, aparência, e assim por diante. Olhamos para a aparência externa (‘Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração.’ 1Sm 16:7); afinal, isso é tudo que podemos ver. Assim, nosso conceito próprio costuma ser moldado pela reação que os outros mostram, com base na observação externa que fazem de nós. Se todos lhe disserem que você é bonito, é mais provável que você mesmo se ache bonito.”

“Mas sempre existe muito mais em cada um de nós do que o olho enxerga. Aqueles que sofrem de baixa autoestima precisam pensar em termos de características ou atributos pessoais que têm verdadeiro valor e não necessariamente o que o mundo valoriza, porque, frequentemente, os valores do mundo não têm nenhum valor para Deus.”

“Pode haver exceções, mas a maioria das sociedades tende a atribuir muito valor às características externas, observáveis. Porém, outras características, como honestidade, generosidade, temperança ou firme compromisso aos princípios e ideais, tendem a ocupar lugar secundário.”

“Todos somos iguais diante de Deus e uns dos outros. Toda discriminação é pecaminosa. ‘Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.’ (Gál. 3:28).”

“Os efeitos do preconceito são devastadores sobre a autoestima e o desempenho. Como cristãos, devemos fazer um esforço concentrado para levantar e encorajar os outros, qualquer que seja sua origem.”

“Em 2 Samuel 9, temos a história de Mefibosete, que poderia ter sido objeto da vingança de Davi. Isso explica por que ele teve medo, se inclinou ao chão e se referiu a si mesmo como ‘um cão morto’. Ele também era incapacitado. Não há dúvida de que a restauração da propriedade familiar, a relocação de servos e as honras concedidas deram a Mefibosete uma medida extra de valor próprio. A influência que as pessoas têm sobre a autoestima dos outros é extremamente poderosa. Mais do que percebemos, temos a habilidade de formar o conceito próprio dos outros por meio de palavras, ações e até nossa forma de olhar para eles.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – terça-feira 22 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Autopercepção

Lições da Bíblia.

“Aquilo que vejo em mim mesmo é um componente importante da autoestima. Porém, é um retrato incompleto e, frequentemente, defeituoso. A subjetividade pode levar a interpretações equivocadas quando avaliamos as pessoas, inclusive a nós mesmos.”

Uma das mais sérias advertências bíblicas é contra o julgamento de outra pessoa: ‘Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas’ (Rm 2:1); ‘Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o argueiro do teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.’ (Luc. 6:41-42). “A distorção parece universal, e as pessoas estão sujeitas a cometer erros quando julgam os outros. O mesmo acontece com nós mesmos. Existe muito erro quando alguém julga a si mesmo em termos de habilidade, aparência, caráter, poder, etc. Sempre vai haver pessoas mais espertas, de melhor aparência e mais talentosas que você; ao mesmo tempo, sempre haverá pessoas que olham para você e se sentem inferiores.”

Disse Jesus: “[…] Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mat. 22:39). Nesse texto está implícito que nós estamos no mesmo nível do nosso próximo e nesse sentido o amor próprio é apropriado e necessário. Também “[…] sugere que uma quantidade razoável de amor deve ir para si mesmo (embora não seja esse o foco principal do texto). Deve existir um orgulho saudável pelas coisas bem feitas, nas tarefas bem realizadas e nas boas características e traços de caráter que alguém possua. Espera-se uma atitude de proteção própria e cuidado de si mesmo. O problema vem quando a pessoa não dá crédito a Deus, o Criador de todas as boas coisas em nós.”

Embora devamos estimar a nós mesmo, é imprescindível que tenhamos a verdadeira modéstia cristã, aconselha Paulo: “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” (Rom. 12:3). “Existe uma área mediana desejável entre a extremamente baixa autoestima e a arrogância. E Paulo nos adverte contra a última. Ao mesmo tempo, Romanos 12:4-8 explica que o corpo de Cristo precisa da contribuição de cada membro, de acordo com os dons individuais dados a eles pela graça. ‘Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.’ (Rom. 12:4-8). Não existe nada de errado em reconhecer cada dom, usando-os para fortalecer a igreja de Cristo, e agradecer a Deus por eles.”

“Faça mentalmente uma lista dos bons atributos pessoais, características e habilidades que Deus lhe deu. Como você pode usá-los e, ao mesmo tempo, permanecer humilde? A contemplação diária da cruz pode ajudar a nos manter em nosso lugar.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – segunda-feira 21 de fevereiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF