Nosso Substituto crucificado

Lições da Bíblia

“2. ‘Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra. Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?’ (Mt 27:45, 46). Qual é o significado desse clamor? Como entendemos suas implicações em termos do plano da salvação?”1

“Jesus Se sentiu separado do Pai porque os pecados do mundo inteiro foram colocados sobre Ele. Jesus pagou nossa dívida e sofreu a dor que deveríamos sentir, para que pudéssemos ser reconciliados com Deus.”1

“Mateus registrou o que tem sido chamado pelos teólogos de ‘o grito do abandono’. ‘Abandono’ traz a ideia de desamparo, de alguém deixado sozinho e necessitado. Nesse caso, podemos ver o senso de abandono da parte do Pai, experimentado por Jesus. As trevas que cercaram a Terra naquela ocasião simbolizavam o juízo divino (Is 13:9-16; Am 5:18-20; Jr 13:16); Jesus estava experimentando em Si mesmo as horríveis consequências do pecado e da completa separação do Pai. Em nosso lugar, Ele estava suportando em Si mesmo o juízo divino contra o pecado. ‘Assim também Cristo, tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que O aguardam para a salvação’ (Hb 9:28; ver também 2Co 5:21). Na cruz Jesus Se apropriou da linguagem de Salmos 22:1 porque, de maneira singular, estava experimentando o que os seres humanos experimentam: a separação de Deus por causa do pecado. ‘As vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça’ (Is 59:2).”1

“Não se tratava de fingimento. Jesus suportou verdadeiramente a ira de Deus contra o pecado. A penalidade pelas nossas transgressões caiu sobre Ele e, assim, encheram Sua alma de consternação e pavor enquanto Ele suportava o peso da culpa, nossa culpa, sobre Si. Quão mau deve ser o pecado aos olhos de Deus, uma vez que foi preciso que um dos membros da Divindade sofresse a culpa e a punição dele, para que fôssemos perdoados!”1

“Contudo, mesmo em meio a esse horror, Jesus pôde clamar: ‘Meu Deus, Meu Deus!’ Apesar de tudo o que estava acontecendo com Ele, Sua fé permaneceu intacta. Ele permaneceria fiel até o fim, a despeito do sofrimento, apesar do senso de ter sido abandonado pelo Pai.”1

“Como é sentir a separação de Deus devido ao pecado? Por que nosso único caminho de volta é reivindicar a justiça de Cristo, além do arrependimento, confissão e resolução de abandonar o pecado?”1

Segunda-feira, 20 de junho de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus ou Barrabás

Lições da Bíblia

“1. Leia Mateus 27:11-26. Quais são algumas das implicações mais profundas da opção oferecida às pessoas e da escolha que elas fizeram?”1

“11 Jesus estava em pé ante o governador; e este o interrogou, dizendo: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu o dizes. 12 E, sendo acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. 13 Então, lhe perguntou Pilatos: Não ouves quantas acusações te fazem? 14 Jesus não respondeu nem uma palavra, vindo com isto a admirar-se grandemente o governador. 15 Ora, por ocasião da festa, costumava o governador soltar ao povo um dos presos, conforme eles quisessem. 16 Naquela ocasião, tinham eles um preso muito conhecido, chamado Barrabás. 17 Estando, pois, o povo reunido, perguntou-lhes Pilatos: A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo? 18 Porque sabia que, por inveja, o tinham entregado. 19 E, estando ele no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito. 20 Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus. 21 De novo, perguntou-lhes o governador: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás! 22 Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos. 23 Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado! 24 Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste [justo]; fique o caso convosco! 25 E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos! 26 Então, Pilatos lhes soltou Barrabás; e, após haver açoitado a Jesus, entregou-o para ser crucificado.” (Mateus 27:11-27 ARA).

“Jesus representa a verdadeira libertação por meio do amor, justiça e sacrifício. Barrabás representa a falsa e ilícita libertação, por meio de ódio, violência, injustiça e vício. O povo preferiu libertar as trevas e a mentira, e crucificar a verdade e a luz. Jesus não fez nenhum mal, e foi condenado. Barrabás não fez nenhum bem, e foi inocentado, num julgamento injusto. Jesus preferiu morrer pela verdade do que viver pela mentira. O apoio político ou popular não torna o crime uma virtude. Jesus pagou pelo crime de Barrabás.”1

“Era Barrabás, o assassino, que devia ser crucificado na cruz do meio. Os criminosos que estavam de ambos os lados provavelmente fossem seus comparsas. Barrabás não era o primeiro nome do indivíduo, mas seu segundo nome. Barsignifica ‘filho de’, assim como Simão Barjonas significava ‘Simão, filho de Jonas’, ou Bartolomeu significava ‘filho de Tolomeu’. Barrabás significava ‘filho de abbas’, isto é, ‘filho do pai’. Muitos manuscritos antigos registram o primeiro nome de Barrabás como sendo Yeshua (Jesus). Yeshua era um nome comum na época e significava ‘Yahweh salva’. Assim, o nome de Barrabás tinha mais ou menos o sentido de ‘Yahweh salva, filho do pai’.”1

“Que farsa!”1

‘Esse homem havia afirmado ser o Messias. Pretendia autoridade para estabelecer uma nova ordem de coisas, para emendar o mundo. Sob uma ilusão satânica, pretendia que tudo quanto pudesse obter por furtos e assaltos era dele. Por meios diabólicos havia realizado coisas admiráveis, atraído seguidores e despertado sedição contra o governo romano. Sob a capa de entusiasmo religioso, era um endurecido e consumado vilão, dado à rebelião e à crueldade. Oferecendo ao povo escolha entre esse homem e o inocente Salvador, Pilatos julgava despertar-lhes o sentimento da justiça. Esperava conquistar-lhes a simpatia para Jesus, em oposição aos sacerdotes e príncipes’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 733).”1

“Pilatos estava errado. A menos que estejam sob a convicção do Espírito Santo, inevitavelmente as pessoas fazem a escolha espiritual errada, como fez aquela multidão. No fim, todos temos a escolha entre Cristo e Barrabás, entre Cristo e o mundo corrompido e caído, entre a vida e a morte. ‘O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más’ (Jo 3:19).”1

“Por que as pessoas têm a tendência de preferir as trevas à luz? Como você pode ver, até em si mesmo, essa tendência inata? O que isso lhe diz sobre a realidade de nossa natureza caída, e sobre nossa necessidade de nos entregarmos totalmente ao Senhor?”1

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Domingo, 19 de junho de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Crucificado e ressurreto

Lições da Bíblia

“Toda a autoridade Me foi dada no Céu e na Terra” (Mt 28:18).

“Um anúncio numa revista britânica perguntava se alguém doaria seu corpo para a Ciência. Ele dizia que cientistas haviam estudado a mumificação egípcia e que estavam procurando um voluntário com alguma doença terminal que estivesse preparado para doar seu corpo após a morte. Esses cientistas acreditavam, afirmava o anúncio, que haviam descoberto o segredo de como os egípcios faziam a mumificação, e que o corpo ‘seria preservado – potencialmente por centenas ou mesmo milhares de anos’ (www.independent.co.uk/news/science/now-you-canbe-mummified-just-like-the-egyptians-1863896.html).”1

“Como cristãos, não precisamos nos preocupar em ter nosso corpo preservado. Deus nos prometeu algo muito melhor do que isso. A morte de Jesus, na qual Ele pagou em Si mesmo a penalidade pelos nossos pecados, e Sua ressurreição, na qual Ele foi ‘as primícias dos que dormem’ (1Co 15:20), prepararam o caminho, não para que nosso corpo fosse ‘preservado’, como o dos antigos faraós (além disso, se você já viu um desses corpos, percebeu que eles, de qualquer forma, não são nada bonitos), mas transformado num corpo incorruptível que viverá para sempre.”1

“Nesta semana, que trata dos capítulos finais de Mateus, estudaremos as inexauríveis verdades referentes à morte e à ressurreição de nosso Senhor, e estudaremos a respeito da esperança que esses dois acontecimentos nos oferecem.”

Introdução ao tema da Lição desta semana, comentários do autor.

Incentive os jovens de sua igreja a dedicar as próximas férias à colportagem evangelística e a estudar em nossos internatos.

Sábado, 18 de junho de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

Os últimos dias de Jesus–Estudo Adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“Em 1959, dois criminosos entraram numa casa em Kansas e mataram um casal e dois filhos adolescentes. Antes que os assassinos fossem encontrados, o irmão do pai assassinado escreveu esta carta para o jornal local: ‘Há muito ressentimento nesta comunidade. Já ouvi em mais de uma ocasião que o homem, quando encontrado, devia ser enforcado na árvore mais próxima. Não tenhamos esses sentimentos. O ato já foi cometido, e tirar outra vida não vai mudá-lo. Em vez disso, vamos perdoar como Deus quer que o façamos. Não é certo guardar rancor no coração. Na verdade, o autor desse ato vai achar muito difícil conviver consigo mesmo. Somente vai encontrar a paz quando for a Deus em busca de perdão. Não lhe impeçamos o caminho; em vez disso, oremos para que ele possa encontrar a paz’ (Truman Capote, In Cold Blood [A sangue frio]. Nova York: Modern Library, 2013; p. 124).”1

“‘Pedro havia acabado de declarar que não conhecia Jesus, mas compreendia então com amarga dor quão bem o Senhor o conhecia e como havia lido com exatidão o seu coração, cuja falsidade nem ele próprio conhecia’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 713). Jesus perdoou a Pedro. Ao lidar com pessoas que cometem erros semelhantes, é importante que aprendamos a lhes estender a graça, assim como desejaríamos que fizessem conosco.”1

Perguntas para reflexão

“1. Escreveu C. S. Lewis: ‘Toda história de conversão é a história de uma bendita derrota.’ Você já experimentou essa ‘derrota’?”1

“2. Jesus pediu que o cálice passasse dEle, mas somente se fosse possível. Para que a humanidade fosse salva, Jesus precisaria renunciar à Sua vida? Por quê?”1

Sexta-feira, 17 de junho de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

A negação de Pedro

Lições da Bíblia

“Jesus sabia de antemão a respeito da decisão que Judas tomaria, de acordo com seu livre-arbítrio, de traí-Lo. Esse é um dos exemplos bíblicos que mostram que o fato de Deus conhecer antecipadamente nossas livres escolhas não infringe, de maneira alguma, a liberdade de escolher. Ele conhecia não só a traição de Judas, mas também sabia que Pedro, apesar de toda a sua ostentação de coragem, fugiria no momento crucial e depois O negaria.”1

“7. Leia Mateus 26:51-75. Por que Pedro negou Jesus?”1

“51 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. 52 Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. 53 Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? 54 Como, pois, se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve suceder? 55 Naquele momento, disse Jesus às multidões: Saístes com espadas e porretes para prender-me, como a um salteador? Todos os dias, no templo, eu me assentava [convosco] ensinando, e não me prendestes. 56 Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então, os discípulos todos, deixando-o, fugiram. 57 E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos. 58 Mas Pedro o seguia de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, tendo entrado, assentou-se entre os serventuários, para ver o fim. 59 Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. 60 E não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando: 61 Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias. 62 E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? 63 Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. 64 Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. 65 Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia! 66 Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte. 67 Então, uns cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo: 68 Profetiza-nos, ó Cristo, quem é que te bateu! 69 Ora, estava Pedro assentado fora no pátio; e, aproximando-se uma criada, lhe disse: Também tu estavas com Jesus, o galileu. 70 Ele, porém, o negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. 71 E, saindo para o alpendre, foi ele visto por outra criada, a qual disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno. 72 E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem. 73 Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia. 74 Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo. 75 Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente.” (Mateus 26:51-75 ARA)2.

“Porque não entendia a missão de Jesus. Achava que Jesus estabeleceria um reino na Terra. Quando Jesus permitiu que O prendessem, Pedro ficou confuso, sem saber o que fazer. Talvez, ele tenha negado Jesus por ter duvidado de suas próprias convicções sobre o Filho de Deus, ao vê-Lo preso e humilhado. Por isso, decidiu negar Jesus até que as coisas ficassem mais definidas. No entanto, diante do olhar compassivo de Jesus, Pedro se arrependeu e continuou sua caminhada com o Salvador.”1

“Muitas vezes temos a ideia de que Pedro negou Jesus simplesmente porque estava com medo. Mas foi Pedro (de acordo com João 18:10) que teve a coragem de puxar a espada contra soldados romanos! Ele estava disposto a sair num arroubo de glória, até que Jesus o deteve.”1

“Então, o que mudou em Pedro daquele momento em que ele estava brandindo a espada para aquele momento em que ele estava negando Jesus pouco tempo depois? Por que ele disse que não era discípulo? Por que Pedro disse: ‘Não conheço tal Homem’ (Mt 26:72)?”1

“Talvez porque Pedro tivesse percebido que não conhecia o Homem, não sabia para que Ele tinha vindo e não sabia o que Sua prisão significava. Portanto, num momento de pânico, negou que O conhecia. Talvez Pedro tenha negado Jesus porque percebeu que não entendia o que Jesus estava fazendo. Ele desistiu quando viu o que pensou ser uma desistência da parte de Jesus. Pedro ainda estava colocando demasiada fé em seu próprio entendimento em vez de colocar sua fé totalmente em Jesus, apesar de todos os sinais que ele havia visto e de sua ousada confissão de fé em Jesus como o Cristo (Mt 16:16). A negação de Pedro deve nos fazer ver que nem todos os milagres e sinais do mundo nos manterão fiéis a Deus enquanto nosso coração não for plenamente entregue a Ele.”1

“Na terceira vez que Pedro negou ser discípulo de Jesus, o próprio Jesus ‘voltou-Se e olhou diretamente para Pedro’ (Lc 22:61, NVI). A mesma palavra, emblepo, foi usada para descrever como o olhar de Jesus penetrou na alma de Pedro quando eles se encontraram pela primeira vez (ver Jo 1:42 [‘e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).’]2). Que esperança podemos extrair disso a respeito do amor de Deus por nós, mesmo quando falhamos, como aconteceu com Pedro?”1

Quarta-feira, 16 de junho de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Judas vende a alma

Lições da Bíblia

“Como é triste a história de Judas! Se ele tivesse morrido antes de sua última viagem a Jerusalém, talvez estivesse entre os heróis mais venerados da história sagrada. Os edifícios de igrejas talvez recebessem seu nome. Mas, em vez disso, seu nome está ligado para sempre à traição e à deslealdade.”1

“5. Leia João 6:70 e Lucas 22:3. Como essas passagens ajudam a explicar os atos de Judas?”1

“Replicou-lhes Jesus: Não vos escolhi eu em número de doze? Contudo, um de vós é diabo.” (João 6:70 ARA)2.

“Ora, Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era um dos doze.” (Lucas 22:3 ARA)2.

“Judas não recebeu Cristo em seu coração. Em vez disso, suas escolhas permitiram que o diabo tomasse posse de sua vida, até que seu caráter ficou semelhante ao do diabo.”1

“É claro que culpar Satanás pelo que Judas fez está certo, mas levanta uma pergunta: O que, na pessoa de Judas, permitiu que o diabo o levasse a tal ato de traição? Afinal de contas, até foi dito que Satanás queria Pedro também (ver Lc 22:31[‘Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo!’]). A diferença, contudo, deve estar no fato de que Judas se recusou a se entregar totalmente ao Senhor. Ele deve ter se apegado a algum pecado, algum defeito de caráter que permitiu que Satanás entrasse e o levasse a trair Jesus. Vemos, nessa história, mais uma vez, outra poderosa consequência do livre-arbítrio.”1

“6. Leia Mateus 26:47-50. Que lições devemos tirar da triste história de Judas?”1

“47 Falava ele ainda, e eis que chegou Judas, um dos doze, e, com ele, grande turba com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo. 48 Ora, o traidor lhes tinha dado este sinal: Aquele a quem eu beijar, é esse; prendei-o. 49 E logo, aproximando-se de Jesus, lhe disse: Salve, Mestre! E o beijou. 50 Jesus, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste? Nisto, aproximando-se eles, deitaram as mãos em Jesus e o prenderam.” (Mateus 26:47-50 ARA)2.

“Mesmo convivendo com Jesus, tendo uma experiência com Ele, vendo Seus milagres e trabalhando em Sua obra, podemos traí-Lo e deixá-Lo triste. O envolvimento com os inimigos de Jesus pode nos trazer a ilusão de vantagens políticas e financeiras, mas no fim o que resta é a amarga derrota e a morte. Não devemos nos unir com líderes que se colocam contra Jesus. Judas tentou obter as vantagens de Cristo e do mundo, mas acabou perdendo tudo. É possível chamar Jesus de Mestre e até beijá-Lo, enquanto O traímos.”1

“Em Mateus 26:47-50 vemos Judas guiando um destacamento de soldados (cerca de 600 homens), além dos principais sacerdotes e anciãos. Que tremendo momento de poder para Judas! Quando tem algo que as pessoas realmente desejam, você possui um tremendo poder, como foi o caso de Judas naquela ocasião. Isso vai bem, pelo menos enquanto você tem o que elas desejam. Mas se elas se importam com você somente por causa do que tem, depois que elas obtêm o que querem, passam a não mais precisar de você. Assim, dentro de algumas horas Judas ficou sozinho e sem nada.”1

“Outra importante lição se concentra naquilo pelo que Judas perdeu a alma. Trinta moedas de prata? Hoje, essa soma equivaleria ao salário de um a quatro meses, dependendo do tipo de moeda de prata à qual o texto se refere. Mesmo que o valor fosse dez ou cem vezes essa quantia, veja o que lhe custou! E, como a história mostra, até o dinheiro ele perdeu. Não chegou a desfrutar nada dele. Em vez disso, lançou-o aos pés dos que lhe haviam pago. Esse é um poderoso exemplo de como, no fim das contas, qualquer coisa que nos desvie de Jesus, que faça com que percamos a alma, é tão inútil quanto foi aquele dinheiro para Judas. Ele estava tão perto da vida eterna; contudo, escolheu jogá-la fora por nada!”1

Quarta-feira, 15 de junho de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O Getsêmani

Lições da Bíblia

“Durante a semana da Páscoa, os sacerdotes sacrificavam milhares e milhares de cordeiros no templo, que ficava localizado na colina em cujo sopé se encontrava o vale de Cedrom. O sangue dos cordeiros era derramado no altar, e então corria por um canal até um riacho que cortava o vale de Cedrom. Pode ser que o riacho, na verdade, se tornasse vermelho com o sangue dos cordeiros. Jesus e Seus discípulos teriam atravessado as águas vermelhas desse riacho para chegar ao jardim do Getsêmani.”1

“4. Leia Mateus 26:36-46. Por que a experiência do Getsêmani foi tão difícil para Jesus? O que estava realmente ocorrendo ali?”1

36 Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; 37 e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. 38 Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. 39 Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. 40 E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? 41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 42 Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. 43 E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados. 44 Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45 Então, voltou para os discípulos e lhes disse: Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. 46 Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.” (Mateus 26:36-43 ARA)2.

“No Getsêmani, os pecados do mundo foram colocados sobre Jesus, o que provocou uma profunda angústia e O levou a suar gotas de sangue, pelo receio de beber o cálice do sacrifício na cruz e da separação do Pai. Apesar da agonia, Ele decidiu seguir em frente.”1

“Não era a morte física que Jesus temia quando orou para que o cálice passasse dEle. O cálice que Ele temia era a separação de Deus. Jesus sabia que, para Se tornar pecado por nós, para morrer em nosso lugar, para suportar em Si mesmo a ira de Deus contra o pecado, Ele teria que ser separado do Pai. A transgressão da santa lei de Deus era tão séria que exigia a morte do transgressor. Jesus veio precisamente porque iria tomar essa morte sobre Si, a fim de nos poupar dela. Era isso que estava em jogo com relação a Jesus e a nós.”1

“‘Com as questões do conflito diante de Si, a alma de Cristo Se encheu de terror da separação de Deus. Satanás Lhe dizia que, se Ele Se tornasse o penhor de um mundo pecaminoso, seria eterna a separação. Ele Se identificaria com o reino de Satanás, e nunca mais seria um com Deus. […] O tremendo momento havia chegado – aquele momento que decidiria o destino do mundo. Na balança oscilava a sorte da humanidade. Cristo ainda podia recusar-Se a beber o cálice reservado ao homem culpado. Ainda não era tarde demais. Poderia enxugar da fronte o suor de sangue, e deixar perecer o homem em sua iniquidade. Poderia dizer: Receba o pecador o castigo de seu pecado, e Eu voltarei ao Meu Pai. Beberia o Filho de Deus o amargo cálice da humilhação e da agonia? Sofreria o Inocente as consequências da maldição do pecado, para salvar o criminoso?’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 687, 690).”1

“De que forma a disposição de Jesus para morrer por nós impacta cada aspecto de nossa vida, especialmente no que diz respeito a ajudar os outros? Como podemos aprender a imitar o caráter de Jesus?”1

Terça-feira, 14 de junho de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A nova aliança

Lições da Bíblia

“2. Leia Mateus 26:17-19. Por que é tão significativo o fato de que essa era a época da Páscoa? Ver também Êx 12:1-7;1Co 5:7”1

“17 No primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, vieram os discípulos a Jesus e lhe perguntaram: Onde queres que te façamos os preparativos para comeres a Páscoa? 18 E ele lhes respondeu: Ide à cidade ter com certo homem e dizei-lhe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos. 19 E eles fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.” (Mateus 26:17-19 ARA)2.

1 Disse o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito: 2 Este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano. 3 Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. 4 Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, convidará ele o seu vizinho mais próximo, conforme o número das almas; conforme o que cada um puder comer, por aí calculareis quantos bastem para o cordeiro. 5 O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito; 6 e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde. 7 Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem;” (Êxodo 12:1-7 ARA)2.

“Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado.” (1 Coríntios 5:7 ARA)2.

“Jesus morreu no dia exato da Páscoa. Ele era o verdadeiro Cordeiro Pascal, que morreu para nos libertar da escravidão e da condenação do pecado, simbolizadas pelo Egito.”1

“A história do êxodo é a história da redenção, do livramento – uma obra que Deus fez em favor daqueles que não poderiam fazê-la por si mesmos. Que símbolo apropriado do que Jesus logo faria em favor de todos nós!”1

“3. Leia Mateus 26:26-29. O que Jesus estava dizendo a Seus discípulos? O que Suas palavras significam para nós?”1

“26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. 27 A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; 28 porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. 29 E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.” (Mateus 26:26-29 ARA)2.

“O pão utilizado na santa ceia simboliza o corpo de Cristo, oferecido em sacrifício, e o suco de uva representa o sangue da nova aliança, derramado na cruz para remissão de pecados. O sangue da antiga aliança (sangue de animais) apontava para o sangue da nova aliança (sangue de Cristo). A Páscoa anunciava a morte de Cristo que ocorreria posteriormente. A santa ceia relembra a morte de Cristo no passado, ao mesmo tempo em que aponta para Sua segunda vinda.”1

“Jesus estava indicando para eles o significado mais profundo da Páscoa. A libertação deles do Egito foi a maravilhosa manifestação do senhorio e do poder de Deus, mas, em última análise, não foi suficiente. Ela não era a redenção que os hebreus, ou qualquer um de nós, realmente necessitávamos. Precisamos da redenção que há em Jesus: a vida eterna. ‘Por isso mesmo, Ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados’ (Hb 9:15). Jesus lhes indicou o verdadeiro significado do vinho e do pão. Eles apontavam para Sua morte na cruz.”1

“Assim, diferentemente dos sacrifícios de animais que apontavam para a morte posterior de Jesus, a participação na Santa Ceia aponta para Sua morte passada. Nos dois casos, os emblemas apontam para Jesus na cruz.”1

“No entanto, a cruz não é o fim da História. Quando Jesus disse aos discípulos que não mais beberia do fruto da videira até o dia em que o haveria de beber, novo, com eles no reino de Seu Pai (Mt 26:29), estava lhes indicando o futuro, apontando para a segunda vinda e para o que virá depois dela.”1

“Jesus disse que não mais beberia do fruto da videira até que estivéssemos com Ele no reino de Seu Pai. O que isso indica a respeito do tipo de intimidade que Ele terá conosco? Como podemos aprender a experimentar essa intimidade com Ele agora?”1

Segunda-feira, 13 de junho de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.