Tentativa de interceptação (Is 7:3-9)

Lições da Bíblia1

Enquanto Acaz avaliava suas opções para enfrentar a ameaça de Israel e da Síria, Deus permitia que os problemas viessem sobre o rei para ­discipliná-lo e fazê-lo recobrar o bom senso (2Cr 28:5, 19). Embora o pedido de auxílio a Tiglate-Pileser III parecesse atrativo, isso colocaria o reino davídico de Judá sob domínio estrangeiro, do qual ele nunca poderia se recuperar.

O risco era surpreendentemente alto. Por isso, o Senhor enviou Isaías para interceptar o rei Acaz (aparentemente, enquanto ele estava inspecionando o aqueduto de Jerusalém em preparação para um cerco) a fim de convencê-lo a não entrar em contato com o líder assírio.

3. Por que o Senhor mandou Isaías levar seu filho, Sear-Jasube, com ele (Is 7:3, ARC)? Assinale a alternativa correta:

Isaías 7:3 (ARC): “Então, disse o Senhor a Isaías: Agora, tu e teu filho Sear-Jasube, saí ao encontro de Acaz, ao fim do canal do viveiro superior, ao caminho do campo do lavandeiro.”

A.( ) Porque o nome do seu filho trazia uma mensagem para o rei.
B.( ) Porque Deus não queria que Isaías se sentisse sozinho.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

Acaz deve ter ficado surpreso quando Isaías o cumprimentou e apresentou seu filho, chamado “Um-Resto-Volverá”. Resto ou remanescente de quem? Volverá a quê? Visto que o pai do garoto era profeta, o nome soava como uma fatídica mensagem acerca do cativeiro. Ou poderia ser que a mensagem se tratasse do retorno do povo arrependido a Deus? (o verbo “volver” também tem o significado de arrependimento). A mensagem para Acaz era: Depende de você! Afaste-se dos pecados ou vá ao cativeiro, do qual um remanescente retornará. A decisão é sua!

4. Como a mensagem de Deus resolvia a situação do rei? Is 7:4-9

Isaías 7:4-9 (ARA)2: “4 e dize-lhe: Acautela-te e aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração por causa destes dois tocos de tições fumegantes; por causa do ardor da ira de Rezim, e da Síria, e do filho de Remalias. 5 Porquanto a Síria resolveu fazer-te mal, bem como Efraim e o filho de Remalias, dizendo: 6 Subamos contra Judá, e amedrontemo-lo, e o conquistemos para nós, e façamos reinar no meio dele o filho de Tabeal. 7 Assim diz o Senhor Deus: Isto não subsistirá, nem tampouco acontecerá. 8 Mas a capital da Síria será Damasco, e o cabeça de Damasco, Rezim, e dentro de sessenta e cinco anos Efraim será destruído e deixará de ser povo. 9 Entretanto, a capital de Efraim será Samaria, e o cabeça de Samaria, o filho de Remalias; se o não crerdes, certamente, não permanecereis.”

A ameaça da Síria e Israel passaria, e Judá seria poupado. Potências que pareciam vulcões em erupção eram apenas “dois tocos de tições fumegantes” (Is 7:4). Não havia necessidade de Acaz pedir ajuda à Assíria.

Mas, para tomar a decisão certa, Acaz precisava confiar nas promessas do Senhor. Devia crer para permanecer (Is 7:9). As palavras para “crer” e “permanecer” são da mesma raiz hebraica, da qual também vêm a palavra que designa “verdade” (aquilo que é confiável) e a palavra “Amém” (confirmar o que é verdadeiro/confiável). Acaz precisava ter certeza para estar seguro; precisava confiar para ser confiável.

Veja a última seção de Isaías 7:9. Por que a fé e a crença são tão importantes para “permanecer”? Permanecer em quê? Como esse princípio se aplica à vida do cristão?

Segunda-feira, 11 de janeiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Quando nosso mundo desmorona

Lições da Bíblia1

“Se vocês não ficarem firmes na fé, com certeza não resistirão!” (Is 7:9, NVI).

Certa vez, num sábado, Connie e Roy estavam chegando em casa após o culto na igreja. Uma pequena galinha voou freneticamente pelo quintal na frente do carro. Algo estava errado. As aves domésticas deveriam estar em segurança no galinheiro, mas haviam saído. Uma investigação rápida mostrava uma tragédia em andamento. Beethoven, o pequeno cachorro do vizinho, também havia escapado do seu quintal e estava próximo do açude, com Daisy na boca. Daisy era uma bela galinha poedeira com penas brancas e macias. Connie resgatou Daisy, mas já era tarde demais. Seu precioso animal de estimação, agora com o pescoço mutilado, logo morreu em seus braços. Ela se sentou no quintal, segurando a ave morta, e chorou muito.

Outro animal de estimação ficou profundamente perturbado. Um pato alto e branco chamado Waddlesworth viu Connie segurando Daisy e possivelmente tenha presumido que ela tivesse matado a galinha. Assim, nas semanas seguintes, sempre que Waddlesworth via Connie, ele a atacava ferozmente, bicando-a dolorosamente com seu bico forte. Às vezes, é difícil descobrir quem são seus amigos e inimigos.

Nesta semana, analisaremos um rei de Judá que também teve esse problema e buscaremos entender por que ele fez escolhas erradas.

Sábado, 09 de janeiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 

Crise de liderança – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Práticas iníquas tinham se tornado tão predominantes entre todas as classes que os poucos que permaneciam fiéis a Deus eram muitas vezes tentados a perder o ânimo, dando lugar ao desencorajamento e desespero. Parecia que o plano de Deus para Israel estava à beira do fracasso total, e a nação rebelde fosse receber o mesmo destino de Sodoma e Gomorra.

“Diante de tais condições, não é de admirar que Isaías tenha hesitado em assumir a responsabilidade, quando Deus o chamou, durante o último ano do reinado de Uzias, para levar a Judá as mensagens de advertência e reprovação. Ele sabia muito bem que encontraria uma obstinada resistência. Considerando a própria incapacidade para enfrentar a situação e levando em conta a rebeldia e incredulidade do povo pelo qual ia trabalhar, sua tarefa pareceu-lhe impossível de ser realizada. Deveria ele em desespero renunciar à sua missão, deixando Judá entregue à idolatria? Deveriam os deuses de Nínive reger a Terra, desafiando o Deus do Céu?” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 306, 307).

Perguntas para consideração

1. Se um cético ou ateu o desafiasse com a pergunta: “Como você pode provar que seu Deus está no comando?”, o que você responderia?

2. Se Deus está no comando, por que pessoas inocentes sofrem? Será que Isaías 1:19, 20 significa que apenas coisas boas acontecerão aos fiéis e somente coisas ruins ocorrerão aos rebeldes? (Jó 1; 2; Sl 37; 73). Como podemos conciliar nossa compreensão do caráter de Deus com o mal que acontece às pessoas?

3. Em Isaías 6, por que existem tantas conexões com o Dia da Expiação? Considere o fato de que nesse dia de juízo anual Deus limpava Seu povo, purificando do pecado os fiéis (Lv 16:30) e eliminando os infiéis (Lv 23:29, 30).

Sexta-feira, 08 de janeiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 

Apelo espantoso (Is 6:9-13)

Lições da Bíblia1

5. Quando Deus enviou novamente Isaías, por que Ele deu ao profeta uma mensagem tão estranha para levar ao Seu povo? Is 6:9, 10

Isaías 6:9, 10 (ARA)2: “9 Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais. 10 Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo.”

Para não pensarmos que Isaías tivesse ouvido errado ou que essa mensagem não fosse importante, Jesus citou essa passagem para explicar por que Ele ensinava por meio de parábolas (Mt 13:13-15).

Deus não deseja que ninguém pereça (2Pe 3:9). Por isso, Ele enviou Isaías ao povo de Judá e Jesus ao mundo. Deus não quer destruir, mas salvar. Mas enquanto alguns atendem a Seus apelos, outros se tornam resistentes. Entretanto, Deus continua apelando a eles, a fim de conceder-lhes oportunidades de arrependimento. Contudo, quanto mais eles resistem, mais endurecidos se tornam. Assim, o que Deus lhes faz resulta no endurecimento do coração deles, mesmo que o Senhor deseje que essas ações o amoleçam. O amor de Deus é imutável; nossa resposta individual ao Seu amor é a variável crucial.

A função de um ministro, como Moisés, Isaías, Jeremias, Ezequiel ou mesmo Cristo, é apelar, mesmo que as pessoas rejeitem a mensagem. Deus disse a Ezequiel: “Eles, quer ouçam quer deixem de ouvir, porque são casa rebelde, saberão que um profeta esteve no meio deles” (Ez 2:5). A função de Deus e a de Seus servos é oferecer às pessoas uma escolha justa, a fim de que elas sejam advertidas adequadamente (compare com Ez 3:16-21), mesmo que acabem escolhendo a destruição e o exílio (Is 6:11-13).

6. Com essa ideia em mente, como entendemos a função de Deus no endurecimento do coração do Faraó?

Ao afirmar que Deus “endureceu” o coração de Faraó, Moisés quis dizer que Deus iniciou as circunstâncias pelas quais Ele sabia que Faraó endureceria seu próprio coração.

Em Êxodo 4:21, Deus disse: “Eu lhe endurecerei o coração”. Essa é a primeira das nove ocasiões em que Deus disse que endureceria o coração do faraó. Mas também há nove ocasiões em que o faraó endureceu seu próprio coração (por exemplo, Êx 8:15, 32; 9:34).

Faraó possuía livre-arbítrio, ou ele não seria capaz de endurecer o próprio coração. Mas o fato de que Deus também endureceu o coração de faraó indica que Ele iniciou as circunstâncias às quais Faraó reagiu, ao fazer sua escolha de rejeitar os sinais divinos. Se o faraó tivesse sido receptivo a esses sinais, eles teriam amolecido, e não endurecido, seu coração.

Você já sentiu seu coração sendo endurecido ao Espírito Santo? O que causou esse endurecimento? Você achou isso assustador na ocasião? Qual é a saída? (1Co 10:13 [“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”]).

Quinta-feira, 07 de janeiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Comissão real (Is 6:8)

Lições da Bíblia1

“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: – A quem enviarei, e quem há de ir por Nós? Eu respondi: – Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6:8).

Após ter sido purificado, Isaías aceitou imediatamente o chamado de Deus para ser um representante a quem Ele pudesse enviar em Seu nome. Na linguagem do Novo Testamento, Isaías teria sido chamado de apóstolo; isto é, “aquele que é enviado”.

Curiosamente, o livro de Isaías não começa, como outros livros proféticos, com a descrição de seu chamado profético (Jr 1:4-10; Ez 1–3). Em outras palavras, ele já devia ter sido chamado para ser profeta, mesmo antes dos eventos do capítulo 6. A Bíblia mostra que um encontro divino pode encorajar um profeta mesmo após o início de seu ministério (Moisés: Êx 34; Elias: 1Rs 19). Além disso, em contraste com outros exemplos, em que Deus ordenou a outras pessoas que atuassem como profetas, em Isaías 6, o profeta se ofereceu para uma missão especial. Parece que os capítulos 1 a 5 de Isaías apresentam as condições em que o profeta havia sido chamado pela primeira vez, após as quais Deus avivou seu ministério, ao ­encorajá-lo no templo e reconfirmar sua comissão como porta-voz do Senhor.

4. Deus encorajou Isaías em Seu templo. Há evidências em outras partes da Bíblia de que o santuário de Deus era um local de encorajamento? (Sl 73:17; Hb 4:14-16; 10:19-23; Ap 5). O que esses textos revelam?

Salmo 73:17 (ARA)2: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles.”

Hebreus 4:14-16 (ARA)2: “14 Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. 15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. 16 Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.”

Hebreus 10:19-23 (ARA)2: “19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, 21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. 23 Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.”

Apocalipse 5 (ARA)2: 1 Vi, na mão direita daquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos. 2 Vi, também, um anjo forte, que proclamava em grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos? 3 Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele; 4 e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo de olhar para ele. 5 Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos. 6 Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra. 7 Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono; 8 e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, 9 e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação 10 e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. 11 Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, 12 proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. 13 Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. 14 E os quatro seres viventes respondiam: Amém! Também os anciãos prostraram-se e adoraram.”

O santuário de Deus não apenas vibra com um poder impressionante; é um local em que pessoas fracas e defeituosas, como nós, podem encontrar refúgio. Podemos ficar tranquilos ao saber que Deus está trabalhando para nos resgatar por meio de Cristo, nosso Sumo Sacerdote.

João também viu Cristo representado como um cordeiro sacrifical que tinha acabado de ser abatido, com a garganta cortada (Ap 5:6). Não era uma visão bonita. A descrição sustenta que, embora Cristo tenha ressuscitado e subido ao Céu, Ele leva continuamente consigo o evento da cruz. Ele ainda é levantado a fim de atrair todas as pessoas para Si em Seu altar.

Temos encontrado encorajamento no templo celestial pela fé, em oração? Hebreus 4:16 nos convida a nos achegarmos ao trono de Deus com ousadia, “a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”. Se alguém perguntasse como temos encontrado graça e misericórdia nos momentos de necessidade, o que responderíamos?

Quarta-feira, 06 de janeiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Uma nova pessoa (Is 6:5-7)

Lições da Bíblia1

No santuário/templo, somente o sumo sacerdote podia se aproximar de Deus no santo dos santos, no Dia da Expiação, e com uma protetora nuvem de incenso; caso contrário, ele morreria (Lv 16:2, 12, 13). Isaías viu o Senhor, embora não fosse sumo sacerdote, nem estivesse queimando incenso! O templo “se encheu de fumaça” (Is 6:4), lembrando-nos da nuvem na qual a glória de Deus aparecia no Dia da Expiação (Lv 16:2). Aterrorizado e pensando que aquele seria seu fim (Êx 33:20; Jz 6:22, 23), Isaías clamou, reconhecendo seu pecado e o pecado de seu povo (Is 6:5), o que lembra a confissão do sumo sacerdote no Dia da Expiação (Lv 16:21). “Em pé […] na […] divina presença no interior do santuário, ele sentiu que, se dependesse de sua própria imperfeição e ineficiência, seria inteiramente incapaz de executar a missão para a qual havia sido chamado” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 308).

3. Por que o serafim usou uma brasa viva do altar para purificar os lábios de Isaías? (Is 6:6, 7). Assinale a alternativa correta:

Isaías 6:6, 7 (ARA)2: “6 Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; 7 com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.”

A.(  ) Porque o fogo simboliza o poder de Deus que queima o pecado.
B.(  ) Para torturá-lo e castigá-lo.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

O serafim explicou que, quando a brasa tocou os lábios do profeta, a ­culpa e o pecado dele foram removidos (Is 6:7). O pecado não estava limitado ao discurso impróprio, porque os lábios significam não apenas a fala, mas a pessoa que a pronuncia. Purificado, Isaías podia oferecer um puro louvor a Deus.

O fogo é um agente de purificação, pois queima a impureza (Nm 31:23). Mas o serafim usou uma brasa do fogo sagrado e especial do altar, que Deus havia acendido e que era mantido em permanente combustão ali (Lv 6:12). Portanto, o serafim tornou Isaías puro e santo. Além disso, na adoração no santuário ou templo, a principal razão para se tirar uma brasa do altar era acender o incenso. Compare essa ocasião com Levítico 16:12, 13, em que o sumo sacerdote devia tomar um incensário cheio de brasas do altar e usá-lo para acender incenso. Porém, em Isaías 6, o serafim utilizou a brasa no próprio profeta, em vez de no incenso. Enquanto Uzias desejava oferecer incenso, Isaías se tornou um incenso! Assim como o fogo santo queimava o incenso para encher a casa de Deus com a fragrância sagrada, esse fogo inflamou o profeta para espalhar uma mensagem santa. Não é por acaso que nos próximos versos, de Isaías 6:8 em diante, Deus tenha enviado Isaías ao Seu povo.

Qual foi a resposta de Isaías à visão (Is 6:5 [“Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!”])? O povo pecador foi criado por um Deus santo (Is 6:3 [“E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.”]). Por que o Cristo crucificado foi a única resposta para esse problema?

Terça-feira, 05 de janeiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Santo, Santo, Santo (Is 6:1-4)

Lições da Bíblia1

Observe Isaías 6:1-4. O rei tinha morrido durante uma grande crise política (os assírios estavam entrando em guerra). Para Isaías, aquele poderia ter sido um momento de medo, em que ele não tivesse certeza de quem estava no controle.

Entretanto, ao ser tomado em visão, Isaías contemplou a glória de Deus em Seu trono, ouviu a antífona dos serafins resplandecentes (“abrasadores”), clamando as palavras “santo, santo, santo”, sentiu o resultante abalo sísmico do chão abaixo dele e olhou através da fumaça rodopiante à medida que ela enchia o templo. Deve ter sido uma experiência impressionante! Com certeza, Isaías agora sabia quem estava no controle, apesar dos eventos externos.

2. Onde estava o Senhor na visão? (Is 6:1.) Por que Ele apareceu a Isaías ali, e não em outro lugar? (Êx 25:8; 40:34-38). Assinale a alternativa correta:

Isaías 6:1 (ARA)2: “No ano da morte do rei Uziasa, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo.”

Êxodo 25:8 (ARA)2: “E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles.”

Êxodo 40:34-38 (ARA)2: “34 Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo. 35 Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo. 36 Quando a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, os filhos de Israel caminhavam avante, em todas as suas jornadas; 37 se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam, até ao dia em que ela se levantava. 38 De dia, a nuvem do Senhor repousava sobre o tabernáculo, e, de noite, havia fogo nela, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.”

A.( ) Ele estava passeando pela Terra, pois esta era Sua criação.
B.( ) Ele estava no alto e sublime trono no templo, em Sua habitação.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

Ezequiel, Daniel e João estavam no exílio quando receberam suas respectivas visões (Ez 1; Dn 7:9, 10; Ap 4; 5). Como Isaías, eles precisaram do consolo e encorajamento de saber que Deus ainda estava no comando, mesmo que seu mundo estivesse desmoronando. Daniel e Ezequiel eram cativos em uma nação pagã que havia destruído sua terra, e João foi exilado em uma ilha deserta por um poder político hostil. Evidentemente, essas visões lhes deram o que eles precisavam para permanecer fiéis, mesmo durante situações de crise.

“Quando Isaías contemplou essa revelação da glória e majestade de seu Senhor, sentiu-se oprimido com o senso da pureza e santidade de Deus. Que contraste entre a incomparável perfeição de seu Criador e a conduta pecaminosa dos que, como ele, faziam parte do povo escolhido de Israel e Judá!” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 307).

A santidade transcendente de Deus, enfatizada na visão de Isaías, é um aspecto fundamental de sua mensagem. Deus é santo e exige santidade de Seu povo. O Senhor concederia essa santidade ao povo se ele apenas se arrependesse, deixasse seus maus caminhos e se submetesse a Ele em fé e obediência.

Todos já estivemos em situações em que tudo parecia perdido. Mesmo que você não tenha tido uma visão da “glória do Senhor”, a exemplo de Isaías, de que maneira o Senhor sustentou sua fé durante essa crise? Que lição você extraiu dessa experiência?

Segunda-feira, 04 de janeiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O rei está morto. Vida longa ao rei!

Lições da Bíblia1

1. Isaías 6:1 fala sobre a morte do rei Uzias. De acordo com 2 Crônicas 26, qual é o significado da morte dele?

Isaías 6:1 (ARA)2: “No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo.”

2 Crônicas 26 (ARA)2: “1 Todo o povo de Judá tomou a Uzias, que era de dezesseis anos, e o constituiu rei em lugar de Amazias, seu pai. 2 Ele edificou a Elate e a restituiu a Judá, depois que o rei descansou com seus pais. 3 Uzias tinha dezesseis anos quando começou a reinar e cinquenta e dois anos reinou em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Jecolias, de Jerusalém. 4 Ele fez o que era reto perante o Senhor, segundo tudo o que fizera Amazias, seu pai. 5 Propôs-se buscar a Deus nos dias de Zacarias, que era sábio nas visões de Deus; nos dias em que buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar. 6 Saiu e guerreou contra os filisteus e quebrou o muro de Gate, o de Jabné e o de Asdode; e edificou cidades no território de Asdode e entre os filisteus. 7 Deus o ajudou contra os filisteus, e contra os arábios que habitavam em Gur-Baal, e contra os meunitas. 8 Os amonitas deram presentes a Uzias, cujo renome se espalhara até à entrada do Egito, porque se tinha tornado em extremo forte. 9 Também edificou Uzias torres em Jerusalém, à Porta da Esquina, à Porta do Vale e à Porta do Ângulo e as fortificou. 10 Também edificou torres no deserto e cavou muitas cisternas, porque tinha muito gado, tanto nos vales como nas campinas; tinha lavradores e vinhateiros, nos montes e nos campos férteis, porque era amigo da agricultura. 11 Tinha também Uzias um exército de homens destros nas armas, que saíam à guerra em tropas, segundo o rol feito pelo escrivão Jeiel e Maaseias, oficial, sob a direção de Hananias, um dos príncipes do rei. 12 O número total dos cabeças das famílias, homens valentes, era de dois mil e seiscentos. 13 Debaixo das suas ordens, havia um exército guerreiro de trezentos e sete mil e quinhentos homens, que faziam a guerra com grande poder, para ajudar o rei contra os inimigos. 14 Preparou-lhes Uzias, para todo o exército, escudos, lanças, capacetes, couraças e arcos e até fundas para atirar pedras. 15 Fabricou em Jerusalém máquinas, de invenção de homens peritos, destinadas para as torres e cantos das muralhas, para atirarem flechas e grandes pedras; divulgou-se a sua fama até muito longe, porque foi maravilhosamente ajudado, até que se tornou forte. 16 Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso. 17 Porém o sacerdote Azarias entrou após ele, com oitenta sacerdotes do Senhor, homens da maior firmeza; 18 e resistiram ao rei Uzias e lhe disseram: A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o Senhor, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que são consagrados para este mister; sai do santuário, porque transgrediste; nem será isso para honra tua da parte do Senhor Deus. 19 Então, Uzias se indignou; tinha o incensário na mão para queimar incenso; indignando-se ele, pois, contra os sacerdotes, a lepra lhe saiu na testa perante os sacerdotes, na Casa do Senhor, junto ao altar do incenso. 20 Então, o sumo sacerdote Azarias e todos os sacerdotes voltaram-se para ele, e eis que estava leproso na testa, e apressadamente o lançaram fora; até ele mesmo se deu pressa em sair, visto que o Senhor o ferira. 21 Assim, ficou leproso o rei Uzias até ao dia da sua morte; e morou, por ser leproso, numa casa separada, porque foi excluído da Casa do Senhor; e Jotão, seu filho, tinha a seu cargo a casa do rei, julgando o povo da terra. 22 Quanto aos mais atos de Uzias, tanto os primeiros como os últimos, o profeta Isaías, filho de Amoz, os escreveu. 23 Descansou Uzias com seus pais, e, com seus pais, o sepultaram no campo do sepulcro que era dos reis; porque disseram: Ele é leproso. E Jotão, seu filho, reinou em seu lugar.”

Diferentes perspectivas podem ser apresentadas em relação à morte desse rei:

1. Embora o reinado de Uzias tenha sido longo e próspero, “depois que Uzias se tornou poderoso, o seu orgulho provocou a sua queda” (2Cr 26:16, NVI), e ele tentou oferecer incenso no templo. Quando os sacerdotes tentaram impedi-lo, pois ele não tinha autorização para fazer isso, em virtude de não ser descendente de Arão (2Cr 26:18), o rei ficou irado. Naquele momento, o Senhor imediatamente o atingiu com lepra, que ele teve “até ao dia da sua morte; e morou, por ser leproso, numa casa separada, porque foi excluído da Casa do Senhor” (2Cr 26:21). Que ironia Isaías ter tido uma visão do puro, imortal e divino Rei em Sua casa/templo no mesmo ano em que o impuro rei humano havia morrido!

2. Há um contraste marcante entre Uzias e Isaías. Uzias buscou a santidade com presunção, pelo motivo errado (orgulho) e, em vez disso, ­tornou-se ritualmente impuro, de modo que foi separado da santidade. Isaías, por outro lado, permitiu que a santidade de Deus o alcançasse. Admitiu sua fraqueza e ansiava pela pureza moral, o que acabou recebendo (Is 6:5-7). Como o coletor de impostos na parábola de Jesus, ele foi embora justificado: “Porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado” (Lc 18:14).

3. Há uma semelhança impressionante entre o corpo leproso de Uzias e a condição moral do povo: “Não há nada são, a não ser feridas, contusões e chagas abertas” (Is 1:6).

4. A morte de Uzias, aproximadamente em 740 a.C., marca uma grande crise na liderança do povo de Deus. A morte de qualquer governante absoluto já torna seu país vulnerável durante uma transição de poder. Mas Judá estava especialmente em perigo, pois Tiglate-Pileser III havia subido ao trono da Assíria alguns anos antes, em 745 a.C., e imediatamente entrou numa campanha militar que fez de sua nação uma superpotência invencível, ameaçando a existência independente de todas as nações do Oriente Próximo. Naquele momento de crise, Deus encorajou Isaías, mostrando ao profeta que Ele ainda estava no controle.

Leia com atenção 2 Crônicas 26:16. De que maneira podemos cair na mesma armadilha? Como a meditação sobre o sacrifício de Jesus na cruz nos protege desse engano?

Domingo, 03 de janeiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.