Perdoar e esquecer?

Lições da Bíblia1

Perdão é a disposição de abandonar o direito ao ressentimento, condenação e vingança em relação a um ofensor ou a um grupo que age injustamente. A Dra. Marilyn Armour, terapeuta familiar que trabalhou com sobreviventes do Holocausto a fim de descobrir o que esses sobreviventes fizeram para dar sentido ao que lhes tinha acontecido, escreveu: “Toda a ideia de perdão é um ato intencional da vítima. Não é algo que simplesmente acontece”. Perdão não significa ausência de consequências nem deixar o agressor continuar com os comportamentos abusivos, mas significa entregar a Deus o ressentimento e o desejo de vingança. Do contrário, ira, amargura, ressentimento e ódio tornarão pior o que a pessoa nos fez.

4. O que nosso ato de perdoar os outros realiza por nós? Considere Mateus 18:21-35. Assinale a alternativa correta:

A. ( ) Ao perdoarmos os outros, recebemos o perdão de Deus.
B. ( ) O perdão de Deus é suficiente. Não precisamos perdoar os outros.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

Mateus 18:21-35 (ARA)2: “21 Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? 22 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. 24 E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. 25 Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. 26 Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. 27 E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. 28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. 29 Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. 30 Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. 31 Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera. 32 Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; 33 não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? 34 E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. 35 Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.”

Um dos segredos para aprender a perdoar é entender do que fomos perdoados em Cristo. Todos pecamos, não apenas contra outras pessoas, mas também contra Deus.

Todo pecado é, de fato, cometido contra o Criador. No entanto, em Jesus, podemos reivindicar o perdão completo por todos os pecados, mesmo sem merecermos, por causa da graça de Deus para conosco. Uma vez que compreendemos essa verdade, uma vez que fazemos desse perdão o nosso, uma vez que experimentamos a realidade do perdão de Deus, abandonamos a mágoa e perdoamos os outros. Não perdoamos porque os outros mereçam, mas porque é o que recebemos de Deus e o que precisamos fazer. Além disso, quantas vezes merecemos o perdão?

Como vimos, José também ofereceu uma segunda chance às relações familiares. Não havia ressentimentos ali; ele não se voltou às coisas que tinham acontecido no passado.

É difícil recomeçar em uma família em que as pessoas se especializam em descobrir a melhor maneira de ferir os outros. José não reagiu assim. Ele queria deixar o passado para trás e seguir com amor. Se ele tivesse agido de modo diferente, essa história teria tido outro final, não tão feliz assim.

“Bem-aventurados aqueles cujas transgressões são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado aquele a quem o Senhor jamais atribuir pecado” (Rm 4:7, 8). O que recebemos de Jesus? Isso impacta nosso relacionamento com os que nos feriram?

Terça-feira, 10 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Preparando o terreno

Lições da Bíblia1

José tinha perdoado seus irmãos. Não sabemos quando isso aconteceu, mas foi antes que eles aparecessem no Egito. José provavelmente nunca teria prosperado no Egito se não os tivesse perdoado, pois, possivelmente, a ira e a amargura teriam consumido seu coração e prejudicado sua relação com o Senhor. Estudos a respeito de sobreviventes de tragédias infligidas a eles por outras pessoas destacam que, para as vítimas dos sofrimentos, o perdão foi essencial na cura e reconstrução da vida. Sem o perdão, continuamos vítimas. O perdão tem mais a ver conosco do que com a pessoa que nos prejudicou.

Embora José tivesse perdoado seus irmãos, ele não estava disposto a permitir que os relacionamentos familiares fossem retomados a partir de onde ele os tinha deixado; isto é, no poço seco em Dotã. Ele tinha que ver se algo havia mudado.

3. O que José ouviu de seus irmãos? O que ele descobriu sobre eles? Leia Gênesis 42:21-24.

Gênesis 42:21-24 (ARA)2: “21 Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade. 22 Respondeu-lhes Rúben: Não vos disse eu: Não pequeis contra o jovem? E não me quisestes ouvir. Pois vedes aí que se requer de nós o seu sangue. 23 Eles, porém, não sabiam que José os entendia, porque lhes falava por intérprete. 24 E, retirando-se deles, chorou; depois, tornando, lhes falou; tomou a Simeão dentre eles e o algemou na presença deles.”

A comunicação ocorria por meio de um intérprete e, portanto, os irmãos de José não sabiam que ele podia entendê-los. José ouviu a confissão de seus irmãos. Eles tinham pensado que, ao se livrarem de José, estariam livres dos relatórios que este dava ao pai. Pensaram que não teriam que aturar os sonhos dele nem vê-lo se regozijar na função de favorito do pai. Mas, em vez de encontrarem descanso, haviam sido atormentados pela consciência culpada durante todos aqueles anos. Suas próprias más ações os tinham levado à inquietação e a um medo paralisante da vingança de Deus. José sentiu pena pelo sofrimento deles. Ele chorou por seus irmãos.

José sabia que a fome ainda duraria vários anos, então insistiu que eles trouxessem Benjamim de volta com eles na próxima vez que viessem comprar mantimentos (Gn 42:20). Além disso, ele também manteve Simeão como refém (Gn 42:24).

Ao perceber que Benjamim ainda vivia, ele organizou um banquete, em que mostrou favoritismo para com Benjamim (Gn 43:34) para ver se o antigo ciúme ainda existia. Os irmãos não demonstraram ciúme, mas José conhecia a astúcia deles, pois tinham enganado uma cidade inteira (Gn 34:13), e imaginava que tinham mentido para o pai a respeito de seu destino (Gn 37:31-34). Por isso, José planejou mais uma importante prova (Gn 44).

O que José sentiu a respeito do perdão dado aos irmãos, e o que isso nos ensina? (Gn 45:1-15).

Gn 45:1-15 (ARA)2: “1 Então, José, não se podendo conter diante de todos os que estavam com ele, bradou: Fazei sair a todos da minha presença! E ninguém ficou com ele, quando José se deu a conhecer a seus irmãos. 2 E levantou a voz em choro, de maneira que os egípcios o ouviam e também a casa de Faraó. 3 E disse a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele. 4 Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. 5 Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. 6 Porque já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem colheita. 7 Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento. 8 Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito. 9 Apressai-vos, subi a meu pai e dizei-lhe: Assim manda dizer teu filho José: Deus me pôs por senhor em toda terra do Egito; desce a mim, não te demores. 10 Habitarás na terra de Gósen e estarás perto de mim, tu, teus filhos, os filhos de teus filhos, os teus rebanhos, o teu gado e tudo quanto tens. 11 Aí te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome; para que não te empobreças, tu e tua casa e tudo o que tens. 12 Eis que vedes por vós mesmos, e meu irmão Benjamim vê também, que sou eu mesmo quem vos fala. 13 Anunciai a meu pai toda a minha glória no Egito e tudo o que tendes visto; apressai-vos e fazei descer meu pai para aqui. 14 E, lançando-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, chorou; e, abraçado com ele, chorou também Benjamim. 15 José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele.”

Segunda-feira, 09 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Enfrentando o passado

Lições da Bíblia1

Finalmente as coisas seguiram na direção certa para José, e em grande escala! Ele não apenas saiu da prisão, mas foi nomeado primeiro-ministro do Egito após ter interpretado os sonhos do Faraó (Gn 41). José se casou e teve dois filhos (Gn 41:50-52). Os depósitos do Egito estavam cheios, e a fome prevista havia começado. Então, os irmãos de José apareceram no Egito.

1. Leia sobre o primeiro encontro entre José e seus irmãos em Gênesis 42:7-20. Por que a elaborada trama? O que José estava tentando fazer com aquele primeiro encontro?

Gênesis 42:7-20 (ARA)2: “7 Vendo José a seus irmãos, reconheceu-os, porém não se deu a conhecer, e lhes falou asperamente, e lhes perguntou: Donde vindes? Responderam: Da terra de Canaã, para comprar mantimento. 8 José reconheceu os irmãos; porém eles não o reconheceram. 9 Então, se lembrou José dos sonhos que tivera a respeito deles e lhes disse: Vós sois espiões e viestes para ver os pontos fracos da terra. 10 Responderam-lhe: Não, senhor meu; mas vieram os teus servos para comprar mantimento. 11 Somos todos filhos de um mesmo homem; somos homens honestos; os teus servos não são espiões. 12 Ele, porém, lhes respondeu: Nada disso; pelo contrário, viestes para ver os pontos fracos da terra. 13 Eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; o mais novo está hoje com nosso pai, outro já não existe. 14 Então, lhes falou José: É como já vos disse: sois espiões. 15 Nisto sereis provados: pela vida de Faraó, daqui não saireis, sem que primeiro venha o vosso irmão mais novo. 16 Enviai um dentre vós, que traga vosso irmão; vós ficareis detidos para que sejam provadas as vossas palavras, se há verdade no que dizeis; ou se não, pela vida de Faraó, sois espiões. 17 E os meteu juntos em prisão três dias. 18 Ao terceiro dia, disse-lhes José: Fazei o seguinte e vivereis, pois temo a Deus. 19 Se sois homens honestos, fique detido um de vós na casa da vossa prisão; vós outros ide, levai cereal para suprir a fome das vossas casas. 20 E trazei-me vosso irmão mais novo, com o que serão verificadas as vossas palavras, e não morrereis. E eles se dispuseram a fazê-lo.”

José poderia ter se vingado de seus irmãos sem ter que se justificar. Mas, em vez de vingança, ele estava interessado nos membros da família. José estava preocupado com seu pai. Jacó ainda estaria vivo ou aquela família disfuncional teria perdido o patriarca? E seu irmão Benjamim? Como deleite e alegria do pai, Benjamim estava agora na mesma posição em que José estivera. Teriam os irmãos transferido seu ciúme perigoso para Benjamim? José agora podia cuidar das pessoas vulneráveis em sua família, e ele fez exatamente isso.

Praticar os princípios bíblicos nos relacionamentos não significa que devamos aceitar o abuso. Todos são preciosos aos olhos de Deus. Na cruz, Jesus pagou o preço por todos nós.

2. Por que Jesus considerou de modo tão pessoal o abuso ou a negligência em relação aos outros? Mateus 25:41-46

Mateus 25:41-46 (ARA)2: “41 Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. 42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43 sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me. 44 E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? 45 Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. 46 E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.”

Todos fomos comprados pelo sangue de Cristo, e legalmente somos todos Dele. Qualquer pessoa que seja abusiva está atacando a propriedade de Jesus.

O abuso sexual e a violência emocional ou física nunca devem fazer parte da dinâmica familiar. Não se trata somente de assuntos familiares privados a ser resolvidos internamente. São necessárias ajuda e intervenção externas. Se alguém de sua família estiver sofrendo abuso, peça ajuda a uma pessoa de confiança ou a alguma autoridade policial.

Quais princípios bíblicos você precisa aplicar aos relacionamentos familiares difíceis?

Domingo, 08 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Descanso, relacionamentos e cura

Lições da Bíblia1

“Agora, pois, não fiquem tristes nem irritados contra vocês mesmos por terem me vendido para cá, porque foi para a preservação da vida que Deus me enviou adiante de vocês” (Gn 45:5).

Um homem havia sido acusado de agressão sexual contra uma mulher. Ela o havia identificado em um reconhecimento criminal promovido pela polícia. Embora as evidências fossem questionáveis, a mulher estava inflexível em declarar que “João” era a parte culpada. João foi para a prisão, onde sofreu por 14 anos por um crime que não tinha cometido. Somente quando a evidência de DNA o inocentou, a mulher percebeu seu erro.

Ela quis conhecer João após ele ter sido libertado. Qual seria a atitude daquele homem diante da mulher que tinha arruinado sua vida por tantos anos?

Ela estava em uma sala, esperando-o entrar. Quando ele entrou, e os dois se olharam, Joana, a mulher acusadora, começou a chorar.

“João apenas se abaixou e pegou minhas mãos, olhou para mim e disse: ‘Eu perdoo você’. Eu não podia acreditar. Ali estava o homem a quem eu tinha odiado e para quem eu havia desejado a morte. Contudo, ele disse que me perdoava; perdoava a mim que o tinha prejudicado! Só então entendi a graça. Só então comecei a ser curada e a ter descanso.”

Nesta semana, estudaremos o perdão e o que ele faz pelo inquieto coração humano.

Sábado, 07 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Encontrando descanso nos laços familiares – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Eis um exemplo a todas as gerações que vivem na Terra […]. Deus será um auxílio presente e Seu Espírito, um escudo. Embora cercados pelas mais severas tentações, existe uma fonte de força à qual podemos recorrer e por meio da qual podemos resistir a essas tentações. Quão feroz foi o ataque à moralidade de José! Esse ataque veio de alguém influente, do tipo que provavelmente poderia extraviá-lo. No entanto, com que rapidez e firmeza foi resistido […]. José havia colocado sua reputação e interesses nas mãos de Deus. E embora ele tivesse sofrido aflição por um tempo, a fim de que fosse preparado para ocupar uma posição importante, Deus guardou com segurança aquela reputação que tinha sido manchada por uma perversa acusadora. Depois, no momento certo, Ele fez com que José resplandecesse. Deus fez até mesmo da prisão o caminho para a exaltação de José. A virtude, com o tempo, trará sua recompensa. O escudo que cobria o coração de José era o temor de Deus, que o fazia ser fiel e justo ao seu senhor, e fiel a Deus. José desprezou a ingratidão que poderia levá-lo a abusar da confiança de seu senhor, embora seu senhor talvez jamais soubesse disso” (Ellen G. White, The Spirit of Prophecy, v. 1, p. 132).

Perguntas para consideração 1. Ser cristão nominal não nos trará descanso em nossos relacionamentos. Quais são as diferenças entre adventistas guiados pela cultura e os verdadeiros crentes?

2. Imagine uma irmã recém-batizada na igreja cujo marido não gosta das mudanças que vê nela. Com base na Bíblia, qual seria seu conselho para essa irmã?

3. Leon Tolstói escreveu: “Todas as famílias felizes são iguais; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”. Como podemos seguir os princípios do amor, do perdão, de levar as cargas uns dos outros, para trazer cura aos nossos relacionamentos?

4. Diante das tragédias, por que a fé e as promessas de Deus são cruciais? É importante estar preparado para os tempos ruins, especialmente quando vivemos bons momentos?

Sexta-feira, 06 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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O grande conflito, próximo e pessoal

Lições da Bíblia1

José sofreu por causa de sua decisão fundamentada em princípios (Gn 39:11-20) e foi preso. Como propriedade de Potifar, José poderia ter sido morto. Potifar evidentemente não acreditou em sua esposa, mas tomou uma atitude para proteger sua reputação. Apesar das circunstâncias horríveis, as Escrituras dizem: “O Senhor, porém, estava com José” (Gn 39:21). A vida na Terra não é justa. O bem nem sempre é recompensado, e o mal nem sempre é punido. Mas há uma boa notícia: José encontrou descanso, mesmo na prisão, porque Deus estava com ele. José não se concentrou na injustiça da situação, não se retraiu nem desistiu de Deus.

7. O que José fez na prisão? Como ele se relacionou com as pessoas? Gn 39:21– 40:22

Gn 39:21– 40:22 (ARA)2: “21 O Senhor, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro; 22 o qual confiou às mãos de José todos os presos que estavam no cárcere; e ele fazia tudo quanto se devia fazer ali. 23 E nenhum cuidado tinha o carcereiro de todas as coisas que estavam nas mãos de José, porquanto o Senhor era com ele, e tudo o que ele fazia o Senhor prosperava.” 40 “1 Passadas estas coisas, aconteceu que o mordomo do rei do Egito e o padeiro ofenderam o seu senhor, o rei do Egito. 2 Indignou-se Faraó contra os seus dois oficiais, o copeiro-chefe e o padeiro-chefe. 3 E mandou detê-los na casa do comandante da guarda, no cárcere onde José estava preso. 4 O comandante da guarda pô-los a cargo de José, para que os servisse; e por algum tempo estiveram na prisão. 5 E ambos sonharam, cada um o seu sonho, na mesma noite; cada sonho com a sua própria significação, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que se achavam encarcerados. 6 Vindo José, pela manhã, viu-os, e eis que estavam turbados. 7 Então, perguntou aos oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa do seu senhor: Por que tendes, hoje, triste o semblante? 8 Eles responderam: Tivemos um sonho, e não há quem o possa interpretar. Disse-lhes José: Porventura, não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me o sonho. 9 Então, o copeiro-chefe contou o seu sonho a José e lhe disse: Em meu sonho havia uma videira perante mim. 10 E, na videira, três ramos; ao brotar a vide, havia flores, e seus cachos produziam uvas maduras. 11 O copo de Faraó estava na minha mão; tomei as uvas, e as espremi no copo de Faraó, e o dei na própria mão de Faraó. 12 Então, lhe disse José: Esta é a sua interpretação: os três ramos são três dias; 13 dentro ainda de três dias, Faraó te reabilitará e te reintegrará no teu cargo, e tu lhe darás o copo na própria mão dele, segundo o costume antigo, quando lhe eras copeiro. 14 Porém lembra-te de mim, quando tudo te correr bem; e rogo-te que sejas bondoso para comigo, e faças menção de mim a Faraó, e me faças sair desta casa; 15 porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus; e, aqui, nada fiz, para que me pusessem nesta masmorra. 16 Vendo o padeiro-chefe que a interpretação era boa, disse a José: Eu também sonhei, e eis que três cestos de pão alvo me estavam sobre a cabeça; 17 e no cesto mais alto havia de todos os manjares de Faraó, arte de padeiro; e as aves os comiam do cesto na minha cabeça. 18 Então, lhe disse José: A interpretação é esta: os três cestos são três dias; 19 dentro ainda de três dias, Faraó te tirará fora a cabeça e te pendurará num madeiro, e as aves te comerão as carnes. 20 No terceiro dia, que era aniversário de nascimento de Faraó, deu este um banquete a todos os seus servos; e, no meio destes, reabilitou o copeiro-chefe e condenou o padeiro-chefe. 21 Ao copeiro-chefe reintegrou no seu cargo, no qual dava o copo na mão de Faraó; 22 mas ao padeiro-chefe enforcou, como José havia interpretado.”

Na prisão, José trabalhou com a realidade, não com o ideal. Fez contatos e ajudou os outros, embora a situação ali estivesse longe do ideal. Além disso, José não deixou de pedir ajuda e se tornar vulnerável. Ele pediu ajuda do copeiro, de quem tinha interpretado o sonho.

8. Qual é a perspectiva geral dos relacionamentos apresentada por Paulo? Ef 6:1-13

Ef 6:1-13 (ARA)2: “1 Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. 2 Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), 3 para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. 4 E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor. 5 Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo, 6 não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; 7 servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens, 8 certos de que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre. 9 E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas. 10 Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. 11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; 12 porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. 13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.”

Nossos relacionamentos são reflexos em miniatura do grande conflito entre Deus e Satanás, que tem assolado o mundo ao longo dos tempos. Isso significa que não existem relacionamentos perfeitos e que as relações humanas devem ter uma dinâmica de desenvolvimento. Satanás tem interesse em usar nossos vínculos sociais – especialmente os mais próximos de nós – em seu proveito, a fim de nos ferir e frustrar a vontade de Deus para nossa vida. Podemos ser gratos porque não fomos deixados sozinhos para lutar essas batalhas. A Palavra de Deus estabelece princípios para nossa convivência. Sua promessa de nos dar sabedoria (Tg 1:5 [“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.”]) se estende aos relacionamentos. Como Ele esteve com José, promete estar conosco quando enfrentarmos dificuldades nas nossas relações sociais.

Pense na promessa de Deus em Tiago 1:5 e reserve um momento para pedir por sabedoria em seus relacionamentos. Como você pode se abrir à influência do Espírito Santo ao se relacionar com as pessoas?

Quinta-feira, 05 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Relacionamentos aprovados por Deus

Lições da Bíblia1

Inicialmente, a história de José no Egito dá uma guinada positiva. Ele tinha se entregado a Deus e o Senhor abençoou José, que ascendeu a alturas inimagináveis na casa de Potifar.

5. Na prática, de que modo as bênçãos de Deus podiam ser vistas na vida de José? Como eram suas relações interpessoais? Gn 39:1-6

Gn 39:1-6 (ARA)2: “1 José foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda, egípcio, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá. 2 O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio. 3 Vendo Potifar que o Senhor era com ele e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos, 4 logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha. 5 E, desde que o fizera mordomo de sua casa e sobre tudo o que tinha, o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José; a bênção do Senhor estava sobre tudo o que tinha, tanto em casa como no campo. 6 Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava. José era formoso de porte e de aparência.”

Parecia que José estava se dando bem com Potifar, e seu relacionamento com os servos era tranquilo, mas a confusão estava se formando. Uma pessoa da casa estava inquieta.

6. Qual problema José enfrentou? Como ele escolheu administrá-lo? Gn 39:7-10

Gn 39:7-10 (ARA)2: “7 Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. 8 Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. 9 Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? 10 Falando ela a José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela,”

José teve um problema com a esposa de Potifar. Talvez devêssemos reformular: a esposa de Potifar tinha um problema. Ela via os outros como “coisas” que podiam ser manipuladas e usadas. Ela queria “usar” José, alguém que tinha “um belo porte e boa aparência” (Gn 39:6). A Bíblia raramente menciona as características físicas das pessoas, “porque o Senhor não vê como o ser humano vê. O ser humano vê o exterior, porém o Senhor vê o coração” (1Sm 16:7). Nesse caso, a boa aparência de José parece ter sido mais um obstáculo do que um auxílio em sua busca pela pureza e fidelidade aos princípios de Deus.

Apesar da insistência da mulher, José fez algo aparentemente contraproducente. Ele aplicou os princípios bíblicos ao problema com a esposa de Potifar. Os preceitos divinos não são antiquados, como pode atestar qualquer pessoa que sofreu as consequências do pecado.

A narrativa bíblica indica que aquela não foi uma tentação isolada. A esposa de Potifar o perseguia repetidamente (Gn 39:10). José tentou explicar sua motivação para sua decisão (Gn 39:8, 9), mas pareceu não funcionar.

José não podia controlar as escolhas dos outros, mas honrou a Deus na sua maneira de tratar as pessoas. Ele aprendeu a andar com o Senhor. Isso o ajudou a resistir à tentação.

Você já aplicou os princípios bíblicos aos seus relacionamentos, mesmo quando as outras pessoas não estavam “jogando limpo”? Deu certo? (Mt 5:43-48). É importante viver assim?

Quarta-feira, 04 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Encontrando o verdadeiro valor próprio

Lições da Bíblia1

Se José tinha nutrido esperanças de escapar e voltar para casa, elas foram frustradas na chegada ao Egito, onde ele foi revendido para uma família importante. Gênesis 39:1 declara que “Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda, egípcio, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá”. Ele foi introduzido em uma nova língua e cultura estrangeira. Nossa família e relacionamentos são essenciais para nossa autoestima. José cresceu acreditando que era especial – o filho mais velho da esposa mais amada (Gn 29:18). Ele era o favorito do pai e o único que tinha uma bela túnica colorida (Gn 37:3, 4).

Mas quem era ele naquele momento? Um escravo que poderia ser comprado ou vendido à vontade. Observe como sua situação mudou. A vida parecia ter se voltado contra ele.

José aprendeu a lição que todos temos que aprender. Se dependermos de outras pessoas para nos dizer o nosso valor, enfrentaremos uma difícil jornada e ficaremos terrivelmente confusos, porque nem todo mundo vai apreciar quem somos ou nossa maneira de ser. Em vez disso, precisamos encontrar nosso valor próprio no que Deus pensa de nós – como Ele nos vê – e não nas funções que desempenhamos atualmente.

4. Como Deus vê cada um de nós? Is 43:1; Ml 3:17; Jo 1:2; Jo 15:15; Rm 8:14; 1Jo 3:1, 2

Is 43:1 (ARA)2: “Mas agora, assim diz o Senhor, que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu.”

Ml 3:17 (ARA)2: “Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve.”

Jo 1:2 (ARA)2: “Ele estava no princípio com Deus.”

Jo 15:15 (ARA)2: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.”

Rm 8:14 (ARA)2: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.”

1Jo 3:1, 2 (ARA)2: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. 2 Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.”

Deus vê cada um de nós com olhos de graça. Ele vê potencial, beleza e talento que nem podemos imaginar. No fim das contas, Ele estava preparado para morrer por nós para que pudéssemos ter a oportunidade de nos tornar tudo o que fomos criados para ser. Embora nos mostre nossa pecaminosidade e o grande preço da nossa redenção, a cruz também nos mostra nosso imenso valor para Deus. Independentemente do que os outros pensam de nós ou mesmo do que pensamos de nós mesmos, Deus nos ama e busca nos redimir não apenas do poder do pecado hoje, mas da morte eterna que o pecado acarreta.

Portanto, a pergunta essencial é sempre a mesma: como reagimos à realidade do amor de Deus, conforme revelado em Jesus Cristo?

Muitos grupos e indivíduos afirmam que devemos nos amar como somos e nos aceitar indiscriminadamente. Por que isso é um autoengano? Por que é importante que nosso valor venha de fora de nós mesmos e Daquele que nos criou e conhece nosso verdadeiro potencial?

Terça-feira, 03 de agosto de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.