Entendendo a natureza humana – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Texto de Ellen G. White: O Grande Conflito, p. 444-458 (“O mistério da morte”).

Se você já passou por uma cirurgia e recebeu anestesia geral, pode ter uma vaga ideia de como deve ser para os mortos. Mas, mesmo sob anestesia, seu cérebro ainda funciona. Imagine como seria quando as funções cerebrais parassem completamente, o que ocorre na morte. Os mortos fecham os olhos, e o próximo evento que verão será a volta de Jesus ou Seu retorno após o milênio (Ap 20:7-15). Até lá, todos os mortos, os justos e os ímpios, descansarão por um tempo que lhes parecerá um instante. Para os vivos, a morte parece durar muito tempo, mas para os mortos dura apenas um instante.

“Se fosse verdade que a alma passa diretamente para o Céu no instante em que alguém morre, então poderíamos muito bem almejar a morte em lugar da vida. Por causa dessa crença, muitos têm sido levados a colocar fim à sua existência. Quando dominados pelas dificuldades, dúvidas e frustrações, parece fácil romper o tênue fio da vida e voar além, para as bênçãos do mundo eterno […].

“Em parte alguma nas Escrituras Sagradas se encontra a declaração de que é por ocasião da morte que os justos vão para sua recompensa e os ímpios para seu castigo” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 450, 458).

Perguntas para consideração

A Bíblia considera o ser humano um todo, que permanece consciente apenas como pessoa indivisível. Essa noção nos ajuda a entender a natureza da morte?

O mundo foi dominado pela teoria da imortalidade natural da alma, com todas as suas ramificações. Por que nossa mensagem sobre o estado dos mortos é tão crucial? Por que, entre os cristãos, encontramos forte oposição a esse ensino maravilhoso?

A compreensão do estado dos mortos nos protege do que pode “aparecer” diante de nossos olhos? Por que nem sempre podemos confiar no que vemos, principalmente se acharmos que vemos, ou pensamos ver, o “espírito de um querido morto”?

Sexta-feira, 14 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 

Os mortos não sabem nada

Lições da Bíblia1

4. Leia Jó 3:11-13; Salmos 115:17; 146:4 e Eclesiastes 9:5, 10. O que aprendemos nesses textos sobre a condição do ser humano na morte?

Jó 3:11-13 (ARA)2: “11 Por que não morri eu na madre? Por que não expirei ao sair dela? 12 Por que houve regaço que me acolhesse? E por que peitos, para que eu mamasse? 13 Porque já agora repousaria tranquilo; dormiria, e, então, haveria para mim descanso, 14 com os reis e conselheiros da terra que para si edificaram mausoléus; 15 ou com os príncipes que tinham ouro e encheram de prata as suas casas; 16 ou, como aborto oculto, eu não existiria, como crianças que nunca viram a luz. 17 Ali, os maus cessam de perturbar, e, ali, repousam os cansados.

Salmo 115:17 (ARA)2: “Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio.

Salmo 146:4 (ARA)2: “Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.

Eclesiastes 9:5, 10 (ARA)2: “5 Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. […] 10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.

Alguns argumentam que essas passagens (Jó 3:11-13; Sl 115:17; 146:4; Ec 9:5, 10), escritas em linguagem poética, não podem ser usadas para definir a condição do ser humano na morte. É verdade que, às vezes, a poesia pode ser ambígua e facilmente mal interpretada, mas não é esse o caso quanto a esses versos. Sua linguagem é clara e seus conceitos estão em plena harmonia com os ensinamentos do AT sobre o assunto.

Primeiro, em Jó 3, o patriarca lamenta o próprio nascimento (Nos momentos mais terríveis, quem não desejou nunca ter nascido?). Reconhecia que, se tivesse morrido ao nascer, estaria dormindo e em repouso (Jó 3:11, 13).

O Salmo 115 define o local em que os mortos são mantidos como um lugar de silêncio, porque “os mortos não louvam o Senhor” (Sl 115:17). Isso não parece descrever que os mortos, os fiéis (e agradecidos), estejam no Céu adorando a Deus.

De acordo com o Salmo 146, as atividades mentais do indivíduo cessam com a morte (Sl 146:4).

Eclesiastes 9 acrescenta que “os mortos não sabem nada” e, na sepultura, “não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec 9:5, 10). Essas declarações confirmam o ensino bíblico de que os mortos são inconscientes.

O ensino bíblico da inconsciência na morte não deve gerar pânico nos cristãos. Primeiro, não há inferno de fogo eterno, nem purgatório temporário esperando pelos que morrem perdidos. Segundo, há uma recompensa maravilhosa esperando por aqueles que morrem em Cristo. Não é de admirar que “para aquele que crê, a morte é de pouca importância […]. Para o cristão, a morte é apenas um sono, um momento de silêncio e escuridão. A vida está escondida com Cristo em Deus, e ‘quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, então, vós também sereis manifestados com Ele, em glória’” (Cl 3:4; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 632).

Pense nos salvos. Eles fecham os olhos na morte e, quer fiquem na sepultura por 1.500 anos ou por 5 meses, não faz diferença para eles. A próxima coisa que verão será o retorno de Cristo. Como, então, os mortos estão em melhor condição que os vivos?

Quarta-feira, 12 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O espírito volte a Deus

Lições da Bíblia1

3. Leia Gênesis 2:7 e Eclesiastes 12:1-7. Que contraste há entre essas duas passagens? Como elas nos ajudam a compreender melhor a condição humana na morte? (Veja também Gênesis 7:22).

Gênesis 2:7 (ARA)2: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”

Eclesiastes 12:1-7 (ARA)2: “1 Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer; 2 antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas do esplendor da tua vida, e tornem a vir as nuvens depois do aguaceiro; 3 no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as tuas pernas, e cessarem os teus moedores da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os teus olhos nas janelas; 4 e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem; 5 como também quando temeres o que é alto, e te espantares no caminho, e te embranqueceres, como floresce a amendoeira, e o gafanhoto te for um peso, e te perecer o apetite; porque vais à casa eterna, e os pranteadores andem rodeando pela praça; 6 antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço, 7 e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. 8 Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.”

Gênesis 7:22 (ARA)2: “Tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu.

Como já vimos, a Bíblia ensina que o ser humano é uma alma (Gn 2:7), e a alma deixa de existir quando o corpo morre (Ez 18:4, 20).

Mas e quanto ao “espírito”? Ele não permanece consciente mesmo após a morte do corpo? Muitos cristãos acreditam que sim, e até tentam justificar seu ponto de vista citando Eclesiastes 12:7, que diz: “e o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Mas essa declaração não sugere que o espírito dos mortos permaneça consciente na presença divina.

Eclesiastes 12:1-7 descreve, em termos bastante dramáticos, o processo de envelhecimento, culminando com a morte. O verso 7 refere-se à morte como a reversão do processo de criação mencionado em Gênesis 2:7. Como já foi dito, no sexto dia da semana da criação “formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2:7, ARA). Mas Eclesiastes 12:7 nos diz: “o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Assim, o fôlego de vida que Deus soprou nas narinas de Adão, e que também forneceu a todos os outros seres humanos, retorna a Deus ou, em outras palavras, simplesmente deixa de fluir para eles e através deles.

Devemos ter em mente que Eclesiastes 12:7 descreve o processo de morte de todos os seres humanos e o faz sem distinguir entre justos e ímpios. Se os supostos espíritos de todos os que morrem sobrevivem como entidades conscientes, então os espíritos dos ímpios estão com Deus? Essa ideia não está em harmonia com o ensino das Escrituras. Como o processo de morte ocorre da mesma forma com os seres humanos e com os animais (Ec 3:19, 20), a morte nada mais é do que deixar de existir como ser vivo. Como afirma o salmista: “Se escondes o rosto, eles se perturbam; se lhes cortas a respiração, morrem e voltam ao pó” (Sl 104:29).

É certo dizer que a morte faz parte da vida? A morte não é o oposto da vida? Que esperança há neste verso: “O último inimigo a ser destruído é a morte” (1Co 15:26)?

Terça-feira, 11 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A alma que pecar morrerá

Lições da Bíblia1

2. Leia Ezequiel 18:4, 20 e Mateus 10:28. Como esses versos podem nos ajudar a entender da alma humana?

Ezequiel 18:4, 20 (ARA)2: “4 Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá. […] 20 A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este.”

Mateus 10:28 (ARA)2: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.

A vida humana neste mundo pecaminoso é frágil e transitória (Is 40:1-8). Nada infectado pelo pecado pode ser eterno por natureza. “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio a morte, assim também a morte passou a toda a humanidade, porque todos pecaram” (Rm 5:12). A morte é a consequência natural do pecado, que afeta toda a vida neste mundo.

Sobre esse assunto, há dois conceitos bíblicos importantes. Um é que os seres humanos e os animais morrem: “O mesmo que acontece com os filhos dos homens acontece com os animais: como morre um, assim morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida, e o ser humano não tem nenhuma vantagem sobre os animais […] Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó voltarão” (Ec 3:19, 20).

O segundo conceito é que a morte física de uma pessoa implica a cessação de sua existência como alma vivente (Heb. Nephesh chayyah). Em Gênesis 2:16, Deus havia alertado Adão e Eva de que, se pecassem, comendo o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, eles morreriam.

Ecoando essa advertência, o Senhor reforçou: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18:4, 20, ARA). Essa afirmação tem duas implicações principais. Uma é que, uma vez que todos os seres humanos são pecadores, estamos sob o inevitável processo de envelhecimento e morte (Rm 3:9-18, 23). Outra é que esse conceito bíblico invalida a noção de uma suposta imortalidade natural da alma. Se a alma fosse imortal e existisse em outro reino após a morte, não morreríamos realmente afinal, não é?

A solução bíblica para o dilema da morte não é uma alma sem corpo que migra para o paraíso ou para o purgatório, ou mesmo para o inferno. A solução é a ressurreição final dos que morreram em Cristo. Em Seu sermão sobre o Pão da Vida, Jesus declarou: “A vontade do Pai é que todo aquele que vir o Filho e Nele crer tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:40).

A segunda vinda de Jesus é assegurada pela primeira. De que terá servido a primeira vinda se não houver a segunda? Que esperança teríamos sem essa promessa?

Segunda-feira, 10 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um ser vivente

Lições da Bíblia1

1. Leia Gênesis 1:24-27 e 2:7, 19. Que semelhanças e diferenças existem entre a maneira pela qual Deus criou os animais e a humanidade? O que Gênesis 2:7 nos diz sobre a natureza humana?

Gênesis 1:24-27 (ARA)2: “24 Disse também Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie. E assim se fez. 25 E fez Deus os animais selváticos, segundo a sua espécie, e os animais domésticos, conforme a sua espécie, e todos os répteis da terra, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom. 26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. 27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

Gênesis 2:7, 19 (ARA)2: “7 Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. […] 19 Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles.

No sexto dia, Deus deu vida aos animais terrestres e aos primeiros seres humanos, um casal (Gn 1:24-27). Ele “formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu” (Gn 2:19, NVI) e “formou o homem do pó da terra” (Gn 2:7).

Embora tanto os animais quanto o ser humano tenham sido formados “da terra”, a formação do homem foi distinta da formação dos animais sob dois aspectos principais: primeiro, Deus moldou o homem fisicamente e então “lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente” (Gn 2:7). O homem era uma entidade física antes de se tornar um ser vivo. Segundo, Deus criou a humanidade como homem e mulher à própria imagem e semelhança da Divindade (Gn 1:26, 27).

Gênesis 2:7 explica que a introdução do “sopro da vida” no corpo físico de Adão o transformou em “um ser vivente” (Heb. Nephesh chayyah) ou literalmente “alma vivente” (ARA). Isso significa que cada um de nós não tem uma alma que possa existir separada do corpo. Ao contrário, cada um é um ser vivente ou uma alma vivente. A afirmação de que essa “alma” seja uma entidade consciente que possa existir separada do corpo humano é ideia pagã, não bíblica. Compreender a verdadeira natureza da humanidade nos previne de aceitar a noção popular de uma alma imaterial e todos os erros perigosos construídos sobre essa crença.

Não há existência consciente de nenhuma parte do ser humano separada da pessoa como um todo. Deus nos criou de uma forma assombrosa e maravilhosa, e não devemos especular além do que as Escrituras de fato dizem sobre esse assunto. Não apenas a própria natureza da vida é um mistério (os cientistas ainda não chegaram a um acordo quanto ao que significa algo estar vivo), ainda mais misteriosa é a natureza da consciência. Como o tecido material de pouco mais de um quilo (células e compostos químicos), o cérebro, mantém e cria coisas imateriais como pensamentos e emoções? Aqueles que estudam essa ideia admitem que na realidade não sabemos.

Você é grato pelo milagre da vida e pelo milagre maior, a vida eterna?

Domingo, 09 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Entendendo a natureza humana

Lições da Bíblia1

“Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente” (Gn 2:7)

A tensão entre a palavra de Deus, “Você certamente morrerá” (Gn 2:16, 17), e a falsa promessa de Satanás, “É certo que vocês não morrerão” (Gn 3:4), não estava restrita ao Jardim do Éden. Ela tem ecoado ao longo da história.

Muitas pessoas tentam harmonizar as palavras de Satanás com as palavras de Deus. Para elas, a advertência: “Você certamente morrerá” se refere apenas ao corpo físico perecível, enquanto a promessa: “É certo que vocês não morrerão” é uma alusão a uma alma ou espírito imortal.

Mas essa abordagem não funciona. Por exemplo, palavras contraditórias de Deus e de Satanás podem ser harmonizadas? Existe uma alma ou espírito imaterial que sobreviva conscientemente à morte física? Existem muitas tentativas filosóficas e até científicas para responder a essas perguntas. Mas, como cristãos que se fundamentam na Bíblia, devemos reconhecer que somente o Deus todo-poderoso, Aquele que nos criou, também nos conhece perfeitamente (veja o Sl 139). Assim, somente em Sua Palavra para nós, as Escrituras, podemos encontrar respostas para essas perguntas cruciais.

Nesta semana vamos considerar como o AT define a natureza humana e a condição dos seres humanos na morte.

Sábado, 08 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Morte em um mundo de pecado – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 28-38 (“A queda da humanidade”) e p. 39-46 (“O plano da redenção”); Educação, p. 15-18 (“O conhecimento do bem e do mal”).

Estudos sobre as experiências de quase morte (EQMs) sugerem que pessoas “morrem”, pois o coração para de bater; porém, elas voltam à vida, com histórias sobre flutuar em outro reino, ver um ser de luz e encontrar parentes mortos. Muitos, mesmo cristãos, que não entendem a verdade sobre a morte, acreditam que essas histórias provem a imortalidade da alma. Porém (e este deveria ser o alerta mais claro de que algo está errado), muitos que têm essas experiências afirmam que os seres que conheceram durante as EQMs lhes disseram palavras de conforto, mas não disseram nada sobre a salvação em Cristo, nem sobre o pecado e o julgamento. Nessas experiências, os cristãos não deveriam ter recebido ensinos cristãos? No entanto, o que ouvem soa como dogma da Nova Era, o que explicaria por que eles saem menos inclinados ao cristianismo do que antes de “morrer”. Por que muitos que creem que suas EQMs foram uma prévia do Céu jamais receberam qualquer teologia cristã enquanto estiveram lá, em contraste com o sentimentalismo da Nova Era? Porque foram enganados pelo mesmo que enganou Eva no Éden, e com a mesma mentira (veja a lição 11).

Perguntas para consideração

A experiência de Adão e Eva demonstra que o perdão de Deus não reverte necessariamente todas as consequências do pecado? Essa verdade é importante?

A árvore do conhecimento do bem e do mal foi o “terreno encantado” do inimigo para Adão e Eva. Quais são os “terrenos encantados” aos quais somos atraídos?

Satanás tenta levar o povo de Deus a crer que “as reivindicações de Cristo são menos estritas do que uma vez creram e que pela conformação com o mundo exercerão maior influência sobre os mundanos” (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 474). Como evitar cair nessa armadilha?

Sexta-feira, 07 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A primeira promessa do evangelho

Lições da Bíblia1

7. Que esperança há para a humanidade? Gn 3:15, 21

Gn 3:15, 21 (ARA)2: “15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. […] 21 Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.

Gênesis 3 descreve a terrível tragédia que afetou o mundo. Tudo mudou, e Adão e Eva puderam ver a diferença entre o que o mundo costumava ser e o que havia se tornado.

Mas, em meio à frustração e ao desespero, Deus proporcionou segurança para o presente e esperança para o futuro. Primeiro, amaldiçoou a serpente ao declarar: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o Descendente dela. Este lhe ferirá a cabeça, e você Lhe ferirá o calcanhar (Gn 3:15).

A palavra “inimigo” (Heb. ’eybah) sugere não apenas uma controvérsia cósmica de longa duração entre o bem e o mal, mas também uma aversão pessoal ao pecado, implantada pela graça de Deus na mente humana. Por natureza, somos transgressores (Ef 2:1, 5) e “escravos do pecado” (Rm 6:20). No entanto, a graça que Cristo implanta na vida cria inimizade contra Satanás. É essa “inimizade”, uma dádiva do Éden, que nos permite aceitar Sua graça salvadora. Sem a graça que converte e o poder que renova, seríamos cativos de Satanás, sempre cumprindo suas ordens.

Deus usou um sacrifício para ilustrar a promessa messiânica (Gn 3:21). “Quando Adão, de acordo com as especiais determinações de Deus, fez uma oferta pelo pecado, foi para ele a mais dolorosa cerimônia. Sua mão devia se levantar para tirar a vida, que somente Deus podia dar, e fazer uma oferta pelo pecado. Pela primeira vez teria que testemunhar a morte. Ao olhar para a vítima ensanguentada, contorcendo-se na agonia da morte, ele devia contemplar pela fé o Filho de Deus, a quem a vítima prefigurava, e que devia morrer em sacrifício pelo ser humano” (Ellen G. White, História da Redenção, p. 36).

8. Leia 2 Coríntios 5:21 e Hebreus 9:28. O que esses textos ensinam sobre o que foi revelado pela primeira vez no Éden?

2 Coríntios 5:21 (ARA)2: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

Hebreus 9:28 (ARA)2: “assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.

Sabendo que morreriam (Gn 3:19, 22-24), Adão e Eva deixaram o Jardim do Éden, mas não saíram nus nem com suas vestes de folhas de figueira. Deus “fez roupas de peles” para eles, e os vestiu (Gn 3:7, 21), um símbolo de Sua veste de justiça (Zc 3:1-5 [“1 Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor. 2 Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreende, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo? 3 Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo. 4 Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes. 5 E disse eu: ponham-lhe um turbante limpo sobre a cabeça. Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e o vestiram com trajes próprios; e o Anjo do Senhor estava ali,”]; Lc 15:22 [“O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés;”]). Desde o Éden, o evangelho havia sido revelado à humanidade.

Quinta-feira, 06 de outubro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.