Experiências de quase morte

Lições da Bíblia1

Alguns dos argumentos modernos mais populares para “provar” a teoria da imortalidade natural da alma são as experiências de quase morte. Em seu livro, Vida Depois da Vida: O que acontece quando uma pessoa morre? Uma pesquisa séria e impressionante do fenômeno da sobrevivência à morte física (Rio de Janeiro, RJ: Editorial Nórdica, 1979), Raymond A. Moody Jr. apresentou os resultados de seu estudo de cinco anos acerca de mais de cem pessoas que experimentaram “morte clínica” e foram reanimadas. Essas pessoas afirmaram ter visto um ser de luz amoroso e caloroso antes de voltarem à vida. Isso tem sido considerado “prova incontestável da sobrevivência do espírito humano depois da morte” (contracapa). Muitos outros livros promovem a mesma ideia (veja a lição 2).

2. Por que os relatos bíblicos de ressurreição não falam sobre uma existência consciente enquanto as pessoas ressuscitadas estiveram mortas? 1Rs 17:22-24; 2Rs 4:34-37; Mc 5:41-43; Lc 7:14-17; Jo 11:40-44

1Rs 17:22-24 (ARA)2: “22 O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu. 23 Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe, e lhe disse: Vê, teu filho vive. 24 Então, a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.

2Rs 4:34-37 (ARA)2: “34 Subiu à cama, deitou-se sobre o menino e, pondo a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. 35 Então, se levantou, e andou no quarto uma vez de lá para cá, e tornou a subir, e se estendeu sobre o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos. 36 Então, chamou a Geazi e disse: Chama a sunamita. Ele a chamou, e, apresentando-se ela ao profeta, este lhe disse: Toma o teu filho. 37 Ela entrou, lançou-se aos pés dele e prostrou-se em terra; tomou o seu filho e saiu.

Mc 5:41-43 (ARA)2: “41 Tomando-a pela mão, disse: Talitá cumi!, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te! 42 Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar; pois tinha doze anos. Então, ficaram todos sobremaneira admirados. 43 Mas Jesus ordenou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e mandou que dessem de comer à menina.

Lc 7:14-17 (ARA)2: “14 Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te! 15 Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe. 16 Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo: Grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo. 17 Esta notícia a respeito dele divulgou-se por toda a Judeia e por toda a circunvizinhança.

Jo 11:40-44 (ARA)2: “40 Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus? 41 Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste. 42 Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. 43 E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! 44 Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.

Todas as experiências de quase morte relatadas na literatura moderna são de pessoas consideradas clinicamente mortas, porém não mortas de fato, em contraste com Lázaro, que estava morto havia quatro dias e cujo cadáver estava apodrecendo (Jo 11:39). Os que ressuscitaram nos tempos bíblicos jamais mencionaram qualquer experiência de vida após a morte, seja no paraíso, no purgatório ou no inferno. Esse é um argumento do silêncio, mas está de pleno acordo com os ensinamentos bíblicos sobre o estado inconsciente dos mortos!

Mas e as experiências de quase morte? Se aceitarmos o ensino da inconsciência dos mortos (Jó 3:11-13; Sl 115:17; 146:4, Ec 9:10), restarão duas possibilidades principais: ou se trata de uma alucinação psicoquímica natural sob condições extremas, ou pode ser uma experiência enganosa sobrenatural satânica (2Co 11:14). O engano satânico poderia ser a explicação, porque, em alguns casos, as pessoas afirmam ter falado com parentes mortos! Contudo, pode ser uma combinação dos dois fatores.

Portanto, é crucial nos apegarmos à Bíblia, independentemente das experiências que contradizem a Palavra, sejam essas experiências nossas ou de outras pessoas.

As EQMs muitas vezes vêm com o selo de aprovação científica. O que isso nos ensina sobre o cuidado que devemos ter até mesmo com o que a “ciência” supostamente “prove”?

Segunda-feira, 05 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Misticismo

Lições da Bíblia1

O mundo tem sido inundado pelo misticismo. A palavra “misticismo” é um termo complexo que engloba enorme variedade de ideias. Do ponto de vista religioso, a palavra sugere a união do indivíduo com o Divino ou Absoluto em algum tipo de experiência espiritual ou transe. Isso caracteriza a experiência de adoração até mesmo de certas igrejas. Os fenômenos variam em forma e intensidade, mas a tendência é substituir a autoridade da Palavra de Deus pelas experiências subjetivas. A Bíblia perde muito de sua função doutrinária, e o cristão fica vulnerável às suas próprias experiências. A religião subjetiva não protege contra os enganos do tempo do fim.

1. Leia Mateus 7:21-27. À luz das palavras de Jesus, o que significa construir nossa casa “sobre a rocha” e construí-la “sobre a areia”?

Mateus 7:21-27 (ARA)2: “21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade. 24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. 26 E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; 27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.”

Há uma tendência no mundo cristão pós-moderno de minimizar a relevância das doutrinas bíblicas, considerando-as ecos entediantes de uma forma obsoleta de religião. Nesse processo, os ensinamentos de Cristo são artificialmente substituídos pela Pessoa de Cristo. O argumento é que uma ou outra história bíblica não pode ser verdadeira porque Jesus, conforme O veem, nunca teria permitido que acontecessem como está descrito. Sentimentos e gostos pessoais acabam sendo os critérios de interpretação das Escrituras ou até mesmo para rejeitar totalmente o que a Bíblia ensina de forma clara, muitas vezes sobre a obediência a Deus, que, como disse Jesus, é essencial para construir a casa sobre a rocha.

Os que pensam que não importa em que doutrina creem, desde que acreditem em Jesus, estão em terreno perigoso. Os inquisidores romanos que condenaram à morte incontáveis protestantes acreditavam em Jesus Cristo. Aqueles que expulsam demônios em nome de Cristo (Mt 7:22) creem Nele. “A teoria que diz que não importa o que as pessoas creiam é um dos enganos mais bem-sucedidos de Satanás. Ele sabe que a verdade, recebida por amor, santifica a alma de quem a recebe; portanto, está constantemente procurando substituí-la por falsas teorias e fábulas ou por outro evangelho” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 434, 435).

Como podemos combater a tendência humana de deixar que nossas emoções e desejos nos levem a fazer coisas contrárias à Palavra de Deus? Como ajudar as outras pessoas nessa luta espiritual?

Domingo, 04 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Vida, morte e eternidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 510, out. nov. dez. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Enganos do tempo do fim

Lições da Bíblia1

“E não é de admirar, porque o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não deveria surpreender que os seus próprios ministros se disfarcem em ministros de justiça. O fim deles será conforme as suas obras” (2Co 11:14, 15).

Nosso mundo contemporâneo se tornou um caldeirão do sobrenatural e do místico, incrementado por Hollywood, que não tem problemas em fazer filmes com temas religiosos e místicos em uma miscelânea de erro e engano. A velha mentira: “É certo que vocês não morrerão” (Gn 3:4) inspirou alguns dos livros mais lidos e filmes mais assistidos das últimas décadas, bem como muitos videogames populares. Inegavelmente, somos expostos ao terreno encantado de Satanás e somos tentados por ele, que pode aparecer em inúmeras formas e até, em alguns casos, vir escondido no verniz da ciência.

Um dos fenômenos mais enganosos tem sido o que é chamado de “experiências de quase morte” (EQMs), em que aqueles que “morreram” voltaram à vida com histórias de uma experiencia pós-morte. Muitos consideram esses eventos a prova de uma alma imortal!

Nesta semana, estudaremos sobre alguns enganos do fim dos tempos, como o misticismo, experiências de quase morte, reencarnação, necromancia, culto aos ancestrais e outros. São assuntos perigosos aos quais devemos estar atentos, mas sem nos expormos às suas influências.

Sábado, 03 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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As chamas do inferno – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: O Grande Conflito, p. 444-458 (“O mistério da morte”); p. 459-562 (“Vozes do além”).

“Sobre o erro básico da imortalidade inerente apoia-se a doutrina da consciência na morte, doutrina que, assim como a do tormento eterno, opõe-se aos ensinos da Bíblia, aos ditames da razão e aos nossos sentimentos de humanidade. Segundo a crença popular, os remidos no Céu estão cientes de tudo que ocorre na Terra, e especialmente da vida dos amigos que deixaram para trás. Mas como poderia ser fonte de felicidade para os mortos o fato de eles saberem das dificuldades dos vivos […]? E quão revoltante é a crença de que, logo que o fôlego deixa o corpo, a alma do impenitente é entregue às chamas do inferno! Em que profunda angústia deverão mergulhar os que veem seus amigos passarem à sepultura sem estar preparados para entrar numa eternidade de miséria e pecado!” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 454, 455).

Perguntas para consideração

  1. Muitos sãos inflexíveis em sua crença na ideia de que os salvos vão imediatamente para o Céu e de que os perdidos estão no tormento eterno. É compreensível que queiram acreditar que seus entes queridos falecidos estão “com o Senhor” (embora haja a questão de que seria perturbador para eles ver o caos aqui embaixo). Mas por que há um forte apego à ideia horrível de que os perdidos são eternamente atormentados no inferno? O que isso ensina sobre o poder da tradição?
  2. A maioria das igrejas cristãs proclama a teoria da imortalidade da alma com todas as suas teorias correlatas. O que mais devemos fazer para proclamar ao mundo a visão bíblica da morte e da vida após a morte?
  3. O poema de Dante, A Divina Comédia, ajudou a consolidar falsos ensinos sobre o que acontece com a “alma” após a morte. Que lições aprendemos quanto à facilidade com que a teologia cristã pode ser influenciada por ideias externas? Que outras ideias não cristãs influenciam o pensamento cristão? Como podemos nos proteger delas?

Sexta-feira, 02 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A visão bíblica

Lições da Bíblia1

5. Por que João limita a “vida eterna” aos que estão em Cristo? 1Jo 5:3-12

1Jo 5:3-12 (ARA)2: “3 Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, 4 porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. 5 Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? 6 Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. 7 Pois há três que dão testemunho [no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. 8 E três são os que testificam na terra]: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito. 9 Se admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu Filho. 10 Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho. 11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. 12 Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.

A doutrina bíblica da imortalidade condicional do ser humano – em comparação com a teoria não bíblica da imortalidade natural da alma – é explicada em 1 João 5:11, 12. Para compreender o significado dessa passagem importante, devemos nos lembrar de que somente a Divindade “possui imortalidade” (1Tm 6:15, 16) e é a única Fonte de vida (Sl 36:9, Cl 1:15-17, Hb 1:2).

Quando o pecado entrou no mundo com a queda de Adão e Eva (Gn 3), eles e todos os seus descendentes (incluindo nós) caíram sob a maldição da morte física e perderam o dom da vida eterna. Mas nosso Deus amoroso implementou o plano da salvação para que os seres humanos recuperassem a vida eterna que deveria ter sido deles desde o início. Como Paulo escreveu: “Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, Nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante Dele em amor” (Ef 1:4).

“Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio a morte”, também por “um só Homem, Jesus Cristo”, o dom da vida eterna se tornou acessível a todos (Rm 5:12-21). Paulo fez uma referência inequívoca a um Adão literal que, por meio da transgressão, trouxe o pecado e a morte ao mundo. Não se pode entender nada na Bíblia sem um Adão literal.

João escreveu: “Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está no Seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5:11, 12).

O sentido geral fica mais claro à luz destas declarações de Jesus: “A vontade de Meu Pai é que todo aquele que vir o Filho e Nele crer tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:40); “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11:25).

Isso significa que a vida eterna é um dom de Deus por meio de Cristo. Esse dom é garantido no presente, porém será desfrutado de forma plena somente após a ressurreição final dos justos. A conclusão é simples: se a vida eterna é concedida somente aos que estão em Cristo, então aqueles que não estão Nele não têm a vida eterna (1Jo 5:11, 12). Por outro lado, a teoria da imortalidade natural da alma concede vida eterna – seja no paraíso ou no inferno – a todos os seres humanos, mesmo àqueles que não estão em Cristo. Por mais popular que seja esse ensino, ele não é bíblico.

Quinta-feira, 01 de dezembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Um paraíso com almas desencarnadas

Lições da Bíblia1

Embora os protestantes não aceitem o purgatório, muitos, no entanto, acreditam que as almas dos justos mortos já estão desfrutando do paraíso na presença de Deus. Alguns argumentam que essas “almas” sejam apenas espíritos desencarnados; outros creem que sejam espíritos desencarnados cobertos por um corpo espiritual de glória.

Seja qual for o suposto estado metafísico dos mortos-vivos, essas teorias minam a doutrina bíblica da ressurreição e do julgamento dos mortos. Por que haveria ressurreição e juízo (Ap 20:12-14) se as almas dos justos já estivessem no paraíso?

4. Leia Atos 2:29, 34, 35 e 1 Coríntios 15:16-18. Como esses textos lançam luz sobre o estado dos mortos e dos que aguardam a ressurreição?

Atos 2:29, 34, 35 (ARA)2: “29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. […] 34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, 35 até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés.”

1 Coríntios 15:16-18 (ARA)2: “16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 18 E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram.

A Bíblia ensina que todos os seres humanos que já estão no Céu foram trasladados vivos, como no caso de Enoque (Gn 5:24) e Elias (2Rs 2:9-11), ou ressuscitados, como Moisés (Jd 9) e os ressuscitados com Cristo (Mt 27:51-53).

Como vimos, a alusão às almas “debaixo do altar” clamando a Deus por vingança (Ap 6:9-11) é apenas uma metáfora para a justiça e não prova a teoria da imortalidade natural da alma. Caso contrário, dificilmente pareceria que essas pessoas estivessem desfrutando da recompensa. A sepultura é um lugar de descanso para os mortos, que inconscientemente aguardam a ressurreição, quando sua existência consciente será restaurada. Os mortos, mesmo os justos, não são almas desencarnadas que vagam pelo Céu, esperando para se reunir a seus corpos na ressurreição final.

Além disso, sobre o que Paulo poderia estar falando em 1 Coríntios 15:18, quando disse que se não houvesse ressurreição dos mortos, então “os que adormeceram em Cristo estão perdidos”. Como poderiam estar perdidos se já estão na bem-aventurança do Céu, e estão lá há tanto tempo, desde que morreram? Uma doutrina central do NT, a ressurreição dos mortos por ocasião do retorno de Cristo, é anulada pelo falso ensino de que os justos mortos voam para sua recompensa eterna logo após a morte. No entanto, ouvimos isso o tempo todo, principalmente em funerais.

Como ajudar as pessoas a entender que a ideia de que os mortos estão dormindo é uma “boa notícia”, pois eles estão em repouso e não experimentam dor e sofrimento?

Quarta-feira, 30 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Os santos no purgatório

Lições da Bíblia1

A Igreja Católica Romana defende que os mortos que não merecem o inferno, mas que ainda não estão prontos para o paraíso, podem ter seus pecados purgados no purgatório e então ascender ao paraíso. Seus sofrimentos no purgatório podem ser reduzidos pelas orações e penitências dos entes queridos, bem como por outros atos em favor dos mortos.

O Catecismo da Igreja Católica é explícito sobre o purgatório: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu. […] A Igreja recomenda também a esmola, as indulgências e as obras de penitência a favor dos defuntos” ([São Paulo: Edições Loyola, 2022], p. 290, 291).

3. Leia Eclesiastes 9:10, Ezequiel 18:20-22 e Hebreus 9:27. Como essas passagens refutam a teoria do purgatório?

Eclesiastes 9:10 (ARA)2: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.

Ezequiel 18:20-22 (ARA)2: “20 A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este. 21 Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto. 22 De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou, viverá.”

Hebreus 9:27 (ARA)2: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,”

O dogma do purgatório combina a noção pagã de um inferno ardente com a prática pagã de orar pelos mortos. Esse dogma é inaceitável para os que creem nos seguintes ensinos bíblicos: (1) os mortos descansam inconscientemente nos túmulos (Ec 9:10); (2) a justiça de um ser humano não pode ser transferida a outro ser humano (Ez 18:20-22); (3) nosso único Mediador é Jesus Cristo (1Tm 2:5); e (4) a morte é seguida pelo juízo final, sem nenhuma segunda chance de arrependimento (Hb 9:27).

Uma implicação ainda mais séria é como a teoria antibíblica do purgatório distorce o caráter de Deus. “A obra de Satanás desde sua queda é representar mal nosso Pai celestial. Ele sugeriu o dogma da imortalidade da alma. […] A ideia de um inferno que queima eternamente foi produção de Satanás; purgatório é sua invenção. Esses ensinamentos falsificam o caráter de Deus, como se Ele devesse ser considerado severo, vingativo, arbitrário e que não exerce o perdão” (Ellen G. White, Manuscript 51, 10 de dezembro de 1890). Em vez de mortos adormecidos, que aguardam a volta de Cristo, essa visão diz que eles estão no purgatório, sofrendo até que alguém os tire dali.

O que erros como o purgatório ou o tormento eterno nos ensinam sobre a importância da doutrina? O que acreditamos é importante, e não apenas em quem acreditamos?

Terça-feira, 29 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

As chamas do inferno

Lições da Bíblia1

Em seu livreto para crianças, The Sight of Hell (Dublin: James Duffy, 1874, p. 24), o padre católico John Furniss (1809-1865) ilustrou o tormento eterno por meio de uma grande bola de ferro sólido, maior que os céus e a Terra. “Um pássaro vem uma vez a cada cem milhões de anos e toca a grande bola de ferro com uma pena de sua asa”. O autor argumenta que o tormento dos pecadores no inferno continua mesmo depois de a bola de ferro ser desgastada por esses toques ocasionais de penas! O triste é que muitos protestantes acreditam que isso acontece com os perdidos.

2. Leia Malaquias 4:1 e Judas 7. Como essas passagens nos ajudam a entender melhor a noção de “fogo eterno”, ou a ideia de que os perdidos estarão no “fogo eterno” (Mt 18:8), ou num “fogo que nunca se apaga”? Mc 9:43

Malaquias 4:1 (ARA)2: “Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo.

Judas 7 (ARA)2: “como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição.

A palavra “eterno” (hebr. ‘olam; gr. aion, aionios) carrega diferentes significados, dependendo do contexto imediato. Por exemplo, quando associada a Deus (Dt 33:27, “eterno”), a palavra expressa Sua eternidade. Quando relacionada a seres humanos (Êx 21:6, “para sempre”), a palavra é limitada pela expectativa de vida da pessoa. Ao qualificar o fogo como “eterno” (Mt 18:8; 25:41), isso implica que o fogo não se apagará até que haja consumido totalmente o que está sendo queimado. Isso significa que o “fogo eterno” será eterno no sentido de que consumirá os ímpios completa e irreversivelmente, não restando “nem raiz nem ramo” (Ml 4:1).

A teoria da punição eterna tem sérias implicações. Se os ímpios forem punidos para sempre, o mal nunca será erradicado. Além disso, toda a vida humana deriva de Deus (Dt 32:39; Sl 36:9), que não tem “prazer na morte do ímpio” (Ez 33:11). Por que Ele continuaria a dar vida aos ímpios para sofrerem tormento sem fim? Não seria mais razoável que Ele acabasse com a existência deles? Se os ímpios serão punidos “segundo as suas obras” (Ap 20:12), por que uma vida curta deveria ser punida eternamente?

Todas as referências bíblicas a “fogo eterno” devem ser vistas como alusões ao “lago de fogo” pós-milênio (Ap 20; ver lição 13). Portanto, é antibíblico falar de um inferno já presente e sempre em chamas.

A verdade sobre o inferno revela o amor divino, em contraste com a ideia de tormento?

Segunda-feira, 28 de novembro de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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