Vindicação na cruz

Lições da Bíblia.

“Desde o princípio, Deus não deixou dúvida de que iria invalidar as acusações de Satanás e demonstrar Seu supremo amor e justiça. Sua justiça exige que haja pagamento da penalidade pelo pecado da humanidade. Seu amor procura restaurar a humanidade à comunhão com Ele. Como Deus poderia manifestar as duas coisas?”

“3. Como Deus demonstrou tanto Seu amor quanto Sua justiça?” “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” (1 João 4:10 RA). “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:21-26 RA). ”Sua justiça foi demonstrada no sacrifício de Cristo para pagar o preço do pecado; Seu amor foi demonstrado no perdão oferecido mediante a fé no sacrifício de Cristo.”

“O caráter de amor e justiça de Deus foi revelado em sua mais plena manifestação na morte de Cristo. Deus nos amou e enviou Seu Filho como sacrifício expiatório pelos nossos pecados (1Jo 4:10; Jo 3:16). Ao pagar em Si mesmo a penalidade pela transgressão da lei, Deus mostrou Sua justiça: as exigências da lei tinham que ser cumpridas, e isso ocorreu na cruz, mas na pessoa de Jesus.”

“Ao mesmo tempo, por esse ato de justiça, Deus também pôde revelar Sua graça e amor, porque a morte de Jesus foi substitutiva. Ele morreu por nós, em nosso lugar, para que não tenhamos que enfrentar a morte eterna. Esta é a incrível provisão do evangelho: que Deus suportaria em Si mesmo o castigo que Sua justiça exigia, o castigo que legitimamente pertencia a nós.”

“Romanos 3:21-26 é uma joia bíblica sobre o tema da justiça de Deus e da redenção em Jesus Cristo. A morte sacrifical de Cristo é uma demonstração da justiça de Deus ‘para Ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus’ (Rm 3:26).”

“Mais uma vez, imagens do santuário proveem a moldura para a morte de Cristo. Nas semanas anteriores, vimos que Sua morte foi um sacrifício perfeito e substitutivo e que Cristo é a ‘propiciação’ [ou propiciatório] (Rm 3:25). Em resumo, o Antigo e o Novo Testamentos revelam que a missão de Cristo foi tipificada pelo serviço do santuário terrestre.”

“Com intenso interesse, os mundos não caídos observavam para ver Jeová Se levantar e assolar os habitantes da Terra. […] Em lugar de destruir o mundo, porém, Deus enviou Seu Filho para o salvar. […] Justo no momento da crise, quando Satanás parecia prestes a triunfar, veio o Filho de Deus com a embaixada da graça divina” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 37). O que essa citação fala sobre o caráter de Deus?

Terça-feira, 17 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

As acusações

Lições da Bíblia.

“Depois de cair do Céu, Satanás tentou distorcer e difamar o caráter de Deus. Ele fez isso no Éden (Gn 3:1-5), no meio do primeiro ‘santuário’ na Terra. Satanás trouxe sua rebelião, que se originou no santuário celestial, para o santuário terrestre do Éden. Depois de iniciar o contato com Eva por meio da serpente, ele plantou na mente dela a ideia de que Deus os estava privando de algo que seria bom para eles, que Ele estava retendo alguma coisa que eles deviam ter. Dessa forma, sutilmente, o inimigo estava deturpando o caráter de Deus.”

“A queda de Adão e Eva colocou Satanás temporariamente no trono do mundo. Vários textos sugerem que Satanás havia obtido acesso à corte celestial novamente, porém como ‘príncipe deste mundo’ (Jo 12:31, RC), como aquele que mantém a Terra sob controle, mas não é seu proprietário, de modo muito similar à ação de um ladrão.”

“2. Leia Jó 1:6-12 e Zacarias 3:1-5. Como o grande conflito é revelado nesses textos?” “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles. Então, perguntou o SENHOR a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela. Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde teme a Deus? Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra. Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR.” (Jó 1:6-12 RA); “Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do SENHOR, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor. Mas o SENHOR disse a Satanás: O SENHOR te repreende, ó Satanás; sim, o SENHOR, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo? Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo. Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes. E disse eu: ponham-lhe um turbante limpo sobre a cabeça. Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e o vestiram com trajes próprios; e o Anjo do SENHOR estava ali,” (Zacarias 3:1-5 RA). “Enquanto Satanás acusa o ser humano de seguir a Deus por interesse próprio e aponta a impureza de suas vestes, tentando levá-lo à condenação, Deus justifica Seus servos e os purifica pela fé em Sua misericórdia.”

“Esses textos nos dão um vislumbre do aspecto celestial do grande conflito. Satanás apresenta a retidão de Jó simplesmente como interesse próprio: se eu sou bom, Deus me abençoará. A implicação é que Jó não servia a Deus porque Ele é digno, mas porque tiraria vantagens disso. De acordo com Satanás, se fosse demonstrado que servir a Deus não traria bênção, Jó abandonaria sua fé.”

“No caso do sumo sacerdote Josué (note o tema do santuário) e de outros cristãos (‘Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite.’ Apocalipse 12:10), Ellen G. White diz que Satanás está acusando ‘os filhos de Deus e faz seu caso parecer tão desesperador quanto possível. Ele expõe ao Senhor seus pecados e faltas’ (Parábolas de Jesus, p. 167).”

“Em ambos os casos, porém, a verdadeira questão é a justiça de Deus. A questão por trás de todas as acusações é: Deus é justo e reto em Seus procedimentos? O caráter de Deus está em julgamento. Deus é justo quando salva os pecadores? Deus é reto quando declara justo o injusto? Se Ele é justo, deve punir os injustos; mas se é misericordioso, deve perdoá-los. Como Deus pode ser as duas coisas?”

“Se Deus fosse apenas um Deus de justiça, qual seria o seu destino? Por quê?”

Segunda-feira, 16 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Revolta no santuário celestial

Lições da Bíblia.

“1. Leia Ezequiel 28:12-17 e Isaías 14:12-15. O que esses versos ensinam sobre a queda de Lúcifer?” “Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.” (Ezequiel 28:12-17 RA); “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.” (Isaías 14:12-15 RA). “Lúcifer foi corrompido pela própria beleza, esplendor e capacidade. Cobiçou a adoração devida a Deus, difamou o caráter de Deus e foi expulso do Céu.”

“À primeira vista, Ezequiel 28:11, 12 parece estar falando apenas sobre um monarca terrestre. Vários aspectos, no entanto, sugerem que o texto realmente se refere a Satanás.”

“Para começar, esse ser é mencionado como o querubim da guarda ungido (ou ‘querubim ungido que cobre’, Ez 28:14, Tradução Brasileira), o que relembra o lugar santíssimo do santuário terrestre, onde dois querubins cobriam a arca e a presença do Senhor (Êx 37:7-9). Esse ser celestial também andava ‘no meio das pedras afogueadas’, isto é, no ‘monte santo de Deus’ (Ez 28:14, RC) e no centro do ‘Éden, jardim de Deus’ (Ez 28:13), ambas sendo expressões das figuras do santuário. A cobertura de pedras preciosas, descrita no verso 13, contém nove pedras que também são encontradas no peitoral do sumo sacerdote (Êx 39:10–13). Portanto, nesse ponto também temos mais referências ao santuário.”

“Depois de descrever o incomparável esplendor do querubim, o texto passa a falar de sua queda moral. Sua glória ‘subiu para a cabeça’. Sua beleza tornou orgulhoso seu coração, seu esplendor corrompeu sua sabedoria e seu ‘comércio’, que provavelmente se refira à sua difamação do caráter de Deus e incitação da rebelião, o tornaram violento.”

“Da mesma forma, poderes terrestres arrogantes procuram se mover da Terra para o Céu. Em Isaías 14:12-15, o ‘filho da alva’ (em latim lucifere, de onde vem o nome Lúcifer) vai numa direção diferente: ele cai do Céu para a Terra, indicando sua origem sobrenatural, não terrena. Outras expressões como ‘acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono’, ‘monte da congregação’, ‘nas extremidades do Norte’, e ‘Altíssimo’ reforçam a impressão de que esse é um ser celestial. Embora os versos 12 e 13 estejam no passado, o verso 15 de repente muda para o futuro. Essa mudança do tempo verbal indica que houve primeiramente uma queda, do Céu para a Terra (Is 14:12), e que haverá uma segunda queda, da Terra ao Sheol (a sepultura), em algum momento no futuro (Is 14:15). Isso não se refere a nenhum rei de Babilônia, mas, em vez disso, é uma clara referência a Lúcifer.”

“Um ser perfeito, criado por um Deus perfeito caiu em pecado? O que isso nos diz sobre a realidade da liberdade moral no Universo de Deus? E o que essa liberdade revela sobre o caráter de Deus?”

Domingo, 15 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

O conflito cósmico sobre o caráter de Deus

Lições da Bíblia.

"Ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó Senhor Deus, todo-poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos" (Ap 16:7).

“Os adventistas do sétimo dia compreendem a realidade por meio do conceito bíblico do ‘grande conflito entre Cristo e Satanás’. Para usar uma expressão da filosofia, é a ‘metanarrativa’, a grande e abrangente história, que ajuda a explicar nosso mundo e as coisas que acontecem nele.”

“Muito importante nesse conflito é o santuário, que, como vimos, apresenta um tema recorrente que vai do começo ao fim da história da salvação: a redenção da humanidade mediante a morte de Jesus. Adequadamente compreendida, a mensagem do santuário também ajuda a ilustrar o caráter de Deus, que Satanás tem atacado desde o início do grande conflito no Céu.”

“Nesta semana, estudaremos alguns fatos importantes no grande conflito entre Cristo e Satanás, que revelam a verdade sobre o caráter de Deus e expõem as mentiras de Satanás.”

Sábado, 14 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Nossa mensagem profética – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Leia, de Ellen G. White, no livro O Grande Conflito: A respeito da mensagem do primeiro anjo, às páginas 299-316: ‘Esperança Triunfante; p. 317-342: ‘Uma Profecia Muito Significativa’; p. 343-354: ‘Luz Para os Nossos Dias’; p. 355-374: ‘Um Grande Movimento Mundial’; sobre a mensagem do segundo anjo, p. 391-408: ‘Profecias Alentadoras’; p. 409-422: ‘O Santuário Celestial, Centro de Nossa Esperança’; p. 423-432: ‘Quando Começa o Julgamento Divino’; sobre a mensagem do terceiro anjo, p. 433-450: ‘A Imutável Lei de Deus’; p. 451-460: ‘Restauração da Verdade’.”

“Os adventistas do sétimo dia devem ser os primeiros a exaltar Cristo perante o mundo. A proclamação da terceira mensagem angélica requer a apresentação da verdade do sábado. […] Mas o grande centro de atração, Cristo Jesus, não deve ser deixado à parte. Na cruz de Cristo é que a misericórdia e a verdade se encontram, e a justiça e a paz se beijam. O pecador deve ser levado a olhar ao Calvário; com a fé singela de uma criança, deve confiar nos méritos do Salvador, aceitando Sua justiça e confiando em Sua misericórdia” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 156, 157).

Perguntas para reflexão

“1. Advertências são para o bem dos advertidos. Como podemos apresentar as advertências dos três anjos de tal forma que revele a esperança que elas oferecem?”

“2. Parafraseando um ateu fundamentalista, a evolução é um ‘ácido’ que corrói tudo que toca. Isso incluiria as mensagens dos três anjos, que têm os temas centrais da criação e redenção, duas verdades anuladas até mesmo pela evolução ‘teísta’. (Quem adoraria uma divindade que tivesse criado de uma forma cruel e violenta)? Por que não devemos permitir que a falsa ciência da evolução faça qualquer incursão em nossos ensinamentos?”

“3. As mensagens dos três anjos de Apocalipse 14 são um precioso farol que encerra a divina mensagem que somos chamados a proclamar. Embora muitos membros da igreja certamente tenham ouvido falar sobre essas mensagens, alguns ainda podem ter dúvidas sobre o que elas realmente significam. Como você resumiria o significado do último chamado de Deus ao mundo, e o que isso implica?”

“4. ‘Uma saudável perspectiva de vida envolve uma saudável dose de medo.’ Você acha que isso é verdade para a vida cristã? Justifique sua resposta.”

Sexta-feira, 13 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

A "perseverança" dos santos

Lições da Bíblia.

“As mensagens do segundo e terceiro anjos de Apocalipse são uma advertência a todos os que não prestam atenção ao chamado divino da mensagem do primeiro anjo. Se as pessoas continuarem no caminho errado, participarão das sete últimas pragas, que são vistas como o ‘vinho da ira de Deus’ (Ap 14:10). Esse vinho será derramado sobre aqueles que não saírem de Babilônia. Na Bíblia, Babilônia representa rebelião contra Deus (Gn 11:1-9; Jr 50; 51). Babilônia assume com arrogância o lugar de Deus e é inimiga do povo de Deus. Na época do Novo Testamento, a palavra Babilônia se tornou um código para representar Roma (‘A vossa co-eleita em Babilônia vos saúda, como também meu filho Marcos.’ 1 Pedro 5:13). No livro do Apocalipse, a Babilônia prostituta é um poder político-religioso em oposição a Deus e ao Seu povo. Como tal, tenta controlar o mundo. Apocalipse 13:15-17 descreve a ‘crise da Babilônia’, quando as bestas de Apocalipse 13 unem forças para perseguir o remanescente de Deus. Babilônia é, portanto, um símbolo da aliança das igrejas apóstatas com os poderes políticos corruptos do mundo, no tempo do fim.”

“A mensagem dos três anjos chama os seguidores de Deus em Babilônia a sair dela e juntar-se aos visíveis e fiéis remanescentes de Deus no tempo do fim (‘Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos sete pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela.’ Apocalipse 18:4-5). Sim, ainda há um remanescente fiel em Babilônia, e eles precisam ouvir a mensagem adventista do sétimo dia para o tempo do fim.”

“6. O que significa a fé de Jesus?” “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalipse 14:12). “Nossa fé e fidelidade a Jesus; os ensinamentos de Jesus; a lealdade de Jesus ao conduzir Seu povo em meio às dificuldades.”

“Como vimos ontem, Apocalipse 14:12 descreve claramente o remanescente fiel de Deus. A ‘perseverança’, ou ‘paciência’, dos santos não reflete tanto uma tolerância passiva a ações hostis, mas uma firme espera por Cristo. Os crentes não apenas seguem os mandamentos, mas também os proclamam ao mundo.”

“Ao mesmo tempo, a ‘fé de Jesus’ pode se referir à fé dos cristãos em Jesus e também à lealdade de Jesus, que conduz fielmente os cristãos em meio às dificuldades. O fim da mensagem do terceiro anjo dirige nossos olhos para Cristo. Mediante Seus méritos e Sua fidelidade, o povo de Deus é capaz de perseverar e guardar Seus mandamentos. ‘Vários me escreveram, indagando se a mensagem da justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo, e tenho respondido: ‘É a mensagem do terceiro anjo, em verdade’’ (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 372).”

“Por mais importantes que sejam os mandamentos de Deus para a crise final, Ellen G. White diz que a justificação pela fé é a mensagem dos três anjos ‘em verdade’. Como isso nos ajuda a entender por que devemos confiar apenas em Jesus e em Seus méritos para a salvação, como a grande esperança que nos guiará em meio à crise final?”

Quinta-feira, 12 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Adorem o Criador

Lições da Bíblia.

“O centro do livro do Apocalipse é a adoração. Enquanto o dragão, a besta do mar e a besta da terra (muitas vezes chamados de ‘falsa trindade’) juntam forças para unir o mundo em torno da adoração a eles mesmos (Ap 13:4, 8, 12, 15; 14:9, 11), Deus chama a humanidade para adorar o Criador (Ap 14:7). Os que não adoram a ‘imagem da besta’ correm o risco de perder a vida temporal (Ap 13:15; leia também Daniel 3), enquanto os que adoram essa imagem perdem a vida eterna (Ap 14:9-11). Que escolha tremenda!”

“5. Leia Apocalipse 14:12. Qual é o papel dos mandamentos de Deus no conflito final?” “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apocalipse 14:12 RA). “Mostrar ao mundo a verdadeira adoração a Deus; mostrar a perseverança dos santos, que arriscam a vida para obedecer a lei do seu Criador, evidenciando que eles estão do lado da verdade.”

“A adoração está intrinsecamente ligada aos mandamentos de Deus. Apocalipse 13 e 14 estão repletos de alusões a eles: ‘imagem’ (Ap 13:14, 15; 14:9, 11), idolatria (Ap 13:4, 8, 12, 15; 14:9, 11), blasfêmia (Ap 13:1, 5, 6), sábado (Ap 14:7), homicídio (Ap 13:10, 15) e adultério (Ap 14:4, 8). ‘A controvérsia [final] será entre os mandamentos de Deus e os mandamentos dos homens’ (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 188).”

“Desde o surgimento da teoria da evolução, tem sido especialmente importante que defendamos e afirmemos nossa crença em uma criação em seis dias. Esse ensinamento é a base da nossa adoração ao Senhor como Criador. Até mesmo a corrente da evolução que supostamente acredita na Bíblia, arranca do adventismo tudo o que ele representa. Sem a criação, a crença no ‘evangelho eterno’, entre outros ensinamentos (como o sábado), fica seriamente comprometida, e mesmo negada.”

“A expressão que descreve Deus como ‘Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar’ é uma alusão ao mandamento do sábado (Êx 20:11). O sábado é a questão central no conflito sobre os mandamentos de Deus. De uma forma que não acontece com nenhum outro mandamento, o dia designado para adoração é adequado para pôr à prova a lealdade, porque não pode ser deduzido por raciocínio lógico. Nós o guardamos somente porque Deus nos mandou fazer isso. A criação também anda de mãos dadas com o juízo. A expressão ‘fontes das águas’ (Ap 14:7) faz alusão ao Dilúvio (Gn 7:11) e aponta para Deus como o justo juiz do mundo (2Pe 3:5-7).”

“Nada do que cremos faz sentido quando separado do Senhor como Criador, e não há na Bíblia sinal tão claro da capacidade divina de criação quanto o sábado. Você leva a sério o sábado? Como você pode ter uma experiência mais profunda com o Senhor por meio da obediência a esse mandamento?”

Quarta-feira, 11 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

A fúria das nações

Lições da Bíblia.

“3. Leia Apocalipse 14:7. Sobre qual juízo esse verso está falando?” “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:7 RA). “O juízo pré-advento, ou juízo investigativo, antes da volta de Cristo.”

“O juízo proclamado nesse texto começa antes da vinda de Cristo, descrita em Apocalipse 14:14-20. Ele é, portanto, o mesmo que o juízo pré-advento de Daniel 7. Seu início, para o qual Daniel 8:14 estabelece o ano 1844, coincide com o fato de que as mensagens dos três anjos chamam as pessoas para adorar a Deus e se afastarem da besta e sua ‘imagem’. Essa ‘imagem’ passa a existir somente após os 42 meses proféticos, ou depois dos 1.260 dias (porque esses dois períodos são a mesma coisa), que terminaram em 1798 d.C. (Ap 13:3-5, 12-14).”

“Enquanto é transmitido o chamado final de Apocalipse 14:6-12, a porta da graça ainda está aberta, porque as pessoas ainda estão sendo chamadas a se afastar de Babilônia e adorar o Deus verdadeiro.”

“4. O que está incluído no juízo de Deus?” “dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar. Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.” (Apocalipse 11:17-18 RA). “O estabelecimento do reino de Deus; a ira de Deus em resposta à fúria das nações; julgamento e recompensa para todos, justos e injustos, vivos e mortos.”

“Deus reage à fúria das nações revelando Seu poder. Apocalipse 13 descreve essa ira, incitada pela fúria de Satanás (Ap 12:17). A partir da perspectiva dos cristãos oprimidos, que clamam continuamente pelo juízo divino (Ap 6:10), pode parecer que o julgamento esteja muito atrasado. No entanto, o juízo começa no momento indicado pela profecia, e o Dia da Expiação escatológico segue seu curso totalmente de acordo com o plano de Deus.”

“Apocalipse 11:17, 18 apresenta um breve esboço do juízo de Deus. Ele começa no Céu e é trazido para a Terra, quando Deus destrói os poderes perversos que corromperam a humanidade (Ap 19:2). A ira de Deus se origina no santuário celestial e é derramada nas sete pragas (Ap 15–18).”

“Na segunda vinda de Cristo, Deus também recompensará os fiéis (Ap 22:12). Finalmente, Deus julgará os mortos e eliminará o mal (Ap 20:11-15). Quando tudo acabar, o caráter de Deus estará vindicado perante o Universo expectante. Todos verão que Ele é justo e reto em todos os Seus caminhos. No momento, nosso desafio é o de nos apegarmos a Ele com todo o nosso coração, toda a alma e mente, crendo que tudo isso acontecerá no tempo designado por Deus.”

Terça-feira, 10 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).