Na cova dos leões

Lições da Bíblia

“4. Leia Daniel 6:11-23. O que o rei disse a Daniel revelando que o profeta era uma poderosa e fiel testemunha de Deus?”1

Daniel 6:11-23 (ARA): “11 Então, aqueles homens foram juntos, e, tendo achado a Daniel a orar e a suplicar, diante do seu Deus, 12 se apresentaram ao rei, e, a respeito do interdito real, lhe disseram: Não assinaste um interdito que, por espaço de trinta dias, todo homem que fizesse petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei e disse: Esta palavra é certa, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar. 13 Então, responderam e disseram ao rei: Esse Daniel, que é dos exilados de Judá, não faz caso de ti, ó rei, nem do interdito que assinaste; antes, três vezes por dia, faz a sua oração. 14 Tendo o rei ouvido estas coisas, ficou muito penalizado e determinou consigo mesmo livrar a Daniel; e, até ao pôr do sol, se empenhou por salvá-lo. 15 Então, aqueles homens foram juntos ao rei e lhe disseram: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum interdito ou decreto que o rei sancione se pode mudar. 16 Então, o rei ordenou que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que ele te livre. 17 Foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; selou-a o rei com o seu próprio anel e com o dos seus grandes, para que nada se mudasse a respeito de Daniel. 18 Então, o rei se dirigiu para o seu palácio, passou a noite em jejum e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono. 19 Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei e foi com pressa à cova dos leões. 20 Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel com voz triste; disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões? 21 Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive eternamente! 22 O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum. 23 Então, o rei se alegrou sobremaneira e mandou tirar a Daniel da cova; assim, foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.”

“Os conspiradores logo avistaram Daniel orando – isto é, fazendo exatamente o que o decreto proibia. E ao trazerem a acusação perante o rei, eles se referiram a Daniel de maneira humilhante: ‘Esse Daniel, que é dos exilados de Judá’ (Dn 6:13). Aos olhos deles, um dos principais oficiais do império, o favorito do rei, não passava de um ‘cativo’. Além disso, eles colocaram Daniel contra o rei dizendo que o profeta não demonstrava a devida consideração pelo rei nem pelo decreto que ele tinha assinado. Então, Dario percebeu que havia sido ludibriado ao assinar o decreto. O texto afirma que ‘até ao pôr-do-sol’ o rei ‘se empenhou por salvá-lo’ (Dn 6:14). Mas tudo o que ele fez não pôde salvar o profeta do castigo prescrito. A lei irrevogável dos medos e persas devia ser aplicada à risca. Assim, embora com relutância, o rei deu a ordem para jogar Daniel aos leões. Mas ao fazê-lo, Dario expressou uma vaga esperança, que soou como uma oração: ‘O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que Ele te livre’ (Dn 6:16).”

“O texto bíblico não declara o que Daniel fez no meio dos leões, mas pode-se supor que ele estivesse orando. E Deus honrou a fé de Daniel enviando Seu anjo para protegê-lo. Pela manhã, Daniel continuava ileso e pronto para retomar suas atividades no governo. Comentando sobre esse episódio, Ellen G. White afirmou: ‘Deus não impediu que os inimigos de Daniel o lançassem na cova dos leões; Ele permitiu que anjos maus e homens ímpios chegassem a realizar seu propósito; mas isso foi para que pudesse tornar o livramento do Seu servo mais marcante e mais completa a derrota dos inimigos da verdade e da justiça’ (Profetas e Reis, p. 543, 544).”1

“Embora essa história tenha revelado um final feliz (pelo menos para Daniel), o que dizer dos relatos da Bíblia e de outras fontes que não terminaram em livramento nesta Terra?

(Veja, por exemplo, Marcos 6:14-29 [‘14 Chegou isto aos ouvidos do rei Herodes, porque o nome de Jesus já se tornara notório; e alguns diziam: João Batista ressuscitou dentre os mortos, e, por isso, nele operam forças miraculosas. 15 Outros diziam: É Elias; ainda outros: É profeta como um dos profetas. 16 Herodes, porém, ouvindo isto, disse: É João, a quem eu mandei decapitar, que ressurgiu. 17 Porque o mesmo Herodes, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe (porquanto Herodes se casara com ela), mandara prender a João e atá-lo no cárcere. 18 Pois João lhe dizia: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão. 19 E Herodias o odiava, querendo matá-lo, e não podia. 20 Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo, e o tinha em segurança. E, quando o ouvia, ficava perplexo, escutando-o de boa mente. 21 E, chegando um dia favorável, em que Herodes no seu aniversário natalício dera um banquete aos seus dignitários, aos oficiais militares e aos principais da Galileia, 22 entrou a filha de Herodias e, dançando, agradou a Herodes e aos seus convivas. Então, disse o rei à jovem: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. 23 E jurou-lhe: Se pedires mesmo que seja a metade do meu reino, eu ta darei. 24 Saindo ela, perguntou à sua mãe: Que pedirei? Esta respondeu: A cabeça de João Batista. 25 No mesmo instante, voltando apressadamente para junto do rei, disse: Quero que, sem demora, me dês num prato a cabeça de João Batista. 26 Entristeceu-se profundamente o rei; mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar. 27 E, enviando logo o executor, mandou que lhe trouxessem a cabeça de João. Ele foi, e o decapitou no cárcere, 28 e, trazendo a cabeça num prato, a entregou à jovem, e esta, por sua vez, a sua mãe. 29 Os discípulos de João, logo que souberam disto, vieram, levaram-lhe o corpo e o depositaram no túmulo.’]2.)

Como devemos compreendê-los?”

Dizimar e ofertar é adorar a Deus.

Dez Dias de Oração e Resgate – 7º dia: hoje vamos orar pela vitória sobre as tentações.

Quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Vindicação

Lições da Bíblia

“5. Leia Daniel 6:24-28. Que testemunho o rei deu sobre Deus?”1

Daniel 6:24-28 (ARA)2: “24 Ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova, e já os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos. 25 Então, o rei Dario escreveu aos povos, nações e homens de todas as línguas que habitam em toda a terra: Paz vos seja multiplicada! 26 Faço um decreto pelo qual, em todo o domínio do meu reino, os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel, porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre; o seu reino não será destruído, e o seu domínio não terá fim. 27 Ele livra, e salva, e faz sinais e maravilhas no céu e na terra; foi ele quem livrou a Daniel do poder dos leões. 28 Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario e no reinado de Ciro, o persa.”

“Um ponto importante da narrativa é o fato de Dario ter louvado a Deus e reconhecido Sua soberania. Isso é uma culminação, até mesmo um clímax, dos louvores ou expressões de reconhecimento oferecidos a Ele nos capítulos anteriores (Dn 2:20-23; Dn 3:28,29; Dn 4:1-3,34-37). Como Nabucodonosor, Dario respondeu ao livramento de Daniel louvando o Senhor. Mas ele também fez mais: o rei reverteu seu decreto anterior e ordenou a todos que tremessem e temessem ‘perante o Deus de Daniel’ (Dn 6:26).”

“O profeta foi miraculosamente salvo, sua fidelidade foi recompensada, o mal foi punido e a honra e o poder de Deus foram vindicados. Vemos aqui um pequeno exemplo do que ocorrerá em escala universal: o povo de Deus terá livramento, o mal será punido, e o Senhor será vindicado perante o Universo.”1

“6. Leia Daniel 6:24. O que é um tanto problemático nesse verso? Por quê?”1

Daniel 6:24 (ARA)2: “Ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova, e já os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos.”

“No entanto, há um problema perturbador: as esposas e os filhos que, até onde sabemos, eram inocentes e, contudo, sofreram o mesmo destino dos culpados. Como podemos explicar o que parece ser um mau uso da justiça?”1

“Primeiramente, devemos notar que a ação foi decidida e implementada pelo rei de acordo com a lei persa, que incluía a família na punição do culpado. De acordo com um princípio antigo, toda a família era responsável pela transgressão de um membro da família. Isso não significa que essa prática esteja certa; significa apenas que o relato se encaixa com o que sabemos sobre a lei persa.”1

“Em segundo lugar, devemos observar que a narrativa bíblica relata o evento, mas não endossa a ação do rei. De fato, a Bíblia proíbe claramente que os filhos sejam mortos por causa dos pecados dos pais (Dt 24:16).”1

“Diante de injustiças como essa e tantas outras, como você pode obter conforto de ­textos como 1Cr 4:5? O que esse texto afirma, e por que o argumento que ele defende é tão importante?”1

Dez Dias de Oração e Resgate – 8º dia: hoje vamos orar por novas oportunidades para testemunhar da nossa fé.

Quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A oração de Daniel

Lições da Bíblia

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6:6).1

“3. Leia Daniel 6:10. Por que Daniel simplesmente não orou de uma forma que ninguém o visse? Assinale a alternativa correta:”1

Daniel 6:10 (ARA): “Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.”

A. (   ) Porque queria se exibir para os oficiais.
B. (   ) Embora fosse discreto, ele não podia negar sua fé e sua confiança em Deus.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Daniel era um estadista experiente, mas, acima de tudo, era servo de Deus. Sendo assim, ele era o único membro do governo que entendia o que estava por trás do decreto do rei. Para Dario, essa ordem representava uma oportunidade para fortalecer a unidade do reino, mas para os conspiradores era uma estratégia para se livrarem de Daniel.”1

“Evidentemente, as verdadeiras causas e os motivos por trás da conspiração residiam na batalha cósmica entre Deus e as forças do mal. Naquela ocasião (539 a.C.), o profeta já havia recebido as visões registradas em Daniel 7 (553 a.C.) e 8 (551 a.C.). Portanto, ele entendia o decreto real não como uma questão de mera política humana, mas como um exemplo dessa guerra cósmica. A visão do Filho do Homem entregando o reino ao povo do Altíssimo e o auxílio animador do anjo intérprete (Dn 7) podem ter lhe dado coragem para enfrentar a crise com determinação. Ele também pode ter refletido sobre a experiência de seus companheiros, que tinham sido corajosos o suficiente para desafiar o decreto de Nabucodonosor (Dn 3).”1

“Portanto, ele não mudou seus hábitos devocionais, mas continuou sua costumeira prática de orar três vezes por dia em direção a Jerusalém. Apesar da proibição de fazer petições a qualquer homem ou deus, exceto ao rei, Daniel também não tomou precauções para esconder nem disfarçar sua vida de oração durante aqueles trinta dias críticos. Ele era uma minoria absoluta, já que era o único, entre dezenas de governadores e outros oficiais, contrariando o decreto real. Contudo, mediante sua aberta vida de oração, ele demonstrou que a lealdade que devia a Deus vinha antes de sua lealdade ao rei e a seu decreto irrevogável.”1

“Leia Atos 5:27-32 [‘27 Trouxeram-nos, apresentando-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote interrogou-os, 28 dizendo: Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. 29 Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. 30 O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. 31 Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados. 32 Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem.’]2.

“Embora a admoestação seja clara nesse texto, quando agimos em oposição à lei humana, por que devemos estar sempre certos de que estamos fazendo verdadeiramente a vontade de Deus?”1

Dez Dias de Oração e Resgate – 6º dia: hoje vamos orar por decisões importantes que precisamos tomar.

Terça-feira, 11 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A trama contra Daniel

Lições da Bíblia

“2. Leia Daniel 6:6-9. Qual era o pensamento por trás do decreto? Como ele explorava a vaidade do rei?”1

Daniel 6:6-9 (ARA)2: “6 Então, estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó rei Dario, vive eternamente! 7 Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões. 8 Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito e assina a escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar. 9 Por esta causa, o rei Dario assinou a escritura e o interdito.”

“Dario foi tolo ao promulgar um decreto que ele logo desejou revogar. Ele caiu na armadilha dos oficiais, que foram espertos o suficiente para jogar com as circunstâncias políticas do reino recém-estabelecido. Dario havia descentralizado o governo e estabelecido cento e vinte sátrapas para tornar a administração mais eficiente. Porém, essa ação acarretava riscos em longo prazo. Um governador influente poderia facilmente promover uma rebelião e dividir o reino. Portanto, uma lei forçando todos a fazer petições apenas ao rei durante trinta dias parecia uma boa estratégia para promover a lealdade ao monarca e, assim, impedir qualquer tipo de revolta. Mas os oficiais enganaram Dario, alegando que essa proposta tinha o apoio de ‘todos’ os governadores, administradores, sátrapas e conselheiros – uma evidente imprecisão, uma vez que Daniel não estava incluído. Além disso, a perspectiva de ser tratado como deus pode ter sido atraente para o rei.”1

“Não há evidência de que os reis persas tivessem reivindicado status divino. No entanto, o decreto pode ter sido planejado para tornar o rei o único representante dos deuses durante trinta dias; isto é, as orações aos deuses tinham que ser oferecidas por meio dele. Infelizmente, o rei não investigou as motivações por trás da proposta. Assim, ele não conseguiu perceber que a lei que supostamente impediria uma conspiração foi, em si, uma conspiração para prejudicar Daniel.”1

“Dois aspectos dessa lei merecem atenção. Primeiramente, a punição ao transgressor era ser lançado na cova dos leões. Como esse tipo de castigo não foi atestado em nenhum outro lugar, ele pode ter sido uma sugestão dos inimigos de Daniel para essa situação específica. Antigos monarcas do Oriente Próximo colocavam leões em jaulas a fim de libertá-los em certas ocasiões para caçar. Portanto, não faltariam leões para despedaçar quem ousasse transgredir o decreto do rei. Em segundo lugar, o decreto não podia ser alterado. A natureza imutável da ‘lei dos persas e medos’ também é mencionada em Ester 1:19 e Ester 8:8. Diodorus Siculus, um antigo historiador grego, mencionou uma ocasião em que Dario III (que não deve ser confundido com o Dario mencionado em Daniel) mudou de ideia, mas não conseguiu mais revogar uma sentença de morte que havia decretado contra um inocente.”1

Dez Dias de Oração e Resgate – 5º dia: hoje vamos pedir que Deus nos dê mais disposição para estudar Sua Palavra.

Segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Pessoas invejosas

Lições da Bíblia

“Mesmo no Céu, um ambiente perfeito, Lúcifer teve inveja de Cristo. ‘Lúcifer ficou invejoso e enciumado de Jesus Cristo. Todavia, quando todos os anjos se curvaram diante de Jesus reconhecendo Sua supremacia e alta autoridade e direito de governar, ele curvou-se com eles, mas seu coração estava cheio de inveja e rancor’ (Ellen G. White, História da Redenção , p. 14). Abrigar o sentimento de inveja é tão perigoso que, nos Dez Mandamentos, juntamente com a proibição do assassinato e do furto, há o mandamento contra a cobiça (veja Êx 20:17 [‘Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.’]2).”1

1. Leia Daniel 6:1-5; Gênesis 37:11 e 1Samuel 18:6-9. Qual foi a função da inveja em todas essas histórias? Assinale a alternativa correta:

Daniel 6:1-5 (ARA)2: “1 Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino; 2 e sobre eles, três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes sátrapas dessem conta, para que o rei não sofresse dano. 3 Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino. 4 Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. 5 Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.”

Gênesis 37:11 (ARA)2: “Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo.”

1Samuel 18:6-9 (ARA)2: 6 Sucedeu, porém, que, vindo Saul e seu exército, e voltando também Davi de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com tambores, com júbilo e com instrumentos de música. 7 As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares. 8 Então, Saul se indignou muito, pois estas palavras lhe desagradaram em extremo; e disse: Dez milhares deram elas a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão o reino? 9 Daquele dia em diante, Saul não via a Davi com bons olhos.”

A. (   ) A inveja colocou homens de Deus no poder.
B. (   ) A inveja trouxe destruição e inimizade entre pessoas e líderes.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“As habilidades administrativas de Daniel impressionaram o rei, mas provocaram inveja em outros oficiais. Portanto, eles conspiraram para se livrarem de Daniel, acusando-o de corrupção. Todavia, por mais que tivessem procurado, não encontraram falhas na administração de Daniel. ‘Os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa’ (Dn 6:4). A palavra aramaica traduzida como ‘fiel’ também pode ser traduzida como ‘digno de confiança’.”

“Daniel era irrepreensível; não havia nada que os oficiais pudessem fazer para levantar uma acusação contra ele. Porém, eles também perceberam como Daniel era fiel ao seu Deus e obediente à Sua Lei. Portanto, entenderam que, para incriminar Daniel, teriam que produzir uma situação na qual o profeta fosse confrontado com o dilema de obedecer à Lei de Deus ou à lei do império. Em virtude do que os oficiais haviam descoberto sobre o servo de Deus, eles estavam absolutamente convencidos de que, sob condições convenientes, se houvesse um conflito entre a Lei de Deus e a lei do império, Daniel se posicionaria ao lado da Lei de Deus. Que testemunho da fidelidade desse homem!”

“Você já teve que lidar com a inveja? Como reagiu a ela? Por que esse é um pecado espiritual tão mortal e incapacitante?”

Dez Dias de Oração e Resgate – 4º dia: hoje vamos orar pelo reavivamento em nossa família e por cinco amigos.

Domingo, 09 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Da cova dos leões à cova do anjo

Lições da Bíblia

“Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (Dn 6:4).

“Depois que os medo-persas tomaram Babilônia, Dario, o medo, reconheceu a sabedoria de Daniel e o convidou para fazer parte do novo governo. O profeta idoso se destacou tanto em seus deveres públicos que o novo rei o nomeou administrador-chefe de todo o governo medo-persa.”1

“Contudo, Daniel enfrentou o resultado do que poderíamos corretamente chamar de ‘pecado original supremo’ – a inveja. Entretanto, ele foi fiel não apenas aos seus deveres seculares sob o governo dos medo-persas, mas acima de tudo, ao seu Deus. Além disso, podemos ter a certeza de que, em grande medida, sua fidelidade a Deus também influenciou diretamente sua lealdade em outras áreas.”1

“A experiência de Daniel com a perseguição serve como paradigma para o povo de Deus no tempo do fim. A História não sugere que Seu povo será poupado das provações e sofrimentos. O que ela garante é que, no conflito contra o mal, o bem acabará vencendo, e Deus finalmente vindicará Seu povo.”1

“Quando você se sentir fraco e a ponto de cair, vá a Cristo e diga-Lhe: ‘Senhor, entrego-Te a minha vontade.’”1

Dez Dias de Oração e Resgate – 3º dia: hoje vamos orar pelos líderes da igreja e por cinco amigos.

Sábado, 08 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

Da arrogância à destruição – Estudo adicional

Lições da Bíblia

“Grandes banquetes eram comuns nas cortes do mundo antigo. Os reis gostavam de dar festas extravagantes para mostrar sua grandeza. Embora não conheçamos os detalhes desse banquete em particular, sabemos que ele aconteceu quando o exército medo-persa estava pronto para atacar Babilônia. Mas, humanamente falando, não havia motivo para preocupação. Babilônia tinha muros fortificados, estoque de comida para muitos anos e muita água, pois o rio Eufrates fluía pelo centro da cidade. O rei Belsazar não viu problema em fazer uma festa enquanto o inimigo rodeava a cidade. Ele ordenou uma celebração importante, que logo se degenerou em orgia. Quanta arrogância humana, em contraste com o poder divino! Por meio de Daniel, Deus disse ao rei que, apesar das oportunidades que ele tivera para descobrir a verdade, ele não havia glorificado o Senhor, em cuja mão estava a vida dele e todos os seus caminhos (Dn 5:23).”1

“A história das nações fala a nós hoje. Deus tem designado um lugar em Seu grande plano para cada nação e cada indivíduo. Homens e nações estão sendo hoje postos à prova pelo prumo na mão Daquele que não erra. Todos estão por sua própria escolha decidindo seu destino, e Deus está superintendendo tudo para a realização dos Seus propósitos” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 536).1

Perguntas para discussão

“1. De quais maneiras a sociedade e a cultura profanam a verdade de Deus? Como deveríamos, como igreja e como indivíduos, reagir a essas profanações?”1

“2. O que é mais importante: o que sabemos ou nossa reação ao que sabemos? (Dn 5:22).”1

“3. Quais princípios espirituais encontramos em Daniel 5:23? Como o texto nos adverte sobre a oposição a Deus? O que o texto revela sobre o Deus criador e mantenedor?”1

“4. Mesmo sem saber o sentido das palavras, Belsazar ficou assustado (Dn 5:6). O que significa viver com uma consciência culpada?”1

Sexta-feira, 07 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 

A queda de Babilônia

Lições da Bíblia

“5. Leia Daniel 5:29-31 e Apocalipse 14:8; Ap 16:19; Ap 18:2. Como a queda da Babilônia de Belsazar aponta para a queda da Babilônia do fim dos tempos?”1

Daniel 5:29-31 (ARA)2: “29 Então, mandou Belsazar que vestissem Daniel de púrpura, e lhe pusessem cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem que passaria a ser o terceiro no governo do seu reino. 30 Naquela mesma noite, foi morto Belsazar, rei dos caldeus. 31 E Dario, o medo, com cerca de sessenta e dois anos, se apoderou do reino.”

Apocalipse 14:8 (ARA)2: “Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.”

Apocalipse 16:19 (ARA)2: “E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira.”

Apocalipse 18:2 (ARA)2: “Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável,”

“Quaisquer que fossem seus defeitos, Belsazar era um homem de palavra. Portanto, apesar das más notícias, ele ficou satisfeito com a interpretação dada por Daniel e, por essa razão, concedeu ao profeta os presentes prometidos. Parece que, admitindo a verdade da mensagem de Daniel, o rei reconhecia implicitamente a realidade do Deus dele. É interessante que o profeta, naquele momento, aceitou os presentes que havia recusado antes, provavelmente porque eles não podiam mais influenciar sua interpretação. Além disso, àquela altura, os presentes não tinham mais sentido já que o império estava prestes a cair. Portanto, talvez por uma questão de cortesia, o profeta aceitou as recompensas, sabendo que ele seria o terceiro governante do reino por apenas algumas horas.”1

“Exatamente como foi anunciado pelo profeta, Babilônia caiu; e isso aconteceu rapidamente. Enquanto o rei e seus cortesãos bebiam, a cidade caiu sem sequer uma batalha. Segundo o historiador Heródoto, os persas cavaram um canal para desviar o rio Eufrates e marcharam para dentro da cidade pelo leito do rio. Naquela mesma noite, Belsazar foi morto. Seu pai, o rei Nabonido, já havia deixado a cidade, entregando-se mais tarde aos novos governantes. Assim chegou ao fim o maior império que a humanidade tinha conhecido até aquele momento. Babilônia, a cabeça de ouro, não mais existia.”1

“Belsazar havia recebido muitas oportunidades para conhecer e fazer a vontade de Deus. Ele tinha visto seu avô, Nabucodonosor, banido da sociedade dos homens. Ele tinha visto o intelecto, no qual o soberbo monarca se gloriava, ser levado por Aquele que o havia concedido. Ele tinha visto o rei ser expulso de seu reino e ser feito de companhia dos animais do campo. Mas o amor de Belsazar pela diversão e glorificação própria apagou as lições que ele jamais deveria ter esquecido. Além disso, ele havia cometido pecados semelhantes aos que trouxeram notáveis juízos sobre Nabucodonosor. O rei desperdiçou as oportunidades graciosamente concedidas a ele, deixando de usar as circunstâncias ao seu alcance para se familiarizar com a verdade” (Ellen G. White, Bible Echo, 25 de abril de 1898).1

“Quais oportunidades temos para nos tornar ‘familiarizados com a verdade’? O que isso significa? Quando poderemos dizer que estamos familiarizados com toda a verdade que precisamos saber?”1

Dez Dias de Oração e Resgate – 1º dia: hoje vamos orar por reavivamento pessoal.

Quinta-feira, 06 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.