A estabilidade da lei de Deus

Lições da Bíblia1

4. Qual verdade sobre a natureza essencial de Deus a presença da lei no relacionamento de aliança nos ensina? (Ml 3:6; Tg 1:17).

Ml 3:6 (ARA)2: “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.”

Tg 1:17 (ARA)2: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.”

A lei de Deus é uma expressão oral ou escrita de Sua vontade (Sl 40:8). Por ser uma transcrição de Seu caráter, a presença da lei na aliança nos garante a permanência e a confiabilidade de Deus. Embora nem sempre possamos discernir as obras de Sua providência, sabemos que Ele é digno de confiança. O Universo é governado por leis morais e físicas invariáveis. Esse fato nos dá verdadeira liberdade e segurança.

A “certeza de que Deus é confiável está na verdade de que Ele é um Deus da lei. Sua vontade e Sua lei são uma única coisa. Deus diz que o certo é certo porque descreve as melhores relações possíveis. Portanto, a lei de Deus nunca é arbitrária nem sujeita a caprichos e vontades. É a coisa mais estável do Universo” (Walter R. Beach, Dimensions in Salvation. Washington, DC: Review and Herald Publishing Association, 1963, p. 143).

5. Se a lei de Deus não pode nos salvar do pecado, por que Ele a tornou parte da aliança? Am 3:3

Am 3:3 (ARA)2: “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?”

Um relacionamento requer concordância e harmonia. Em virtude de Deus não ser apenas o Criador do mundo, mas também seu Governador moral, a lei é essencial à felicidade das criaturas inteligentes, a fim de que elas vivam em harmonia com Ele. Portanto, a lei, a expressão de Sua vontade é a constituição de Seu governo. É, naturalmente, a norma ou obrigação do acordo e relacionamento de aliança. Seu propósito não é salvar, mas definir nosso dever para com Deus (primeiros quatro mandamentos) e nosso dever para com os semelhantes (seis últimos  andamentos). Em outras palavras, estabelece o modo de vida designado aos Seus filhos da aliança, para sua felicidade e bem-estar. Isso impedia Israel de adotar outra filosofia como estilo de vida. Era e é o propósito do relacionamento de aliança levar o cristão, mediante a graça transformadora, à harmonia com a vontade e caráter de Deus.

Você percebe os efeitos devastadores da transgressão da lei em sua vida e na vida dos outros? Isso confirma a bondade da lei e que ela é crucial em nosso relacionamento com Deus?

Quarta-feira, 19 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A lei dentro da aliança (Dt 10:12, 13)

Lições da Bíblia1

Qual é a primeira coisa que vem à sua mente quando você pensa na lei? Policiais, multas de trânsito, juízes e prisão? Ou você pensa em restrições, regras, pais autoritários e castigo? Talvez você pense em ordem, harmonia, estabilidade. Ou talvez até mesmo em… amor.

A palavra hebraica torah, traduzida como “lei” na Bíblia, significa “ensino” ou “instrução”. O termo pode ser usado para se referir a todas as instruções de Deus, sejam elas morais, civis, sociais ou religiosas. Inclui todos os conselhos sábios que Deus graciosamente deu ao Seu povo para que eles experimentassem vida abundante, tanto física quanto espiritualmente. Não é de admirar que o salmista tenha chamado de bem-aventurado o homem cujo “prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1:2).

Lendo a lei ou a torah – as instruções e ensinos dos livros de Moisés que se tornaram parte da aliança de Israel – somos impressionados com a variedade de instruções. A lei aborda cada parte do estilo de vida do povo: agricultura, governo civil, relações sociais e adoração.

3. Em sua opinião, por que Deus deu tanta instrução a Israel? (veja Dt 10:13). Em que sentido essas instruções foram para o bem da nação?

Dt 10:13 (ARA)2: “para guardares os mandamentos do Senhor e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?”

Porque Ele queria tornar Israel um exemplo para o mundo. O objetivo era que a nação fosse feliz e influenciasse os povos.

A função da “lei” dentro da aliança era apresentar diretrizes para a nova vida do participante humano da aliança. A lei apresenta ao membro da aliança a vontade de Deus, a quem a pessoa chega a conhecer em sentido mais pleno por meio da obediência pela fé aos Seus mandamentos e outras expressões de Sua vontade.

A função da lei na aliança mostrava que Israel não podia seguir os caminhos de outras nações. Não poderiam viver somente de acordo com as leis naturais, necessidades humanas, desejos, ou mesmo necessidades sociais, políticas e econômicas. Eles poderiam continuar como nação santa, reino de sacerdotes e propriedade peculiar apenas mediante a obediência em todas as áreas da vida à vontade revelada do Deus que tinha estabelecido a aliança.

Como o antigo Israel, os adventistas receberam variados conselhos sobre todos os aspectos da vida cristã por meio do moderno dom profético. Por que devemos considerar esses conselhos como dom de Deus, e não um prejuízo ao pensamento e ação independentes? Há perigos em transformar esse dom em algo legalista, como os israelitas fizeram com seus dons? (Rm 9:32 [“Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,”]).

Terça-feira, 18 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Laços que unem

Lições da Bíblia1

“Então Ele anunciou a Sua aliança, que ordenou a vocês, os Dez Mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra” (Dt 4:13).

Por mais que tenhamos enfatizado que a aliança é sempre uma aliança de graça, que é unicamente o resultado do oferecimento de um favor imerecido da parte de Deus aos que entram em uma relação de salvação com Ele, a graça não é uma licença para desobedecer. Pelo contrário, a aliança e a lei estão intimamente ligadas; elas são, na verdade, inseparáveis.

2. Examine o texto citado acima. Como ele relaciona a aliança e a lei? De que maneira esse texto mostra como a lei é fundamental para a aliança?

As duas estão ligadas; são quase tomadas uma pela outra. Ao fazer a aliança, Deus ordenou que os israelitas cumprissem os Dez Mandamentos.

Ao refletirmos sobre o que é uma aliança, faz sentido pensar que o conceito de lei é parte integrante dela. Se entendermos a aliança como, entre outras coisas, um relacionamento, é necessário traçar certas regras e limites. Quanto tempo duraria um casamento, uma amizade ou uma sociedade de negócios se não houvesse limites nem regras, especificamente expressos ou subentendidos? Imagine um marido que decide ter uma namorada, ou um amigo que decide tirar proveito da carteira do outro, ou um sócio que, sem combinar com a outra parte, convida outra pessoa para se juntar à sociedade. Essas ações seriam uma violação de regras, leis e princípios. Quanto tempo durariam essas relações desregradas? Por isso, são necessários limites, linhas especificadas e regras estabelecidas. Só assim a relação pode ser preservada.

Diversas expressões como “lei” (Sl 78:10), “preceitos” (Sl 50:16), “testemunhos” (Sl 25:10), “mandamentos” (Sl 103:18, ARC) e “Tua Palavra” (Dt 33:9) são encontradas paralelamente ou em associação íntima com a palavra “aliança”. “As palavras desta aliança” (Jr 11:3, 6, 8) são as palavras da lei, preceitos, testemunhos e mandamentos de Deus.

A aliança de Deus com Israel continha vários requisitos que seriam cruciais para manter o relacionamento especial que Ele buscava com Seu povo. Não ocorre a mesma coisa hoje?

Pense em alguém com quem você tenha um relacionamento íntimo. O que aconteceria com o relacionamento se você não se sentisse limitado por regras, normas ou leis, mas acreditasse que tem liberdade para fazer o que quiser. Mesmo dizendo que ama a pessoa e que somente o amor decidirá como você se relaciona com ela, por que ainda há necessidade de regras?

Segunda-feira, 17 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A eleição de Israel (Dt 7:7)

Lições da Bíblia1

A tradição judaica ensina que Deus fez a aliança com Israel somente porque outras nações a rejeitaram primeiro. Embora não exista evidência bíblica para essa posição, ela ajuda a chamar a atenção para o fato de que, seja qual for o motivo da escolha da nação hebraica, este não foi baseado em merecimento dessa elevada honra e privilégio. Os filhos de Israel não tinham mérito por si mesmos que os tornasse dignos do amor de Deus e da escolha deles como povo de Deus. Eram poucos em número e, como um grupo de tribos escravizadas, eram fracos sob o ponto de vista político e militar. Além disso, em termos de cultura e religião, eles eram misturados, irrelevantes e sem muita influência. Portanto, a causa fundamental para a eleição de Israel foi o mistério do amor e da graça de Deus.

1. É preciso ter cuidado ao analisar a ideia da eleição, pois ela tem grande potencial para equívocos teológicos. Para qual finalidade Deus escolheu os israelitas? Para que fossem resgatados, enquanto todos os outros foram escolhidos para a rejeição e a perdição? Ou foram escolhidos para ser veículos que oferecessem ao mundo o que tinha sido oferecido a eles? Êx 19:6; Is 56:7; Hb 2:9

Êx 19:6 (ARA)2: “vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.”

Is 56:7 (ARA)2: “também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.”

Hb 2:9 (ARA)2: “vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem.”

Como adventistas, entendemos que somos o Israel moderno, chamados pelo Senhor, não para ser os únicos redimidos, mas para proclamar ao mundo a mensagem de redenção, no contexto das três mensagens angélicas. Em resumo, acreditamos que temos algo a dizer que ninguém mais está dizendo. Essa também era, fundamentalmente, a situação com o antigo Israel. O objetivo da eleição de Israel não era transformar a nação hebraica em algum clube exclusivo, que acumulasse a promessa de salvação e redenção para si. Ao contrário, se cremos que Cristo morreu por toda a humanidade (Hb 2:9), a redenção que o Senhor ofereceu a Israel também foi oferecida a todo o mundo. Israel deveria ser o veículo pelo qual essa redenção seria comunicada. Nossa igreja foi chamada para fazer a mesma coisa.

Examine sua função na igreja. O que você pode fazer para promover a obra para a qual fomos chamados? Lembre-se: se não está ajudando, é provável que esteja, em certo grau, atrapalhando. Se Deus escolheu salvá-lo por amor, por que não servi-Lo compartilhando a mensagem de salvação?

Domingo, 16 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A lei da aliança

Lições da Bíblia1

“Portanto, saibam que o Senhor, seu Deus, é Deus; Ele é o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que O amam e cumprem os Seus mandamentos” (Dt 7:9).

Uma das frases importantes do Salmo 23 indica aonde Deus deseja nos levar. “Guia-me pelas veredas da justiça por amor do Seu nome”, declarou Davi no verso 3 (ênfase acrescentada). Em virtude de Sua retidão moral, Deus nunca nos desencaminhará. Ele apresentará veredas seguras para nossa caminhada espiritual pela vida.

Quais são as seguras “veredas da justiça”? O escritor de outro salmo responde a essa pergunta com um pedido de oração: “Guia-me pela vereda dos Teus mandamentos, pois nela encontro felicidade” (Sl 119:35, ênfase acrescentada). “Todos os Teus mandamentos são justos” (Sl 119:172). A lei de Deus é um caminho seguro e firme através do perigoso pântano da existência humana.

A lição desta semana se concentra na lei de Deus e em sua função na aliança do Sinai.

Resumo da semana: O que significava a eleição de Israel? Em que sentido a eleição de Israel é semelhante à nossa? Qual era a importância da lei na aliança? A aliança é incondicional? Por que a obediência é parte integrante do relacionamento de aliança?

Sábado, 15 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 

Aliança no Sinai – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 281-290 (“O êxodo”), p. 291-302 (“Do Mar Vermelho ao Sinai”) e p. 304-314 (“A lei de Deus”).

“O espírito de escravidão é gerado por se procurar viver de acordo com a religião legal, pelo esforço de cumprir as reivindicações da lei em nossa própria força. Há esperança para nós apenas ao nos colocarmos sob a aliança abraâmica, que é a aliança da graça pela fé em Cristo Jesus. O evangelho pregado a Abraão, por meio do qual ele teve esperança, era o mesmo que é pregado a nós hoje, por meio do qual temos esperança. Abraão olhou para Jesus, que é também o Autor e Consumador de nossa fé” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1.198, 1.199).

“Durante o cativeiro no Egito, muitos israelitas haviam perdido em grande parte o conhecimento da lei de Deus e misturaram seus preceitos com costumes e tradições pagãos. Deus os levou ao Sinai, e ali, com a própria voz, declarou Sua lei” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 334).

Perguntas para consideração

1. De que maneira a aliança foi concebida para manter as liberdades físicas e espirituais de Israel? (veja Lv 26:3-13; compare com Dt 28:1-15).

Lv 26:3-13 (ARA)2: “3 Se andardes nos meus estatutos, guardardes os meus mandamentos e os cumprirdes, 4 então, eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua messe, e a árvore do campo, o seu fruto. 5 A debulha se estenderá até à vindima, e a vindima, até à sementeira; comereis o vosso pão a fartar e habitareis seguros na vossa terra. 6 Estabelecerei paz na terra; deitar-vos-eis, e não haverá quem vos espante; farei cessar os animais nocivos da terra, e pela vossa terra não passará espada. 7 Perseguireis os vossos inimigos, e cairão à espada diante de vós. 8 Cinco de vós perseguirão a cem, e cem dentre vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós. 9 Para vós outros olharei, e vos farei fecundos, e vos multiplicarei, e confirmarei a minha aliança convosco. 10 Comereis o velho da colheita anterior e, para dar lugar ao novo, tirareis fora o velho. 11 Porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma não vos aborrecerá. 12 Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo. 13 Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para que não fôsseis seus escravos; quebrei os timões do vosso jugo e vos fiz andar eretos.”

Dt 28:1-15 (ARA)2: “1 Se atentamente ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje te ordeno, o Senhor, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra. 2 Se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos: 3 Bendito serás tu na cidade e bendito serás no campo. 4 Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. 5 Bendito o teu cesto e a tua amassadeira. 6 Bendito serás ao entrares e bendito, ao saíres. 7 O Senhor fará que sejam derrotados na tua presença os inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho, sairão contra ti, mas, por sete caminhos, fugirão da tua presença. 8 O Senhor determinará que a bênção esteja nos teus celeiros e em tudo o que colocares a mão; e te abençoará na terra que te dá o Senhor, teu Deus. 9 O Senhor te constituirá para si em povo santo, como te tem jurado, quando guardares os mandamentos do Senhor, teu Deus, e andares nos seus caminhos. 10 E todos os povos da terra verão que és chamado pelo nome do Senhor e terão medo de ti. 11 O Senhor te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais e no fruto do teu solo, na terra que o Senhor, sob juramento a teus pais, prometeu dar-te. 12 O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo e para abençoar toda obra das tuas mãos; emprestarás a muitas gentes, porém tu não tomarás emprestado. 13 O Senhor te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor, teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir. 14 Não te desviarás de todas as palavras que hoje te ordeno, nem para a direita nem para a esquerda, seguindo outros deuses, para os servires. 15 Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão:”

2. Em Êxodo 19:5, 6 o Senhor declarou: “toda a terra é Minha”. Por que Ele disse isso, especialmente nesse contexto de buscar estabelecer uma aliança com aquele povo? Como nossa compreensão do sábado e o que ele significa se encaixam aqui?

3. Se somos perdoados pela graça, qual é a função da graça na vida de fé e obediência?

Resumo: A aliança de Deus com Israel no Sinai foi uma aliança de graça. Tendo mostrado Seu amor por meio da libertação do Egito, Deus convidou a nação a fazer uma aliança com Ele, que manteria e promoveria suas liberdades. Embora Israel tivesse respondido afirmativamente, ele não tinha fé verdadeira motivada por amor. Na maior parte das vezes, o povo não entendeu a verdadeira natureza da aliança e a corrompeu em um sistema de salvação pelas obras. Não precisamos repetir esse fracasso e ignorar a graça estendida aos pecadores.

Sexta-feira, 14 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Promessas, promessas… (Êx 19:8)

Lições da Bíblia1

À primeira vista, tudo parecia bem. O Senhor tinha livrado Seu povo, oferecido a ele as promessas da aliança e ele havia concordado em fazer tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. Era um negócio de sucesso, certo?

7. Qual foi a resposta de Israel à aliança? Rm 9:31, 32; 10:3; Hb 4:1, 2

Rm 9:31, 32 (ARA)2: “31 e Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei. 32 Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,”

Rm 10:3 (ARA)2: “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.”

Hb 4:1, 2 (ARA)2: “1 Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado. 2 Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram.”

Em tudo o que Deus nos pede para fazer, nosso relacionamento com Ele deve ser fundamentado na fé, que apresenta o fundamento sobre o qual as obras se desenvolvem. As obras em si mesmas – por mais puros que sejam seus motivos, por mais sinceras e numerosas que sejam – não podem nos tornar aceitáveis aos olhos de um Deus santo. Não podiam no tempo de Israel e também não podem em nossos dias.

8. Se a Bíblia repetidamente enfatiza as obras, por que elas não podem nos tornar aceitáveis aos olhos de Deus? Is 53:6; 64:6; Rm 3:23

Is 53:6 (ARA)2: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”

Is 64:6 (ARA)2: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam.”

Rm 3:23 (ARA)2: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,”

Infelizmente, o povo hebreu acreditava que a obediência havia se tornado o meio de sua salvação, não o resultado da salvação. Ele buscou a justiça em sua obediência à lei, não a justiça de Deus, que vem pela fé. A aliança do Sinai – apesar de ter vindo com um conjunto muito mais detalhado de instruções e leis – foi concebida como uma aliança de graça tanto quanto todas as outras alianças anteriores. Essa graça, concedida livremente, provoca uma transformação no coração que leva à obediência. Evidentemente, o problema não era a tentativa do povo de obedecer (a aliança exigia que eles obedecessem); o problema era o tipo de “obediência” que ele prestava, que realmente não era mesmo obediência, como mostrou a história subsequente da nação.

Leia com atenção Romanos 10:3, especialmente a última parte. Que argumento Paulo apresentou ali? O que acontece com as pessoas que buscam estabelecer sua própria justiça? Por que essa tentativa leva inevitavelmente ao pecado, injustiça e rebelião? Examinemos a nossa vida. Não estamos em perigo de fazer a mesma coisa?

Quinta-feira, 13 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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Deus e Israel

Lições da Bíblia1

“‘Agora, pois, se ouvirem atentamente a Minha voz e guardarem a Minha aliança, vocês serão a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é Minha, e vocês serão para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa’. São estas as palavras que você falará aos filhos de Israel” (Êx 19:5, 6).

Nesses versos, o Senhor estava propondo Sua aliança com os filhos de Israel. Embora em certo sentido o Senhor os tivesse chamado, esse chamado não foi automaticamente concedido sem a escolha deles. Eles tiveram que cooperar. Até a libertação do Egito tinha envolvido sua cooperação: se não tivessem feito o que o Senhor havia mandado (como colocar o sangue nos umbrais das portas), eles não teriam sido libertos. Era simples assim.

Nesse verso, também, o Senhor não lhes disse: “Quer vocês gostem ou não, serão um tesouro peculiar para Mim e uma nação de sacerdotes”. Não é assim que funciona, e não é isso que o texto diz.

6. Leia Êxodo 19:5, 6. Como você entende o que o Senhor disse no contexto da salvação pela fé? A ordem de obedecer ao Senhor de alguma forma anula o conceito de salvação pela graça? Como resolver essa questão? Rm 3:19-24; 6:1, 2; 7:7; Ap 14:12

Êxodo 19:5, 6 (ARA)2: “5 Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; 6 vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.”

Rm 3:19-24 (ARA)2: “19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, 20 visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. 21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que creem; porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,”

Rm 6:1, 2 (ARA)2: “1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? 2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?”

Rm 7:7 (ARA)2: “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.”

Ap 14:12 (ARA)2: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”

“Não ganhamos a salvação pela nossa obediência, pois a salvação é um dom gratuito de Deus que recebemos pela fé. Mas a obediência é o fruto da fé” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 61).

Pense no que o Senhor estava disposto a fazer pela nação de Israel: Ele não apenas a libertou milagrosamente da escravidão egípcia, mas desejava torná-la Sua propriedade preciosa, uma nação de sacerdotes. Ao fundamentar seu relacionamento com Ele em Sua salvação (tanto a temporal, da escravidão egípcia, como a eterna), o Senhor buscava elevá-la a um nível espiritual, intelectual e moral que a tornaria a maravilha do mundo antigo. Tudo isso com o propósito de usar os filhos de Israel para pregar o evangelho às nações. Tudo o que eles tinham que fazer, em resposta, era obedecer.

Nossa experiência com o Senhor deve refletir o mesmo princípio visto no estudo de hoje?

Quarta-feira, 12 de maio de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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