Confie em Deus, não em seus recursos 

Lições da Bíblia1

Com base na experiência de seu melhor amigo Jônatas, o rei Davi deveria saber que, quando se tem um relacionamento de aliança com Deus, não importa se há poucos soldados ou muitos, Deus pode dar a vitória. Em 1 Samuel 14:1-23, a Bíblia registra a história de como o filho de Saul, Jônatas, e seu escudeiro derrotaram uma guarnição inteira de filisteus com a ajuda de Deus. Apesar dessa experiência e de outras na história do povo de Deus, quando tempos difíceis chegaram ao rei Davi, ele permitiu que Satanás o tentasse a confiar em sua própria força e habilidade. 

2. Leia 1 Crônicas 21:1-14. Por que Davi decidiu numerar Israel ou contar seus soldados? Por que Joabe o aconselhou contra isso? 

1 Crônicas 21:1-14 (ARA)2: “1 Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel. Disse Davi a Joabe e aos chefes do povo: Ide, levantai o censo de Israel, desde Berseba até Dã; e trazei-me a apuração para que eu saiba o seu número.Então, disse Joabe: Multiplique o Senhor, teu Deus, a este povo cem vezes mais; porventura, ó rei, meu senhor, não são todos servos de meu senhor? Por que requer isso o meu senhor? Por que trazer, assim, culpa sobre Israel? 4 Porém a palavra do rei prevaleceu contra Joabe; pelo que saiu Joabe e percorreu todo o Israel; então, voltou para Jerusalém. 5 Deu Joabe a Davi o recenseamento do povo; havia em Israel um milhão e cem mil homens que puxavam da espada; e em Judá eram quatrocentos e setenta mil homens que puxavam da espada. 6 Porém os de Levi e Benjamim não foram contados entre eles, porque a ordem do rei foi abominável a Joabe. 7 Tudo isto desagradou a Deus, pelo que feriu a Israel. Então, disse Davi a Deus: Muito pequei em fazer tal coisa; porém, agora, peço-te que perdoes a iniquidade de teu servo, porque procedi mui loucamente. Falou, pois, o Senhor a Gade, o vidente de Davi, dizendo: 10 Vai e dize a Davi: Assim diz o Senhor: Três coisas te ofereço; escolhe uma delas, para que ta faça. 11 Veio, pois, Gade a Davi e lhe disse: Assim diz o Senhor: Escolhe o que queres: 12 ou três anos de fome, ou que por três meses sejas consumido diante dos teus adversários, e a espada de teus inimigos te alcance, ou que por três dias a espada do Senhor, isto é, a peste na terra, e o Anjo do Senhor causem destruição em todos os territórios de Israel; vê, pois, agora, que resposta hei de dar ao que me enviou. 13 Então, disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; caia eu, pois, nas mãos do Senhor, porque são muitíssimas as suas misericórdias, mas nas mãos dos homens não caia eu. 14 Então, enviou o Senhor a peste a Israel; e caíram de Israel setenta mil homens.” 

Note que foi ideia de Satanás contar os soldados. Ele tentou Davi a confiar em sua própria força em vez de depender da providência divina em sua defesa. Joabe, o líder do exército, tentou convencer Davi a não numerar Israel porque tinha visto Deus trabalhar em favor do povo, mas o rei exigiu que a contagem avançasse. Suas ações trouxeram calamidade à nação, como o texto revela. 

Ninguém jamais confiou inutilmente em Deus. Sempre que for lutar pelo Senhor, prepare-se, e prepare-se bem. Há uma citação, atribuída a um governante britânico, Oliver Cromwell (1599-1658), que, antes de uma batalha, disse ao seu exército: “Confiem em Deus, meus rapazes, e mantenham sua pólvora seca!”. Em outras palavras, faça tudo o que puder para ter sucesso, mas, no fim, reconheça que só Deus pode lhe dar a vitória. 

Em nosso contexto imediato, é muito tentador confiar no poder do governo ou em nossas contas bancárias, mas, em todas as crises mencionadas na Bíblia, quando as pessoas confiaram em Deus, Ele honrou a confiança delas e as sustentou. 

Devemos usar o tempo presente para acertar as contas com Deus, saldar as dívidas e ser generosos segundo o que nos foi dado. Nas palavras do antigo hino: “Se alguma vez precisamos do Senhor antes, com certeza precisamos Dele agora”. 

Como podemos encontrar o equilíbrio entre fazer o que pudermos, por exemplo, para estar seguros financeiramente e, ao mesmo tempo, confiar no Senhor em tudo? 

Segunda-feira, 13 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Administradores fiéis: à espera do Mestre. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 511, jan. fev. mar. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Colocando Deus em primeiro lugar 

Lições da Bíblia1

1. Leia 2 Crônicas 20:1-22. Que princípios espirituais importantes podemos tirar dessa história para as nossas lutas pessoais? 

2 Crônicas 20:1-22 (ARA)2: “1 Depois disto, os filhos de Moabe e os filhos de Amom, com alguns dos meunitas, vieram à peleja contra Josafá. 2 Então, vieram alguns que avisaram a Josafá, dizendo: Grande multidão vem contra ti dalém do mar e da Síria; eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi. 3 Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar ao Senhor; e apregoou jejum em todo o Judá. Judá se congregou para pedir socorro ao Senhor; também de todas as cidades de Judá veio gente para buscar ao Senhor. Pôs-se Josafá em pé, na congregação de Judá e de Jerusalém, na Casa do Senhor, diante do pátio novo, e disse: Ah! Senhor, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos dos povos? Na tua mão, está a força e o poder, e não há quem te possa resistir. 7 Porventura, ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo de Israel e não a deste para sempre à posteridade de Abraão, teu amigo? 8 Habitaram nela e nela edificaram um santuário ao teu nome, dizendo: 9 Se algum mal nos sobrevier, espada por castigo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois o teu nome está nesta casa; e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás. 10 Agora, pois, eis que os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir, cujas terras não permitiste a Israel invadir, quando vinham da terra do Egito, mas deles se desviaram e não os destruíram, 11 eis que nos dão o pago, vindo para lançar-nos fora da tua possessão, que nos deste em herança. 12 Ah! Nosso Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti. 13 Todo o Judá estava em pé diante do Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos. 14 Então, veio o Espírito do Senhor no meio da congregação, sobre Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Benaia, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita, dos filhos de Asafe, 15 e disse: Dai ouvidos, todo o Judá e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Josafá, ao que vos diz o Senhor. Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus. 16 Amanhã, descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz; encontrá-los-eis no fim do vale, defronte do deserto de Jeruel. 17 Neste encontro, não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o salvamento que o Senhor vos dará, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o Senhor é convosco. 18 Então, Josafá se prostrou com o rosto em terra; e todo o Judá e os moradores de Jerusalém também se prostraram perante o Senhor e o adoraram. 19 Dispuseram-se os levitas, dos filhos dos coatitas e dos coreítas, para louvarem o Senhor, Deus de Israel, em voz alta, sobremaneira. 20 Pela manhã cedo, se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; ao saírem eles, pôs-se Josafá em pé e disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de Jerusalém! Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis. 21 Aconselhou-se com o povo e ordenou cantores para o Senhor, que, vestidos de ornamentos sagrados e marchando à frente do exército, louvassem a Deus, dizendo: Rendei graças ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre. 22 Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados.” 

Perto do fim do reinado de Josafá, a nação de Judá foi invadida. Josafá era homem de coragem e valor. Durante anos vinha fortalecendo seus exércitos e suas cidades fortificadas. Ele estava bem preparado para enfrentar quase qualquer inimigo. Contudo, nessa crise, ele não depositou confiança em sua própria força, mas no poder de Deus. Dedicou-se a buscar ao Senhor e proclamou um jejum por toda Judá. O povo se reuniu no templo, conforme Salomão tinha orado para que a nação fizesse caso enfrentasse o perigo. Todos os homens de Judá estavam diante do Senhor com esposas e filhos. Oraram para que Deus confundisse seus inimigos a fim de que Seu nome fosse glorificado. Então, o rei orou: “Em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós. Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos estão postos em Ti” (2Cr 20:12). 

Depois de se comprometerem com Deus dessa maneira, o Espírito do Senhor veio a um homem de Deus, que disse: “Não tenham medo nem se assustem por causa desta grande multidão, pois esta batalha não é de vocês, mas de Deus […]. Vocês não precisarão lutar. Tomem posição, fiquem parados e vejam a salvação que o Senhor lhes dará” (2Cr 20:15-17). 

Então, na manhã seguinte, o rei reuniu o povo, com o coro dos levitas à frente para cantar louvores a Deus. Assim, advertiu o povo: “Creiam no Senhor, seu Deus, e vocês estarão seguros; creiam nos profetas do Senhor e vocês serão bem-sucedidos” (2Cr 20:20). O coro começou a cantar, seus inimigos foram derrotados, e “não havia nenhum sobrevivente” (2Cr 20:24). Os homens de Judá levaram três dias para recolher os despojos da batalha e, no quarto dia, voltaram para Jerusalém, cantando enquanto caminhavam. 

Claro, o Deus que os libertou é o mesmo Deus a quem amamos e adoramos, e Seu poder é tão grande hoje quanto naquela época. O desafio, para nós, é confiar Nele e em Sua liderança. 

Leia 2 Crônicas 20:20. Que significado especial esse texto tem para os adventistas? 

Domingo, 12 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Administrando em tempos difíceis

Lições da Bíblia1

“Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; invoca-Me no dia da angústia; Eu te livrarei, e tu Me glorificarás.” (Sl 50:14, 15)

Às vezes, nosso mundo parece estar fora de controle: guerras, derramamento de sangue, crime, imoralidade, desastres naturais, pandemias, incerteza econômica, corrupção política e muito mais. Há uma forte necessidade de que indivíduos e famílias pensem primeiro em sua própria sobrevivência. Assim, muito se pensa em buscar segurança nesses tempos incertos, o que, naturalmente, é compreensível.

As labutas da vida tiram muito do nosso foco diário. Dívidas a pagar, filhos para criar e bens para manter tomam tempo e trazem preocupação. E, claro, precisamos de roupas, comida e abrigo. No Sermão da Montanha, Jesus abordou essas necessidades básicas e depois declarou: “Porque os gentios é que procuram todas estas coisas. O Pai de vocês, que está no Céu, sabe que vocês precisam de todas elas. Mas busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas” (Mt 6:32, 33).

Em meio a tempos difíceis, quando precisamos nos apoiar no Senhor mais do que nunca, há alguns passos concretos, fundamentados em princípios bíblicos, que devemos seguir.

Sábado, 11 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Retribuindo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Ellen G. White escreveu dois capítulos sobre esse importante tema de distribuição de nossos bens: Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 101-111 (“A Pais Ricos”), e Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 412-419 (“Testamentos e Legados”).

Há também uma seção que discute o planejamento patrimonial em Conselhos Sobre Mordomia, p. 219-224. Ellen G. White escreveu: “Se fossem cristãos verdadeiros, praticariam em vida, estando ainda saudáveis e fortes, o que adiam até a morte. Dedicariam a Deus a si mesmos e o que lhes pertence, ao passo que, agindo como Seus mordomos, teriam a satisfação de estar cumprindo seu dever. Como executores de seus próprios testamentos poderiam por si mesmos satisfazer às reivindicações divinas em vez de deixar essa responsabilidade a outros” (Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 415).

O que ela quis dizer com “executores de seus próprios testamentos”? Em um testamento normal, aquele que faz o testamento nomeia um executor para distribuir os bens após sua morte, conforme o testamento. Ao se tornar seu próprio executor, você distribui seus bens enquanto está vivo. Assim, terá a satisfação de ver os resultados e de saber que está lidando de forma adequada com os talentos confiados por Deus.

A segunda vinda de Cristo é a nossa “bendita esperança”. Será incrível ver Jesus voltando. Queremos ouvir as palavras: “Muito bem, servo bom e fiel”. Mas, e se descansarmos antes da volta de Jesus? Se seguirmos Sua vontade revelada, poderemos ter a satisfação de ver Sua obra avançar por causa de nossos esforços, sabendo que, devido ao nosso plano patrimonial, ela continuará depois que partirmos.

Perguntas para consideração

Por que ajuntar tesouros no Céu não é “comprar” a sua salvação?

Devemos ser generosos, mas devemos ser sábios. Algumas pessoas marcam datas para eventos proféticos e fazem apelos por dinheiro: “Visto que nosso dinheiro será inútil naquele tempo, é melhor doá-lo para o ministério deles agora”. Como discernir entre esse engano e maneiras legítimas de usar nosso dinheiro para a causa de Deus?

Sexta-feira, 10 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Legado espiritual

Lições da Bíblia1

Embora seja difícil saber como seria a vida na Terra se os seres humanos não tivessem pecado, podemos ter certeza de que não haveria acúmulo, ganância, pobreza – coisas que atormentam nosso mundo ao longo da história. Se temos propriedades conquistadas pelo trabalho honesto, esses bens são legítimos. No entanto, uma manifestação da vida neste mundo de pecado é o uso egoísta e mesquinho das bênçãos que Deus colocou em nossas mãos. No fim, no entanto, independentemente de quanto temos, há um ponto importante do qual devemos sempre nos lembrar.

5. Leia os textos a seguir. Qual é o ponto central em todos eles, e como isso deve impactar o que fazemos com as bênçãos materiais que Deus nos concedeu? Sl 24:1; Hb 3:4; Sl 50:10; Gn 14:19; Cl 1:15-17

Sl 24:1 (ARA)2: “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.”

Hb 3:4 (ARA)2: “Pois toda casa é estabelecida por alguém, mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus.”

Sl 50:10 (ARA)2: “Pois são meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas.

Gn 14:19 (ARA)2: “abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra;”

Cl 1:15-17 (ARA)2: “15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.”

Somos administradores do que Deus nos confiou; ou seja, Ele é o dono de tudo, e é o Senhor quem nos dá vida, existência e força para obter as coisas. Então, é lógico que, quando tivermos completado a tarefa que Deus nos deu, e tivermos cuidado de nossa família, devemos devolver o restante a Ele.

“Ao dar à obra de Deus, você está ajuntando para si tesouros no Céu. Tudo o que você ajuntar lá em cima está livre de desastre e perda e aumenta, tornando-se em bens eternos e duradouros [e] será registrado na conta de vocês no reino dos Céus” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 232).

Há muitas vantagens em doar agora, enquanto estivermos vivos. Eis algumas: (1) O doador pode ver os resultados no presente: um novo prédio da igreja, um jovem na faculdade, uma campanha evangelística financiada, etc.. (2) O ministério ou a pessoa pode se beneficiar agora quando a necessidade é maior. (3) Não há briga entre familiares ou amigos após sua morte. (4) É um bom exemplo de valores familiares de generosidade e amor ao próximo. (5) Minimiza impostos sucessórios. (6) Garante que a doação será feita à entidade destinada, sem interferência judicial ou parentes descontentes. (7) Demonstra que o coração do doador foi mudado do egoísmo para o altruísmo. (8) Armazena tesouros no Céu.

Quinta-feira, 09 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Caridade no leito de morte

Lições da Bíblia1

4. Que princípios podemos tirar dos seguintes textos sobre como devemos lidar com o dinheiro?

1 Tm 6:17 (ARA)2: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento;

2 Co 4:18 (ARA)2: “não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.

Pv 30:8 (ARA)2: “afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário;”

Ec 5:10 (ARA)2: “Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade.”

O dinheiro pode exercer um controle poderoso sobre o ser humano, o que tem levado muitos à ruína. Quem nunca ouviu falar de pessoas que fizeram coisas terríveis por causa do dinheiro – mesmo quando já possuíam muito?

Mas não precisa ser assim. Pelo poder de Deus, podemos vencer a tentativa do inimigo de tomar o que devia ser uma bênção (posses materiais) e transformar isso em maldição.

No contexto de ser um bom mordomo ao planejar para a morte, um perigo que as pessoas enfrentam é a tentação de acumular bens agora, justificando esse acúmulo com a seguinte ideia: “Bem, quando eu estiver perto de morrer, poderei doar tudo”. Isso seria melhor do que gastar tudo agora. No entanto, podemos fazer melhor do que isso. Não devemos ser inconsequentes como aquele bilionário que desperdiçava dinheiro e declarou que ficaria feliz se o cheque para seu funeral voltasse!

“Vi que muitos sonegam a causa de Deus enquanto estão vivos, acalmando a consciência com a ideia de que serão caridosos na morte. Dificilmente ousam exercer fé e confiança em Deus para dar qualquer coisa enquanto vivem. Mas essa caridade no leito de morte não é o que Cristo exige de Seus seguidores; ela não pode desculpar o egoísmo da vida deles. Os que se apegam às suas propriedades até o último momento entregam-nas à morte em vez de fazê-lo para a Causa. Os prejuízos ocorrem continuamente. Bancos vão à falência e as propriedades vão sendo perdidas de muitas maneiras. Muitos se propõem a fazer algo, mas adiam o assunto, e Satanás entra em ação para que de modo algum os meios sejam postos no tesouro. Perdem-se antes de voltar para Deus, e Satanás se alegra com isso” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 130).

Por que devemos ter cuidado em nosso modo de justificar o uso das bênçãos materiais?

Quarta-feira, 08 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Comece com as necessidades pessoais

Lições da Bíblia1

Nos tempos do AT, muitos dos filhos de Israel eram agricultores e pastores. Assim, as bênçãos prometidas por Deus eram transmitidas na linguagem agrícola. Por exemplo, em Provérbios 3:9 e 10, Deus diz que, se formos fiéis, nossos “celeiros ficarão cheios”. Muitos cristãos não têm um celeiro hoje. Então, Deus abençoará nosso trabalho ou negócio se estivermos dispostos a segui-Lo e a obedecer-Lhe.

3. Leia Provérbios 27:23-27. “Procure conhecer o estado das suas ovelhas e cuide dos seus rebanhos”. Como aplicar essas palavras hoje?

Provérbios 27:23-27 (ARA)2: “23 Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos, 24 porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa, de geração em geração. 25 Quando, removido o feno, aparecerem os renovos e se recolherem as ervas dos montes, 26 então, os cordeiros te darão as vestes, os bodes, o preço do campo, 27 e as cabras, leite em abundância para teu alimento, para alimento da tua casa e para sustento das tuas servas.

Por mais que a Bíblia alerte contra a opressão aos pobres, ou a respeito da ganância, as Escrituras não condenam a riqueza nem os esforços para adquiri-la, desde que isso não seja feito de forma desonesta ou por meio da opressão aos outros. O texto de Provérbios indica que devemos ser diligentes para que possamos ter o suficiente para nós mesmos e para nossa família. “As cabras produzirão leite em abundância para alimentar você, alimentar a sua casa e sustentar as suas servas” (Pv 27:27).

Podemos parafrasear esse verso: “Revise seus registros financeiros e determine o estado de seus assuntos financeiros”. Ou: “Faça um balanço patrimonial e entenda sua relação dívida/capital”. De tempo em tempo, durante seus anos de trabalho, seria apropriado revisar seu testamento ou outros documentos em relação aos seus bens atuais e atualizar esses documentos, se for necessário. Testamentos e empresas de administração de patrimônio são estabelecidos no processo de planejamento patrimonial, a fim de proteger a família em caso de morte prematura, ou, por motivos de saúde, na impossibilidade de decidir sobre o destino de seus bens. Planeje o que ocorrerá com suas posses quando elas não mais estiverem sob sua administração.

A mordomia cristã das bênçãos que Deus nos deu não trata apenas do que temos enquanto vivemos, mas também do que acontece depois que descansamos. A menos que o Senhor retorne em nosso tempo, um dia morreremos, e os nossos bens, poucos ou muitos, ficarão aqui. Portanto, cabe a nós tomar providências para que esses recursos sejam uma bênção para outros e um auxílio para a obra de Deus.

“As riquezas não duram para sempre” (Pv 27:24). É importante pensar nesse conceito?

Terça-feira, 07 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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Não levamos nada para o túmulo

Lições da Bíblia1

Certa vez alguém perguntou a Billy Graham o que mais o havia surpreendido na vida, agora que ele estava idoso (ele tinha 60 anos). A resposta de Graham? “A brevidade dela”.

2. O que os textos a seguir ensinam sobre a vida humana terrena? Sl 49:17; 1Tm 6:6, 7; Sl 39:11; Tg 4:14; Ec 2:18-22

Sl 49:17 (ARA)2: “pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará.”

1Tm 6:6, 7 (ARA)2: “6 De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. 7 Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele.

Sl 39:11 (ARA)2: “Quando castigas o homem com repreensões, por causa da iniquidade, destróis nele, como traça, o que tem de precioso. Com efeito, todo homem é pura vaidade.

Tg 4:14 (ARA)2: “Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.”

Ec 2:18-22 (ARA)2: “18 Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim. 19 E quem pode dizer se será sábio ou estulto? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade. 20 Então, me empenhei por que o coração se desesperasse de todo trabalho com que me afadigara debaixo do sol. 21 Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, ciência e destreza; contudo, deixará o seu ganho como porção a quem por ele não se esforçou; também isto é vaidade e grande mal. 22 Pois que tem o homem de todo o seu trabalho e da fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol?

Não só a vida passa rapidamente, mas, quando morremos, não levamos nada conosco, pelo menos dos bens materiais. A única coisa que nos acompanha é o caráter. Isso significa que deixamos o que temos para outras pessoas. Quem vai ficar com os nossos bens? Depende dos planos feitos de antemão.

Embora nem todos tenham propriedades, a maioria das pessoas, como trabalharam ao longo dos anos, acumularam algo. O que acontecerá com isso depois da morte é uma questão que todos devem considerar.

No fim da vida, não importa se a pessoa tem muitos ou poucos bens, o planejamento patrimonial pode ser seu ato final de mordomia cristã, de administração cuidadosa daquilo com que Deus os abençoou. Se alguém não tem um plano de patrimônio que inclua um testamento ou uma holding familiar (empresa criada para administrar bens dos herdeiros), as leis do estado ou do governo civil podem ser aplicadas (tudo isso depende, é claro, de onde a pessoa vive). Se alguém morrer sem deixar testamento, a maioria das jurisdições civis simplesmente passarão seus bens para os parentes, quer eles precisem ou não, quer façam ou não bom uso do dinheiro, não importa se a pessoa tivesse ou não escolhido dar uma parte dos recursos para os parentes. A igreja não vai receber nada. Se for isso que a pessoa quiser, tudo bem. Se não, ela precisa planejar com antecedência. Nesse contexto, busque orientação profissional para escolher a forma mais eficaz e econômica de administrar os recursos de Deus.

Como Deus é o Dono de tudo (ver Sl 24:1), seria lógico concluir a partir de uma perspectiva bíblica que, quando tivermos terminado a tarefa que Deus nos confiou, devemos devolver a Ele, o legítimo Dono, o que restar, uma vez que as necessidades dos entes queridos estejam atendidas.

A morte, como sabemos, pode vir a qualquer momento, inesperadamente. O que aconteceria com seus entes queridos se você morresse hoje? O que aconteceria com seus bens? Seriam distribuídos como você gostaria?

Segunda-feira, 06 de março de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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