"Até quando?"

Lições da Bíblia.

“A presunção do chifre pequeno leva ao clamor por julgamento. Como o carneiro e o bode se engrandeceram e foram destruídos (Dn 8:4, 7, 8), igualmente o poder nele representado se exaltou (Dn 8:9-11). Por isso, vem a pergunta: ‘Até quando durará a visão?’”

“2. Quais questões específicas motivam a pergunta de Daniel 8:13?” “Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?” (Daniel 8:13 RA). “O sacrifício de Cristo foi substituído pela transgressão assoladora; o santuário e o exército de Cristo foram pisados, o que gerou perplexidade no anjo que fez a pergunta.”

“Embora a pergunta enfatize algumas atividades do chifre pequeno, talvez as mais terríveis, ela ainda inclui a extensão de toda a visão, ou seja, abrange os eventos mostrados na visão de Daniel 8.”

“Nas Escrituras, a pergunta ‘até quando?’ sempre pede pela mudança nas condições prevalecentes em determinado momento. Deus e Seus profetas a dirigem ao povo (Êx 10:3; Nm 14:27 e 1Rs 18:21). O povo também a dirige a Deus (Sl 94:3; Ap 6:10) e o anjo faz essa pergunta ao Senhor (Zc 1:12). O clamor angelical ‘até quando?’ (Dn 8:13; 12:6) é um lamento a respeito de uma aflição contínua. É um apelo por mudança e uma súplica pelo julgamento divino. Tal pergunta expressa a expectativa de que Deus finalmente triunfará.”

“Como em Zacarias 1:13, onde o Senhor respondeu com ‘palavras boas, palavras consoladoras’, a resposta para a pergunta de Daniel 8:13 surge imediatamente: ‘Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado’ (v. 14). Uma vez que entendermos a condição humana e o tempo profético em que vivemos, não podemos permanecer em silêncio. O clamor ‘até quando?’ precisa avançar. Ao olhar para o mundo, como podemos deixar de suplicar que o Senhor venha e anuncie um novo mundo, no qual ‘habita justiça’ (2Pe 3:13)? Embora Deus esteja agora atuando, como prometido em Daniel 8:14, queremos que Ele acabe com o reino do mal e volte na glória que Ele prometeu muitas vezes.”

“Você já perguntou a Deus: ‘Até quando?’ Você continua acreditando que Deus está no controle, por mais tristes que pareçam as perspectivas imediatas, e não importando ‘quando’ as coisas serão resolvidas?”

Segunda-feira, 02 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O ataque do chifre pequeno

Lições da Bíblia.

“1. Leia Daniel 8, focalizando principalmente os versos 9-14 e 23-25. Qual é o alvo do ataque do poder representado pelo chifre pequeno?” “De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou. Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou. Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” (Daniel 8:9-14 RA); “Mas, no fim do seu reinado, quando os prevaricadores acabarem, levantar-se-á um rei de feroz catadura e especialista em intrigas. Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo. Por sua astúcia nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas.” (Daniel 8:23-25 RA). “A mensagem do sacerdócio de Cristo no santuário celestial. O chifre pequeno procurou substituir a verdade da salvação em Jesus pela missa, confessionário, adoração à Maria e intercessão de santos.”

“O poder representado pelo chifre pequeno interfere na adoração ao divino ‘Príncipe do exército’ (v. 11; compare com Js 5:13-15) e remove dEle (Dn 8:11, 12) ‘o diário’ (em hebraico tamid), uma palavra que se refere repetidas vezes ao sacrifício diário no ritual do santuário terrestre. Uma vez que o agente das atividades diárias [tamid] no santuário era um sacerdote, muitas vezes o sumo sacerdote, o chifre pequeno tentou usurpar o papel do (Sumo) Sacerdote, ordenar seu próprio ‘exército’ falso, e tirar ‘o diário’. Nesse caso, dado o contexto profético (durante o tempo de Roma papal), obviamente o ataque é contra o ministério sacerdotal de Cristo.”

“Esse poder usurpa as responsabilidades do Sacerdote celestial e interrompe na Terra a adoração contínua a Deus. Ele age como outro ‘capitão do exército’, fazendo uma guerra espiritual contra o divino Príncipe do Céu, Seu santuário e Seu povo. Torna-se um instrumento terrestre de Satanás. É dito que ‘grande é o seu poder, mas não por sua própria força’ (Dn 8:24). Suas atividades refletem uma guerra cósmica travada em dois níveis, o terreno e o celestial.”

“O chifre pequeno surge logo após o carneiro (Média-Pérsia) e o bode (Grécia). Portanto, deve ser identificado historicamente com Roma, que sucedeu os reinos da Média-Pérsia (Dn 8:20) e Grécia (Dn 8:21). Embora o chifre pequeno tenha começado como Roma imperial, a maior ênfase está em Roma papal, o foco principal da visão.”

“Como foi dito anteriormente, o ‘diário’ (tamid) se refere à contínua mediação sacerdotal de Cristo no santuário celestial (Hb 7:25; 8:1, 2). A eliminação do ‘diário’ pelo chifre pequeno representa a introdução de tais inovações papais como a mediação sacerdotal, o sacrifício da missa, o confessionário, e a adoração de Maria, mediante as quais esse poder teve êxito em eliminar o conhecimento e a dependência do ministério contínuo de Cristo no santuário celestial.”

“Nenhum de nós está imune ao perigo de tentar assumir o lugar de Deus. Estamos nós fazendo isso, ainda que sutilmente?”

Domingo, 01 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Dia da Expiação escatológico

Lições da Bíblia.

"Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado" (Dn 8:14).

“Para melhor compreensão da mensagem do santuário, estude esta tabela, que mostra como a cena do grande juízo em Daniel 7 (estudada na semana passada) é o mesmo evento que a purificação do santuário em Daniel 8:14.”

Daniel 7

Daniel 8

Interpretação

Leão

 

Babilônia

Urso

Carneiro

Média-Pérsia

Leopardo

Bode

Grécia

Quarto animal

Chifre pequeno

Chifre pequeno

Roma pagã

Roma papal

Juízo pré-advento

Purificação do Santuário

Dia da Expiação escatológico

Transferência do reino aos santos (segunda vinda de Jesus).

 

Segunda vinda de Jesus e eternidade.

“Nesta semana, estudaremos Daniel 8. Descobriremos a verdadeira questão do conflito entre o poder do chifre pequeno e Deus, e veremos por que a purificação do santuário, iniciada em 1844, é a perfeita resposta de Deus a esse desafio.”

Sábado, 30 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Juízo pré-advento – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Aquele que mora no santuário celestial, julga justamente. Ele tem mais prazer em Seus filhos que pelejam com as tentações […] do que na multidão de anjos que Lhe circunda o trono” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 176).

“Satanás tem […] conhecimento dos pecados que tem levado o povo de Deus a cometer, e lança contra ele suas acusações, declarando que, por seus pecados, perdeu o direito à proteção divina e afirmando que tem o direito de destruí­lo. […] Mas conquanto os seguidores de Cristo tenham pecado, eles não se entregaram ao controle das forças satânicas. Arrependeram-se de seus pecados e procuraram o Senhor em humildade e contrição; e o Advogado divino pleiteia por eles. Aquele que tem sido insultado ao máximo pela ingratidão deles, Aquele que conhece seus pecados e também sua contrição, declara: ‘O Senhor te repreenda, ó Satanás. Eu dei a Minha vida por essas pessoas. Elas estão gravadas na palma das Minhas mãos. Elas podem ter imperfeições de caráter; podem ter falhado em seus esforços; mas se arrependeram, e Eu os perdoei e aceitei’” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 588, 589).

Perguntas para reflexão

“1. Onde surgiram as questões sobre a justiça, a lei e a retidão de Deus: na Terra ou no Céu? A resposta a essa pergunta explica por que há um julgamento celestial?”

“2. A Igreja Adventista tem proclamado a mensagem do Juízo por muitos anos. Cristo ainda não voltou. Como devemos reagir a essa aparente demora? Por que é importante lembrar que temos uma compreensão limitada do tempo? Pense em algumas das profecias de tempo muito longas e como alguém que viveu naqueles tempos poderia facilmente ter sido desencorajado acerca do que, de sua perspectiva, parecia estar demorando.”

“3. Muitos acreditam no conceito do Juízo, que está em toda a Bíblia. Como a ligação entre o Juízo e o santuário revela verdades sobre a natureza do Juízo e a certeza que ele oferece?”

Sexta-feira, 29 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Certeza responsável

Lições da Bíblia.

“7. Leia o Salmo 96:11-13. Qual é a razão para que toda a criação se alegre?” “Alegrem-se os céus, e a terra exulte; ruja o mar e a sua plenitude. Folgue o campo e tudo o que nele há; regozijem-se todas as árvores do bosque, na presença do SENHOR, porque vem, vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, consoante a sua fidelidade.” (Salmos 96:11-13 RA). ”Porque o juízo estabelece a vitória da justiça e da verdade. A mentira e a injustiça serão superadas.”

“Por que alguém clamaria ‘Julga-me, Senhor’ (Sl 7:8)? A razão é simples. Julgamento significa salvação: ‘Ó Deus, salva-me, pelo Teu nome, e faze-me justiça, pelo Teu poder’ (Sl 54:1). O Salmo 26 é um apelo comovente por justiça e retidão. Davi expressou maravilhosamente a ideia de que Deus, o Juiz, está sempre ao lado de Seu povo fiel, e que Seu julgamento é mais do que desejável (Sl 26:1; 35:24; 43:1; 54:1). Julgamento implica vindicação.”

“O juízo pré-advento ameaça nossa certeza de salvação? Não, porque o resultado desse julgamento é certo. Ele favorece os santos (Dn 7:22). A obra de Deus no juízo reafirma nosso perdão e intensifica nossa certeza, tornando nossos pecados eternamente irrelevantes. O julgamento é, na verdade, outra manifestação da nossa salvação. O julgamento não é o tempo em que Deus decide nos aceitar ou nos rejeitar, mas, em vez disso, é o momento em que Ele define se O escolhemos verdadeiramente ou não, uma escolha revelada pelas nossas obras.”

“Para o cristão, o julgamento aumenta a certeza. Colocando de maneira mais radical, o julgamento está no centro da doutrina da segurança cristã.”

“8. Leia Romanos 14:10-12 e 2 Coríntios 5:10. Como a realidade do juízo deve impactar nossa maneira de viver?” “Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus. Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” (Romanos 14:10-12 RA), “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2 Coríntios 5:10 RA). “Devemos ter consciência de que prestaremos contas de nossa vida a Deus. Por isso, não devemos julgar nem desprezar os outros. Nossos atos e palavras revelam na prática se aceitamos ou rejeitamos a justiça de Cristo em nossa vida.”

“O ensinamento bíblico não isenta o justo do julgamento. Embora os justos sejam defendidos no julgamento e seus pecados sejam apagados para sempre, a expectativa do julgamento os incentiva a ter uma vida de lealdade e responsabilidade. A certeza da salvação é, portanto, acompanhada pelo ímpeto motivacional para o comportamento correto. Visto que Deus fez tanto por nós, O amamos e procuramos expressar esse amor sendo fiéis em tudo o que Ele nos pede.”

“Um amigo expressa seu medo de Deus e, especialmente, do juízo. Como você pode ajudar essa pessoa a entender a boa notícia sobre o juízo e a desenvolver a certeza da salvação?”

Quinta-feira, 28 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

No fim do julgamento

Lições da Bíblia.

“6. Quais serão os resultados do juízo pré-advento?” “No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça. Então escreveu o sonho, e relatou a suma das coisas. Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando, numa visão noturna, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande. E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres. Eu considerava os chifres, e eis que entre eles subiu outro chifre, pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas. Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se para o juízo, e os livros foram abertos. Então estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que o chifre proferia; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo destruído; pois ele foi entregue para ser queimado pelo fogo. Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia foi-lhes concedida prolongação de vida por um prazo e mais um tempo. Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído. Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi abatido dentro do corpo, e as visões da minha cabeça me perturbavam. Cheguei-me a um dos que estavam perto, e perguntei-lhe a verdadeira significação de tudo isso. Ele me respondeu e me fez saber a interpretação das coisas. Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra. Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, sim, para todo o sempre. Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, sobremodo terrível, com dentes de ferro e unhas de bronze; o qual devorava, fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobrava; e também a respeito dos dez chifres que ele tinha na cabeça, e do outro que subiu e diante do qual caíram três, isto é, daquele chifre que tinha olhos, e uma boca que falava grandes coisas, e parecia ser mais robusto do que os seus companheiros. Enquanto eu olhava, eis que o mesmo chifre fazia guerra contra os santos, e prevalecia contra eles, até que veio o ancião de dias, e foi executado o juízo a favor dos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino. Assim me disse ele: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. Quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o quál será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo. Mas o tribunal se assentará em juízo, e lhe tirará o domínio, para o destruir e para o desfazer até o fim. O reino, e o domínio, e a grandeza dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo. O seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão. Aqui é o fim do assunto. Quanto a mim, Daniel, os meus pensamentos muito me perturbaram e o meu semblante se mudou; mas guardei estas coisas no coração.” (Daniel 7:1-28 RA). “O seres criados serão reconciliados com o Criador; a justiça de Deus será comprovada; os remidos serão libertados do pecado e do mal; o reino de Cristo será estabelecido; os santos reinarão com Ele; a rebelião será destruída.”

“Considere os resultados do juízo em diversas ações de longo alcance:”

“O Filho do Homem será coroado. Ele receberá ‘domínio, e glória, e o reino’ (Dn 7:14).”

“Os santos receberão o reino para sempre. O julgamento é para benefício dos santos que receberão o reino de Deus (Dn 7:22). Inequivocamente, o Filho do Homem e os santos têm um relacionamento muito próximo. Quando o Filho do Homem receber Seu reino, convidará os santos para Se unirem a Ele. Seu reino é o reino deles (Dn 7:27). Esse julgamento levará a um tempo em que o Rei eterno estará reunido com Seu povo. Essa será a maior recompensa dos santos e de Cristo.”

“A rebelião será derrotada e destruída. Os inimigos do povo de Deus serão julgados. Depois de fazer ‘guerra contra os santos’, o chifre pequeno será derrotado e destruído para sempre (Dn 7:25, 26).”

“A absoluta justiça de Deus será demonstrada. Uma vez que o julgamento nas cortes celestiais será público e os anjos participam das investigações sobre os assuntos humanos, todos podem ver por si mesmos que Deus é justo em Suas ações. Ele é capaz de manter tanto o amor quanto a justiça. Assim, no fim, o próprio Deus será vindicado, e todos reconhecerão que Ele é justo e amoroso. Todo o processo garantirá que o Universo será um lugar seguro para a eternidade (Sl 51:4; Rm 3:4).”

“O juízo pré-advento resultará na concretização da esperança de Deus e dos cristãos. O desejo de Deus é salvar Seu povo e erradicar o pecado, não deixando nenhuma dúvida sobre Seu amor e justiça. O anseio dos seres humanos é a salvação do pecado, da sua opressão em todas as formas e desfrutar vida eterna na presença dAquele que os ama. Assim, o julgamento será a garantia de um relacionamento eterno e confiante entre Deus e Sua criação.”

“O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonia e júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 678).

Quarta-feira, 27 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Hora do juízo

Lições da Bíblia.

“4. Leia Daniel 7:7-10, 21, 22, 25, 26. Quando acontece o julgamento de Daniel 7?” “Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres. Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência. Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.” (Daniel 7:7-10 RA) “Eu olhava e eis que este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles, até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino.” (Daniel 7:21-22 RA) “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Mas, depois, se assentará o tribunal para lhe tirar o domínio, para o destruir e o consumir até ao fim.” (Daniel 7:25-26 RA). “No tempo do fim, antes da segunda vinda. Nesse juízo pré-advento, Deus vindicará diante do Universo o nome dos salvos. Durante o milênio, a segunda fase do juízo analisará o caso dos ímpios. Após o milênio, ocorrerá o juízo executivo.”

“Tanto na visão quanto na interpretação do anjo, o julgamento segue como resposta de Deus à presunção do chifre pequeno e culmina com a transferência do reino para os santos de Deus. A Bíblia descreve o julgamento como ocorrendo no tempo em que o poder do chifre ainda existe (Dn 7:8, 9). O domínio do chifre é retirado somente depois que o tribunal julga. Quando o processo judicial termina, todos os reinos da Terra são destruídos (v. 26).”

“Evidentemente, isso significa que o juízo deve ocorrer antes da segunda vinda de Jesus. É um juízo pré-advento, que começa algum tempo depois do período de ‘um tempo, dois tempos e metade de um tempo’ (v. 25). Como poderia haver recompensa ou punição final se não houvesse julgamento prévio?”

“De fato, os santos serão recompensados no momento da vinda de Cristo, o que pressupõe que eles já terão sido julgados. Da mesma forma, os ímpios, incluindo os poderes demoníacos, serão julgados durante o milênio, antes da execução do juízo final (Ap 20).”

“5. Por que Deus precisa realizar um julgamento? O Senhor não ‘conhece os que Lhe pertencem’?” “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.” (2 Timóteo 2:19 RA). “Deus não apenas conhece os que são Seus, mas também apresenta diante do Universo os efeitos de Sua graça na vida deles. Assim, a justiça do caráter de Deus será comprovada.”

“É claro que o Deus onisciente está plenamente consciente de quem é o Seu povo. Ele não precisa de julgamento para decidir quem será salvo. O juízo pré-advento, em vez disso, mostra que o Juiz é justo na salvação do Seu povo. Os seres celestiais precisam ter certeza de que os santos são aptos para a salvação. À medida que procuramos entender o significado do juízo, devemos nos lembrar do cenário do grande conflito, sugerido nesse texto, porque vemos as hostes angelicais testemunhando o julgamento. Outros seres têm interesse no resultado final do plano da salvação.”

"’O Senhor conhece os que Lhe pertencem.’ Como você pode ter certeza de ser um dos ‘que Lhe pertencem’? Qual é a única maneira de ter certeza? ”Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Romanos 8:1).

Terça-feira, 26 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Modelo de julgamento

Lições da Bíblia.

“2. Leia Gênesis 3:8-20. O que Deus fez antes de pronunciar Seu julgamento?” ”E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás? Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me. Deus perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Ao que respondeu o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me a árvore, e eu comi. Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi. Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás. Chamou Adão à sua mulher Eva, porque era a mãe de todos os viventes.” (Gênesis 3:8-20). “Deus estabelece um processo de investigação, de modo que Adão e Eva são levados a se deparar com seu pecado. A finalidade divina é que a consciência do pecado leve à confissão, ao perdão e à reconciliação.”

“O conceito de um juízo investigativo é bíblico. O processo judicial de Deus frequentemente inclui uma fase de investigação e inquérito. O primeiro exemplo é relatado em Gênesis 3, onde Deus investigou antes de pronunciar o veredito (Gn 3:8-19). A forma pela qual Deus lidou com Caim (Gn 4), Babel (Gn 11) e Sodoma (Gn 18, 19) seguem um padrão semelhante. Vemos Deus realizando a mesma ação que Ele requeria dos juízes em Israel, ou seja, inquirir, investigar e perguntar com diligência (Dt 13:14; Dt 19:18).”

“A investigação implica em consideração e justiça. Muitas vezes ela é pública. Deus permite que outros vejam o que Ele está fazendo. Dessa forma, quando Ele anuncia o veredito, seja de salvação ou condenação, os espectadores estão certos de que a ação divina é a melhor. Essa é exatamente a razão pela qual o julgamento celestial em Daniel 7 envolve livros. Os livros não estão ali por causa de Deus, para ajudá-Lo a Se lembrar com mais facilidade, mas para o benefício dos seres celestiais que O circundam e que, ao contrário de Deus, não conhecem todas as coisas.”

“3. Qual será o resultado do julgamento para os santos?” “até que veio o ancião de dias, e foi executado o juízo a favor dos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino.” (Daniel 7:22). ”Para os que reconhecem seu pecado e são cobertos pela graça de Cristo, o juízo divino significa libertação do pecado e dos poderes do mal para uma nova vida no reino da glória.”

“Ao falar sobre o juízo, Ellen G. White escreveu: ‘O fato de que os reconhecidos filhos de Deus são representados como estando na presença do Senhor com vestes sujas, deve levar à humildade e profundo exame do coração, por parte de todos os que Lhe professam o nome. Os que estão, de fato, purificando o caráter mediante a obediência à verdade, terão de si mesmos uma opinião muito humilde. […] Mas, conquanto devamos reconhecer nosso estado pecaminoso, temos de confiar em Cristo como nossa justiça, nossa santificação e redenção. Não podemos contestar as acusações de Satanás contra nós. Somente Cristo pode pleitear eficazmente em nosso favor. Ele é capaz de silenciar o acusador com argumentos fundamentados não em nossos méritos, mas nos dEle’ (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 471, 472).”

“Como essas palavras nos ajudam a entender por que o julgamento é uma notícia muito boa?”

Segunda-feira, 25 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF