A fúria das nações

Lições da Bíblia.

“3. Leia Apocalipse 14:7. Sobre qual juízo esse verso está falando?” “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:7 RA). “O juízo pré-advento, ou juízo investigativo, antes da volta de Cristo.”

“O juízo proclamado nesse texto começa antes da vinda de Cristo, descrita em Apocalipse 14:14-20. Ele é, portanto, o mesmo que o juízo pré-advento de Daniel 7. Seu início, para o qual Daniel 8:14 estabelece o ano 1844, coincide com o fato de que as mensagens dos três anjos chamam as pessoas para adorar a Deus e se afastarem da besta e sua ‘imagem’. Essa ‘imagem’ passa a existir somente após os 42 meses proféticos, ou depois dos 1.260 dias (porque esses dois períodos são a mesma coisa), que terminaram em 1798 d.C. (Ap 13:3-5, 12-14).”

“Enquanto é transmitido o chamado final de Apocalipse 14:6-12, a porta da graça ainda está aberta, porque as pessoas ainda estão sendo chamadas a se afastar de Babilônia e adorar o Deus verdadeiro.”

“4. O que está incluído no juízo de Deus?” “dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar. Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.” (Apocalipse 11:17-18 RA). “O estabelecimento do reino de Deus; a ira de Deus em resposta à fúria das nações; julgamento e recompensa para todos, justos e injustos, vivos e mortos.”

“Deus reage à fúria das nações revelando Seu poder. Apocalipse 13 descreve essa ira, incitada pela fúria de Satanás (Ap 12:17). A partir da perspectiva dos cristãos oprimidos, que clamam continuamente pelo juízo divino (Ap 6:10), pode parecer que o julgamento esteja muito atrasado. No entanto, o juízo começa no momento indicado pela profecia, e o Dia da Expiação escatológico segue seu curso totalmente de acordo com o plano de Deus.”

“Apocalipse 11:17, 18 apresenta um breve esboço do juízo de Deus. Ele começa no Céu e é trazido para a Terra, quando Deus destrói os poderes perversos que corromperam a humanidade (Ap 19:2). A ira de Deus se origina no santuário celestial e é derramada nas sete pragas (Ap 15–18).”

“Na segunda vinda de Cristo, Deus também recompensará os fiéis (Ap 22:12). Finalmente, Deus julgará os mortos e eliminará o mal (Ap 20:11-15). Quando tudo acabar, o caráter de Deus estará vindicado perante o Universo expectante. Todos verão que Ele é justo e reto em todos os Seus caminhos. No momento, nosso desafio é o de nos apegarmos a Ele com todo o nosso coração, toda a alma e mente, crendo que tudo isso acontecerá no tempo designado por Deus.”

Terça-feira, 10 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Temam a Deus!

Lições da Bíblia.

“2. A mensagem do primeiro anjo nos ordena temer a Deus. O que isso significa?” “O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra. Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia. Temei o SENHOR, vós os seus santos, pois nada falta aos que o temem. Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam o SENHOR bem nenhum lhes faltará. Vinde, filhos, e escutai-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR. Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente. Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la. Os olhos do SENHOR repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor. O rosto do SENHOR está contra os que praticam o mal, para lhes extirpar da terra a memória. Clamam os justos, e o SENHOR os escuta e os livra de todas as suas tribulações. Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido. Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra. Preserva-lhe todos os ossos, nem um deles sequer será quebrado. O infortúnio matará o ímpio, e os que odeiam o justo serão condenados. O SENHOR resgata a alma dos seus servos, e dos que nele confiam nenhum será condenado.” (Salmos 34:7-22 RA). “Confiar em Deus, falar e fazer o bem; buscar a paz. Andar no caminho da justiça, verdade e humildade.”

“Temor pode ser compreendido de duas maneiras. Primeira, há um temor que se mostra pela reverência e respeito. Esse é o tipo de temor que o primeiro anjo quer trazer à nossa atenção. Os que temem a Deus são os verdadeiros cristãos (Ap 11:18). Temer a Deus significa honrá-Lo (Ap 14:7), louvá-Lo (Ap 19:5), obedecer­Lhe (Ap 14:12) e glorificar Seu nome (Ap 15:4). O temor de Deus na mensagem do primeiro anjo também O reconhece como juiz e como Criador, e nos chama a adorá-Lo como tal. Segunda, há um temor no sentido de ter medo de que, mais cedo ou mais tarde, Deus julgará o mundo. Para o infiel, a mensagem do juízo é uma mensagem de terror. Por isso costumamos dizer que as mensagens dos três anjos são a última advertência de Deus ao mundo. Inerente à própria noção de ‘advertência’ existe algo a ser temido, e se lermos sobre o que os perdidos enfrentarão, veremos que eles realmente têm algo a temer.”

“Porém, enquanto a misericórdia está disponível, Deus sempre deseja levar o perdido ao arrependimento, e o temor de Deus pode ser um incentivo para começar a buscá-Lo (Ap 11:13). Embora em última análise um relacionamento salvífico com Deus esteja fundamentado no amor, às vezes as pessoas precisam de uma boa dose de medo para abrir os olhos. E se for necessária uma advertência para obter a atenção delas, por que não?”

“Sabemos que ‘Deus é amor’, e nada revela mais esse amor do que a cruz. Sabemos, também, que Deus ama este mundo, e deve sofrer muito ao ver os efeitos do pecado. Um Deus de amor e justiça não ficará passivo para sempre, deixando que o mal fique impune. ‘Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo’ (Hb 10:31). Como podemos encontrar o equilíbrio na compreensão do amor de Deus por nós e Sua ira contra o mal que nos faz sofrer tanto?”

Segunda-feira, 09 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Tempo de decepção

Lições da Bíblia.

“1. Leia Apocalipse 10. Qual é a mensagem do anjo com o livrinho? O que significa a expressão ‘é necessário que ainda profetizes’?”. ”Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo; e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes. Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas. Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas. A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra. Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.” (Apocalipse 10:1-11 RA) “O livro seria doce na boca, mas amargo no estômago. Doce porque traria a esperança da salvação, mas amargo porque nem tudo ocorreria no tempo imaginado pelos que comeriam o livro e estudariam suas profecias. Seria necessário profetizar um pouco mais porque ainda não seria o momento da volta de Cristo.”

“A descrição do anjo lembra a representação de Cristo (Ap 1:13-16) e do divino ‘homem vestido de linho’ na última visão de Daniel (Dn 10:5, 6; 12:5-7), sugerindo que eles são idênticos. Em Daniel 12:6, 7, Ele jurou por Aquele que vive eternamente quando mencionou a profecia dos três tempos e meio (1.260 anos). Essa é uma repetição da profecia crucial dada em Daniel 7:25, descrevendo que o povo de Deus enfrentaria terrível perseguição, outra verdade que se repete em Daniel 12:7.”

“O livro de Daniel devia ser selado até o tempo do fim. Então, ele seria aberto, e muitos obteriam conhecimento dele (Dn 12:4-9). Quando o período profetizado de 1.260 anos terminasse, chegaria o tempo de abrir o livro em busca de conhecimento adicional. Isso é simbolizado pelo livrinho aberto na mão do anjo de Apocalipse 10. A partir de então, as profecias de Daniel deviam ser mais bem compreendidas.”

“Ao mesmo tempo, Apocalipse 10 revela que a experiência não seria totalmente agradável. Conforme lhe foi ordenado, João comeu o livrinho, que foi doce em sua boca, mas amargo em seu estômago. João representa simbolicamente as pessoas que internalizaram o livro de Daniel. Cremos que essa descrição profética foi cumprida no movimento milerita, que surgiu na primeira metade do século 19, em meio ao grande interesse mundial nos eventos finais. Ela também descreve a amarga decepção daqueles que entenderam que as profecias de longa duração de Daniel se referiam ao seu tempo, mas não da forma que eles haviam pensado inicialmente. As ‘duas mil e trezentas tardes e manhãs’ não anunciavam a volta de Cristo, mas o início da cena do grande julgamento de Daniel 7.”

“Logo após a amarga experiência, João foi instruído com as seguintes palavras: ‘É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis’ (Ap 10:11). Isso está sendo cumprido enquanto os adventistas do sétimo dia pregam o ‘evangelho eterno’ ao mundo.”

“Desapontamento não é estranho aos cristãos, especialmente quando eles erram na interpretação do significado dos acontecimentos. A experiência dos discípulos entre a morte de seu Mestre e Sua ressurreição foi decepcionante. Essa também foi a experiência dos mileritas em 1844. Como podemos lidar com as decepções sem perder a fé? A quais promessas bíblicas você pode se apegar em seus momentos de decepção?”

Domingo, 08 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Nossa mensagem profética

Lições da Bíblia.

“Vi outro anjo voando pelo meio do Céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o Céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:6, 7).

“A mensagem do juízo em Daniel 7 e 8 está relacionada diretamente com o cenário do grande conflito descrito em Apocalipse 12–14, onde encontramos as mensagens dos três anjos, que contêm os temas da criação, juízo e evangelho (Ap 14:6-12). Esse texto apresenta o urgente chamado final a fim de que as pessoas se preparem para a segunda vinda de Jesus.”

“A mensagem do primeiro anjo é realmente o ‘evangelho eterno’, porque é a mesma verdade que os apóstolos pregaram quando disseram que as pessoas deviam se converter dessas coisas vãs ‘ao Deus vivo, que fez o Céu, a Terra, o mar e tudo o que há neles’ (At 14:15; compare com At 4:24). Realçando a importância da mensagem está o fato de que, no livro do Apocalipse, a palavra evangelho aparece somente nesse verso. Seja qual for a nossa pregação sobre os eventos finais, devemos assegurar que o ‘evangelho’ esteja no centro dela.”

Sábado, 07 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

O Dia da Expiação escatológico – Estudo adicional

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Leia de Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 409-422: ‘O Santuário Celestial, Centro de Nossa Esperança?’, p. 423-432: ‘Quando Começa o Julgamento Divino’.”

“Em Daniel 9:24-27, o início das setenta semanas é marcado pela ‘saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém’ (Dn 9:25). Esdras relata a respeito de três decretos relacionados a Jerusalém e ao templo, mas apenas o terceiro (Esdras 7:12-26) é o mais eficaz. O rei persa Artaxerxes I emitiu o decreto em 457 a.C. Ele envolvia tanto a reconstrução do templo quanto a edificação de Jerusalém como centro político e administrativo (Ed 7:25, 26). Apenas esse decreto é seguido por ação de graças pela influência divina sobre o rei (Ed 7:27, 28). Somente tendo 457 a.C. como ponto de partida, as 70 semanas (490 anos) atingem o tempo de Cristo, o ‘Ungido’, o ‘Príncipe’ de Daniel 9:25-27. A profecia das setenta semanas apresenta o evento exato para datar o início das duas mil e trezentas tardes e manhãs. Elas começam em 457 a.C. e terminam depois de dois mil e trezentos anos, em 1844 d.C.”

2300 tardes e manhãs

Perguntas para reflexão

“1. Obtenha uma explicação mais detalhada da ligação entre Daniel 8:14 e a profecia de Daniel 9:24-27. O que essa ligação revela sobre a importância de Daniel 8:14?’

“2. ‘O assunto do santuário e do juízo de investigação, deve ser claramente compreendido pelo povo de Deus […]. Caso contrário, será impossível exercerem a fé que é essencial neste tempo […]’ (O Grande Conflito, p. 488). O que ela quis dizer com essas palavras? Por que é tão importante entender essas coisas?

“3. Daniel 7 e 8 lidam unicamente com Roma, e nada mais. Não com o comunismo (como alguns disseram no passado) nem com o Islã (como alguns dizem). Como podemos permanecer fiéis à Bíblia sem ofender outras pessoas? Por que devemos mostrar que nossa preocupação é com um sistema e não com as pessoas envolvidas nele?’

Sexta-feira, 06 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Daniel 8 e 9

Lições da Bíblia.

“A palavra para visão (em hebraico chazon), na pergunta de Daniel 8:13, se refere a toda a visão de Daniel 8:3-11 (veja Dn 8:1, 2, 13, 15) e inclui o tempo da Média-Pérsia (carneiro), Grécia (bode) e Roma papal (chifre pequeno). Quando a duração da visão é dada como ‘duas mil e trezentas tardes e manhãs’, devemos, portanto, entender que a visão se estende do tempo da Média-Pérsia até o tempo do fim. O texto enfatiza repetidamente que a visão se refere ao ‘tempo do fim’ (Dn 8:17, 19) e ‘a dias ainda mui distantes’ (Dn 8:26). Devido à sua extensão, um período literal de dois mil e trezentos dias não é de modo nenhum suficiente para cobrir o período de tempo da visão. Portanto, é preciso interpretá-la pelo princípio do dia-ano como sendo dois mil e trezentos anos, seguindo o exemplo de Ezequiel 4:5, 6 e Números 14:34.”

“A questão permanece: Quando os dois mil e trezentos anos começam?”

“Estudiosos da Bíblia, tanto judeus quanto cristãos, têm visto uma forte ligação entre Daniel 8:14 e 9:24-27, vista há muito tempo como uma poderosa profecia apontando para a vinda do Messias, Jesus.”

“5. Leia Daniel 9:24-27. O que acontece nesses versos? Qual é a relação entre esses eventos e Daniel 8:14?” “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.” (Daniel 9:24-27 RA). “A profecia das 70 semanas ou 490 anos, período inicial da profecia das 2.300 tardes e manhãs. Esse período foi separado para que o povo judeu aceitasse a salvação em Jesus Cristo. Do contrário, perderia seus privilégios especiais.”

“Embora a palavra ‘visão’ (chazon) refira-se a toda a profecia de Daniel 8, outra palavra, mareh, traduzida como ‘visão’, aponta especificamente para a ‘visão [mareh] das tardes e manhãs’ (Dn 8:26). É essa mareh [visão], dos dois mil e trezentos dias, que Daniel não entendeu (Dn 8:27). O anjo havia explicado todo o restante.”

“Vários anos depois, o mesmo anjo, Gabriel, apareceu a Daniel para lhe dar uma mensagem a fim de que ele pudesse entender a visão [mareh] dos dois mil e trezentos dias (Dn 9:23). A profecia das setenta semanas nos ajuda a compreender o elemento de tempo profético de Daniel 8:14. O verbo ‘decretado’ [determinado], no início de Daniel 9:24, e que é melhor traduzido como ‘dividido’ ou ‘cortado’, sugere especificamente que as setenta semanas fazem parte do período maior de dois mil e trezentos dias. Assim, a profecia das setenta semanas é ‘cortada’ da profecia maior de dois mil e trezentos dias de Daniel 8:14. Isso nos dá o ponto de partida para o período profético descrito em Daniel 8:14.”

Quinta-feira, 05 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Dia da Expiação em Daniel 8

Lições da Bíblia.

“4. Como resultado do Dia da Expiação, o que ocorrerá com o povo de Deus e com o chifre pequeno?” ”O povo de Deus será libertado e restaurado à sua legítima condição, enquanto o chifre pequeno será destruído.”

“O alvo do ataque do chifre pequeno é o santuário celestial de Deus e Seu povo. O que o futuro reserva para eles? Essa é a pergunta de Daniel 8:13 [‘Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão relativamente ao holocausto contínuo e à transgressão assoladora, e à entrega do santuário e do exército, para serem pisados?’]. No entanto, somente o Dia da Expiação pode trazer o santuário e o povo de Deus de volta à sua legítima condição e, assim, justificar o procedimento divino. Portanto, a resposta em Daniel 8:14 [‘Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.’] deve ser uma atividade do Dia da Expiação. Na verdade, o Dia da Expiação é o único dia sagrado que mostra a mesma combinação de temas importantes conforme apresentados no clímax da visão de Daniel 8: simbolismo do santuário, purificação do santuário e das pessoas, juízo e criação. Há também vários termos em Daniel 8 que fazem alusão ao Dia da Expiação. O chifre pequeno atua em ‘rebelião’ (Dn 8:12, 13), um termo que ocorre especificamente em Levítico 16:16, 21. Esse termo descreve um pecado desafiador, e somente no Dia da Expiação o santuário pode ser purificado desse pecado. A palavra santo (Qodesh) liga explicitamente Daniel 8:14 com Levítico 16, onde ela ocorre para designar o lugar santíssimo (Lv 16:2, 3, 16, 17, 20, 23, 27, 33). O fato de que o ‘santo’ é restaurado ao seu lugar de direito faz-nos lembrar o Dia da Expiação, quando o ‘santo’ era purificado da ‘rebelião’ (Lv 16:16). O uso específico das imagens de animais, do carneiro e do bode, também é uma alusão ao Dia da Expiação (Lv 16:5), assim como a designação adicional do bode como ‘peludo’ (Dn 8:21), descrição utilizada para os dois bodes no Dia da Expiação.”

“A guerra travada pelo chifre pequeno no reino da religião é combatida e interrompida pela intervenção divina realizada no contexto do Dia da Expiação escatológico. Por fim, o terror encontrará seu fim, e o povo de Deus, a verdadeira adoração e o santuário serão restaurados à sua legítima posição. Em última análise, o próprio Deus será vindicado. Como Deus demonstrava no Dia da Expiação que Ele é justo em Seus procedimentos e julgamentos, perdoando fiéis e condenando desleais e rebeldes, assim o Dia da Expiação escatológico comprovará que Deus é justo quando salva e quando pune.”

“Entre as coisas que aprendemos com Daniel 8:14, está o fato de que, mesmo depois de todos esses séculos, o Senhor não Se esqueceu de Suas promessas, e que Ele punirá o mal e recompensará Seus santos. Como você pode se apegar a essas promessas, especialmente nos momentos de provação? Afinal, sem elas, que esperança você teria?”

Quarta-feira, 04 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Restauração do santuário

Lições da Bíblia.

“3. Leia Daniel 8:14. O que acontece no fim das ‘duas mil e trezentas tardes e manhãs’?” “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” (Daniel 8:14 RA). ”O santuário é purificado. A mensagem da salvação em Cristo é restaurada no coração das pessoas.”

“A expressão ‘tardes e manhãs’ reflete a linguagem do relato da criação; portanto significa um dia (Gn 1:5, 8, etc.). Isso implica que Deus, usando Seu poder criador, combaterá as atividades destrutivas do chifre pequeno e seu exército. De acordo com o requerimento da pergunta de Daniel 8:13, o Criador provoca uma mudança na condição prevalecente.

“A resposta em Daniel 8:14 pode ser lida assim: ‘Até duas mil e trezentas tardes­manhãs, então o santo [santuário] será restaurado [purificado]’. Um estudo dos termos paralelos a ‘restaurar’ (a partir da palavra hebraica zdq) mostra que essa palavra tem três significados principais: no contexto relacional, denota restauração (Is 10:22); no contexto do santuário, indica limpeza ou purificação (Jó 4:17; 25:4), e no contexto legal, denota vindicação (Jó 34:5). O mesmo verbo é usado para se referir à intervenção de Deus no juízo, quando os retos são vindicados, ou declarados justos (1Rs 8:32; Is 50:8). A palavra santo, usada em Daniel 8:14 (geralmente traduzida como ‘santuário’), também é usada em associação com pessoas santas (Dn 12:7). Na verdade, Daniel 8:24 deixa claro que o poder do chifre pequeno, como ocorre em Daniel 7, ataca o povo ‘santo’ de Deus.”

“Assim, a restauração do ‘santo’ (ou ‘santuário’) em Daniel 8:14 inclui a solução para todos os problemas citados anteriormente na pergunta. Não apenas será pronunciado o julgamento contra o poder do chifre pequeno, mas o santuário será purificado. O povo de Deus e Seu santuário alcançarão sua legítima condição. Isso encontra paralelo no que acontecia no Dia da Expiação (Lv 16:20, 30).”

“A obra de restauração em Daniel 8 é igual ao juízo divino em Daniel 7, onde o julgamento foi proferido em favor dos santos e contra o poder maligno do chifre pequeno.”

“O mundo precisa saber que a justiça e o juízo, como preditos em Daniel 8:14, acontecerão e que agora é o tempo de aceitar a salvação oferecida em Jesus.”

“Leia Apocalipse 14:6, 7. Como esses versos se relacionam diretamente com o juízo de Daniel 7 e a purificação do santuário em Daniel 8?” “E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:6-7).

Terça-feira, 03 de novembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF