Os discípulos e as Escrituras – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

“Leia, de Ellen G. White, Educação, p. 190-192: ‘Ensino e Estudo da Bíblia’; O Desejado de Todas as Nações, p. 795-801: ‘A Viagem Para Emaús’; Atos dos Apóstolos, p. 221-230: ‘Tessalônica’.”1

“A Bíblia explica-se por si mesma. Textos devem ser comparados com textos. O estudante deve aprender a ver a Palavra como um todo, e bem assim a relação de suas partes. Deve obter conhecimento de seu grandioso tema central, do propósito original de Deus em relação a este mundo, da origem do grande conflito, e da obra da redenção. Deve compreender a natureza dos dois princípios que contendem pela supremacia, e aprender a delinear sua operação através dos relatos da História e da profecia, até à grande consumação. Deve enxergar como este conflito penetra em todos os aspectos da experiência humana; como em cada ato de sua vida ele próprio revela um ou outro daqueles dois princípios antagônicos; e como, quer queira quer não, ele está mesmo agora a decidir de que lado do conflito estará.”

"Cristo, em Seu ministério, havia tornado claras aos Seus discípulos essas profecias […] Pedro, ao pregar Cristo, tinha apresentado provas do Antigo Testamento. Estêvão procedeu de modo idêntico. Também Paulo, em seu ministério, recorreu às passagens que prediziam o nascimento, sofrimento, morte, ressurreição e ascensão de Cristo. Pelo inspirado testemunho de Moisés e dos profetas, provou plenamente que Jesus de Nazaré era o Messias, e demonstrou que desde os dias de Adão foi a voz de Cristo que falou por intermédio dos patriarcas e profetas"3

Quinta-feira, 02 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 9

2 WHITE, Ellen Gould. Educação. Tradução de Flavio Lopes Monteiro. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2008. p. 190

3 WHITE, Ellen Gould. Atos dos apostolos: na proclamação do evangelho de jesus cristo. Tradução de Carlos Alberto Trezza. 9. ed. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2010. p. 221-222

A próxima geração

Lições da Bíblia.

“5. Leia Mateus 12:15-21; Marcos 1:1-3; Atos 1:16-20; 3:22-24; Romanos 10:10. De que maneira os cristãos primitivos viam as Escrituras? Como esses textos nos ajudam em nosso relacionamento com a Bíblia?”1 “Mas Jesus, sabendo disto, afastou-se dali. Muitos o seguiram, e a todos ele curou, advertindo-lhes, porém, que o não expusessem à publicidade, para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta Isaías: Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos gentios. Não contenderá, nem gritará, nem alguém ouvirá nas praças a sua voz. Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo. E, no seu nome, esperarão os gentios.” (Mateus 12:15-21 RA); “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas;” (Marcos 1:1-3 RA); “Irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo proferiu anteriormente por boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus, porque ele era contado entre nós e teve parte neste ministério. (Ora, este homem adquiriu um campo com o preço da iniquidade; e, precipitando-se, rompeu-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram; e isto chegou ao conhecimento de todos os habitantes de Jerusalém, de maneira que em sua própria língua esse campo era chamado Aceldama, isto é, Campo de Sangue.) Porque está escrito no Livro dos Salmos: Fique deserta a sua morada; e não haja quem nela habite; e: Tome outro o seu encargo.” (Atos 1:16-20 RA); “Disse, na verdade, Moisés: O Senhor Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser. Acontecerá que toda alma que não ouvir a esse profeta será exterminada do meio do povo. E todos os profetas, a começar com Samuel, assim como todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias.” (Atos 3:22-24 RA). “Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.” (Romanos 10:10 RA).2 Os cristãos primitivos viram nas Sagradas Escrituras a Palavra de Deus e creram em seu cumprimento na pessoa de Jesus. Creram nas promessas para alcançar a justiça e a confessaram para demostrar a sua salvação.

“Os primeiros seguidores de Cristo procuraram a orientação das Escrituras a respeito da missão da Igreja, de suas práticas cotidianas e de sua disciplina espiritual. A especulação e conjecturas humanas foram minimizadas; as Escrituras se tornaram preeminentes. A consideração para com a revelação de Deus era evidente nos concílios da Igreja (At 15). As Escrituras tocavam todos os aspectos da vida da igreja primitiva. Não seria muita tolice, especialmente no tempo do fim, ter uma atitude diferente para com a Bíblia?”1

“A Palavra de Deus abrange as Escrituras, tanto do Antigo como do Novo Testamentos. Um não está completo sem o outro. Cristo declarou que as verdades do Antigo Testamento são tão preciosas quanto as do Novo. Cristo tanto foi o Redentor do homem no princípio do mundo quanto o é hoje. Antes que viesse à nossa Terra com Sua divindade revestida da humanidade, foi dada a mensagem do evangelho a Adão, Sete, Enoque, Matusalém e Noé. Abraão em Canaã e Ló em Sodoma anunciaram a mensagem, e de geração a geração mensageiros fiéis prenunciaram Aquele que havia de vir. […] Cristo, manifesto aos patriarcas, simbolizado no serviço sacrifical, retratado na lei, e revelado pelos profetas, é o tesouro do Antigo Testamento. Cristo em Sua vida, morte e ressurreição; Cristo como é manifesto pelo Espírito Santo, é o tesouro do Novo. Nosso Salvador, o resplendor da glória do Pai, tanto é o Antigo como o Novo.”3

Quinta-feira, 02 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 8

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

3 WHITE, Ellen Gould. Parábolas de Jesus. Tradução de S. Julio Schwantes. 15.ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 126

Ministério pessoal

Lições da Bíblia.

“4. Leia João 13:18-20; Lucas 10:25-28; 24:13-32. Qual foi o papel das Escrituras segundo essas passagens? Que propósito Jesus tinha para citar esses versos? Qual foi o resultado desses encontros de pequenos grupos com as Escrituras?”1 “Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar. Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU. Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que eu enviar, a mim me recebe; e quem me recebe recebe aquele que me enviou.” (João 13:18-20 RA); “E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás.” (Lucas 10:25-28 RA); “Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas. Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer. Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos. Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias? Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram. Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, fez ele menção de passar adiante. Mas eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu; então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles. E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (Lucas 24:13-32 RA).1 O papel das Escrituras é demostrar a missão de Jesus, revelando seu amor e graça. Ao citar esses versos, Jesus apresentou evidências de claras do cumprimento dessa missão. Quando demostrou essas evidências Jesus reavivou a esperança e a fé de seus discípulos.

“Começando com Moisés, o próprio Alfa da história bíblica, Cristo expôs em todas as Escrituras as coisas que Lhe diziam respeito. Houvesse primeiro Se manifestado a eles, seu coração teria ficado satisfeito. Na plenitude de sua alegria, não teriam desejado nada mais. Mas era necessário que compreendessem os testemunhos dados a respeito dEle pelos símbolos e profecias do Antigo Testamento. Sua fé devia ser estabelecida sobre essas verdades. Cristo não operou nenhum milagre para os convencer, mas Seu primeiro trabalho foi explicar-lhes as Escrituras. Haviam considerado Sua morte a destruição de todas as suas esperanças. Então, Ele lhes mostrou pelos profetas que essa era a mais vigorosa prova de sua fé. Ensinando esses discípulos, Jesus mostrou a importância do Antigo Testamento como testemunha de Sua missão”.3

“Observe Lucas 24:32, [‘E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?’] especialmente a expressão de que o coração dos discípulos ardia. O que isso significa? Qual foi a última vez que seu coração ardeu por causa das verdades que recebemos? Se isso não acontece há muito tempo, será que seu coração se esfriou? Como você pode mudar?”1

Quarta-feira, 01 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 7

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

3 WHITE, Ellen Gould. O desejado de todas as nações. Tradução de Isolina A Waldvogel. 22. ed. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 796-799

Proclamação pública

Lições da Bíblia.

3. Leia Mateus 5:17-39. De que forma Cristo utilizava as Escrituras para o ministério público? “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo. Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela. Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno. Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério. Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno. Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra;” (Mateus 5:17-39 RA)1. Jesus utilizou a Bíblia repetida e sistematicamente. Em sua fala, a diferentes públicos, sempre demostrava o verdadeiro sentido das Escrituras, ampliando a percepção da verdade revelada. Convidava as pessoas a aceita-lo com aquele que pode mudar o coração e proporcionar uma vida em harmonia com a verde bíblica.

“Durante a jornada terrena de Cristo, o relacionamento habitual dos israelitas com as Escrituras era aparentemente muito legalista. Eles as examinavam em busca de regulamentos e orientação ética. A bem-aventurança eterna era considerada o pagamento pelo comportamento justo. No entanto, Jesus derrubou suas noções legalistas e substituiu o sistema de controles externos por uma religião fundamentada no coração.”2

"Como algo estranho e novo, essas palavras caíram nos ouvidos da multidão admirada. Semelhante doutrina era contrária a tudo que tinham ouvido dos sacerdotes e rabinos. Nela não viram coisa alguma que lisonjeasse seu orgulho ou lhes alimentasse as ambiciosas esperanças. Porém, esse novo Mestre tinha um poder que os mantinha encantados. A doçura do amor divino fluía de Sua presença como a fragrância de uma flor. […] Todos sentiam instintivamente que ali estava Aquele que lia os segredos do coração, e não obstante, deles Se aproximava com terna compaixão"3

Terça-feira, 31 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

2 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 6

3 WHITE, Ellen Gould. O maior discurso de Cristo: reflexões sobre o sermão da maontanha. Tradução de Isolina A. Waldvogel. São Paulo: Musicasa, 2010. p. 6

A autoridade das Escrituras

Lições da Bíblia.

“2. De que maneira Jesus via a Bíblia?” “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” (Mateus 5:17-20 RA); “Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: aqui está quem é maior que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes. Porque o Filho do Homem é senhor do sábado.” (Mateus 12:3-8 RA); “Ele, porém, lhes respondeu: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição? Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. Mas vós dizeis: Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim; esse jamais honrará a seu pai ou a sua mãe. E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição. Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. E, tendo convocado a multidão, lhes disse: Ouvi e entendei: não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem.” (Mateus 15:3-11 RA); “Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses? Se ele chamou deuses àqueles a quem foi dirigida a palavra de Deus, e a Escritura não pode falhar, então, daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas; porque declarei: sou Filho de Deus? Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis;” (João 10:34-37 RA); “Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade.” (João 17:14-19 RA); “A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (Lucas 24:44 RA)[1]. Reconhecia na Bíblia a autoridade da Palavra de Deus e sua imutabilidade, e a utilizava para falar sobre Si e dos propósitos de Deus. Realçava sua importância para santificar a vida de cada ser humano, e sua superioridade diante das tradições humanas.

“Sempre que Cristo discutia com as autoridades religiosas, Ele não confiava na filosofia abstrata, nem na autoridade pessoal, mas nos ensinamentos das Escrituras. Ao distinguir o certo do errado, Jesus apoiou Seu argumento no fundamento bíblico. Quando os adversários desafiaram a pureza doutrinária de Cristo, Ele os dirigiu a passagens específicas das Escrituras. Ao considerar questões práticas, Jesus encaminhava Seus ouvintes à revelação divina. Cristo entendia que Sua missão divinamente ordenada era realizar o que os antigos profetas haviam predito.”[2]

“Quando acusado de pisar o sábado, em Betesda, Jesus Se defendeu, afirmando Sua filiação de Deus e declarando que operava em harmonia com o Pai. Agora, que eram acusados Seus discípulos, cita aos acusadores exemplos do Antigo Testamento, atos praticados no sábado pelos que estavam ao serviço de Deus. Os mestres judaicos orgulhavam-se de seu conhecimento das Escrituras, e na resposta do Salvador havia indireta censura a sua ignorância das sagradas letras. ‘Nunca lestes’, disse Ele, ‘o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, … os quais não é lícito comer senão só aos sacerdotes?’ Luc. 6:3 e 4. ‘E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.’ Mar. 2:27 e 28. ‘Não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa? Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo. O Filho do homem até do sábado é Senhor.’ Mat. 12:5 e 6.”[3]

Segunda, 30 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.


[1] BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

[2] LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 5

[3] WHITE, Ellen Gould. O desejado de todas as nações. 22. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 284-285

Jesus e a Bíblia

Lições da Bíblia.

1 Leia Lucas 4:1-12 e 16-21. O que essas passagens sugerem sobre a atitude de Cristo para com a Bíblia? “Jesus, pois, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão; e era levado pelo Espírito no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. E naqueles dias não comeu coisa alguma; e terminados eles, teve fome. Disse-lhe então o Diabo: Se tu és Filho de Deus, manda a esta pedra que se torne em pão. Jesus, porém, lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem. Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, me adorares, será toda tua. Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o levou a Jerusalém e o colocou sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se tu és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito, que te guardem; e: eles te susterão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor teu Deus.” (Lucas 4:1-12 ARA). “Chegando a Nazaré, onde fora criado; entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e para proclamar o ano aceitável do Senhor. E fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos.” (Lucas 4:16-21 ARA).[1] Jesus resistiu e venceu aos ataques de satanás usando as Escrituras e apresentou nela os textos que se aplicavam a Ele. Jesus reafirmou a autoridade com a Palavra de Deus. E também a utilizou para mostra que esta apontava para Ele.

“Provavelmente os manuscritos não estivessem disponíveis a Cristo durante Sua permanência de quarenta dias no deserto. Isso indica claramente que ele havia memorizado porções substanciais das Escrituras.”[2]

“Apesar de Cristo estar sofrendo os agudíssimos tormentos da fome, Ele resistiu à tentação. Expulsou a Satanás com a mesma passagem que Ele tinha dado a Moisés para reiterar ao rebelde Israel quando sua alimentação era escassa e eles clamavam por carne, no deserto: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.’ Mat. 4:4.”[3]

“Satanás foi a Cristo esperando obter a vitória. Pensou ter sobre Ele toda vantagem. Mas foi vencido pela mansidão e humildade do Salvador e por Sua confiança na Palavra de Deus. Manso e humilde, e aparentemente indefeso, Cristo era mais forte do que o mais forte homem armado. Ah, como Satanás se empenhou em fazê-Lo pecar contra Deus! Mas falharam todos os seus esforços para fazer Cristo Se desviar de Sua lealdade. Nosso Salvador pôde receber a revelação celestial sem exaltar a Si mesmo… O inimigo é sutil e muito ousado, mas não invencível. Ele é um ser forte, armado, mas se nos mantivermos junto ao Capitão de nossa salvação, usando a arma que Ele nos deu, seremos vitoriosos”[4]

Domingo, 29 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.


[1] BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

[2] LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 3

[3] WHITE, Ellen G.; SILVA, Horne P. No deserto da tentação: os primeiros e decisivos lances da vitória sobre o pecado. 6. ed. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2012. p. 52

[4] WHITE, Ellen G.; PRADO, Eunice Scheffel. Cristo triunfante. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2002. p. 190

Os Discípulos e as Escrituras

Lições da Bíblia.

“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim;” (Jo 5:39 ARA).[1]

“Explicita e implicitamente, jesus incorporou as Escrituras em sua metodologia de discipulado. A suprema busca ao tesouro estava enraizada nos escritos proféticos que apontavam para Ele. Assim, não encontrar Jesus significa errar o alvo. Tudo isso significa que, em última analise, todos os nossos esforços para fazer discípulos devem enfatizar Jesus e o que Ele fez por nós.”[2]

“Cristo veio para revelar ao mundo a verdade divina. Ensinava como quem tem autoridade. Falou como jamais alguém havia falado. Não havia hesitação em Sua conduta, nem a menor sombra de dúvida em Suas declarações. Ele falava como quem entende todas as partes do assunto. Poderia haver desvendado mistérios que patriarcas e profetas almejavam perscrutar, que a curiosidade humana desejara ansiosamente compreender. Porém, se os homens não conseguiam discernir as verdades mais simples e expostas de maneira bem clara, como poderiam compreender os mistérios que se achavam ocultos aos olhos mortais? Jesus não recusava repetir antigas verdades familiares, pois era o Autor dessas verdades. Ele era a glória do templo. Separou do erro verdades que haviam sido perdidas de vista, que tinham sido desvirtuadas e mal-empregadas e que foram desligadas de sua posição correta; apresentando-as como preciosas joias em seu brilho, tornou a colocá-las em seu devido engaste, e ordenou que permanecessem firmes para todo o sempre. Que obra foi essa! Era de tal natureza que o homem finito não podia compreendê-la ou realizá-la. Somente a Mão divina podia pegar a verdade que, em sua ligação com o erro, estivera favorecendo a causa do inimigo de Deus e do homem, e colocá-la onde pudesse glorificar a Deus e ser a salvação da humanidade. A obra de Cristo consistiu em restituir ao mundo a verdade em seu viço e beleza originais. Ele representava o espiritual e celeste pelas coisas da Natureza e da experiência. Dava o tenro maná à alma faminta e apresentava um novo reino a ser estabelecido entre os homens.” [3]

 Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.


[1] BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

[2] LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 3

[3] WHITE, Ellen Gould. Fundamentos da educação cristã. 2. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1996. p. 236-237

Exortações do santuário – Vídeo

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

"O Mediador, em Seu ofício e obra, excederia grandemente em dignidade e glória o sacerdócio terreno, simbólico. […] Esse Salvador devia ser um mediador, para ficar entre o Altíssimo e Seu povo. Mediante essa provisão, um caminho foi aberto pelo qual o pecador culpado pode encontrar acesso a Deus pela mediação de outro. O pecador não podia se aproximar em sua própria pessoa, com sua culpa sobre ele, e sem maior mérito do que possuía em si mesmo. Unicamente Cristo podia abrir o caminho, apresentando uma oferta à altura das exigências da lei divina. […]. A extensão das terríveis consequências do pecado nunca poderia ter sido conhecida, se o remédio provido não tivesse sido de valor infinito" (Ellen G. White, The Spirit of Prophecy [Espírito de Profecia], v. 2, p. 11).

"A fé na expiação e intercessão de Cristo nos manterá firmes e inabaláveis em meio às tentações que pressionam a igreja militante" (Ellen G. White, SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], v. 7A, p. 484).

Perguntas para reflexão

“1. Quantas vezes, no livro de Hebreus, somos chamados a agir pela nossa fé?”

“2. O que significa ter pleno acesso a Deus? Como isso deve influenciar nossa vida, em momentos de tentação ou desânimo por causa de nossa condição espiritual?”

“3. Qual é a diferença entre ‘plena certeza’ de fé e uma atitude presunçosa?”

“4. ‘A extensão das terríveis consequências do pecado nunca poderia ter sido conhecida, se o remédio provido não tivesse sido de valor infinito’. O que essas palavras nos dizem sobre a malignidade do pecado, que custou algo de ‘valor infinito’, a vida de Jesus? Sabendo disso, como nossa vida pode não ser transformada? Como podemos saber dessas coisas e não querer ensiná-las aos outros?”

“5. Como podemos desenvolver amizades nas quais incentivamos uns aos outros a ser mais amorosos e praticar boas obras? Que benefícios espirituais você obtém ao ‘congregar’ com outras pessoas? Do que você sentiria falta se não pudesse adorar na igreja?”

Sexta-feira, 27 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).