A justiça dos escribas e fariseus

Lições da Bíblia

“4. Leia Mateus 5:20. O que Jesus quis dizer ao declarar que, se a nossa justiça ‘não exceder em muito a dos escribas e fariseus’ não poderemos entrar no reino dos Céus?”1

“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” (Mateus 5:20 ARA)2.

“A justiça dos fariseus era falsa e destituída de amor.”1

“Embora a salvação sempre tenha sido pela fé, e ainda que o judaísmo, como devia ter sido praticado, sempre tenha sido um sistema fundamentado na graça, o legalismo se infiltrou, como pode se infiltrar em qualquer religião que leve a obediência a sério, como o adventismo do sétimo dia. No tempo de Cristo, muitos dos líderes religiosos (mas não todos) haviam caído num tipo de ‘ortodoxia rígida […], destituída de contrição, ternura ou amor’, que os deixou sem ‘poder algum para preservar o mundo da corrupção’ (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 53).”1

“Meras formas exteriores, especialmente as que são criadas pelo homem, não têm poder para mudar a vida nem transformar o caráter. A única fé verdadeira é aquela que atua pelo amor (Gl 5:6); somente ela torna os atos exteriores aceitáveis aos olhos de Deus.”1

“5. Leia Miqueias 6:6-8. Em que aspecto essa passagem é um resumo do Sermão do Monte?”1

“6 Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus excelso? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? 7 Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma? 8 Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.” (Miqueias 6:6-8 ARA)2.

“Deus espera do ser humano o que é bom: praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com o seu Deus.”1

“Mesmo nos tempos do Antigo Testamento, os sacrifícios não eram um fim em si mesmos, mas um meio para se chegar a um fim, isto é, uma vida na qual os seguidores de Deus refletissem o amor e o caráter dEle, algo que só podia ser feito por meio de entrega total a Deus e do reconhecimento de nossa completa dependência de Sua graça salvadora. Apesar de toda a sua aparência exterior de piedade e fé, muitos dos escribas e fariseus definitivamente não eram um modelo de como o seguidor de Deus deve viver.”1

“Mesmo que você creia firmemente na salvação somente pela fé e por meio da justiça de Jesus, como evitar que alguma forma de legalismo, mesmo que sutil, se infiltre em sua experiência?”1

Terça-feira, 12 de abril de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O sermão versus a lei

Lições da Bíblia

“Alguns cristãos veem o Sermão do Monte como uma nova ‘lei de Cristo’, que substituiu a ‘lei de Deus’. Eles dizem que um sistema legalista foi então substituído por um sistema de graça, ou que a lei de Jesus é diferente da lei de Deus. Essas noções são concepções errôneas a respeito do Sermão do Monte.”1

“2. O que os seguintes textos dizem sobre a lei e sobre a ideia de que os dez mandamentos foram substituídos pelo Sermão do Monte? Mt 5:17-19, 21, 22, 27, 28; ver também Tg 2:10, 11; Rm 7:7”1

“17 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. 18 Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. 19 Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. […] 21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. 22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. […] 27 Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. 28 Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.” (Mateus 5:17-19, 21, 22, 27, 28 ARA)2. “10 Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. 11 Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei.” (Tiago 2:10-11 ARA). “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.” (Romanos 7:7 ARA)2.

“Em vez de abolir a lei, o Sermão do Monte a confirmou, corrigiu distorções sobre ela e aprofundou seu significado. Quando rejeitamos ou transgredimos qualquer parte da lei, somos culpado de pecado contra toda a lei.”1

“Craig S. Keener escreveu: ‘A maioria dos judeus entendia os mandamentos no contexto da graça […]; em vista das exigências de Jesus quanto a uma prática maior da graça […], Ele sem dúvida apresentava as exigências do reino à luz da graça (ver Mt 6:12; Lc 11:4; Mc 11:25; Mt 6:14, 15; Mc 10:15). Nas narrativas dos evangelhos, Jesus abraça aqueles que se humilham e reconhecem o direito de Deus governar, mesmo que, na prática, fiquem aquém do alvo da perfeição moral (Mt 5:48). Mas a graça do reino, proclamada por Jesus, não era a graça sem obras de grande parte do cristianismo ocidental. Nos evangelhos, a mensagem do reino transforma aqueles que a aceitam com mansidão, da mesma forma que humilha os arrogantes, que estão religiosa e socialmente satisfeitos’ (The Gospel of Matthew: A Socio-Rhetorical Commentary [O Evangelho de Mateus: Um Comentário Sócio-Retórico]. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2009; p. 161, 162).”1

“3. Leia Gênesis 15:6. Como essa passagem confirma que a salvação sempre foi pela fé?”1

“Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.” (Gênesis 15:6 ARA)1.

“Abraão e todos os salvos do Antigo Testamento foram justificados pela fé na graça de Deus.”1

“A fé de Jesus Cristo não era nova; era a mesma fé que houve desde a queda da humanidade. O Sermão do Monte não foi a substituição da salvação por meio das obras pela salvação através da graça. A salvação sempre foi pela graça. Os filhos de Israel foram salvos pela graça no Mar Vermelho, antes que fossem solicitados a obedecer no Sinai. (Ver Êx 20:2. [‘Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.’]2)”1

“O que nossa experiência com o Senhor e Sua lei deve nos ensinar sobre o motivo pelo qual a salvação sempre teve que ser pela fé e não pela lei?”1

Segunda-feira, 11 de abril de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Princípios e normas

Lições da Bíblia

“1. Faça uma leitura rápida do Sermão do Monte em Mateus 5–7. Resuma, nas linhas abaixo, o que mais se destaca em sua mente a respeito dele e o que ele diz a você.”1

“3 Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. 4 Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. 11 Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. 12 Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. 13 Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; 15 nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. 16 Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. 17 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. […] 20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. […] 48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.” (Mateus 5:3-17, 20, 48 ARA)2.

“1 Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste. […] 6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. […] 9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; 11 o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; 12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; 13 e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]! […] 19 Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; 20 mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; 21 porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. […] 24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. 25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? […] 33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34 Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mateus 6:6, 9-13, 19-21, 24-25, 33-34 ARA)2.

“1 Não julgueis, para que não sejais julgados. 2 Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. […] 7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8 Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. […] 12 Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas. 13 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), […] 15 Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. 16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? […] 21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. […] 24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; […] 26 E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia;” (Mateus 7:1-2, 7-8, 12-13, 15-16, 21, 24, 26 ARA)2.

“As bem-aventuranças mostram o que significa ser feliz; ser o sal da Terra e a luz do mundo é ter a essência da lei no coração e nas ações; em lugar de nos apegarmos às coisas materiais, devemos confiar no Senhor; o objetivo da verdadeira religião é ajudar o próximo e glorificar a Deus, não apenas com palavras, mas com a obediência à Sua vontade.”1

“‘Talvez nenhum outro discurso religioso na história da humanidade tenha atraído tanta atenção quanto a que tem sido devotada ao Sermão do Monte. Contudo, filósofos e ativistas de muitas perspectivas não cristãs que se recusaram a adorar Jesus admiraram Sua ética. No século vinte, Mahatma Gandhi foi o mais famoso devoto não cristão desse sermão’ (Craig L. Blomberg, The New American Commentary: Matthew [O novo comentário americano: Mateus]. Nashville: B&H Publishing Group, 1992; v. 22, p. 93, 94).”1

“Esse sermão tem sido visto de muitas maneiras diferentes. Alguns o veem como um padrão moral muito alto e inatingível, que nos coloca de joelhos e nos leva a reivindicar a justiça de Jesus como nossa única esperança de salvação, porque ficamos muito aquém do padrão divino revelado no Sermão do Monte. Outros o veem como um discurso de ética civil, um chamado ao pacifismo. Alguns veem nele o evangelho social, um chamado a trazer o reino de Deus à Terra pelo esforço humano.”1

“Em certo sentido, provavelmente cada pessoa projeta algo de sua própria experiência nesse sermão, porque ele nos toca poderosamente em áreas cruciais de nossa vida; assim, todos nós reagimos a ele à nossa própria maneira. Ellen G. White escreveu: ‘No Sermão do Monte, [Jesus] procurou desfazer a obra da falsa educação, dando a Seus ouvintes um conceito exato de Seu reino, bem como de Seu próprio caráter. […] As verdades que ensinou não são menos importantes para nós que para a multidão que O seguia. Não menos do que eles necessitamos aprender os princípios fundamentais do reino de Deus’ (O Desejado de Todas as Nações, p. 299).”1

“Assim, acima de qualquer outra conotação dada ao Sermão do Monte, ele nos apresenta os princípios fundamentais do reino de Deus, nos diz o que Deus é como governante de Seu reino, e nos diz o que Ele deseja que sejamos como súditos do Seu reino. É um chamado radical para que deixemos os princípios e padrões dos transitórios reinos deste mundo e sigamos os preceitos e normas do único reino que existirá para sempre (Ver Dn 7:27).”1

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Domingo, 10 de abril de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O Sermão do Monte

Lições da Bíblia

“Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da Sua doutrina; porque Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt 7:28, 29).

“No livro de Êxodo, vemos Deus tirar os filhos de Israel do Egito, ‘batizá-los’ no Mar Vermelho, conduzi-los pelo deserto durante 40 anos, operar sinais e maravilhas e Se encontrar pessoalmente com eles no topo do monte, onde lhes deu a lei.”1

“No livro de Mateus, vemos Jesus sair do Egito, ser batizado no rio Jordão, ir para o deserto durante 40 dias, operar sinais e maravilhas e Se encontrar pessoalmente com Israel no topo de um monte, onde ampliou aquela mesma lei. Jesus percorreu a história de Israel, tornou-Se Israel e todas as promessas da aliança foram cumpridas nEle.”1

“O Sermão do Monte é a pregação mais poderosa de todos os tempos. Suas palavras influenciaram profundamente não só os ouvintes originais, mas a todos os que já ouviram suas mensagens transformadoras ao longo dos séculos.”1

“Contudo, não devemos apenas ouvir esse sermão; precisamos também aplicá-lo. Nesta semana, além de estudar o que Jesus disse no Sermão do Monte (Mt 5–7), estudaremos o que Ele disse em Mateus 13 a respeito de aplicar Suas palavras à nossa vida.”

Introdução ao tema da Lição desta semana, comentários do autor.

 

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Sexta-feira, 08 de abril de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

Início do ministério de Cristo – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

 

Estudo adicional

“Um evangelista chegou à cidade e anunciou da seguinte forma a reunião que dirigiria: ‘Venham ver um pregador arrancar uma página da Bíblia!’ Isso atraiu uma multidão. Ele se colocou diante deles, abriu a Bíblia e, para assombro deles, arrancou uma página. ‘Esta página’, ele disse, ‘nunca devia ter sido colocada aqui. É a página que separa o Antigo do Novo Testamento’. Independentemente do que se pense acerca da encenação que ele fez, o pregador apresentou um bom argumento. Esses dois conjuntos de livros, na realidade, formam um só, a Bíblia Sagrada. O Antigo Testamento é citado ao longo de todo o Novo Testamento. Vez após vez, eventos do Novo Testamento são explicados e justificados pelo próprio Jesus, ou pelos escritores do Novo Testamento, por meio de referências ao Antigo Testamento. Muitas vezes Jesus declarou, de uma forma ou de outra, que algo estava acontecendo ‘para se cumprir a Escritura’. Seja por meio do próprio Jesus, que Se referiu repetidamente aos escritos do Antigo Testamento (ver Jo 5:39; Lc 24:27; Mt 22:29; Jo 13:18), de Paulo, que sempre citava o Antigo Testamento (Rm 4:3;11:8; Gl 4:27), ou do livro do Apocalipse, onde se estima que haja 550 alusões ao Antigo Testamento, o Novo Testamento se conecta constantemente ao Antigo. Embora, sem dúvida, algumas partes do Antigo Testamento, como o sistema sacrifical, não sejam mais obrigatórias para os cristãos, nunca devemos cometer o erro de atribuir a ele, de alguma forma, um status inferior ao do Novo. A Bíblia é composta de ambos os Testamentos e, por meio de ambos, aprendemos verdades cruciais sobre Deus e o plano da salvação.”1

Perguntas para reflexão

“1. Embora Jesus fosse o próprio Senhor, agora em ‘semelhança de carne pecaminosa’ (Rm 8:3), Ele usou as Escrituras como meio de defesa contra as tentações do diabo. Se Jesus teve que fazer isso, qual é a importância da Bíblia em nossa vida, especialmente quando lutamos contra a tentação? Embora saibamos que devemos usá-la em nossa batalha contra a tentação, como fazer isso na prática? De que maneira podemos usar a Bíblia para resistir aos ataques que enfrentamos?”1

“2. Por que a humildade é uma característica tão essencial para os cristãos? Como aprender a ser humilde? Qual é o papel da cruz nessa importante transformação?”1

Sexta-feira, 08 de abril de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

O chamado para os pescadores

Lições da Bíblia

“‘Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus’ (Mt 4:17). Exatamente como João, Jesus começou Seu ministério com um chamado ao arrependimento. Ele conhecia, como João, a condição caída da humanidade e a necessidade de que todas as pessoas se arrependessem e chegassem ao conhecimento de Deus. Assim, não é de surpreender que Sua primeira proclamação pública, pelo menos conforme o registro de Mateus, tenha sido um chamado ao arrependimento.”1

“6. Leia Mateus 4:17-22. O que esse texto nos diz sobre a entrega total envolvida no chamado de Jesus?”1 “17 Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. 18 Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. 20 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. 21 Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os. 22 Então, eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram.” (Mateus 4:17-22 ARA)2. “Jesus chamou pescadores para que deixassem tudo para trás: profissão, família, amigos e rotina da vida; foram chamados para viver o ministério ao lado do Mestre, pescando pessoas nos lugares aonde Ele os enviasse.”1

“No esquecido território da Galileia havia um pequeno empreendimento pesqueiro administrado por quatro jovens: duas duplas de irmãos. Aparentemente, esses homens tinham o coração voltado para Deus porque, durante certo tempo, alguns deles seguiram João Batista. Mas, para surpresa deles, João Batista apontou para outro jovem daquela mesma região.”1

“Esses homens se aproximaram de Jesus de Nazaré e pediram permissão para passar algum tempo com Ele (ver Jo 1). Era assim que aquela cultura funcionava: os homens se aproximavam de um rabi e pediam para segui-lo. Mas era o rabi que tomava a decisão final sobre quais seriam seus discípulos. E quando o rabi pedia que alguém fosse seu discípulo, esse era um momento muito emocionante.”1

“Muitas pessoas cresceram com a ideia de que quando Jesus chamou os discípulos junto ao mar, aquela foi a primeira vez que eles O encontraram. Mas sabemos, pelos capítulos 1 a 5 de João, que esses homens já haviam passado um ano com Jesus, aparentemente em regime de tempo parcial.”1

“‘Jesus escolheu homens iletrados porque não haviam sido instruídos nas tradições e errôneos costumes de seu tempo. Eram dotados de natural capacidade, humildes e dóceis, homens a quem podia educar para Sua obra. Há, nas ocupações comuns da vida, muitos homens que seguem a rotina dos labores diários, inconscientes de possuírem faculdades que, exercitadas, os ergueriam à altura dos mais honrados homens do mundo. É necessário o toque de uma hábil mão para despertar essas faculdades adormecidas. Foram esses homens que Jesus chamou para serem Seus colaboradores, e deu-lhes a vantagem da convivência com Ele’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 250).”1

Quinta-feira, 07 de abril de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A terra de Zebulom e de Naftali

Lições da Bíblia

“Mateus 4:12 fala do aprisionamento de João, que pôs fim ao seu ministério. Nesse ponto, o ministério de Jesus começou ‘oficialmente’. O texto não diz por que, quando ouviu falar da prisão de João, Jesus foi para a Galileia; só diz que Ele fez isso. (Ver também Mc 1:14-16; Lc 4:14.) Porventura, enquanto João ainda estava pregando, Jesus teria desejado ser mais discreto para que não surgisse rivalidade? O verbo grego em Mateus 4:12, muitas vezes traduzido como ‘voltou’ (NVI) ou ‘foi’ (NTLH), pode dar a ideia de ‘retirar-se’, no sentido de evitar perigo. Assim, com Sua usual prudência, talvez Jesus estivesse tentando evitar problemas.”1

“5. Mateus 4:13-16 (ver também Is 9:1, 2) fala que Jesus Se estabeleceu na área de Zebulom e Naftali. O que esses versos dizem sobre o ministério de Jesus?”1 “13 e, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali; 14 para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: 15 Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios! 16 O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz.” (Mateus 4:13-16 ARA)2. “1 Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios. 2 O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.” (Isaías 9:1-2 ARA)2. “O ministério de Jesus trouxe luz à Galileia, uma região dominada pelas trevas espirituais e habitada por pagãos misturados com descendentes das tribos de Israel.”1

“Zebulom e Naftali foram dois filhos de Jacó (ver Gn 35:23-26), e seus descendentes se tornaram duas tribos que acabaram se estabelecendo na bela região norte de Israel.”1

“Infelizmente, essas duas tribos estavam entre as dez que renunciaram à fé em Deus e se voltaram para as coisas do mundo. Muitos profetas do Antigo Testamento protestaram contra o pecado, o mundanismo e a maldade dessas tribos do norte que, por fim, foram derrotadas pelos assírios, os quais as espalharam por todo o mundo conhecido na época. Por sua vez, os gentios se estabeleceram em Israel, e a Galileia passou a ser um local confuso e obscuro, com população mista. O profeta mais famoso da Galileia foi Jonas, o que pode nos dizer algo sobre o nível de lealdade que a população tinha para com Deus.”1

“Apesar dos problemas da Galileia, havia uma bela profecia em Isaías referente à obscura terra de Zebulom e de Naftali, a qual dizia que até ‘aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz’ (Mt 4:16). Em outras palavras, nesse lugar, em que a necessidade era tão grande, onde as pessoas eram consideradas rudes, atrasadas e sem refinamento, Jesus foi viver e trabalhar entre elas. Por mais exaltado que Ele houvesse sido, vemos que estava disposto a humilhar-Se em favor de outros. Vemos aqui, também, outro exemplo de como o Antigo Testamento ocupou um lugar central no ministério de Jesus.”1

“Como evitar a tentação de considerar as pessoas indignas de receber nossa ajuda e nosso testemunho? O que está errado com essa atitude?”1

Quarta-feira, 06 de abril de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A tentação

Lições da Bíblia

“4. Leia Mateus 4:1-11. Por que Jesus teve que passar por essa situação? O que essa história tem que ver com a nossa salvação? Como Jesus resistiu a tentações tão poderosas, sob circunstâncias tão difíceis, e o que isso nos diz a respeito de como resistir às tentações?”1 “1 A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. 3 Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. 4 Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. 5 Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo 6 e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. 7 Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. 11 Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.” (Mateus 4:1-11 ARA)2. “Porque precisava vencer o inimigo, desmascarar sua estratégia e nos deixar o exemplo da vitória; queria mostrar que podemos vencer por meio da Palavra e da abnegação.”1

“Mateus 4:1 inicia com o que parece ser uma ideia estranha: foi o Espírito que levou Jesus ao deserto para ser tentado pelo diabo. Supõe-se que devemos orar para não ser levados à tentação do diabo: ‘Não deixes que sejamos tentados, mas livra-nos do mal’ (Mt 6:13, NTLH). Por que, então, o Espírito Santo conduziria Jesus dessa forma?”1

“A chave se encontra no capítulo anterior, quando Jesus foi a João para ser batizado. Vendo a resistência de João, Jesus disse: ‘Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça’ (Mt 3:15). Embora não tivesse pecado, Jesus teve que ser batizado para cumprir toda a justiça, isto é, fazer o que era necessário a fim de ser um exemplo perfeito para os seres humanos e ser o representante perfeito deles.”1

“Na tentação no deserto, Jesus tinha que passar pelo mesmo terreno pelo qual Adão passou. Precisava da vitória contra a tentação que todos nós, de Adão em diante, deixamos de alcançar. E assim, ao fazer isso, ‘Cristo devia reparar […] a falha de Adão’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 117), só que Ele o fez em condições diferentes de qualquer coisa que Adão tivesse enfrentado. Por Sua vitória, Jesus mostrou que não há desculpa para o pecado, que não há justificativa para ele e que, quando tentados, não temos que cair, mas podemos vencer por meio da fé e submissão. Devemos seguir a orientação de Tiago: ‘Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós’ (Tg 4:7, 8).”1

“Ao nos mostrar de maneira tão enfática que não há desculpa para o pecado, como esse relato mostra nossa necessidade da justiça de Cristo? Imagine se tivéssemos que nos apresentar em nossa própria justiça, sem essa cobertura e sem a justificação para os nossos pecados! Que esperança teríamos?”1

Terça-feira, 05 de abril de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se prefir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.