As Escrituras como a norma dominante

Lições da Bíblia

“Desde o início de seu movimento, os Adventistas do Sétimo Dia têm se considerado um povo do “Livro”, isto é, cristãos que creem na Bíblia. A fim de confirmar o princípio escriturístico da sola Scriptura (somente pelas Escrituras), reconhecemos a autoridade singular da Bíblia. Essa é a norma dominante para nossa teologia e a autoridade suprema para a vida e a doutrina. Outras fontes, como a experiência religiosa, a razão humana ou a tradição, são subservientes à Bíblia. Na verdade, o princípio da sola Scriptura tinha a intenção de proteger a autoridade das Escrituras da dependência da igreja e de sua interpretação, e ele descartava a possibilidade de que o padrão de sua interpretação viesse de fora da Bíblia.”1

“1. Em 1 Coríntios 4:1-6, especialmente o verso 6, Paulo disse que não devemos ‘ultrapassar o que está escrito’. Por que esse ponto é crucial para nossa fé?”1

1 Coríntios 4:1-6 (ARA): “1 Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. 2 Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel. 3 Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós ou por tribunal humano; nem eu tampouco julgo a mim mesmo. 4 Porque de nada me argui a consciência; contudo, nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor. 5 Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus. 6 Estas coisas, irmãos, apliquei-as figuradamente a mim mesmo e a Apolo, por vossa causa, para que por nosso exemplo aprendais isto: não ultrapasseis o que está escrito; a fim de que ninguém se ensoberbeça a favor de um em detrimento de outro.”

“Não ultrapassar o que está escrito não exclui ideias de outros campos de estudo, como a arqueologia bíblica ou a história. Outros campos podem lançar luz sobre alguns aspectos bíblicos e sobre o contexto das passagens bíblicas, e assim podem nos ajudar a compreender mais o texto bíblico. Também não exclui o auxílio de outros recursos na tarefa da interpretação, como léxicos, dicionários, concordâncias e outros livros e comentários. No entanto, na interpretação correta da Bíblia, o texto das Escrituras tem prioridade sobre todos os outros aspectos, ciências e auxílios secundários. Outros pontos de vista devem ser avaliados cuidadosamente da perspectiva das Escrituras como um todo.”1

“O que confirmamos positivamente quando praticamos o princípio da sola Scriptura é que, se surge um conflito na interpretação da nossa fé, então somente as Escrituras têm a autoridade que transcende e julga qualquer outra fonte ou tradição da igreja. Não devemos ultrapassar nem contrariar o que está escrito na Bíblia. O verdadeiro cristianismo e a pregação convincente do evangelho dependem de um firme compromisso com a autoridade das Escrituras.”1

“Somente as Escrituras são o verdadeiro senhor e mestre de todos os escritos e doutrinas da Terra” (Martin Luther, Luther’s Works, v. 32: Career of the Reformer II, ed. Jaroslav Jan Pelikan, Hilton C. Oswald e Helmut T. Lehmann [Philadelphia: Fortress Press, 1999], p. 11, 12).1

“Leia Atos 17:10, 11. [“10 E logo, durante a noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Bereia; ali chegados, dirigiram-se à sinagoga dos judeus. 11 Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.”] Como esses versos esclarecem a primazia das Escrituras?”1

Domingo, 26 de abril de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Somente pelas Escrituras – Sola Scriptura

Lições da Bíblia

“Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4:12).1

“A declaração protestante “somente as Escrituras” (sola Scriptura) elevou a Bíblia como o único padrão e fonte decisiva para a teologia. Em contraste com a teologia católica romana, que enfatizava as Escrituras e a tradição, a fé protestante enfatizava a palavra-chave somente; isto é, somente as Escrituras são a autoridade final quando assuntos de fé e doutrina estão em discussão.”1

“A Bíblia deu força e autoridade decisivas à Reforma Protestante e à sua revolta contra Roma e os erros que esta vinha ensinando durante ­séculos. Em oposição a uma interpretação alegórica das Escrituras, em que muitos significados diferentes eram atribuídos ao texto, os reformadores enfatizaram a importância de uma interpretação histórico-gramatical da Bíblia, que levava a sério o significado gramatical e literal do texto bíblico.”1

“Nesta semana, examinaremos o princípio da sola Scriptura com mais detalhes. Descobriremos que sola Scriptura implica alguns princípios fundamentais de interpretação bíblica indispensáveis a uma compreensão apropriada da Palavra de Deus. Sendo protestantes, devemos manter a Bíblia como autoridade doutrinal suprema.”1

Peça a Deus que faça você sentir mais e mais necessidade de orar.

Sábado, 25 de abril de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 

A Bíblia – a fonte autoritativa de nossa teologia – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Texto de Ellen G. White: O Grande Conflito, p. 593-602 (“Nossa Única Salvaguarda”).

A tradição, a experiência, a cultura, a razão e a Bíblia estão presentes em nossa reflexão sobre a Palavra de Deus. A pergunta decisiva é: qual dessas fontes tem a palavra final e a autoridade suprema em nossa teologia? Uma coisa é confirmar a Bíblia, mas algo completamente diferente é permitir que ela, mediante o ministério do Espírito Santo, influencie e mude a vida.

“Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário para a salvação. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autoritativa e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 9).

Perguntas para consideração

1. Por que é mais fácil defender os detalhes de algumas tradições humanas do que viver o espírito da Lei de Deus: amar o Senhor, nosso Deus, de todo o nosso coração e entendimento, e amar o próximo como a nós mesmos? (veja Mt 22:37-40).

2. Comente sua resposta à pergunta final de domingo. Que função a tradição deve ter em nossa igreja? Quais bênçãos e desafios você observa nas tradições religiosas?

3. Como podemos garantir que a tradição, não importando quanto ela seja boa, não substitua a Palavra escrita de Deus como nossa norma e autoridade final?

4. Imagine que alguém afirme ter recebido um sonho em que o Senhor lhe teria dito que o domingo é o verdadeiro dia de descanso e adoração nos tempos do Novo Testamento. Como você responderia a essa pessoa? O que uma história semelhante a essa nos ensina sobre como a experiência deve sempre ser provada pela Palavra de Deus?

5. Fale sobre a cultura em que sua igreja está imersa. Como essa cultura influencia sua fé? Quais exemplos encontramos na História em que a cultura tenha influenciado grandemente as ações dos membros da igreja de uma forma que hoje vemos como negativa? Que lições podemos extrair desse fato para não cometer erros semelhantes?

Sexta-feira, 24 de abril de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A Bíblia

Lições da Bíblia

“O Espírito Santo, que revelou e inspirou o conteúdo da Bíblia, nunca nos conduzirá contrariamente à Palavra de Deus nem para longe dela. Para os Adventistas do Sétimo Dia, a Bíblia tem uma autoridade superior à tradição, à experiência, à razão ou às culturas humanas. Somente a Bíblia é a norma pela qual todo o restante precisa ser provado.”1

“7. Leia João 5:46, 47; 7:38. Para Jesus Cristo, qual era a melhor fonte para entender questões espirituais? Como a Bíblia confirma que Jesus é o verdadeiro Messias?”1

João 5:46, 47 (ARA)2: “46 Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele. 47 Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?

João 7:38 (ARA)2: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.”

“Algumas pessoas alegam ter recebido ‘revelações’ e instruções especiais do Espírito Santo, mas essas instruções vão contra a clara mensagem da Bíblia. Para essas pessoas, um suposto “Espírito Santo” alcançou autoridade maior que as Escrituras. Quem anula a Palavra escrita e inspirada e se esquiva de sua mensagem clara está andando em terreno perigoso e não está seguindo a direção do Espírito de Deus. A Bíblia é nossa única salvaguarda espiritual. Somente ela é a norma confiável para toda matéria de fé e prática.”1

“Por meio das Escrituras, o Espírito Santo fala à mente e grava a verdade no coração. Assim expõe o erro, expulsando-o do coração. É pelo Espírito da verdade, agindo pela Palavra de Deus, que Cristo submete a Si Seu povo escolhido” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 671).1

“O Espírito Santo nunca deve ser interpretado como substituto da Palavra de Deus. Em vez disso, Ele trabalha em harmonia com a Bíblia e por meio dela para nos atrair a Cristo, tornando as Escrituras a única norma para a verdadeira espiritualidade bíblica. A Bíblia apresenta a sã doutrina (1Tm 4:6) e, sendo a Palavra de Deus, é confiável e merece plena aceitação. Não é nossa tarefa julgar as Escrituras. Em vez disso, a Palavra de Deus tem o direito e a autoridade para julgar nossa vida e nossos pensamentos. Afinal, é a Palavra escrita do próprio Deus.”1

“Por que a Bíblia é um guia mais seguro em questões espirituais do que impressões subjetivas? Quais são as consequências de não aceitar a Bíblia como o padrão pelo qual provamos todos os ensinamentos e até mesmo nossa experiência espiritual? Se a revelação particular fosse a palavra final nas questões espirituais, por que isso não levaria a nada além do caos e do erro? ”1

Ter comunhão com Deus em oração é contar coisas da sua vida a Ele.

Quinta-feira, 23 de abril de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Razão

Lições da Bíblia

“6. Leia 2 Coríntios 10:5, 6; Provérbios 1:7; 9:10. Por que a obediência a Cristo em nossos pensamentos é tão importante? Por que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria? Assinale a alternativa correta:”1

2 Coríntios 10:5, 6 (ARA)2: “5 destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo, 6 e estando prontos para vingar toda desobediência, quando for cumprida a vossa obediência.”

Provérbios 1:7 (ARA): “O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.”

Provérbios 9:10 (ARA): “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e a ciência do Santo, a prudência.”

A.( ) Porque pensamentos submissos levam à prática da obediência.
B.( ) Porque devemos obedecer apenas na teoria, não na prática.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“Deus nos deu a capacidade de pensar e raciocinar. Toda atividade humana e todo argumento teológico supõem nossa capacidade de pensar e tirar conclusões. Não apoiamos uma fé irracional. Entretanto, como consequência do Iluminismo do século 18, a razão assumiu uma função nova e dominante, especialmente no mundo ocidental, que vai muito além de nossa capacidade de pensar e chegar a conclusões corretas.”1

“Em contraste com a ideia de que a base do nosso conhecimento é a experiência sensorial, outra visão considera a razão a principal fonte de conhecimento. Essa visão, chamada racionalismo, é a ideia de que a verdade não é sensorial, mas intelectual e deriva da razão. Ou seja, certas verdades existem, e somente a razão pode compreendê-las diretamente. Isso faz da razão o teste e a norma da verdade. A razão se tornou a nova autoridade diante da qual tudo mais tinha que se curvar, inclusive a autoridade da igreja e, mais dramaticamente, até mesmo a autoridade da Bíblia como a Palavra de Deus. Tudo o que não era evidente para a razão foi descartado e teve sua legitimidade questionada. Essa atitude afetou muitas partes das Escrituras. Todos os milagres e as ações sobrenaturais de Deus, como a ressurreição de Jesus, o nascimento virginal ou a criação em seis dias, para citar apenas alguns, não foram mais considerados verdadeiros e confiáveis.”1

“Lembremo-nos de que mesmo o poder de raciocínio foi afetado pelo pecado e precisa ser colocado sob Cristo. O ser humano foi obscurecido em sua compreensão e alienado de Deus (Ef 4:18). Precisamos ser iluminados pela Palavra. Além disso, o fato de que Deus é o Criador indica que nossa razão não foi criada como algo que funciona de modo independente. Em vez disso, ‘o temor do SENHOR é o princípio da sabedoria’ (Pv 9:10; Pv 1:7). Somente quando aceitamos a revelação de Deus, corporificada em Sua Palavra escrita, como suprema em nossa vida, e estamos dispostos a seguir o que está escrito na Bíblia, podemos raciocinar corretamente.”1

O presidente americano Thomas Jefferson (1743-1826) fez sua própria versão do Novo Testamento excluindo o que, em sua opinião, fosse contrário à razão. Quase todos os milagres de Jesus foram excluídos, incluindo a Sua ressurreição. O que isso nos ensina sobre os limites da razão para a compreensão da verdade?

Terça-feira, 22 de abril de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Cultura

Lições da Bíblia

“Todos nós pertencemos a culturas específicas. Também somos influenciados e moldados pela cultura. Nenhum de nós escapa dela. Basta analisarmos o quanto do Antigo Testamento é a história do antigo Israel sendo corrompido pelas culturas ao seu redor. O que nos faz pensar que hoje as coisas ocorram de modo diferente?”1

“A Palavra de Deus também foi dada em uma cultura específica, embora não seja limitada a essa única cultura. Mesmo que os fatores culturais influenciem inevitavelmente nossa compreensão da Bíblia, não devemos perder de vista o fato de que a Palavra também transcende às estabelecidas categorias culturais de etnia, império e status social. Essa é uma razão pela qual a Bíblia ultrapassa qualquer cultura humana e é até capaz de transformar e corrigir os elementos pecaminosos que encontramos em todas as culturas.”1

“5. Leia 1 João 2:15-17. O que João quis dizer ao declarar que não devemos amar as coisas do mundo? Como podemos viver no mundo e ainda assim não ter uma mentalidade mundana?”1

1 João 2:15-17 (ARA): “15 Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 17 E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”

“A cultura, como qualquer outra faceta da criação de Deus, é afetada pelo pecado. Consequentemente, ela também está sob o juízo de Deus. Evidentemente, alguns aspectos da nossa cultura podem se alinhar muito bem com nossa fé, mas devemos sempre ter o cuidado de distinguir entre as duas. O ideal é que, se necessário, a fé bíblica se oponha à cultura existente e crie uma contracultura que seja fiel à Palavra de Deus. A menos que tenhamos algo ancorado em nós que venha de cima, logo nos entregaremos ao que está ao nosso redor.”1

Ellen G. White apresentou a seguinte ideia:

“Os seguidores de Cristo devem se separar do mundo em princípios e em interesses; não devem, porém, se isolar do mundo. O Salvador Se misturava constantemente com os homens, não para os animar em qualquer coisa que não estivesse em harmonia com a vontade de Deus, mas para os elevar e enobrecer” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 323).1

Quais aspectos da sua cultura estão em completa oposição à fé bíblica? Como podemos nos manter firmes contra esses aspectos que tendem a corromper nossa fé?

Terça-feira, 21 de abril de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Experiência

Lições da Bíblia

“3. Leia Romanos 2:4 e Tito 3:4, 5. Como experimentamos a bondade, a paciência, o perdão, a benevolência e o amor de Deus? Por que é importante que a fé não seja apenas conhecimento abstrato, mas algo vivenciado? As experiências podem entrar em conflito com a Bíblia e até mesmo nos enganar na fé?”1

Romanos 2:4 (ARA)2: “Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência, e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?”

Tito 3:4, 5 (ARA)2: “4 Mas, quando apareceu a benignidade e o amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, 5 não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,”

“A experiência faz parte da existência humana. Ela influencia nossos sentimentos e pensamentos de uma forma poderosa. Deus nos projetou de tal maneira que nosso relacionamento com a criação, e até mesmo com o próprio Deus, é significativamente conectado com nossa experiência e moldado por ela.”1

“É o desejo de Deus que experimentemos a beleza dos relacionamentos, da arte, da música e das maravilhas da criação, bem como a alegria de Sua salvação e o poder das promessas de Sua Palavra. Nossa religião e fé são mais do que apenas doutrina e decisões racionais. O que experimentamos molda significativamente nossa visão de Deus e até mesmo nossa compreensão da Sua Palavra. Mas precisamos também ver claramente as limitações e insuficiências de nossas experiências quando se trata de conhecer a vontade de Deus.”1

“4. Que advertência se encontra em 2 Coríntios 11:1-3? O que isso revela sobre os limites da confiança nas nossas experiências?”1

2 Coríntios 11:1-3 (ARA)2: “1 Tomara que me suportásseis um pouco na minha loucura! Suportai-me, porém, ainda. 2 Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. 3 Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo.”

“As experiências podem ser muito enganadoras. Biblicamente, a experiência precisa ter sua esfera apropriada. Deve ser influenciada, moldada e interpretada pelas Escrituras. Às vezes desejamos experimentar algo que não está em harmonia com a Palavra e a vontade de Deus. Nessas ocasiões, precisamos confiar na Bíblia acima de nossa experiência e de nossos desejos. Devemos estar atentos para assegurar que as experiências estejam em harmonia com as Escrituras e não contradigam o claro ensino da Bíblia.”1

Na fé em que o amor a Deus e aos outros (Mc 12:28-31) são os mandamentos principais, a experiência é importante. Todavia, por que é crucial provar a experiência pela Palavra?

Segunda-feira, 20 de abril de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Tradição

Lições da Bíblia

“A tradição não é ruim. Ela dá às ações recorrentes na vida certa rotina e estrutura. Ela nos ajuda a permanecer conectados com nossas raízes. Por isso, não é surpresa que essa herança tenha uma função importante na religião. Porém, também existem perigos relacionados à tradição.”1

“1. Leia Marcos 7:1-13. Como Jesus reagiu a algumas tradições humanas em Seus dias? O que isso nos ensina? Assinale a alternativa correta:”1

Marcos 7:1-13 (ARA)2: “1 E reuniram-se em volta dele os fariseus e alguns dos escribas que tinham vindo de Jerusalém. 2 E, vendo que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, os repreendiam. 3 Porque os fariseus e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes;e, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal, e as camas. 5 Depois, perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem com as mãos por lavar? E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens, como o lavar dos jarros e dos copos, e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição. 10 Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe e: Quem maldisser ou o pai ou a mãe deve ser punido com a morte. 11 Porém vós dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor, 12 nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe, 13 invalidando, assim, a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas.

A. (  ) Colocou-as acima dos mandamentos de Deus e da Palavra do Senhor.
B. (  ) Exaltou a Lei de Deus como fonte de autoridade acima das tradições.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

“A tradição que Jesus confrontou era cuidadosamente transmitida na comunidade judaica de mestre para discípulo. Nos dias de Jesus, ela havia assumido um lugar ao lado das Escrituras. Contudo, a tradição tem uma tendência de se desenvolver durante longos períodos de tempo, acumulando assim mais e mais detalhes e aspectos que originalmente não faziam parte da Palavra de Deus nem de Seu plano. Embora as tradições fossem promovidas por ‘anciãos’ (Mc 7:3, 5), isto é, pelos líderes religiosos da comunidade judaica, não são iguais aos mandamentos de Deus (Mc 7:8, 9). Eram tradições de homens e, finalmente, levaram a um ponto em que tornaram inválida ‘a Palavra de Deus’ (Mc 7:13).”1

“2. Leia 1 Coríntios 11:2 e 2 Tessalonicenses 3:6. Como distinguimos entre a Palavra de Deus e a tradição humana? É importante fazer essa distinção?”1

1 Coríntios 11:2 (ARA)2: “E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim e retendes os preceitos como vo-los entreguei.”

2 Tessalonicenses 3:6 (ARA)2: “Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que andar desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu.”

“A Palavra viva de Deus faz surgir em nós uma atitude reverente e fiel para com ela. Essa fidelidade gera certa tradição. Contudo, nossa fidelidade precisa sempre ser dedicada ao Deus vivo, que revelou Sua vontade na Palavra escrita. Portanto, a Bíblia possui uma função singular que suplanta todas as tradições humanas. Ela está acima de todas as tradições, mesmo das boas. Tradições que se desenvolvem a partir de nossa experiência com Deus e Sua Palavra constantemente precisam ser testadas pela medida das Sagradas Escrituras.”

O que fazemos como igreja que pode ser rotulado como “tradição”? Por que é importante distinguir tradição de ensinamento bíblico? Comente com a classe.

Não apenas leia a Bíblia, estude-a!

Domingo, 19 de abril de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Com interpretar as Escrituras Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 500, abr. mai. jun. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.