Todas as nações e Babel – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

Texto de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 89-94 [117-124] (“A Torre de Babel”).

“Esses empreendimentos se destinavam a impedir que o povo se espalhasse em colônias. Deus determinara que os homens se dispersassem pela Terra toda, para povoá-la e subjugá-la. Entretanto, esses construtores de Babel resolveram conservar unida sua comunidade, em um corpo, e fundar uma monarquia que finalmente abrangesse a Terra inteira. Assim, sua cidade se tornaria a metrópole de um império universal, sua glória imporia admiração e homenagem do mundo, e tornaria ilustres seus fundadores. A magnificente torre, atingindo os céus, tinha por objetivo permanecer como um monumento ao poder e à sabedoria de seus construtores, perpetuando sua fama às últimas gerações.

Os moradores da planície de Sinar não criam no concerto de Deus de que não mais traria um dilúvio sobre a Terra. Muitos deles negavam a existência divina e atribuíam o dilúvio à manifestação de causas naturais. Outros criam em um Ser supremo, e que fora Ele que destruíra o mundo antediluviano. E o coração deles, como o de Caim, ergueu-se em rebelião contra aquele Ser. Um objetivo que tinham na construção da torre era garantir sua segurança em caso de outro dilúvio. Elevando a estrutura a uma altura muito maior do que a atingida pelas águas do dilúvio, julgavam colocar-se fora de toda possibilidade de perigo. E, como pudessem subir à região das nuvens, esperavam se certificar da causa do dilúvio. Todo aquele empreendimento se destinava a exaltar ainda mais o orgulho dos que o projetaram e a desviar de Deus a mente das futuras gerações, levando-as à idolatria” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 90, 91 [118, 119]).

Perguntas para consideração

1. Que exemplo do passado, ou mesmo do presente, há de problemas que podem surgir daqueles que procuram tornar importante seu próprio nome?

2. Como evitar o perigo de tentar construir, mesmo que inconscientemente, nossa própria torre de Babel? De que maneira podemos fazer isso?

Sexta-feira 29 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 

A redenção do exílio

Lições da Bíblia1

6. Leia Gênesis 11:8, 9 e 9:1; compare com Gênesis 1:28. Por que a dispersão ocasionada por Deus foi redentiva?

Gênesis 11:8, 9 (ARA)2: “8 Destarte, o Senhor os dispersou dali pela superfície da terra; e cessaram de edificar a cidade. 9 Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela.”. Gênesis 9:1 (ARA)2: “Abençoou Deus a Noé e a seus filhos e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vosa e enchei a terra.

Gênesis 1:28 (ARA)2: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.”

O desígnio e a bênção de Deus para os humanos são relatados no seguinte verso: “Multipliquem-se e encham a Terra” (Gn 9:1; Gn 1:28). Em oposição aos planos divinos, os construtores de Babel preferiram ficar juntos como um só povo. Eles apresentaram a razão pela qual queriam construir a cidade: “para que não sejamos espalhados por toda a Terra” (Gn 11:4). Eles se recusavam a se mudar para outro lugar, talvez pensando que juntos seriam mais poderosos do que separados e espalhados. E, em algum sentido, estavam certos.

Infelizmente, eles procuraram usar seu poder de união para o mal, não para o bem. Queriam tornar célebre o próprio nome, um poderoso reflexo de sua arrogância e orgulho. Na verdade, sempre que o ser humano, em desafio aberto a Deus, quer “fazer um nome” para si mesmo, podemos ter certeza de que não vai dar certo. Nunca deu.

Portanto, em um juízo contra seu desafio direto, Deus os espalhou por toda a superfície da Terra (Gn 11:9), exatamente o que não queriam que acontecesse.

Curiosamente, o nome Babel, que significa “porta de Deus”, está relacionado com o verbo balal, que significa “confundir” (Gn 11:9). Por terem desejado chegar à “porta” de Deus, por se considerarem como Deus, acabaram confundidos e muito menos poderosos do que antes.

“Os homens de Babel tinham se decidido a estabelecer um governo que fosse independente de Deus. No entanto, houve alguns entre eles que temiam ao Senhor, mas tinham sido enganados pelas pretensões dos ímpios e enredados por seus desígnios. Por amor a esses fiéis, o Senhor retardou Seus juízos e deu ao povo tempo para revelar seu verdadeiro caráter. Enquanto isso, os filhos de Deus trabalharam para dissuadi-los de seu intuito; mas o povo estava completamente unido em seu empreendimento insolente contra o Céu. Se eles tivessem continuado sem ser impedidos, teriam pervertido o mundo já no início. Aquela confederação foi fundada de modo revoltoso, um reino estabelecido para a exaltação própria, no qual Deus não poderia ter domínio nem honra” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 92, 93 [123]).

Quinta-feira 28 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Vamos descer

Lições da Bíblia1

4. Leia Gênesis 11:5-7 e Salmo 139:7-12. Por que Deus desceu à Terra? O que motivou essa reação divina?

Gênesis 11:5-7 (ARA)2: “5 Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre, que os filhos dos homens edificavam; 6 e o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer. 7 Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro.

Salmo 139:7-12 (ARA)2: “7 Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? 8 Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; 9 se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, 10 ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá. 11 Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, 12 até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa.”

Ironicamente, embora os homens estivessem subindo, Deus teve que descer até eles. O Pai desceu para afirmar Sua supremacia. Ele sempre estará além do alcance humano. Qualquer esforço humano para se elevar a Ele e encontrá-Lo no céu é inútil e ridículo. Por isso, para nos salvar, Jesus desceu a nós; não havia outra maneira de fazer isso.

Uma ironia no relato da torre de Babel é vista na declaração: “ver a cidade e a torre” (Gn 11:5). Deus não precisava descer para ver (Sl 139:7-12; Sl 2:4), mas Ele o fez mesmo assim. O conceito enfatiza o envolvimento de Deus com a humanidade.

5. Leia Lucas 1:26-33. O que isso nos ensina sobre Deus vir até nós?

Lucas 1:26-33 (ARA)2: “26 No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. 28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. 29 Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. 30 Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. 32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; 33 ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.

A atitude de Deus de descer nos faz recordar também do princípio da justiça pela fé e do processo da graça divina. Independentemente da obra que realizemos para Deus, Ele ainda terá que vir para Se encontrar conosco. Não é o que fazemos para o Senhor que nos levará a Ele e à redenção. Em vez disso, é o movimento Dele em nossa direção que nos salva. Duas vezes o texto em Gênesis fala sobre Deus descer, o que parece indicar o quanto Ele Se importava com o que estava acontecendo ali.

De acordo com a passagem, o Senhor queria acabar com a profunda união deles, a qual, dado o seu estado decaído, só poderia levar a outras maldades. Por isso, Ele escolheu confundir seus idiomas, o que poria fim aos seus esquemas de união.

“Os planos dos construtores de Babel terminaram com vergonha e derrota. O monumento ao seu orgulho se tornou o memorial de sua loucura. No entanto, as pessoas estão prosseguindo continuamente no mesmo caminho, confiando em si mesmas e rejeitando a lei de Deus. É o princípio que Satanás procurou pôr em prática no Céu, o mesmo que governou Caim quando apresentou sua oferta” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 93 [123]).

Há no relato da torre de Babel outro exemplo da arrogância humana? Como termina essa história e que lições podemos tirar dela?

Quarta-feira 27 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Um idioma

Lições da Bíblia1

3. Leia Gênesis 11:1-4. Por que as pessoas de “toda a terra” estavam tão ansiosas para alcançar a unidade?

Gênesis 11:1-4 (ARA)2: “1 Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar. 2 Sucedeu que, partindo eles do Oriente, deram com uma planície na terra de Sinar; e habitaram ali. 3 E disseram uns aos outros: Vinde, façamos tijolos e queimemo-los bem. Os tijolos serviram-lhes de pedra, e o betume, de argamassa. 4 Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.

A frase “toda a terra” refere-se a um pequeno número de pessoas, as que viviam na época após o dilúvio. O motivo dessa reunião está claramente indicado: queriam construir uma torre para chegar aos céus (Gn 11:4). Na verdade, sua real intenção era ocupar o lugar do próprio Deus, o Criador. A descrição das intenções e atitudes do povo ecoam as intenções e ações divinas no relato da criação: “e disseram” (Gn 11:3, 4; compare com Gn 1:6, 9, 14, etc.); “Vamos fazer” (Gn 11:3, 4; compare com Gn 1:26). A sua intenção ficou explicitamente declarada: “‘tornemos célebre o nosso nome’” (Gn 11:4), expressão que se destina exclusivamente a Deus (Is 63:12, 14).

Em suma, os construtores de Babel alimentavam a ambição equivocada de substituir Deus, o Criador (sabemos quem inspirou isso, não é mesmo? [Is 14:14]). A lembrança do dilúvio deve ter desempenhado uma função nesse plano. Eles construíram uma torre alta para sobreviver a outra inundação, se houvesse, apesar da promessa divina. A memória do dilúvio foi preservada na tradição babilônica, embora distorcida, em conexão com a construção de Babel (Babilônia). Esse esforço para alcançar o céu e usurpar o lugar de Deus, de fato, caracterizaria o espírito de Babilônia.

Por isso, a história da torre de Babel também é um tema tão importante no livro de Daniel. A referência a Sinar, no início do relato sobre a torre de Babel (Gn 11:2), reaparece no livro de Daniel, designando o lugar para onde Nabucodonosor levou os utensílios do templo de Jerusalém (Dn 1:2). Entre outras passagens do livro, o episódio de Nabucodonosor erguendo a estátua de ouro, provavelmente no mesmo lugar, na mesma “planície”, é o que mais ilustra esse estado de espírito. Em suas visões do fim, Daniel viu o mesmo cenário das nações da Terra se reunindo contra Deus (Dn 2:43; 11:43-45; compare com Ap 16:15, 16), embora essa tentativa falhe, como também aconteceu com Babel.

Um escritor francês disse que o propósito da humanidade era tentar “ser Deus”. O que há em nós, a começar com Eva (Gn 3:5), que é atraído para essa mentira perigosa?

Terça-feira 26 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A genealogia em Gênesis

Lições da Bíblia1

As informações cronológicas sobre a idade de Noé nos fazem perceber que ele serviu de elo entre as civilizações pré e pós-diluviana. Os dois últimos versos do relato anterior (Gn 9:28, 29) nos levam de volta ao último elo da genealogia de Adão (Gn 5:32). Visto que Adão morreu quando Lameque, pai de Noé, tinha 56 anos, Noé certamente deve ter ouvido histórias sobre Adão, as quais poderia ter transmitido a seus descendentes antes e depois do dilúvio.

Leia Gênesis 10. Qual é o propósito dessa genealogia na Bíblia? (Veja também Lc 3:23-38.)

Gênesis 10 (ARA)2: 1 São estas as gerações dos filhos de Noé, Sem, Cam e Jafé; e nasceram-lhes filhos depois do dilúvio. 2 Os filhos de Jafé são: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras. 3 Os filhos de Gomer são: Asquenaz, Rifate e Togarma. 4 Os de Javã são: Elisá, Társis, Quitim e Dodanim. 5 Estes repartiram entre si as ilhas das nações nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, em suas nações. 6 Os filhos de Cam: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã. 7 Os filhos de Cuxe: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e os filhos de Raamá: Sabá e Dedã. 8 Cuxe gerou a Ninrode, o qual começou a ser poderoso na terra. 9 Foi valente caçador diante do Senhor; daí dizer-se: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor. 10 O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar. 11 Daquela terra saiu ele para a Assíria e edificou Nínive, Reobote-Ir e Calá. 12 E, entre Nínive e Calá, a grande cidade de Resém. 13 Mizraim gerou a Ludim, a Anamim, a Leabim, a Naftuim, 14 a Patrusim, a Casluim (donde saíram os filisteus) e a Caftorim. 15 Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete, 16 e aos jebuseus, aos amorreus, aos girgaseus, 17 aos heveus, aos arqueus, aos sineus, 18 aos arvadeus, aos zemareus e aos hamateus; e depois se espalharam as famílias dos cananeus. 19 E o limite dos cananeus foi desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza, indo para Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa. 20 São estes os filhos de Cam, segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações. 21 A Sem, que foi pai de todos os filhos de Héber e irmão mais velho de Jafé, também lhe nasceram filhos. 22 Os filhos de Sem são: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arã. 23 Os filhos de Arã: Uz, Hul, Geter e Más. 24 Arfaxade gerou a Salá; Salá gerou a Héber. 25 A Héber nasceram dois filhos: um teve por nome Pelegue, porquanto em seus dias se repartiu a terra; e o nome de seu irmão foi Joctã. 26 Joctã gerou a Almodá, a Selefe, a Hazar-Mavé, a Jerá, 27 a Hadorão, a Uzal, a Dicla, 28 a Obal, a Abimael, a Sabá, 29 a Ofir, a Havilá e a Jobabe; todos estes foram filhos de Joctã. 30 E habitaram desde Messa, indo para Sefar, montanha do Oriente. 31 São estes os filhos de Sem, segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações. 32 São estas as famílias dos filhos de Noé, segundo as suas gerações, nas suas nações; e destes foram disseminadas as nações na terra, depois do dilúvio.”

Lucas 3:23-38 (ARA)2: “23 Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério. Era, como se cuidava, filho de José, filho de Eli; 24 Eli, filho de Matate, Matate, filho de Levi, Levi, filho de Melqui, este, filho de Janai, filho de José; 25 José, filho de Matatias, Matatias, filho de Amós, Amós, filho de Naum, este, filho de Esli, filho de Nagai; 26 Nagai, filho de Maate, Maate, filho de Matatias, Matatias, filho de Semei, este, filho de José, filho de Jodá; 27 Jodá, filho de Joanã, Joanã, filho de Resa, Resa, filho de Zorobabel, este, de Salatiel, filho de Neri; 28 Neri, filho de Melqui, Melqui, filho de Adi, Adi, filho de Cosã, este, de Elmadã, filho de Er; 29 Er, filho de Josué, Josué, filho de Eliézer, Eliézer, filho de Jorim, este, de Matate, filho de Levi; 30 Levi, filho de Simeão, Simeão, filho de Judá, Judá, filho de José, este, filho de Jonã, filho de Eliaquim; 31 Eliaquim, filho de Meleá, Meleá, filho de Mená, Mená, filho de Matatá, este, filho de Natã, filho de Davi; 32 Davi, filho de Jessé, Jessé, filho de Obede, Obede, filho de Boaz, este, filho de Salá, filho de Naassom; 33 Naassom, filho de Aminadabe, Aminadabe, filho de Admim, Admim, filho de Arni, Arni, filho de Esrom, este, filho de Perez, filho de Judá; 34 Judá, filho de Jacó, Jacó, filho de Isaque, Isaque, filho de Abraão, este, filho de Tera, filho de Naor; 35 Naor, filho de Serugue, Serugue, filho de Ragaú, Ragaú, filho de Faleque, este, filho de Éber, filho de Salá; 36 Salá, filho de Cainã, Cainã, filho de Arfaxade, Arfaxade, filho de Sem, este, filho de Noé, filho de Lameque; 37 Lameque, filho de Metusalém, Metusalém, filho de Enoque, Enoque, filho de Jarede, este, filho de Maalalel, filho de Cainã; 38 Cainã, filho de Enos, Enos, filho de Sete, e este, filho de Adão, filho de Deus.

A genealogia bíblica tem três funções. Primeiro, enfatizar a natureza histórica dos eventos bíblicos, que estão relacionados a pessoas reais que viveram e morreram e cujos dias estão precisamente contados. Em segundo lugar, demonstrar a continuidade desde o passado até a época em que viveu o escritor, estabelecendo uma ligação clara entre o passado e o “presente”. Terceiro, lembrar-nos da fragilidade humana e do efeito trágico da maldição do pecado e seus resultados mortais em todas as gerações que se seguiram.

A classificação “camita”, “semita” e “jafetita” não segue critérios claros. As 70 nações prefiguram os 70 membros da família de Jacó (Gn 46:27) e os 70 anciãos de Israel no deserto (Êx 24:9). A ideia de uma correspondência entre as 70 nações e os 70 anciãos sugere a missão de Israel para com as nações: “Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando separava os filhos dos homens uns dos outros, fixou as fronteiras dos povos, segundo o número dos filhos de Israel” (Dt 32:8). Seguindo esse padrão, Jesus enviou 70 discípulos para evangelizar as nações (Lc 10:1).

O que essa informação nos mostra é a ligação direta entre Adão e os patriarcas; todos eles são figuras históricas, pessoas reais, de Adão em diante. Isso também nos ajuda a entender que os patriarcas tiveram acesso direto a testemunhas que tinham lembranças pessoais dos eventos antigos.

Leia Mateus 1:1-17. De acordo com esse texto, essas pessoas eram reais? Por que saber e crer que elas eram reais é importante para nossa fé?

Segunda-feira 25 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A maldição de Cam

Lições da Bíblia1

1. Leia Gênesis 9:18-27. Qual é a mensagem dessa história estranha?

Gênesis 9:18-27 (ARA)2: 18 Os filhos de Noé, que saíram da arca, foram Sem, Cam e Jafé; Cam é o pai de Canaã. 19 São eles os três filhos de Noé; e deles se povoou toda a terra. 20 Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha. 21 Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda. 22 Cam, pai de Canaã, vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos. 23 Então, Sem e Jafé tomaram uma capa, puseram-na sobre os próprios ombros de ambos e, andando de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem que a vissem. 24 Despertando Noé do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho mais moço 25 e disse: Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos. 26 E ajuntou: Bendito seja o Senhor, Deus de Sem; e Canaã lhe seja servo.  27 Engrandeça Deus a Jafé, e habite ele nas tendas de Sem; e Canaã lhe seja servo.”

A atitude de Noé em sua vinha lembra Adão no jardim do Éden. As duas histórias contêm temas comuns: comer da fruta resultou em nudez. Em seguida, houve uma cobertura, uma maldição e uma bênção. Noé se reconectou às suas raízes adâmicas e, infelizmente, deu continuidade ao fracasso.

A fermentação da fruta não fazia parte da criação original de Deus. Noé bebeu do suco fermentado, perdeu o controle e ficou nu. O fato de Cam ter “visto” sua nudez relembra Eva, que também “viu” a árvore proibida (Gn 3:6). Esse paralelo sugere que Cam não apenas “viu” furtivamente, por acidente, a nudez de seu pai. Ele andou ao redor e falou sobre isso, sem nem mesmo tentar resolver o problema. Em contraste, a reação imediata de seus irmãos de cobrir seu pai, enquanto Cam o havia deixado nu, denunciou implicitamente as atitudes do filho mais moço.

A questão em jogo tem a ver com o respeito aos pais. Deixar de honrar seus pais, que representam seu passado, afetará seu futuro (Êx 20:12; compare com Ef 6:2). Daí a maldição, que influenciou o futuro de Cam e de seu filho Canaã.

Claro, é erro teológico grosseiro e crime étnico usar esse texto para justificar teorias racistas. A profecia é estritamente restrita a Canaã, filho de Cam. O autor bíblico tinha em mente algumas práticas corruptas dos cananeus (Gn 19:5-7, 31-35).

Além disso, a maldição contém uma promessa de bênção, jogando com o nome “Canaã”, que deriva do verbo kana’, que significa “subjugar”. Subjugando Canaã, o povo de Deus, descendentes de Sem, entraria mais tarde na terra prometida e prepararia o caminho para a vinda do Messias, que engrandeceria Jafé “nas tendas de Sem” (Gn 9:27). Essa é uma alusão profética à expansão da aliança de Deus a todas as nações, que abraçariam a mensagem de salvação de Israel para o mundo (Dn 9:27; Is 66:18-20; Rm 11:25). A maldição de Cam resultou, na verdade, em bênção para todas as nações, incluindo os descendentes de Cam e Canaã que aceitassem a salvação oferecida pelo Senhor.

Noé, o “herói” do dilúvio, bêbado? O que isso nos diz sobre nossas imperfeições e o motivo pelo qual carecemos da graça divina em todos os momentos?

Domingo, 24 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Todas as nações e Babel

Lições da Bíblia1

“A cidade foi chamada de Babel, porque ali o Senhor confundiu a língua de toda a Terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela” (Gn 11:9).

Após o dilúvio, o relato bíblico muda o foco no único indivíduo, Noé, para seus três filhos, “Sem, Cam e Jafé”. A atenção especial a Cam, o pai de Canaã (Gn 10:6, 15), introduz a ideia de “Canaã”, a terra prometida (Gn 12:5), uma antecipação de Abraão, cuja bênção se estenderia a todas as nações (Gn 12:3).

No entanto, essa sequência foi interrompida pela torre de Babel (Gn 11:1-9). Mais uma vez, os planos de Deus para a humanidade foram interrompidos. O nascimento de todas as nações, que deveria ser uma bênção, tornou-se maldição. As nações se uniram para tentar tomar o lugar do Senhor, que respondeu com um juízo sobre elas. E, com a consequente confusão, as pessoas se dispersaram por todo o mundo (Gn 11:8), cumprindo assim o plano original divino de que enchessem a Terra (Gn 9:1).

Apesar da maldade humana, Deus transformou o mal em bem. Como sempre, é Dele a última palavra. A maldição de Cam na tenda de Noé (Gn 9:21, 22) e a maldição das nações confundidas na torre de Babel (Gn 11:9), no fim, se transformariam em bênção para todos.

Sábado, 23 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor. 

O dilúvio – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

É instrutivo comparar a mentalidade e o comportamento das pessoas e o estado do mundo antediluviano com as pessoas em nossos dias. Com certeza, a maldade humana não é um fenômeno novo. Veja os paralelos entre as duas épocas.

“Os pecados que atraíram a vingança sobre o mundo antediluviano existem hoje. O temor de Deus foi banido do coração das pessoas, e Sua lei é tratada com indiferença e desprezo. O grande mundanismo daquela geração é igualado ao da geração que vive atualmente […]. Deus não condenou os antediluvianos pelo fato de comerem e beberem […]. Seu pecado consistia em tomar esses dons sem gratidão para com o Doador e se degenerarem, condescendendo com o apetite sem restrições. Não era errado se casar. O matrimônio estava dentro da ordem determinada por Deus; foi uma das primeiras instituições que Ele estabeleceu. Deu instruções especiais sobre essa ordenança, revestindo-a de santidade e beleza. Contudo, essas instruções foram esquecidas, e o casamento foi pervertido e utilizado apenas para satisfazer os desejos carnais. Algo semelhante existe hoje. Aquilo que em si mesmo é lícito é levado ao excesso […]. Fraude, suborno e roubo ficam impunes entre ricos e pobres. A mídia está repleta de notícias de assassinato e crimes […]. O quadro que a Inspiração nos dá do mundo antediluviano retrata com fidelidade a condição à qual rapidamente a sociedade moderna caminha. Mesmo agora, no século atual, e nos países que professam ser cristãos, há crimes diariamente cometidos tão hediondos como aqueles pelos quais os pecadores do antigo mundo foram destruídos” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 73, 74 [101, 102]).

Perguntas para consideração

1. Quais são os traços comuns do mundo pré-diluviano e do nosso? O que nos ensinam sobre a graça de Deus?

2. Alguns dizem que o dilúvio foi um evento local. Qual é o erro dessa ideia? Se isso fosse verdade, cada inundação local (e cada arco-íris) faria de Deus um mentiroso?

Sexta-feira, 22 de abril de 2022. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Gênesis. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 508, abr. maio jun. 2022. Adulto, Professor.