Lições da Bíblia1
Isaías recebeu seu chamado para o ministério profético diretamente de Deus (Is 6:1-9). Diante da santidade e da majestade divinas, ele tomou consciência de sua própria indignidade. Nesse momento, um serafim voou até o profeta com uma brasa viva do altar celestial e “purificou” seus pecados. Em seguida, Deus perguntou: “A quem enviarei, e quem há de ir por Nós?” A resposta de Isaías deveria ser também a nossa: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6:8).
O chamado de Isaías aconteceu em um momento crucial da história de Israel. Apesar de suas limitações, a missão de advertir o povo e seus líderes a respeito de seus pecados era extremamente importante. As profecias de Isaías oferecem profundo vislumbre quanto ao caráter de Deus, à natureza humana e ao desdobramento do plano da salvação. Em Isaías 53, encontramos, sem dúvida, uma das mais poderosas profecias que descrevem não apenas a morte de Jesus, mas também o que essa morte realizou em favor do mundo.
4. Leia Isaías 53. Como essa impressionante profecia revela de modo tão poderoso a morte de Cristo em nosso favor? O que essa profecia nos ensina sobre o dom profético?
Isaías 53 (NAA)2: 1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? 2 Porque foi subindo como um renovo diante dele e como raiz de uma terra seca. Não tinha boa aparência nem formosura; olhamos para ele, mas não havia nenhuma beleza que nos agradasse. 3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores e que sabe o que é padecer. E, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. 4 Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. 7 Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca. Como cordeiro foi levado ao matadouro e, como ovelha muda diante dos seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Pela opressão e pelo juízo, ele foi levado, e de sua linhagem, quem se preocupou com ela? Porque ele foi cortado da terra dos viventes; foi ferido por causa da transgressão do meu povo. 9 Designaram-lhe a sepultura com os ímpios, mas com o rico esteve na sua morte, embora não tivesse feito injustiça, e nenhum engano fosse encontrado em sua boca. 10 Todavia, ao Senhor agradou esmagá-lo, fazendo-o sofrer. Quando ele der a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do trabalho de sua alma e ficará satisfeito. O meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. 12 Por isso, eu lhe darei a sua parte com os grandes, e com os poderosos ele repartirá o despojo, pois derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores. Contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.
As profecias de Isaías predisseram o propósito e a missão do Messias (Is 53:3-5). Elas explicam por que Cristo foi levado “como cordeiro” ao matadouro (v. 7) e mostram como Seu sacrifício expiatório salvou Seu povo dos pecados. A morte substitutiva de Cristo é claramente retratada, revelando o fundamento da expiação em favor de toda a humanidade.
“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (v. 6). Nesse texto, descreve-se a natureza universal do pecado e o poder universal da cruz. Talvez mais do que qualquer outro capítulo, Isaías 53 expõe o plano da salvação de maneira clara e inequívoca.
Contudo, o chamado profético de Isaías não foi fácil. Muitos consideraram absurdas suas graves previsões de destruição – assim como muitos reagem hoje quando são advertidos quanto às consequências do pecado (Rm 6:23). A voz profética de Isaías – para o seu tempo e para o nosso – é cristalina (veja Is 2:4; 5:20). A recusa persistente da nação em praticar a justiça e em promover reforma espiritual levou à destruição de Jerusalém. Os mesmos pecados marcarão a destruição dos ímpios quando Cristo voltar.
Que esperança você encontra no que o profeta Isaías revelou sobre a morte de Cristo?
Tewrça-feira 06 de outubro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O dom de profecia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 526, out. nov. dez. 2026. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.