Vitória final de Sião (Is 24–27)

Lições da Bíblia1

Após os oráculos contra nações específicas em Isaías 13–23, Isaías 24–27 descreve em escala mundial a derrota culminante dos inimigos de Deus e a libertação de Seu povo.

5. Por que a descrição da desolação da Terra (Is 24) se parece com a descrição dos eventos ligados aos mil anos após a segunda vinda de Cristo (Ap 20)?

Isaías 24 (ARA)2: “1 Eis que o Senhor vai devastar e desolar a terra, vai transtornar a sua superfície e lhe dispersar os moradores. 2 O que suceder ao povo sucederá ao sacerdote; ao servo, como ao seu senhor; à serva, como à sua dona; ao comprador, como ao vendedor; ao que empresta, como ao que toma emprestado; ao credor, como ao devedor. 3 A terra será de todo devastada e totalmente saqueada, porque o Senhor é quem proferiu esta palavra. 4 A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enlanguescem os mais altos do povo da terra. 5 Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna. 6 Por isso, a maldição consome a terra, e os que habitam nela se tornam culpados; por isso, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão. 7 Pranteia o vinho, enlanguesce a vide, e gemem todos os que estavam de coração alegre. 8 Cessou o folguedo dos tamboris, acabou o ruído dos que exultam, e descansou a alegria da harpa. 9 Já não se bebe vinho entre canções; a bebida forte é amarga para os que a bebem. 10 Demolida está a cidade caótica, todas as casas estão fechadas, ninguém já pode entrar. 11 Gritam por vinho nas ruas, fez-se noite para toda alegria, foi banido da terra o prazer. 12 Na cidade, reina a desolação, e a porta está reduzida a ruínas. 13 Porque será na terra, no meio destes povos, como o varejar da oliveira e como o rebuscar, quando está acabada a vindima. 14 Eles levantam a voz e cantam com alegria; por causa da glória do Senhor, exultam desde o mar. 15 Por isso, glorificai ao Senhor no Oriente e, nas terras do mar, ao nome do Senhor, Deus de Israel. 16 Dos confins da terra ouvimos cantar: Glória ao Justo! Mas eu digo: definho, definho, ai de mim! Os pérfidos tratam perfidamente; sim, os pérfidos tratam mui perfidamente. 17 Terror, cova e laço vêm sobre ti, ó morador da terra. 18 E será que aquele que fugir da voz do terror cairá na cova, e, se sair da cova, o laço o prenderá; porque as represas do alto se abrem, e tremem os fundamentos da terra. 19 A terra será de todo quebrantada, ela totalmente se romperá, a terra violentamente se moverá. 20 A terra cambaleará como um bêbado e balanceará como rede de dormir; a sua transgressão pesa sobre ela, ela cairá e jamais se levantará. 21 Naquele dia, o Senhor castigará, no céu, as hostes celestes, e os reis da terra, na terra. 22 Serão ajuntados como presos em masmorra, e encerrados num cárcere, e castigados depois de muitos dias. 23 A lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém; perante os seus anciãos haverá glória.”

Apocalipse 20 (ARA)2: “1 Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos;lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo. 4 Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. 5 Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. 6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos. 7 Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisãoe sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar.Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. 10 O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos. 11 Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. 12 Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. 13 Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. 14 Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. 15 E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.

Como em Isaías 13–14, aspectos da Babilônia literal se aplicam a poderes posteriores, e o “rei da Babilônia” representa a fusão de governantes humanos com a inteligência dominante por trás deles, o próprio Satanás. Portanto, uma mensagem de que Babilônia caiu (Is 21:9) poderá ser repetida posteriormente (Ap 14:8; 18:2), e Satanás será finalmente destruído após a segunda vinda de Cristo (Ap 20:10). Embora a destruição da Babilônia literal tenha sido um juízo do “Dia do SENHOR” (Is 13:6, 9), outro “grande e terrível Dia do Senhor” se aproxima (Jl 2:31; Ml 4:5, compare com Sf 1:7).

Semelhantemente, em Isaías 24, a visão do profeta vai além das condições com as quais ele estava familiarizado até o tempo em que “a Lua ficará corada de vergonha e o Sol se envergonhará quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém” (Is 24:23). Isaías evidentemente pensou que a visão se aplicasse à Jerusalém que ele conhecia, mas o livro do Apocalipse explica que ela será, na verdade, cumprida na Nova Jerusalém (Ap 21:2). “A cidade não precisa do Sol nem da Lua para lhe dar claridade, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Ap 21:23).

6. Deus realmente destrói os maus?

Examine Isaías 28:21, em que a obra de destruição é chamada de “obra estranha”. Ela é estranha porque Ele não deseja realizá-la, mas essa tarefa é uma ação ou um ato. De fato, o pecado carrega as sementes da autodestruição (Tg 1:15). Mas, visto que Deus tem o poder supremo sobre a vida e a morte, e que Ele determina o tempo, o lugar e o modo da destruição final (Ap 20), não tem sentido argumentar que Ele por fim acabará com a maldição do pecado de maneira passiva, simplesmente permitindo que causa e efeito sigam seu curso natural.

Em Isaías 24–27 vemos que, não importa o sofrimento atual, no fim, Deus e a bondade triunfarão sobre o mal. O que fazer para alcançar essa vitória? (Pv 3:5-7 [5 Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. 6 Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. 7 Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal;]; Rm 10:9 [‘Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.’]).

Quinta-feira, 04 de fevereiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A porta dos Céus (Is 13; 14)

Lições da Bíblia1

Em Isaías 14, há uma combinação de um insulto contra Satanás, a caída “estrela da manhã”, o “filho da alva” (Is 14:12), e um insulto contra o rei de Babilônia. Por quê? Compare com Apocalipse 12:1-9, em que um dragão identificado como Satanás (Ap 12:9) tenta destruir uma criança assim que ela nasce. Em Apocalipse 12:5, a criança é Cristo. Mas foi o rei Herodes que tentou matar Jesus quando Ele era bebê (Mt 2). Portanto, o dragão é Satanás e também o poder romano representado por Herodes, pois Satanás usa agentes humanos. Satanás também era o poder por trás do rei de Babilônia e do príncipe de Tiro.

4. Por que “Babilônia” se refere posteriormente a Roma (1Pe 5:13) e a um poder maligno no livro do Apocalipse (Ap 14:8; 16:19; 17:5; 18:2, 10, 21)?

1Pedro 5:13 (ARA)2: “Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda, como igualmente meu filho Marcos.”

Apocalipse 14:8 (ARA)2: “Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.”

Apocalipse 16:19 (ARA)2: “E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira.”

Apocalipse 17:5 (ARA)2: “Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: Babilônia, a Grande, a Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra.”

Apocalipse 18:2, 10, 21 (ARA)2: “2 Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, […] e, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo. […] 21 Então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada.”

Assim como a Babilônia literal, Roma e a “Babilônia” de Apocalipse são poderes orgulhosos e cruéis que oprimem os fiéis. Em Apocalipse 17:6, a Babilônia espiritual está “embriagada com o sangue dos santos”. Esses poderes se rebelam contra Deus, uma ideia implícita no próprio nome “Babilônia”. Na língua babilônica, o nome é bab ili, que significa: “a porta dos deus(es)”, referindo-se ao local de acesso ao reino divino. Compare com Gênesis 11, em que as pessoas construíram a torre de Babel (Babilônia) para que, por seu próprio poder, subissem ao nível divino de imunidade, sem terem que prestar contas a Deus.

Ao acordar do sonho em que viu a escada que ligava a Terra e o Céu, Jacó disse: “Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos Céus” (Gn 28:17, ARC). A “Casa de Deus” é “a porta dos Céus”; isto é, o caminho de acesso ao reino divino. Jacó chamou aquele lugar de “Betel”, que significa “Casa de Deus”.

A “porta dos Céus” em Betel e a “porta dos deus(es)” em Babilônia eram maneiras opostas de alcançar o reino divino. A escada de Jacó se originava no Céu, e foi revelada de cima por Deus. Mas Babilônia, com suas torres e templos zigurates, foi construída por homens a partir da Terra. Essas maneiras opostas representam caminhos contrastantes para a salvação: graça iniciada por Deus em contraste com obras humanas. Toda religião verdadeira tem por base o humilde modelo de Betel: “Pela graça vocês são salvos, mediante a fé” (Ef 2:8, 9). Toda “religião” falsa, incluindo o legalismo e o humanismo “secular”, está apoiada no orgulhoso modelo de Babilônia. Para contrastar as duas abordagens, veja a parábola de Jesus acerca do fariseu e do publicano (Lc 18:9-14 [[“9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: 10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. 11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; 12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. 13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! 14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.”]).

Depois de passar alguns anos em um mosteiro, o compositor Leonard Cohen disse : “Eu não estou salvo”. Qual era o problema dele? O que ele precisava conhecer sobre salvação?

Quarta-feira, 03 de fevereiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A queda do rei do monte (Is 14)

Lições da Bíblia1

Em resposta à queda de Babilônia (Is 13), que libertaria o povo de Deus (Is 14:1-3), Isaías 14:4-23 proferiu um insulto simbólico contra o rei de Babilônia (Mq 2:4; Hc 2:6). Esse insulto é poético, e não devia ser lido literalmente, pois retrata reis mortos cumprimentando seu novo colega no reino da morte, em que larvas e vermes eram sua cama e sua coberta (Is 14:9-11). Essa era uma forma dramática de dizer ao altivo rei que ele seria derrubado, assim como outros orgulhosos reis antes dele. Não é uma explicação sobre a condição dos mortos.

3. Como Isaías 14:12-14 poderia ser aplicado a um rei de Babilônia?

Isaías 14:12-14 (ARA)2: “12 Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! 13 Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; 14 subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.”

Os reis babilônicos não sofriam de falta de autoestima (Dn 4; 5). Mas ter a aspiração de ser “semelhante ao Altíssimo” (Is 14:14) ultrapassava até mesmo o ego mais inflado. Embora os reis alegassem ter fortes relações com os deuses, eles eram subservientes a eles. Isso era dramaticamente demonstrado todos os anos no quinto dia do Festival do Ano Novo de Babilônia, no qual o rei era obrigado a remover suas insígnias reais antes de se aproximar da estátua de Marduque, a fim de que sua monarquia pudesse ser reafirmada. A ideia de tomar o lugar mesmo de um deus menor teria sido vista como louca e suicida.

Assim como em Isaías 14, Ezequiel 28 identifica a audaciosa arrogância com o governante de uma cidade. A descrição nesse texto também ultrapassa a de um monarca terrestre, e a mira de Deus fica mais nítida: o orgulhoso soberano estava no Jardim do Éden; era um querubim ungido, cobridor, guardião; estava no monte santo de Deus; foi perfeito desde o dia em que havia sido criado até que se achou pecado nele; foi expulso por Deus e acabará sendo destruído pelo fogo (Ez 28:12-18). Aplicados a qualquer ser humano, os termos específicos dessa retórica são tão simbólicos que não têm sentido. Mas Apocalipse 12:7-9 fala de um ser poderoso que foi expulso do Céu com seus anjos: “Satanás, o sedutor de todo o mundo” (Ap 12:9), que enganou Eva no Éden (Gn 3).

Satanás tem uma imaginação orgulhosa. “Você diz: ‘Sou um deus; sentome no trono de um deus no coração dos mares’. Mas você é um homem, e não um deus” (Ez 28:2; NVI). A morte de Satanás provará que ele não é um deus. Ele perecerá no lago de fogo (Ap 20:10) para nunca mais assombrar o Universo.

Compare Isaías 14:13, 14 com Mateus 11:29 [“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.”], João 13:5 [“Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.”] e Filipenses 2:5-8 [“5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, 8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.”]. O que esse contraste revela sobre o caráter de Deus em oposição ao caráter de Satanás? Como o Senhor vê o orgulho, a arrogância e o desejo de supremacia?

Terça-feira, 02 de fevereiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A decadência da grande Babilônia (Is 13:2-22)

Lições da Bíblia1

Em 626 a.C. o caldeu Nabopolassar restaurou a glória babilônica ao ­tornar-se rei de Babilônia, iniciando a dinastia neobabilônica e participando (com a Média) na derrota da Assíria. Seu filho, Nabucodonosor II, foi o rei que conquistou e exilou Judá.

2. Como Babilônia finalmente acabou? Dn 5

Daniel 5 (ARA)2: “1 O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes e bebeu vinho na presença dos mil.Enquanto Belsazar bebia e apreciava o vinho, mandou trazer os utensílios de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, tirara do templo, que estava em Jerusalém, para que neles bebessem o rei e os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. 3 Então, trouxeram os utensílios de ouro, que foram tirados do templo da Casa de Deus que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus grandes e as suas mulheres e concubinas. 4 Beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra. 5 No mesmo instante, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam, defronte do candeeiro, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via os dedos que estavam escrevendo. Então, se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro. 7 O rei ordenou, em voz alta, que se introduzissem os encantadores, os caldeus e os feiticeiros; falou o rei e disse aos sábios da Babilônia: Qualquer que ler esta escritura e me declarar a sua interpretação será vestido de púrpura, trará uma cadeia de ouro ao pescoço e será o terceiro no meu reino. 8 Então, entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação. 9 Com isto, se perturbou muito o rei Belsazar, e mudou-se-lhe o semblante; e os seus grandes estavam sobressaltados. 10 A rainha-mãe, por causa do que havia acontecido ao rei e aos seus grandes, entrou na casa do banquete e disse: Ó rei, vive eternamente! Não te turbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. 11 Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos; nos dias de teu pai, se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria como a sabedoria dos deuses; teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos encantadores, dos caldeus e dos feiticeiros, 12 porquanto espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis se acharam neste Daniel, a quem o rei pusera o nome de Beltessazar; chame-se, pois, a Daniel, e ele dará a interpretação. 13 Então, Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei e disse a Daniel: És tu aquele Daniel, dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? 14 Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que em ti se acham luz, inteligência e excelente sabedoria. 15 Acabam de ser introduzidos à minha presença os sábios e os encantadores, para lerem esta escritura e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras. 16 Eu, porém, tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretações e solucionar casos difíceis; agora, se puderes ler esta escritura e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, terás cadeia de ouro ao pescoço e serás o terceiro no meu reino. 17 Então, respondeu Daniel e disse na presença do rei: Os teus presentes fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outrem; todavia, lerei ao rei a escritura e lhe farei saber a interpretação. 18 Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino e grandeza, glória e majestade. 19 Por causa da grandeza que lhe deu, povos, nações e homens de todas as línguas tremiam e temiam diante dele; matava a quem queria e a quem queria deixava com vida; a quem queria exaltava e a quem queria abatia. 20 Quando, porém, o seu coração se elevou, e o seu espírito se tornou soberbo e arrogante, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. 21 Foi expulso dentre os filhos dos homens, o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; deram-lhe a comer erva como aos bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens e a quem quer constitui sobre ele. 22 Tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que sabias tudo isto. 23 E te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos os utensílios da casa dele perante ti, e tu, e os teus grandes, e as tuas mulheres, e as tuas concubinas bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. 24 Então, da parte dele foi enviada aquela mão que traçou esta escritura. 25 Esta, pois, é a escritura que se traçou: Mene, Mene, Tequel e Parsim. 26 Esta é a interpretação daquilo: Mene: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele. 27 Tequel: Pesado foste na balança e achado em falta. 28 Peres: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas. 29 Então, mandou Belsazar que vestissem Daniel de púrpura, e lhe pusessem cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem que passaria a ser o terceiro no governo do seu reino. 30 Naquela mesma noite, foi morto Belsazar, rei dos caldeus. 31 E Dario, o medo, com cerca de sessenta e dois anos, se apoderou do reino.

Em 539 a.C., quando Ciro, o persa, conquistou Babilônia para o Império Medo-Persa (Dn 5), a cidade perdeu sua independência para sempre. Em 482 a.C., Xerxes I reprimiu brutalmente uma revolta de Babilônia contra o domínio persa. Ele removeu a estátua de Marduque, o deus principal, e parece ter danificado algumas fortificações e templos.

Alexandre, o Grande, tomou, sem esforço, Babilônia dos persas em 331 a.C. Apesar de seu efêmero sonho de fazer de Babilônia sua capital oriental, a cidade declinou ao longo de vários séculos. Em 198 d.C., o romano Sétimo Severo encontrou Babilônia completamente deserta. Portanto, a grande cidade terminou abandonada. Hoje, alguns moradores iraquianos moram em partes do antigo local, mas não reconstruíram a cidade.

A destruição de Babilônia, descrita em Isaías 13, libertaria os descendentes de Jacó, que foram oprimidos por essa cidade (Is 14:1-3). Isso foi cumprido quando Ciro conquistou Babilônia em 539 a.C. Embora ele não a tivesse destruído, aquele foi o início de seu fim, e ela nunca mais ameaçou o povo de Deus.

Isaías 13 dramatiza a queda de Babilônia como um juízo divino. Os guerreiros que tomariam a cidade seriam agentes de Deus (Is 13:2-5). O tempo do juízo é chamado de “o Dia do SENHOR” (Is 13:6, 9), e a ira de Deus é tão poderosa que afeta as estrelas, o Sol, a Lua, os céus e a Terra (Is 13:10, 13).

Compare com Juízes 5, em que o cântico de Débora e Baraque descreve o Senhor saindo com tremores da Terra e com chuva do Céu (Jz 5:4). Juízes 5:20, 21 retrata os elementos da natureza, inclusive as estrelas, lutando contra o opressor estrangeiro.

Imagine que uma pessoa que vivesse em Babilônia no auge de sua glória tivesse lido essas palavras de Isaías 13, particularmente Isaías 13:19-22. Essas palavras teriam soado como tolas e impossíveis! Quais outras profecias, ainda não cumpridas, parecem tolas e impossíveis para nós hoje? No entanto, por que seríamos tolos se as rejeitássemos?

Segunda-feira, 01 de fevereiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.