A porta dos Céus (Is 13; 14)

Lições da Bíblia1

Em Isaías 14, há uma combinação de um insulto contra Satanás, a caída “estrela da manhã”, o “filho da alva” (Is 14:12), e um insulto contra o rei de Babilônia. Por quê? Compare com Apocalipse 12:1-9, em que um dragão identificado como Satanás (Ap 12:9) tenta destruir uma criança assim que ela nasce. Em Apocalipse 12:5, a criança é Cristo. Mas foi o rei Herodes que tentou matar Jesus quando Ele era bebê (Mt 2). Portanto, o dragão é Satanás e também o poder romano representado por Herodes, pois Satanás usa agentes humanos. Satanás também era o poder por trás do rei de Babilônia e do príncipe de Tiro.

4. Por que “Babilônia” se refere posteriormente a Roma (1Pe 5:13) e a um poder maligno no livro do Apocalipse (Ap 14:8; 16:19; 17:5; 18:2, 10, 21)?

1Pedro 5:13 (ARA)2: “Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda, como igualmente meu filho Marcos.”

Apocalipse 14:8 (ARA)2: “Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.”

Apocalipse 16:19 (ARA)2: “E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira.”

Apocalipse 17:5 (ARA)2: “Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: Babilônia, a Grande, a Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra.”

Apocalipse 18:2, 10, 21 (ARA)2: “2 Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, […] e, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo. […] 21 Então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada.”

Assim como a Babilônia literal, Roma e a “Babilônia” de Apocalipse são poderes orgulhosos e cruéis que oprimem os fiéis. Em Apocalipse 17:6, a Babilônia espiritual está “embriagada com o sangue dos santos”. Esses poderes se rebelam contra Deus, uma ideia implícita no próprio nome “Babilônia”. Na língua babilônica, o nome é bab ili, que significa: “a porta dos deus(es)”, referindo-se ao local de acesso ao reino divino. Compare com Gênesis 11, em que as pessoas construíram a torre de Babel (Babilônia) para que, por seu próprio poder, subissem ao nível divino de imunidade, sem terem que prestar contas a Deus.

Ao acordar do sonho em que viu a escada que ligava a Terra e o Céu, Jacó disse: “Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos Céus” (Gn 28:17, ARC). A “Casa de Deus” é “a porta dos Céus”; isto é, o caminho de acesso ao reino divino. Jacó chamou aquele lugar de “Betel”, que significa “Casa de Deus”.

A “porta dos Céus” em Betel e a “porta dos deus(es)” em Babilônia eram maneiras opostas de alcançar o reino divino. A escada de Jacó se originava no Céu, e foi revelada de cima por Deus. Mas Babilônia, com suas torres e templos zigurates, foi construída por homens a partir da Terra. Essas maneiras opostas representam caminhos contrastantes para a salvação: graça iniciada por Deus em contraste com obras humanas. Toda religião verdadeira tem por base o humilde modelo de Betel: “Pela graça vocês são salvos, mediante a fé” (Ef 2:8, 9). Toda “religião” falsa, incluindo o legalismo e o humanismo “secular”, está apoiada no orgulhoso modelo de Babilônia. Para contrastar as duas abordagens, veja a parábola de Jesus acerca do fariseu e do publicano (Lc 18:9-14 [[“9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: 10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. 11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; 12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. 13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! 14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.”]).

Depois de passar alguns anos em um mosteiro, o compositor Leonard Cohen disse : “Eu não estou salvo”. Qual era o problema dele? O que ele precisava conhecer sobre salvação?

Quarta-feira, 03 de fevereiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

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