Os insensatos gálatas 

Lições da Bíblia

1. Leia Gálatas 3:1-5. Resuma abaixo o que Paulo disse a eles. Em que sentido podemos estar em perigo de cair na mesma armadilha espiritual, de começar bem e depois cair no legalismo?1

“1 Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? 3 Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? 4 Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão. Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (Gálatas 3:1-5 ARA)2.

“Diversas traduções modernas têm tentado captar o sentido das palavras de Paulo no verso 1, sobre os gálatas ‘insensatos’. A palavra que Paulo usou, em grego, é ainda mais forte do que essa. Ela é anoetoi, que vem da palavra para designar ‘mente’ (nous). Literalmente, significa ‘estúpido’. Os gálatas não estavam pensando. Paulo não parou por aí. Ele disse que, visto que eles estavam agindo de maneira tão insensata, ele queria saber se algum mágico havia lançado um feitiço sobre eles. ‘Quem os enfeitiçou?’ Sua escolha de palavras aqui pode até sugerir que a principal fonte por trás da condição deles fosse o diabo (2Co 4:4).”1

“O que deixou Paulo tão perplexo no tocante à apostasia dos gálatas em relação ao evangelho foi que eles sabiam que a salvação estava fundamentada na cruz de Cristo. Eles não poderiam ter dúvidas sobre isso. A palavra traduzida como ‘representado’ (ARC) ou ‘exposto’ (ARA), em Gálatas 3:1, significa literalmente ‘anunciado em cartaz’, ou ‘retratado’. Era usada para descrever todas as proclamações públicas. Paulo estava dizendo que a cruz era tão importante em sua pregação que os gálatas tinham, com efeito, visto o Cristo crucificado com os olhos da mente (1Co 1:23; 2:2). Em certo sentido, ele estava dizendo que, por suas ações, eles estavam se afastando da cruz.”1

“Em seguida, Paulo comparou a experiência dos gálatas com a maneira pela qual eles, no começo, haviam experimentado a fé em Cristo. Para isso, ele fez algumas perguntas retóricas. Como eles haviam recebido o Espírito, ou seja, como eles haviam se tornado cristãos, no começo? E de uma perspectiva um pouco diferente, por que Deus havia concedido o Espírito? Foi porque eles haviam feito algo para merecê-Lo? Certamente, não! Em vez disso, foi porque eles haviam acreditado nas boas-novas do que Cristo já havia feito por eles. Tendo começado tão bem, o que faria com que eles pensassem que tinham que passar a confiar em seu próprio comportamento?”1

Domingo, 23 de julho de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola
Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Fé e Antigo Testamento

Lições da Bíblia

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gl 3:13).1

“Um garoto havia feito um pequeno barco, todo pintado e preparado com muita beleza. Certa vez, alguém roubou seu barco, e ele ficou angustiado. Um dia, ao passar por uma loja de penhores, ele viu seu barco. Com alegria, correu até o dono da loja e disse: ‘Aquele é o meu pequeno barco!’ ‘Não’, disse o homem, ‘ele é meu, porque eu o comprei’. ‘Sim’, disse o garoto, ‘mas ele é meu, porque eu o fiz.’ ‘Bem’, disse o comerciante, ‘se você me pagar dois dólares, pode levá-lo’. Como não tinha dinheiro, cortou grama, fez todo tipo de trabalhos pequenos, e logo obteve o dinheiro. Ele entregou o dinheiro e recebeu o barco. Pegou o barco em seus braços, o beijou e disse: ‘Amo você, querido barquinho. Você é meu duas vezes. Eu fiz você, e agora eu comprei você.’”1

“‘Assim acontece conosco. Somos duas vezes do Senhor. Ele nos criou, e acabamos na casa de penhores do diabo. Então, Jesus veio ao mundo e nos comprou a um custo elevado. Não foi prata nem ouro, mas Seu precioso sangue. Somos do Senhor pela criação e pela redenção’ (William Moses Tidwell, Pointed Illustrations [Ilustrações Selecionadas], Kansas City, Missouri: Beacon Hill Press, 1951, p. 97)”1

Sábado, 22 de julho de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.

Justificação pela fé – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“A lei de Deus tem sido considerada longamente. Ela tem sido apresentada às congregações de modo quase tão destituído do conhecimento de Jesus Cristo e de Sua relação para com a lei como ocorreu com a oferta de Caim. Foi-me mostrado que muitos se conservam longe da fé devido às ideias embaralhadas e confusas acerca da salvação, e porque os pastores têm trabalhado de maneira errônea para alcançar os corações. O ponto que durante anos tem sido recomendado com insistência à minha mente é a justiça imputada de Cristo […].”1

“‘Não há um ponto que necessite ser realçado com mais diligência, repetido com mais frequência ou estabelecido com mais firmeza na mente de todos, do que a impossibilidade de que o ser humano caído mereça alguma coisa por suas próprias e melhores boas obras. A salvação é unicamente pela fé em Jesus Cristo’ (Ellen G. White, Fé e Obras, p. 18, 19).”1

“‘A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas ele é incapaz de a apresentar. A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. Pela fé ele pode apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a pessoa arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, e a ama como ama Seu Filho’ (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 367).”1

Perguntas para reflexão

1Ellen G. White disse que nenhum assunto precisa ser mais enfatizado do que a justificação pela fé. Esses comentários são aplicáveis a nós hoje? Por quê?”1

2 “Pense na Reforma Protestante e em Lutero. Embora a época, o lugar e as circunstâncias tenham sido diferentes, por que a mensagem apresentada por Paulo foi tão crucial para libertar milhões de pessoas do cativeiro espiritual romano?”1

“Resumo: O comportamento de Pedro em Antioquia sugeriu que os conversos do paganismo não podiam ser verdadeiros cristãos, a menos que fossem circuncidados. Paulo destacou o engano de tal pensamento. Deus não pode declarar justa nenhuma pessoa com base em seu comportamento, pois nem mesmo os melhores seres humanos são perfeitos. Somente aceitando o que Deus fez por nós em Cristo, os pecadores podem ser justificados diante dEle.”1

Sexta-feira, 21 de julho de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.

A fé promove o pecado?

Lições da Bíblia

“Uma das principais acusações contra Paulo era a de que seu evangelho da justificação pela fé apenas encorajava as pessoas a pecar (Rm 3:8; 6:1). Sem dúvida, os acusadores argumentavam que, se as pessoas não têm que cumprir a lei para ser aceitas por Deus, por que deviam se preocupar com sua maneira de viver? Lutero também enfrentou acusações semelhantes.”1

7. De acordo com Gálatas 2:17, 18, como Paulo respondeu à acusação de que a doutrina da justificação pela fé apenas encorajava o comportamento pecaminoso? Assinale a alternativa correta:”1

“17 Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não! 18 Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, a mim mesmo me constituo transgressor.” (Gálatas 2:17, 18 ARA)2.

A ( ) Reconheceu que a fé estimulava o pecado, e acabou abandonando o evangelho.
B ( ) Disse que Cristo não é ministro do pecado, mas nos leva à obediência.

Resposta alternativa: Alternativa B.

“Paulo respondeu às acusações de seus adversários nos termos mais fortes possíveis: ‘De maneira nenhuma’! (ARC). Embora seja possível que uma pessoa caia em pecado após ir a Cristo, a responsabilidade certamente não seria de Cristo. Se transgredimos a lei, nós mesmos somos os transgressores.”

“8. Como Paulo descreveu sua união com Jesus Cristo? Como essa descrição refuta as objeções levantadas por seus adversários? Gl 2:19-21

“19 Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; 20 logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. 21 Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão.” (Gálatas 2:19-21 ARA)2.

“Paulo considerou o raciocínio de seus opositores simplesmente absurdo. Aceitar Cristo pela fé não é algo trivial, não é um jogo de faz de conta celestial, em que Deus considera a pessoa como justa enquanto não há mudança real na sua maneira de viver. Ao contrário, aceitar Cristo pela fé é extremamente radical. Envolve uma completa união com Ele, uma união em Sua morte e ressurreição. Espiritualmente falando, Paulo disse que somos crucificados com Cristo, e morrem nossos velhos hábitos pecaminosos, enraizados no egoísmo (Rm 6:5-14). Fizemos uma ruptura radical com o passado. Todas as coisas são novas (2Co 5:17). Também fomos ressuscitados para uma vida nova em Cristo. O Cristo ressuscitado vive dentro de nós, tornando-nos diariamente mais e mais semelhantes a Ele mesmo.”1

“Portanto, a fé em Cristo não é um pretexto para o pecado, mas um chamado a um relacionamento mais profundo e mais rico com Cristo do que jamais poderia ser encontrado numa religião fundamentada na lei.”1

Quinta-feira, 20 de julho de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A obediência da fé

Lições da Bíblia

“Paulo deixou claro que a fé é absolutamente fundamental para a vida cristã. É o meio pelo qual lançamos mão das promessas que temos em Cristo. Mas o que é fé, exatamente? O que ela envolve?”1

5. De acordo com Gênesis 15:5, 6; João 3:14-16; 2 Coríntios 5:14, 15 e Gálatas 5:6, qual é a origem da fé? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:”1

“5 Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.” (Gênesis 15:14-16 ARA)2. “14 E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:14-16 ARA)2. “14 Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. 15 E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2 Coríntios 5:14, 15 ARA)2.

A ( ) A fé provém do esforço humano.
B ( ) A fé é uma resposta humana a uma iniciativa divina.
C ( ) A fé possui uma origem mística.

Resposta sugestiva: F; V; F.

“A genuína fé bíblica é sempre uma resposta ao Senhor. A fé não é algum tipo de sentimento ou atitude que a pessoa decide tomar, em algum momento, porque Deus exige. Ao contrário, a verdadeira fé se origina em um coração tocado por um sentimento de gratidão e amor pela bondade de Deus. Por isso, quando a Bíblia fala sobre fé, essa fé sempre provém de iniciativas que Deus tem tomado. No caso de Abraão, por exemplo, a fé foi sua resposta às promessas maravilhosas que Deus tinha feito a ele (Gn 15:5, 6). Já no Novo Testamento, Paulo disse que, em última análise, a fé está enraizada na nossa percepção do que Cristo fez por nós na cruz.”1

6. Se a fé é uma resposta ao Senhor, o que essa resposta deve incluir? O que podemos entender sobre a natureza da fé? Jo 8:32, 36; At 10:43; Rm 1:5, 8; 6:17; Hb 11:6; Tg 2:19”1

“32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 33 Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? 34 Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado35 O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. 36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:32, 36 ARA)2. “Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados.” (Atos 10:43 ARA)2. “5 por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios, […] 8 Primeiramente, dou graças a meu Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo, é proclamada a vossa fé.” (Romanos 1:5, 8 ARA)2. “Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; (Romanos 6:17 ARA)2. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11:6 ARA)2. “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem.” (Tiago 2:19 ARA)2.

“Muitas pessoas definem fé como ‘crença’. Essa definição é problemática, pois em grego a palavra para ‘fé’ é simplesmente a forma substantivada do verbo ‘crer’. Usar uma forma para definir a outra é como dizer que ‘fé é ter fé’. Isso não diz nada.”1

“Um exame cuidadoso das Escrituras revela que a fé envolve não só o conhecimento sobre Deus, mas um consentimento mental ou aceitação desse conhecimento. Essa é uma razão pela qual é tão importante ter uma imagem correta de Deus. Ideias distorcidas sobre o caráter de Deus podem tornar mais difícil o exercício da fé. Mas uma aceitação intelectual do evangelho não é suficiente, pois, nesse sentido, ‘até os demônios creem’ (Tg 2:19). A verdadeira fé também afeta nosso modo de vida. Em Romanos 1:5, Paulo escreveu sobre a ‘obediência que vem pela fé’ (NVI). Paulo não disse que a obediência é o mesmo que fé. Ele quis dizer que a verdadeira fé afeta toda a vida de uma pessoa, não apenas a mente. Ela envolve compromisso com nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e não apenas uma lista de regras. A fé abrange o que fazemos, nossa maneira de viver, em quem confiamos e também aquilo em que acreditamos.”1

Quarta-feira, 19 de julho de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A base da nossa justificação

Lições da Bíblia

E ser encontrado nEle, não tendo a minha própria justiça que procede da Lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé” (Fp 3:9, NVI).1

 “Os judeus cristãos não sugeriram que a fé em Cristo não fosse importante; afinal, eles tinham fé em Jesus e acreditavam nEle. Contudo, eles sentiam que a fé não era suficiente; ela devia ser complementada com a obediência, como se a obediência acrescentasse algo ao ato da justificação. No raciocínio deles, justificação era tanto pela fé quanto pelas obras. A maneira pela qual Paulo repetidamente contrastou a fé em Cristo com as obras da lei indica sua oposição a esse tipo de abordagem que incluía ‘ambos’ os aspectos. Fé, somente a fé, é a base da justificação.”1

“Para Paulo, igualmente, a fé não era apenas um conceito abstrato; ela estava inseparavelmente ligada a Jesus. Na verdade, a expressão traduzida duas vezes como ‘fé em Cristo’, em Gálatas 2:16, tem muito mais significado do que qualquer tradução pode realmente abranger. A expressão em grego é traduzida literalmente como ‘a fé’ ou ‘fidelidade’ de Jesus. Essa tradução literal revela o forte contraste que Paulo estabeleceu entre as obras da lei que nós fazemos e a obra de Cristo realizada em nosso favor, a obra que Ele, mediante Sua fidelidade (por isso, a ‘fidelidade de Jesus’), tem feito por nós.”1

 “É importante lembrar que a fé nada acrescenta à justificação, como se tivesse mérito em si mesma. A fé é, em vez disso, o meio pelo qual nos apegamos a Cristo e Sua obra em nosso favor. Não somos justificados com base em nossa fé, mas com base na fidelidade de Cristo por nós, que reivindicamos para nós por meio da fé.”1

 “Cristo fez o que todos deixaram de fazer: só Ele foi fiel a Deus em tudo que fez. Nossa esperança está na fidelidade de Cristo, não na nossa. Essa é a grande e importante verdade que, dentre outras, inflamou a Reforma Protestante, uma verdade que continua sendo tão crucial hoje quanto foi no tempo em que Martinho Lutero começou a pregá-la há séculos.”

“Uma primitiva tradução siríaca de Gálatas 2:16 comunica bem o pensamento de Paulo: ‘Portanto, sabemos que um homem não é justificado a partir das obras da lei, mas pela fé de Jesus, o Messias, e cremos nEle, em Jesus, o Messias, que por causa de Sua fé, a fé do Messias, podemos ser justificados, e não pelas obras da lei’.”

4. Leia Romanos 3:22, 26; Gálatas 3:22; Efésios 3:12; e Filipenses 3:9. Qual é a única base para nossa salvação? Assinale a melhor resposta:”1

 “22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que creem; porque não há distinção, […] 26 tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:22, 26 ARA)2. “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que creem.” (Gálatas 3:22 ARA)2. “e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;” (Filipenses 3:9 ARA)2.

A ( ) Nossa obediência à lei e o sacrifício de Cristo.
B ( ) A fidelidade de Cristo por nós e Sua perfeita obediência, aceitas pela fé.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

Terça-feira, 18 de julho de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Obras da lei

Lições da Bíblia

3. Paulo disse três vezes em Gálatas 2:16 que uma pessoa não é justificada por ‘obras da lei’. O que ele quis dizer com a expressão ‘obras da lei’? O que os seguintes textos revelam sobre essa questão? Gl 2:16, 17; 3:2, 5, 10; Rm 3:20, 28. Assinale a alternativa correta:”1

“16 sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. 17 Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não!” (Gálatas 2:16 ARA). “2 Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? […] 5 Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? […] 10 Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las.” (Gálatas 3:2, 5, 10 ARA). “20 visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. 28 Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.” (Romanos 3:20, 28 ARA).

A (  ) Obediência; prática da lei.
B (  ) Obediência que dá direito à salvação.

Resposta sugestiva: Alternativa A. 

“Antes de entender a expressão ‘as obras da lei’, precisamos entender o que Paulo quis dizer com a palavra lei. A palavra lei (nomos, em grego) é encontrada 121 vezes nas cartas de Paulo. Ela pode se referir a uma série de coisas diferentes, inclusive a vontade de Deus para Seu povo, os primeiros cinco livros de Moisés, todo o Antigo Testamento, ou apenas um princípio geral. No entanto, a principal maneira pela qual Paulo usou a palavra se refere a toda a coleção dos mandamentos de Deus dada ao Seu povo por meio de Moisés.”1

“A expressão ‘as obras da lei’ provavelmente envolva, portanto, todos os requisitos encontrados nos mandamentos dados por Deus por intermédio de Moisés, sejam morais ou cerimoniais. O raciocínio de Paulo é que, não importa o quanto nos esforcemos para seguir e obedecer à lei de Deus, nossa obediência nunca será suficientemente boa para que Deus nos justifique, para que nos declare justos diante dEle. Isso porque Sua lei exige absoluta fidelidade de pensamento e ação, não apenas por algum tempo, mas o tempo todo, e não apenas a alguns de Seus mandamentos, mas a todos eles.”1

“Embora a expressão ‘obras da lei’ não ocorra no Antigo Testamento e não seja encontrada no Novo Testamento, exceto nos escritos de Paulo, uma impressionante confirmação de seu significado surgiu em 1947, com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, uma coleção de textos copiados por um grupo de judeus, chamados essênios, que viveram na época de Jesus. Embora escritos em hebraico, um dos manuscritos contém essa mesma expressão. O título do manuscrito é Miqsat Ma’as Ha-Torah, que pode ser traduzido como ‘Importantes obras da lei’. O documento descreve uma série de questões com base na lei bíblica em relação à prevenção da contaminação das coisas santas, inclusive algumas que designavam os judeus como distintos dos gentios. No fim, o autor escreveu o seguinte: se essas ‘obras da lei’ forem seguidas, ‘você será considerado justo’ diante de Deus. Ao contrário de Paulo, o autor não oferece ao leitor a justiça fundamentada na fé, mas no comportamento.”1

Segunda-feira, 17 de julho de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A questão da “justificação”

Lições da Bíblia

1 Em Gálatas 2:15, Paulo escreveu: “Nós, judeus de nascimento e não ‘gentios pecadores´” (NVI). O que ele quis dizer com essas palavras?

“As palavras de Paulo devem ser entendidas no seu contexto. Na tentativa de conquistar os judeus cristãos para seu lado, Paulo começou com um raciocínio que eles aceitariam, a tradicional distinção entre judeus e gentios. Os judeus eram os eleitos de Deus, aos quais havia sido confiada Sua lei, e desfrutavam os benefícios da relação de aliança com Ele. Os gentios, no entanto, eram pecadores. A lei de Deus não restringia seu comportamento, e eles estavam fora das alianças da promessa (Ef 2:12; Rm 2:14). Embora os gentios, obviamente, fossem ‘pecadores’, no verso 16 Paulo advertiu os cristãos judeus de que seus privilégios espirituais não os tornavam mais aceitáveis a Deus, porque ninguém é justificado pelas ‘obras da lei’.”1

“2 Paulo usou a palavra justificado quatro vezes em Gálatas 2:16, 17. O que ele queria dizer por ‘justificação’? Considere os seguintes textos bíblicos (Êx 23:7 e Dt 25:1) e complete as lacunas.”1

“16 sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. 17 Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não!” (Gálatas 2:16-17 ARA)2. “Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio.” (Êxodo 23:7 ARA)2. “Em havendo contenda entre alguns, e vierem a juízo, os juízes os julgarão, justificando ao justo e condenando ao culpado.” (Deuteronômio 25:1 ARA)2.

“Justificar, para Paulo, significava absolver ou inocentar alguém; tornar alguém reto.”

“O verbo justificar era um termo-chave para Paulo. Das 39 vezes em que ele ocorre no Novo Testamento, 27 estão nas cartas de Paulo. Ele o usou oito vezes em Gálatas, incluindo quatro referências em Gálatas 2:16, 17. Justificação é um termo legal, usado nos tribunais. Está relacionado com o veredito que um juiz pronuncia quando uma pessoa é declarada inocente das acusações apresentadas contra ela. É o oposto de condenação. Além disso, visto que as palavras justo e reto vêm da mesma palavra grega, o fato de alguém ‘ser justificado’ significa que ele também é considerado ‘reto’. Assim, justificação envolve mais do que simplesmente absolvição ou perdão. É uma declaração afirmativa de que a pessoa é reta.”1

“Para alguns cristãos judeus, no entanto, justificação também tinha caráter relacional. Ela envolvia seu relacionamento com Deus e Sua aliança. Ser ‘justificado’ também significava ser considerado um membro fiel da comunidade da aliança divina, a família de Abraão.”1

Domingo, 16 de julho de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.