Unidade em meio à diversidade

Lições da Bíblia

“Em Romanos 14 e 15, o apóstolo Paulo tratou de questões que estavam dividindo profundamente a igreja em Roma. Ele encorajou os romanos a mostrar tolerância e paciência uns aos outros e não dividir a igreja por causa desses assuntos. O que podemos aprender com seu conselho?”1

“4. Leia Romanos 14:1-6. Quais questões de consciência fizeram com que os cristãos de Roma julgassem e não se associassem uns com os outros?”1

Romanos (14:1-6 ARA): “1 Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. 2 Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes; 3 quem come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu. 4 Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster. 5 Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. 6 Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.

“É muito provável que essas questões estivessem relacionadas com a impureza cerimonial judaica. De acordo com Paulo, eram ‘contendas sobre dúvidas’ (Rm 14:1, ARC), indicando que não eram questões de salvação, mas de opinião, que deveriam ter sido deixadas por conta da consciência individual de cada um (veja Rm 14:5).”1

“Primeiramente, esses debates foram a respeito do tipo de comida consumida. Paulo não abordou na ocasião o problema de comer animais proibidos em Levítico 11. Não há evidências de que os primeiros cristãos começaram a comer carne de porco ou outros animais imundos durante os dias de Paulo, e sabemos que Pedro também não comeu esses alimentos (veja At 10:14). Além disso, o fato de os fracos comerem apenas vegetais (Rm 14:2) e de o debate envolver também a questão das bebidas (Rm 14:17, 21) indica que o assunto se concentrava na impureza cerimonial. Isso se torna mais evidente pelo uso da palavra ‘impura’ (koinos), em Romanos 14:14. Essa palavra é usada na antiga tradução grega do Antigo Testamento para se referir a animais impuros, e não aos animais imundos de Levítico 11. Aparentemente, havia pessoas na comunidade romana que não participavam das refeições comunitárias porque não estavam convencidas de que os alimentos houvessem sido adequadamente preparados nem de que não tinham sido sacrificados aos ídolos.”1

“O mesmo ocorre com a observância de alguns dias. A questão não se refere à observância semanal do sábado, pois sabemos que Paulo o observava regularmente (At 13:14; 16:13; 17:2). Provavelmente, essa seja uma referência aos vários dias de festas judaicas ou de jejum. A intenção de Paulo nesses versículos era incentivar a tolerância para com os que eram sinceros e conscienciosos na observância desses rituais, desde que não pensassem neles como um meio de salvação. A unidade entre os cristãos é manifestada na paciência e na tolerância mesmo quando não concordamos em alguns pontos, especialmente quando esses pontos não são essenciais à nossa fé.”1

“Existe alguma crença ou prática dos adventistas do sétimo dia que não é exigida dos membros da igreja?”1

Quarta-feira, 28 de novembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Unidade na diversidade

Lições da Bíblia

“3. Leia Gálatas 2:1-10. Paulo disse: os falsos irmãos ‘infiltraram-se em nosso meio para espionar a liberdade que temos em Cristo Jesus e nos reduzir à escravidão’ (Gl 2:4, NVI). Do que os cristãos são livres? Jo 8:31-36; Rm 6:6, 7; 8:2, 3; Gl 3:23-25; 4:7, 8; Hb 2:14, 15. Assinale a alternativa correta:”1

“1 Catorze anos depois, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também a Tito. 2 Subi em obediência a uma revelação; e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que pareciam de maior influência, para, de algum modo, não correr ou ter corrido em vão. 3 Contudo, nem mesmo Tito, que estava comigo, sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se. 4 E isto por causa dos falsos irmãos que se entremeteram com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus e reduzir-nos à escravidão; 5 aos quais nem ainda por uma hora nos submetemos, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós. 6 E, quanto àqueles que pareciam ser de maior influência (quais tenham sido, outrora, não me interessa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que me pareciam ser alguma coisa nada me acrescentaram; 7 antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me fora confiado, como a Pedro o da circuncisão 8 (pois aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão também operou eficazmente em mim para com os gentios) 9 e, quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios, e eles, para a circuncisão; 10 recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer.” (Gálatas 2:1-10 ARA)2. “31 Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; 32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 33 Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? 34 Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. 35 O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. 36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:31-36 ARA)2. “6 sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; 7 porquanto quem morreu está justificado do pecado.” (Romanos 6:6-7 ARA)2. “2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. 3 Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,” (Romanos 8:2-3 ARA). “23 Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. 24 De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. 25 Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.” (Gálatas 3:23-25 ARA)2. “7 De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus. 8 Outrora, porém, não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que, por natureza, não o são;” (Gálatas 4:7-8 ARA)2. “14 Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, 15 e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.” (Hebreus 2:14-15 ARA)2.

A.( ) Da condenação da lei e do poder do pecado.
B.( ) Da obediência à lei.

Resposta sugestiva: alternativa A.

A liberdade, como condição da experiência cristã, era um conceito importante para Paulo. Ele usou essa palavra com mais frequência do que qualquer outro autor do Novo Testamento. Além disso, as palavras ‘livre’ e ‘liberdade’ ocorrem várias vezes no livro de Gálatas. No entanto, liberdade para os cristãos significa ser livre em Cristo. É a oportunidade de ter uma vida de livre devoção a Deus. Envolve a liberdade da escravidão dos desejos de nossa natureza pecaminosa (Rm 6), liberdade da condenação da lei (Rm 8:1, 2) e liberdade do poder da morte (1Co 15:55)2.”1

4. Os apóstolos reconheceram que a Paulo ‘havia sido confiada a pregação do evangelho aos incircuncisos, assim como a Pedro, aos circuncisos’ (Gl 2:7, NVI). O que isso sugere sobre a natureza da unidade e diversidade dentro da igreja? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”1

A.( ) Não há espaço para a diversidade dentro da igreja. Para serem unidas, todas as pessoas devem ser iguais.
B.( ) O evangelho é um só, mas as maneiras de pregá-lo são diferentes, o que promove a diversidade na igreja.

Resposta sugestiva: F; V.

“Os apóstolos reconheceram que Deus havia chamado Paulo para pregar o evangelho aos gentios, assim como havia chamado Pedro para pregar aos judeus. Em ambos os casos, o evangelho era o mesmo, mas a maneira de ser apresentado dependia do povo ao qual os apóstolos estavam tentando alcançar. Implícito nesse verso ‘está o importante reconhecimento de que uma e a mesma fórmula deve ser ouvida de diversas maneiras e ter diferente força nos variados contextos sociais e culturais […]. É justamente essa unidade que é a base da unidade cristã, precisamente como a unidade na diversidade’ (James D. G. Dunn, The Epistle to the Galatians [A Epístola aos Gálatas], Peabody, Massachusetts: Hendrickson Publishers, Inc., 1993, p. 106).”1

“Até que ponto devemos estar abertos a métodos de evangelismo e testemunho que nos tirem da nossa ‘zona de conforto’? Existem formas de evangelismo que o incomodam? Quais são elas? Por que o incomodam? Você precisa ter a mente mais aberta para essas coisas?”1

Terça-feira, 11 de julho de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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COSAERT, Carl. O evangelho em Gálatas. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 489, Jul. Ago. Set. 2017. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.