O testemunho involuntário de Pilatos

Lições da Bíblia1:

Várias vezes João registra as tentativas dos líderes religiosos de prender Jesus, levá-Lo a julgamento e sentenciá-Lo à morte. Um tema importante no Evangelho de João, frequentemente destacado por Jesus, é que o Seu momento ou hora ainda não havia chegado, o que se referia à crucifixão (Jo 2:4; 7:6, 8, 30; 12:7, 23, 27; 13:1; 17:1).

Agora havia chegado a hora. Jesus foi preso no jardim do Getsêmani, levado perante Anás, depois para o sumo sacerdote Caifás, e duas vezes perante Pilatos.

João recorreu a várias testemunhas de todas as esferas da vida para testificar que Jesus é o Cristo. Agora João menciona Pilatos, o governador que julgou Jesus. Esse é um testemunho importante porque Pilatos era romano, governador e juiz, enquanto muitos outros que testemunhavam eram judeus e pessoas comuns.

3. Como o veredito de Pilatos está relacionado ao tema central do Evangelho de João? Jo 18:38; 19:4-22

Jo 18:38 (NAA): “Pilatos perguntou: — O que é a verdade?”

Jo 19:4-22 (NAA): “4 Pilatos saiu outra vez e disse aos judeus: — Eis que eu o apresento a vocês, para que saibam que não encontro nele crime algum. 5 Então Jesus saiu, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. E Pilatos lhes disse: — Eis o homem! 6 Quando viram Jesus, os principais sacerdotes e os seus guardas gritaram: — Crucifique! Crucifique! Pilatos repetiu: — Levem-no daqui vocês mesmos e o crucifiquem, porque eu não encontro nele crime algum. 7 Os judeus responderam: — Temos uma lei e, segundo essa lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus. 8 Pilatos, ouvindo tal declaração, ficou ainda mais atemorizado 9 e, entrando outra vez no Pretório, perguntou a Jesus: — De onde você é? Mas Jesus não lhe deu resposta. 10 Então Pilatos o advertiu: — Você não me responde? Não sabe que tenho autoridade tanto para soltar você como para crucificá-lo? 11 Jesus respondeu: — O senhor não teria nenhuma autoridade sobre mim se de cima não lhe fosse dada. Por isso, quem me entregou ao senhor tem maior pecado. 12 A partir desse momento, Pilatos queria soltá-lo, mas os judeus gritavam: — Se você soltar este homem, não é amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César! 13 Quando Pilatos ouviu essas palavras, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, em hebraico Gabatá. 14 E era a preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. E Pilatos disse aos judeus: — Eis aqui o rei de vocês. 15 Eles, porém, clamavam: — Fora! Fora! Crucifique-o! Então Pilatos perguntou: — Devo crucificar o rei de vocês? Os principais sacerdotes responderam: — Não temos rei, senão César! 16 Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17 Jesus, carregando ele mesmo a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico. 18 Ali o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos escreveu também um título e o colocou no alto da cruz. E o que estava escrito era: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. 20 Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus havia sido crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego. 21 Os principais sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: — Não escreva: “Rei dos judeus”, e sim: “Ele disse: Sou o rei dos judeus.” 22 Pilatos respondeu: — O que escrevi escrevi.”

Jesus foi levado a Pilatos na manhã de sexta-feira (Jo 18:28). O plano do governador era despachar o prisioneiro rapidamente para o Seu destino. Mas o comportamento de Jesus chamou a atenção de Pilatos. Ele interrogou Jesus e ouviu de Seus lábios: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a Minha voz” (Jo 18:37).

Embora o governador tenha finalmente condenado Jesus à morte, três vezes O reconheceu inocente (Jo 18:38; 19:4, 6). E escreveu sobre a cruz as palavras “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” (Jo 19:19), completando seu testemunho de quem Jesus é. No entanto, apesar do seu testemunho de que Cristo era inocente, o governador O condenou à morte.

Pilatos tinha a própria Verdade diante de si e, ainda assim, permitindo que a multidão o intimidasse, condenou Jesus à morte! Que exemplo trágico de que nem sempre conseguimos seguir o que a consciência e o coração nos dizem ser correto!

O que podemos aprender com o exemplo de Pilatos sobre os perigos de permitir que as ideias e a pressão popular nos impeçam de fazer o que acreditamos ser correto?

Terça-feira, 12 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Mais testemunhos sobre Jesus – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 300- 310 (“Crise na Galileia”); p. 497-502 (“‘Queremos ver Jesus’”).

“‘Para quem iremos?’ Os mestres de Israel eram escravos do formalismo. Os fariseus e saduceus viviam em contínuas disputas. Deixar Jesus significava associar-se a pessoas que discutiam de forma obstinada ritos e cerimônias e a homens ambiciosos que buscavam a própria glória. Os discípulos haviam encontrado mais paz e alegria desde que tinham aceitado a Cristo do que em toda a sua vida anterior. Como voltariam para os que haviam desprezado e perseguido o Amigo dos pecadores? Por muito tempo aguardaram o Messias; agora Ele viera, e não podiam se afastar de Sua presença para ir àqueles que estavam procurando tirar Sua vida e os tinham perseguido por se tornarem seguidores Dele.

“‘Para quem iremos?’ Não podiam se afastar dos ensinos de Cristo, de Suas lições de amor e misericórdia e ir para as trevas da incredulidade e para a perversidade do mundo. Enquanto o Salvador era abandonado por muitos que haviam testemunhado Suas maravilhosas obras, Pedro expressava a fé dos discípulos: ‘Tu és o Cristo’ (Mt 16:16). O próprio pensamento de perder essa âncora de seu coração os enchia de temor e pesar” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 309, 310).

Perguntas para consideração

1. Diante das evidências de Jesus como o Messias e da verdade do cristianismo, por que alguns as aceitam e outros as rejeitam?

2. Jesus morreu pelos nossos pecados. Existe uma verdade mais importante do que essa? Como chegamos a conhecer essa verdade? A ciência, a lei natural, a teologia natural, a lógica e a razão podem até nos levar a crer no Criador, na Causa Primeira ou no Motor Imóvel, mas essas disciplinas não podem ensinar a verdade mais importante de que precisamos: que Cristo morreu pelos nossos pecados. O que isso nos ensina sobre quão crucial é fazer da Bíblia a autoridade final em questões de fé?

3. Por que é importante para nossa fé contar aos outros o que Deus fez em nossa vida?

Sexta-feira, 08 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.

O testemunho da multidão

Lições da Bíblia1:

“Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7:37, 38).

João registra várias vezes em que Jesus fez declarações ousadas sobre Si mesmo, sobre quem Ele é e o que veio fazer.

O texto de João 7:37 e 38 é outro exemplo do que Jesus afirmou sobre Si mesmo e sobre o que faria a todos que fossem até Ele. Essas também foram reivindicações impressionantes.

6. Quando Jesus falou aos judeus que participavam da Festa dos Taber-náculos, qual foi a resposta de muitos da multidão? Jo 7:37-53

Jo 7:37-53 (NAA)2: 37 No último dia, o grande dia da festa, Jesus se levantou e disse em voz alta: — Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38 Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. 39 Isso ele disse a respeito do Espírito que os que nele cressem haviam de receber; pois o Espírito até aquele momento não tinha sido dado, porque Jesus ainda não havia sido glorificado. 40 Quando ouviram essas palavras, alguns do meio do povo diziam: — Este é verdadeiramente o profeta. 41 Outros diziam: — Ele é o Cristo. Outros, porém, perguntavam: — Por acaso o Cristo virá da Galileia? 42 Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi e da aldeia de Belém, de onde era Davi? 43 Assim, houve divisão entre o povo por causa dele. 44 Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos. 45 Os guardas voltaram à presença dos principais sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: — Por que vocês não o trouxeram? 46 Eles responderam: — Jamais alguém falou como este homem. 47 Os fariseus disseram aos guardas: — Será que também vocês foram enganados? 48 Por acaso alguma das autoridades ou algum dos fariseus creu nele? 49 Mas esse povo que nada sabe da lei é maldito. 50 Nicodemos, um deles, que antes tinha ido conversar com Jesus, perguntou-lhes: 51 — Será que a nossa lei condena um homem sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez? 52 Eles responderam: — Por acaso também você é da Galileia? Examine e verá que da Galileia não se levanta profeta. 53 E cada um foi para a sua casa.”

Alguns disseram que Jesus era o Profeta que Moisés predisse (Dt 18:15-19). Outros pensavam que Ele fosse o Cristo. Mas isso levantou o argumento de que o Messias não viria da Galileia, pois Ele seria descendente de Davi e nasceria em Belém. Tudo isso era verdade sobre Jesus (Mt 1; 2), embora muitos não soubessem!

Até mesmo os guardas enviados para prender Jesus ficaram impressionados com a eloquência de Suas palavras. Os fariseus responderam aos guardas com outra pergunta: “Por acaso alguma das autoridades ou algum dos fariseus creu Nele?” (Jo 7:48). A pergunta dos fariseus deu a João a oportunidade de mencionar novamente Nicodemos, que, depois de ter se encontrado com Jesus, tentava protegê-Lo das maquinações dos líderes religiosos: “Será que a nossa lei condena um homem sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez?” (Jo 7:51).

Será que Nicodemos já aceitava Jesus como o Messias? Embora essa cena não prove que ele já aceitasse, a Bíblia dá evidências sólidas de que Nicodemos passou a crer Nele entre esse momento e o que ocorreu depois da morte de Jesus (Jo 19:39, 40).

Assim, a resposta àquela pergunta dos fariseus era: sim, um dos fariseus acreditava Nele.

Leia João 7:49 [Mas esse povo que nada sabe da lei é maldito.]. O que os líderes diziam que mostrava o desprezo deles pelas multidões que seguiam Jesus? Que lição podemos tirar desse fato?

Quinta-feira, 07 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O testemunho do Pai

Lições da Bíblia1:

O Evangelho de João começa dizendo que a Palavra (o Logos) estava com Deus – isto é, Deus, o Pai (Jo 1:1). Quando a Palavra Se tornou carne, o Espírito Santo testemunhou sobre Jesus, repousando sobre Ele em Seu batismo (Jo 1:32-34). Mas o Pai também deu testemunho de Jesus durante Seu ministério terrestre.

Leia João 5:36-38. O que Jesus disse sobre o Pai?

João 5:36-38 (NAA)2: 36 Mas eu tenho maior testemunho que o de João; porque as obras que o Pai me confiou para que eu as realizasse, essas que eu faço testemunham a meu respeito de que o Pai me enviou. 37 O Pai, que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim. Vocês nunca ouviram a voz dele, nem viram a sua forma. 38 Também não têm a palavra dele permanente em vocês, porque não creem naquele a quem ele enviou.”

Jesus relacionou o Pai às obras e aos milagres que realizava. Ele deixou bem claro que o Pai O enviou e testemunhou sobre Cristo.

5. O que o Pai disse sobre Jesus? Mt 3:17; 17:5; Mc 1:11; Lc 3:22; veja também 2Pe 1:17, 18

Mt 3:17 (NAA)2: “E eis que uma voz dos céus dizia: — Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.”

Mt 17:5 (NAA)2: “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: — Este é o meu Filho amado, em quem me agrado; escutem o que ele diz!”

Mc 1:11 (NAA)2: “Então veio uma voz dos céus, que dizia: — Tu és o meu Filho amado, em ti me agrado.”

Lc 3:22 (NAA)2: “22 o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba, e do céu veio uma voz, que dizia: — Tu és o meu Filho amado, em ti me agrado.”

2Pe 1:17, 18 (NAA)2: “17 Porque ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando, pela Suprema Glória, lhe foi enviada a seguinte voz: ‘Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.’ 18 Ora, nós ouvimos esta voz vinda do céu quando estávamos com ele no monte santo.”

No batismo de Jesus, o Pai e o Espírito Se juntaram ao Filho para marcar essa importante ocasião: o início do ministério de Jesus. O Pai declarou que Jesus é o Seu Filho amado, em quem Ele Se agrada. Mas, em um momento crucial do ministério de Cristo, o Pai falou mais uma vez, conforme registrado no Evangelho de João.

A situação estava atingindo o auge nos últimos dias do ministério de Jesus. Os líderes religiosos, incapazes de detê-Lo (veja Jo 12:19), O queriam morto, agora mais do que nunca. As multidões estavam entusiasmadas com Ele, porque cada vez mais pessoas, ouvindo o testemunho dos que O viram ressuscitar Lázaro (Jo 12:17, 18), estavam começando a seguir Jesus. Até os gregos presentes na festa queriam vê-Lo.

Nesse momento, em resposta às palavras de Jesus, “Pai, glorifica o Teu nome”, o Pai novamente falou do Céu: “Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei” (Jo 12:28).

A hora da glória de Jesus é a cruz. Assim, o testemunho do Pai sobre Ele aponta para o grande sacrifício do Cordeiro de Deus pelos pecados do mundo. É o auge do Seu ministério terrestre. Sua morte em nosso favor pagou a penalidade completa pelos nossos pecados, e Nele, pela fé, jamais teremos que enfrentar essa penalidade.

Quarta-feira, 06 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O testemunho dos samaritanos – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 137- 146 (“Junto ao poço de Jacó”).

“Assim que encontrou o Salvador, a samaritana levou outros a Ele. Demonstrou ser uma missionária mais eficiente que os próprios discípulos. Estes não viram nada em Samaria indicando um campo promissor. Tinham os olhos fixos em uma grande obra a ser feita no futuro. Não viram que, bem ao redor deles, havia uma colheita a fazer. No entanto, por meio da mulher que haviam desprezado, toda uma cidade foi levada a ouvir o Salvador. Ela transmitiu imediatamente a luz a seus concidadãos.

“Essa mulher representa a atitude de uma fé prática em Cristo. Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário. Aquele que bebe da água viva se torna fonte de vida. E o que recebe se torna doador. A graça de Cristo no coração é uma fonte no deserto, fluindo para satisfazer a todos e fazendo com que aqueles que estão quase a perecer fiquem ansiosos para beber da água da vida” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 146).

Perguntas para consideração

1. Quais são os tabus e preconceitos encontrados na sua cultura que poderiam dificultar seu próprio testemunho aos outros?

2. Por que Jesus teve uma recepção tão calorosa entre os samaritanos, mas não entre alguns de Seu próprio povo?

3. Coloque-se no lugar da samaritana. Um estranho diz a ela que conhece seus segredos. Como um Desconhecido poderia saber aquelas coisas? Não admira que ela tenha ficado impressionada com Jesus. Você crê que o Senhor sabe tudo sobre nós, mesmo os segredos mais profundos que não gostaríamos que ninguém soubesse? Apesar disso, como Jesus a tratou? De que modo Ele deseja lidar conosco, mesmo conhecendo nossos segredos? Que conforto você encontra nessa verdade?

4. Que temas centrais de João encontramos no ministério de Jesus à samaritana?

Sexta-feira, 01 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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O testemunho de João Batista

Lições da Bíblia1:

Como vimos na lição da semana passada, o Evangelho de João começa com Jesus Cristo, a Palavra (ou o Verbo), em Sua existência eterna antes da criação. Mas no mesmo prólogo de João, João Batista aparece como testemunha de Jesus. Alguns judeus da época esperavam dois messias: um sacerdotal e outro real. João ensina claramente que João Batista não reivindicava ser um desses messias; em vez disso, era uma testemunha do único e verdadeiro Messias.

1. Leia João 1:19-23. Como João Batista explicou sua identidade, seu ministério e sua missão?

João 1:19-23 (NAA)2: “19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: ‘Quem é você?’ 20 Ele confessou e não negou; confessou: — Eu não sou o Cristo. 21 Diante disso, lhe perguntaram: — Quem é você, então? Você é Elias? Ele disse: — Não sou. Então perguntaram: — Você é o profeta? Ele respondeu: — Não, não sou. 22 Disseram-lhe, então: — Diga quem é você, para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram. O que é que você diz a respeito de si mesmo? 23 Então ele respondeu: — Eu sou ‘a voz do que clama no deserto: Endireitem o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaías.”

Os líderes religiosos enviaram sacerdotes e levitas para perguntar a João quem ele era. Diante das altas expectativas messiânicas que havia na Judeia, era importante que João Batista esclarecesse sua relação com essas expectativas. Ele não era a Luz, mas tinha sido enviado por Deus para dar testemunho da Luz e preparar o povo para a vinda do Messias (Jo 1:6-8). Por isso, ele respondeu de maneira tão clara quanto possível: “Eu não sou o Cristo” (Jo 1:20).

Além disso, João batizava com água, mas Cristo batizaria com o Espírito Santo (Jo 1:26, 33). João não era digno de desamarrar as correias das sandálias de Jesus (Jo 1:27). Cristo era mais importante do que João, porque existia antes dele (Jo 1:30). Jesus era o Filho de Deus, e João apenas apontou para Ele (Jo 1:34).

2. Leia Isaías 40:1-5 e João 1:23. Como o Evangelho de João usa esses versículos do profeta Isaías?

Isaías 40:1-5 (NAA)2:“1 ‘Consolem, consolem o meu povo’, diz o Deus de vocês.  2 ‘Falem ao coração de Jerusalém e anunciem que o tempo da sua escravidão já acabou, que a sua iniquidade está perdoada e que ela já recebeu em dobro das mãos do Senhor por todos os seus pecados.’ 3 Uma voz clama: ‘No deserto preparem o caminho do Senhor! No ermo façam uma estrada reta para o nosso Deus! 4 Todos os vales serão levantados, e todos os montes e colinas serão rebaixados; o que é tortuoso será retificado, e os lugares ásperos serão aplanados.  5 A glória do Senhor se manifestará, e toda a humanidade a verá, pois a boca do Senhor o disse.’”

João 1:23 (NAA): “Então ele respondeu: — Eu sou ‘a voz do que clama no deserto: Endireitem o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaías.”

Em uma época de estradas esburacadas e cheias de pedras, às vezes servos eram enviados à frente do rei para nivelar a superfície das estradas e eliminar curvas acentuadas para suavizar o caminho do rei. Assim, cumprindo a profecia, João veio a fim de preparar o coração das pessoas para Jesus.

De que forma, como adventistas do sétimo dia, devemos cumprir o mesmo tipo de ministério que João Batista realizou? Quais são os paralelos entre nós e ele?

Domingo, 20 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O custo do discipulado

Lições da Bíblia1:

2. O que Jesus ensinou sobre o custo de segui-Lo? Mc 8:31-38

Mc 8:31-38 (NAA)2: “31 Então Jesus começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. 32 E isto ele expunha claramente. Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo. 33 Mas Jesus, voltando-se e vendo os seus discípulos, repreendeu Pedro e disse: — Saia da minha frente, Satanás! Porque você não leva em consideração as coisas de Deus, e sim as dos homens. 34 Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, Jesus lhes disse: — Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 35 Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a vida por minha causa e por causa do evangelho, esse a salvará. 36 De que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? 37 Que daria uma pessoa em troca de sua alma? 38 Pois quem, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória do seu Pai com os santos anjos.”

Os discípulos chegaram a um ponto crucial na sua relação com Jesus. Eles agora sabiam que Ele era o Messias. O leitor de Marcos sabe disso desde o início do livro (Mc 1:1) e, portanto, tem uma vantagem sobre os discípulos, que, às vezes, demoravam bastante para compreender verdades espirituais.

Quando Jesus chamou os discípulos pela primeira vez, Ele disse que os faria pescadores de gente (Mc 1:17). Mas não mencionou os problemas. Agora que eles sabiam quem Ele era, Jesus revelou o objetivo de Sua missão: que era necessário que Ele sofresse muitas coisas, fosse rejeitado, fosse morto e ressuscitasse depois de três dias.

Foi uma notícia chocante. Pedro, que havia acabado de confessar que Jesus era o Messias, chamou-O de lado e O repreendeu por dizer essas coisas. Tudo isso tinha sido contado em discurso indireto, mas agora Marcos relata as palavras de Jesus, que devem ter doído nos ouvidos de Pedro, pois Cristo o chamou de Satanás e lhe disse que saísse do Seu caminho, uma vez que esses pensamentos não estavam de acordo com a vontade de Deus.

“As palavras de Pedro não eram para ajudar e consolar Jesus na grande prova que estava diante Dele. Não estavam em harmonia com o plano divino de graça para com o mundo perdido, nem com a lição de sacrifício que Jesus viera ensinar com Seu exemplo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 331).

Os seguidores de Jesus são chamados a ter o mesmo objetivo que Ele: tomar a cruz e segui-Lo. A crucifixão era o método de execução mais cruel, humilhante e intimidante praticada pelos romanos. Todos queriam evitar a cruz. Então, por que alguém iria querer tomar a cruz como símbolo de sua devoção a Jesus?

Jesus explicou não apenas o custo do discipulado, mas também o grande valor que ele possui. No paradoxo da fé cristã, perder a vida é a única forma de encontrá-la. Por outro lado, ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida eterna, é absurdo. Como o missionário Jim Elliott expressou em seu diário de 28 de outubro de 1949: “Não é tolo aquele que abre mão do que não pode reter para ganhar o que não pode perder.”

Leia João 12:25. Como você tem experimentado a realidade dessas palavras?

João 12:25 (NAA)2: “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo irá preservá-la para a vida eterna.”

Segunda-feira, 12 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Transmitindo a Palavra de Deus

Lições da Bíblia1

2. Ao proclamar a verdade, que confiança Paulo tinha apesar dos desafios que enfrentava? 2Co 4:1-6; 2:14

2Co 4:1-6 (NAA)2: “1 Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi dada, não desanimamos. 2 Pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas que trazem vergonha, não agindo com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus. E assim, pela manifestação da verdade, nos recomendamos à consciência de todos na presença de Deus. 3 Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que ele está encoberto, 4 nos quais o deus deste mundo cegou o entendimento dos descrentes, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. 5 Porque não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo como Senhor e a nós mesmos como servos de vocês, por causa de Jesus. 6 Porque Deus, que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo.”

2Co 2:14 (NAA)2: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta a fragrância do seu conhecimento em todos os lugares.”

O apóstolo Paulo enfrentou enormes dificuldades em sua obra de difundir o evangelho; no entanto, ele confiava que a Palavra de Deus triunfaria, “porque”, como disse, “nada podemos contra a verdade, senão a favor da verdade” (2Co 13:8).

Os reformadores enfrentaram dificuldades semelhantes; porém, pela fé, foram fiéis à Palavra. Um exemplo de coragem diante de probabilidades esmagadoras é William Tyndale. O maior desejo de Tyndale era dar à Inglaterra uma tradução precisa e legível da Bíblia. Ele decidiu traduzir a Bíblia das línguas originais e corrigir alguns erros na tradução de Wycliffe de cerca de 140 anos antes. Tyndale também foi preso e julgado. Muitas de suas traduções da Bíblia, que foram impressas em Worms, Alemanha, foram apreendidas e queimadas publicamente. Seu julgamento ocorreu na Bélgica em 1536 d.C. Ele foi condenado sob a acusação de heresia e sentenciado à fogueira. Seus carrascos o estrangularam enquanto o amarravam à estaca e depois queimaram seu corpo. Suas últimas palavras foram ditas com fervor: “Senhor, abra os olhos do rei da Inglaterra”. Deus milagrosamente respondeu à oração de Tyndale.

Quatro anos após sua morte, quatro traduções inglesas da Bíblia foram publicadas. Em 1611, a versão King James da Bíblia foi impressa. Os 54 estudiosos que realizaram o trabalho se basearam grandemente na tradução de Tyndale para o inglês. Uma estimativa sugere que o AT da Bíblia King James de 1611 seja 76% da tradução de Tyndale, e o NT seja 83%. Em 2011, a versão King James da Bíblia comemorou seu 400o aniversário, ultrapassando a marca de um bilhão de Bíblias impressas. Traduzida para muitos idiomas, impactou dezenas de milhões de pessoas ao redor do mundo. O sacrifício de William Tyndale valeu a pena.

Apesar das dificuldades e dos desafios, Tyndale e seus companheiros confiavam que Deus estava no controle. A vida de Tyndale fez a diferença para a eternidade.

Leia Daniel 12:3 e Apocalipse 14:13.

Dn 12:3 “Os que forem sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento, e os que conduzirem muitos à justiça brilharão como as estrelas, sempre e eternamente.”

Ap 14:13 “Então ouvi uma voz do céu, dizendo: — Escreva: ‘Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor.’ — Sim — diz o Espírito —, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.”

Como esses textos se aplicam à vida de Tyndale? Eles nos encorajam a respeito da oportunidade que temos de influenciar outros para a eternidade?

Segunda-feira, 29 de abril de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.