O que é evangelismo?

Lições da Bíblia.

“Quando consideramos as atividades dos primeiros evangelistas, obtemos uma descrição clara do significado de evangelismo. Independentemente das principais diferenças entre o mundo deles e o nosso, ambos são pecaminosos, decaídos e arruinados, e por isso precisam de esperança e salvação. Mais de um século atrás, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, com um pouco de exagero (não foi por acaso que ele se tornou conhecido como ‘o filósofo do pessimismo’), expressou a condição humana desta forma: ‘Jamais viveu alguém que não tenha mais de uma vez desejado não ter que viver até o dia seguinte’ (O Mundo como Vontade e Representação, p. 204). Pouca coisa mudou desde o tempo dos apóstolos, desde a época de Schopenhauer e durante os nossos dias. Assim, os principais pontos da pregação evangelística do primeiro século também devem ser os pontos principais da pregação de hoje.”

“1. Que temas específicos sobre os quais os discípulos pregavam devem ser incluí­dos nas apresentações evangelísticas atuais?” “Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” (Atos 4:33). “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo.” (Atos 5:42). “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.” (Atos 2:36-39). “e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus.” (Atos 7:56). “Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.” (Atos 13:48). “Jesus crucificado; ressurreição; arrependimento; perdão; batismo; Jesus como Senhor; intercessão no Céu; obediência; dom do Espírito.”

“Para ser um evangelista em todos os sentidos da palavra, é preciso ter compreensão e experiência pessoal em relação ao ‘evangelho eterno’. É esse evangelho que finalmente traz crença, confissão, conversão, batismo, discipulado e a promessa de vida eterna.”

“Os líderes judeus viram algo na ousadia dos apóstolos que os convenceu de que os apóstolos haviam estado com Jesus (At 4:13). Muito provavelmente os líderes tivessem chegado a essa conclusão porque se depararam com um grupo de homens que aparentemente não conseguiam falar sobre qualquer outra coisa, a não ser a vida e ensinamentos de Jesus. Evangelismo e testemunho certamente significam falar sobre a vida e ensinamentos de Jesus, sobre a diferença que isso tem feito na vida do cristão individual e sobre a diferença que Jesus pode fazer na vida de todos os que O aceitam como Senhor e Salvador.”

“É importante ver o evangelismo e o testemunho como um processo contínuo e não como um único programa ou evento. Uma parte vital do processo é seu estabelecimento e manutenção. A palavra perseveravam em Atos 2:42 indica um forte comprometimento dos novos cristãos com uma estratégia contínua para seu desenvolvimento espiritual. Evidentemente, a igreja primitiva considerava o evangelismo muito mais do que apenas pregar a mensagem. Para eles o processo evangelístico não estaria completo até que as pessoas se tornassem discípulas e tivessem sido completamente incorporadas ao grupo local de cristãos.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 01 de abril de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Definindo evangelismo e testemunho

Lições da Bíblia.

“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que Eu lhes ordenei. E Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28: 19, 20, NVI).

Pensamento-chave: Se devemos estar envolvidos no cumprimento da grande comissão evangélica, precisamos entender o significado de ‘evangelismo’ e ‘testemunho’.

“Depois de passar tempo com Jesus, Seus primeiros seguidores compartilharam sua experiência com os outros. O testemunho, ao mesmo tempo em que foi um resultado natural dos momentos passados com Cristo, foi capaz de mudar a vida deles. Mas o testemunho foi também uma tarefa específica dada a eles e é dada também a nós.”

“Um empregado geralmente recebe a ‘descrição do trabalho’, uma explicação detalhada de seus deveres. A Bíblia também fala sobre uma ‘descrição do trabalho’ para o povo de Deus. Em 1 Coríntios 15:58, o apóstolo Paulo exorta os cristãos de Corinto a ser ‘sempre abundantes na obra do Senhor’. Embora Paulo não tenha especificado a obra à qual ele estava se referindo, uma expressão semelhante é usada em 1 Coríntios 16:10, com respeito à obra do Senhor feita por Timóteo e Paulo, no evangelismo e testemunho sobre Jesus Cristo e o plano da salvação. Assim, a exortação de Paulo em 1 Coríntios 15 certamente inclui a obra de propagar o evangelho.”

“Nesta semana, estudaremos o real significado de evangelismo e testemunho. Em outras palavras, tentaremos descobrir nossa ‘descrição bíblica de trabalho’.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 31 de março de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Eu me tornei como vocês

Lições da Bíblia.

4. Leia 1 Coríntios 9:19-23. “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele.” (1 Cor. 9:19-23). O que Paulo quis dizer na última parte de Gálatas 4:12? “Sede qual eu sou; pois também eu sou como vós. Irmãos, assim vos suplico. Em nada me ofendestes.” (Gál. 4:12). “Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade. Por isso, dissertava na sinagoga entre os judeus e os gentios piedosos; também na praça, todos os dias, entre os que se encontravam ali. E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele, havendo quem perguntasse: Que quer dizer esse tagarela? E outros: Parece pregador de estranhos deuses; pois pregava a Jesus e a ressurreição. […] Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. […] Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião. A essa altura, Paulo se retirou do meio deles. Houve, porém, alguns homens que se agregaram a ele e creram; entre eles estava Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, outros mais.” (Atos 17:16-34). “Não é a comida que nos recomendará a Deus, pois nada perderemos, se não comermos, e nada ganharemos, se comermos. Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos. Porque, se alguém te vir a ti, que és dotado de saber, à mesa, em templo de ídolo, não será a consciência do que é fraco induzida a participar de comidas sacrificadas a ídolos? E assim, por causa do teu saber, perece o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. E deste modo, pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência fraca, é contra Cristo que pecais. E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo.” (1 Cor. 8:8-13). “Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gál. 2:11-14). “Paulo buscava se tornar igual a todas as pessoas a quem procurava evangelizar, falando sua linguagem, se parecendo com elas para conduzi-las a Cristo e para não ser uma motivo de tropeço.”

“Gálatas 4:12 pode parecer um tanto obscuro. Por que os gálatas deviam se tornar como Paulo, se ele já se havia tornado como eles? Como vimos na lição de ontem, Paulo queria que eles se tornassem como ele na sua completa fé e confiança na total suficiência de Cristo para a salvação. Seu comentário sobre ter se tornado como eles foi um lembrete de como, embora ele fosse judeu, havia se tornado um gentio ‘sem a lei’ para que pudesse alcançar os gentios da Galácia com o evangelho. Como o grande missionário ao mundo gentílico, Paulo havia aprendido a forma de pregar o evangelho tanto aos judeus quanto aos gentios. De fato, de acordo com 1 Coríntios 9:19-23, embora o evangelho permanecesse o mesmo, o método de Paulo variava dependendo das pessoas que ele estava tentando alcançar.”

“Paulo foi um pioneiro no que chamamos hoje de contextualização: a necessidade de comunicar o evangelho de tal maneira que ele fale ao contexto total das pessoas a quem é dirigido” (Timothy George, The New American Commentary: Galatians [O Novo Comentário Americano: Gálatas], Nashville, Tennessee: Broadman & Holman Publishers, 1994, p. 321).

“Os comentários do próprio Paulo em 1 Coríntios 9:21 indicam que ele acreditava que havia limites que estabeleciam até onde a pessoa devia ir na contextualização do evangelho. Por exemplo, ele cita que, embora a pessoa seja livre para alcançar judeus e gentios de diferentes formas, essa liberdade não inclui o direito de ter um estilo de vida sem lei, pois os cristãos estão sob a ‘lei de Cristo’”.

“Embora a contextualização nem sempre seja fácil, ‘na medida em que sejamos capazes de separar o coração do evangelho de seu casulo cultural, para contextualizar a mensagem de Cristo sem comprometer seu conteúdo, nós também devemos ser imitadores de Paulo’ (Timothy George, Galatians, p. 321, 322).”

“É tão fácil fazer concessões, não é mesmo? Às vezes, quanto mais longa é nossa experiência cristã, mais fácil também se torna fazer concessões. Por que as coisas são assim? Examine a si mesmo, sinceramente. Quantas concessões têm ocorrido sutilmente em sua vida, e de que forma você tem justificado? Em que áreas você precisa mudar? Como você pode fazer isso?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 22 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O desafio da transformação

Lições da Bíblia.

“3. Qual era a necessidade dos gálatas e o que Paulo pediu a eles? Paulo tinha autoridade para fazer esse apelo?” “Sede qual eu sou; pois também eu sou como vós. Irmãos, assim vos suplico. Em nada me ofendestes.” (Gál. 4:12). “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” (1 Cor. 11:1). “Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós.” (Filip. 3:17). “pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós; não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes.” (2 Ts 3:7-9). “Então, Agripa se dirigiu a Paulo e disse: Por pouco me persuades a me fazer cristão. Paulo respondeu: Assim Deus permitisse que, por pouco ou por muito, não apenas tu, ó rei, porém todos os que hoje me ouvem se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias.” (Atos 26:28-29). “Tornar-se como Paulo. Seguir o exemplo de Paulo. Sim, porque ele seguia o exemplo de Jesus Cristo inclusive no aspecto ético.”

“Ao longo das cartas de Paulo, várias vezes ele encorajou os cristãos a imitar seu comportamento. Em cada situação, Paulo se apresentou como exemplo autorizado que os crentes deviam seguir. Em 2 Tessalonicenses 3:7-9, Paulo se ofereceu como exemplo de como os cristãos de Tessalônica deviam trabalhar para ganhar o próprio sustento e não ser um fardo para os outros. Em 1 Coríntios 11:1, Paulo exortou os coríntios a imitá-lo, colocando o bem-estar dos outros em primeiro lugar. A preocupação de Paulo em Gálatas parece ter sido um pouco diferente.”

“Em Gálatas 4:12, Paulo não pediu que eles o imitassem. Em vez disso, pediu que eles se tornassem como ele era; ele estava falando sobre ser e não sobre agir. Por quê? O problema na Galácia não era comportamento antiético nem estilo de vida pecaminoso, como na igreja de Corinto. A questão na Galácia estava enraizada na essência do próprio cristianismo. Era mais sobre a ‘essência’ do que sobre o ‘comportamento’. Paulo não estava dizendo ‘procedam como eu’, mas ‘sejam o que eu sou’. A terminologia exata em Gálatas 4:12 ocorre no apelo de Paulo a Herodes Agripa II, em Atos 26:29, onde Paulo disse: ‘Peço a Deus que não apenas tu, mas todos os que hoje me ouvem se tornem como eu, porém sem estas algemas’. Em outras palavras, Paulo estava se referindo à sua experiência como cristão, um fundamento que se apoiava unicamente em Cristo, uma fé que confiava no que Cristo fez por ele e não em suas obras da lei. Os gálatas estavam dando mais valor ao comportamento do que à identidade em Cristo.”

“Embora Paulo não tenha dito especificamente de que forma ele queria que os gálatas se tornassem como ele, o contexto da situação entre os gálatas indica que essa não foi uma declaração geral que abrangia todos os aspectos e detalhes de sua vida. Porque sua preocupação era com a religião dos gálatas, centralizada na lei, certamente Paulo tinha em mente o maravilhoso amor, alegria, liberdade e certeza de salvação que ele tinha encontrado em Jesus Cristo. À luz da maravilha insuperável de Cristo, Paulo havia aprendido a considerar tudo o mais como lixo (Fp 3:5-9) e ele ansiava que os gálatas tivessem essa mesma experiência.”

“Existe alguém que você conhece (além de Jesus), que lhe tenha apresentado um bom exemplo? Quais são as qualidades dessa pessoa que você acha muito exemplares, e como você pode revelar melhor essas qualidades em sua vida?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 21 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O coração de Paulo

Lições da Bíblia.

“1. Leia Gálatas 4:12-20. Qual foi a intenção da mensagem de Paulo nesses versos?” “Eu lhes suplico, irmãos, que se tornem como eu, pois eu me tornei como vocês. Em nada vocês me ofenderam; como sabem, foi por causa de uma doença que lhes preguei o evangelho pela primeira vez. Embora a minha doença lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo ou desdém; ao contrário, receberam-me como se eu fosse um anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus. Que aconteceu com a alegria de vocês? Tenho certeza que, se fosse possível, vocês teriam arrancado os próprios olhos para dá-los a mim. Tornei-me inimigo de vocês por lhes dizer a verdade? Os que fazem tanto esforço para agradá-los não agem bem, mas querem isolá-los a fim de que vocês também mostrem zelo por eles. É bom sempre ser zeloso pelo bem, e não apenas quando estou presente. Meus filhos, novamente estou sofrendo dores de parto por sua causa, até que Cristo seja formado em vocês. Eu gostaria de estar com vocês agora e mudar o meu tom de voz, pois estou perplexo quanto a vocês.” (Gl 4:12-20 NVI). “Restaurar o relacionamento dos Gálatas com Paulo, com Cristo. Afastar da igreja os falsos ensinadores.”.

“A indicação inicial da preocupação que pesava fortemente sobre o coração de Paulo é seu apelo pessoal no verso 12. O apelo ocorreu imediatamente após a insistência de Paulo para que os gálatas se tornassem como ele era. Infelizmente, o significado da palavra rogar ou suplicar não é totalmente transmitido em algumas traduções. A palavra em grego é deomai. Embora possa ser traduzida por ‘suplico’ (RA) ou ‘rogo’ (RC), a palavra grega tem um sentido mais forte de desespero relacionado com ela (2Co 5:20; 8:4; 10:2). Paulo estava realmente dizendo: ‘Eu imploro a vocês!’”

“A preocupação de Paulo não era simplesmente sobre ideias teológicas e pontos de vista doutrinários. Seu coração estava ligado à vida das pessoas conduzidas a Cristo por meio de seu ministério. Ele se considerava mais do que apenas um amigo; era seu pai espiritual, e esses conversos eram seus filhos. Mais do que isso, Paulo comparou sua preocupação a respeito dos gálatas com a preocupação e angústia que acompanham a mãe no parto (Gl 4:19). Paulo pensava que seu ‘trabalho’ anterior, quando ele havia fundado a igreja, tinha sido suficiente para um ‘parto seguro’. Mas, visto que os gálatas se haviam desviado da verdade, Paulo estava experimentando as dores de parto mais uma vez a fim de garantir o bem-estar deles.”

“2. Qual era o objetivo de Paulo para os gálatas? De todo o seu ‘trabalho’ em favor deles, que resultado ele queria ver?” “meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós;” (Gl 4:19). “Desejava que Cristo fosse formado no coração deles.”

“Tendo primeiramente descrito os gálatas como sendo formados no ventre, Paulo então falou deles como se fossem mulheres grávidas. A palavra traduzida como ‘formado’ era usada na medicina para se referir ao desenvolvimento de um embrião. Através dessa metáfora, Paulo descreveu o que significa ser cristão, tanto individualmente quanto na comunidade da igreja. Seguir a Cristo é mais do que simplesmente uma profissão de fé; envolve uma transformação radical à semelhança de Cristo. Paulo ‘não estava esperando algumas pequenas alterações nos gálatas, mas uma transformação tal que, ao olhar para eles, seria como ver Cristo’ (Leon Morris, Galatians [Gálatas], Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1996, p. 142).”

“Você vê o caráter de Cristo manifestado em sua vida? Em que áreas você ainda precisa crescer?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 20 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

"Rogo-vos que sejais como eu." Gál. 4:12.

Lições da Bíblia.

Havendo visitado as igrejas da Pisídia e regiões circunvizinhas, Paulo e Silas, juntamente com Timóteo, deram-se pressa em passar ‘pela Frígia e pela província da Galácia’ (Atos 16:6), onde com grande poder proclamaram as alegres novas da salvação. Os gálatas eram dados à adoração de ídolos, mas como os apóstolos lhes pregassem, rejubilaram-se na mensagem que prometia libertação do cativeiro do pecado. Paulo e seus cooperadores proclamaram a doutrina da justificação pela fé no sacrifício expiatório de Cristo. Apresentaram a Cristo como sendo Aquele que, vendo o estado desesperado da raça caída, veio para redimir a homens e mulheres mediante uma vida de obediência à lei de Deus, e o pagamento da penalidade da desobediência. E à luz do madeiro, muitos que nunca dantes haviam conhecido o verdadeiro Deus, começaram a compreender a magnitude do amor do Pai.

Assim foram os gálatas ensinados no que respeita às verdades fundamentais concernentes a ‘Deus Pai’ e a ‘nosso Senhor Jesus Cristo, o qual Se deu a Si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai’. Gál. 1:3 e 4. ‘Pela pregação da fé’, receberam o Espírito de Deus, e tornaram-se ‘filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.’ Gál. 3:2 e 26.

A maneira como Paulo viveu entre os gálatas foi tal que ele pôde afirmar mas tarde: ‘Rogo-vos que sejais como eu.’ Gál. 4:12. Seus lábios tinham sido tocados com a brasa viva do altar, e ele foi habilitado a sobrepor-se às fraquezas do corpo e a apresentar a Jesus como a única esperança do pecador. Os que o ouviam sabiam que ele havia estado com Jesus. Assistido com o poder do alto, estava capacitado a comparar as coisas espirituais com as espirituais e a demolir as fortalezas de Satanás. Corações eram quebrantados ao apresentar ele o amor de Deus como revelado no sacrifício de Seu único Filho, e muitos eram levados a perguntar: Que devo fazer para salvar-me?

Este método de apresentar o evangelho caracterizou o trabalho do apóstolo através de seu ministério entre os gentios. Conservava sempre diante deles a cruz do Calvário. ‘Não nos pregamos a nós mesmos’, declarou ele depois de anos em sua experiência, ‘mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus. Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.’ II Cor. 4:5 e 6.

Os consagrados mensageiros que nos primeiros dias do cristianismo levaram as alegres novas da salvação a um mundo a perecer, não permitiam que pensamentos de exaltação própria viessem empanar sua apresentação de Cristo, e Este crucificado. Não cobiçavam nem autoridade nem preeminência. Ocultando-se no Salvador, exaltavam o grande plano da salvação e a vida de Cristo, o Autor e Consumador deste plano. Cristo, o mesmo ontem, hoje e eternamente, era o seu insistente ensino. (Ellen G. White, Atos dos apóstolos, p. 207-209).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 07 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O sacerdócio

Lições da Bíblia.

“Faze também vir para junto de ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para Me oficiarem como sacerdotes, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar” (Êx 28:1).

“O sacerdócio levítico foi estabelecido durante as peregrinações dos filhos de Israel pelo deserto e deveria durar mais de mil e quinhentos anos. Embora o conceito de sacerdócio ao Senhor já existisse havia muito tempo (‘Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo;’ Gn 14:18), o estabelecimento do sacerdócio levítico proporcionou uma visão mais clara de seu papel.”

“[…] Arão foi escolhido pelo Senhor para se tornar o primeiro chefe desse novo sacerdócio. Isso mostra que os sacerdotes necessitavam estar aptos a se relacionar com as pessoas que eles representavam diante de Deus, porque era exatamente isso que eles estavam fazendo: agindo como representantes, mediadores entre a humanidade caída e um Deus santo.”

“Ao mesmo tempo, o sacerdócio era uma honra sagrada, e os sacerdotes deviam demonstrar santidade e pureza. Afinal, eram eles que se apresentavam diante do Senhor, em lugar do povo. Eles tinham que ser ‘santos’; caso contrário, qual seria a finalidade de um sacerdócio? Embora reconhecessem sua relação com aqueles a quem representavam, eles tinham que ser diferentes, não de forma arbitrária (diferentes apenas para ser diferentes), mas diferentes no sentido sagrado, que iria distingui-los claramente das massas como um todo.”

Era exigido dos sacerdotes, “[…] pureza das filhas e esposa; pureza cerimonial; ficar no santuário; perfeição física; refletir a perfeição de Cristo.” “Não tomarão mulher prostituta ou desonrada, nem tomarão mulher repudiada de seu marido, pois o sacerdote é santo a seu Deus. […] Se a filha de um sacerdote se desonra, prostituindo-se, profana a seu pai; será queimada. O sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o óleo da unção, e que for consagrado para vestir as vestes sagradas, não desgrenhará os cabelos, nem rasgará as suas vestes. Não se chegará a cadáver algum, nem se contaminará por causa de seu pai ou de sua mãe. Não sairá do santuário, nem profanará o santuário do seu Deus, pois a consagração do óleo da unção do seu Deus está sobre ele. Eu sou o SENHOR. Ele tomará por mulher uma virgem. Viúva, ou repudiada, ou desonrada, ou prostituta, estas não tomará, mas virgem do seu povo tomará por mulher. […] Disse mais o SENHOR a Moisés: Fala a Arão, dizendo: Ninguém dos teus descendentes, nas suas gerações, em quem houver algum defeito se chegará para oferecer o pão do seu Deus. Pois nenhum homem em quem houver defeito se chegará: como homem cego, ou coxo, ou de rosto mutilado, ou desproporcionado, ou homem que tiver o pé quebrado ou mão quebrada, ou corcovado, ou anão, ou que tiver belida no olho, ou sarna, ou impigens, ou que tiver testículo quebrado. Nenhum homem da descendência de Arão, o sacerdote, em quem houver algum defeito se chegará para oferecer as ofertas queimadas do SENHOR; ele tem defeito; não se chegará para oferecer o pão do seu Deus. Comerá o pão do seu Deus, tanto do santíssimo como do santo. Porém até ao véu não entrará, nem se chegará ao altar, porque tem defeito, para que não profane os meus santuários, porque eu sou o SENHOR, que os santifico. Assim falou Moisés a Arão, aos filhos deste e a todos os filhos de Israel.” (Lev. 21:7-24).

“Deveríamos ser diferentes do mundo que nos rodeia? Se sim, por que e de que forma?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 25 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Expondo a fé. “[…] gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5:2).

Lições da Bíblia.

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5:1, 2).

“Embora todos sofram as consequências do pecado, podemos escolher um conjunto diferente de consequências, as da paz, esperança e amor que são resultados da justiça de Cristo. […] Deus nos aceitou em Sua família. Portanto, temos acesso aos recursos inesgotáveis do Céu, disponíveis a todos os cristãos que desejam ser semelhantes a Jesus.”

“Paulo demonstrou que a justificação, ou a aceitação diante de Deus, só vem pela fé em Jesus Cristo, pois unicamente Sua justiça é suficiente para nos dar a correta posição diante do Senhor. Construindo sobre essa grande verdade, Paulo expõe algo mais sobre esse tema. Após demonstrar que a salvação precisa ser pela fé e não pelas obras, nem mesmo de alguém que seja tão justo quanto Abraão, de certo modo Paulo retorna um pouco, olha para o grande quadro – o que provocou o pecado, sofrimento e morte e como a solução pode ser achada em Cristo e no que Ele fez pela humanidade.”

“Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Rm 5:18-21).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Sábado, 31 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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