A interpretação de Jesus

Lições da Bíblia1:

Jesus não explicou a parábola imediatamente. Ele falou a uma multidão (Mc 4:1). Mais tarde, com um grupo menor, explicou o que a parábola significa (Mc 4:10).

2. Leia Marcos 4:13-20. Como Jesus interpretou a parábola do semeador?

Marcos 4:13-20 (NAA): “13 Então Jesus lhes perguntou: — Se vocês não entendem esta parábola, como compreenderão todas as outras? 14 O semeador semeia a palavra. 15 Estes são os da beira do caminho, onde a palavra é semeada: quando a ouvem, logo Satanás vem e tira a palavra semeada neles. 16 E estes são os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria. 17 Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo de pouca duração. Quando chega a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. 18 Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, 19 mas as preocupações deste mundo, a fascinação da riqueza e outras ambições aparecem e sufocam a palavra, e ela fica infrutífera. 20 Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um.

Jesus interpretou a parábola identificando os itens externos à história representados pelos vários detalhes mencionados. A interpretação indica que a história é uma espécie de alegoria que faz algumas referências ao mundo real, mas isso não significa necessariamente que cada detalhe possui um significado.

Jesus identificou a semente como a Palavra (Mc 4:14), pregada por Ele próprio. Tiago 1:21 exorta: “Deixando toda impureza e acúmulo de maldade, acolham com mansidão a palavra implantada em vocês, a qual é poderosa para salvá-los.”

Os diferentes solos representam diferentes ouvintes. Todos ouvem a Palavra; isto é, todos os solos têm sementes plantadas neles. Mas a recepção é diferente. O solo à beira do caminho é duro, e os pássaros levam a semente embora, ou seja, Satanás tira a verdade do coração. O solo rochoso tem pouca profundidade, o que sugere pessoas que têm compromissos superficiais e não calculam o custo do discipulado. O solo cheio de espinhos sufoca a semente nele plantada, o que representa as preocupações da vida e as riquezas que sufocam a Palavra. Mas a boa terra representa os que ouvem a Palavra e a recebem, os quais crescem e produzem uma colheita abundante.

As explicações mais longas se referem ao solo rochoso e ao solo com espinhos. Ao descrever os ouvintes ligados ao solo rochoso, Jesus aponta para elementos em contraste: eles recebem a Palavra com alegria, mas são discípulos temporários. Quando vem a perseguição, eles se afastam. Os ouvintes relacionados aos espinhos são o oposto: eles não se desviam por causa dos tempos difíceis, mas por causa dos bons tempos – o foco deles está nas coisas que o mundo oferece, não no Reino de Deus.

Alguma característica da beira do caminho, do solo rochoso ou do solo coberto de espinhos faz parte de sua experiência? Isso acontece de forma mais sutil do que imaginamos. O que você pode fazer para mudar essa realidade, caso seja necessário?

Segunda-feira, 22 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A parábola do semeador

Lições da Bíblia1:

1. Leia Marcos 4:1-9. Como eram os diferentes solos e o que aconteceu com a semente que caiu em cada um deles?

Marcos 4:1-9 (NAA)2: “1 Jesus começou a ensinar outra vez à beira-mar. E uma numerosa multidão se reuniu em volta dele, de modo que entrou num barco, onde se assentou, afastando-se da praia. E todo o povo estava à beira-mar, na praia. 2 Assim, ensinava-lhes muitas coisas por parábolas e, durante o seu ensino, dizia: 3 — Escutem! Eis que o semeador saiu a semear. 4 E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. 5 Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. 6 Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7 Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto. 8 Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto; a semente brotou, cresceu e produziu a trinta, a sessenta e a cem por um. 9 E Jesus acrescentou: — Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Muitas vezes, quando as pessoas leem as parábolas de Jesus, elas vão direto para a interpretação que Jesus apresentou. Afinal, não é esse o objetivo de tais histórias: ensinar verdades espirituais para a vida? Sim, mas algumas vezes Jesus não explicou determinadas parábolas, exceto em breves observações como “O reino de Deus é como […]” ou “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”.

Por isso, em vez de nos apressarmos, é melhor simplesmente analisar a história em si, a fim de captar a direção para a qual apontam suas várias características narrativas. Fazer isso com a parábola do semeador traz à luz vários conceitos. Em todos os casos, a semente é a mesma, mas cai em quatro tipos diferentes de solo, que influenciam bastante no destino da semente. Em vez de uma história contínua, a parábola é formada por quatro histórias contadas até o desfecho de cada cenário. O período de tempo envolvido aumenta a cada história sucessiva.

As sementes que caíram à beira do caminho foram imediatamente comidas pelos pássaros (Mc 4:4). As sementes que caíram em solo rochoso levaram dias ou talvez semanas para alcançar seu resultado malsucedido, quando foram queimadas pelo sol.

As sementes que caíram no solo cheio de espinhos demoraram ainda mais para chegar ao seu fim completamente improdutivo, sufocadas pelas ervas daninhas. As sementes que caíram em boa terra levaram mais tempo, talvez uma estação de crescimento inteira, como geralmente acontece em uma colheita.

Três das histórias falam de fracasso; apenas a última trata de sucesso, de uma colheita boa e abundante. O tamanho das histórias, o período de tempo cada vez mais longo de cada uma e o fato de que apenas uma tem um final bem-sucedido – tudo isso aponta para o risco de fracasso, mas também para o resultado de abundância e sucesso.

A parábola do semeador parece apontar para o custo do discipulado e os riscos envolvidos nele, mas também para a recompensa satisfatória de seguir a Jesus.

Que outras lições espirituais podemos aprender com a natureza?

Dopmingo, 21 de julho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Analogias agrícolas

Lições da Bíblia.

“4. Leia Mateus 13:1-30. O que Jesus estava ensinando aos Seus ouvintes sobre o discipulado? Que lições os cristãos podem obter dessas metáforas?”1 “Naquele mesmo dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à beira-mar; e grandes multidões se reuniram perto dele, de modo que entrou num barco e se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia. E de muitas coisas lhes falou por parábolas e dizia: Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as aves, a comeram. Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um. Quem tem ouvidos [para ouvir] , ouça. Então, se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido. Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados. Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram. Atendei vós, pois, à parábola do semeador. A todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza. O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera. Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um. Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.” (Mateus 13:1-30 RA).2 “A conexão com o discipulado é óbvia. Essencialmente, Jesus estava desafiando Seus ouvintes a avaliar sua posição como discípulos. […] Ao mesmo tempo, o verdadeiro discipulado deixa o julgamento (condenação) nas mãos do Mestre, em lugar de deixá-lo nas mãos dos discípulos.”1

"No ensino de Cristo por parábolas, é manifesto o mesmo princípio de Sua própria missão ao mundo. Para que pudéssemos familiarizar-nos com Sua vida e caráter divinos, Cristo tomou nossa natureza e habitou entre nós. A divindade foi revelada na humanidade; a glória invisível, na visível forma humana. Os homens podiam aprender do desconhecido pelo conhecido; coisas celestiais foram reveladas pelas terrenas"3

“Na parábola do semeador, Jesus falou sobre a ‘fascinação da riqueza’. Como as "riquezas" podem enganar até mesmo os que não as possuem?”1

Terça-feira, 07 de Janeiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 19

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

3 WHITE, Ellen Gould. Parábolas de Jesus. Tradução de S. Julio Schwantes. 15. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2009. p. 17