Jesus como Santuário

Lições da Bíblia.

“3. Por que o corpo de Jesus é comparado ao templo?” “Respondeu-lhes Jesus: Derribai este santuário, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do santuário do seu corpo.” (João 2:19-21); E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.” (João 1:14). “Deus prometeu que habitaria com os seres humanos. A vinda de Cristo representou a presença divina com o povo. O Santuário representava o Corpo de Cristo.”

“Um dos temas do evangelho de João é que, com Jesus, o melhor ‘templo’ havia chegado. A imagem do tabernáculo já é usada em João 1:14. (Jesus é o Verbo que ‘habitou’ entre os homens, e eles viram a Sua glória. A palavra grega usada para ‘habitar’ (skenoo) é a forma verbal do substantivo grego para ‘tabernáculo’ (skene). Por isso, o verso 14 poderia ser traduzido como ‘o Verbo Se fez carne e ‘tabernaculou’ entre nós’ Nesse contexto, a palavra glória relembra a glória divina, que encheu tanto o tabernáculo no deserto (Êx 40:34,35) quanto o templo de Salomão em sua inauguração (2Cr 7:1-3). Assim como Deus prometeu, quando Cristo veio à Terra como ser humano, cumpriu a divina promessa relacionada ao templo, de habitar entre Seu povo.”

“De acordo com os textos acima, Jesus declarou que Ele mesmo era o templo, indicando o fim do significado do templo terreno depois de Sua morte (Jo 2:19-21; Ml 27:51). Além disso, quando Jesus disse que Ele é o Pão da vida (Jo 6:35) e a Luz do mundo (Jo 8:12), Ele poderia estar apontando para além do maná sobre a mesa, para os pães da proposição e o candelabro, objetos do santuário terrestre. Uma referência exata para o santuário é a descrição de Jesus como ‘Cordeiro de Deus’ que leva sobre Si o pecado do mundo (Jo 1:29).”

"Todos os que prestavam serviço em relação com o santuário eram constantemente educados acerca da intervenção de Cristo em favor da raça humana. Esse serviço destinava-se a criar em todo coração humano o amor à lei de Deus, que é a lei de Seu reino. O ato de oferecer sacrifícios devia ser uma lição objetiva do amor de Deus revelado em Cristo – a Vítima sofredora e agonizante, que tomou sobre Si o pecado do qual o homem era culpado – o Inocente que foi feito pecado por nós" (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 233).

“Por causa de nossa natureza pecaminosa, é fácil pensar que Deus está irado conosco. Como a revelação do amor de Deus, visto na vida e morte de Jesus, nos ajuda a entender que Deus nos ama, apesar das nossas falhas? De que maneira essa compreensão deve nos encorajar a vencer o próprio eu?”

Terça-feira, 08 de outubro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Desejado de todas as nações

Lições da Bíblia.

“4. Leia Ageu 2:6-9. Qual é a promessa desses versos, e como devemos entender seu cumprimento?” “Pois assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda uma vez, dentro em pouco, farei abalar o céu, a terra, o mar e a terra seca; farei abalar todas as nações, e as coisas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o SENHOR dos Exércitos. Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos.” (Ageu 2:6-9 RA). “A glória do segundo templo seria maior que a do primeiro, porque o Desejado de todas as nações entraria nele; essa promessa começou a se cumprir quando Deus abençoou a reconstrução do segundo templo e culminou com a presença de Jesus (O Desejado de todas as nações) no templo de Jerusalém.”

“Por intermédio de Ageu, Deus anunciou um grande abalo das nações no Dia do Senhor, quando o templo se enchesse da presença divina. O profeta chamou seus contemporâneos a olhar além das adversidades e pobreza daqueles dias, para a futura glória do reino de Deus, simbolizada pelo templo.”

“A principal razão para o esplendor incorporado ao templo de Jerusalém era torná-lo digno da presença de Deus. No entanto, de acordo com esse texto, o Senhor estava disposto a habitar na casa menos gloriosa e, posteriormente, trazer esplendor a ela. As pessoas não precisavam se preocupar excessivamente com a forma de financiar a reconstrução do templo. Todos os tesouros pertencem ao Deus que havia prometido morar nele. O próprio Senhor era o provedor do esplendor do templo.”

“Enquanto o povo procurava fazer sua parte, buscando uma renovação da graça de Deus no coração e na vida, mensagem após mensagem era dada a eles por intermédio de Ageu e Zacarias, com a certeza de que sua fé seria ricamente recompensada, e que não falharia a Palavra de Deus com respeito à futura glória do templo cujas paredes eles estavam reparando. Nesse mesmo edifício apareceria, na plenitude do tempo, o Desejado de todas as nações como o Mestre e Salvador da humanidade” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 577).

“Deus prometeu que o esplendor do segundo templo seria maior do que a glória do antigo. Seria um tipo diferente de glória porque esse templo seria honrado pela presença física de Jesus. De fato, a presença de Cristo fez com que a glória do novo templo fosse maior do que a do templo de Salomão.”

“Leia Hebreus 8:1-5. [‘A coisa mais importante de tudo o que estamos dizendo tem a ver com o sacerdote que nós temos: ele é o Grande Sacerdote que está sentado no céu, do lado direito do trono de Deus, o Todo-Poderoso. Ele faz o seu serviço no Lugar Santíssimo, na verdadeira Tenda, que foi armada pelo Senhor e não por seres humanos. Todo Grande Sacerdote é escolhido para apresentar a Deus as ofertas e os sacrifícios de animais, e por isso é necessário que o nosso Grande Sacerdote tenha também alguma coisa para oferecer. Se ele estivesse na terra, não seria sacerdote, pois existem sacerdotes que apresentam as ofertas de acordo com a Lei de Moisés. O trabalho que esses sacerdotes fazem é, de fato, somente uma cópia e uma sombra do que está no céu. Foi isso que aconteceu quando Deus falou com Moisés. Quando Moisés estava para construir a Tenda, Deus disse: ‘Tenha cuidado para fazer tudo de acordo com o modelo que eu lhe mostrei no monte.’] Não importa qual tenha sido a glória do templo terreno, nunca devemos nos esquecer de que ele foi apenas uma sombra, um símbolo do plano da salvação. O que significa o fato de que, agora, Jesus está ministrando em nosso favor no ‘verdadeiro tabernáculo’, feito por Deus, não pelo homem? Como podemos aprender a avaliar melhor a importância da mensagem do santuário no plano da salvação?”

Quarta-feira, 05 de junho de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adoração e o santuário

Lições da Bíblia.

“Suba à Tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina” (Sl 141:2).

Nesses versos estão sendo usadas imagens “rituais do santuário, [que] representam a intercessão e sacrifício de Cristo por nós; as cerimônias do santuário deviam ser um ato de comunhão com Deus.”.

“Todo o ritual do santuário do Antigo Testamento estava centralizado no conceito de sacrifício. Por mais que o inimigo do ser humano o tenha pervertido, até o ponto em que sacrificavam os próprios filhos a fim de (como eles acreditavam) apaziguar um deus irado (ou deuses), o sistema sacrifical foi destinado a apontar para a morte de Jesus, em favor de toda a humanidade. Ele devia mostrar a futilidade das nossas obras para nos salvar, mostrar que o custo do pecado foi a vida de uma vítima inocente, e que o Senhor tinha um plano pelo qual os pecadores poderiam ser perdoados, purificados e aceitos pelo Senhor, por meio de Sua graça.”

Não é de admirar, então, que muitos salmos, tão importantes para a adoração em Israel, utilizassem imagens e exemplos do ritual do santuário. “Lembre-se de todas as tuas ofertas de manjares e aceite os teus holocaustos.” (Sal. 20:3). “Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu.” (Sal. 43:4). “Então, te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; e sobre o teu altar se oferecerão novilhos.” (Sal. 51:19). Oferecer-te-ei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó SENHOR, porque é bom.” (Sal. 54:6). “O SENHOR é Deus, ele é a nossa luz; adornai a festa com ramos até às pontas do altar.” (Sal. 118:27). “erguei as mãos para o santuário e bendizei ao SENHOR.” (Sal. 134:2). “Suba à tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina.” (Sal. 141:2).

As verdades que podemos tirar a cerca santuário terrestre sobre a obra de Jesus em nosso favor, revela que “o sistema sacrifical apontava para a morte de Jesus para nos salvar. Por amor, Ele nos criou e nos redimiu. Por isso O adoramos.”.

Paulo relaciona o Salmo 40:8 com o sistema de sacrifícios. Deus inspirou o sistema de sacrifícios, que simbolizava Cristo que, ao dar Sua vida na cruz, fez a vontade de Deus e cumpriu Sua lei. “Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres. Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.(Sal. 40:6-8). “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem. Doutra sorte, não teriam cessado de ser oferecidos, porquanto os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados? Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados. Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste; não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado. Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade. Depois de dizer, como acima: Sacrifícios e ofertas não quiseste, nem holocaustos e oblações pelo pecado, nem com isto te deleitaste (coisas que se oferecem segundo a lei), então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.” (Heb. 10:1-10). “A ênfase do autor é que temos salvação por meio de Cristo não por intermédio da morte de animais. Somente através de Cristo há verdadeiro perdão dos pecados. […]”.

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 10 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Juízo de Seu santuário

Lições da Bíblia.

“Enquanto muitos salmos foram escritos para adoração pública, muitos outros são orações de angústia e sofrimento pessoal. Essas lamentações normalmente contêm uma descrição do problema, a súplica do sofredor por ajuda, uma afirmação da confiança do escritor em Deus e suas razões para isso.”

No Salmo 73, o suplicante fica irado porque, enquanto ele sofre injustiça, os perversos prosperam e vivem sem preocupações. “Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo. Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos. Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio. Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens. Daí, a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto. […] E diz: Como sabe Deus? Acaso, há conhecimento no Altíssimo? Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranquilos, aumentam suas riquezas. Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência. Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado. Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos. Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim; até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles. Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição. Como ficam de súbito assolados, totalmente aniquilados de terror! […] Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória. Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre. Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo. Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos.” (Sal. 73). O salmista “entrou no santuário e percebeu que Cristo é o nosso intercessor; eficiente advogado dos fieis, mas justo juiz dos perversos, que terão fim.”. Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.” (Dan. 7:9-10).

“O juízo nos Salmos, e na Bíblia como um todo, é uma espada de dois gumes: punição merecida sobre os ímpios e defesa dos oprimidos e humildes (Sl 7:9, 10; 9:7-12; 75:2; 94:1-3, 20-22; 98:9). O Salmo 68:24 retrata como os ímpios veem Deus entrando no santuário em grande procissão. O trono de Deus, que representa justiça e misericórdia, é simbolizado pela arca da aliança no lugar santíssimo do santuário. Assim, o santuário, o lugar de adoração, se torna um porto de refúgio para os aflitos.”

“Aqui também vemos o tema do juízo repetido na mensagem do primeiro anjo: ‘…dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo’ (Ap 14:7). Uma das coisas que fazem Deus tão digno da nossa adoração é que podemos realmente crer que, no fim, não somente ocorrerá o juízo, mas que ele será justo e verdadeiro, bem diferente da justiça falível e imperfeita, mesmo sendo administrada nos melhores tribunais humanos. Desde a morte de Abel, cujo sangue clamou da terra (Gn 4:10), até hoje e até o último dia da história da humanidade caída, os crimes, a injustiça e as desigualdades deste mundo certamente clamam por justiça. A boa notícia é que podemos crer que, em Seu tempo e modo, Deus corrigirá tudo, por mais difícil que seja, hoje, percebermos e compreendermos isso (‘Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.’ 1 Cor. 4:5).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 08 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

“Para que Eu possa habitar no meio deles”

Lições da Bíblia.

“Tu o introduzirás e o plantarás no monte da Tua herança, no lugar que aparelhaste, ó Senhor para a Tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as Tuas mãos estabeleceram” (Êx 15:17).

“Esta é a primeira referência de um santuário nas Escrituras. Foi cantada como parte do cântico de libertação pelos filhos de Israel, depois que saíram do Egito. O verso não apenas fala sobre o santuário, mas sugere que ele será a morada de Deus na Terra. A palavra hebraica traduzida por ‘morada’ vem de uma raiz que significa, literalmente, ‘estar sentado’. O Senhor realmente iria morar ou ‘sentar’ entre Seu povo aqui na Terra?”

No relato de Êxodo 25:1-9, Deus pediu para que o povo de Israel edificasse um santuário para Ele. Ele não usou Seu poder para erguer o tabernáculo. Pelo contrário, o “[…] povo foi chamado a trazer ofertas para a construção do santuário; Deus decidiu habitar no meio deles.”. “Disse o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel que me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a minha oferta. Esta é a oferta que dele recebereis: ouro, e prata, e bronze, e estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabra, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles finas, e madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo de unção e para o incenso aromático, pedras de ônix e pedras de engaste, para a estola sacerdotal e para o peitoral. E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.(Êxo. 25:1-9).

“O Deus que livrou Israel passaria a habitar no meio dele. O mesmo Deus que havia sido capaz de realizar tantos ‘sinais e maravilhas’ incríveis (Dt 6:22), o Deus que criou os céus e a Terra, viveria entre Seu povo. Isso mostra que Deus estava bem perto!”

“Além disso, Deus habitaria em um prédio que seres humanos caídos haviam feito. Aquele que trouxe o mundo à existência com Sua Palavra poderia ter criado uma estrutura magnífica. Em vez disso, Ele fez com que Seu povo estivesse íntima e intrinsecamente envolvido na criação do lugar, que seria não somente Sua morada, mas o centro de toda a adoração israelita.”

“Os israelitas não fizeram o santuário de acordo com modelos humanos. Ao contrário: ‘Façam tudo… conforme o modelo’ (Êx 25:9, NVI). Cada aspecto do tabernáculo terrestre devia representar corretamente um Deus santo e ser digno de Sua presença.”

“Tudo que se relacionava com ele devia inspirar o sentimento de temor e reverência. Afinal, essa era a morada do Criador do Universo.”

“Imagine que você está do lado de fora de um edifício e sabe que dentro dessa estrutura, habita Javé, o Deus Criador, o Senhor dos céus e da Terra. Que tipo de atitude você teria, e por quê? Sua atitude ainda precisa melhorar?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 16 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Alegria diante do Senhor: santuário e adoração

Lições da Bíblia.

“E regozijem-se ali perante o Senhor, o seu Deus, vocês, os seus filhos e filhas, os seus servos e servas, e os levitas que vivem nas cidades de vocês por não terem recebido terras nem propriedades” (Dt 12:12, NVI).

“A adoração não é um esporte para espectadores. Exige nossa participação, tanto no ativo louvor a Deus quanto na entrega de nós mesmos e daquilo que temos. Os serviços de adoração do santuário estavam centralizados nas provisões de Deus para nos salvar do pecado e nos santificar diariamente. Eles também proviam os meios para comunicação íntima e celebração da bondade de Deus.”

“O escritor russo Leon Tolstoi escreveu sobre um amigo que, à beira da morte, explicou a perda da fé. O homem disse que, desde a infância, ele havia orado, num ato de devoção pessoal e adoração antes de ir para a cama. Um dia, após uma viagem de caça com seu irmão, estavam se preparando para dormir no mesmo quarto, e ele se ajoelhou para orar. Seu irmão olhou para ele e disse: ‘Você ainda está fazendo isso?’ Daquele momento em diante, nunca mais o homem orou, nunca mais adorou novamente, e nunca mais exercitou a fé. As palavras ‘Você ainda está fazendo isso?’ revelaram quão vazio e sem sentido esse ritual tinha sido para ele em todos aqueles anos, e por isso ele o havia abandonado.”

“Essa história ilustra o perigo do mero ritual. A devoção precisa vir do coração, da mente, de um relacionamento verdadeiro com Deus. É por isso que, nesta semana, consideraremos o serviço do antigo santuário israelita, o centro da adoração do povo de Israel, e tiraremos dele lições a respeito de como podemos ter uma experiência mais profunda de adoração.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 16 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Santuário Celestial, Centro de Nossa Esperança.

Lições da Bíblia.

“No templo celestial, morada de Deus, acha-se o Seu trono, estabelecido em justiça e juízo. No lugar santíssimo está a Sua lei, a grande regra da justiça, pela qual a humanidade toda é provada. A arca que encerra as tábuas da lei se encontra coberta pelo propiciatório, diante do qual Cristo, pelo Seu sangue, pleiteia em prol do pecador. Assim se representa a união da justiça com a misericórdia no plano da redenção humana. Somente a sabedoria infinita poderia conceber esta união, e o poder infinito realizá-la; é uma união que enche o Céu todo de admiração e adoração. Os querubins do santuário terrestre, olhando reverentemente para o propiciatório, representam o interesse com que a hoste celestial contempla a obra da redenção. Este é o mistério da misericórdia a que os anjos desejam atentar: que Deus pode ser justo, ao mesmo tempo em que justifica o pecador arrependido e renova Suas relações com a raça decaída; que Cristo pode humilhar-Se para erguer inumeráveis multidões do abismo da ruína e vesti-las com as vestes imaculadas de Sua própria justiça, a fim de se unirem aos anjos que jamais caíram e habitarem para sempre na presença de Deus.

A obra de Cristo como intercessor do homem é apresentada na bela profecia de Zacarias, relativa Aquele, ‘cujo nome é Renovo’. Diz o profeta: ‘Ele mesmo edificará o templo do Senhor, e levará a glória, e assentar-Se-á, e dominará no Seu trono, e será sacerdote no Seu trono, e conselho de paz haverá entre Eles ambos.’ Zac. 6:13.

‘Ele mesmo edificará o templo do Senhor.’ Pelo Seu sacrifício e mediação, Cristo é tanto o fundamento como o edificador da igreja de Deus. O apóstolo Paulo indica-O como ‘a principal pedra de esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós’, diz ele, "juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito’. Efés. 2:20-22.

Ele ‘levará a glória’. A Cristo pertence a glória da redenção da raça decaída. Através das eras eternas, o cântico dos resgatados será: ‘Àquele que nos ama, e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados, … a Ele glória e poder para todo o sempre.’ Apoc. 1:5 e 6.

‘E assentar-Se-á, e dominará no Seu trono, e será sacerdote no Seu trono.’ Agora não está ‘no trono de Sua glória’; o reino de glória ainda não foi inaugurado. Só depois que termine a Sua obra como mediador, Lhe dará Deus ‘o trono de Davi, Seu pai’, reino que ‘não terá fim’. Luc. 1:32 e 33. Como sacerdote, Cristo está agora assentado com o Pai em Seu trono (Apoc. 3:21). No trono, com o Ser eterno e existente por Si mesmo, é Ele o que ‘tomou sobre Si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre Si’; que ‘em tudo foi tentado, mas sem pecado’; para que possa ‘socorrer aos que são tentados’. ‘Se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai.’ Isa. 53:4; Heb. 4:15; 2:18; I João 2:1. Sua intercessão é a de um corpo ferido e quebrantado, de uma vida imaculada. As mãos feridas, o lado traspassado, os pés cravejados, pleiteiam pelo homem decaído, cuja redenção foi comprada com tão infinito preço.” (Ellen G. White, O grade conflito, p. 415-416).

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