A investigação

Lições da Bíblia.

“Como foi declarado ontem, a menos que você creia que a pessoa “salva”, nunca poderá se perder, é difícil não imaginar uma separação final entre os que foram vestidos com Sua justiça e os que estão apenas alegando estar. Este é essencialmente o assunto dessa parábola. Novamente, para uma religião baseada, não em nossas próprias obras, mas nas obras de outra Pessoa em nosso favor (que nós aceitamos pela fé), como não haveria essa divina separação final?”

Ao ler Eclesiastes 12:14 e 1 Coríntios 4:5 à luz de Mateus 22:11, nos é elucidado o que será revelado pelo juízo, ou seja, na hora certa, Deus julgará as vestes do nosso caráter, seja bom ou mau, mesmo o que está oculto. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.” (Ecles. 12:14). “Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.” (1 Cor. 4:5). “Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial” (Mat. 22:11).

“Como adventistas do sétimo dia, com nosso entendimento do grande conflito (Ap 12:7-9; 1Pe 5:8; Jó 1; 2) e o interesse de todo o Universo nessa grande controvérsia (Dn 7:10; 1Co 4:9; Ef 3:10), podemos facilmente rejeitar o argumento de 2 Timóteo 2:19: ‘O Senhor conhece os que Lhe pertencem’, usado contra a ideia de que uma investigação das obras seja bíblica. O Senhor conhece os que Lhe pertencem, mas as outras criaturas do Universo não conhecem.” Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. (Apoc. 12:7-9). “Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.” (1 Cor. 4:9). “para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais,” (Efés. 3:10).

“É muito importante que mantenhamos em mente o quadro global: o interesse de todo o Universo no que está acontecendo aqui com relação ao pecado, rebelião, salvação e o plano de Deus para lidar com tudo isso de forma aberta, reta e justa.”

“A própria ideia de um julgamento, em si, pressupõe algum tipo de investigação, não é? Examine Gênesis 3:9-19: desde o primeiro momento após a entrada do pecado, Deus Se envolveu diretamente, fazendo perguntas cujas respostas Ele já conhecia. Assim como essa ‘investigação’ não foi por causa de Si mesmo (ela ajudou Adão e Eva a entender a gravidade do que tinham feito), o mesmo pode ser dito do juízo ‘investigativo’: ele não revela nada novo para Deus; é feito para o benefício de outros.”

“Assim como no julgamento de Gênesis, em que a graça de Deus anulou a sentença de morte (veja Gn 3:15), Sua graça fará o mesmo por todos os verdadeiros seguidores de Deus, agora e no dia do julgamento, quando eles mais necessitarão dela!”

“Uma investigação de suas obras? Você tem dúvida de que precisa ter a justiça de Cristo o envolvendo o tempo todo, ou de que a salvação deve ser pela graça e não pelas obras? Que esperança você teria se, quando todas as suas obras fossem investigadas, você não estivesse coberto pelo manto de Cristo?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 09 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Sem a veste nupcial

Lições da Bíblia.

A veste nupcial, na parábola de Mateus 22:1-14, representa o manto da justiça de Cristo, sua aceitação ou rejeição representa, literalmente, uma questão de vida eterna ou morte eterna, deixar de usá-la significa ficar de fora das eternas bodas do Cordeiro. “De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes: O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir. Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio; e os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram. O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes. E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados. Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” (Mat. 22:1-14)

“A menos que alguém acredite no conceito ‘uma vez salvo, salvo para sempre’, não existe problema com a ideia de que, em algum momento da história, Deus finalmente irá separar Seus professos seguidores. Nessa ocasião Ele distinguirá o trigo do joio (Mt 13:24-30), o sábio do insensato (Mt 25:1-13), o fiel do infiel (Mt 25:14-30), e os que são verdadeiramente cobertos com o manto de Sua justiça dos que não são (Mt 22:1-14). Uma razão para isso é que alguns deles têm feito e ainda podem estar fazendo coisas terríveis, até mesmo em Seu nome.”

“Será que não haverá algum tipo de acerto de contas no fim, entre os verdadeiros e os falsos, que pretendem obter as mesmas promessas de salvação reivindicadas constantemente pelos sinceros, especialmente em uma religião cuja base é que você é salvo pelo que outra Pessoa fez por você?”

“Pense nisto: Se a salvação fosse simplesmente por nossas obras, seria fácil; precisaríamos somente contabilizá-las. Elas seriam suficientes ou não, ponto final. Mas em uma fé em que a salvação repousa nos méritos do que outra Pessoa fez por nós, uma fé em que a justiça necessária para a salvação existe em Alguém à parte de nós mesmos, a questão fica mais sutil, mais diversificada. Assim, um julgamento por Alguém que nunca erra pareceria mais necessário nessa religião do que em uma religião em que as obras são o padrão, não é?”

“É disso que trata esta parábola: Deus separando o verdadeiro e o falso dentre os que professaram segui-Lo. E qual é o fator decisivo? Saber se eles foram vestidos com o maravilhoso manto de justiça que Cristo oferece gratuitamente a todos.”

“Essa parábola estabelece uma importante distinção entre ser membro de uma igreja e ser um pecador salvo pela justiça de Cristo. Essas não são claramente a mesma coisa, certo?”

“Considere sua vida, suas obras, ações, palavras, seus pensamentos e sua atitude para com os amigos e inimigos. Eles refletem a vida de alguém que veste o manto da justiça de Cristo ou de alguém que apenas veio para a festa?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 08 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Os que foram ao banquete

Lições da Bíblia.

“Com a rejeição de dois convites, o rei enviou outro, dessa vez para ‘todos os que’ encontrassem (Mt 22:9), e ordenou aos servos que os convidassem para as bodas. Dessa vez, porém, a aceitação foi diferente, porque, de acordo com o texto, eles saíram e ‘reuniram todos os que encontraram’ (Mt 22:10).”

O restante da parábola das Bodas, relatada Mateus 22:9-14, descreve aqueles que foram à festa do casamento, ou seja, o último convite foi para bons e maus: muitos aceitam o chamado, mas poucos se preparam para o banquete. “Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes. E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados. Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” (Mat. 22:9-14)

“Você já reparou que algumas das piores, mais sórdidas e mais detestáveis pessoas são professos cristãos? Ou que alguns dos mais críticos, condenatórios, hipócritas, e pessoas abertamente más são os que vão à igreja, que reivindicam as promessas de salvação e que professam certeza de salvação?”

“Isso não é novidade. Como entender, por exemplo, a fé dos cruzados, tão dedicados ao Senhor Jesus, que pilhavam e saqueavam em seu caminho para a Terra Santa? Uma testemunha relatou o seguinte: ‘nossas tropas cozinhavam pagãos adultos em panelas. Colocavam crianças em espetos e as devoravam grelhadas’. Como esses horrores poderiam ter sido feitos em nome de Jesus?”

“É fácil (você diz): Esses não eram cristãos verdadeiros. Mas como você sabe? Como você pode julgar seu coração, o que lhes foi ensinado, e que oportunidades tiveram de ter um conhecimento melhor? Não é possível que alguns tenham se arrependido depois, suplicando as mesmas promessas de perdão e graça que clamamos? O que dizer dos atos horrendos dos que, ao que parece, se tornaram pessoas muito piedosas? Quem somos nós para julgar o coração?”

“Não deveríamos julgar, mas Deus deve julgar, e julgará (‘Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus.’ Rom. 14:10; ‘Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.’ Heb. 10:30; Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. Ecles.’ 12:14; ‘Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.’ Dan. 7:9-10). Os adventistas do sétimo dia chamam esse evento de ‘juízo investigativo’, que é revelado nessa parábola.”

“Pense em algumas das coisas feitas pelos professos cristãos ao longo da história, e às vezes, também, em nome de Jesus. Como essa parábola nos ajuda a entender como Deus irá lidar de maneira justa com eles?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 07 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O convite do rei

Lições da Bíblia.

“Festa de casamento é uma coisa. Festa de casamento de um rei é outra coisa. E ser convidado para um banquete de casamento realizado por um rei para seu próprio filho teria sido realmente uma honra muito grande. Na Bíblia, as imagens do casamento, especialmente o casamento do Filho, são, naturalmente, uma referência óbvia ao relacionamento entre Jesus e Sua igreja (‘Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Apoc. 21:2. ‘Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro;’ Apoc. 21:9).”

Mateus 22:1-8 é relatado parte da parábola das Bodas e essa se ajusta perfeitamente ao contexto do capítulo Mateus 21 quando, rejeitando o convite para as bodas, os judeus desprezaram as bênçãos, os privilégios e as responsabilidades da aliança. “De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes: O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir. Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio; e os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram. O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos.” (Mat. 22:1-8)

“Observe, também, como todos os preparativos foram feitos pelo rei: ele organizou o casamento, preparou o jantar e abateu os animais. Na verdade, a mensagem foi: ‘tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento’ (v. 4, NVI). No fim, tudo que o povo tinha que fazer era aceitar o que lhe era oferecido.”

“Observe, também, as coisas que motivaram o povo a desprezar o convite. Alguns desprezaram o convite, ou seja, não o levaram a sério; acharam que não era significativo e não o consideraram importante. Isso poderia simbolizar os que atualmente não levam a sério as reivindicações de Deus, que por diversas razões nunca se abrem para a verdade. Outros ‘se foram’ (v. 5). Jesus disse que o caminho da salvação é estreito (Mt 7:14); as pessoas podem encontrar todo tipo de desculpas para evitar e rejeitar o convite. Para outros, foi simplesmente a atração das coisas materiais. E, finalmente, enquanto alguns simplesmente ignoraram o convite, outros efetivamente perseguiram os mensageiros. Seja qual for a razão, todos eles ficaram de fora. Pense, também, nas palavras do rei, ao dizer que os que rejeitaram o convite ‘não eram dignos’. Como entender isso, à luz da universalidade de todo o pecado e pecaminosidade humanos? Qual de nós é realmente digno de ser convidado para festa do Rei? No fim, como veremos, ‘dignidade’ no sentido bíblico, vem do que Cristo faz por nós; nossa dignidade não está em nós mesmos, mas no que permitimos que Deus faça por nós e em nós.”

“Das razões apresentadas acima pelos que rejeitaram o convite, com qual delas você acha mais difícil lidar, em sua própria vida? Que promessas você pode suplicar, para habilitá-lo a enfrentá-la?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 06 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

As vestes nupciais

Lições da Bíblia.

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm 8:1, RC).

“A justiça de Cristo é a única roupa feita no Céu, oferecida à humanidade caída e, se esperamos jantar com o Rei, devemos vesti-la conscientemente, a cada dia.”

“Todos somos convidados para o banquete do casamento do rei, mas nem todos aceitam o convite. Entre os que realmente decidem comparecer à festa, alguns optam por não usar as roupas fornecidas pelo rei: as vestes de justiça de Cristo. Não é suficiente aceitar o convite; precisamos ter as roupas adequadas.”

“A história cristã está cheia de páginas escuras. Coisas horríveis foram feitas por professos seguidores de Cristo e, segundo nossa compreensão da profecia, mais mal será feito em Seu nome, também, antes da segunda vinda de Jesus. Nesta semana examinaremos uma parábola fascinante, que revela a verdade dolorosa de que nem todos os que professam ser seguidores de Cristo são de fato. Naturalmente, quem somos nós para julgar entre os fiéis e os infiéis? Quem somos nós para ver o ‘cisco que está no olho do [nosso] irmão, e não [nos darmos] conta da viga que está em [nosso] próprio olho?’ (Mt 7:3, NVI). Nós não fazemos esse julgamento. Mas Deus faz.”

“Os convidados à ceia do evangelho são os que professam servir a Deus, cujos nomes estão escritos no livro da vida. Nem todos, porém, que professam ser cristãos, são discípulos verdadeiros. Antes que seja dada a recompensa final, precisa ser decidido quem está apto para participar da herança dos justos. Essa decisão deve ser feita antes da segunda vinda de Cristo, nas nuvens do céu; porque quando Ele vier, o galardão estará com Ele ‘para retribuir a cada um segundo as suas obras’ (Ap 22:12; Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 310).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 04 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A Reabilitação do Homem

Lições da Bíblia.

“As parábolas da ovelha e da dracma perdidas, e do filho pródigo, apresentam em traços claros, o misericordioso amor de Deus para com os que dEle se desviam. Embora se tenham dEle apartado, Deus não os abandona na miséria. Está cheio de amor e terna compaixão para com todos os que estão expostos às tentações do astucioso inimigo.

Na parábola do filho pródigo é-nos apresentado o procedimento do Senhor com aqueles que uma vez conheceram o amor paterno, mas consentiram ao tentador levá-los cativos a sua vontade.

‘Um certo homem tinha dois filhos. E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua.’ Luc. 15:11-13.

A Bíblia fala de homens que ‘dizendo-se sábios, tornaram-se loucos’. Rom. 1:22. E esta é a história do jovem da parábola. A fazenda que de forma egoísta pedira de seu pai, dissipou com meretrizes. Os tesouros de sua varonilidade foram esbanjados. Os preciosos anos de vida, a força do intelecto, as brilhantes visões da juventude, as aspirações espirituais – tudo foi consumido no fogo do prazer.

Que quadro nos é apresentado da condição do pecador! Embora envolto pelas bênçãos do amor de Deus, nada há que o pecador, inclinado à satisfação própria e aos prazeres pecaminosos, mais deseje do que a separação de Deus. Como o filho ingrato, reclama as boas coisas de Deus, como suas por direito. Recebe-as como coisa muito natural, não agradece nem presta serviço algum de amor. Como Caim saiu da presença do Senhor para procurar morada; como o filho pródigo partiu ‘para uma terra longínqua’ (Luc. 15:13), assim, no esquecimento de Deus, procuram os pecadores a felicidade. (Rom. 1:28.)

Qualquer que seja a aparência, toda vida centralizada no eu, está arruinada. Todo aquele que procura viver separado de Deus, dissipa seus bens. Desperdiça os preciosos anos, esbanja as forças do intelecto, do coração e da alma, e trabalha para a sua eterna perdição. O homem que se aliena de Deus, para servir a si mesmo, é escravo de Mamom. A mente, que Deus criou para a companhia de anjos, degradou-se no serviço do que é terreno e animal. Este é o fim a que tende quem serve o próprio eu.

Se você escolheu uma tal vida, sabe então que gasta dinheiro com o que não é pão, e trabalho com o que não satisfaz. Virão dias em que reconhecerá a sua degradação. Só, na longínqua terra, você sente a miséria, e brada em desespero: ‘Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?’ Rom. 7:24. As palavras do profeta contêm a afirmação de uma verdade universal: ‘Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor! Porque será como a tamargueira no deserto e não sentirá quando vem o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.’ Jer. 17:5 e 6.” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 198-201).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 03 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

As roupas do pai

Lições da Bíblia.

“Ellen G. White, em Parábolas de Jesus, páginas 203, 204, acrescenta à história um detalhe interessante, que não é encontrado no próprio texto. Descrevendo a cena do pai se aproximando do filho enquanto ele humildemente voltava para casa, ela escreveu: ‘O pai não permitiu que olhos desdenhosos zombassem da miséria e vestes esfarrapadas do filho. Tomou de seus próprios ombros o manto amplo e valioso, e envolveu o corpo combalido do filho. O jovem soluçou seu arrependimento, dizendo: ‘Pai, pequei contra o Céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho’ (Lc 15:21). O pai tomou-o consigo e o levou para casa. Não lhe foi dada a oportunidade de pedir a posição do trabalhador. Era um filho que devia ser honrado com o melhor que a casa podia oferecer, e ser servido e respeitado pelos criados e criadas.”

“Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar” (Lc 15:22-24, NVI).

Essa referência nos dá um vislumbre sobre o caráter amoroso e misericordioso de Deus, Ele é representado como o Pai que troca nossas vestes esfarrapadas por Seu traje novo e que recebeu o filho não na posição de empregado, mas de filho amado.

“O desejo do pai era cobrir imediatamente a vergonha dos erros do filho. Que mensagem para nós, sobre esquecer o passado, e não ficar pensando nos erros cometidos, tanto os nossos quanto os dos outros! Alguns dos piores pecados não são conhecidos agora, mas um dia serão (‘Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.’ 1 Cor. 4:5). Como Paulo, precisamos esquecer o passado e avançar para o que está diante de nós (‘Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.’ Filip. 3:13-14).”

O sentido das palavras do pai, ao dizer que seu filho estava morto e reviveu demostra que o pai não tinha esperança de rever o filho. Era como se estivesse morto. Sem Cristo, estamos espiritualmente mortos. “porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Luc. 15:24).

“No fim, não há meio-termo nas questões definitivas da salvação. Quando tudo finalmente acabar (E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.’ Apoc. 21:5), e o grande conflito terminar, cada ser humano receberá vida eterna ou morte. Não há outra opção.”

“Certamente precisamos pensar em nossas escolhas diárias, tanto boas quanto más, como fez o filho pródigo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 02 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A melhor roupa

Lições da Bíblia.

“Como vimos, o próprio filho teve que tomar a decisão de retornar. Não houve coação da parte do pai. Deus não força ninguém a obedecer. Se Ele não forçou Satanás a obedecer no Céu, nem Adão e Eva a obedecer no Éden, por que o faria então, muito tempo depois que as consequências da desobediência causaram estragos sobre a humanidade?” “Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. (Rom. 5:18-21).

Diante da confissão do filho a reação do pai foi de perdão e reconciliação total não requerendo do filho nenhuma penitência, obras ou ações de restituição. “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Luc. 15:20-24). “Há esperança para o teu futuro, diz o SENHOR, porque teus filhos voltarão para os seus territórios. Bem ouvi que Efraim se queixava, dizendo: Castigaste-me, e fui castigado como novilho ainda não domado; converte-me, e serei convertido, porque tu és o SENHOR, meu Deus. Na verdade, depois que me converti, arrependi-me; depois que fui instruído, bati no peito; fiquei envergonhado, confuso, porque levei o opróbrio da minha mocidade. Não é Efraim meu precioso filho, filho das minhas delícias? Pois tantas vezes quantas falo contra ele, tantas vezes ternamente me lembro dele; comove-se por ele o meu coração, deveras me compadecerei dele, diz o SENHOR.” (Jer. 31:17-20).

“O filho confessou ao pai, mas, lendo o texto, você pode ter a impressão de que o pai quase não ouviu. Perceba a ordem: o pai correu ao encontro do filho, lançou-se sobre ele e o beijou. Claro, a confissão foi bonita, e provavelmente fez mais bem ao filho do que ao pai, mas naquele momento as ações do filho falavam mais alto que suas palavras. O pai, também, ordenou aos empregados que trouxessem “a melhor roupa” e a colocassem sobre o filho. A palavra grega traduzida como ‘melhor’, nesse texto, vem de protos, que significa muitas vezes ‘primeiro’ ou ‘principal’. O pai estava lhe dando o melhor que tinha para oferecer.”

“Pense também no contexto: o filho tinha vivido na pobreza não se sabe por quanto tempo. Provavelmente ele não tenha ido para casa vestido com as melhores roupas (para não dizer outra coisa!). Afinal, ele havia alimentado porcos até então. O contraste, sem dúvida, entre o que ele estava usando quando foi abraçado pelo pai (note, também, que o pai não esperou até que ele estivesse limpo para abraçá-lo) e o manto que foi colocado sobre ele não poderia ter sido mais completo. O que isso mostra, entre outras coisas, é que a restauração, pelo menos entre o pai e o filho, naquele momento foi completa. Se vermos “a melhor roupa” como o manto da justiça de Cristo, então tudo que era necessário foi provido naquele momento e naquele local. O filho pródigo se arrependeu, confessou, e se converteu de seus caminhos. O pai supriu o restante. Se isso não é um símbolo da salvação, o que seria?”

“O que é fascinante ali, também, é que da parte do pai, não houve censura do tipo ‘eu avisei’. Não havia necessidade disso, não é mesmo? O pecado recebe seu próprio salário. Ao lidar com pessoas que voltam ao Senhor, depois de terem se afastado, como podemos aprender a não lançar seus pecados diante deles?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 31 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF