A lei do sábado

Lições da Bíblia.

Jesus viera para engrandecer a lei, e a tornar gloriosa. Isa. 42:21. Não haveria de lhe diminuir a dignidade, mas exaltá-la. Diz a Escritura: "Não desfalecerá, nem Se apressará, até que estabeleça na Terra o juízo." Isa. 42:4. Ele viera para libertar o sábado daquelas enfadonhas exigências que o haviam tornado uma maldição em vez de bênção.

Por isso escolhera o sábado para nele realizar a cura de Betesda. Poderia haver curado o enfermo igualmente em qualquer outro dia da semana; ou simplesmente tê-lo curado, sem lhe dizer que levasse a cama. Isto, porém, não Lhe teria proporcionado a oportunidade que desejava. Um sábio desígnio guiava todos os atos de Cristo na Terra. Tudo quanto fazia era em si mesmo importante, bem como na lição que comunicava. Escolheu, entre os sofredores que se achavam junto ao tanque, o pior caso, para aí exercer Seu poder de cura, e pediu ao homem que levasse a cama através da cidade, a fim de publicar a grande obra de que fora objeto. Isso daria lugar à questão do que era ou não era lícito fazer no sábado, e abriria o caminho para Ele condenar as restrições dos judeus quanto ao dia do Senhor, declarando vãs suas tradições.

Jesus lhes afirmou que a obra de aliviar os aflitos estava em harmonia com a lei do sábado. Estava em harmonia com os anjos de Deus que estão sempre descendo e subindo entre o Céu e a Terra para servir à humanidade sofredora. Jesus declarou: "Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também." João 5:17. Todos os dias são de Deus, para neles se levar a cabo Seus planos para com a raça humana. Fosse a interpretação dos judeus razoável, então o Senhor estaria em falta, visto ser Seu trabalho que vivifica e mantém toda criatura vivente desde que lançou os fundamentos da Terra; então Aquele que declarou boa a sua obra, e instituiu o sábado para comemorar-lhe o acabamento, deveria acabar com Seu labor e deter a incessante rotina do Universo.

Deveria Deus impedir o Sol de cumprir sua missão no sábado, obstar seus fecundos raios de aquecer a Terra e nutrir a vegetação? Deveriam os sistemas planetários quedar imóveis durante aquele santo dia? Ordenaria às fontes que se abstivessem de regar os campos e as florestas, mandaria às ondas do mar que detivessem seu incessante fluir e refluir? Deveriam o trigo e o milho deixar de crescer, e o maturante cacho adiar seu belo colorido? Não hão de as árvores florescer, nem desabrochar as flores no sábado?

Fora assim, e deixariam os homens de ter os frutos da terra, e as bênçãos que tornam desejável a vida. A Natureza deve continuar seu invariável curso. Deus não poderia por um momento deter Sua mão, do contrário o homem desfaleceria e viria a morrer. E o homem também tem nesse dia uma obra a realizar. Devem-se atender às necessidades da vida, cuidar dos doentes, suprir as faltas dos necessitados. Não será tido por inocente o que negligenciar aliviar o sofrimento no sábado. O Santo dia de repouso de Deus foi feito para o homem, e os atos de misericórdia se acham em perfeita harmonia com seu desígnio. Deus não deseja que Suas criaturas sofram uma hora de dor que possa ser aliviada no sábado, ou noutro dia qualquer. (Ellen G. White, O desejado de todas as nações, p. 206-207).

Perguntas para reflexão

1. Hoje, é fácil zombar da dureza e frieza dos líderes religiosos que atacavam Jesus. Mas tente se colocar em seu lugar. Essas regras feitas pelo homem existiam havia tanto tempo que esses líderes pensavam que elas fossem a própria essência da guarda do sábado. Por essa razão, eles realmente acreditavam que Jesus estava transgredindo o sábado. Como nos sentiríamos se aparecesse alguém hoje e, alegando ter grande luz e verdade, talvez até fazendo milagres, mas estivesse em nossa opinião pisando no quarto mandamento? Como reagiríamos? Que lição importante podemos aprender com esse exercício de saber separar a verdade da mera tradição? Por que nem sempre é fácil fazer isso?

2. Coloque-se no lugar de alguém que acredita que os milagres de Jesus no sábado mostram que Ele supostamente estivesse abolindo o descanso no sétimo dia. Compare o que a Bíblia ensina que Ele disse e fez com o que você pode imaginar que Ele faria se estivesse realmente fazendo essa mudança. O que você acha que Ele teria feito de maneira diferente?

Resumo: A Bíblia revela Jesus como o Senhor do sábado, o sinal básico de Jesus como Criador e Redentor.

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 17 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Jesus e Seu sábado: Parte 2

Lições da Bíblia.

“Está consumado!” (Jo 19:30).

“Por meio de Seus milagres no sábado, Jesus demonstrou o real significado desse dia. É o dia para cura e restauração. Jesus pretendia que o sábado chamasse a atenção para o poder criador de Deus. Assim, o sábado é o dia em que Ele liberta os cativos (Lc 4:31-37), faz com que os coxos andem (Lc 13:10-17; Jo 5:1-9) e restaura a visão aos cegos (Jo 9).”

“Para Jesus, o sábado estava mais relacionado com pessoas do que com regras. Em parte, foi por isso que Ele fez Sua famosa declaração de que ‘o sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado’ (Mc 2:27).”

“Ao mesmo tempo, como vimos anteriormente nesta semana, se devidamente guardadas, as leis protegem as pessoas.”

“Jesus não apenas confirmou a validade e importância de descansar no sábado enquanto viveu na Terra, mas fez isso também na Sua morte.”

“6. Que fato foi apresentado pelos quatro evangelhos? De acordo com os textos, o sábado ainda permanece válido?” “Caindo a tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus. Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que lho fosse entregue. E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo de linho e o depositou no seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou. Achavam-se ali, sentadas em frente da sepultura, Maria Madalena e a outra Maria. No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos, disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse: Depois de três dias ressuscitarei. Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro. Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta. No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.” (Mat. 27:57-28:1). Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, vindo José de Arimatéia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o reino de Deus, dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que morrera. Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José. Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o em um lençol que comprara e o depositou em um túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo. Ora, Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto. Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem embalsamá-lo.” (Mar. 15:42-16:1). “tendo procurado a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus, e, tirando-o do madeiro, envolveu-o num lençol de linho, e o depositou num túmulo aberto em rocha, onde ainda ninguém havia sido sepultado. Era o dia da preparação, e começava o sábado. As mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado. Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento. Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado.” (Luc. 23:52-24:1). Então, os judeus, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação, pois era grande o dia daquele sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que com ele tinham sido crucificados; chegando-se, porém, a Jesus, como vissem que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que isto viu testificou, sendo verdadeiro o seu testemunho; e ele sabe que diz a verdade, para que também vós creiais. E isto aconteceu para se cumprir a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado. E outra vez diz a Escritura: Eles verão aquele a quem traspassaram. Depois disto, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, ainda que ocultamente pelo receio que tinha dos judeus, rogou a Pilatos lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. Pilatos lho permitiu. Então, foi José de Arimatéia e retirou o corpo de Jesus. E também Nicodemos, aquele que anteriormente viera ter com Jesus à noite, foi, levando cerca de cem libras de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com os aromas, como é de uso entre os judeus na preparação para o sepulcro. No lugar onde Jesus fora crucificado, havia um jardim, e neste, um sepulcro novo, no qual ninguém tinha sido ainda posto. Ali, pois, por causa da preparação dos judeus e por estar perto o túmulo, depositaram o corpo de Jesus. No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida.” (João 19:31-20:1). “O corpo de Jesus descansou na sepultura no dia de sábado. Seus seguidores também descansaram, conforme o mandamento.”

“Depois que Ele clamou: ‘Está consumado!’ (Jo 19:30), isto é, depois da concretização da obra de redenção (antes de Sua intercessão celestial), o que Jesus fez? Ele descansou no sétimo dia. Parece familiar? Onde já vimos isso? É claro, em Gênesis 2:1-3. Depois da divina obra de criação, Ele descansou no sétimo dia. Então, depois de Sua obra de redenção, Ele fez a mesma coisa.”

“Além disso, à luz de toda a questão de Jesus afastar do sábado a humanidade, Seu exemplo de descanso na sepultura durante o sábado é, de fato, outra maneira estranha de comunicar essa ideia. Na verdade, especialmente por ter Sua morte confirmado a nova aliança, a qual supostamente anula o sábado, é muito difícil entender a lógica dos que acreditam que o mandamento do sábado foi abolido depois da cruz. Se tivesse sido abolido, por que a primeira coisa que Jesus fez depois da cruz foi descansar no sábado?”

“Assim, tanto na vida quanto na morte, Jesus nos mostrou a contínua validade e importância do sábado.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 16 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Jesus e Seu sábado: Parte 1

Lições da Bíblia.

“Livros foram escritos, e ainda estão sendo escritos, com o único propósito de supostamente mostrar que Jesus, quando esteve na Terra, afastou as pessoas do sábado, em direção à adoração no domingo ou (como é mais comum hoje) à ideia de que o sétimo dia foi anulado e substituído por um mais genérico e indefinido ‘descanso’ em Cristo.”

“No entanto, nenhuma dessas opções parece ser encontrada em qualquer um dos relatos sobre Jesus e o sábado nos evangelhos. Além da razão óbvia para a publicação desses livros (a necessidade de justificar a rejeição do sábado pela grande maioria do mundo cristão durante os séculos XVII e XVIII), eles argumentam que as curas realizadas por Cristo no sábado anunciavam a morte desse mandamento.”

“E quanto a esses argumentos? Um exame cuidadoso do que Jesus fez no sábado mostra o oposto do que esses teólogos estão tentando tirar dos próprios incidentes.”

“5. Leia Mateus 12:1-13. Qual é o contexto da cura, por que Jesus a realizou especificamente no sábado, e qual é a lição principal que Ele estava dando?” “Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer. Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado. Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: aqui está quem é maior que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes. Porque o Filho do Homem é senhor do sábado. Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles. Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado? Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem. Então, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra.” (Mat. 12:1-13). “Jesus colheu espigas para comer e curou o homem que tinha a mão atrofiada, para mostrar que Ele era Senhor do sábado e sabia o que fazia parte do espírito desse dia, ao contrário dos fariseus.”

“Talvez o texto-chave, que explica tudo, seja o verso 7. Toda a questão era a respeito de pessoas, de misericórdia, bondade e amor pelos outros. Adequadamente observado, o sábado nos oferece mais oportunidades de mostrar bondade e misericórdia aos que necessitam do que teríamos nos outros dias da semana, quando somos forçados a ganhar o sustento. O problema era que o sábado havia se tornado sobrecarregado com muitas leis e regulamentos criados pelo homem, que logo se tornaram um fim em si mesmos, e não o meio para alcançar um fim: amar a Deus e as outras pessoas. A Bíblia declara que o amor é o cumprimento da lei, e qualquer coisa que transforma a lei em algo que nega o amor, ou que atua contra o amor deve ser descartada. O sábado se havia tornado uma lei sem amor, o que é legalismo cruel. Era contra isso que Jesus estava lutando ao curar no sábado.”

“A dureza da instituição religiosa foi vista na cura do cego de nascença (Jo 9). Observe o verso 16 [‘Por isso, alguns dos fariseus diziam: Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tamanhos sinais? E houve dissensão entre eles.’ João 9:16]: Um exemplo de ênfase na lei sem amor!”

“No fim, se Jesus estivesse usando Sua cura no sábado para começar a afastar as pessoas do descanso do sétimo dia, com certeza essa teria sido uma estranha maneira de fazer isso.”

“De que maneiras podemos apresentar a lei sem amor? Você tem cometido esse erro?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 15 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O sábado em Deuteronômio

Lições da Bíblia.

“Embora os adventistas do sétimo dia estejam mais familiarizados com o mandamento do sábado como expresso no livro de Êxodo, o Senhor o apresentou de novo (e também todos os outros mandamentos) no livro de Deuteronômio. É maravilhoso notar que, embora os mandamentos apareçam em linguagem muito semelhante, a linguagem não é precisamente a mesma. Além disso, em Deuteronômio o mandamento tem outra motivação, que não é vista em Êxodo.”

“4. Que semelhanças e diferenças existem entre as duas apresentações da lei? Por que essas diferenças são importantes?” “Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o SENHOR, teu Deus. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o SENHOR, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado.” (Deut. 5:12-15). Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou. (Êxo. 20:8-11). “Diferenças: o sábado é sinal da criação e da libertação; paramos de trabalhar para não esquecer do que Deus já fez e para lembrar do que Deus ainda faz por nós; semelhanças: trabalhar seis dias; descansar no sétimo; igualdade entre ricos e pobres, humanos e animais.”

“Embora grande parte seja igual entre os textos, há um novo elemento e uma nova ênfase. Ainda que ambos os mandamentos falem sobre os servos descansando no dia de sábado, Deuteronômio muda de direção para enfatizar esse ponto. O texto apresenta a razão pela qual eles devem guardar o sábado: ‘Para que o teu servo e a tua serva descansem como tu [ênfase nossa]’ (Dt 5:14). Vemos aqui o que foi mencionado anteriormente: como o sábado ajuda a colocar o patrão e o empregado no mesmo nível; ambos devem descansar no mesmo dia. O sábado, em nível prático, oferecia aos servos uma proteção contra os patrões que tentariam obrigá-los a trabalhar sem parar, uma proteção construída a partir de um mandamento que teve sua origem na própria criação.”

“Evidentemente, isso levanta uma questão interessante. Quando o sábado foi instituído pela primeira vez, devia ser um memorial da criação em um mundo sem pecado. Não tinha nada que ver com servos ou servas e certamente não tinha relação com a escravidão no Egito, em si mesma um símbolo da escravidão do pecado; não tinha que ver com a libertação do cativeiro. Esse novo elemento foi acrescentado ao mandamento após a queda, isto é, o preceito original foi alterado para incorporar algo que ele não continha originalmente.”

“Assim, de acordo com o plano inicial, o sábado era símbolo da criação. Depois do pecado, passou a ser símbolo tanto da criação quanto da redenção, que é uma espécie de recriação (2Co 5:17; Gl 6:15; Ap 21:1). Criação e redenção estão intimamente relacionadas na Bíblia. Somente o Deus criador poderia ser o Deus redentor, e temos ambos em Jesus (Jo 1:1-14). As duas versões do mandamento mostram que o sábado é o símbolo da obra de Jesus, nosso criador e redentor.”

“Pense na escravidão da qual Cristo prometeu libertar você. Que promessas de libertação você tem em Jesus? Como você pode aprender a suplicá-las e permitir que o Senhor as realize em sua vida?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 14 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O sábado em Êxodo

Lições da Bíblia.

“3. O que o Senhor nos pede que façamos, e que razão é dada para atender esse pedido?” Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Êxo. 20:8-11). ”Trabalhar seis dias e santificar o sábado, seguindo o exemplo de Deus.”

“Todas as pessoas da família, incluindo cada servo, de ambos os sexos, a classe trabalhadora juntamente com o ‘patrão’, devem descansar ao mesmo tempo. O sábado é o grande equalizador, o libertador de todas as desigualdades na estrutura social. Diante de Deus, todos os seres humanos são iguais, e o sábado é a maneira única de revelar essa verdade fundamental, especialmente em um mundo tão dominado por estruturas de classe que colocam vários grupos ‘acima’ ou ‘abaixo’ dos outros.”

“Este mandamento é também uma unidade literária cuidadosamente estruturada:”

“A. Introdução: ‘Lembra-te do dia de sábado, para o santificar’ (v. 8).”

“B. Mandamento: ‘Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra’ (v. 9).”

“C. Motivação: ‘Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus’ (v. 10).”

“B1. Mandamento: ‘Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas…’ (v. 10b, NVI).”

“C1. Motivação: ‘Porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e… descansou…’ (v. 11).”

“D. Conclusão: ‘Por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou’ (v. 11b).”

“(A). Contém, como uma declaração de introdução, o princípio essencial do mandamento do sábado como um todo.”

“(B). Apresenta o mandamento positivo de se envolver no trabalho em seis dias da semana.”

“(B1). Comunica o correspondente mandamento proibitivo de se abster de todo trabalho no dia de sábado, incluindo a aplicação abrangente para toda a família. Até mesmo os animais domésticos, bem como todos os convidados em casa, estão incluídos.”

“(C) e (C1). Provê a motivação para os mandamentos; (C) Reconhece o fator tempo na sequência de seis dias/sétimo dia, enfatizando que ‘o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus.’

“(C1). Contém a sentença de motivação formal com as expressões introdutórias pois ou porque. Apresenta a motivação detalhada com base nos seis dias de trabalho do Senhor e Seu descanso no sétimo dia, estabelecendo sua origem diretamente no primeiro sábado da semana da criação.”

“(D). É uma sentença independente, começando com a expressão por isso (ou portanto) e também formando a conclusão. As últimas palavras do mandamento, ‘e o santificou’, correspondem à exortação do princípio inicial.”

“(A). ‘Para o santificar.’ As sentenças da introdução e da conclusão estão ligadas à santidade que Deus conferiu ao sábado em Gênesis 2:3.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 13 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O sábado em Gênesis

Lições da Bíblia.

“Uma das verdades mais profundamente arraigadas da Bíblia é que, no jardim do Éden, em um mundo perfeito, criado por um Deus perfeito, o sétimo dia foi separado do restante da semana e santificado. Isso mostra há quanto tempo o sábado existe e como ele é fundamental. Do ponto de vista deste mundo, não é possível alcançar muito mais que isso no passado. Com o sábado, estamos lidando com uma das mais fundamentais e essenciais de todas as verdades bíblicas.”

“1. Quais foram as quatro ações de Deus quando Ele criou o sábado?” “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.” (Gên. 2:1-3).” “Deus criou o sétimo dia; descansou nele; abençoou e santificou o sábado.”

“Deus criou o sétimo dia, descansou nesse dia, o abençoou e o santificou, o que significa que Ele o santificou ou o separou para uso santo. É maravilhoso saber que o próprio Deus ‘descansou’ no sétimo dia. Seja qual for o significado desse descanso, isso mostra a seriedade com que esse dia deve ser considerado, porque o próprio Deus descansou nele!”

“Gênesis 2:3 também afirma que o Criador ‘abençoou’ o sétimo dia, assim como havia abençoado os animais e o homem no dia anterior (Gn 1:22, 28). Deus Se referiu a essa bênção do sábado no quarto mandamento do Decálogo, ligando para sempre o sábado da criação com o sábado semanal.”

“2. Quantas vezes a expressão ‘sétimo dia’ é repetida em Gênesis 2:1-3? Qual é o possível significado dessa repetição?” “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.” (Gên. 2:1-3). “Três vezes; indica que Deus escolheu e honrou esse dia de forma especial, e que Deus é Senhor da vida, do espaço e do tempo.”

“Três vezes esse dia específico foi mencionado. Isso destaca a natureza extraordinária do descanso do sétimo dia e claramente o separa do restante da semana. Isso deve sempre nos lembrar de que Deus não tornou especial o primeiro dia da semana, nem qualquer outro dia. A bênção especial é apenas para o sétimo dia.”

“Com a criação do sábado no sétimo dia, Deus terminou Sua obra criadora. Ele tomou os sete dias e formou a semana. Esse ciclo semanal foi observado no restante das Escrituras e ao longo da história. Assim, Deus demonstrou Seu poder diversificado, não apenas sobre o espaço e as coisas do espaço, mas também sobre o tempo. Nenhum de nós pode controlar uma hora, e nem mesmo um minuto, do tempo. O tempo avança implacavelmente, completamente além de nossas maquinações. É muito importante que aprendamos a confiar no Senhor, em vista da pouca quantidade de tempo que temos aqui na Terra.”

“Pense na marcha do tempo, e como ele passa rapidamente a cada momento, dia após dia, ano a ano. Embora não tenhamos controle sobre o tempo, o que podemos controlar, até certo ponto, é o que fazemos com ele. Você usa seu tempo da melhor maneira? Que coisas ocupam seu tempo? Como você pode usar melhor o pouco tempo que tem na Terra?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 12 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Senhor do sábado

Lições da Bíblia.

“O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é senhor também do sábado” (Mc 2:28).

“Pensamento-chave: O descanso do sétimo dia, em todos os sentidos, nos conduz a Jesus, nosso criador e redentor.”

“Quando compreendemos e apreciamos o sábado mais amplamente e da maneira que Deus deseja, aproveitamos de maneira mais profunda esse dia de ‘alegria’, temos algo especial para partilhar com as pessoas da nossa comunidade, e obtemos maior discernimento sobre o tipo de relacionamento que Deus quer desenvolver em nós.”

“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. NEle, estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz. Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo, estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele e o mundo não O conheceu. Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam. Mas a todos quantos O receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no Seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (Jo 1:1-13, RC).

“Esses versos estão, com certeza, apontando para Jesus, Aquele que fez ‘todas as coisas’ e que dá salvação aos que ‘creem no Seu nome.’ Ou seja, Jesus como Criador e Jesus como Redentor. E, como a Bíblia nos mostra, esses dois aspectos cruciais do que Jesus fez são encontrados no mandamento do sábado.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 11 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O sábado antes do Sinai

Lições da Bíblia.

“Deus não revela como Ele comunicou os princípios eternos de Sua lei para a humanidade antes do Monte Sinai, mas há evidência clara e substancial de que a promulgação da lei no Sinai não foi a primeira exposição de Seus preceitos ao mundo.”

“Forçados a reconhecer esse ponto, muitos argumentam que apenas o mandamento do sábado, e não os outros, foi dado pela primeira vez no Sinai e, portanto, é exclusivamente judaico e não pertence aos cristãos hoje. Essa afirmação é correta?”

“5. O que a Bíblia ensina sobre o sábado antes do Sinai?” “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.” (Gên. 2:1-3). ”Deus descansou no sétimo dia, e também abençoou e santificou o sábado, como sinal da relação entre criatura e Criador.”

“Em Êxodo 5:1-5, a Bíblia apresenta Moisés e Arão lutando com Faraó para que este deixasse Israel partir. O verso 5 é especialmente revelador.”

“6. Que indicação existe acerca do sábado nesse episódio?” “Disse também Faraó: O povo da terra já é muito, e vós o distraís das suas tarefas.” (Êxo. 5:5) “Os líderes faziam o povo “parar de trabalhar” (‘abandonar as suas cargas’; ‘se distrair de suas tarefas’, ou ‘descansar’).”

“A resposta de Faraó: ‘Vós os fazeis descansar das suas cargas’ (Tradução Brasileira), parece bastante clara. Na língua original está ainda mais contundente. Embora existam várias palavras para descanso, o verbo que Faraó usou é formado a partir da palavra para ‘sábado’. A linguagem impressionante de Faraó a Moisés e Arão pode ser lida assim: ‘Vocês fazem com que eles repousem de seu trabalho no sábado!’, o que é pelo menos uma sugestão da realidade do descanso sabático antes do Sinai.”

“No entanto, uma prova concreta do sábado antes do Sinai aparece em Êxodo 16, quando Deus milagrosamente proveu o maná para Israel no deserto. Este milagre de 40 anos começou antes que os filhos de Israel chegassem ao Monte Sinai.”

“7. Qual é a prova da existência do sábado do sétimo dia antes da experiência do Monte Sinai?” Êx 16:4-30 (especialmente os versos 23-30). “Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o SENHOR: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte. E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos. Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do SENHOR; hoje, não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá. Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam. Então, disse o SENHOR a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? Considerai que o SENHOR vos deu o sábado; por isso, ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. Assim, descansou o povo no sétimo dia.” (Êxo. 16:23-30). “O maná era dado em dobro na sexta-feira; no sábado não era concedido; essa porção adicional não estragava, porque recebia a bênção da santificação do sábado.”

“Observe as palavras do Senhor a Moisés no verso 28: ‘Até quando vocês se recusarão a obedecer aos Meus mandamentos e às Minhas instruções?’ (NVI). Elas são uma indicação clara de que as leis e os mandamentos de Deus existiam antes da revelação no Sinai, e de que entre esses mandamentos e leis estava o sábado. Assim, embora algo monumental tenha acontecido na promulgação da lei no Monte Sinai, obviamente os Dez Mandamentos não eram novos.”

“Como é sua experiência com o sábado? Você ama o sábado, sente medo dele, ou tem uma mistura de sentimentos a respeito do assunto? O que você pode fazer para ter com o Senhor uma experiência mais profunda e rica por meio da dádiva do sábado?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 07 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF