Permaneçam firmes no Senhor

Lições da Bíblia1

2. Leia Filipenses 3:20, 21. Como Paulo descreve de forma vívida o significado de “pátria” (NAA) ou “cidadania” (NVI) cristã?

Filipenses 3:20, 21 (NAA)2: 20 Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, 21 o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.

Ao contrário dos inimigos da cruz, que “só pensam nas coisas terrenas” (Fp 3:19) e têm como deus o próprio ventre, a cidadania do cristão está no Céu, e seu governante é Jesus Cristo. Para reforçar essa ideia, Paulo destaca a necessidade de que “nosso corpo humilhado” (Fp 3:21, NVI), sujeito a doenças, deterioração e morte, seja transformado para se tornar semelhante ao corpo glorioso de Cristo na ressurreição.

3. Como os seguintes textos descrevem o estado glorificado?

a) Jó 19:25-27 (NAA)2: 25 Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. 26 Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. 27 Eu o verei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade o meu coração desfalece dentro de mim.”

b) Lucas 24:39 (NAA)2: Vejam as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo. Toquem em mim e vejam que é verdade, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho.

c) 1 Coríntios 15:42-44 (NAA)2: 42 Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. 43 Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. 44 Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

d) 1 Coríntios 15:50-54 (NAA)2: 50 Com isto quero dizer, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. 51 Eis que vou lhes revelar um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. 54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte pela vitória.”

e) Colossenses 3:4 (NAA)2: Quando Cristo, que é a vida de vocês, se manifestar, então vocês também serão manifestados com ele, em glória.

Por meio de Jesus, a morte, o “último inimigo”, será destruída (1Co 15:26). Essa é a nossa maior esperança, a promessa suprema que temos em Cristo – não apenas o fim da morte, mas um corpo totalmente novo, um “corpo glorioso” (Fp 3:21, NVI).

Em um livro sobre como encontrar “salvação” sem Deus, que argumenta de forma bastante questionável que superar o medo da morte é a verdadeira “salvação”, o autor Luc Ferry reconhece que o cristianismo “nos permite não apenas transcender o medo da morte, mas também vencer a própria morte. E, ao fazer isso em termos de identidade individual, em vez de anonimato ou abstração, parece ser a única crença que realmente oferece uma vitória definitiva da imortalidade pessoal sobre nossa condição de mortais” (A Brief History of Thought [Nova York: HarperCollins, 2011], p. 90). Um reconhecimento notável, vindo de um ateu.

Para Paulo, portanto, nossa cidadania celestial inclui a promessa da ressurreição e da vida eterna – uma nova existência que, por enquanto, mal conseguimos imaginar.

Por que a vida eterna é essencial à nossa fé? Há algo no mundo que seria mais valioso do que aquilo que Cristo nos dá?

Segunda-feira, 09 de fevereiro de 2026. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Cristo em Filipenses e Colossenses. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 523, jan. fev. mar. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Lidando com a morte

Lições da Bíblia1:

Talvez o aspecto mais cruel de viver em um mundo separado do Criador seja o fato de que a morte nos espreita. Ela é o “salário do pecado” (Rm 6:23), a penalidade que recebemos por termos sido desconectados da única Fonte de vida: o Criador. Assim, a morte tem papel importante nas profecias – tanto sua realidade quanto, ainda mais importante, sua solução, encontrada apenas em Jesus e em Sua morte e ressurreição.

A primeira menção da morte na Bíblia e a primeira vez em que ela ocorreu lançam luz sobre esse tema importante nas profecias, nos ajudando a compreender a gravidade do pecado e nos dando ferramentas para entender como Deus solucionou esse problema.

4. Qual foi a primeira menção e a primeira ocorrência de morte? Por que as pessoas morrem, como Deus vê a morte e qual é a Sua solução para esse problema? Gn 2:15-17; 4:8-15; 1Co 15:15-19; Ap 1:18

Gn 2:15-17 (NAA)2: “15 O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. 16 E o Senhor Deus ordenou ao homem: — De toda árvore do jardim você pode comer livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.

Gn 4:8-15 (NAA)2: “8 Caim disse a Abel, seu irmão: — Vamos ao campo. Estando eles no campo, Caim se levantou contra Abel, o seu irmão, e o matou. 9 O Senhor disse a Caim: — Onde está Abel, o seu irmão? Ele respondeu: — Não sei; por acaso sou o guardador do meu irmão? 10 E o Senhor disse: — O que foi que você fez? A voz do sangue do seu irmão clama da terra a mim. 11 E agora você é maldito sobre a terra, cuja boca se abriu para receber da sua mão o sangue do seu irmão. 12 Quando você cultivar o solo, ele não lhe dará a sua força; você será fugitivo e errante pela terra. 13 Então Caim disse ao Senhor: — Meu castigo é tão grande, que não poderei suportá-lo. 14 Eis que hoje me expulsas da face da terra, e da tua presença terei de me esconder; serei fugitivo e errante pela terra; quem se encontrar comigo me matará. 15 O Senhor, porém, lhe disse: — Não! E, se alguém matar Caim, será vingado sete vezes. E o Senhor pôs um sinal em Caim para que, se alguém viesse a encontrá-lo, não o matasse.”

1Co 15:15-19 (NAA)2: “15 Além disso, somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos testemunhado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. 18 E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo.

Ap 1:18 (NAA)2: “e aquele que vive. Estive morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre e tenho as chaves da morte e do inferno.”

Alguns dizem que “a morte é simplesmente parte da vida”. Isso não é verdade. A morte é o oposto da vida, a destruição da vida; é uma intrusa que nunca deveria ocorrer. Mesmo que estejamos acostumados com a morte, nosso coração protesta quando nos deparamos com ela, como se a humanidade percebesse, de modo coletivo, que existe algo fundamentalmente errado com a morte. Há alguns casos de morte que parecem ainda mais trágicos, como a morte de uma criança. Na maioria das vezes, esperamos que os pais morram antes dos filhos, pois essa é a ordem natural das coisas.

Contudo, a primeira morte registrada nas Escrituras vai contra o padrão normal. Antes de Adão e Eva morrerem, eles vivenciaram a tragédia da morte quando seu filho justo foi morto pelo irmão ímpio. Foi uma morte especialmente injusta.

Jesus, o Justo, foi morto pelos ímpios, assim como Abel. Que morte poderia ter sido mais injusta do que a de Cristo? Que paralelos vemos entre a morte de Abel e a de Cristo? Como a morte de Abel nos ajuda a entender por que Jesus possui as “chaves da morte e do Hades [sepultura]” (Ap 1:18, NVI) e o que Deus nos oferece Nele?

Sem que o problema da morte seja resolvido, por que nossa vida é, em última análise, inútil, sem sentido e fútil? Somos gratos pela solução que Jesus nos oferece?

Quarta-feira, 09 de abril de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A hora da glória: a cruz e a ressurreição – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 610- 616 (“‘Está consumado!’”); p. 627-632 (“Sepultura vazia”); p. 633-637 (“Lágrimas enxugadas”). Veja também Clifford Goldstein, Risen: Finding Hope in the Empty Tomb (Nampa: Pacific Press, 2020).

“Pilatos desejava libertar Jesus. Contudo, viu que não podia fazer isso e ainda conservar sua posição e honra. Em vez de perder seu poder no mundo, escolheu sacrificar uma vida inocente. Quantos, para escapar de prejuízo ou sofrimento, também sacrificam um princípio! A consciência e o dever apontam um caminho, e o interesse egoísta indica outro” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 758).

“Cristo não entregou Sua vida antes que realizasse a obra que viera fazer, e, ao morrer, exclamou: ‘Está consumado!’ (Jo 19:30). Ele tinha ganhado a batalha. Sua destra e Seu santo braço haviam alcançado a vitória. Como Vencedor, fixou Sua bandeira nas alturas eternas. Que alegria entre os anjos! Todo o Céu triunfou na vitória do Salvador. Satanás foi derrotado e sabia que seu reino estava perdido.

“Para os anjos e os mundos não caídos, a frase: ‘Está consumado!’ teve profundo significado. A obra da redenção havia sido realizada tanto para o nosso benefício quanto para o benefício deles” (O Desejado de Todas as Nações, p. 610).

Perguntas para consideração

1. Que escolhas nos ajudam a evitar os erros cometidos por Pilatos?

2. Com base na Bíblia, por que Jesus teve que morrer em nosso lugar?

3. Qual é a relação entre as evidências bíblicas e as evidências históricas a respeito da ressurreição de Jesus? Quais evidências históricas confirmam a ressurreição Dele?

4. Reflita sobre 1 Coríntios 15:12-20. Se aqueles “que adormeceram em Cristo” vão imediatamente para o Céu após a morte, por que, sem a ressurreição de Cristo, “os que adormeceram em Cristo estão perdidos” (1Co 15:18)? Paulo confirma a verdade de que os mortos estão inconscientes até a ressurreição?

1 Coríntios 15:12-20 (NAA)2: “12 Ora, se o que se prega é que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como alguns de vocês afirmam que não há ressurreição de mortos? 13 E, se não há ressurreição de mortos, então Cristo não ressuscitou. 14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e é vã a fé que vocês têm. 15 Além disso, somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos testemunhado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. 18 E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo. 20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.”

Sexta-feira, 20 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Jesus e Maria

Lições da Bíblia1:

7. Leia João 20:11-13. Qual situação mostra que Maria Madalena ainda não entendia o significado do túmulo vazio?

João 20:11-13 (NAA)2: “11 Maria, no entanto, permanecia junto à entrada do túmulo, chorando. Enquanto chorava, abaixou-se, olhou para dentro do túmulo 12 e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde o corpo de Jesus tinha sido colocado, um à cabeceira e outro aos pés. 13 Então eles perguntaram: — Mulher, por que você está chorando? Ela respondeu: — Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.

Na última referência a Maria antes desse texto, ela relatou a Pedro e João sobre o túmulo vazio (Jo 20:2). Eles correram para o túmulo, e ela voltou um pouco mais tarde. Depois que Pedro e João inspecionaram o túmulo, eles o deixaram. Contudo, Maria voltou e ficou ali, chorando. Sem dúvida, Maria tinha chorado muito nos últimos dias por causa da morte de Jesus. E agora, o corpo Dele havia desaparecido! Inclinando-se, ela olhou para dentro.

Para sua surpresa, dois anjos vestidos de branco estavam no túmulo, sentados onde estivera o corpo de Jesus. Eles lhe perguntaram: “Mulher, por que você está chorando?” (Jo 20:13). Sua dolorosa resposta foi que alguém havia levado seu Senhor, e ela não sabia onde O haviam colocado.

8. Leia João 20:14-18. O que mudou tudo para Maria?

João 20:14-18 (NAA)2: 14 Depois de dizer isso, ela se virou para trás e viu Jesus em pé, mas não reconheceu que era Jesus. 15 Jesus lhe perguntou: — Mulher, por que você está chorando? A quem você procura? Ela, supondo que ele fosse o jardineiro, respondeu: — Se o senhor o tirou daqui, diga-me onde o colocou, e eu o levarei. 16 Jesus disse: — Maria! Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico: — Raboni! (Que quer dizer ‘Mestre’.) 17 Jesus continuou: — Não me detenha, porque ainda não subi para o meu Pai. Mas vá até os meus irmãos e diga a eles: ‘Subo para o meu Pai e o Pai de vocês, para o meu Deus e o Deus de vocês.’ 18 Então Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: — Eu vi o Senhor! E contava que Jesus lhe tinha dito essas coisas.

Com os olhos marejados de lágrimas, Maria se virou e viu alguém parado atrás dela. Com palavras semelhantes às dos anjos, o Estranho perguntou: “Mulher, por que você está chorando? A quem você procura?” (Jo 20:15). Ela imaginava estar conversando com o jardineiro e então pediu sua ajuda para encontrar o corpo de Jesus.

O Estranho disse apenas uma palavra: “Maria!” (Jo 20:16). Essa revelação transformou o mundo. De repente, Maria percebeu que era o Jesus ressurreto que falava com ela. Jesus insistiu para que ela não O detivesse, pois Ele devia subir para o Pai. Mas a tarefa dela era ir e contar aos discípulos que Ele estava subindo para o Seu Pai e o Pai dos Seus seguidores, para o Seu Deus e o Deus de Seus seguidores (Jo 20:17). Maria cumpriu sua missão. Ela disse aos discípulos que tinha visto o Senhor e contou todos os demais detalhes que Ele havia compartilhado com ela (Jo 20:18).

Leia 1 Coríntios 15:12-20. De que valeria a fé cristã se Cristo não tivesse ressuscitado?

1 Coríntios 15:12-20 (NAA): “12 Ora, se o que se prega é que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como alguns de vocês afirmam que não há ressurreição de mortos? 13 E, se não há ressurreição de mortos, então Cristo não ressuscitou. 14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e é vã a fé que vocês têm. 15 Além disso, somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos testemunhado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. 18 E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos. 19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo. 20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.”

Quinta-feira, 19 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A hora da glória: a cruz e a ressurreição

Lições da Bíblia1:

“Pilatos perguntou: – Então Você é rei? Jesus respondeu: – O senhor está dizendo que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a Minha voz” (Jo 18:37).

A crucifixão e a ressurreição de Jesus são o clímax do Evangelho de João. Os capítulos 1 a 10 cobrem cerca de três anos e meio da vida de Cristo; os capítulos 11 a 20, por outro lado, abrangem cerca de uma a duas semanas.

Os evangelhos apresentam a morte de Jesus de formas diferentes. Embora os relatos estejam em harmonia, os autores enfatizam eventos ligados aos temas centrais dos livros. Mateus enfatiza o cumprimento das Escrituras; Marcos destaca o paralelo entre o batismo de Jesus e a cruz; e Lucas concentra-se na cruz como fonte de cura e salvação (veja, por exemplo, a história do ladrão na cruz).

João, no entanto, apresenta a cruz como a entronização (ou glorificação) de Jesus, ligada ao conceito de “hora”, mencionado no livro (Jo 7:30; 8:20; 12:27). O conceito de entronização é uma imagem irônica, uma vez que a crucifixão era a forma de morte mais vergonhosa usada pelos romanos. Este contraste de João é irônico: Jesus morre em desprezo, mas isso representa a Sua entronização como Salvador.

Sábado, 14 de dezembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.

A ressurreição de Lázaro

Lições da Bíblia1:

João 11 está repleto de tristeza: a notícia da doença de um amigo querido (Jo 11:1-3); o choro pela sua morte (Jo 11:19, 31, 33); a queixa das irmãs de que Lázaro não teria morrido se Jesus estivesse presente (Jo 11:21, 32); e as lágrimas de Jesus (Jo 11:35).

Mas Jesus demorou dois dias antes de iniciar a jornada até Lázaro (Jo 11:6), chegando a dizer que Se alegrava por não ter ido antes (Jo 11:14, 15). Essa atitude não foi de frieza. Pelo contrário, teve o propósito de revelar a glória de Deus.

Quando chegamos a João 11:17 a 27, Lázaro já estava morto havia quatro dias. O seu corpo já estaria se decompondo e, como disse Marta: “Senhor, já cheira mal, porque está morto há quatro dias” (Jo 11:39). A demora de Jesus apenas ajudou a tornar o milagre ainda mais impressionante. Ressuscitar um cadáver em decomposição? Que outra prova Jesus poderia ter dado de que Ele é o próprio Deus?

E, como Deus, Aquele que criou a vida, Jesus tem poder sobre a morte. Assim, Ele aproveita essa oportunidade, a morte de Lázaro, para revelar uma verdade crucial sobre Si mesmo: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê em Mim não morrerá eternamente” (Jo 11:25, 26).

5. Leia João 11:38-44. O que Jesus fez que confirmou a Sua reivindicação?

João 11:38-44 (NAA): “38 Jesus, agitando-se novamente em si mesmo, foi até o túmulo, que era uma gruta em cuja entrada tinham colocado uma pedra. 39 Então Jesus ordenou: — Tirem a pedra. Marta, irmã do falecido, disse a Jesus: — Senhor, já cheira mal, porque está morto há quatro dias. 40 Jesus respondeu: — Eu não disse a você que, se cresse, veria a glória de Deus? 41 Então tiraram a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: — Pai, graças te dou porque me ouviste. 42 Eu sei que sempre me ouves, mas falei isso por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. 43 E, depois de dizer isso, clamou em alta voz: — Lázaro, venha para fora! 44 Aquele que tinha morrido saiu, tendo os pés e as mãos amarrados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então Jesus lhes ordenou: — Desamarrem-no e deixem que ele vá.

Assim como Jesus mostrou que é a luz do mundo (Jo 8:12; 9:5) ao dar visão ao cego (Jo 9:7), aqui Ele ressuscita Lázaro dentre os mortos (Jo 11:43, 44), demonstrando que é a ressurreição e a vida (Jo 11:25).

Esse milagre, mais do que qualquer outro, aponta para Jesus como o doador da vida, como o próprio Deus. Ele dá um forte apoio ao tema de João de que Jesus é o divino Filho de Deus, e que, crendo, podemos ter vida por meio Dele (Jo 20:30, 31).

No entanto, quando chegamos ao final dessa história incrível (Jo 11:45- 54), na qual muitos que viram creram (Jo 11:45), desenvolve-se uma ironia poderosa, mas triste: Jesus mostra que é capaz de trazer os mortos de volta à vida, e, ainda assim, aquelas pessoas pensam que conseguiriam detê-Lo matando-O? Que exemplo das fragilidades humanas em contraste com a sabedoria e o poder de Deus!

Quinta-feira, 10 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O Senhor ressuscitado – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 627-632 (“Sepultura vazia”), e p. 656-666 (“A grande comissão”).

“Para aquele que crê, Cristo é a ressurreição e a vida. Em nosso Salvador, a vida que se perdeu por causa do pecado é restaurada, pois Jesus possui vida em Si mesmo, para concedê-la a quem Ele quiser. Está investido do direito de conceder a imortalidade. A vida que Ele entregou como ser humano, reassumiu e concedeu à humanidade” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 632).

Historiadores ateus, que não aceitam a ressurreição, admitem que Jesus morreu e que, depois de Sua morte, muitos afirmaram ter visto o Cristo ressuscitado e, como resultado disso, deram início ao núcleo do que se tornaria a igreja cristã. Alguns, na tentativa de explicar por que os discípulos afirmavam isso, argumentam que Jesus tinha um irmão gêmeo ou que os primeiros discípulos tiveram alucinações, pensando que viram Jesus. Outros concluem que Jesus não morreu realmente, mas apenas desmaiou e, mais tarde, reviveu. Um autor chegou a afirmar que extraterrestres desceram e levaram o corpo de Jesus. Para uma análise desses argumentos, veja Clifford Goldstein, Risen: Finding Hope in the Empty Tomb [Nampa, ID: Pacific Press, 2021]; David Marshall, “Jesus realmente ressuscitou?”, em A Lógica da Fé: Respostas Inteligentes Para Perguntas Difíceis Sobre Nossas Crenças [CPB, 2014, p. 73-81].

Perguntas para consideração

Por que os discípulos mentiriam sobre a ressurreição de Jesus, sendo que foram odiados por causa de sua crença? O que eles teriam ganhado inventando essa história?

Que evidência da ressurreição de Jesus é mais convincente para você?

Segundo Paulo, que esperança a ressurreição de Jesus oferece (1Co 15)?

Sexta-feira, 27 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.

Aparecendo a Maria e a outros

Lições da Bíblia1:

5. O que o texto de Marcos 16:9-20 acrescenta à história da ressurreição?

Marcos 16:9-20 (NAA)2: 9 [Havendo Jesus ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. 10 E, partindo ela, foi anunciá-lo àqueles que, tendo sido companheiros de Jesus, estavam tristes e choravam. 11 Estes, ouvindo que ele vivia e que tinha sido visto por ela, não acreditaram. 12 Depois disso, Jesus manifestou-se em outra forma a dois deles que estavam a caminho do campo. 13 E, indo, eles o anunciaram aos demais, mas também a estes dois eles não deram crédito. 14 Finalmente, Jesus apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado. 15 E disse-lhes: — Vão por todo o mundo e preguem o evangelho a toda criatura. 16 Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. 17 Estes sinais acompanharão aqueles que creem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; 18 pegarão em serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados. 19 De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e sentou-se à direita de Deus. 20 E eles foram e pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.]”

Quase todo o relato de Marcos 16:9-20 tem paralelos com outras passagens do NT: Maria Madalena vê Jesus no túmulo (Mt 28:1, 9, 10; Jo 20:11-18; Lc 8:2); dois homens O veem no campo (Lc 24:13-35); os onze discípulos são designados a pregar (Mt 28:16-20; Lc 24:36-49; Jo 20:19-23).

A primeira pessoa a ver Jesus vivo foi Maria Madalena (Jo 20:11-18). Outras mulheres também O viram (Mt 28:8-10). É significativo que as primeiras pessoas a verem o Senhor ressurreto foram mulheres. Como no mundo antigo as mulheres não tinham posição elevada como testemunhas, se essa história fosse inventada, homens teriam sido apontados como as primeiras testemunhas. Mas não foram homens, nem sequer os onze discípulos, mas uma mulher. Ela contou a boa notícia aos discípulos, mas, como era de se esperar, eles não acreditaram no seu testemunho, provavelmente porque parecia fantástico e, também, infelizmente, porque Maria era uma mulher.

Os apologistas destacam o fato de que as mulheres foram as primeiras a ver Jesus como evidência da veracidade da história da Sua ressurreição.

6. O que seria estranho se o relato da ressurreição de Jesus fosse inventado? Mc 16:14

Mc 16:14 (NAA): “Finalmente, Jesus apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado.”

Se os seguidores de Jesus tivessem inventado a história da ressurreição por que teriam representado os discípulos dessa forma? Jesus os repreendeu por sua “dureza de coração” (Mc 16:14). Desde a prisão de Jesus até Suas aparições após a ressurreição, os evangelhos retratam Seus seguidores de maneira negativa: fugindo, negando e duvidando. Isso não faria sentido se a história fosse inventada.

Entretanto, a proclamação posterior, ousada e inabalável, do Cristo ressuscitado, e a esperança que ela oferece, são evidências da veracidade de suas afirmações.

Como evitar a armadilha da incredulidade? Por que devemos nos ligar ao Cristo vivo?

Quarta-feira, 25 de setembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.