José e Seus Irmãos

Lições da Bíblia.

“José estava satisfeito. Vira em seus irmãos os frutos do verdadeiro arrependimento. Ouvindo o nobre oferecimento de Judá, deu ordens para que todos, exceto aqueles homens, se retirassem; então, chorando em voz alta, exclamou: ‘Eu sou José; vive ainda meu pai?’ Gên. 45:3.

Seus irmãos ficaram imóveis, mudos de temor e espanto. Era governador do Egito seu irmão José, aquele irmão a quem invejavam e teriam morto, e que finalmente venderam como escravo! Todos os seus maus-tratos ao mesmo passaram diante deles. Lembraram-se como tinham desprezado seus sonhos, e agido para impedir o seu cumprimento. Haviam contudo desempenhado o seu papel no cumprimento desses sonhos; e, agora que estavam completamente em seu poder, vingar-se-ia ele indubitavelmente do mal que tinha sofrido.

Vendo sua confusão, disse bondosamente: ‘Peço-vos, chegai-vos a mim’; e, aproximando-se eles, continuou: ‘Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face.’ Gên. 45:4 e 5. Entendendo que já haviam sofrido muito pela sua crueldade para com ele, procurou nobremente banir seus temores, e diminuir a amargura da exprobração a si mesmos.”

‘Porque’, continuou ele, ‘já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega. Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito. Apressai-vos, e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egito; desce a mim, e não te demores; e habitarás na terra de Gósen, e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens. E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens. E eis que vossos olhos vêem, e os olhos de meu irmão Benjamim, que é minha boca que vos fala.

‘E lançou-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, e chorou; e Benjamim chorou também ao seu pescoço. E beijou a todos os seus irmãos, e chorou sobre eles; e depois seus irmãos falaram com ele.’ Gên. 45:6-15. Confessaram humildemente seu pecado, e rogaram perdão. Haviam muito tempo sofrido de ansiedade e remorso, e agora regozijavam-se de que ele ainda estivesse vivo.” (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 230-231 grifo nosso).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 22 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Foi missão de Jesus reconciliar os homens com Deus.

Lições da Bíblia.

“A religião de Cristo ligará em íntima fraternidade todos os que lhe aceitarem os ensinos. Foi missão de Jesus reconciliar os homens com Deus, e assim uns com os outros. Mas o mundo em grande parte se acha sob o domínio de Satanás, o acérrimo adversário de Cristo. O evangelho apresenta-lhes princípios de vida que se acham totalmente em desacordo com seus hábitos e desejos, e eles se erguem em rebelião contra ele. Odeiam a pureza que lhes revela e condena os pecados, e perseguem e destroem os que com eles insistem em suas justas e santas reivindicações. É neste sentido que o evangelho é chamado uma espada, visto que as elevadas verdades que traz ocasionam o ódio e a contenda.

A misteriosa providência que permite sofrerem os justos perseguição às mãos dos ímpios, tem sido causa de grande perplexidade a muitos que são fracos na fé. Alguns se dispõem mesmo a lançar de si a confiança em Deus, por permitir Ele que os mais vis dos homens prosperem, enquanto os melhores e mais puros são afligidos e atormentados pelo cruel poder daqueles. Como, pergunta-se, pode Aquele que é justo e misericordioso, e que também é de poder infinito, tolerar tal injustiça e opressão? É esta uma questão com que nada temos que ver. Deus deu suficientes evidências de Seu amor, e não devemos duvidar de Sua bondade por não podermos compreender a operação de Sua providência. Disse o Salvador a Seus discípulos, prevendo as dúvidas que lhes oprimiriam a alma nos dias de provação e trevas: ‘Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu Senhor. Se a Mim Me perseguiram, também vos perseguirão a vós.’ João 15:20. Jesus sofreu por nós mais do que qualquer de Seus seguidores poderá sofrer pela crueldade de homens ímpios. Os que são chamados a suportar a tortura e o martírio não estão senão seguindo as pegadas do dileto Filho de Deus.” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 47).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – sexta-feira 26 de novembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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Construindo uma nação.

Lições da Bíblia.

“O exemplo de fidelidade de Rispa chamou a atenção de Davi. O autor bíblico inclui novamente a genealogia completa de Rispa quando Davi foi informado de sua ação. Ela não era uma mãe qualquer. Ela era filha de Aiá e concubina de Saul. O fato de ela estar na montanha “perante o Senhor” perto dos sete corpos, parece ter motivado Davi a considerar isso um ato muito importante: ele ordenou o sepultamento apropriado de Saul, de Jônatas e dos descendentes de Saul.”

Foi dito a Davi o que fizera Rispa, filha de Aiá e concubina de Saul. Então, foi Davi e tomou os ossos de Saul e os ossos de Jônatas, seu filho, dos moradores de Jabes-Gileade, os quais os furtaram da praça de Bete-Seã, onde os filisteus os tinham pendurado, no dia em que feriram Saul em Gilboa. Dali, transportou os ossos de Saul e os ossos de Jônatas, seu filho; e ajuntaram também os ossos dos enforcados. Enterraram os ossos de Saul e de Jônatas, seu filho, na terra de Benjamim, em Zela, na sepultura de Quis, seu pai. Fizeram tudo o que o rei ordenara. Depois disto, Deus se tornou favorável para com a terra.” (2 Sam. 21:11-14)

“Muitos dos vizinhos de Israel consideravam que um enterro apropriado era essencial para a habilidade do falecido de chegar a um lugar em que os deuses distribuiriam justiça. As pirâmides do Egito eram tumbas enormes, testemunhando sobre a importância do sepultamento na cultura egípcia. Em contraste, as práticas de sepultamento de Israel não eram elaboradas, porque os autores bíblicos consideravam que a morte era um estado de inconsciência (Ec 9:5, 6). Esse enterro, porém, foi muito significativo, pois marcou o fim das lutas entre as tribos e lançou o fundamento de um Israel unido.”

De acordo com o texto bíblico a causa da longa seca e fome podem ser entendidas com a falta de reconciliação, simbolizada pelo sepultamento dos restos dos adversários de Davi. “Enterraram os ossos de Saul e de Jônatas, seu filho, na terra de Benjamim, em Zela, na sepultura de Quis, seu pai. Fizeram tudo o que o rei ordenara. Depois disto, Deus se tornou favorável para com a terra.” (2 Sam. 21:14).

“A fome não terminou logo que os sete descendentes de Saul foram executados. Deus respondeu ao apelo em favor da terra só depois que Davi proveu um lugar respeitável de descanso para os restos de Saul e seus descendentes. Em outras palavras, embora justiça e retidão sejam elementos importantes de nossa interação uns com os outros, requer-se também reconciliação. O exemplo de fidelidade de Rispa, mesmo sob condições desesperadoras, parece ter provocado fidelidade e reconciliação em escala muito maior, resultando em um Israel preparado para começar a curar as feridas da guerra entre as tribos. O papel de Rispa nessa parte crucial do reinado de Davi ensina uma lição importante que perdura ao longo dos séculos: as circunstâncias, apenas, não fazem nem destroem um filho de Deus; ao contrário, por nossas escolhas, para o bem ou para o mal, determinamos se seremos um fator de pouca importância ou se nossa fidelidade ainda influenciará poderosamente as pessoas ao nosso redor. Mediante uma vida fiel, Rispa influenciou sutilmente a conduta de uma nação.”

“Pense no poder do exemplo: por suas ações, Rispa, a concubina de um inimigo, influenciou grandemente Davi. O que isso deve nos dizer sobre o poder de nossa influência, não importando quem somos? Pense naqueles a quem você está influenciando. Como você pode ser uma influência melhor do que é atualmente?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quinta-feira 25 de novembro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF