O calendário profético

Lições da Bíblia

“No fim da visão das 2.300 tardes e manhãs, Daniel ficou atônito porque não podia entendê-la (Dn 8:27). Dez anos depois, o anjo Gabriel veio para ajudar o profeta a ‘entender’ a visão (Dn 9:22,23). Essa última revelação apresenta as informações que faltavam e mostra que a obra do Messias devia ser cumprida no final de um período de setenta semanas. De acordo com o princípio do dia/ano e o decorrer dos eventos preditos, as setenta semanas devem ser entendidas como 490 anos. O ponto de partida para esse período é a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém (Dn 9:25). Essa ordem foi dada por Artaxerxes em 457 a.C. e permitiu que os judeus, sob a liderança de Esdras, reconstruíssem Jerusalém (Ed 7). O texto bíblico diz que as setenta semanas estavam ‘determinadas’ ou ‘cortadas’. Isso indica que os 490 anos foram cortados de um período maior, isto é, dos 2.300 anos designados na visão do capítulo 8. Portanto, os 2.300 anos e os 490 anos devem ter o mesmo ponto de partida, ou seja, 457 a.C.”1

“As setenta semanas se dividem em três seções: sete semanas, sessenta e duas semanas e a septuagésima semana.”1

“As sete semanas (49 anos) provavelmente se refiram ao tempo da reconstrução de Jerusalém. Depois das sete semanas, haveria sessenta e duas semanas (434 anos) até ao ‘Ungido, ao Príncipe’ (Dn 9:25). Assim, 483 anos após o decreto de Artaxerxes, no ano 27 d.C., Jesus foi batizado e ungido pelo Espírito Santo para a Sua missão messiânica.”1

“Na septuagésima semana, outros eventos cruciais aconteceriam: (1) seria ‘morto o Ungido’ (Dn 9:26), o que se refere à morte de Cristo; (2) o Messias faria ‘firme aliança com muitos, por uma semana’ (Dn 9:27). Essa era a missão especial de Jesus e dos apóstolos à nação judaica. Ela seria realizada durante a última ‘semana’, de 27 a 34 d.C.; (3) porém, ‘na metade da semana’, faria ‘cessar o sacrifício e a oferta de manjares’ (Dn 9:27). Três anos e meio depois do Seu batismo (isto é, no meio da semana), Jesus encerrou o sistema sacrificial, no sentido de que este já não tinha mais significado profético, oferecendo-Se como o sacrifício final e perfeito da nova aliança, anulando assim a necessidade de sacrifícios de animais. A última semana da profecia das 70 semanas terminou em 34 d.C., quando Estêvão foi martirizado, e a mensagem do evangelho começou a alcançar não apenas os judeus, mas também os gentios.”1

“6. Leia Daniel 9:24-27. Mesmo em meio à grande esperança e à promessa do Messias, lemos sobre violência, guerra, desolação. Como isso nos dá a certeza de que, em meio às calamidades da vida, ainda existe esperança?”1

Daniel 9:24-27 (ARA)2: “24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”

O Senhor tem toda a História em Suas mãos. Embora coisas ruins aconteçam, podemos ter a certeza da Sua direção.

Quinta-feira, 05 de março de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Os quatro animais

Lições da Bíblia

“1. Leia Daniel 7. Qual é a essência do que foi mostrado a Daniel e qual é o assunto da visão?”1

Daniel 7 (ARA)2: “1 No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, teve Daniel um sonho e visões ante seus olhos, quando estava no seu leito; escreveu logo o sonho e relatou a suma de todas as coisas. 2 Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande.Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem.Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne.Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio.Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres.Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência. 9 Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. 10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros. 11 Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado. 12 Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo. 13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. 14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído. 15 Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi alarmado dentro de mim, e as visões da minha cabeça me perturbaram. 16 Cheguei-me a um dos que estavam perto e lhe pedi a verdade acerca de tudo isto. Assim, ele me disse e me fez saber a interpretação das coisas: 17 Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra. 18 Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade. 19 Então, tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro, cujas unhas eram de bronze, que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobejava; 20 e também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça e do outro que subiu, diante do qual caíram três, daquele chifre que tinha olhos e uma boca que falava com insolência e parecia mais robusto do que os seus companheiros. 21 Eu olhava e eis que este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles, 22 até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino. 23 Então, ele disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. 24 Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. 25 Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo. 26 Mas, depois, se assentará o tribunal para lhe tirar o domínio, para o destruir e o consumir até ao fim. 27 O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão. 28 Aqui, terminou o assunto. Quanto a mim, Daniel, os meus pensamentos muito me perturbaram, e o meu rosto se empalideceu; mas guardei estas coisas no coração.”

“Cada animal revelado a Daniel correspondia a uma parte da estátua mostrada a Nabucodonosor; porém, nessa visão, foram dados mais detalhes sobre cada reino. É interessante que as criaturas, simbolizando nações pagãs, eram animais impuros. Além disso, com exceção do quarto animal, Daniel descreveu os animais como se eles se parecessem com algumas criaturas conhecidas. Portanto, não eram símbolos arbitrários, visto que cada um apresentava algumas características ou apontava para algum aspecto do reino que representava.”1

“Leão: Um leão é a representação mais adequada de Babilônia. Leões alados decoravam as paredes do palácio e outras obras de arte babilônicas. O leão descrito na visão teve suas asas arrancadas, foi levantado e posto em dois pés como homem e recebeu um coração humano. Esse processo simboliza a decadência do Império Babilônico sob seus reis posteriores.”1

“Urso: O urso representa o Império Medo-Persa. O fato de ser levantado sobre um lado indica a superioridade dos persas sobre os medos. As três costelas entre os dentes representam as três principais conquistas do Império Medo-Persa: Lídia, Babilônia e Egito.”1

“Leopardo: O leopardo veloz representa o Império Grego estabelecido por Alexandre, o Grande. As quatro asas tornavam esse animal ainda mais veloz, uma representação adequada de Alexandre, que em poucos anos dominou todo o mundo conhecido então.”1

“O animal terrível e espantoso: Enquanto as entidades anteriores apenas se assemelhavam aos animais mencionados, esta era uma entidade em si mesma. Isto é, os primeiros animais foram descritos como “semelhantes” ao leão ou ao urso, mas esse não foi retratado como semelhante a nada. Esse animal com vários chifres também parecia muito mais cruel e voraz do que os anteriores. Assim, ele é uma representação adequada de Roma pagã, que conquistou, governou e pisoteou o mundo com pés de ferro.”1

“Todos esses milhares de anos da História humana vieram e se foram, exatamente como foi predito. Que consolo temos ao saber que Deus governa acima de todo o tumulto, a agitação e, às vezes, o caos total? O que isso nos ensina sobre a confiabilidade das Escrituras?”1

Vá à presença de Deus hoje e peça-Lhe a capacidade de compartilhar Seu amor.

Domingo, 16 de fevereiro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Profecias apocalípticas em Daniel

Lições da Bíblia

“As visões de Daniel são de natureza diferente da maioria das mensagens proféticas do Antigo Testamento. As profecias de Daniel pertencem à categoria de profecias apocalípticas, enquanto a maioria das outras profecias pertencem à categoria de profecias clássicas. Uma compreensão da diferença básica entre esses gêneros proféticos é essencial para o entendimento correto das profecias bíblicas.”1

“As profecias apocalípticas apresentam algumas características peculiares que as diferenciam das chamadas profecias clássicas:”1

“Visões e sonhos. Nas profecias apocalípticas, Deus usa principalmente sonhos e visões para transmitir Sua mensagem ao profeta. Na profecia clássica, o profeta recebe ‘a Palavra do Senhor’, que pode incluir visões, uma expressão que ocorre com pequenas variações cerca de 1.600 vezes nos profetas clássicos.”1

“Simbolismo composto. Enquanto na profecia clássica há uma quantidade limitada de simbolismo, principalmente envolvendo símbolos verdadeiros, na profecia apocalíptica Deus mostra símbolos e imagens além do mundo da realidade humana, como animais híbridos ou monstros com asas e chifres.”1

“Soberania e incondicionalidade divinas. Enquanto o cumprimento das profecias clássicas depende da resposta humana no contexto da aliança de Deus com Israel, as profecias apocalípticas são incondicionais. Nelas, o Senhor revela a ascensão e a queda dos impérios desde os dias de Daniel até o fim. Essas profecias se baseiam na presciência e soberania de Deus, e se cumprirão independentemente das escolhas humanas.”1

“3. Leia Jonas 3:3-10. Essa é uma profecia clássica ou apocalíptica? Justifique sua resposta. E quanto a Daniel 7:6?”1

Jonas (3:3-10 ARA): “3 Levantou-se, pois, Jonas e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor. Ora, Nínive era cidade mui importante diante de Deus e de três dias para percorrê-la. 4 Começou Jonas a percorrer a cidade caminho de um dia, e pregava, e dizia: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida. 5 Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor. 6 Chegou esta notícia ao rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou de si as vestes reais, cobriu-se de pano de saco e assentou-se sobre cinza. 7 E fez-se proclamar e divulgar em Nínive: Por mandado do rei e seus grandes, nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem os levem ao pasto, nem bebam água; 8 mas sejam cobertos de pano de saco, tanto os homens como os animais, e clamarão fortemente a Deus; e se converterão, cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos. 9 Quem sabe se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos? 10 Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez.

Daniel (7:6 ARA)2: “Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio.

“A profecia da destruição de Nínive é clássica, pois, dependendo do sucesso de Jonas em convencer os habitantes dessa cidade a se arrependerem, Deus voltaria atrás e não mais destruiria a cidade. Já Daniel 7:6 se caracteriza como uma profecia apocalíptica, pois  descreve um animal que não existe no mundo real.”1

“Conhecer os gêneros das profecias clássicas e apocalípticas nos beneficia, por três razões: 1. Esses gêneros mostram que Deus usa diferentes abordagens para comunicar a verdade profética (Hb 1:1). 2. Esse conhecimento nos ajuda a apreciar mais a beleza e a complexidade da Bíblia. 3. Aprendemos também a interpretar as profecias de acordo com o testemunho bíblico e a explicar corretamente ‘a palavra da verdade’ (2Tm 2:15).”1

“4. Alguns esperam que os eventos finais da História ocorram no Oriente Médio. O que há de errado com essa interpretação? Como o conhecimento da diferença entre profecias apocalípticas e clássicas nos esclarece essa questão? Os 3:4, 5; Am 8:11; Zc 9:1”1

Oseias (3:4, 5 ARA)2: “4 Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos do lar. 5 Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor, seu Deus, e a Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do Senhor e da sua bondade.”

Amós (8:11 ARA)2: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor.”

Zacarias (9:1 ARA)2: “A sentença pronunciada pelo Senhor é contra a terra de Hadraque e repousa sobre Damasco, porque o Senhor põe os olhos sobre os homens e sobre todas as tribos de Israel;”

Terça-feira, 31 de dezembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2019. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Uma poderosa confirmação das profecias

Lições da Bíblia

“Nos dias anteriores à crucificação de Jesus, os discípulos falaram com Ele no Monte das Oliveiras. Imagine ouvir Cristo dizendo que o templo seria destruído! Não sabemos exatamente o que se passou na mente deles, mas as perguntas que eles fizeram posteriormente indicam que eles relacionaram a destruição do templo com ‘o fim dos tempos’ (Mt 24:3; NVI).”1

“1. Leia Mateus 24:1-25. Qual foi a mensagem de Jesus aos Seus seguidores sobre os últimos dias?”1

Mateus (24:1-25 ARA)2: “1 Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. 2 Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. 3 No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século. 4 E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. 5 Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. 6 E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. 7 Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; 8 porém tudo isto é o princípio das dores. 9 Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. 10 Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros11 levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. 12 E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. 13 Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. 14 E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. 15 Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), 16 então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; 17 quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; 18 e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. 19 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 20 Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; 21 porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. 22 Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados. 23 Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; 24 porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. 25 Vede que vo-lo tenho predito.”.

“O texto de Mateus 24:1-25 deixa claro que, entre outras coisas, Cristo estava preocupado com os enganos que confundiriam Seu povo ao longo dos séculos, até o tempo do fim. Um desses enganos são os falsos profetas e falsos cristos. Alguns falsos profetas alegarão representar Cristo; outros reivindicarão ser o próprio Jesus. E algo terrível é que muitas pessoas acreditarão neles.”1

“Temos visto uma triste mas poderosa confirmação da Palavra de Deus. Ao longo da História, e até mesmo em nos nossos dias, têm surgido enganadores dizendo: ‘Eu sou o Cristo’. Que profecia extraordinária! Vivendo neste tempo, podemos examinar os longos séculos da história e ver exatamente como essa profecia foi precisa, de uma forma que os que viveram no tempo de Cristo não puderam testemunhar! Também não devemos ficar surpresos se enganos como esses se intensificarem à medida que nos aproximamos da crise final.”1

“Além disso, no contexto da confirmação da fé, veja como Jesus descreveu a condição do mundo. Em diversas ocasiões na história da Terra desde Cristo, as pessoas puseram sua esperança em coisas que ‘eliminariam’ ou pelo menos ‘reduziriam’ muito os sofrimentos e a aflição da humanidade. Movimentos políticos, tecnologia, ciência ou razão – em um momento ou outro, as pessoas têm esperado que essas coisas introduzam uma utopia na Terra. Conforme o doloroso testemunho da história tem mostrado repetidamente, essa esperança sempre tem se provado infundada. O mundo hoje é exatamente como Jesus disse que seria. As palavras de Cristo, proferidas há quase dois mil anos, mostram como essa ‘esperança’ tem sido realmente um equívoco.”1

“Leia Mateus 24:25 [‘Vede que vo-lo tenho predito.’]2. Como podemos fortalecer nossa fé?”1

Viva a comunidade do amor: organize um pequeno grupo. Convide seus amigos.

Domingo, 13 de maio de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Preparação para o tempo do fim. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 492, abr. maio jun. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Profecia e as Escrituras – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

Estudo adicional

“O primeiro e mais elevado dever de todo ser racional é aprender das Escrituras o que é a verdade, e então andar na luz, animando outros a lhe seguirem o exemplo. Dia após dia devemos estudar a Bíblia diligentemente, ponderando todo pensamento e comparando passagem com passagem. Com o auxílio divino devemos formar nossas opiniões por nós mesmos, visto que temos que responder por nós mesmos perante Deus.

“As verdades mais claramente reveladas na Escritura Sagrada têm sido envoltas em dúvida e trevas por homens instruídos que, com pretensão de grande sabedoria, ensinam que as Escrituras têm um sentido místico, secreto, espiritual, que não transparece na linguagem empregada. Esses homens são falsos mestres. Foi a essa classe que Jesus declarou: ‘Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?’ (Mc 12:24. A linguagem da Bíblia deve ser explicada de acordo com seu sentido óbvio, a menos que seja empregado um símbolo ou figura. Cristo fez a promessa: ‘Se alguém quiser fazer a vontade dEle, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus’ (Jo 7:17). Se os homens tão somente tomassem a Bíblia como é, e não houvesse falsos mestres para transviar e lhes confundir o espírito, seria realizada uma obra que alegraria os anjos e que traria para o redil de Cristo milhares de milhares que agora se acham a vaguear no erro’ (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 598, 599).”1

Perguntas para reflexão

  1. “Como podemos chegar a um entendimento claro das Escrituras?”1
  2. “Martinho Lutero escreveu: ‘A Escritura é sua própria luz.’ Há uma unidade subjacente à Bíblia; uma passagem pode nos ajudar a compreender outras passagens. Quais exemplos desse princípio encontramos?”1
  3. “Quais acontecimentos impactaram profundamente sua experiência cristã? O que eles têm em comum? O que podemos aprender com a experiência dos outros?”1
  4. “De que maneira o estudo da Bíblia aprofunda sua caminhada com o Senhor?”1
Sexta-feira, 02 de junho de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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MCLVER, Robert K. Apascenta as Minhas ovelhas: 1 e 2 Pedro. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 488, Abr. Mai. Jun. 2017. Adulto, Professor.

Profecia e as Escrituras

Lições da Bíblia

Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração” (2Pe 1:19).1

“À medida que estudamos as cartas de Pedro, um ponto a ser destacado é a confiança e a certeza do apóstolo acerca do que ele escrevia. O mesmo pode ser observado em Paulo. Ele tinha clara e firme convicção do que proclamava em relação a Jesus Cristo e à cruz.”1

“Nos textos desta semana, estudaremos mais sobre essa certeza de Pedro. Ele mesmo explicou por que tinha tanta convicção. Segundo ele, não cremos em ‘fábulas engenhosamente inventadas‘ (2Pe 1:16), conforme as religiões pagãs de seu tempo. Em vez disso, Pedro tinha duas razões para ter certeza daquilo em que acreditava.”1

“Primeiramente, ele havia sido testemunha ocular do ‘nosso SENHOR Jesus Cristo‘ (2Pe 1:9). A segunda razão, e talvez ainda mais importante, é a ‘confirmada palavra profética‘ (2Pe 1:19). Outra vez, Pedro voltou à Bíblia para confirmar a verdade sobre Jesus, especialmente às seções proféticas que falam sobre Ele. Cristo utilizou algumas dessas mesmas seções para Se referir a Si mesmo (Mt 26:54; Lc 24:27). Portanto, se Jesus e Pedro levaram as Escrituras tão a sério, como ousaríamos fazer o contrário?”1

Esperança no coração e livro na mão! Chegou o dia de impactar sua comunidade com milhares de livros Em busca de esperança. Assim você pode alcançar pessoas que precisam de Cristo!

Sábado, 27 de maio de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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MCLVER, Robert K. Apascenta as Minhas ovelhas: 1 e 2 Pedro. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 488, Abr. Mai. Jun. 2017. Adulto, Professor.

A Bíblia revela a verdadeira filosofia da História

Lições da Bíblia.

“A Bíblia é a história mais antiga e compreensiva que os homens possuem. Procedeu diretamente da fonte da verdade eterna, e no decorrer dos séculos uma mão divina tem preservado a sua pureza. Ilumina o remoto passado, onde a pesquisa humana em vão procura penetrar. Somente na Palavra de Deus contemplamos o poder que lançou os fundamentos da Terra e estendeu os céus. Unicamente ali encontramos um relato autêntico da origem das nações. Apenas ali se apresenta a história de nossa raça, não maculada do orgulho e preconceito humanos.”

“Nos anais da história humana o crescimento das nações, o levantamento e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do homem. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte parece determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na Palavra de Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade.”

“A Bíblia revela a verdadeira filosofia da História. Naquelas palavras de beleza e ternura sem-par, proferidas pelo apóstolo Paulo aos sábios de Atenas, apresenta-se o propósito de Deus na criação e distribuição dos povos e nações: Ele ‘de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da Terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação, para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tateando, O pudessem achar’. Atos 17:26 e 27. Deus declara que quem quiser poderá entrar ‘no vínculo do concerto’. Ezeq. 20:37. Era o Seu propósito na criação que a Terra fosse habitada por seres cuja existência fosse uma bênção, a si mesmos e entre si, e uma honra a seu Criador. Todos os que quiserem poderão identificar-se com este propósito. A respeito deles foi dito: ‘Esse povo que formei para Mim, para que Me desse louvor.’ Isa. 43:21.” (Ellen G. White, Educação, p. 173-174).

Perguntas para reflexão

“1. Por muitos anos, filósofos e teólogos têm debatido a espinhosa questão da presciência de Deus e o livre-arbítrio humano. Muitos os têm visto como incompatíveis. Argumentam que, ou não temos livre-arbítrio, ou Deus não conhece todo o futuro. Entretanto, por que as duas posições estão erradas? Quais são as evidências bíblicas de que temos livre-arbítrio? Que evidência temos de que Deus conhece o futuro?”

“2. Um dos ataques mais duros de Satanás foi contra o relato do capítulo 2 de Daniel. Parte de seu ataque foi usar eruditos que afirmaram que Daniel 2 foi escrito cerca de 165 a.C., muito tempo depois que muitos dos eventos preditos nesse capítulo já tinham ocorrido. No entanto, o argumento foi destruído pela própria profecia. Como Daniel poderia ter predito com tanta precisão a divisão de Roma nas nações da Europa moderna, o que não aconteceu até mais de 500 ou 600 anos depois de 165 a.C.? O objetivo de colocar uma data tardia para Daniel foi tentar despojá-lo de seu poder profético. Como podemos ver, essa tentativa falhou de forma lastimável.”

“Resumo: Por mais caótica que a história do mundo pareça, acima de tudo o Senhor está realizando Seus propósitos, e a história humana terminará com a gloriosa segunda vinda de Jesus.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 02 de março de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Daniel 2 e a providência de Deus na história

Lições da Bíblia.

“Se acreditássemos que os seres humanos não tivessem livre-arbítrio, então seria mais fácil para Deus estabelecer o futuro, porque todas as ações humanas estariam predeterminadas. De fato, no século dezoito, um ateu francês especulou que, visto que todo o Universo, incluindo as ações humanas, foram predeterminadas por leis naturais, então, se alguém pudesse conhecer todas essas leis e todas as posições de todas as partículas do Universo em um dado momento, então essa pessoa poderia saber tudo que aconteceria.”

“É claro, os seres humanos têm livre-arbítrio e livre escolha. Deus nos fez assim. Como seres que podem amar, tivemos que receber a liberdade de escolha, porque o amor que é forçado não pode ser amor. Para nos tornar capazes de amar, Deus precisou nos criar com liberdade. E ainda, o poder de Deus é tão grande que, mesmo com o livre-arbítrio humano, Ele conhece perfeitamente o futuro, independentemente das escolhas livres que fazemos.”

“5. Que evidências poderosas e até mesmo ‘provas’ são apresentadas na profecia de Daniel, indicando que Deus conhece o futuro com muita antecedência?” “(1) Ora no segundo ano do reinado de Nabucodonozor, teve este uns sonhos; e o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono. (2) Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os adivinhadores, e os caldeus, para que declarassem ao rei os seus sonhos; eles vieram, pois, e se apresentaram diante do rei. […] (10) Responderam os caldeus na presença do rei, e disseram: Não há ninguém sobre a terra que possa cumprir a palavra do rei; pois nenhum rei, por grande e poderoso que fosse, tem exigido coisa semelhante de algum mago ou encantador, ou caldeu. (11) A coisa que o rei requer é difícil, e ninguém há que a possa declarar ao rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne mortal. (12) Então o rei muito se irou e enfureceu, e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia. (13) saiu, pois, o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos. (14) Então Daniel falou avisada e prudentemente a Arioque, capitão da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios de Babilônia; (15) pois disse a Arioque, capitão do rei: Por que é o decreto do rei tão urgente? Então Arioque explicou o caso a Daniel. (16) Ao que Daniel se apresentou ao rei e pediu que lhe designasse o prazo, para que desse ao rei a interpretação. (17) Então Daniel foi para casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, (18) para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, juntamente com o resto dos sábios de Babilônia. (19) Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; pelo que Daniel louvou o Deus do céu. […] (24) Por isso Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios de Babilônia; entrou, e disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do rei, e lhe darei a interpretação. […] (27) Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O mistério que o rei exigiu, nem sábios, nem encantadores, nem magos, nem adivinhadores lhe podem revelar; (28) mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonozor o que há de suceder nos últimos dias. O teu sonho e as visões que tiveste na tua cama são estas: (29) Estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos sobre o que havia de suceder no futuro. Aquele, pois, que revela os mistérios te fez saber o que há de ser. […] (31) Tu, ó rei, na visão olhaste e eis uma grande estátua. Esta estátua, imensa e de excelente esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível. (32) A cabeça dessa estátua era de ouro fino; o peito e os braços de prata; o ventre e as coxas de bronze; (33) as pernas de ferro; e os pés em parte de ferro e em parte de barro. (34) Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. (35) Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se podia achar nenhum vestígio deles; a pedra, porém, que feriu a estátua se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra. (36) Este é o sonho; agora diremos ao rei a sua interpretação. (37) Tu, ó rei, és rei de reis, a quem o Deus do céu tem dado o reino, o poder, a força e a glória; (38) e em cuja mão ele entregou os filhos dos homens, onde quer que habitem, os animais do campo e as aves do céu, e te fez reinar sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro [Babilônia]. (39) Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu [Medo-Pérsia]; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra [Grécia]. (40) E haverá um quarto reino, forte como ferro, porquanto o ferro esmiúça e quebra tudo; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele quebrantará e esmiuçará [Roma]. (41) Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. (42) E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil [a divisão do Império Romano]. (43) Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão pelo casamento; mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro. (44) Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; nem passará a soberania deste reino a outro povo; mas esmiuçará e consumirá todos esses reinos, e subsistirá para sempre. (45) Porquanto viste que do monte foi cortada uma pedra [que simboliza o reino de Deus], sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro, o grande Deus faz saber ao rei o que há de suceder no futuro. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação. […] (Dan. 2). “Deus predisse a sucessão de impérios: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma, a divisão do Império Romano e a pedra que simboliza o reino de Deus. A maior parte dessa profecia já se cumpriu.” 

“Esse capítulo foi escrito há mais de 2.600 anos. Considere como a história tem se desenrolado exatamente como Deus predisse. Em certo sentido, essa profecia deve ser mais significativa para nós hoje do que para os que viveram milênios atrás. E por isso nós, hoje, olhando para nossa história, podemos ver exatamente como esses impérios surgiram e desapareceram, como foi previsto. Se você tivesse lido essa profecia durante o tempo do império Medo-Persa, você não teria visto a ascensão e queda dos impérios que vieram depois. Hoje, olhando para trás, podemos ver muito mais do que alguém de muito tempo atrás podia ver. Assim, para nós, a profecia tem um poder que as pessoas do passado não podiam apreciar.”

“É incrível que, apesar dos milhões de pessoas, todos com livre-arbítrio, que viveram durante as longas épocas retratadas em Daniel 2, o Senhor sabia exatamente o que aconteceria, e que reinos surgiriam e cairiam. Ele conhece o futuro com muita antecedência.”

“O profeta Daniel estava certo sobre a ascensão e queda de todos os reinos: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma, incluindo a divisão de Roma em poderes menores, que ainda existem. Do ponto em que estamos na história, só resta surgir o reino eterno de Deus, o último da profecia (Dn 2:44). Se ele estava certo acerca de todos os outros até agora, seria muita insensatez não acreditar no profeta a respeito do último!”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 28 de fevereiro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF