A explosão primitiva – “Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil.” (Atos 4:4).

Lições da Bíblia.

“Os primeiros discípulos de Cristo promoveram vigorosamente o evangelho em todo o mundo civilizado. Casas, sinagogas, estádios públicos, tribunais e palácios se tornaram palcos para a proclamação do reino. Jesus, no entanto, profetizou que haveria prisões, julgamentos e audiências reais hostis para os discípulos (Mt 10:16-20). Infelizmente, aqueles que estavam cheios de poder terreno foram mais demorados em aceitar Cristo.”1

“5. Como podemos explicar o crescimento explosivo da igreja primitiva? Por que muitos poderosos não aceitaram Jesus?”1 Falavam eles ainda ao povo quando sobrevieram os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus, ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos; e os prenderam, recolhendo-os ao cárcere até ao dia seguinte, pois já era tarde. Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil. No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém as autoridades, os anciãos e os escribas com o sumo sacerdote Anás, Caifás, João, Alexandre e todos os que eram da linhagem do sumo sacerdote; e, pondo-os perante eles, os arguiram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto? Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos, visto que hoje somos interrogados a propósito do benefício feito a um homem enfermo e do modo por que foi curado, tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós. Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” (Atos 4:1-12 RA)2; “Chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas judaicas; tinham também João como auxiliar. Havendo atravessado toda a ilha até Pafos, encontraram certo judeu, mágico, falso profeta, de nome Barjesus, o qual estava com o procônsul Sérgio Paulo, que era homem inteligente. Este, tendo chamado Barnabé e Saulo, diligenciava para ouvir a palavra de Deus. Mas opunha-se-lhes Elimas, o mágico (porque assim se interpreta o seu nome), procurando afastar da fé o procônsul. Todavia, Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fixando nele os olhos, disse: Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor? Pois, agora, eis aí está sobre ti a mão do Senhor, e ficarás cego, não vendo o sol por algum tempo. No mesmo instante, caiu sobre ele névoa e escuridade, e, andando à roda, procurava quem o guiasse pela mão. Então, o procônsul, vendo o que sucedera, creu, maravilhado com a doutrina do Senhor.” (Atos 13:5-12 RA)2; Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do seu território.” (Atos 13:50 RA)2; De fato, no dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com grande pompa, tendo eles entrado na audiência juntamente com oficiais superiores e homens eminentes da cidade, Paulo foi trazido por ordem de Festo.” (Atos 25:23 RA)2; Então, Agripa se dirigiu a Paulo e disse: Por pouco me persuades a me fazer cristão.” (Atos 26:28 RA)2. As causas do crescimento da igreja foram várias, as mais importante foi o derramamento do Espírito Santo sobre os primeiros cristãos, associado esse fato, as perseguições impulsionaram a pregação do Evangelho para além das fronteiras de Israel chegando até aos confins da terra. Ricos e pobres, fracos e poderosos ouviram a mensagem da salvação, Cristo morreu por todos, a decisão de aceita-lo com salvador é individual e livre.

“Embora alguém possa pensar que muitas pessoas foram instantaneamente convertidas do nada, não foi isso que aconteceu. Esses resultados extraordinários foram consequência visível de circunstâncias subjacentes. A semeadura precede a colheita. Cristo proclamou fielmente o evangelho. Os missionários haviam testemunhado por toda a Judeia. Os primeiros conversos, sem dúvida, ajudaram a levar a mensagem. Quando Cristo venceu a morte, confirmando Sua mensagem, milhares de indecisos entraram no reino. Eles haviam seguido secretamente a Cristo. Seu coração havia respondido aos Seus convites. Fatores culturais, segurança no trabalho e pressão familiar tinham retardado sua clara resposta. A ressurreição de Cristo destruiu a barreira, forçando uma decisão.”1

“Então, o apóstolo Paulo entrou em cena. Todavia, seu testemunho não foi apreciado em todos os lugares. Às vezes, homens e mulheres preeminentes o perseguiam e o expulsavam. Ele foi apedrejado, açoitado, preso e maltratado, frequentemente por instigação de pessoas influentes. Motivos políticos eram geralmente a base para os sentimentos anticristãos. O governador Félix prendeu Paulo a fim de apaziguar a oposição religiosa ao apóstolo. Seu sucessor, Festo, foi mais imparcial, mas faltava-lhe vontade política para libertar Paulo. Durante uma visita oficial, o rei Agripa e sua irmã Berenice (descendentes da dinastia herodiana) solicitaram uma audiência com Paulo. Infelizmente, como seus predecessores, eles rejeitaram o convite de salvação. Embora enfrentem rejeição e perseguição semelhantes, os discípulos de Cristo do século 21 também devem perseverar.”1

“Como os formadores de discípulos que trabalham com autoridades religiosas e seculares podem evitar o desânimo causado pela constante rejeição? Sempre que os seguidores de Jesus trabalham com pessoas influentes, quem mais pode ser afetado por seu testemunho?”1

Quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Discipulado. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 475, Jan. Fev. Mar. 2013. Adulto, Professor, p. 112

2 BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Nova versão internacional. São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional, 2003.

O caráter dos apóstolos (1Ts 2:3)

Lições da Bíblia.

2. O que Paulo declarou a respeito dos seus motivos para ensinar e exortar? Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo;” (1 Ts 2:3). “Paulo não queria agradar a homens, mas a Deus; sua exortação não tinha engano, impureza nem dolo.”

“Era muito conhecido no mundo antigo o conceito de que havia três chaves para persuadir as pessoas a mudar suas ideias ou práticas. As pessoas julgam o poder de um argumento com base no caráter (em grego: ethos) do orador, na qualidade ou lógica do argumento (logos), e no poder do apelo do orador sobre as emoções ou interesse (pathos) do ouvinte. Em 1 Tessalonicenses 2:3-6, Paulo focalizou o caráter dos apóstolos como um importante elemento da pregação que promoveu mudanças radicais entre os tessalonicenses.”

“Nesses versos, Paulo traçou um contraste entre ele e os filósofos populares, cuja pregação muitas vezes era motivada pelo benefício pessoal (veja a lição 3). Paulo usou três palavras no verso 3 para descrever possíveis motivações equivocadas para a pregação ou ministério.”

“A primeira é ‘engano’, um erro intelectual. Um pregador podia estar entusiasmado com uma ideia que estivesse simplesmente errada. Poderia estar totalmente sincero, mas iludido. Ele poderia pensar que estivesse fazendo o bem aos outros, mas ser motivado por ideias falsas.”

“A segunda palavra é ‘impureza’, ou ‘imundícia.’ As pessoas são atraídas por indivíduos amplamente conhecidos por seu poder, ideias ou desempenho. Algumas figuras públicas podem ser motivadas pelas oportunidades sexuais que vêm com a fama ou notoriedade.”

“A terceira palavra é mais bem traduzida por ‘dolo’ ou ‘fraudulência’. Nesse caso, o orador estaria ciente de que as ideias apresentadas estavam erradas, mas conscientemente tentaria enganar as pessoas a fim de se beneficiar.”

Paulo e Silas não eram motivados por nenhuma dessas coisas. Se tivessem sido, sua experiência em Filipos provavelmente teria feito com que abandonassem a pregação. A ousadia que eles demonstravam em Tessalônica era possível somente pelo poder de Deus atuando por meio deles. O poder que o evangelho teve em Tessalônica (1Ts 1:5) em parte era devido ao caráter dos apóstolos, que brilhava em suas apresentações. Os argumentos lógicos e apelos emocionais não eram suficientes. O caráter deles estava de acordo com suas declarações. Essa autenticidade tem um poder tremendo no mundo de hoje, como tinha nos tempos antigos.”

“Pense em seus motivos para tudo que faz. Eles são puros, livres de erro, dolo e impureza? Se eles não são o que deveriam ser, como você pode mudar para melhor?” “Circuncidai, pois, o vosso coração e não mais endureçais a vossa cerviz.” (Deut. 10:16). “tudo posso naquele que me fortalece.” (Filip. 4:13). “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria. Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste. Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.” (Sal. 51:1-10).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 30 de julho de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Ousadia no sofrimento (1Ts 2:1, 2) “[…] apesar de maltratados e ultrajados […], tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho […]”

Lições da Bíblia.

1. Leia 1 Tessalonicenses 2:1, 2, à luz de Atos 16. Que conexão Paulo fez entre seu ministério anterior em Filipos e seu ministério em Tessalônica? “Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera; mas, apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como é do vosso conhecimento, tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta.” (1 Ts 2:1-2). Navegando, pois, de Trôade, fomos em direitura a Samotrácia, e no dia seguinte a Neápolis; e dali para Filipos, que é a primeira cidade desse distrito da Macedônia, e colônia romana; e estivemos alguns dias nessa cidade. No sábado saímos portas afora para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar de oração e, sentados, falávamos às mulheres ali reunidas. E certa mulher chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que temia a Deus, nos escutava e o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos, dizendo: Se haveis julgado que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso. Ora, aconteceu que quando íamos ao lugar de oração, nos veio ao encontro uma jovem que tinha um espírito adivinhador, e que, adivinhando, dava grande lucro a seus senhores. Ela, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: São servos do Deus Altíssimo estes homens que vos anunciam um caminho de salvação. E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou- se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora saiu. Ora, vendo seus senhores que a esperança do seu lucro havia desaparecido, prenderam a Paulo e Silas, e os arrastaram para uma praça à presença dos magistrados. E, apresentando-os aos magistrados, disseram: Estes homens, sendo judeus, estão perturbando muito a nossa cidade. e pregam costumes que não nos é lícito receber nem praticar, sendo nós romanos. A multidão levantou-se à uma contra eles, e os magistrados, rasgando-lhes os vestidos, mandaram açoitá-los com varas. E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança. Ele, tendo recebido tal ordem, os lançou na prisão interior e lhes segurou os pés no tronco. (At 16:11-24). “Paulo foi perseguido em Filipos e também em Tessalônica, mas o evangelho obteve frutos em ambos os lugares, pelo poder de Deus e ousadia dos apóstolos; eles tinham coragem de pregar em meio ao sofrimento.”

“Em 1 Tessalonicenses 2:1 são retomados os temas do capítulo 1. A expressão ‘vós, irmãos, sabeis’ do verso 1 relembra a mesma linguagem de 1 Tessalonicenses 1:5. E a referência de Paulo à ‘estada’ ou ‘visita’ (NVI) à igreja relembra 1 Tessalonicenses 1:9. Assim, Paulo continuou os temas que ele levantou no primeiro capítulo da carta. O fim do capítulo anterior estava relacionado com o que ‘todos’ sabiam sobre os tessalonicenses. Neste capítulo ele considera o que os leitores sabiam acerca dos apóstolos e o comprometimento deles com a fé.”

“Paulo lembrou como ele e Silas foram maltratados de modo vergonhoso em Filipos em virtude da pregação do evangelho. No longo caminho de Filipos a Tessalônica, cada passo era uma lembrança dolorosa desse tratamento cruel. Sem dúvida, eles traziam sinais exteriores da dor, mesmo no momento da chegada a Tessalônica. Nesse ponto, teria sido fácil adotar uma abordagem menos direta para o evangelismo na nova cidade. Depois de tudo que tinham acabado de passar, quem iria censurá-los?”

“Mas os tessalonicenses se mostraram ansiosos por receber a verdade e abertos para ela. A realidade dizia: ‘Jamais pregue o evangelho novamente.’ Mas, no meio da dor e do sofrimento, Deus estava dizendo a Paulo e Silas: ‘Sejam ousados. Sejam fortes!’ Por isso, eles ‘começaram a ser ousados’ (1Ts 2:2, tradução do autor), apesar da probabilidade de que a perseguição se repetisse. Havia um forte e evidente contraste entre sua condição humana (e todas as fragilidades que vêm com ela) e o poder que Deus lhes concedia.”

“No fim, o Senhor usou essas circunstâncias exteriores para Sua glória. As feridas visíveis dos pregadores evidenciavam duas coisas aos tessalonicenses. Primeira, sua pregação do evangelho realmente era o resultado de sua convicção pessoal. Eles não estavam fazendo isso para benefício pessoal (veja 1Ts 2:3-6). Segunda, ficou claro para os ouvintes que Deus estava de uma forma poderosa com Paulo e Silas. O evangelho que eles pregavam não era apenas uma concepção intelectual, mas era acompanhado pela presença viva do Senhor, como revelado na vida dos apóstolos (v. 13).”

“O que você apontaria como evidência de que Deus mudou sua vida? Essa evidência é percebida pelos outros?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 29 de julho de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Tessalônica nos dias de Paulo (Vídeo)

Lições da Bíblia.

Assista em vídeo a discussão do tema da semana:

“A Providência havia dirigido os movimentos das nações, e a onda do impulso e influência humanos, até que o mundo se achasse maduro para a vinda do Libertador…”

“Por essa época, os sistemas pagãos iam perdendo o domínio sobre o povo. Os homens estavam cansados de aparências e fábulas. Ansiavam uma religião capaz de satisfazer o coração” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 32).

“Fora da nação judaica havia homens que prediziam o aparecimento de um instrutor divino. Esses homens andavam em busca da verdade, e recebiam o Espírito de inspiração” (Idem, p. 33).

“Quando Paulo visitou Corinto pela primeira vez, encontrou-se entre gente que suspeitava dos intuitos dos estrangeiros. Os gregos do litoral eram espertos negociantes. Por tanto tempo se haviam exercitado em sagazes práticas comerciais, que haviam chegado a considerar o ganho como piedade, e que fazer dinheiro, fosse por meios lícitos ou não, era coisa recomendável. Paulo se achava familiarizado com suas características, e não lhes queria dar ocasião de dizer que ele pregava o evangelho a fim de se enriquecer… Ele procurava afastar qualquer motivo para um mau juízo, a fim de não prejudicar a influência da mensagem” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 234, 235).

Perguntas para reflexão

“1. O que Ellen White quis dizer quando escreveu que o ‘Espírito de inspiração’ foi dado aos mestres gentios? Deus está atuando no mundo das ideias fora do contexto cristão? Uma pessoa pode ser salva se nunca ouviu o nome de Jesus?”

“2. Em que contextos uma casa ou apartamento poderia ser um local eficaz para uma igreja no mundo de hoje? Utilizar os prédios das igrejas é sempre a melhor maneira de realizar as atividades dela? Por quê?”

“3. Como sua igreja pode adaptar melhor o evangelismo à comunidade local?”

“Resumo: Os relatos bíblicos da atividade missionária de Paulo estão no contexto da Roma antiga. À medida que vemos Paulo lidando com questões cotidianas, podemos aprender a melhor forma de aplicar os princípios e as lições que Deus colocou nas Escrituras. Nas cartas aos Tessalonicenses, Paulo estava guiando os antigos cristãos urbanos por tempos desafiadores.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 20 de julho de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Paulo, o “pregador de rua”

Lições da Bíblia.

“No contexto greco-romano do primeiro século ocorreu uma proliferação de filósofos populares que, nas praças públicas, procuravam influenciar indivíduos e grupos, de modo semelhante ao que os pregadores de rua fazem hoje.”

“Esses filósofos acreditavam que as pessoas tinham uma capacidade interior de mudar sua vida (uma forma de conversão). Eles esperavam que seus discursos públicos e suas conversas particulares produzissem mudanças em seus alunos. Procuravam criar em seus ouvintes dúvidas sobre suas ideias e práticas. Por esse meio, os ouvintes se tornariam abertos a novas ideias e mudanças. O objetivo final era produzir autoconfiança e crescimento moral.”

“Esperava-se que esses filósofos populares obtivessem o direito de falar conquistando primeiramente a liberdade moral na própria vida interior. ‘Médico, cura-te a ti mesmo’ era um conceito bem conhecido no mundo antigo.”

“Esses filósofos também estavam cientes da necessidade de variar a mensagem a fim de atender às diferentes mentalidades, e da importância de manter a integridade tanto no caráter do professor quanto na mensagem que estava sendo ensinada.”

“4. Existem paralelos entre esses mestres populares e Paulo, que também viajava por toda parte e trabalhava em lugares públicos?” “Por isso, dissertava na sinagoga entre os judeus e os gentios piedosos; também na praça, todos os dias, entre os que se encontravam ali.” (Atos 17:17). “Visto que alguns deles se mostravam empedernidos e descrentes, falando mal do Caminho diante da multidão, Paulo, apartando-se deles, separou os discípulos, passando a discorrer diariamente na escola de Tirano. Durou isto por espaço de dois anos, dando ensejo a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos.” (Atos 19:9-10). “Paulo pregava em lugares públicos e acreditava que a vida das pessoas podia mudar, mas entendia que Deus é o Autor das mudanças.”

“Existiam paralelos. No entanto, havia duas diferenças significativas entre a abordagem de Paulo e a dos filósofos populares. Em primeiro lugar, Paulo não apenas trabalhava nos lugares públicos, mas também buscava formar uma comunidade duradoura. Isso requeria certa separação do ‘mundo’, juntamente com a formação de laços emocionais e profundo compromisso com o grupo. Em segundo lugar, Paulo ensinava que a conversão não era uma decisão interna, produzida pelo discurso sábio. Ao contrário, era uma obra sobrenatural de Deus, de fora para dentro (leia Gl 4:19; Jo 3:3-8; Fp 1:6). ‘meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós;’ (Gál. 4:19). ‘A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo. O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.’ (João 3:3-8). ‘Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.’ (Filip. 1:6). O ensinamento de Paulo era mais do que apenas uma filosofia. Era a proclamação da verdade e a revelação da poderosa obra de Deus na salvação da humanidade.”

“O lado escuro dos filósofos populares é que eles descobriram um meio fácil de ganhar a vida. Muitos eram interesseiros, nada mais. Alguns exploravam sexualmente seus ouvintes. Embora houvesse professores honestos entre eles, havia, no mundo antigo, bastante ceticismo em relação aos pregadores itinerantes.”

“Paulo procurava evitar parte desse ceticismo recusando geralmente ajuda de seus ouvintes e, em lugar disso, fazendo árduo trabalho manual para se sustentar. Isso, além de seus sofrimentos, demonstrava que ele realmente acreditava no que pregava e que não estava fazendo isso para ganho pessoal. De muitas maneiras, a vida de Paulo era o sermão mais poderoso que ele podia pregar.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 18 de julho de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O evangelho como ponto de contato

Lições da Bíblia.

“Diante do que aprendemos ontem, não é difícil ver por que, quando o evangelho chegou a Tessalônica, muitos não judeus da cidade responderam positivamente. Não importando que Paulo conhecesse ou não o culto de Cabirus antes de chegar à cidade, sua abordagem messiânica na sinagoga ecoava os anseios espirituais específicos dos pagãos locais.”

“Quando o evangelho chegou a Tessalônica, as classes trabalhadoras da cidade estavam prontas para recebê-lo, e responderam em grande número. Eles estavam também prontos para interpretações extremas do evangelho. O culto de Cabirus tinha introduzido nas pessoas um espírito de rebelião contra as autoridades, o que pode ter sido a causa da conduta desordeira abordada por Paulo em suas duas cartas (veja 1Ts 4:11, 12; 5:14; 2Ts 3:6, 7, 11).” “e a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar.” (1 Ts 4:11-12); “Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos.” (1 Ts 5:14); “Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes; pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós,” (2 Ts 3:6-7); “Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia.” (2 Ts 3:11).

“3. Qual foi a estratégia missionária fundamental apresentada por Paulo? Que perigo potencial se esconde nesse método? Como os dois princípios contidos nessa estratégia podem ser mantidos em equilíbrio?” “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele. Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” (1 Cor. 9:19-27). “Adaptar a mensagem, a linguagem e o comportamento do mensageiro, de modo que se identifiquem com as características do público-alvo, desde que os princípios da verdade não sejam prejudicados.”

“O evangelho tem maior impacto quando influencia as necessidades, esperanças e sonhos das pessoas. Embora o Espírito Santo ofereça pontes para o evangelho, isso normalmente acontece como resultado de ouvi-lo intensamente e experimentá-lo com atitude de oração. A experiência também nos ensinou que as pessoas estão mais abertas à mensagem adventista em tempos de mudança. Entre as mudanças que tornam as pessoas abertas a novas ideias estão: turbulência econômica, conflitos políticos, guerras, casamentos, divórcios, mudança no lugar de residência, problemas de saúde e morte. Os tessalonicenses haviam experimentado sua parcela de mudanças e deslocamento, e isso ajudou o evangelho a criar raízes.”

“Mas as pessoas batizadas em tempos de deslocamento também tendem a ser instáveis, pelo menos no início. A maior parte das apostasias ocorre nos primeiros meses após a conversão. As cartas a Tessalônica testificam da considerável instabilidade na igreja nos meses seguintes à visita de Paulo.”

“O que podemos fazer para ajudar os membros que ainda estão se ajustando à nova vida em Cristo? O que você pode fazer para ajudar a manter essas pessoas firmes no Senhor? Você ficará surpreso ao descobrir também quanto esse tipo de ministério fortalecerá sua própria fé.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 17 de julho de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Os pregadores pagam um preço

Lições da Bíblia.

“1. Por que os filipenses reagiram de modo tão negativo ao evangelho? Que lição aprendemos com essa reação e que precauções devemos adotar diante desse risco? De que outras formas esse princípio pode se manifestar, mesmo na vida dos cristãos?” “De noite apareceu a Paulo esta visão: estava ali em pé um homem da Macedônia, que lhe rogava: Passa à Macedônia e ajuda-nos. E quando ele teve esta visão, procuravamos logo partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciarmos o evangelho. Navegando, pois, de Trôade, fomos em direitura a Samotrácia, e no dia seguinte a Neápolis; e dali para Filipos, que é a primeira cidade desse distrito da Macedônia, e colônia romana; e estivemos alguns dias nessa cidade. No sábado saímos portas afora para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar de oração e, sentados, falávamos às mulheres ali reunidas. E certa mulher chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que temia a Deus, nos escutava e o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos, dizendo: Se haveis julgado que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso. Ora, aconteceu que quando íamos ao lugar de oração, nos veio ao encontro uma jovem que tinha um espírito adivinhador, e que, adivinhando, dava grande lucro a seus senhores. Ela, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: São servos do Deus Altíssimo estes homens que vos anunciam um caminho de salvação. E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou- se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora saiu. Ora, vendo seus senhores que a esperança do seu lucro havia desaparecido, prenderam a Paulo e Silas, e os arrastaram para uma praça à presença dos magistrados. E, apresentando-os aos magistrados, disseram: Estes homens, sendo judeus, estão perturbando muito a nossa cidade. e pregam costumes que não nos é lícito receber nem praticar, sendo nós romanos. A multidão levantou-se à uma contra eles, e os magistrados, rasgando-lhes os vestidos, mandaram açoitá-los com varas. E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança. Ele, tendo recebido tal ordem, os lançou na prisão interior e lhes segurou os pés no tronco. Pela meia-noite Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, enquanto os presos os escutavam. De repente houve um tão grande terremoto que foram abalados os alicerces do cárcere, e logo se abriram todas as portas e foram soltos os grilhões de todos. Ora, o carcereiro, tendo acordado e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada e ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido. Mas Paulo bradou em alta voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, porque todos aqui estamos. Tendo ele pedido luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas e, tirando-os para fora, disse: Senhores, que me é necessário fazer para me salvar? Responderam eles: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. Então lhe pregaram a palavra de Deus, e a todos os que estavam em sua casa. Tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes as feridas; e logo foi batizado, ele e todos os seus. Então os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou- se muito com toda a sua casa, por ter crido em Deus. Quando amanheceu, os magistrados mandaram quadrilheiros a dizer: Soltai aqueles homens. E o carcereiro transmitiu a Paulo estas palavras, dizendo: Os magistrados mandaram que fosseis soltos; agora, pois, saí e ide em paz. Mas Paulo respondeu-lhes: Açoitaram-nos publicamente sem sermos condenados, sendo cidadãos romanos, e nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fora? De modo nenhum será assim; mas venham eles mesmos e nos tirem. E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras, e estes temeram quando ouviram que eles eram romanos; vieram, pediram-lhes desculpas e, tirando-os para fora, rogavam que se retirassem da cidade. Então eles saíram da prisão, entraram em casa de Lídia, e, vendo os irmãos, os confortaram, e partiram.” (Atos 16:9-40). “Porque uma jovem foi libertada de um espírito de adivinhação, o que prejudicou os interesses financeiros de algumas pessoas. Devemos estar preparados para a perseguição, mas não devemos provocá-la.”

“O evangelho é a boa notícia das ações poderosas de Deus em Cristo que levam ao perdão, aceitação e transformação (Rm 1:16, 17). Por meio do pecado, o mundo inteiro foi condenado; por intermédio da morte e ressurreição de Jesus, todo o mundo recebeu uma nova oportunidade de ter a vida eterna que Deus originalmente desejou para toda a humanidade. A poderosa obra de Deus foi realizada por nós sendo nós ainda pecadores (Rm 5:8). Essa obra de redenção foi efetuada fora de nós, por Jesus, e a ela nada podemos acrescentar. No entanto, o evangelho se torna real em nossa vida unicamente quando aceitamos não apenas sua condenação de nossos pecados, mas o divino perdão desses pecados por meio de Jesus.”

“Sendo que o evangelho é uma notícia tão boa, e é gratuito, por que alguém iria resistir-lhe ou lutar contra ele? A resposta é simples: aceitar o evangelho exige que deixemos de confiar em nós mesmos e nas coisas materiais, como dinheiro, poder e atração sexual. Essas coisas são boas quando submetidas à vontade e aos caminhos de Deus. Mas quando as pessoas se apegam a essas questões triviais que substituem a segurança do evangelho, sua mensagem e os que a proclamam se tornam uma ameaça.”

“Leia 1 Tessalonicenses 2: 1, 2 [‘Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera; mas, apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como é do vosso conhecimento, tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta.’]. Paulo e Silas entraram em Tessalônica sofrendo, carregando no corpo as feridas e hematomas resultantes da violenta surra que receberam e da prisão em Filipos (At 16:22-24). Porém, sinais do grande poder de Deus (At 16:26, 30, 36) os haviam encorajado. Eles entraram ousadamente na sinagoga de Tessalônica, apesar da dor que sentiam, e falaram novamente do Messias que havia mudado a vida deles e os enviara em uma missão de pregar as boas-novas em lugares em que não tinham sido ouvidas antes.”

“Se não formos cuidadosos, que coisas do mundo podem nos afastar do Senhor? Por que é tão importante manter a cruz e seu significado sempre no centro de nossos pensamentos, especialmente quando a atração do mundo parece mais forte?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 01 de julho de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF