Perdoado e esquecido?

Lições da Bíblia1

Depois que Davi involuntariamente pronunciou juízo sobre si mesmo (2Sm 12:5, 6), Natã o confrontou com a enormidade de seu pecado. O coração de Davi foi quebrantado, e ele confessou sua transgressão. Imediatamente Natã lhe assegurou: “Também o Senhor perdoou o seu pecado” (2Sm 12:13). Ele estava perdoado. Não há prazo de espera para o perdão de Deus. Davi não precisou provar que estava sendo sincero antes que o perdão fosse concedido. No entanto, Natã, que já tinha predito as consequências do pecado de Davi em 2 Samuel 12:10-12, afirmou que aquele filho morreria.

5. Deus tirou o pecado de Davi. Isso significa que Ele simplesmente esqueceu o passado? As pessoas costumam esquecer o que passou? 2Sm 12:10-23

2Sm 12:10-23 (ARA)2: “10 Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher. 11 Assim diz o Senhor: Eis que da tua própria casa suscitarei o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres à tua própria vista, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com elas, em plena luz deste sol. 12 Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei isto perante todo o Israel e perante o sol. 13 Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. Disse Natã a Davi: Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás. 14 Mas, posto que com isto deste motivo a que blasfemassem os inimigos do Senhor, também o filho que te nasceu morrerá. 15 Então, Natã foi para sua casa. E o Senhor feriu a criança que a mulher de Urias dera à luz a Davi; e a criança adoeceu gravemente. 16 Buscou Davi a Deus pela criança; jejuou Davi e, vindo, passou a noite prostrado em terra. 17 Então, os anciãos da sua casa se achegaram a ele, para o levantar da terra; porém ele não quis e não comeu com eles. 18 Ao sétimo dia, morreu a criança; e temiam os servos de Davi informá-lo de que a criança era morta, porque diziam: Eis que, estando a criança ainda viva, lhe falávamos, porém não dava ouvidos à nossa voz; como, pois, lhe diremos que a criança é morta? Porque mais se afligirá. 19 Viu, porém, Davi que seus servos cochichavam uns com os outros e entendeu que a criança era morta, pelo que disse aos seus servos: É morta a criança? Eles responderam: Morreu. 20 Então, Davi se levantou da terra; lavou-se, ungiu-se, mudou de vestes, entrou na Casa do Senhor e adorou; depois, veio para sua casa e pediu pão; puseram-no diante dele, e ele comeu. 21 Disseram-lhe seus servos: Que é isto que fizeste? Pela criança viva jejuaste e choraste; porém, depois que ela morreu, te levantaste e comeste pão. 22 Respondeu ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se o Senhor se compadecerá de mim, e continuará viva a criança? 23 Porém, agora que é morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.”

Davi também deve ter pensado nessas questões ao ver seu mundo desmoronar – o bebê morto, sua família em desordem (as histórias de Amnom e Absalão são dois exemplos de problemas familiares), seu futuro incerto. Contudo, apesar das consequências desse pecado, que afetou inocentes como Urias e a criança recém-nascida, Davi entendeu que a graça de Deus cobriria seu pecado, e que um dia todas as consequências seriam eliminadas. Enquanto isso, ele encontraria na graça de Deus o descanso para sua consciência atribulada.

6. Na opinião de Davi, do que ele precisava? Pelo que ele ansiava? Sl 51:1-6

Sl 51:1-6 (ARA)2: “1 Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. 2 Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. 3 Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. 4 Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. 5 Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe. 6 Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria.”

No Salmo 51, Davi abriu seu coração e confessou seus pecados. O clamor por misericórdia foi um apelo ao amor de Deus e à Sua compaixão. Ele ansiava por renovação.

Quando consideramos o custo do descanso em Jesus, devemos primeiramente reconhecer que precisamos de ajuda; somos pecadores e necessitamos do Salvador; confessamos nossos pecados e clamamos ao Único que pode nos lavar e renovar. Quando fazemos isso, somos encorajados. Mesmo sendo um adúltero, manipulador, assassino, que tinha transgredido pelo menos cinco dos Dez Mandamentos, Davi suplicou o perdão de Deus.

Se Deus perdoou Davi pelo que ele fez, certamente há esperança para todos nós!

Quarta-feira, 21 de julho de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Descanso em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 505, jul. ago. set. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Quem é perdoado? (Is 59:15-21)

Lições da Bíblia1

Isaías 59 apresenta uma imagem alarmante do problema do pecado. Felizmente, a Bíblia também apresenta a esperança da redenção.

A primeira pergunta é: quantos pecaram? A Bíblia é inequívoca: todos! Portanto, a redenção não pode ser fundamentada na falta de pecado, mas no perdão (Jr 31:34). Paulo concordou: todos pecaram (Rm 3:9-20, 23); portanto, não pode haver distinção com base nisso (Rm 3:22). Os que são justificados podem ser considerados justos apenas porque recebem, pela fé, o dom da justiça de Deus mediante o sacrifício de Cristo.

3. De acordo com Romanos 3:21-24, como somos salvos? Qual esperança esses versos nos apresentam no juízo? Assinale a alternativa correta:

Romanos 3:21-24 (ARA)2: “21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que creem; porque não há distinção, 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,”

A. ( ) Por meio da graça, mediante a fé em Cristo Jesus.
B. ( ) Por meio da graça, mas com o auxílio das nossas obras.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

Muitas pessoas pensam que, no juízo, a pergunta será: quem pecou? Mas essa pergunta não precisa ser feita, pois todos pecaram. Em vez disso, a pergunta será: quem foi perdoado? Deus é justo quando justifica aquele “que tem fé em Jesus” (Rm 3:26). O fator decisivo no juízo será: quem recebeu e continua recebendo o perdão por ter fé em Jesus?

Ora, é bem verdade que somos julgados pelas obras, mas não no sentido de que elas nos salvam. Nesse caso, a fé seria anulada (Rm 4:14). Em vez disso, nossas obras revelam se realmente fomos salvos (Tg 2:18).

4. Por que as obras não nos salvam, nem agora nem no juízo? Rm 3:20, 23

Romanos 3:20, 23 (ARA)2: “20 visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. […] 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,”

É muito tarde para que as obras, ou a obediência à lei, salvem alguém. O propósito da lei no mundo pecaminoso não é salvar, mas apontar o pecado. Em vez disso, “a fé que atua pelo amor” (Gl 5:6), amor derramado no coração pelo Espírito (Rm 5:5), comprova que temos uma fé viva em Jesus (Tg 2:26).

As obras são uma expressão exterior, uma manifestação humana de uma fé salvífica. Portanto, na verdadeira experiência cristã a fé é expressa em um compromisso com o Senhor, revelado pela obediência à lei. No juízo, Deus usará as obras como evidência para Suas criaturas, que não podem ler pensamentos de fé como Ele pode. Contudo, para a pessoa convertida, somente as obras após a conversão, em que a vida é capacitada por Cristo e pelo Espírito Santo, são relevantes no juízo. A vida de pecado antes da conversão já foi lavada pelo sangue do Cordeiro (veja Rm 6).

Segunda-feira, 15 de março de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Consolo para o futuro (Is 40:1, 2)

Lições da Bíblia1

1. Em Isaías 40:1, 2, Deus consolou Seu povo. O tempo do castigo dele finalmente havia terminado. Qual castigo foi esse?

Isaías 40:1, 2 (ARA)2: “1 Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. 2 Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniquidade está perdoada e que já recebeu em dobro das mãos do Senhor por todos os seus pecados.”

A.(  ) Muito possivelmente, o exílio babilônico.
B.(  ) O exílio no Egito.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

Existem muitas respostas para essa pergunta. Houve o castigo infligido pela Assíria, o cetro da ira de Deus (Is 10), do qual o Senhor livrou Judá ao destruir o exército de Senaqueribe em 701 a.C. (Is 37). Houve também o castigo infligido por Babilônia, que posteriormente levaria bens e pessoas de Judá em virtude de Ezequias ter mostrado sua riqueza aos mensageiros de Merodaque-Baladã (Is 39). E houve o castigo infligido por uma das outras nações contra as quais Isaías escreveu mensagens de advertência (Is 14–23).

Entretanto, embora a “Assíria” e os “assírios” sejam mencionados 43 vezes de Isaías 7:17 a 38:6, essa nação aparece uma única vez no restante do livro, em Isaías 52:4, onde há uma referência à opressão do Egito e depois dos assírios. Na última parte do livro, é mencionada a libertação do povo do exílio de Babilônia (Is 43:14; 47:1; 48:14, 20), e seria Ciro, o persa que conquistou Babilônia em 539 a.C., que deveria libertar os exilados de Judá (Is 44:28; 45:1; 45:13).

Isaías 1–39 enfatiza os eventos que levaram à libertação do povo da mão dos assírios em 701 a.C., mas no início do capítulo 40, o livro avança um século e meio para o fim de Babilônia, em 539 a.C., e para o retorno dos judeus pouco tempo depois disso.

2. O tema do retorno do exílio babilônico está relacionado a alguma coisa anterior em Isaías?

Sim, está relacionado à profecia sobre a queda de Babilônia, em Isaías 13, 14 e 21.

Isaías 39 serve como transição para os capítulos seguintes, prevendo um cativeiro babilônico, pelo menos para alguns descendentes de Ezequias (Is 39:6, 7). Além disso, os oráculos de Isaías 13, 14 e 21 profetizavam a queda de Babilônia e a liberdade que isso traria ao povo de Deus: “Porque o Senhor Se compadecerá de Jacó e voltará a escolher Israel, estabelecendo-os na sua própria terra. […] no dia em que Deus vier a dar-lhe descanso do sofrimento, das angústias e da dura servidão que lhe foi imposta, você proferirá esta sátira contra o rei da Babilônia” (Is 14:1-4). Observe a relação com Isaías 40:1, 2, em que Deus prometeu ao Seu povo um fim para seu sofrimento.

O que significam para você as promessas bíblicas sobre o fim do sofrimento? De que adiantaria nossa fé sem essas promessas? É tão importante nos apegarmos a elas?

Domingo, 14 de fevereiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Uma nova pessoa (Is 6:5-7)

Lições da Bíblia1

No santuário/templo, somente o sumo sacerdote podia se aproximar de Deus no santo dos santos, no Dia da Expiação, e com uma protetora nuvem de incenso; caso contrário, ele morreria (Lv 16:2, 12, 13). Isaías viu o Senhor, embora não fosse sumo sacerdote, nem estivesse queimando incenso! O templo “se encheu de fumaça” (Is 6:4), lembrando-nos da nuvem na qual a glória de Deus aparecia no Dia da Expiação (Lv 16:2). Aterrorizado e pensando que aquele seria seu fim (Êx 33:20; Jz 6:22, 23), Isaías clamou, reconhecendo seu pecado e o pecado de seu povo (Is 6:5), o que lembra a confissão do sumo sacerdote no Dia da Expiação (Lv 16:21). “Em pé […] na […] divina presença no interior do santuário, ele sentiu que, se dependesse de sua própria imperfeição e ineficiência, seria inteiramente incapaz de executar a missão para a qual havia sido chamado” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 308).

3. Por que o serafim usou uma brasa viva do altar para purificar os lábios de Isaías? (Is 6:6, 7). Assinale a alternativa correta:

Isaías 6:6, 7 (ARA)2: “6 Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; 7 com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.”

A.(  ) Porque o fogo simboliza o poder de Deus que queima o pecado.
B.(  ) Para torturá-lo e castigá-lo.

Resposta sugestiva: Alternativa A.

O serafim explicou que, quando a brasa tocou os lábios do profeta, a ­culpa e o pecado dele foram removidos (Is 6:7). O pecado não estava limitado ao discurso impróprio, porque os lábios significam não apenas a fala, mas a pessoa que a pronuncia. Purificado, Isaías podia oferecer um puro louvor a Deus.

O fogo é um agente de purificação, pois queima a impureza (Nm 31:23). Mas o serafim usou uma brasa do fogo sagrado e especial do altar, que Deus havia acendido e que era mantido em permanente combustão ali (Lv 6:12). Portanto, o serafim tornou Isaías puro e santo. Além disso, na adoração no santuário ou templo, a principal razão para se tirar uma brasa do altar era acender o incenso. Compare essa ocasião com Levítico 16:12, 13, em que o sumo sacerdote devia tomar um incensário cheio de brasas do altar e usá-lo para acender incenso. Porém, em Isaías 6, o serafim utilizou a brasa no próprio profeta, em vez de no incenso. Enquanto Uzias desejava oferecer incenso, Isaías se tornou um incenso! Assim como o fogo santo queimava o incenso para encher a casa de Deus com a fragrância sagrada, esse fogo inflamou o profeta para espalhar uma mensagem santa. Não é por acaso que nos próximos versos, de Isaías 6:8 em diante, Deus tenha enviado Isaías ao Seu povo.

Qual foi a resposta de Isaías à visão (Is 6:5 [“Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!”])? O povo pecador foi criado por um Deus santo (Is 6:3 [“E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.”]). Por que o Cristo crucificado foi a única resposta para esse problema?

Terça-feira, 05 de janeiro de 2021. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

O argumento do perdão (Is 1:18)

Lições da Bíblia1

6. O que o Senhor disse em Isaías 1:18? Assinale a alternativa correta:

Isaías 1:18 (ARA)2: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.”

A ( ) Que o povo devia fazer mais holocaustos e sacrifícios.
B ( ) Que os pecados do povo poderiam se tornar brancos como a neve.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

Deus apresentou poderosas evidências de que os judeus, os acusados, eram culpados de quebra de acordo (Is 1:2-15) e apelou para que eles passassem por uma reforma (Is 1:16, 17). Esse apelo sugere que havia esperança. Afinal, por que instigar um criminoso que merece execução a mudar seu comportamento? Como um prisioneiro no corredor da morte poderia repreender ao opressor, defender o direito do órfão e pleitear a causa das viúvas? Mas quando Deus diz: “Venham, pois, e vamos discutir a questão” (Is 1:18), Ele ainda buscava argumentar com Seu povo, ainda buscava fazê-lo se arrepender e se desviar de seus maus caminhos, não importando quanto eles haviam se tornado degenerados.

O Senhor lhes disse que seus pecados, embora fossem vermelhos como o carmesim, se tornariam brancos. Por que os pecados são vermelhos? Porque vermelho é a cor do “sangue” (culpa de sangue) que enchia as mãos do povo (Is 1:15). Branco, por outro lado, representa a cor da pureza, a ausência da culpa de sangue. Nesse texto, Deus Se oferece para transformar Seu povo. Esse é o tipo de linguagem que o rei Davi utilizou quando clamou a Deus pelo perdão de seu pecado de tomar Bate-Seba e de destruir o marido dela (Sl 51:7, 14). Em Isaías 1:18, o argumento de Deus é uma oferta de perdão ao Seu povo!

7. Como a oferta divina de perdão servia de argumento para que os judeus mudassem seu comportamento? Compare Isaías 1:18 com Isaías 44:22.

Isaías 44:22 (ARA)2: “Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi.”

Agora vemos o propósito das incisivas palavras de advertência de Deus. Elas não foram ditas para rejeitar o povo, mas para trazê-lo de volta a Ele. Sua oferta de perdão é o argumento que sustenta Seu apelo para que o povo se purifique (Is 1:16, 17). Seu perdão possibilita a transformação por Seu poder. Aqui vemos as sementes da “nova aliança” (Jr 31:31-34 [“31 Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. 32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. 33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 34 Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.”]), fundamentada no perdão. Começamos “no vermelho”, com uma dívida que nunca poderíamos pagar. Com humilde reconhecimento da nossa necessidade de perdão, estamos prontos para aceitar o que Deus tem para dar.

Terça-feira, 29 de dezembro de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Isaías: Consolo para o povo de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 503, jan. fev. mar. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Nosso Deus perdoador

Lições da Bíblia

“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28:13).1

“Após o fim da Festa dos Tabernáculos (Sukkot), os líderes reuniram o povo novamente. Eles tinham acabado de celebrar; agora era hora de voltar à obra inacabada de arrependimento e confissão de seus pecados diante de Deus.”1

“Anteriormente, os líderes haviam mandado que o povo parasse de se lamentar e de ficar triste por causa de seus erros, mas isso não significava que a lamentação e a confissão não fossem importantes. Agora que haviam celebrado as festas era hora de passar a uma apropriada confissão.”1

“A ordem dos eventos aqui apresentados não significa necessariamente que a alegria e a confissão tenham sempre essa sequência; nem significa que apenas a ordem inversa deva ser seguida. Embora a confissão possa vir primeiro, seguida pela celebração, esta talvez deva vir em primeiro lugar em nossa vida. Afinal, Romanos 2:4 declara que é a bondade de Deus que nos leva ao arrependimento. Sua bondade, então, deve suscitar louvor e celebração, enquanto também nos lembra de que precisamos que Deus nos perdoe, purifique e recrie.”1

Sábado, 09 de novembro de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Esdras e Neemias. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 498, out. nov. dez. 2019. Adulto, Professor. 

Perdão e paz

Lições da Bíblia

“7. ‘Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas’ (Mt 7:12). Pense na necessidade de aplicar esse princípio e, nas linhas abaixo, escreva em quais situações da sua vida essa aplicação é necessária.”

“O escritor de Hebreus aconselhou: ‘Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor’ (Hb 12:14). Mesmo quando tomamos todas as medidas necessárias, algumas pessoas que nos feriram não ouvirão nem mudarão. Talvez algumas apresentem um pedido de desculpas, mas outras não. De qualquer maneira, a jornada do perdão mencionada anteriormente, especialmente quando se trata de um membro da família, é para o nosso bem.”1

“Na verdade, o perdão é essencial na resolução de conflitos, especialmente na família. Quando alguém peca contra nós, o inimigo de Deus gosta de erguer um muro entre nós e essa pessoa, um obstáculo que nos impede de amá-la como Cristo nos amou. O perdão é uma escolha que fazemos para contornar esse obstáculo.”1

“Não somos perdoados porque perdoamos, porém, como perdoamos. A base de todo perdão acha-se no imerecido amor de Deus; mas, por nossa atitude para com os outros denotamos se nos apropriamos desse amor. Por isso Cristo diz: ‘Com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós’” (Mt 7:2; Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 251).1

“Ao mesmo tempo, quando somos os culpados, precisamos tentar restaurar o relacionamento rompido, o que envolve ir até a outra pessoa, dizer a ela que nos arrependemos do que fizemos e pedir o seu perdão. Isso é o que Jesus disse: ‘Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta’ (Mt 5:23, 24). É bom quando alguém que nos machucou nos pede perdão. Da mesma forma, é bom dispensar aos outros o mesmo tratamento.”1

“Pensar nas coisas a respeito das quais precisamos pedir perdão nos ajuda a perdoar os outros?”1

Quinta-feira, 06 de junho de 2019. Saiba mais, faça um Curso Bíblico. 

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Estações da vida. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 496, abr. maio. jun. 2019. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Perdão

Lições da Bíblia

“O que é o perdão? Ele justifica o comportamento de alguém que nos prejudicou terrivelmente? Meu perdão depende do arrependimento do transgressor? E se a pessoa com quem estou magoado não merece meu perdão?”1

“4. Leia Romanos 5:8-11, Lucas 23:31-34, 2 Coríntios 5:20, 21 e Efésios 4:26. Qual é a natureza do perdão bíblico? Assinale ‘V’ para verdadeiro ou ‘F’ para falso:”1

Romanos (5:8-11 ARA)2: “8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; 11 e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.”

Lucas (23:31-34 ARA)2: “31 Porque, se em lenho verde fazem isto, que será no lenho seco? 32 E também eram levados outros dois, que eram malfeitores, para serem executados com ele. 33 Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. 34 Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.”

2 Coríntios (5:20, 21 ARA)2: “20 De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. 21 Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.”

Efésios (4:26 ARA)2: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira,”

A (  ) Ele só serve para quem está arrependido.
B (  ) Ele serve para quem não merece.

Resposta sugestiva: Alternativa B.

“Cristo tomou a iniciativa de nos reconciliar com Ele. ‘A bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento’ (Rm 2:4). Em Cristo fomos reconciliados com Deus enquanto ainda éramos pecadores. Nosso arrependimento e confissão não criam reconciliação. A morte de Cristo na cruz a criou. Nossa parte é aceitar o que foi feito por nós. Certamente não podemos receber as bênçãos do perdão até confessarmos os nossos pecados. Mas isso não significa que nossa confissão faça surgir o perdão no coração de Deus. O perdão está em Seu coração o tempo todo. Em vez disso, a confissão nos habilita a recebê-lo (1Jo 1:9). A confissão é de vital importância, não porque muda a atitude de Deus em relação a nós, mas porque muda nossa atitude em relação a Ele. Somos transformados quando nos submetemos ao poder do Espírito Santo, que nos convence, leva ao arrependimento e à confissão do nosso pecado.”1

“O perdão também é fundamental para nosso bem-estar espiritual. Deixar de perdoar alguém que nos prejudicou, mesmo que essa pessoa não mereça nosso perdão, dói mais em nós do que na pessoa. Se um indivíduo lhe fez mal e a dor corrói seu coração por sua falta de perdão, você está permitindo que ela o machuque ainda mais. Quantas vezes esses sentimentos e mágoas são a causa de divisões e tensões na igreja! A mágoa não resolvida entre os membros da igreja prejudica a unidade do corpo de Cristo.”1

“Perdoar é livrar o outro da nossa condenação porque Cristo nos livrou de Sua condenação. O perdão não justifica o comportamento da pessoa para conosco. Podemos nos reconciliar com alguém que nos prejudicou, pois Cristo nos reconciliou com Ele quando pecamos. Podemos perdoar porque somos perdoados. Podemos amar porque somos amados. O perdão é uma escolha. Escolhemos perdoar apesar das ações ou atitudes da outra pessoa. Esse é o verdadeiro espírito de Jesus.”1

“Como o perdão que temos em Cristo nos ajuda a perdoar os outros? Por que esse perdão é um aspecto tão essencial da nossa experiência cristã?”1

Quarta-feira, 05 de dezembro de 2018. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Unidade em Cristo. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 494, out. nov. dez. 2018. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.