A promessa do Messias: parte 2

Lições da Bíblia1

“Para desfrutar da verdadeira felicidade precisamos viajar para um país muito distante e até para fora de nós mesmos”(Thomas Browne).

5. Você concorda com a citação acima, escrita no século 17? 1Ts 4:16-18; Ap 3:12

1Ts 4:16-18 (ARA)2: “16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 18 Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”

Ap 3:12 (ARA)2: “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome.”

Agostinho escreveu sobre a condição humana: “Essa nossa vida – se é que uma vida repleta de males tão grandes pode ser apropriadamente chamada de vida – é um testemunho do fato de que, desde o início, a humanidade mortal tem sido uma raça condenada. Pense, primeiramente, no terrível abismo da ignorância da qual procede todo erro e que assim envolve os filhos de Adão em uma poça sombria da qual ninguém pode escapar sem labutas, lágrimas e medos. Então, tome o nosso amor por todas as coisas que se mostram tão vãs e venenosas e que geram tantas mágoas, tantos problemas, dores e medos; tantas alegrias insanas na discórdia, tantos conflitos e guerras; tanta fraude, tanto furto e roubo; tanta perfídia e tanto orgulho, tanta inveja e ambição, tanto homicídio e assassinato, tanta crueldade e selvageria, ilegalidade e luxúria; todas as paixões desavergonhadas dos impuros – fornicação e adultério, incesto e pecados não naturais, estupro e inúmeras outras impurezas desagradáveis demais para serem mencionadas; os pecados contra a religião – sacrilégio e heresia, blasfêmia e perjúrio; as iniquidades contra nossos vizinhos – calúnias e trapaças, mentiras e testemunho falso, violência contra pessoas e propriedades; as injustiças dos tribunais e as inúmeras outras misérias e doenças que enchem o mundo, mas escapam à atenção” (Agostinho de Hipona, City of God [Cidade de Deus], Tradução de Gerald G. Walsh, S. J. Nova York: Doubleday e Co., 1958, v. 22, cap. 22, p. 519).

A citação de Agostinho poderia se aplicar à maioria das cidades modernas; no entanto, ele escreveu essas palavras há mais de mil e quinhentos anos. Pouco sobre a humanidade mudou. Por isso, as pessoas querem fugir.

Felizmente, por mais difícil que seja nossa situação, o futuro será brilhante, mas apenas em razão do que Deus fez por nós mediante a vida, a morte, a ressurreição e o ministério sacerdotal de Jesus Cristo – o cumprimento supremo da promessa da aliança feita a Abraão de que, por meio de sua descendência, todas as famílias da Terra seriam abençoadas.

Pense na citação de Agostinho. Descreva, em suas palavras, a triste situação do mundo. Procure textos bíblicos que falem sobre o que Deus prometeu em Cristo (Is 25:8 [“Tragará a morte para semprea, e, assim, enxugará o Senhor Deus as lágrimasb de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o Senhor falou.”]; 1Co 2:9 [“mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.”]; Ap 22:2-5 [“2 No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos. 3 Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, 4 contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele. 5 Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.”]). Apegue-se a essas promessas. Então você entenderá a essência da aliança.

Terça-feira, 27 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A promessa do Messias: parte 1

Lições da Bíblia1

“Em você e na sua descendência serão benditas todas as famílias da Terra”(Gn 28:14).

“E, se vocês são de Cristo, são também descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:29).

Mais de uma vez o Senhor disse a Abraão que, em sua descendência, todas as nações da Terra seriam abençoadas (Gn 12:3; 18:18; 22:18). Essa maravilhosa promessa da aliança é repetida, pois, de todas as promessas, essa é a mais importante, a mais duradoura, a que faz todas as outras valerem a pena. Em certo sentido, essa era uma promessa da ascensão da nação judaica, por meio da qual o Senhor desejava ensinar “todas as famílias da Terra” sobre o verdadeiro Deus e Seu plano de salvação. Contudo, a promessa alcançou cumprimento completo somente no Descendente de Abraão, Cristo, que, na cruz, pagou pelos pecados de “todas as famílias da Terra”.

3. Pense na promessa da aliança feita após o dilúvio (na qual o Senhor prometeu não destruir o mundo com água novamente). De que adiantaria isso sem a promessa de redenção em Jesus? Qual é o proveito de qualquer promessa sem a vida eterna?

Sem a perspectiva do sacrifício de Cristo e da redenção eterna promovida por Ele, tudo seria em vão.

4. Como você entende a noção de que, em Abraão, por meio de Jesus, “todas as famílias da Terra” seriam abençoadas? O que isso significa?

Por meio de Jesus, que era Descendente de Abraão, todas as famílias da Terra receberam a salvação eterna.

Evidentemente, a promessa da aliança do Salvador do mundo é a maior de todas as promessas de Deus. O próprio Redentor Se tornou o meio pelo qual as obrigações da aliança foram cumpridas e todas as suas outras promessas, concretizadas. Todos, judeus ou gentios, que entram em união com Ele são considerados a verdadeira família de Abraão e herdeiros da promessa (Gl 3:8, 9, 27-29 [“8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. 9 De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. 10 Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. […] 27 porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. 28 Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. 29 E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.”], isto é – a promessa da vida eterna em um ambiente sem pecado, onde o mal, a dor e o sofrimento nunca mais surgirão. Você consegue pensar em uma promessa melhor do que essa?

Por que a promessa de vida eterna em um mundo sem pecado e sofrimento nos atrai tanto? Será que ansiamos o cumprimento dessa promessa porque foi para isso que fomos criados originalmente e porque, ao desejá-la, almejamos algo fundamental para nossa natureza?

Segunda-feira, 26 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A obra do Messias

Lições da Bíblia

“A oração intercessória de Daniel aborda dois assuntos principais: os pecados do povo e a desolação de Jerusalém. Portanto, a resposta de Deus trata das petições a respeito dessas duas questões. Mediante a obra do Messias, o povo seria redimido, e o santuário seria ungido. Contudo, as duas petições específicas foram respondidas de maneiras que transcendem o horizonte histórico imediato de Daniel: a obra do Messias beneficiaria toda a humanidade.”1

“5. Leia Daniel 9:21-27. Que obra deveria ser feita dentro do período de 70 semanas? Por que somente Jesus podia realizá-la?”1

Daniel 9:21-27 (ARA): “21 Falava eu, digo, falava ainda na oração, quando o homem Gabriel, que eu tinha observado na minha visão ao princípio, veio rapidamente, voando, e me tocou à hora do sacrifício da tarde. 22 Ele queria instruir-me, falou comigo e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido. 23 No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão. 24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador”

“1. ‘Fazer cessar a transgressão’. A palavra hebraica para ‘transgressão’ (pesha’) sugere a violação proposital da parte de um inferior contra um superior (por exemplo, Pv 28:24). Essa palavra também ocorre na Bíblia a respeito da declarada oposição dos seres humanos a Deus (Ez 2:3). Contudo, mediante o sangue de Jesus, a rebelião contra Deus é aniquilada, e o homem recebe os méritos que fluem do Calvário.”1

“2. ‘Dar fim aos pecados’. O verbo ūlahātêm tem o significado de ‘selar’ e, nesse texto, significa que o pecado é perdoado. Desde a queda, a humanidade tem sido incapaz de viver de acordo com os padrões de Deus, mas o Messias cuidaria de nossos fracassos.”1

“3. ‘Expiar a iniquidade’. Como Paulo declarou: ‘Aprouve a Deus que, Nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da Sua cruz, por meio Dele, reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a Terra, quer nos Céus’ (Cl 1:19,20). De igual maneira, nesse texto somente Jesus pode proporcionar essa realidade.”

“4. ‘Trazer a justiça eterna’. Cristo tomou o nosso lugar na cruz e, por meio disso, concedeu-nos a bendita condição de ‘ser justos’ diante de Deus. Somente pela fé podemos receber essa justiça que vem do Senhor.”1

“5. ‘Selar a visão e a profecia’. Quando Cristo Se ofereceu em sacrifício, as profecias do Antigo Testamento que apontavam para Sua obra expiatória foram seladas, no sentido de terem sido cumpridas.”1

“6. ‘Ungir o Santo dos Santos’. O Santo dos Santos mencionado aqui não é uma pessoa, mas um lugar. Portanto, a declaração se refere à inauguração do ministério de intercessão de Cristo no santuário celestial (Hb 8:1).”

Aproxime-se de Cristo com arrependimento e confissão.

Quarta-feira, 04 de março de 2020. Saiba mais, faça um Curso Bíblico

_______________
1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Daniel. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 499, jan. fev. mar. 2020. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus, o Messias divino

Lições da Bíblia

Pedro sabia que Jesus não era apenas o Messias, mas também o próprio Senhor. Ou seja, ao escrever suas epístolas, ele tinha conhecimento de que o Messias era o próprio Deus. Embora a palavra “Senhor” [Lord, em inglês] possa ter um significado secular, o termo também pode ser uma clara referência à divindade. Em 1 Pedro 1:3 e 2 Pedro 1:8, 14, 16, o apóstolo se referiu a Jesus como o Messias, o Cristo, o Senhor, o próprio Deus.

Assim como outros escritores do Novo Testamento, Pedro descreveu a relação entre Deus e Jesus empregando as palavras Pai e Filho. Por exemplo: “Bendito o Deus e Pai de nosso SENHOR Jesus Cristo” (1Pe 1:3; compare com 2Pe 1:17). Jesus é retratado como o Filho amado (2Pe 1:17), e parte de Sua autoridade como Senhor e de Seu status celestial vem desse relacionamento especial que Ele tem com Deus, o Pai.

6 Leia 2 Pedro 1:1João 1:1João 20:28. O que esses textos revelam sobre a divindade de Jesus? Assinale a alternativa correta:

Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo,” (2 Pedro 1:1 ARA).  “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (João 1:1 ARA). “Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!” (João 20:28 ARA).

A. ( ) Ele é Filho de Deus, mas não é Deus.
B. (   ) Ele é uma criatura assim como os anjos.
C. (   ) Ele é o próprio Deus encarnado, o Senhor.

Resposta sugestiva: C.

“Em 2 Pedro 1:1, o apóstolo diz: ‘Nosso Deus e Salvador Jesus Cristo’. No original grego, o mesmo artigo definido (‘o’) é usado para Deus e para Salvador. Gramaticalmente, isso significa que tanto ‘Deus’ quanto ‘Salvador’ se referem a Jesus. Portanto, essa passagem é uma das indicações muito claras da plena divindade de Cristo no Novo Testamento.”1

“À medida que os primeiros cristãos se esforçavam para compreender quem era Jesus, eles colocaram gradualmente as evidências da Sua divindade no Novo Testamento. Nos escritos de Pedro, assim como nos textos de outros autores, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são distintos (por exemplo, Pai/Filho: 1Pe 1:3; 2Pe 1:17; Espírito Santo: 1Pe 1:12; 2Pe 1:21). Contudo, ao mesmo tempo, Cristo é retratado como plenamente divino, assim como o Espírito Santo. Com o passar dos anos, e depois de muita discussão, a igreja desenvolveu a doutrina da Trindade a fim de explicar o mistério da divindade da melhor maneira possível. A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem a doutrina da Trindade como uma de suas 28 crenças fundamentais. Portanto, vemos em Pedro uma representação clara de Jesus não apenas como o Messias, mas como o próprio Deus.”1

“Mesmo sendo o Filho de Deus, Jesus veio para viver e morrer como ser humano, para nos salvar. O que isso revela sobre o Deus a quem servimos? Ele merece o nosso amor e confiança?”1

Quinta-feira, 18 de maio de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
_______________
MCLVER, Robert K. Apascenta as Minhas ovelhas: 1 e 2 Pedro. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 488, Abr. Mai. Jun. 2017. Adulto, Professor.
 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Jesus como o Messias

Lições da Bíblia

“Como vimos anteriormente, um dos momentos decisivos do ministério de Jesus na Terra foi quando, em resposta à pergunta sobre quem Ele era, Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’ (Mt 16:16). A palavra ‘Cristo’ (christos, em grego; em hebraico, mashiyach) significa ‘ungido’, o ‘Messias’. O termo vem da raiz ‘ungir’, tendo sido utilizado em diversos contextos do Antigo Testamento. Foi usado até mesmo para designar um rei pagão, Ciro (veja Is 45:1). Portanto, quando Pedro chamou Jesus de ‘o Cristo’, estava expressando um ideal derivado do Antigo Testamento.”1

“5. Leia os seguintes textos do Antigo Testamento que empregam a palavra ‘Messias’ ou ‘ungido’. O que o contexto revela sobre seu significado? Ao chamar Jesus de ‘Messias’, como Pedro entendeu seu sentido?”1

Sl 2:2 – “Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:2

Sl 18:50 – “É ele quem dá grandes vitórias ao seu rei e usa de benignidade para com o seu ungido, com Davi e sua posteridade, para sempre.2

Dn 9:25 – “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos.2

1Sm 24:6 – “e disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR.2

Is 45:1 – “Assim diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações ante a sua face, e para descingir os lombos dos reis, e para abrir diante dele as portas, que não se fecharão.2

“Embora Pedro tenha sido inspirado pelo Senhor quando declarou que Jesus era o Messias (Mt 16:16, 17), com certeza ele não havia entendido plenamente o que isso significava. Ele não compreendia exatamente quem era o Messias, qual era Sua obra e, talvez o mais importante, como Ele a realizaria.”1

“Pedro não estava sozinho em sua falta de compreensão a respeito desse assunto. Havia muitas concepções diferentes acerca do Messias em Israel. Por mais que o uso das palavras ‘Messias’ ou ‘ungido’ nos textos acima prenunciasse o que Ele finalmente seria e faria, isso não apresentava um panorama completo.”1

“João 7:40 revela um pouco do que os judeus esperavam do Messias. Ele seria descendente de Davi, da cidade de Belém (Is 11:1-16; Mq 5:2). Essa parte eles entenderam corretamente. Contudo, no imaginário popular, o Messias da linhagem de Davi faria o que Davi fez, isto é, derrotaria os inimigos dos judeus. Ninguém esperava um Messias crucificado pelos romanos.”1

“Evidentemente, quando escreveu suas epístolas, Pedro tinha uma compreensão mais clara acerca de Jesus como o Messias e sobre tudo o que Ele faria pela humanidade, visto que ele O chamou de ‘Jesus Cristo’ 15 vezes em suas duas cartas.”1

Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o site reavivados.org/

Quarta-feira, 17 de maio de 2017. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
_______________
MCLVER, Robert K. Apascenta as Minhas ovelhas: 1 e 2 Pedro. Lições da escola sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 488, Abr. Mai. Jun. 2017. Adulto, Professor.
 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Uma vinda profetizada

Lições da Bíblia

“Após a permanência no cativeiro em Babilônia por 70 anos, os judeus voltaram para Jerusalém. Estavam entusiasmados com a reconstrução do seu templo, mas quando o alicerce foi posto, os que se lembravam do magnífico templo de Salomão perceberam que esse segundo templo não seria tão belo quanto aquele. Assim, ‘choraram em alta voz’ (Ed 3:12).”1

“‘Porém, um encorajamento inesperado surgiu da parte de dois homens que estavam entre eles: um profeta idoso chamado Ageu e um profeta jovem chamado Zacarias. Ageu lembrou ao povo que a verdadeira glória do templo de Salomão não vinha do que Salomão ou qualquer outra pessoa houvesse trazido para ele. Não era o templo de Salomão. Era o templo de Deus. Ageu disse: ‘Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, e farei tremer os céus, e a terra, e o mar, e a terra seca; e farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos. Minha é a prata, e Meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos’ (Ag 2:6-9, ARC).”1

“A esperança foi ainda maior quando o jovem profeta Zacarias falou: ‘Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta’ (Zc 9:9).”1

“1. Como essas profecias se aplicam ao relato de Mateus 21:1-11, sobre a entrada de Jesus em Jerusalém?”1

“1 Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, enviou Jesus dois discípulos, dizendo-lhes: 2 Ide à aldeia que aí está diante de vós e logo achareis presa uma jumenta e, com ela, um jumentinho. Desprendei-a e trazei-mos. 3 E, se alguém vos disser alguma coisa, respondei-lhe que o Senhor precisa deles. E logo os enviará. 4 Ora, isto aconteceu para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta: 5 Dizei à filha de Sião: Eis aí te vem o teu Rei, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de animal de carga. 6 Indo os discípulos e tendo feito como Jesus lhes ordenara, 7 trouxeram a jumenta e o jumentinho. Então, puseram em cima deles as suas vestes, e sobre elas Jesus montou. 8 E a maior parte da multidão estendeu as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores, espalhando-os pela estrada. 9 E as multidões, tanto as que o precediam como as que o seguiam, clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas! 10 E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, e perguntavam: Quem é este? 11 E as multidões clamavam: Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia!” (Mateus 21:1-11 ARA)2.

A profecia de Zacarias se cumpriu em Mateus 21, com a entrada do Rei Jesus em Jerusalém, montado em um jumento.1

“‘Cristo estava seguindo o costume judaico nas entradas reais. O animal que montava era o mesmo cavalgado pelos reis de Israel, e a profecia havia predito que assim viria o Messias a Seu reino. Logo que Ele Se sentou no jumentinho, um grande grito de triunfo ecoou nos ares. A multidão O aclamou como o Messias, seu Rei. Jesus aceitou então a homenagem que nunca antes havia permitido, e os discípulos consideraram isso uma prova de que suas alegres esperanças de vê-lo estabelecido no trono logo se realizariam. O povo ficou convencido de que a hora de sua emancipação se aproximava. Em pensamento, viram os exércitos romanos expulsos de Jerusalém, e Israel mais uma vez como nação independente’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 570).”1

“Vez após vez vemos como a Escritura se cumpriu. Contudo, na época, as pessoas não a compreenderam. Que lições poderíamos tirar de situações em que noções preconcebidas podem distorcer a verdade?”1

Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o sitehttp://reavivadosporsuapalavra.org/

Domingo, 29 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
__________________
1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Ele foi traspassado

Lições da Bíblia.

“Os capítulos 12 a 14 de Zacarias revelam várias coisas que poderiam ter acontecido se Israel tivesse sido fiel a Deus.” Primeiramente, o Senhor teria possibilitado a vitória total sobre os poderes do mal e as nações hostis que haviam tentado se opor ao Seu plano de salvação (Zc 12:1-9). Embora Jerusalém devesse ser o instrumento de Deus para esse triunfo, a vitória teria vindo pela intervenção do Senhor. No fim, o inimigo teria sido totalmente derrotado e destruído.”

“Zacarias 12:10 marca a transição do movimento da libertação física, do que teria acontecido se Israel tivesse sido fiel, para a libertação espiritual do povo fiel de Deus. Após a vitória, o povo de Deus aceitaria seu Senhor. O divino Espírito de graça e de súplicas seria derramado sobre os líderes e o povo. Essa obra de convencer, realizada pelo Espírito, resultaria em amplo arrependimento e reavivamento espiritual, algo que nossa igreja está buscando.”

“Quando Deus derrama Seu Espírito, as pessoas olham para Aquele a quem traspassaram e choram por Ele como alguém chora a morte de um filho único. A palavra hebraica para ‘traspassaram’ (daqar) frequentemente descreve algum tipo de violência física, geralmente resultando em morte (Nm 25:8; 1Sm 31:4).”

“A intensidade do sofrimento das pessoas é reforçada pela constatação de que seus próprios pecados causaram a morte de Jesus Cristo.”

“3. Leia Zacarias 12:10 “E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito.” (Zacarias 12:10 RA). Como o apóstolo João ligou essa passagem com a crucificação de Cristo e Sua segunda vinda?” “E outra vez diz a Escritura: Eles verão aquele a quem traspassaram.” (João 19:37 RA); “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém!” (Apocalipse 1:7 RA). “Mostrou que a profecia se cumpriu quando Jesus foi traspassado por um soldado e se cumprirá novamente na Sua segunda vinda, quando os inimigos contemplarão Sua glória.”

“É interessante que uma interpretação tradicional judaica afirma que esse verso aponta para a experiência do Messias. Evidentemente, os judeus estão certos: o verso está falando de Jesus e Sua morte na cruz (Is 53).”

“As cenas do Calvário requerem a mais profunda emoção. A esse respeito vocês estarão desculpados se manifestarem entusiasmo. Nossos pensamentos e imaginação jamais poderão compreender plenamente que Cristo, tão excelente, tão inocente, devesse sofrer tão dolorosa morte, suportando o peso dos pecados do mundo” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 213).

“Como você pode crescer na apreciação do significado da morte de Cristo e do que ela lhe oferece?”

Terça-feira, 18 de junho de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Rei da paz

Lições da Bíblia.

“Alegre-se muito, povo de Sião! Moradores de Jerusalém, cantem de alegria, pois o seu rei está chegando. Ele vem triunfante e vitorioso; mas é humilde, e está montado num jumento, num jumentinho, filho de jumenta.” (Zacarias 9:9 NTLH)

“2. Como o Novo Testamento a profecia de Zacarias 9:9 a Jesus?” “E as multidões, tanto as que o precediam como as que o seguiam, clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” (Mateus 21:9 RA); “Tanto os que iam adiante dele como os que vinham depois clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem, o reino de Davi, nosso pai! Hosana, nas maiores alturas!” (Marcos 11:9-10 RA); “dizendo: Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas!” (Lucas 19:38 RA); “tomou ramos de palmeiras e saiu ao seu encontro, clamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor e que é Rei de Israel! E Jesus, tendo conseguido um jumentinho, montou-o, segundo está escrito: Não temas, filha de Sião, eis que o teu Rei aí vem, montado em um filho de jumenta.” (João 12:13-15 RA). “Os evangelhos confirmaram que Ele cumpriu a profecia de Zacarias, porque entrou em Jerusalém como Rei e Salvador, descendente de Davi, sentando em um jumentinho.”

“A entrada triunfal de Jesus foi a ocasião em que o futuro Rei entrou em Jerusalém montado em um jumento. Na Bíblia, regozijar-se e aclamar com júbilo são ações especialmente associadas à celebração de Deus como Rei (Sl 47; 96; 98). Esse amável governante trará justiça, salvação e paz duradoura e Seu domínio se estenderá até os confins da Terra.”

“Quando Jesus entrou em Jerusalém de modo triunfal, montado em um jumento, apenas alguns dias antes de Sua morte, muitas pessoas aclamaram Sua chegada. Alguns se alegraram, na esperança de que Cristo derrotasse o poder de Roma e estabelecesse o reino de Deus em Jerusalém. Mas, em vez de aceitar ser rei de Israel, Jesus morreu na cruz e depois ressuscitou. Não há dúvida de que Ele decepcionou muitos de Seus seguidores, aqueles que procuravam um líder militar. Mal sabiam eles, porém, que o que eles queriam não era nada em comparação com o que eles alcançariam por meio da morte de Jesus.”

“Cristo estava seguindo o costume judaico nas entradas reais. O animal que montava era o mesmo cavalgado pelos reis de Israel e a profecia havia predito que assim viria o Messias a Seu reino. Logo que Ele Se sentou no jumentinho, um grande grito de triunfo ressoou nos ares. A multidão O aclamou como Messias, seu Rei. Jesus aceitou então a homenagem que nunca antes havia permitido e os discípulos consideraram isso uma prova de que suas alegres esperanças se realizariam, e eles O veriam estabelecido no trono. O povo ficou convencido de que a hora de sua emancipação se aproximava” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 570).

“Muito tem sido escrito acerca do grande entusiasmo da multidão em relação a Jesus quando tudo estava bem. No entanto, quando as coisas não iam bem, muitos daquela mesma multidão se afastaram dEle (e alguns ficaram abertamente contra Ele). O que podemos aprender com esse incidente sobre o perigo das falsas expectativas? Por exemplo, você reivindica uma promessa de cura, ou de vitória sobre o pecado, e as coisas não acontecem como você espera. Como podemos desenvolver uma fé inabalável, mesmo quando as coisas não saem de acordo com nossas esperanças, planos e orações?”

Segunda-feira, 17 de junho de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES publicado simultaneamente no Blogspot e WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF