Nova compreensão do Messias

Lições da Bíblia1:

2. Leia João 1:32-36. O que João Batista disse sobre Jesus que o povo não esperava do tão aguardado Messias?

João 1:32-36 (NAA)2: “32 E João testemunhou, dizendo: — Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre ele. 33 Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem você vir descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo.’ 34 Pois eu mesmo vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus. Os primeiros discípulos de Jesus 35 No dia seguinte, João estava outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: — Eis o Cordeiro de Deus!

Os judeus esperavam um Messias que os libertaria de Roma. Tendo vivido durante muito tempo sob opressão, acreditavam que o Messias não apenas derrubaria o Império Romano, mas também os estabeleceria como uma nação poderosa. No entanto, as palavras de João, chamando Jesus de “Cordeiro de Deus” (Jo 1:29), embora apontassem para o Seu sacrifício expiatório, provavelmente foram mal interpretadas pela maioria das pessoas. Muitas delas não sabiam do que João Batista estava falando.

Assim, João, com o seu evangelho, pretendia mudar a compreensão dos judeus sobre o Messias, para que reconhecessem em Jesus o cumprimento das profecias a respeito do Rei vindouro e das Suas obras. Cristo não veio como líder político e militar, mas com o propósito de Se oferecer como sacrifício pelos pecados do mundo. Somente depois disso, quando tudo estiver consumado, virá o reino final (Dn 7:18).

“Quando, no batismo de Jesus, João O apontou como o Cordeiro de Deus, nova luz foi projetada sobre a obra do Messias. A mente do profeta foi dirigida às palavras de Isaías: ‘Como cordeiro foi levado ao matadouro’” (Is 53:7; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 99).

João Batista disse: “Eu mesmo não O conhecia” (Jo 1:31). Então, de que maneira ele reconheceu Jesus como o Messias? A resposta é que o Senhor, que enviou João, já havia lhe dito: “‘Aquele sobre quem você vir descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo.’ Pois eu mesmo vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus” (Jo 1:33, 34). Deus revelou a João que Jesus era o Messias.

“Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus” (1Co 1:24). O conhecimento de que Jesus é o Cristo vem de Deus, por meio do poder convincente do Seu Espírito. Esse tema aparece com frequência em João. A salvação não vem da filosofia humana, da ciência ou da instrução avançada. Vem somente de Deus para um coração rendido em fé e obediência a Jesus.

Como descobriríamos a verdade sobre Jesus como sacrifício expiatório, a menos que ela nos fosse revelada? É importante conhecer a Bíblia e o que ela ensina sobre Jesus?

Segunda-feira, 04 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A revelação de Jesus

Lições da Bíblia1:

7. Leia João 4:16-24. O que Jesus fez para mostrar àquela mulher que Ele conhecia os seus segredos mais profundos? Qual foi a reação dela?

João 4:16-24 (NAA)2: “16 Jesus disse: — Vá, chame o seu marido e volte aqui. 17 Ao que a mulher respondeu: — Não tenho marido. Então Jesus disse: — Você tem razão ao dizer que não tem marido. 18 Porque já teve cinco, e esse que agora tem não é seu marido. O que você disse é verdade. 19 A mulher então lhe disse: — Agora eu sei que o senhor é um profeta! 20 Nossos pais adoravam neste monte, mas vocês dizem que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 21 Jesus respondeu: — Mulher, acredite no que digo: vem a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai. 22 Vocês adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. 23 Mas vem a hora — e já chegou — em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores. 24 Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.”

A luz era ofuscante demais para ser vista diretamente. Embora a mulher reconheça Jesus como profeta, ela volta a fugir do assunto. Agora levanta uma questão de debate religioso entre judeus e samaritanos: qual era o lugar correto para adorar a Deus?

Em resposta, Jesus salientou que os samaritanos adoravam o que não conheciam. A adoração deles era uma mescla de judaísmo e paganismo. Os judeus adoravam o Deus que Se revela – outra admissão importante para um samaritano.

A adoração do Deus verdadeiro não está vinculada a um lugar. Portanto, a discussão sobre um local de adoração era irrelevante para a conversa. Afinal, Deus é espírito, e aqueles que O adoram devem fazê-lo em espírito e em verdade. A mulher aceitou a nítida verdade transmitida por Jesus e estava pronta para receber mais.

8. Leia João 4:25, 26. Como Jesus revelou Sua identidade?

João 4:25, 26 (NAA)2: “25 A mulher respondeu: — Eu sei que virá o Messias, chamado Cristo. Quando ele vier, nos anunciará todas as coisas. 26 Então Jesus disse: — Eu sou o Messias, eu que estou falando com você.

Em todos os quatro evangelhos, essa foi a única vez antes do Seu julgamento em que Jesus disse claramente a alguém que era o Messias (em outras ocasiões, Cristo deu sinais de Sua identidade divina, como em João 9:35-38). E Ele não fez isso para uma grande multidão ou um líder importante, mas para uma mulher samaritana anônima, que estava sozinha junto ao poço de Jacó. Jesus está interessado em qualquer pessoa solitária que se sinta excluída e sozinha.

Assim, para aquela mulher, que não apenas pertencia a outra cultura, mas que também não tinha o melhor caráter moral, Jesus revelou abertamente quem Ele é. E, tendo revelado à mulher que conhecia seus segredos mais obscuros, Jesus também lhe deu um grande motivo para crer Nele.

Pense nessa história e responda: Por que o evangelho precisa quebrar as barreiras que nós, seres humanos, criamos uns com os outros?

Quarta-feira, 30 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Testemunhas de Jesus como o Messias – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações (CPB, 2021), p. 125- 132 (“Nicodemos”).

Nicodemos “examinou as Escrituras de maneira nova, não para discutir uma teoria, mas a fim de receber a vida eterna. Ao submeter-se à direção do Espírito Santo, começou a ver o reino de Deus.

“Por meio da fé, recebemos a graça de Deus; mas a fé não é nosso Salvador. Ela não obtém nada. Ela é a mão que se apega a Cristo e se apodera de Seus méritos, o remédio contra o pecado. […] O arrependimento vem de Cristo tão certamente como o perdão. […]

“Todo aquele que tem sido enganado e mordido pela serpente, pode olhar e viver. ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!’ (Jo 1:29). A luz que brilha da cruz revela o amor de Deus. Seu amor nos atrai a Ele. Se não resistirmos a essa atração, seremos levados ao pé da cruz em arrependimento pelos pecados que crucificaram o Salvador. Então o Espírito de Deus, por meio da fé, produz uma nova vida. Os pensamentos e desejos são postos em obediência à vontade de Cristo. O coração e a mente são novamente criados à imagem Daquele que age em nós para sujeitar a Si mesmo todas as coisas. Então a lei de Deus é escrita na mente e no coração, e podemos dizer com Cristo: ‘Agrada-Me fazer a Tua vontade, ó Deus Meu’” (Sl 40:8; O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 130, 131).

Perguntas para consideração

1. João Batista preparou o caminho para Jesus. O ministério dele foi bemsucedido, do ponto de vista humano? Como você define “sucesso” em termos espirituais?

2. João Batista expressou dúvidas sinceras (Mt 11:2, 3; Lc 7:19). O que motivou as perguntas dele e o que aprendemos com isso sobre como ser firmes em nossa fé?

3. Como Nicodemos, alguém que tinha conhecimento, podia ser tão ignorante em relação às questões mais importantes? Que lições aprendemos com essa situação?

Sexta-feira, 25 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.

Testemunhas de Jesus como o Messias

Lições da Bíblia1:

“Em verdade, em verdade Ihe digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3:3). 

Sem dúvida, Jesus deu às pessoas evidências bíblicas poderosas que confirmaram as reivindicações que Ele fazia sobre Si mesmo, inclusive esta: “Em verdade, em verdade lhes digo: quem crê em Mim tem a vida eterna” (Jo 6:47).

No entanto, há algo a mais: transformar água em vinho; alimentar milhares de pessoas com apenas alguns pães; curar o filho do oficial; curar o paralítico no tanque de Betesda; dar visão ao cego de nascença; e ressuscitar Lázaro dentre os mortos. O evangelista recorre a inúmeros eventos e pessoas para dar testemunho de quem é Jesus: judeus, gentios, ricos, pobres, homens, mulheres, governantes, pessoas comuns, instruídos e  pessoas sem educação formal.

João aponta até mesmo para o testemunho do próprio Pai e para as Escrituras – todos dão evidências da identidade de Cristo.

O estudo desta semana começa com o poderoso testemunho de João Batista. Outras testemunhas também sobem ao palco: André e Simão Pedro, Filipe e Natanael e uma testemunha bastante inesperada, o fariseu Nicodemos. Mas outra testemunha fica nas sombras (o outro discípulo que estava com André; Jo 1:35, 40): o próprio João, irmão de Tiago.

Sábado, 19 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.

Um tipo diferente de Messias

Lições da Bíblia1:

8. Como Jesus lidou com diferentes problemas messiânicos? Mc 6:34-52

Mc 6:34-52 (NAA)2: “34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Como já era bastante tarde, os discípulos se aproximaram de Jesus e disseram: — Este lugar é deserto, e já é bastante tarde. 36 Mande essas pessoas embora, para que, indo pelos campos ao redor e pelas aldeias, comprem para si o que comer. 37 Jesus, porém, lhes disse: — Deem vocês mesmos de comer a eles. Mas eles disseram: — Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer? 38 E Jesus lhes disse: — Quantos pães vocês têm? Tratem de descobrir! Eles foram se informar e responderam: — Cinco pães e dois peixes. 39 Então Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a relva verde. 40 E eles o fizeram, repartindo-se em grupos de cem e de cinquenta. 41 Jesus, pegando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos para o céu, os abençoou. Depois partiu os pães e os deu aos seus discípulos para que os distribuíssem. E também repartiu os dois peixes entre todos. 42 Todos comeram e se fartaram, 43 e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. 44 Os que comeram os pães eram cinco mil homens. 45 Logo a seguir, Jesus fez com que os seus discípulos entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46 E, tendo-os despedido, ele subiu ao monte para orar. 47 Ao cair da tarde, o barco estava no meio do mar, e Jesus estava sozinho em terra. 48 De madrugada, vendo que os discípulos remavam com dificuldade, porque o vento lhes era contrário, Jesus foi até onde eles estavam, andando sobre o mar; e queria passar adiante deles. 49 Eles, porém, vendo-o andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram. 50 Pois todos viram Jesus e ficaram apavorados. Mas Jesus imediatamente falou com eles e disse: — Coragem! Sou eu. Não tenham medo! 51 Então subiu no barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram totalmente perplexos, 52 porque não haviam compreendido o milagre dos pães, pois o coração deles estava endurecido.”

Depois que os discípulos retornaram de sua missão, foram com Jesus descansar em uma área remota a leste do mar da Galileia. Mas uma multidão havia chegado ao local antes deles. Eles eram como ovelhas sem pastor. Então Jesus os ensinou durante o dia.

À tarde, os discípulos recomendaram que a multidão fosse mandada embora para procurar comida, mas Jesus lhes disse para alimentar a multidão. O diálogo que se segue (Mc 6:35-38) ilustra que os discípulos estavam pensando em termos humanos sobre como resolver o problema. No entanto, Jesus resolveu o problema alimentando a multidão de modo miraculoso com apenas cinco pães e dois peixes.

As características dessa história se encaixam no conceito popular sobre o Messias na época de Jesus. A expectativa era que o Messias libertasse Israel de seus inimigos, trazendo justiça e paz. Um grande número de homens em um ambiente desértico facilmente teria conotações militares de revolta (Jo 6:14, 15; At 21:38).

Essa noção é fortalecida pela referência ao fato de que Jesus viu o povo “como ovelhas que não têm pastor” (Mc 6:34), uma citação de Números 27:17, em que Moisés pediu a Deus que nomeasse um líder para Israel depois dele. Essa linguagem sobre um pastor para o povo de Deus aparece em outras partes do AT, geralmente com referência à falta de um líder ou rei em Israel (1Rs 22:17; 2Cr 18:16; Ez 34:5, 6).

Jesus não atendeu às falsas expectativas, mas mandou embora Seus discípulos e dispensou a multidão. Em vez de liderar uma rebelião contra Roma, o que Ele fez? Foi para uma montanha a fim de orar – algo diferente do que as pessoas esperavam.

Em lugar do entendimento popular do Messias como um rei que libertaria Israel, Jesus veio para libertar as pessoas da escravidão do pecado. Ao andar sobre as águas Ele mostrou aos discípulos que é, de fato, o Senhor da natureza, mas não veio para governar. Ao contrário, veio para dar a vida em resgate por muitos (Mc 10:45).

O que essa história ensina sobre a importância de entender corretamente as profecias? Se a falsa compreensão da primeira vinda de Cristo levou pessoas à ruína espiritual, quanto mais uma falsa compreensão poderia fazer em relação à Sua segunda vinda?

Quinta-feira, 01 de agosto de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O Evangelho de Marcos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 517, jul. ago. set. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O Messias morto

Lições da Bíblia1

Gabriel explicou que o ponto de partida para a profecia de 490 anos seria um evento importante para Daniel e para os judeus – a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém. Embora vários decretos tenham sido aprovados em relação a Jerusalém, em Esdras 7 descobrimos que o decreto aprovado no ano 457 a.C. permitiu que os judeus não apenas retornassem à sua terra, mas também se estabelecessem como uma comunidade religiosa (Ed 7:13, 27).

O decreto de Artaxerxes foi emitido no outono de 457 a.C. A partir dele até o Messias seriam 69 semanas, ou 483 anos. Se começarmos o cálculo em 457 a.C. e seguirmos em frente na linha do tempo da história, chegaremos a 27 d.C.

A palavra Messias significa “Ungido”. Em 27 d.C., Jesus Cristo, o Messias, foi batizado (Mt 3:13-17). Daniel previu com séculos de antecedência o ano exato do batismo de Cristo, o tempo em que Ele começaria Seus três anos e meio de ministério.

6. Que grandes verdades são reveladas em Romanos 5:6-9 e Daniel 9:26?

Romanos 5:6-9 (ARA)2: “6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.”

Daniel 9:26 (ARA)2: “Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.”

“E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias” (Dn 9:26, ACF). O Messias seria imolado ou crucificado. O verso acrescenta: “mas não para Si mesmo”. Em outras palavras, a morte de Cristo na cruz foi para nós, não para Ele mesmo. Por isso Paulo escreveu: “Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores” (Rm 5:8).

Em Daniel 9:27, lemos que na metade da semana dos últimos sete anos, Cristo faria “cessar o sacrifício e a oferta”. Na metade dessa sétima semana, em 31 d.C., Cristo confirmou a aliança eterna com Seu sangue ao morrer na cruz, e o sistema de sacrifícios perdeu todo e qualquer significado profético.

Essas profecias revelam que o Messias seria crucificado e, consequentemente, o sistema de sacrifícios perderia seu significado profético na primavera de 31 d.C. Essas previsões se cumpriram em todos os detalhes. Exatamente na Páscoa, quando o sumo sacerdote oferecia o cordeiro pascal, Cristo foi sacrificado por nós.

Tendo em mente o que foi escrito acima, leia Marcos 15:38 [“E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.”]  e Mateus 3:15, 16 [“15 Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. 16 Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele.”]. Como esses versos nos ajudam a entender a profecia de Daniel 9:24-27?

Quarta-feira, 03 de maio de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A promessa do Messias: parte 2

Lições da Bíblia1

“Para desfrutar da verdadeira felicidade precisamos viajar para um país muito distante e até para fora de nós mesmos”(Thomas Browne).

5. Você concorda com a citação acima, escrita no século 17? 1Ts 4:16-18; Ap 3:12

1Ts 4:16-18 (ARA)2: “16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 18 Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”

Ap 3:12 (ARA)2: “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome.”

Agostinho escreveu sobre a condição humana: “Essa nossa vida – se é que uma vida repleta de males tão grandes pode ser apropriadamente chamada de vida – é um testemunho do fato de que, desde o início, a humanidade mortal tem sido uma raça condenada. Pense, primeiramente, no terrível abismo da ignorância da qual procede todo erro e que assim envolve os filhos de Adão em uma poça sombria da qual ninguém pode escapar sem labutas, lágrimas e medos. Então, tome o nosso amor por todas as coisas que se mostram tão vãs e venenosas e que geram tantas mágoas, tantos problemas, dores e medos; tantas alegrias insanas na discórdia, tantos conflitos e guerras; tanta fraude, tanto furto e roubo; tanta perfídia e tanto orgulho, tanta inveja e ambição, tanto homicídio e assassinato, tanta crueldade e selvageria, ilegalidade e luxúria; todas as paixões desavergonhadas dos impuros – fornicação e adultério, incesto e pecados não naturais, estupro e inúmeras outras impurezas desagradáveis demais para serem mencionadas; os pecados contra a religião – sacrilégio e heresia, blasfêmia e perjúrio; as iniquidades contra nossos vizinhos – calúnias e trapaças, mentiras e testemunho falso, violência contra pessoas e propriedades; as injustiças dos tribunais e as inúmeras outras misérias e doenças que enchem o mundo, mas escapam à atenção” (Agostinho de Hipona, City of God [Cidade de Deus], Tradução de Gerald G. Walsh, S. J. Nova York: Doubleday e Co., 1958, v. 22, cap. 22, p. 519).

A citação de Agostinho poderia se aplicar à maioria das cidades modernas; no entanto, ele escreveu essas palavras há mais de mil e quinhentos anos. Pouco sobre a humanidade mudou. Por isso, as pessoas querem fugir.

Felizmente, por mais difícil que seja nossa situação, o futuro será brilhante, mas apenas em razão do que Deus fez por nós mediante a vida, a morte, a ressurreição e o ministério sacerdotal de Jesus Cristo – o cumprimento supremo da promessa da aliança feita a Abraão de que, por meio de sua descendência, todas as famílias da Terra seriam abençoadas.

Pense na citação de Agostinho. Descreva, em suas palavras, a triste situação do mundo. Procure textos bíblicos que falem sobre o que Deus prometeu em Cristo (Is 25:8 [“Tragará a morte para semprea, e, assim, enxugará o Senhor Deus as lágrimasb de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o Senhor falou.”]; 1Co 2:9 [“mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.”]; Ap 22:2-5 [“2 No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos. 3 Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, 4 contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele. 5 Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.”]). Apegue-se a essas promessas. Então você entenderá a essência da aliança.

Terça-feira, 27 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A promessa do Messias: parte 1

Lições da Bíblia1

“Em você e na sua descendência serão benditas todas as famílias da Terra”(Gn 28:14).

“E, se vocês são de Cristo, são também descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:29).

Mais de uma vez o Senhor disse a Abraão que, em sua descendência, todas as nações da Terra seriam abençoadas (Gn 12:3; 18:18; 22:18). Essa maravilhosa promessa da aliança é repetida, pois, de todas as promessas, essa é a mais importante, a mais duradoura, a que faz todas as outras valerem a pena. Em certo sentido, essa era uma promessa da ascensão da nação judaica, por meio da qual o Senhor desejava ensinar “todas as famílias da Terra” sobre o verdadeiro Deus e Seu plano de salvação. Contudo, a promessa alcançou cumprimento completo somente no Descendente de Abraão, Cristo, que, na cruz, pagou pelos pecados de “todas as famílias da Terra”.

3. Pense na promessa da aliança feita após o dilúvio (na qual o Senhor prometeu não destruir o mundo com água novamente). De que adiantaria isso sem a promessa de redenção em Jesus? Qual é o proveito de qualquer promessa sem a vida eterna?

Sem a perspectiva do sacrifício de Cristo e da redenção eterna promovida por Ele, tudo seria em vão.

4. Como você entende a noção de que, em Abraão, por meio de Jesus, “todas as famílias da Terra” seriam abençoadas? O que isso significa?

Por meio de Jesus, que era Descendente de Abraão, todas as famílias da Terra receberam a salvação eterna.

Evidentemente, a promessa da aliança do Salvador do mundo é a maior de todas as promessas de Deus. O próprio Redentor Se tornou o meio pelo qual as obrigações da aliança foram cumpridas e todas as suas outras promessas, concretizadas. Todos, judeus ou gentios, que entram em união com Ele são considerados a verdadeira família de Abraão e herdeiros da promessa (Gl 3:8, 9, 27-29 [“8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. 9 De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. 10 Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las. […] 27 porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. 28 Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. 29 E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.”], isto é – a promessa da vida eterna em um ambiente sem pecado, onde o mal, a dor e o sofrimento nunca mais surgirão. Você consegue pensar em uma promessa melhor do que essa?

Por que a promessa de vida eterna em um mundo sem pecado e sofrimento nos atrai tanto? Será que ansiamos o cumprimento dessa promessa porque foi para isso que fomos criados originalmente e porque, ao desejá-la, almejamos algo fundamental para nossa natureza?

Segunda-feira, 26 de abril de 2021. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. A promessa: a aliança eterna de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 504, abr. maio. jun. 2021. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.