A marca da besta

Lições da Bíblia1:

À medida que os anos passam, e eventos finais como o decreto de morte e a marca da besta ainda não aconteceram, algumas pessoas expressam dúvidas, e até mesmo ceticismo, sobre nossa interpretação dos eventos finais, incluindo a centralidade do sábado e do domingo no conflito final.

O Apocalipse é claro: ou adoramos o Criador ou adoramos a besta e sua imagem. E não deveria nos surpreender que, em uma questão que gira em torno da adoração ao Criador, o sábado fosse central, uma vez que esse é o sinal fundamental de que Deus é o Criador que deu origem a esse dia de guarda no próprio Éden (ver Gn 2:1-3). Além disso, não é coincidência que o poder representado pela besta é o mesmo poder que alega ter mudado o mandamento do sábado para o domingo, sem base bíblica alguma. Com esse pano de fundo em mente, faz todo o sentido a ideia de que sábado e domingo estão envolvidos na questão da adoração – novamente, ao Criador (ver Ap 14:6, 7) ou à besta. Encontramos no NT um antecedente da questão do sábado versus a lei humana.

Leia Mateus 12:9-14 e João 5:1-16. O que levou os líderes religiosos a querer matar Jesus?

Mateus 12:9-14 (NAA)2: 9 Tendo Jesus saído dali, entrou na sinagoga deles. 10 Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida. Então, a fim de o acusar, perguntaram a Jesus: — É lícito curar no sábado? 11 Ao que lhes respondeu: — Quem de vocês será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço para tirá-la dali? 12 Ora, quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Logo, é lícito nos sábados fazer o bem. 13 Então Jesus disse ao homem: — Estenda a mão. O homem estendeu a mão, e ela foi restaurada e ficou sã como a outra. 14 Mas os fariseus, saindo dali, conspiravam contra ele, procurando ver como o matariam.

João 5:1-16 (NAA)2: 1 Passadas essas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus foi para Jerusalém. 2 Existe ali, junto ao Portão das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pórticos. 3 Nestes jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos 4 [esperando que a água se movesse. Porque um anjo descia de tempos em tempos, agitando-a; e o primeiro a entrar no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse]. 5 Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. 6 Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim havia muito tempo, perguntou: — Você quer ser curado? 7 O enfermo respondeu: — Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada. Quando tento entrar, outro enfermo chega antes de mim. 8 Então Jesus lhe disse: — Levante-se, pegue o seu leito e ande. 9 Imediatamente o homem se viu curado e, pegando o leito, começou a andar. E aquele dia era sábado. 10 Por isso, os judeus disseram ao que tinha sido curado: — É sábado, e neste dia você não tem permissão para carregar o seu leito. 11 Ao que ele lhes respondeu: — O mesmo que me curou me disse: “Pegue o seu leito e ande.” 12 Perguntaram-lhe: — Quem é o homem que disse a você: “Pegue o seu leito e ande”? 13 Aquele que tinha sido curado não soube responder, porque Jesus tinha se retirado, por haver muita gente naquele lugar. 14 Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: — Olhe, você foi curado. Não peque mais, para que não lhe aconteça coisa pior. 15 O homem se retirou e disse aos judeus que tinha sido Jesus quem o havia curado. 16 E por isso os judeus perseguiam Jesus, porque fazia essas coisas no sábado.

Em Mateus 12, depois que Jesus curou no sábado o homem com a mão ressequida (Mt 12:9-13), como os líderes religiosos reagiram? “Mas os fariseus, saindo dali, conspiravam contra Ele, procurando ver como O matariam” (Mt 12:14). Eles procuraram matar Jesus por causa do sábado? Em João 5:1-16, depois de outra cura miraculosa ocorrida no dia sagrado, os líderes “perseguiam Jesus, porque fazia essas coisas no sábado” (Jo 5:16).

O desejo de matar por causa da tradição (a Bíblia não proíbe curas no sábado, assim como nenhum texto bíblico colocou a guarda do domingo em lugar da observância do sábado) versus a maneira correta de observar o sábado? Embora a questão específica com Jesus não seja a mesma dos eventos finais, é bem próxima: lei humana versus a lei de Deus – e, em ambos os casos, a lei contestada gira em torno do sábado bíblico.

Que justificativas alguém poderia usar para evitar a morte por causa da lei de Deus?

Quinta-feira, 19 de junho de 2025. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Alusões, imagens e símbolos. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 520, abr. maio. jun. 2025. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A quem adoramos?

Lições da Bíblia1:

Nos últimos dias, o grande conflito se descortinará de forma dramática em torno da adoração. Adoramos o Criador ou adoramos a besta e a sua imagem? Não há meio-termo. O primeiro anjo de Apocalipse 14 exorta que todos adorem o Criador (Ap 14:7). Em apoio adicional ao apelo do céu, o terceiro anjo revelou as terríveis consequências de adorar a besta (Ap 14:10). Em contrapartida, os que adoram o Criador são descritos como os que guardam “os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12).

A criação é a base da verdadeira adoração (Ap 4:11). Uma vez que Deus “criou todas as coisas” (Ef 3:9), Satanás odeia o Criador e tenta, por meio de poderes terrenos, mudar o sábado, o memorial da criação (Dn 7:25). O conflito vindouro sobre a lei de Deus se concentrará na autoridade. Se Satanás puder erradicar a adoração no sábado, declarará que sua autoridade é maior do que a autoridade divina. Para conseguir isso, tentará convencer ou coagir o mundo todo a aceitar um falso sábado.

Por mais difícil que seja imaginar esse evento, o mundo está mudando drasticamente. A crise do Covid-19 mostrou que, da noite para o dia, tudo pode mudar. Embora não saibamos detalhes da execução da marca da besta, não é difícil imaginar. Num mundo instável, a profecia pode se cumprir mais rapidamente do que pensamos.

5. Leia Apocalipse 13:13-17. Que penalidades específicas serão impostas àqueles que não receberem a marca da besta?

Ap 13:13-17 (NAA)2: “13 Também opera grandes sinais, de maneira que até faz descer fogo do céu sobre a terra, diante de todas as pessoas. 14 Seduz aqueles que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi permitido realizar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que foi ferida à espada e sobreviveu. 15 E lhe foi concedido poder para dar vida à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse morrer todos os que não adorassem a imagem da besta. 16 A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz com que lhes seja dada certa marca na mão direita ou na testa, 17 para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.”

Os fiéis que não seguirem a besta e a sua imagem sofrerão penalidades econômicas e ameaça de morte. A humanidade continua a ser o que sempre foi: corrupta, sedenta de poder e violenta. Embora não saibamos como os eventos finais se desenrolarão, não é difícil imaginar a perseguição. João escreveu que Jesus “não precisava que alguém lhe desse testemunho a respeito das pessoas, porque Ele mesmo sabia o que era a natureza humana” (Jo 2:25). Apesar de terem sido escritas em outro contexto, essas palavras de João nos ajudam a entender do que o ser humano é capaz.

Pense no que o ser humano é capaz de fazer. Isso mostra a facilidade com que os eventos finais podem acontecer? Como devemos guardar nosso coração?

Terça-feira, 18 de junho de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

A marca da besta

Lições da Bíblia1:

5. Como a Bíblia revela a ira de Satanás? Por que o diabo está irado com o povo de Deus no tempo do fim? Ap 12:12, 17; 13:7

Ap 12:12, 17 (NAA)2: “12 ‘Por isso, alegrem-se, ó céus, e vocês que neles habitam. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vocês, cheio de fúria, sabendo que pouco tempo lhe resta.’ […] 17 O dragão ficou irado com a mulher e foi travar guerra com o restante da descendência dela, ou seja, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.

Ap 13:7 (NAA)2: “Foi-lhe permitido, também, que lutasse contra os santos e os vencesse. Foi-lhe dada, ainda, autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação.

Apocalipse 12 descreve o conflito cósmico entre Cristo e Satanás ao longo dos séculos. Seu clímax é o ataque final de Satanás ao povo de Deus. Apocalipse 13 apresenta os dois aliados do dragão, a besta do mar e a besta da terra. Esses dois poderes se juntam a ele para guerrear contra o povo de Deus.

6. Leia Apocalipse 13:4, 8, 12, 15; 14:7, 9-11. (Ver também Ap 15:4; 16:2; 19:20; 20:4; 22:9.) Que tema-chave aparece em todos esses versos?

Ap 13:4, 8, 12, 15 (NAA)2: “4 e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta. Também adoraram a besta, dizendo: — Quem é semelhante à besta? Quem pode lutar contra ela? […] 8 E ela será adorada por todos os que habitam sobre a terra, aqueles que, desde a fundação do mundo, não tiveram os seus nomes escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto. […] 12 Ela exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença e faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal havia sido curada. […] 15 E lhe foi concedido poder para dar vida à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse morrer todos os que não adorassem a imagem da besta.

Ap 14:7, 9-11. (NAA)2: “7 dizendo com voz forte: — Temam a Deus e deem glória a ele, pois é chegada a hora em que ele vai julgar. E adorem aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas. […] 9 Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo com voz forte: — Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na testa ou na mão, 10 também esse beberá do vinho do furor de Deus, preparado, sem mistura, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11 A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre. E os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do nome da besta não têm descanso algum, nem de dia nem de noite.

Ap 15:4 (NAA)2: “Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo. Por isso, todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos.”

Ap 16:2 (NAA)2: “O primeiro anjo foi e derramou a sua taça sobre a terra, e apareceram úlceras malignas e dolorosas nas pessoas que tinham a marca da besta e que adoravam a sua imagem.

Ap 19:20 (NAA)2: “Mas a besta foi presa, e com ela foi preso o falso profeta que, com os sinais feitos diante da besta, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que queima com enxofre.”

Ap 20:4 (NAA)2: “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade para julgar. Vi ainda as almas dos que foram decapitados por terem dado testemunho de Jesus e proclamado a palavra de Deus. Estes são os que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam a sua marca na testa e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.”

Ap 22:9 (NAA)2: “Mas ele me disse: — Não faça isso! Sou um servo de Deus, assim como são você e os seus irmãos, os profetas, e como são os que guardam as palavras deste livro. Adore a Deus!

Observe o contraste: as pessoas adoram o Criador ou adoram outra coisa. O Criador é digno de adoração (Ap 4:11). A controvérsia entre Cristo e Satanás começou no Céu sobre adoração: “Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14:14). Satanás queria a adoração que pertencia apenas ao Criador. Ele tem êxito por meio da atividade da besta do mar (Ap 13:4).

A besta do mar é a mesma que o chifre pequeno, que tentaria “mudar os tempos e a lei” e exerceria autoridade por 1.260 “dias” proféticos, isto é, por 1.260 anos (Dn 7:25; Ap 13:5). A única parte dos Dez Mandamentos que trata do tempo é o quarto mandamento. Esse poder tentou mudar o dia de adoração do sábado para o domingo.

Procurar mudar o dia de adoração, o sábado do sétimo dia, que Deus deu como sinal de Sua autoridade (Êx 31:13; Ez 20:12, 20), é uma tentativa de usurpar a autoridade divina no nível mais básico possível. Nesse ponto está o foco do conflito final sobre a verdadeira e a falsa adoração.

O Apocalipse identifica os fiéis como os “que guardam os mandamentos de Deus” (Ap 12:17; 14:12). Isso inclui o sábado, não o domingo. Os que recusarem o último convite dos três anjos para adorar a Deus em Seu dia santo (Is 58:13) e que adorarem a besta em seu falso sábado, domingo, receberão a marca da besta (ver lição 11).

Quarta-feira, 29 de maio de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. O grande conflito. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 516, abr. mai. jun. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O selo de Deus e a marca da besta: parte 2 – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Quando o protestantismo estender os braços por sobre o abismo a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança os Estados Unidos forem induzidos a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram deles um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das ações sobrenaturais de Satanás e que o fim está próximo” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 5, p. 385).

“Tendemos a ignorar o fato de que o domingo é o dia de adoração das forças oponentes […] no Apocalipse. O domingo é um símbolo extremamente importante, que revela a astúcia inacreditável e o sofisma do dragão. […] Essa […] mudança da lei de Deus expressa em uma simples ação a essência do ódio do dragão contra Deus no conflito cósmico. Sua simplicidade é altamente enganosa. O dragão tem procurado usurpar o lugar de Deus no cosmos, se autodescrevendo como o verdadeiro objeto de adoração e argumentando que a lei de Deus é injusta – que deve ser mudada. O dragão mudou a lei no ponto em que Deus é identificado como Criador e Redentor, o único digno de adoração (Êx 20:8-11; Dt 5; Ap 4:11; 5:9, 13, 14). A mudança manifesta não apenas o ódio da vontade do Senhor (a lei), como também a tentativa de usurpar o lugar de Deus, tornando-se o objeto de adoração. […] A universalização dessa mudança na lei lhe garantiria a vitória” (Ángel Manuel Rodríguez, The Closing of the Cosmic Conflict: Role of the Three Angels’ Messages, manuscrito não publicado, p. 53, 54).

Perguntas para consideração

Na expectativa dos eventos finais, por que devemos evitar fanatismo, marcação de datas e especulações além do que foi revelado por Deus? Quais foram os resultados quando eventos esperados não ocorreram quando e como as pessoas previram?

Como responder aos que dizem que o enredo bíblico sobre a marca da besta e a perseguição parece impossível, dado o estado atual do mundo? Por que esse raciocínio é insensato, considerando as mudanças rápidas que ocorrem no mundo?

Sexta-feira, 16 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 

A marca da besta

Lições da Bíblia1

Um grupo adora a besta, e outro guarda os mandamentos de Deus (que incluem o quarto, que o poder da besta pensou em mudar) e tem a fé de Jesus. Essa é a diferença. Atuando por meio das bestas do mar e da terra, o diabo tenta minar a autoridade de Deus atacando o ponto central da adoração, ou seja, o sábado. A marca da besta é colocada na testa ou na mão. A testa é um símbolo da mente, onde estão a consciência, a razão e o discernimento; a mão, por outro lado, é um símbolo de ação e realização.

Um dia serão aprovadas leis anulando a liberdade religiosa. Os que são fiéis à Bíblia e ao sábado serão rotulados como inimigos da união e do bem da sociedade.

“Os que honram o sábado bíblico serão denunciados como inimigos da lei e da ordem, como se estivessem comprometendo as restrições morais da sociedade, causando anarquia e corrupção e atraindo os juízos de Deus sobre a Terra. Será declarado que suas objeções são teimosia, obstinação e desprezo à autoridade. Serão acusados de deslealdade ao governo” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 492).

A Igreja de Roma afirma que o domingo é a “marca” de sua autoridade eclesiástica. “Claro que a Igreja Católica afirma que a mudança foi ato dela […]. E o ato é uma marca de seu poder e autoridade eclesiástica em questões religiosas” (The American Catholic Quarterly Review, janeiro de 1883).

No futuro, numa crise internacional, o mundo enfrentará uma transformação política, social, religiosa e moral radical, em que a observância do domingo será imposta e, em seguida, se tornará “a marca da besta”. A Bíblia não diz como tudo vai acontecer, mas apresenta esboços que mostram que o clímax do conflito se dará em torno da adoração à besta ou ao Criador, e que o sábado terá um papel fundamental.

4. Leia Apocalipse 14:9 e 12. Onde é colocada a marca da besta? (Ver Dt 6:8; 11:18). Quais duas características distinguem o povo de Deus dos que recebem a marca da besta?

Apocalipse 14:9 e 12 (ARA)2: “9 Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, […] 12 Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

Dt 6:8 (ARA)2: “Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos.

Dt 11:18 (ARA)2: “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os olhos.

Quarta-feira, 14 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 
2 BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil,

O selo de Deus e a marca da besta: parte 2

Lições da Bíblia1

“‘Se alguém tiver de ir para o cativeiro, para o cativeiro irá. Se alguém tiver de ser morto pela espada, pela espada morto será.’ Aqui está a perseverança e a fi delidade dos santos” (Ap 13:10).

No século 15, os vales do Piemonte, no alto dos Alpes ao norte da Itália, eram o lar dos Valdenses, um povo determinado a permanecer fiel à compreensão que tinham da Bíblia. Como resultado de sua resoluta lealdade a Cristo, foram ferozmente perseguidos. Em 1488 d.C., exércitos da Igreja Romana assassinaram brutalmente os Valdenses no Vale de Loyse devido à fé que professavam.

Outra onda de perseguição se deu no século 17, quando o duque de Saboia enviou 8 mil soldados para o território deles e exigiu que a população local abrigasse as tropas em suas casas. Eles fizeram o que o duque pediu, porém essa foi uma estratégia para dar aos soldados acesso às vítimas. Em 24 de abril de 1655, às 4 da manhã, o sinal foi dado para o massacre. Esse ataque matou mais de 4 mil fiéis.

Infelizmente, a história se repete muitas vezes. A “marca da besta” será o último elo de uma cadeia ímpia de perseguição religiosa que remonta ao passado. Como as perseguições antigas, tem o objetivo de impor um conjunto de crenças e um sistema de adoração. Entretanto, como sempre, Deus terá um povo que não se renderá.

Sábado, 10 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor. 

O selo de Deus e a marca da besta: parte 1 – Estudo adicional

Lições da Bíblia1

“Desde a origem do grande conflito no Céu, o propósito de Satanás tem consistido em destruir a lei de Deus. Para cumprir esse objetivo, ele se rebelou contra o Criador e, embora tenha sido expulso do Céu, continuou a mesma luta na Terra. Sua constante meta tem sido enganar os seres humanos para induzi-los a transgredir a lei de Deus. Se isso é feito rejeitando toda a lei ou apenas um de seus preceitos, não importa: no fim, o resultado será o mesmo. […] Em seu empenho para desacreditar os preceitos divinos, Satanás perverteu as doutrinas da Bíblia, e assim se incorporaram erros na fé nutrida por milhares dos que professam crer nas Escrituras Sagradas. O último grande conflito entre a verdade e o erro será nada mais que a batalha final da prolongada controvérsia relativa à lei de Deus. Estamos agora entrando nessa batalha – uma luta entre as leis dos homens e os preceitos de Jeová, entre a religião da Bíblia e a religião das fábulas e da tradição” (Ellen G. White, O Grande Conflito [CPB, 2021], p. 485).

Adoração e criação estão ligadas. O conflito e as questões que envolvem a marca da besta giram em torno da adoração a Deus. É Ele digno de ser adorado?

O conceito de Cristo como Criador está no centro da observância do sábado. Jesus enfatizou a importância do dia do qual Se autodenominou “Senhor” (Mt 12:8; Mc 2:28; Lc 6:5). O sábado é um memorial eterno de nossa identidade. Ele nos lembra de que somos humanos, nos confere valor, reforça a ideia de que somos criados, e que o Criador é digno de adoração. Por isso, o diabo odeia o sábado, pois é o elo dourado que nos une ao Criador. Por isso, ele terá papel tão relevante na crise final.

Perguntas para consideração

Quais são os princípios básicos por trás da reivindicação de autoridade da besta? Como essas atitudes podem se alojar em nosso coração de forma imperceptível?

Seria Satanás apenas uma superstição primitiva? Qual seria a sua resposta a alguém que insiste em negar a existência do inimigo?

Sexta-feira, 09 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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O selo de Deus e a marca da besta: parte 1

Liçoes da Bíblia1

“Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo. Ele gritou com voz bem forte aos quatro anjos, aqueles que tinham recebido poder para causar dano à Terra e ao mar, dizendo: – Não danifiquem nem a Terra, nem o mar, nem as árvores, até marcarmos com um selo a testa dos servos do nosso Deus” (Ap 7:2, 3).

À medida que estudamos os eventos do tempo do fim em relação à marca da besta, um ponto crucial é a diferença no modo de atuação de Deus e do inimigo das almas.

As questões fundamentais no grande conflito entre Cristo e Satanás se concentram na lealdade, autoridade e adoração. As profecias que descrevem o poder da besta em Apocalipse 13, o chifre pequeno em Daniel 7 e o “homem da iniquidade” em 2 Tessalonicenses 2 falam de um poder que usurpa a autoridade de Deus, ordena lealdade e introduz um falso sistema de adoração. E faz isso através do uso da força, coerção e, às vezes, subornos e recompensas – tudo para obrigar a adoração.

Em contrapartida, o amor é a força motivadora do reino de Deus. Em vez de adorar a besta, o povo de Deus encontra sua alegria em adorar o Senhor. É comprometido com Ele porque sabe que Ele é fiel. Só uma coisa nos impedirá de receber a marca da besta no tempo do fim: um amor tão profundo por Jesus que nada possa abalar nossa confiança Nele. Nesta lição, vamos explorar mais esses temas.

Sábado, 03 de junho de 2023. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico
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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. As três mensagens do Apocalipse. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 512, abr. maio jun. 2023. Adulto, Professor.