Lei rabínica

Lições da Bíblia.

“Além das leis mosaicas, os judeus da época de Jesus também estavam familiarizados com a lei dos rabinos. Estes eram o braço acadêmico dos fariseus, e assumiam a responsabilidade de garantir que a lei mosaica permanecesse relevante para o povo. Os rabinos contaram 613 leis nos cinco livros de Moisés (incluindo 39 relacionadas ao sábado). Eles usavam essas leis como base para sua legislação e complementavam as leis escritas com uma lei oral que consistia em interpretações dos principais rabinos.”1

“A lei oral é conhecida como halakha, que significa ‘caminhar’. Os rabinos consideravam que, se o povo seguisse suas numerosas halakoth (plural de halakha), eles iriam andar no caminho das 613 leis principais. Embora tenham surgido como lei oral, as halakoth rabínicas foram organizadas e registradas em forma de livro. Algumas das interpretações da época de Jesus sobreviveram em comentários conhecidos como Midrash, enquanto outras estão registradas em uma coleção de leis chamada Mishná. Muitos judeus religiosos ao longo dos séculos, e até hoje, procuram cumprir rigorosamente essas leis.”1

“4. Leia Lucas 14:1-6; João 9. Embora Jesus tenha sido acusado de transgredir o sábado com Seus milagres de cura, será que o Antigo Testamento considerava pecado curar no dia de sábado? Como podemos evitar os erros dos judeus enquanto procuramos ‘andar fielmente no caminho’?”1 “Aconteceu que, ao entrar ele num sábado na casa de um dos principais fariseus para comer pão, eis que o estavam observando. Ora, diante dele se achava um homem hidrópico. Então, Jesus, dirigindo-se aos intérpretes da Lei e aos fariseus, perguntou-lhes: É ou não é lícito curar no sábado? Eles, porém, nada disseram. E, tomando-o, o curou e o despediu. A seguir, lhes perguntou: Qual de vós, se o filho ou o boi cair num poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado? A isto nada puderam responder.” (Lucas 14:1-6 RA)2; “Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus. É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego, dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo. Então, os vizinhos e os que dantes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam: Não é este o que estava assentado pedindo esmolas? Uns diziam: É ele. Outros: Não, mas se parece com ele. Ele mesmo, porém, dizia: Sou eu. Perguntaram-lhe, pois: Como te foram abertos os olhos? Respondeu ele: O homem chamado Jesus fez lodo, untou-me os olhos e disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, lavei-me e estou vendo. Disseram-lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei. Levaram, pois, aos fariseus o que dantes fora cego. E era sábado o dia em que Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. Então, os fariseus, por sua vez, lhe perguntaram como chegara a ver; ao que lhes respondeu: Aplicou lodo aos meus olhos, lavei-me e estou vendo. Por isso, alguns dos fariseus diziam: Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tamanhos sin…coisa sei: eu era cego e agora vejo. Perguntaram-lhe, pois: Que te fez ele? como te abriu os olhos? Ele lhes respondeu: Já vo-lo disse, e não atendestes; por que quereis ouvir outra vez? Porventura, quereis vós também tornar-vos seus discípulos? Então, o injuriaram e lhe disseram: Discípulo dele és tu; mas nós somos discípulos de Moisés. Sabemos que Deus falou a Moisés; mas este nem sabemos donde é. Respondeu-lhes o homem: Nisto é de estranhar que vós não saibais donde ele é, e, contudo, me abriu os olhos. Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende. Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se este homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito. Mas eles retrucaram: Tu és nascido todo em pecado e nos ensinas a nós? E o expulsaram. Ouvindo Jesus que o tinham expulsado, encontrando-o, lhe perguntou: Crês tu no Filho do Homem? Ele respondeu e disse: Quem é, Senhor, para que eu nele creia? E Jesus lhe disse: Já o tens visto, e é o que fala contigo. Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou. Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos. Alguns dentre os fariseus que estavam perto dele perguntaram-lhe: Acaso, também nós somos cegos? Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado.” (João 9:1-41 RA)2. No Antigo Testamento não há nenhuma restrição para se fazer o bem aos sábados, inclusive curar. É lícito fazer o bem ao sábado, Deus espera que nesse dia compartilhemos com o semelhante as bênçãos que Ele nos tem concedido diariamente.

“Embora seja fácil, da nossa perspectiva, ridicularizar muitas dessas leis orais, especialmente porque elas foram usadas contra Jesus, a falha estava mais na atitude dos líderes, não nas leis. Ainda que fosse cumprida de maneira legalista, as halakoth foram feitas para ser muito espirituais, infundindo um elemento espiritual nas atividades mais rotineiras, dando-lhes um significado religioso.”1

“Como podemos dar um significado religioso às mais corriqueiras atividades de nossa vida?”1

Quarta-feira, 02 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Lei cerimonial do Antigo Testamento

Lições da Bíblia.

“3. Leia Levítico 1:1-9; 2:14-16; 5:11-13. A que essas leis se referiam? Que importantes verdades elas ensinavam?”1 “Chamou o SENHOR a Moisés e, da tenda da congregação, lhe disse: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós trouxer oferta ao SENHOR, trareis a vossa oferta de gado, de rebanho ou de gado miúdo. Se a sua oferta for holocausto de gado, trará macho sem defeito; à porta da tenda da congregação o trará, para que o homem seja aceito perante o SENHOR. E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação. Depois, imolará o novilho perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, apresentarão o sangue e o aspergirão ao redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação. Então, ele esfolará o holocausto e o cortará em seus pedaços. E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar e porão em ordem lenha sobre o fogo. Também os filhos de Arão, os sacerdotes, colocarão em ordem os pedaços, a saber, a cabeça e o redenho, sobre a lenha que está no fogo sobre o altar. Porém as entranhas e as pernas, o sacerdote as lavará com água; e queimará tudo isso sobre o altar; é holocausto, oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR.” (Levítico 1:1-9 RA)2; “Se trouxeres ao SENHOR oferta de manjares das primícias, farás a oferta de manjares das tuas primícias de espigas verdes, tostadas ao fogo, isto é, os grãos esmagados de espigas verdes. Deitarás azeite sobre ela e, por cima, lhe porás incenso; é oferta de manjares. Assim, o sacerdote queimará a porção memorial dos grãos de espigas esmagados e do azeite, com todo o incenso; é oferta queimada ao SENHOR.” (Levítico 2:14-16 RA)2; “Porém, se as suas posses não lhe permitirem trazer duas rolas ou dois pombinhos, então, aquele que pecou trará, por sua oferta, a décima parte de um efa de flor de farinha como oferta pelo pecado; não lhe deitará azeite, nem lhe porá em cima incenso, pois é oferta pelo pecado. Entregá-la-á ao sacerdote, e o sacerdote dela tomará um punhado como porção memorial e a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas ao SENHOR; é oferta pelo pecado. Assim, o sacerdote, por ele, fará oferta pelo pecado que cometeu em alguma destas coisas, e lhe será perdoado; o restante será do sacerdote, como a oferta de manjares.” (Levítico 5:11-13 RA)2. Essas leis tratavam do sacrifício de animais para expiação de pecados, além das ofertas de cereais misturados com azeite e das situações de ofertantes muito pobres. Todas elas prefiguravam a Cristo e seu sacrifício na Cruz para redimir a humanidade.

“Além das leis civis de Israel, havia também o que é geralmente chamado de ‘lei cerimonial’. Essa lei estava centralizada no santuário e em seus rituais, os quais foram projetados para ensinar aos filhos de Israel o plano da salvação e apontar para eles o Messias que viria. Nas passagens bíblicas acima, por duas vezes é mencionado que a ‘expiação’ seria feita por intermédio dessas cerimônias. Essas leis foram consideradas ‘miniprofecias’ de Cristo e Sua obra expiatória pelos pecados do povo.”1

"A lei cerimonial foi dada por Cristo. Mesmo depois que ela não mais devia ser observada, Paulo a apresentou aos judeus em sua verdadeira posição e valor, mostrando seu lugar no plano da redenção e sua relação com a obra de Cristo. E o grande apóstolo declara gloriosa essa lei, digna de seu divino Autor. O serviço solene do santuário tipificava as grandiosas verdades que seriam reveladas durante gerações sucessivas. […] Assim, através de séculos e séculos de trevas e apostasia, a fé se conservou viva no coração dos homens até chegar o tempo para o advento do Messias prometido"3

“Embora instituído por Jesus, o sistema cerimonial foi concebido para funcionar apenas como um tipo, um símbolo de uma realidade futura: a vinda de Jesus, Sua morte e ministério sacerdotal. Uma vez que Ele completasse Sua obra na Terra, esse antigo sistema, com seus sacrifícios, rituais e festas já não seria necessário (Hb 9:9-12). Embora já não observemos a lei cerimonial, ao estudá-la, podemos reunir ideias sobre o plano da salvação.”1

“No centro do serviço do santuário estava o sacrifício de animais, que apontava para a morte de Jesus. Por que nossa salvação depende da Sua morte em nosso favor? O que isso diz sobre o custo do pecado?”1

Terça-feira, 01 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

3 WHITE, Ellen Gould. Patriarcas e profetas: o conflito entre o bem e o mal, ilustrado na vida de homens santos da antiguidade. Tradução de Flavio L Monteiro. 16 .ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2006. p. 367

Leis e normas divinas

Lições da Bíblia.

“A palavra hebraica torá é usada frequentemente no Antigo Testamento e é, muitas vezes, traduzida como lei. O Novo Testamento usa a palavra grega nomos (lei) para traduzir torá, que significa ‘direção’ ou ‘orientação’. Visto que a Bíblia é um registro do relacionamento de Deus com os seres humanos, a lei na Bíblia geralmente se refere a todas as instruções de Deus para Seu povo. Sendo que Deus é bom e justo, guia e instrui Seu povo em bondade e justiça, com razão supomos que a lei revela Sua bondade e justiça. Ou, como gostamos de dizer, a lei é um reflexo do caráter de Deus.”

“1. O que a Bíblia nos diz sobre a lei e, em última instância, sobre Deus?” A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos simples. Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e alumia os olhos.” (Sal. 19:7-8); “Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.” (Rom. 7:12); “Tu estás perto, SENHOR, e todos os teus mandamentos são verdade. Quanto às tuas prescrições, há muito sei que as estabeleceste para sempre.” (Sal. 119:151-152). “A minha língua celebre a tua lei, pois todos os teus mandamentos são justiça.” (Sal. 119:172). “A lei é perfeita, fiel, justa, pura, santa, boa, verdadeira e eterna.”

“Foi por meio da Bíblia que Deus Se revelou explicitamente para a humanidade. Quando lemos o texto sagrado, deparamo-nos com uma abundância de materiais que são, basicamente, orientações ou instruções que abrangem muitos aspectos da vida humana: moral, ética, saúde, sexualidade, alimentação, trabalho, etc. Algumas dessas instruções são claramente universais, enquanto outras parecem ser mais limitadas no tempo e no espaço. Mas visto que todas são instruções de Deus (torá), muito cuidado é necessário no desenvolvimento de princípios que nos ajudem a entender o que é universal e o que é limitado. Os adventistas do sétimo dia e muitos outros grupos cristãos geralmente fazem uma distinção entre as leis ‘cerimoniais’ (regulamentos que ensinam o plano da salvação por meio de símbolos e práticas rituais), ‘leis civis’ (instruções relativas à vida comunitária do antigo Israel), e leis ‘morais’ (instruções acerca do padrão divino de conduta para a humanidade).”

“O livro de Levítico apresenta grande quantidade de leis cerimoniais, especialmente no que diz respeito ao serviço do santuário e seus rituais. A natureza das leis civis e o princípio da justiça subjacente a elas podem ser vistos, por exemplo, em Êxodo 23:1-9. Depois, há a lei moral, os Dez Mandamentos, ainda considerada pela maioria dos cristãos (pelo menos em teoria) como a lei de Deus para toda a humanidade.”

“Examine Êxodo 23:1-9. Que princípios morais universais podemos tirar do que foi dado especificamente ao antigo Israel?” “Não espalharás notícias falsas, nem darás mão ao ímpio, para seres testemunha maldosa. Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito. Nem com o pobre serás parcial na sua demanda. Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho reconduzirás. Se vires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo. Não perverterás o julgamento do teu pobre na sua causa. Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio. Também suborno não aceitarás, porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos justos. Também não oprimirás o forasteiro; pois vós conheceis o coração do forasteiro, visto que fostes forasteiros na terra do Egito.” (Êxo. 23:1-9)

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 02 de dezembro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Por que voltar à escravidão? (Gl 4:8-20)

Lições da Bíblia.

“6. Leia Gálatas 4:8-20. Resuma nas linhas abaixo o que Paulo disse. Ele levava a sério os ensinamentos falsos entre os gálatas?” “Outrora, porém, não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que, por natureza, não o são; mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco. Sede qual eu sou; pois também eu sou como vós. Irmãos, assim vos suplico. Em nada me ofendestes. E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física. E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto; antes, me recebestes como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus. Que é feito, pois, da vossa exultação? Pois vos dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar. Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade? Os que vos obsequiam não o fazem sinceramente, mas querem afastar-vos de mim, para que o vosso zelo seja em favor deles. É bom ser sempre zeloso pelo bem e não apenas quando estou presente convosco, meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós; pudera eu estar presente, agora, convosco e falar-vos em outro tom de voz; porque me vejo perplexo a vosso respeito.” (Gál. 4:8-20). Paulo argumentou sobre o retrocesso espiritual dos Gálatas, que voltaram a práticas judaizantes, das quais estavam livres em Cristo Jesus. Paulo apelou para que retornassem ao bom caminho.

“Paulo não descreveu a natureza exata das práticas religiosas dos gálatas, mas ele tinha em mente, de maneira clara, um falso sistema de adoração que resultava em escravidão espiritual. Na verdade, ele considerava isso tão perigoso e destrutivo que escreveu uma carta muito exaltada, advertindo os gálatas de que o que estavam fazendo era semelhante a se afastar da filiação para a escravidão.”

“7. Embora Paulo não tenha entrado em detalhes, o que os gálatas estavam fazendo que ele achava totalmente censurável?” “mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco.” (Gál. 4:9-11). “ “Estavam se apegando as práticas que tiravam a liberdade, descritas como princípios elementares e a observância de cerimônias e ocasiões relacionadas com datas especiais.”

“Muitos têm interpretado a referência de Paulo aos ‘dias, e meses e tempos, e anos’ (Gl 4:10) como uma objeção não apenas contra as leis cerimoniais, mas também contra o sábado. Tal interpretação, porém, vai além da evidência. Em primeiro lugar, se Paulo quisesse destacar o sábado e outras práticas judaicas específicas, em Colossenses 2:16 fica claro que ele facilmente poderia ter identificado cada uma pelo nome. Em segundo lugar, Paulo deixa claro que, não importando o que os gálatas estivessem fazendo, as atitudes deles os afastavam da liberdade em Cristo para a escravidão. ‘Se a observância do sábado sujeita o homem à escravidão, o próprio Criador deve ter entrado em escravidão quando Ele observou o primeiro sábado do mundo!’ (SDA Bible Commentary, v. 6, p. 967). Além disso, por que Jesus teria não apenas guardado o sábado, mas ensinado a outros a forma de guardá-lo, se sua devida observância estivesse de alguma forma privando as pessoas da liberdade que elas tinham nEle? (‘E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.’ Mr 2:27-28; ‘Ora, ensinava Jesus no sábado numa das sinagogas. E veio ali uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; andava ela encurvada, sem de modo algum poder endireitar-se. Vendo-a Jesus, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus. O chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias para serdes curados e não no sábado. Disse-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas, cada um de vós não desprende da manjedoura, no sábado, o seu boi ou o seu jumento, para levá-lo a beber? Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?’ Lc 13:10-16).”

“Entre os adventistas do sétimo dia existem práticas que tiram a liberdade que temos em Cristo? O problema está com essas práticas ou com nossas atitudes em relação a elas? Como uma atitude errada poderia nos levar para o tipo de escravidão sobre a qual Paulo advertiu os gálatas com tanta veemência?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 17 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

“Nem rasgará as suas vestes”

Lições da Bíblia.

“O sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o óleo da unção, e que for consagrado para vestir as vestes sagradas, não desgrenhará os cabelos, nem rasgará as suas vestes” (Lv 21:10).

Por ocasião do julgamento de Jesus a atitude do sumo sacerdote (Caifás), ao rasgar suas vestes em reação à resposta que Cristo lhe deu, representou a quebra da lei e sua desqualificação para o ministério, no entanto ao morrer Jesus a lei cerimonial foi abolida quando o véu do templo se rasgou. “Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. E não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando: Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias. E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia! Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte. Então, uns cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo: Profetiza-nos, ó Cristo, quem é que te bateu! (Mat. 26:59-68). Ao morrer Jesus “[…] o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. (Mar. 15:38). “Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus,” (Heb. 8:1)

“O sumo sacerdote rasgou as próprias vestes para simbolizar que Jesus estava para ser condenado à morte. Esse ato também traduzia a indignação de Caifás e significava seu horror diante da suposta blasfêmia que diziam ter Cristo proferido, ao Se declarar Filho de Deus. A lei mosaica proibia ao sumo sacerdote rasgar suas vestes clericais (Lv 10:6; 21:10), porque aquelas vestes simbolizavam a perfeição do caráter de Deus. Rasgá-las era o mesmo que profanar o caráter de Deus, desfigurar Sua perfeição. Assim, a ironia foi que Caifás era culpado de transgredir a própria lei que ele mesmo defendia. Isso o tornava indigno de seu ofício. Pior que isso, a penalidade para esse delito era a morte. Em tudo isso, é irônico que Jesus, que nada tinha feito de errado, estava para ser condenado à morte pela instigação do sacerdote que, por causa de suas ações, merecia morrer.”

“O simbolismo do gesto de rasgar as vestes era profundo. Era o começo do fim de todo o sistema terrestre de sacerdócio e sacrifício. Em breve, seria inaugurado um sistema novo e melhor, tendo Cristo como novo Sumo Sacerdote ministrando no santuário celestial.”

“As vestes do sacerdócio terrestre, tão cheias de simbolismo e significado para seu tempo, logo se tornariam símbolos de um sistema destituído de qualquer significado e perto do fim. Quão terrível é que os líderes religiosos estivessem tão cegos pelo ódio, ciúme e temor, que quando Cristo veio – Aquele para quem o sistema religioso de então apontava – muitos daqueles líderes (não todos) não perceberam! Era o povo comum que aceitava Jesus como Messias e assumia o trabalho que aqueles sacerdotes deveriam ter feito.”

“Em que sentido podemos ser apanhados em nosso senso de justiça própria, de superioridade moral e espiritual, que nos torna cegos para as importantes verdades que o Senhor deseja que aprendamos?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 14 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Observância de dias. ”Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. […]” (Rm 14:5).

Lições da Bíblia.

“Nesta discussão sobre não julgar os outros que podem ver algumas coisas de modo diferente de nós, e não ser uma pedra de tropeço para outros que poderiam se escandalizar por nossas ações, Paulo levanta a questão dos dias especiais que alguns queriam observar e outros, não.”

“Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster. Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus. Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos. Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus.” (Rom. 14:4-10)

“Paulo aqui está dizendo: Façam como quiserem nessa questão; o mais importante é não julgar aqueles que veem o assunto de maneira diferente de vocês. Aparentemente, alguns cristãos, a fim de se colocar no lado seguro, haviam decidido observar um ou mais dos festivais judeus. O conselho de Paulo é: Deixe que eles façam isso, se estiverem persuadidos a tanto.”

“Aplicar Romanos 14:5 ao sábado, como querem alguns, é injustificado. Pode-se imaginar Paulo tomando uma atitude tão descuidada em relação ao quarto mandamento? Como vimos ao longo de todo o trimestre, Paulo punha forte ênfase na obediência à lei e, portanto, ele certamente não colocaria o mandamento do sábado na mesma categoria de pessoas perturbadas a respeito de alimentos que poderiam ter sido oferecidos aos ídolos. Por mais que as pessoas usem esses textos como exemplo para mostrar que o sábado não é mais obrigatório, esses versos não dizem nada disso. Quando o usam dessa forma, dão um excelente exemplo do que Pedro advertiu que as pessoas faziam com os escritos de Paulo: ‘Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles’ (2Pe 3:16).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quarta-feira, 22 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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A Justiça de Cristo na Lei

Lições da Bíblia

“A lei de Deus, pronunciada do Sinai com terrível solenidade, é para o pecador o pronunciamento de sua condenação. É da alçada da lei condenar, mas não existe nela nenhum poder para perdoar ou redimir. É ordenada para vida; os que andam em harmonia com os seus preceitos receberão a recompensa da obediência. Ela traz, porém, escravidão e morte aos que permanecem sob sua condenação.

Tão sagrada e tão gloriosa é a lei que, quando Moisés voltou do monte santo, onde estivera com Deus, recebendo de Sua mão as tábuas de pedra, sua face refletia uma glória que o povo não podia contemplar sem sofrer, e Moisés viu-se obrigado a cobrir a face com um véu.

A glória que resplandecia da face de Moisés era um reflexo da justiça de Cristo na lei. A lei em si não possui glória, mas nela Se acha incorporado Cristo. Não tem poder para salvar. É sem brilho, mas nela é representado Cristo, cheio de justiça e verdade.

Os tipos e sombras do sistema sacrifical, com as profecias, deram aos israelitas uma visão velada e indistinta da misericórdia e graça que seriam trazidos ao mundo pela revelação de Cristo. A Moisés foi desdobrado o sentido dos tipos e sombras que apontavam a Cristo. Ele viu o fim daquilo que era transitório, quando, por ocasião da morte de Cristo, o tipo encontrou o antítipo. Viu ele que unicamente por Cristo pode o homem guardar a lei moral. Pela transgressão dessa lei trouxe o homem o pecado ao mundo, e com o pecado veio a morte. Cristo tornou-Se a propiciação do pecado do homem. Ele ofereceu Sua perfeição de caráter em lugar da pecaminosidade do homem. Tomou sobre Si a maldição da desobediência. Os sacrifícios e ofertas apontavam ao futuro, ao sacrifício que Ele faria. O cordeiro morto tipificava o Cordeiro que tiraria o pecado do mundo.

Foi o ver o objetivo daquilo que era transitório, o ver Cristo tal como é revelado na lei, que iluminou a face de Moisés. O ministério da lei, escrita e gravada em pedra, era um ministério de morte. Sem Cristo, o transgressor era deixado sob sua maldição, sem nenhuma esperança de perdão. O ministério nenhuma glória possuía em si mesmo, mas o Salvador prometido, revelado nos símbolos e sombras da lei cerimonial, tornou gloriosa a lei moral.” (Ellen G. White, Mensagens escolhidas, v. 1, p. 236-237).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – Sexta-feira, 23 de julho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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