A questão da “justificação”

Lições da Bíblia.

“1. Em Gálatas 2:15 Paulo escreveu: ‘Nós, judeus de nascimento e não gentios pecadores’ (NVI). O que ele quis dizer?” “Era um raciocínio para conquistar os judeus; os gentios também são salvos pela fé em Cristo, e deixam o pecado.”

As palavras de Paulo devem ser entendidas no seu contexto. Na tentativa de conquistar os judeus cristãos para seu lado, Paulo começou com um raciocínio que eles aceitariam, a tradicional distinção entre judeus e gentios. Os judeus eram os eleitos de Deus, aos quais foi confiada Sua lei, e desfrutavam os benefícios da relação de aliança com Ele. Os gentios, no entanto, eram pecadores. A lei de Deus não restringia seu comportamento, e eles estavam fora das alianças da promessa [‘naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.’ (Efés. 2:12). ‘Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos.’ (Rom. 2:14)]. Embora os gentios obviamente fossem ‘pecadores’, no verso 16 Paulo advertiu os cristãos judeus de que seus privilégios espirituais não os tornavam mais aceitáveis a Deus, porque ninguém é justificado pelas ‘obras da lei’.

“2. Paulo usou a palavra justificado quatro vezes em Gálatas 2:16,17." [‘sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não!’]. O que ele queria dizer por ‘justificação’?” “sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não!” (Gál. 2:16-17). “Em havendo contenda entre alguns, e vierem a juízo, os juízes os julgarão, justificando ao justo e condenando ao culpado.” (Deut. 25:1). “[Justificação] é o ato em que Deus vê o homem pecador que exerce fé em Jesus e o considera justo, reto.”

“O verbo justificar é um termo-chave para Paulo. Das trinta e nove vezes que ele ocorre no Novo Testamento, 27 estão nas cartas de Paulo. Ele o usa oito vezes em Gálatas, incluindo quatro referências em Gálatas 2:16, 17. Justificação é um termo legal, usado nos tribunais. Está relacionado com o veredito que um juiz pronuncia quando uma pessoa é declarada inocente das acusações apresentadas contra ela. É o oposto de condenação. Além disso, visto que as palavras justo e reto vêm da mesma palavra grega, o fato de uma pessoa ‘ser justificada’ significa que ela também é considerada ‘reta’. Assim, justificação envolve mais do que simplesmente absolvição ou perdão. É uma declaração afirmativa de que a pessoa é justa.”

“Para alguns dos cristãos judeus, no entanto, justificação era também relacional. Ela envolvia seu relacionamento com Deus e Sua aliança. Ser ‘justificado’ também significava que a pessoa era considerada fiel membro da comunidade da aliança divina, a família de Abraão.”

“Leia Gálatas 2:15-17. O que Paulo diz ali? Como você pode aplicar essas palavras à sua própria experiência cristã?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 16 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Justificação pela fé

Lições da Bíblia.

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim” (Gl 2:20, RC).

“Somos justificados diante de Deus unicamente pela fé na morte de Cristo em nosso favor e ao aceitarmos como nosso Seu registro justo. A fé torna possível nos aproximarmos de Deus e aceitarmos Suas provisões, concedidas pela morte de Cristo, para nosso perdão e restauração a uma posição de justiça diante dEle. Pela fé podemos morrer para nós mesmos e deixar Cristo viver em nós.”

“Como vimos na semana passada, Paulo confrontou Pedro publicamente em Antioquia, pela falta de coerência entre a fé que ele defendia e o comportamento que ele apresentava. Na melhor das hipóteses, a decisão de Pedro de não mais comer com antigos pagãos sugeria que eles eram cristãos de segunda categoria. As ações de Pedro davam a entender que, se eles realmente quisessem fazer parte da família de Deus e desfrutar as bênçãos da completa mesa da comunhão, deviam primeiro se submeter ao rito da circuncisão.”

“O que Paulo realmente disse a Pedro naquela ocasião tensa? Na lição desta semana, estudaremos o que é provavelmente um resumo do que se passou. Essa passagem contém algumas das expressões mais concentradas no Novo Testamento, o que é extremamente importante porque, pela primeira vez, são apresentadas várias palavras e frases fundamentais, tanto para a compreensão do evangelho quanto do restante da carta de Paulo aos gálatas. Essas palavras-chave incluem justificação, justiça, obras da lei, crença e não apenas fé, mas a fé de Jesus.”

“O que Paulo quis dizer com esses termos, e o que eles nos ensinam sobre o plano da salvação?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 15 de outubro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Duas classes de adoradores

Lições da Bíblia.

“Em Gênesis 4, começamos a perceber os sinais da degradação moral que estava acontecendo após a queda. Lameque se tornou polígamo e depois se envolveu em algum tipo de violência que trouxe medo ao seu coração. Em contrapartida, Gênesis 4:25, 26 (‘Tornou Adão a coabitar com sua mulher; e ela deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Sete; porque, disse ela, Deus me concedeu outro descendente em lugar de Abel, que Caim matou. A Sete nasceu-lhe também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do SENHOR.) mostra que algumas pessoas estavam procurando ser fiéis, pois naquela época os homens começaram ‘a invocar o nome do Senhor’.”

Gênesis 6:1-8 apresenta um perigoso envolvimento, com resultados fatais. Ao filhos de Deus se uniram as falhas dos homens. “Como se foram multiplicando os homens na terra, e lhes nasceram filhas, vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram. Então, disse o SENHOR: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos. Ora, naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antiguidade. Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Porém Noé achou graça diante do SENHOR.” (Gên. 6:1-8).

“Aos poucos, as duas classes de adoradores começaram a se fundir (Gn 6:1-4). Porém, apesar da grande maldade na Terra, havia homens santos de grande intelecto, que mantinham vivo o conhecimento de Deus. Embora somente alguns deles sejam mencionados nas Escrituras, ‘durante todos os séculos Deus teve fiéis testemunhas, adoradores dotados de coração sincero’ (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 84). A maldade do coração humano, entretanto, se tornou tão grande que o Senhor teve que destruir a humanidade e começar tudo de novo. Por isso ocorreu o dilúvio."

Depois que Noé saiu da arca, a primeira coisa que ele fez foi adorar a Deus. “Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar.” (Gên. 8:20).

“Como é maravilhoso o fato de que a primeira coisa que Noé fez foi adorar! E o sacrifício foi fundamental nessa adoração. Esse foi o primeiro registro dos patriarcas edificando um local de culto, um altar no qual pudessem oferecer seus sacrifícios. Assim, antes de fazer qualquer coisa, Noé reconheceu sua total dependência do Senhor e do Messias vindouro, que daria Sua vida para redimir a humanidade. Noé sabia que havia sido salvo apenas pela graça de Deus, sem a qual ele teria perecido com o restante do mundo.”

“Como você mostra, diariamente, reconhecimento pela graça de Deus em sua vida? E ainda mais importante, como você deve expressar essa atitude?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 28 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adoração fora do Éden

Lições da Bíblia.

“Após sua expulsão, Adão e Eva passaram a viver fora do paraíso do Éden. Embora a primeira promessa evangélica fosse dada a eles ainda no Éden (Gn 3:15), a Bíblia só mostra sacrifícios sendo oferecidos no ambiente fora do Éden (não obstante se possa inferir de Gênesis 3:21 algo dessa natureza, o texto em si não diz nada sobre sacrifício ou adoração). Em Gênesis 4, porém, com a história de Caim e Abel, pela primeira vez um sistema de sacrifícios foi explicitamente revelado.”

Ao lermos atentamente a primeira história registrada de um culto de adoração em Gênesis 4:1-7, surge uma questão: Por que a oferta de Caim não foi aceitável a Deus e a de Abel foi? “Caim escolheu sua própria oferta. Abel ofereceu um animal do seu rebanho, conforme a vontade de Deus.”. “Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz a Caim; então, disse: Adquiri um varão com o auxílio do SENHOR. Depois, deu à luz a Abel, seu irmão. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim, lavrador. Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante. Então, lhe disse o SENHOR: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.” (Gên. 4:1-7).

“Caim e Abel representam duas classes de adoradores que têm existido desde a queda. Ambos construíram altares. Ambos foram adorar a Deus com ofertas. Mas uma oferta foi agradável a Deus e a outra, não.”

“O que fez a diferença? A resposta tem que ser entendida no contexto da salvação pela fé somente, o evangelho, que foi apresentado primeiramente a Adão e Eva no Éden, embora o plano da salvação tenha sido elaborado antes da fundação do mundo. ‘assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor’ (Efés. 1:4). ‘na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos’ (Tito 1:2).”.

“A oferta de Caim representava a tentativa de obter salvação pelas obras, a base de toda religião e adoração falsas. O fato é que o abismo entre o Céu e a Terra é tão grande, tão profundo, que os seres humanos nunca poderiam atravessá-lo. A essência do legalismo, da salvação pelas obras, é a tentativa humana de fazer exatamente isso.”

“Em contrapartida, por sua oferta de um animal, Abel revelou (embora de forma débil) a grande verdade de que só a morte de Cristo, alguém igual a Deus (‘pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;’ Filip. 2:6), poderia justificar o pecador diante de Deus.”

“Recebemos assim uma lição poderosa: toda adoração verdadeira deve estar centralizada na compreensão de que somos impotentes para salvar a nós mesmos, e de que todas as tentativas de obter salvação pelas obras são manifestações da ação de Caim. A verdadeira adoração deve estar fundamentada na constatação de que somente através da graça de Deus podemos ter esperança de vida eterna.”

“Examine seus próprios pensamentos, motivos e sentimentos a respeito da adoração. Sua devoção está centralizada em Cristo, ou você se concentra demais em si mesmo?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 27 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adoração em Gênesis: duas classes de adoradores

Lições da Bíblia.

“Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a casa de Deus, a porta dos Céus” (Gn 28: 16, 17).

“A adoração não é uma área separada da atividade humana. Ela não é um compartimento isolado, mas é a chave para tudo que diz respeito à nossa identidade, relacionamento com os outros e destino final. Os verdadeiros adoradores de Gênesis centralizavam suas atividades devocionais no que Deus havia provido para livrá-los do pecado.”

“Dizem que, como seres humanos, precisamos adorar alguma coisa. O que adoramos é outra questão, embora tenha consequências extremamente importantes, especialmente nos últimos dias, quando dois grupos de adoradores se manifestam: os que adoram o Criador e os que adoram a besta e sua imagem.”

“No entanto, as sementes desse contraste podem ser vistas logo no começo da Bíblia. Na história de Caim e Abel, dois tipos de adoradores aparecem, um adorando o verdadeiro Deus como Ele deve ser adorado, e outro se envolvendo em um falso tipo de adoração. Uma forma de adoração é aceitável, a outra, não, e isso porque uma delas é fundamentada na salvação pela fé e a outra, como são todas as falsas formas de adoração, é baseada nas obras. Esse é um tema que aparece muitas vezes na Bíblia. Um tipo de adoração é focado exclusivamente em Deus, em Seu poder, glória e graça; o outro se volta para a humanidade e para o eu.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 25 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Sem a veste nupcial

Lições da Bíblia.

A veste nupcial, na parábola de Mateus 22:1-14, representa o manto da justiça de Cristo, sua aceitação ou rejeição representa, literalmente, uma questão de vida eterna ou morte eterna, deixar de usá-la significa ficar de fora das eternas bodas do Cordeiro. “De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes: O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir. Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio; e os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram. O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes. E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados. Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” (Mat. 22:1-14)

“A menos que alguém acredite no conceito ‘uma vez salvo, salvo para sempre’, não existe problema com a ideia de que, em algum momento da história, Deus finalmente irá separar Seus professos seguidores. Nessa ocasião Ele distinguirá o trigo do joio (Mt 13:24-30), o sábio do insensato (Mt 25:1-13), o fiel do infiel (Mt 25:14-30), e os que são verdadeiramente cobertos com o manto de Sua justiça dos que não são (Mt 22:1-14). Uma razão para isso é que alguns deles têm feito e ainda podem estar fazendo coisas terríveis, até mesmo em Seu nome.”

“Será que não haverá algum tipo de acerto de contas no fim, entre os verdadeiros e os falsos, que pretendem obter as mesmas promessas de salvação reivindicadas constantemente pelos sinceros, especialmente em uma religião cuja base é que você é salvo pelo que outra Pessoa fez por você?”

“Pense nisto: Se a salvação fosse simplesmente por nossas obras, seria fácil; precisaríamos somente contabilizá-las. Elas seriam suficientes ou não, ponto final. Mas em uma fé em que a salvação repousa nos méritos do que outra Pessoa fez por nós, uma fé em que a justiça necessária para a salvação existe em Alguém à parte de nós mesmos, a questão fica mais sutil, mais diversificada. Assim, um julgamento por Alguém que nunca erra pareceria mais necessário nessa religião do que em uma religião em que as obras são o padrão, não é?”

“É disso que trata esta parábola: Deus separando o verdadeiro e o falso dentre os que professaram segui-Lo. E qual é o fator decisivo? Saber se eles foram vestidos com o maravilhoso manto de justiça que Cristo oferece gratuitamente a todos.”

“Essa parábola estabelece uma importante distinção entre ser membro de uma igreja e ser um pecador salvo pela justiça de Cristo. Essas não são claramente a mesma coisa, certo?”

“Considere sua vida, suas obras, ações, palavras, seus pensamentos e sua atitude para com os amigos e inimigos. Eles refletem a vida de alguém que veste o manto da justiça de Cristo ou de alguém que apenas veio para a festa?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 08 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

As vestes nupciais

Lições da Bíblia.

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm 8:1, RC).

“A justiça de Cristo é a única roupa feita no Céu, oferecida à humanidade caída e, se esperamos jantar com o Rei, devemos vesti-la conscientemente, a cada dia.”

“Todos somos convidados para o banquete do casamento do rei, mas nem todos aceitam o convite. Entre os que realmente decidem comparecer à festa, alguns optam por não usar as roupas fornecidas pelo rei: as vestes de justiça de Cristo. Não é suficiente aceitar o convite; precisamos ter as roupas adequadas.”

“A história cristã está cheia de páginas escuras. Coisas horríveis foram feitas por professos seguidores de Cristo e, segundo nossa compreensão da profecia, mais mal será feito em Seu nome, também, antes da segunda vinda de Jesus. Nesta semana examinaremos uma parábola fascinante, que revela a verdade dolorosa de que nem todos os que professam ser seguidores de Cristo são de fato. Naturalmente, quem somos nós para julgar entre os fiéis e os infiéis? Quem somos nós para ver o ‘cisco que está no olho do [nosso] irmão, e não [nos darmos] conta da viga que está em [nosso] próprio olho?’ (Mt 7:3, NVI). Nós não fazemos esse julgamento. Mas Deus faz.”

“Os convidados à ceia do evangelho são os que professam servir a Deus, cujos nomes estão escritos no livro da vida. Nem todos, porém, que professam ser cristãos, são discípulos verdadeiros. Antes que seja dada a recompensa final, precisa ser decidido quem está apto para participar da herança dos justos. Essa decisão deve ser feita antes da segunda vinda de Cristo, nas nuvens do céu; porque quando Ele vier, o galardão estará com Ele ‘para retribuir a cada um segundo as suas obras’ (Ap 22:12; Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 310).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 04 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A melhor roupa

Lições da Bíblia.

“Como vimos, o próprio filho teve que tomar a decisão de retornar. Não houve coação da parte do pai. Deus não força ninguém a obedecer. Se Ele não forçou Satanás a obedecer no Céu, nem Adão e Eva a obedecer no Éden, por que o faria então, muito tempo depois que as consequências da desobediência causaram estragos sobre a humanidade?” “Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. (Rom. 5:18-21).

Diante da confissão do filho a reação do pai foi de perdão e reconciliação total não requerendo do filho nenhuma penitência, obras ou ações de restituição. “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Luc. 15:20-24). “Há esperança para o teu futuro, diz o SENHOR, porque teus filhos voltarão para os seus territórios. Bem ouvi que Efraim se queixava, dizendo: Castigaste-me, e fui castigado como novilho ainda não domado; converte-me, e serei convertido, porque tu és o SENHOR, meu Deus. Na verdade, depois que me converti, arrependi-me; depois que fui instruído, bati no peito; fiquei envergonhado, confuso, porque levei o opróbrio da minha mocidade. Não é Efraim meu precioso filho, filho das minhas delícias? Pois tantas vezes quantas falo contra ele, tantas vezes ternamente me lembro dele; comove-se por ele o meu coração, deveras me compadecerei dele, diz o SENHOR.” (Jer. 31:17-20).

“O filho confessou ao pai, mas, lendo o texto, você pode ter a impressão de que o pai quase não ouviu. Perceba a ordem: o pai correu ao encontro do filho, lançou-se sobre ele e o beijou. Claro, a confissão foi bonita, e provavelmente fez mais bem ao filho do que ao pai, mas naquele momento as ações do filho falavam mais alto que suas palavras. O pai, também, ordenou aos empregados que trouxessem “a melhor roupa” e a colocassem sobre o filho. A palavra grega traduzida como ‘melhor’, nesse texto, vem de protos, que significa muitas vezes ‘primeiro’ ou ‘principal’. O pai estava lhe dando o melhor que tinha para oferecer.”

“Pense também no contexto: o filho tinha vivido na pobreza não se sabe por quanto tempo. Provavelmente ele não tenha ido para casa vestido com as melhores roupas (para não dizer outra coisa!). Afinal, ele havia alimentado porcos até então. O contraste, sem dúvida, entre o que ele estava usando quando foi abraçado pelo pai (note, também, que o pai não esperou até que ele estivesse limpo para abraçá-lo) e o manto que foi colocado sobre ele não poderia ter sido mais completo. O que isso mostra, entre outras coisas, é que a restauração, pelo menos entre o pai e o filho, naquele momento foi completa. Se vermos “a melhor roupa” como o manto da justiça de Cristo, então tudo que era necessário foi provido naquele momento e naquele local. O filho pródigo se arrependeu, confessou, e se converteu de seus caminhos. O pai supriu o restante. Se isso não é um símbolo da salvação, o que seria?”

“O que é fascinante ali, também, é que da parte do pai, não houve censura do tipo ‘eu avisei’. Não havia necessidade disso, não é mesmo? O pecado recebe seu próprio salário. Ao lidar com pessoas que voltam ao Senhor, depois de terem se afastado, como podemos aprender a não lançar seus pecados diante deles?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 31 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF