Misericórdia e justiça: marcas do povo de Deus

Lições da Bíblia

“Desde o princípio a justiça social fez parte das leis de Deus e de Seu ideal para Seu povo. A justiça social é a intenção original de Deus para a sociedade humana: um mundo em que as necessidades básicas são satisfeitas, as pessoas prosperam e a paz reina.”1

“1. Leia os versos seguintes e resuma o que eles dizem sobre a misericórdia e a justiça, ou sobre o que às vezes é chamado de “justiça social”. Êx 22:21-23; 23:2-9; Lv 19:10; Pv 14:31; 29:71

“21 Não afligirás o forasteiro, nem o oprimirás; pois forasteiros fostes na terra do Egito. 22 A nenhuma viúva nem órfão afligireis. 23 Se de algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu lhes ouvirei o clamor;” (Êxodo 22:21-23 ARA)2.

“2 Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito. 3 Nem com o pobre serás parcial na sua demanda. 4 Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho reconduzirás. 5 Se vires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo. 6 Não perverterás o julgamento do teu pobre na sua causa. 7 Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio. 8 Também suborno não aceitarás, porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos justos. 9 Também não oprimirás o forasteiro; pois vós conheceis o coração do forasteiro, visto que fostes forasteiros na terra do Egito.” (Êxodo 23:2-9 ARA)2.

Não rebuscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.” (Levítico 19:10 ARA)2.

O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado.” (Provérbios 14:31 ARA)2.

Informa-se o justo da causa dos pobres, mas o perverso de nada disso quer saber.” (Provérbios 29:7 ARA)2.

Em lugar de afligir forasteiros, viúvas e órfãos, devemos ajudá-los. Precisamos seguir os princípios da bondade, honestidade, imparcialidade, justiça e generosidade. Oprimir os pobres é insultar o Criador.1 

“A misericórdia e a justiça também são enfatizadas nas leis do sábado dadas ao antigo Israel. Deus delineou três tipos de sábado.”1

“2. De que forma a ideia da misericórdia e da justiça é refletida em cada um dos sábados mencionados nos textos a seguir? Êx 20:8-10; 23:10, 11; Lv 25:8-55

“8 Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. 9 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro;” (Êxodo 20:8-10 ARA)2.

“10 Seis anos semearás a tua terra e recolherás os seus frutos; 11 porém, no sétimo ano, a deixarás descansar e não a cultivarás, para que os pobres do teu povo achem o que comer, e do sobejo comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival.” (Êxodo 23:10-11 ARA)2.

“8 Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. 9 Então, no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta vibrante; no Dia da Expiação, fareis passar a trombeta por toda a vossa terra. 10 Santificareis o ano qüinquagésimo e proclamareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. 11 O ano qüinquagésimo vos será jubileu; não semeareis, nem segareis o que nele nascer de si mesmo, nem nele colhereis as uvas das vinhas não podadas. 12 Porque é jubileu, santo será para vós outros; o produto do campo comereis. 13 Neste Ano do Jubileu, tornareis cada um à sua possessão. 14 Quando venderes alguma coisa ao teu próximo ou a comprares da mão do teu próximo, não oprimas teu irmão. 15 Segundo o número dos anos desde o Jubileu, comprarás de teu próximo; e, segundo o número dos anos das messes, ele venderá a ti. 16 Sendo muitos os anos, aumentarás o preço e, sendo poucos, abaixarás o preço; porque ele te vende o número das messes. 17 Não oprimais ao vosso próximo; cada um, porém, tema a seu Deus; porque eu sou o SENHOR, vosso Deus. 18 Observai os meus estatutos, guardai os meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra. 19 A terra dará o seu fruto, e comereis a fartar e nela habitareis seguros. 20 Se disserdes: Que comeremos no ano sétimo, visto que não havemos de semear, nem colher a nossa messe? 21 Então, eu vos darei a minha bênção no sexto ano, para que dê fruto por três anos. 22 No oitavo ano, semeareis e comereis da colheita anterior até ao ano nono; até que venha a sua messe, comereis da antiga. 23 Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois para mim estrangeiros e peregrinos. 24 Portanto, em toda a terra da vossa possessão dareis resgate à terra. 25 Se teu irmão empobrecer e vender alguma parte das suas possessões, então, virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que seu irmão vendeu. 26 Se alguém não tiver resgatador, porém vier a tornar-se próspero e achar o bastante com que a remir, 27 então, contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem vendeu, e tornará à sua possessão. 28 Mas, se as suas posses não lhe permitirem reavê-la, então, a que for vendida ficará na mão do comprador até ao Ano do Jubileu; porém, no Ano do Jubileu, sairá do poder deste, e aquele tornará à sua possessão. 29 Quando alguém vender uma casa de moradia em cidade murada, poderá resgatá-la dentro de um ano a contar de sua venda; durante um ano, será lícito o seu resgate. 30 Se, passando-se-lhe um ano, não for resgatada, então, a casa que estiver na cidade que tem muro ficará em perpetuidade ao que a comprou, pelas suas gerações; não sairá do poder dele no Jubileu. 31 Mas as casas das aldeias que não têm muro em roda serão estimadas como os campos da terra; para elas haverá resgate, e sairão do poder do comprador no Jubileu. 32 Mas, com respeito às cidades dos levitas, às casas das cidades da sua possessão, terão direito perpétuo de resgate os levitas. 33 Se o levita não resgatar a casa que vendeu, então, a casa comprada na cidade da sua possessão sairá do poder do comprador, no Jubileu; porque as casas das cidades dos levitas são a sua possessão no meio dos filhos de Israel. 34 Mas o campo no arrabalde das suas cidades não se venderá, porque lhes é possessão perpétua. 35 Se teu irmão empobrecer, e as suas forças decaírem, então, sustentá-lo-ás. Como estrangeiro e peregrino ele viverá contigo. 36 Não receberás dele juros nem ganho; teme, porém, ao teu Deus, para que teu irmão viva contigo. 37 Não lhe darás teu dinheiro com juros, nem lhe darás o teu mantimento por causa de lucro. 38 Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a terra de Canaã e para ser o vosso Deus. 39 Também se teu irmão empobrecer, estando ele contigo, e vender-se a ti, não o farás servir como escravo. 40 Como jornaleiro e peregrino estará contigo; até ao Ano do Jubileu te servirá; 41 então, sairá de tua casa, ele e seus filhos com ele, e tornará à sua família e à possessão de seus pais. 42 Porque são meus servos, que tirei da terra do Egito; não serão vendidos como escravos. 43 Não te assenhorearás dele com tirania; teme, porém, ao teu Deus. 44 Quanto aos escravos ou escravas que tiverdes, virão das nações ao vosso derredor; delas comprareis escravos e escravas. 45 Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós, deles e das suas famílias que estiverem convosco, que nasceram na vossa terra; e vos serão por possessão. 46 Deixá-los-eis por herança para vossos filhos depois de vós, para os haverem como possessão; perpetuamente os fareis servir, mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não vos assenhoreareis com tirania, um sobre os outros. 47 Quando o estrangeiro ou peregrino que está contigo se tornar rico, e teu irmão junto dele empobrecer e vender-se ao estrangeiro, ou peregrino que está contigo, ou a alguém da família do estrangeiro, 48 depois de haver-se vendido, haverá ainda resgate para ele; um de seus irmãos poderá resgatá-lo: 49 seu tio ou primo o resgatará; ou um dos seus, parente da sua família, o resgatará; ou, se lograr meios, se resgatará a si mesmo. 50 Com aquele que o comprou acertará contas desde o ano em que se vendeu a ele até ao Ano do Jubileu; o preço da sua venda será segundo o número dos anos, conforme se paga a um jornaleiro. 51 Se ainda faltarem muitos anos, devolverá proporcionalmente a eles, do dinheiro pelo qual foi comprado, o preço do seu resgate. 52 Se restarem poucos anos até ao Ano do Jubileu, então, fará contas com ele e pagará, em proporção aos anos restantes, o preço do seu resgate. 53 Como jornaleiro, de ano em ano, estará com ele; não se assenhoreará dele com tirania à tua vista. 54 Se desta sorte se não resgatar, sairá no Ano do Jubileu, ele e seus filhos com ele. 55 Porque os filhos de Israel me são servos; meus servos são eles, os quais tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.” (Levítico 25:8-55 ARA)2.

No trabalho que garante o sustento e a prosperidade, e no direito ao descanso para patrões, empregados, animais e para a própria terra. O descanso sabático para todos está de acordo com a misericórdia, relembrando que, apesar das diferenças, somos iguais em aspectos importantes. No ano sabático, enquanto a terra descansava, os pobres e animais poderiam comer dos frutos da terra livremente, o que deveria enfraquecer a tendência à avareza. Pessoas e propriedades vendidas eram resgatadas no ano do jubileu.1

“A. As instruções para a guarda do sábado incluíam o princípio da garantia de oportunidades iguais para que todos descansassem, inclusive servos, animais e estrangeiros.”1

“B. A cada sete anos, o ano sabático era uma ocasião para o cancelamento de dívidas, para demonstrar interesse pelos pobres e libertar os escravos. Deus instruiu Seu povo a incluir os animais nos benefícios do ano sabático (ver Lv 25:6, 7).”1

“C. O ano do jubileu ocorria no quinquagésimo ano, após sete anos sabáticos. A propriedade que havia sido vendida era devolvida ao proprietário original, as dívidas eram perdoadas e os prisioneiros e escravos eram libertados. O jubileu era um equalizador da sociedade, um reinício que dava a todos a oportunidade de recomeçar a vida. Era uma ‘salvaguarda contra os extremos da riqueza ou da miséria’ (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 185).”1

“Ali, na própria estrutura da sociedade hebreia, podemos ver como a justiça e a misericórdia atuavam juntas em favor dos menos afortunados da sociedade.”1

Domingo, 10 de julho de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O papel da igreja na comunidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Jul. Ago. Set. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Justiça e misericórdia no Antigo Testamento: parte 1

Lições da Bíblia

Deus “faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O Senhor liberta os encarcerados. O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos. O Senhor guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva(Sl 146:7-9).1

“Anos atrás, num dia frio na cidade de Nova York, um menino de dez anos, descalço e tremendo, observava atentamente a vitrine de uma loja de sapatos. Uma mulher foi até o menino e perguntou por que ele estava observando a vitrine com tanto interesse. Ele disse que estava pedindo a Deus que lhe desse um par de sapatos. A mulher o tomou pela mão e o levou para dentro da loja. Ela pediu ao atendente que trouxesse seis pares de meias; pediu também uma bacia com água e uma toalha. Levando o rapazinho para o fundo da loja, ela tirou as luvas, lavou os pés dele e os enxugou com a toalha. O atendente chegou com as meias. A mulher colocou meias nos pés do menino e lhe deu um par de sapatos. Colocou a mão na cabeça dele e perguntou se ele se sentia mais confortável. Quando ela se virou para ir embora, o espantado rapazinho segurou a mão dela e perguntou, com lágrimas: ‘A senhora é a esposa de Deus?’”1

“Aquele menino falou uma verdade maior do que imaginava. A igreja de Deus é Sua noiva, Sua esposa. Como membros de Sua igreja, precisamos refletir seu caráter amoroso.”1

Introdução ao tema da Lição desta semana, comentários do autor.

 

Forme pequenos grupos entre os jovens de sua comunidade.
Fortaleça a comunhão e promova a missão.

 

Sábado, 09 de julho de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O papel da igreja na comunidade. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Jul. Ago. Set. 2016. Adulto, Professor.

A justiça é holística

Lições da Bíblia

“1. Leia Provérbios 10:1-7. Quais são os vários princípios sobre a vida e a fé revelados nessa passagem?”1 “1 Provérbios de Salomão. O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe. 2 Os tesouros da impiedade de nada aproveitam, mas a justiça livra da morte. 3 O SENHOR não deixa ter fome o justo, mas rechaça a avidez dos perversos. 4 O que trabalha com mão remissa empobrece, mas a mão dos diligentes vem a enriquecer-se. 5 O que ajunta no verão é filho sábio, mas o que dorme na sega é filho que envergonha. 6 Sobre a cabeça do justobênçãos, mas na boca dos perversos mora a violência. 7 A memória do justo é abençoada, mas o nome dos perversos cai em podridão.” (Provérbios 10:1-7 ARA)2. “O texto fala do filho sábio e diligente em contraste com o filho insensato e preguiçoso. Fala também da justiça, que agrada a Deus, em contraste com a desonestidade e a ambição, que Lhe desagradam. O justo recebe bênçãos e deixa boas recordações, mas o perverso é violento e seu nome será desprezado.1

“Certa vez, um homem, num barco, começou a furar um buraco debaixo de seus pés no lugar em que estava sentado. Quando as pessoas que estavam no barco exigiram que ele parasse, ele respondeu: ‘Não se intrometam nisso. Este assento aqui é meu!’ Essa resposta absurda é muitas vezes a desculpa usada pelo pecador para justificar seu comportamento. ‘A vida é minha, e vocês não têm nada que ver com ela.’ É claro que qualquer coisa que façamos ou deixemos de fazer afeta os outros, especialmente os que estão mais próximos de nós. Quem já não sentiu, de maneira muito intensa, o resultado de atos bons ou maus de outras pessoas?”1

“O princípio da unidade entre a vida espiritual-moral e a vida física-material é abordado nos versos 3 a 5. A ideia principal é de que a perversidade, isto é, a deficiência moral, não compensa, mesmo que a pessoa seja rica; e a segunda ideia é de que a justiça sempre traz recompensas, de uma forma ou de outra, mesmo que a pessoa seja pobre.”1

“Nos versos 6 e 7, vemos uma expressão prévia do que Jesus disse com respeito ao fato de o desejo impuro ser adultério ou de o ódio equivaler ao homicídio. Esconder nosso ódio por trás de nossas palavras nem sempre funciona. Os pensamentos maus muitas vezes se revelam em nossa linguagem corporal e em nosso tom de voz. O melhor ponto de partida para o bom relacionamento com outros é ‘[amar nosso] próximo como a [nós mesmos]’ (Lv 19:18; compare com Mt 19:19). Como o texto também sugere, a impressão para o bem deixada por você pode ter uma influência duradoura sobre outros. Afinal de contas, basta apenas usar o simples bom senso de escolher ter boa fama em vez de má fama.”1

“Você tem alguma importante decisão para ser tomada? Se já não fez isso, considere cuidadosamente o impacto para o bem ou para o mal que essa escolha poderá ter sobre outros.”1

Participe do projeto “Reavivados por Sua Palavra”: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/

Domingo, 25 de janeiro de 2015 . Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Provérbios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 479, Jan. Fev. Mar. 2015. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A justiça será feita!

Lições da Bíblia

“O capítulo 5 de Tiago começa de modo estrondoso: ‘Agora, ricos, escutem! Chorem e gritem pelas desgraças que vocês vão sofrer!’ (Tg 5:1, NTLH). Sem dúvida, isso deve ter chamado a atenção de seus leitores.”1

“Em Tiago 1:10, 11, ele lembrou os ricos de que as riquezas são transitórias. No capítulo 5, os que de modo obstinado se apegam às riquezas são exortados a chorar e gritar. É como se seu juízo iminente já estivesse sendo derramado. A vívida descrição continua ao longo da nossa passagem para esta semana, trazendo à mente a retribuição divina pelo perverso abuso que caracteriza o período imediatamente anterior ao retorno de Cristo (ver Lc 17:27-29; 2Tm 3:1, 2; Ap 18:3, 7). Uma atitude semelhante permeia a igreja de Deus dos últimos dias (Ap 3:17). Curiosamente, a palavra grega traduzida como ‘desgraças’ [ou miséria] em Tiago 5:1 vem da mesma raiz usada para descrever Laodiceia como ‘miserável’ em Apocalipse 3:17.”1

“1. Às vezes, é difícil entender por que algumas pessoas prosperam explorando os pobres e, ainda pior, por que elas parecem ficar impunes! Leia o Salmo 73:3-19. Que esperança é encontrada nesses versos em relação a esse problema permanente?”1 3 Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos. 4 Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio. 5 Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens. 6 Daí, a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto. 7 Os olhos saltam-lhes da gordura; do coração brotam-lhes fantasias. 8 Motejam e falam maliciosamente; da opressão falam com altivez. 9 Contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra. 10 Por isso, o seu povo se volta para eles e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos. 11 E diz: Como sabe Deus? Acaso, há conhecimento no Altíssimo? 12 Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas. 13 Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência. 14 Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado. 15 Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos. 16 Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim; 17 até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles. 18 Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição. 19 Como ficam de súbito assolados, totalmente aniquilados de terror!” (Salmo 73:3-19 RA)2. Todos eles cairão na destruição, serão totalmente aniquilados.

“Nos livros dos profetas do Antigo Testamento, encontramos uma preocupação com a justiça e com a promessa de que Deus agiria para corrigir as coisas. Mas esse persistente e firme sentimento de esperança não parecia tornar mais fácil o período desconfortável e angustiante da espera pela intervenção divina. Por exemplo, escrevendo em um tempo de ampla apostasia entre o povo de Deus, quando Babilônia, cheia de orgulho, celebrava seu poder e prosperidade, o profeta Habacuque fez uma série de perguntas diretas a Deus (ver Hc 1:2-4, 13, 14). A breve resposta foi que ele devia confiar no Senhor e esperar um pouco mais (Hc 2:2-4). O profeta fez exatamente isso (ver Hc 3:17, 18).”1

“Quais injustiças o deixam irado e indignado? Embora devamos fazer o possível para aliviar a injustiça, como podemos descansar na promessa de que, de alguma forma, quando tudo acabar, a justiça divina será feita?”1

Hoje é dia do batismo especial de colheita em todo o Brasil. Celebre essa festa espiritual em sua igreja. Como você e sua classe da Escola Sabatina podem ajudar os novos batizados a se firmarem no caminho da fé e da esperança?

Domingo, 30 de novembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Carta de Tiago. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 478, Out. Nov. Dez. 2014. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

A lei impotente

Lições da Bíblia.

“Como vimos, embora em certo sentido a lei ‘fortaleça’ o pecado, em outro sentido, a lei é extremamente impotente. Como pode a mesma coisa ser ao mesmo tempo poderosa e impotente?”1

“Aqui, novamente, a diferença não está na lei, mas na pessoa. A lei obriga aquele que descobre que é pecador a reconhecer que está contrariando a vontade de Deus e, portanto, seguindo no caminho da morte. Ao descobrir seu pecado, o pecador pode decidir seguir a lei ao pé da letra. No entanto, o fato de que ele já pecou fez dele um candidato à morte.”1

“5. Leia Atos 13:38, 39; Romanos 8:3; Gálatas 3:21. O que esses textos nos dizem sobre a lei e a salvação?”1 Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste; e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés.” (Atos 13:38-39 RA)2; Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,” (Romanos 8:3 RA)2; É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei.” (Gálatas 3:21 RA)2. A lei não salva, a lei condena. É impossível ao ser humano por sua própria justiça, decorrente da lei, obter a salvação. Só há uma esperança para os transgressores da lei, a salvação pela graça decorrente dos méritos de Jesus Cristo.

“Algumas pessoas acreditam que a estrita observância da lei garante a salvação, mas isso não é um ensinamento bíblico. A lei define o pecado (Rm 7:7). Ela não o perdoa (Gl 2:19-21). Por isso, Paulo observa que a mesma lei que fortalece o pecado também é ‘enferma’ (Rm 8:3). Ela é capaz de convencer o pecador dos pecados, mas não pode torná-lo justo. Um espelho pode mostrar as nossas falhas, mas não pode corrigi-las. Como Ellen G. White escreveu: ‘A lei não pode salvar aqueles a quem ela condena. Ela não pode resgatar os que perecem’ (Signs of the Times, 10 de novembro de 1890).”1

“Quando consideramos totalmente a finalidade da lei, é mais fácil entender por que Jesus Se tornou o sacrifício expiatório pela raça humana. A morte de Jesus colocou os pecadores em um relacionamento correto com Deus e com Sua lei santa, justa e boa (Rm 7:12). Ao mesmo tempo, Sua morte mostrou a inutilidade da salvação pela observância da lei. Afinal, se a obediência à lei pudesse nos salvar, Jesus não precisaria ter morrido em nosso lugar. O fato de que Ele morreu por nós, revela que a obediência à lei não pode nos salvar. Precisamos de algo muito mais drástico.”1

“Apesar das muitas promessas de poder para obedecer à lei de Deus, por que essa obediência não é suficiente para garantir nossa salvação? Considere sua observância da lei. Se sua salvação dependesse de sua obediência, quanta esperança você teria?”1

Terça-feira, 05 de maio de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Justiça excessiva (Mt 5:20)

Lições da Bíblia.

“5. Leia Mateus 5:17-20. De que maneiras podemos entender a advertência de Jesus em Mateus 5:20? Leia também Rm 10:3.”1 “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” (Mt 5:17-20 RA)2; Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.” (Rm 10:3 RA)2. Jesus condenou a justiça de muitos escribas e fariseus por não ser o resultado da graça de Deus na vida deles, pelo contrário, era o fruto do legalismo reproduzido em obras humanas destituída de amor a Deus e ao semelhante. Suas tradições eram mais importantes que a própria lei de Deus.

“Se lido isoladamente, Mateus 5:20 poderia ser visto como um convite para exceder o farisaísmo dos fariseus, isto é, fazer o que eles faziam, de modo mais intenso.”1

“Mas era isso que Jesus estava dizendo? Felizmente, a resposta a essa pergunta está ao nosso alcance. A lição de ontem mostrou que era comum os escribas e fariseus elevarem as regras da tradição acima da lei de Deus. Jesus precisou dizer-lhes que as suas ações na realidade invalidavam a clara Palavra de Deus. A lição de segunda-feira também mencionou que, embora os escribas e fariseus provavelmente tivessem bom conteúdo em seu ensino, muitos deles viviam de maneira hipócrita.”1

“Nesse cenário, não é difícil perceber o verdadeiro sentimento por trás da declaração de Jesus. Ele poderia muito bem estar se referindo àquilo sobre o que havia advertido em outra ocasião: ‘Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos Céus’ (Mt 5:19). Os fariseus estavam tão concentrados nas leis de origem humana que transgrediam abertamente a lei de Deus. A justiça deles estava fundamentada em seus próprios esforços e, como tal, era defeituosa. Muito tempo antes, Isaías havia declarado que a justiça humana não passa de ‘trapo da imundícia’ (Is 64:6).”1

“O tipo de justiça que Jesus promove começa no coração. No incidente relacionado à tradição de lavar as mãos, Ele apontou o erro dos fariseus citando Isaías 29:13: ‘Este povo […] com os seus lábios Me honra, mas o seu coração está longe de Mim’. A justiça que Deus procura é mais profunda do que a ação visível.”1

“Jesus pede uma justiça que exceda aquela que os fariseus julgavam possuir.”1

“A justiça que conta não é obtida mediante a execução de cada item de uma lista de tarefas. Podemos alcançá-la somente quando exercemos fé em Jesus Cristo e suplicamos Sua justiça sobre nós. É uma justiça que provém de uma entrega total de si mesmo e da intensa percepção de que precisamos de Jesus como nosso Substituto e Exemplo.”1

“Leia Romanos 10:3. Como esse texto nos ajuda a ver o que significa a verdadeira justiça?”1 “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.” (Rm 10:3 RA)2

Amanhã, a Semana Santa acontecerá nos templos adventistas. Envolva-se no louvor, oração e recepção.

Quinta-feira, 17 de abril de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Cristo e sua lei. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 476, Abr. Maio Jun. 2013. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Vindicação no juízo

Lições da Bíblia.

“Como as Escrituras mostram, o juízo de Deus é uma boa notícia para os que acreditam nEle, que confiam nEle e que são leais a Ele, mesmo que não possamos ‘contestar as acusações de Satanás contra nós’ (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 472). No entanto, o julgamento não é apenas para nós. Ele também serve ao propósito de vindicar a Deus perante todo o Universo.

“4. Como o caráter de Deus é apresentado nos seguintes textos sobre o juízo?” ”Dizei entre as nações: O Senhor reina; ele firmou o mundo, de modo que não pode ser abalado. Ele julgará os povos com retidão. […] diante do Senhor, porque ele vem, porque vem julgar a terra: julgará o mundo com justiça e os povos com a sua fidelidade.” (Salmo 96:10, 13)”; “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” (2 Timóteo 4:8); “E ouvi o anjo das águas dizer: Justo és tu, que és e que eras, o Santo; porque julgaste estas coisas; […] E ouvi uma voz do altar, que dizia: Na verdade, ó Senhor Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos.” (Apocalipse 16:5, 7); “porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.” (Apocalipse 19:2). ”Deus é Juiz justo e verdadeiro.”

“O caráter de Deus será revelado em Seu julgamento. No fim, o que Abraão já havia compreendido será manifestado a toda a humanidade: ‘Não fará justiça o Juiz de toda a Terra?’ (Gn 18:25). As diferentes fases do juízo, com suas investigações do livro aberto, garantem que os anjos (no juízo pré-advento) e os justos (no juízo durante o milênio) podem comprovar e ter certeza de que Deus é justo em Sua maneira de lidar com a humanidade e que Ele tem sido misericordioso em cada caso.”

“5. Leia Filipenses 2:5-11. Que evento é descrito nesses versos?” ”Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:5-11). “Jesus Cristo Se esvaziou e Se humilhou para nos salvar. No fim, Deus e o Universo inteiro exaltarão a Cristo. Todo joelho se dobrará diante dEle, reconhecendo que Seu nome está acima de todo nome.”

“Os versos 9-11 preveem a exaltação de Cristo. As duas principais ações expressam o mesmo pensamento: Jesus é Senhor, e toda a criação O reconhecerá como tal. Primeiro, todo joelho se dobrará (v. 10). O ato de dobrar os joelhos é uma ação habitual para reconhecer a autoridade de alguém. Aqui a expressão se refere à homenagem prestada a Cristo, reconhecendo Sua soberania suprema. A dimensão da homenagem é Universal. ‘Nos Céus, na Terra e debaixo da Terra’, o que inclui todos os seres vivos: os seres sobrenaturais no Céu, os seres vivos na Terra e os mortos ressuscitados. Aparentemente, os que prestarão homenagem não são apenas os salvos. Todos reconhecerão o senhorio de Cristo, mesmo os perdidos.”

“A segunda ação é que todos devem confessar ‘que Jesus Cristo é Senhor’ (v. 11). No fim, todos reconhecerão a justiça de Deus em exaltar Cristo como Senhor. Dessa forma, toda a criação reconhecerá o caráter de Deus, que tem estado no centro do grande conflito, como sendo justo e fiel. Mesmo Satanás, o arqui-inimigo de Cristo, reconhecerá a justiça de Deus e se curvará à supremacia de Cristo (leia de Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 670, 671).”

Quarta-feira, 18 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Vindicação na cruz

Lições da Bíblia.

“Desde o princípio, Deus não deixou dúvida de que iria invalidar as acusações de Satanás e demonstrar Seu supremo amor e justiça. Sua justiça exige que haja pagamento da penalidade pelo pecado da humanidade. Seu amor procura restaurar a humanidade à comunhão com Ele. Como Deus poderia manifestar as duas coisas?”

“3. Como Deus demonstrou tanto Seu amor quanto Sua justiça?” Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” (1 João 4:10 RA). Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:21-26 RA). ”Sua justiça foi demonstrada no sacrifício de Cristo para pagar o preço do pecado; Seu amor foi demonstrado no perdão oferecido mediante a fé no sacrifício de Cristo.”

“O caráter de amor e justiça de Deus foi revelado em sua mais plena manifestação na morte de Cristo. Deus nos amou e enviou Seu Filho como sacrifício expiatório pelos nossos pecados (1Jo 4:10; Jo 3:16). Ao pagar em Si mesmo a penalidade pela transgressão da lei, Deus mostrou Sua justiça: as exigências da lei tinham que ser cumpridas, e isso ocorreu na cruz, mas na pessoa de Jesus.”

“Ao mesmo tempo, por esse ato de justiça, Deus também pôde revelar Sua graça e amor, porque a morte de Jesus foi substitutiva. Ele morreu por nós, em nosso lugar, para que não tenhamos que enfrentar a morte eterna. Esta é a incrível provisão do evangelho: que Deus suportaria em Si mesmo o castigo que Sua justiça exigia, o castigo que legitimamente pertencia a nós.”

“Romanos 3:21-26 é uma joia bíblica sobre o tema da justiça de Deus e da redenção em Jesus Cristo. A morte sacrifical de Cristo é uma demonstração da justiça de Deus ‘para Ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus’ (Rm 3:26).”

“Mais uma vez, imagens do santuário proveem a moldura para a morte de Cristo. Nas semanas anteriores, vimos que Sua morte foi um sacrifício perfeito e substitutivo e que Cristo é a ‘propiciação’ [ou propiciatório] (Rm 3:25). Em resumo, o Antigo e o Novo Testamentos revelam que a missão de Cristo foi tipificada pelo serviço do santuário terrestre.”

“Com intenso interesse, os mundos não caídos observavam para ver Jeová Se levantar e assolar os habitantes da Terra. […] Em lugar de destruir o mundo, porém, Deus enviou Seu Filho para o salvar. […] Justo no momento da crise, quando Satanás parecia prestes a triunfar, veio o Filho de Deus com a embaixada da graça divina” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 37). O que essa citação fala sobre o caráter de Deus?

Terça-feira, 17 de dezembro de 2013. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES, veja sua versão original no site da Casa Publicadora Brasileira (CPB).