A justiça dos escribas e fariseus

Lições da Bíblia

“4. Leia Mateus 5:20. O que Jesus quis dizer ao declarar que, se a nossa justiça ‘não exceder em muito a dos escribas e fariseus’ não poderemos entrar no reino dos Céus?”1

Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” (Mateus 5:20 ARA)2.

A justiça dos fariseus era falsa e destituída de amor.”1

“Embora a salvação sempre tenha sido pela fé, e ainda que o judaísmo, como devia ter sido praticado, sempre tenha sido um sistema fundamentado na graça, o legalismo se infiltrou, como pode se infiltrar em qualquer religião que leve a obediência a sério, como o adventismo do sétimo dia. No tempo de Cristo, muitos dos líderes religiosos (mas não todos) haviam caído num tipo de ‘ortodoxia rígida […], destituída de contrição, ternura ou amor’, que os deixou sem ‘poder algum para preservar o mundo da corrupção’ (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 53).”1

“Meras formas exteriores, especialmente as que são criadas pelo homem, não têm poder para mudar a vida nem transformar o caráter. A única fé verdadeira é aquela que atua pelo amor (Gl 5:6); somente ela torna os atos exteriores aceitáveis aos olhos de Deus.”1

“5. Leia Miqueias 6:6-8. Em que aspecto essa passagem é um resumo do Sermão do Monte?”1

“6 Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus excelso? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? 7 Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma? 8 Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.” (Miqueias 6:6-8 ARA)2.

Deus espera do ser humano o que é bom: praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com o seu Deus.”1

“Mesmo nos tempos do Antigo Testamento, os sacrifícios não eram um fim em si mesmos, mas um meio para se chegar a um fim, isto é, uma vida na qual os seguidores de Deus refletissem o amor e o caráter dEle, algo que só podia ser feito por meio de entrega total a Deus e do reconhecimento de nossa completa dependência de Sua graça salvadora. Apesar de toda a sua aparência exterior de piedade e fé, muitos dos escribas e fariseus definitivamente não eram um modelo de como o seguidor de Deus deve viver.”1

“Mesmo que você creia firmemente na salvação somente pela fé e por meio da justiça de Jesus, como evitar que alguma forma de legalismo, mesmo que sutil, se infiltre em sua experiência?”1

Terça-feira, 12 de abril de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

__________________

1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Hagar e o Monte Sinai (Gl 4:21-31)

Lições da Bíblia.

“7. Que tipo de relação de aliança Deus desejava estabelecer com Seu povo no Sinai? Quais são as semelhanças entre essa aliança e a promessa de Deus a Abraão?” “Falou mais Deus a Moisés e lhe disse: Eu sou o SENHOR. Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, O SENHOR, não lhes fui conhecido. Também estabeleci a minha aliança com eles, para dar-lhes a terra de Canaã, a terra em que habitaram como peregrinos. Ainda ouvi os gemidos dos filhos de Israel, os quais os egípcios escravizam, e me lembrei da minha aliança. Portanto, dize aos filhos de Israel: eu sou o SENHOR, e vos tirarei de debaixo das cargas do Egito, e vos livrarei da sua servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes manifestações de julgamento. Tomar-vos-ei por meu povo e serei vosso Deus; e sabereis que eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas do Egito. E vos levarei à terra a qual jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; e vo-la darei como possessão. Eu sou o SENHOR. (Êxo. 6:2-8). “Subiu Moisés a Deus, e do monte o SENHOR o chamou e lhe disse: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel: Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.” (Êxo. 19:3-6). “Achou-o numa terra deserta e num ermo solitário povoado de uivos; rodeou-o e cuidou dele, guardou-o como a menina dos olhos. Como a águia desperta a sua ninhada e voeja sobre os seus filhotes, estende as asas e, tomando-os, os leva sobre elas, assim, só o SENHOR o guiou, e não havia com ele deus estranho.” (Deut. 32:10-12). “Deus prometeu libertá-los da escravidão egípcia; eles seriam seu povo, e Ele o seu Deus. Receberiam a terra da promessa e seriam reino e sacerdotes e deveriam ser fieis”

“Deus queria partilhar com os filhos de Israel no Sinai a mesma relação de aliança que havia compartilhado com Abraão. De fato, existem semelhanças entre as palavras de Deus em Gênesis 12:1-3 e Suas palavras a Moisés em Êxodo 19. Em ambos os casos, Deus enfatizou o que Ele faria por Seu povo. Ele não pediu que os israelitas prometessem fazer qualquer coisa para obter Suas bênçãos; em vez disso, eles deviam obedecer como uma resposta a essas bênçãos. As palavras hebraicas traduzidas como ‘obedecer’ e ‘guardar’ em Êxodo 19:5, literalmente significam ‘ouvir’. Essas palavras de Deus não implicam em justiça pelas obras. Pelo contrário, Ele queria que Israel tivesse a mesma fé que caracterizava a resposta de Abraão a Suas promessas (pelo menos na maior parte do tempo!).”

“8. Se a relação de aliança que Deus ofereceu a Israel no Sinai é similar àquela dada a Abraão, por que Paulo identificou o Monte Sinai com a experiência negativa de Hagar?” “Veio Moisés, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que o SENHOR lhe havia ordenado. Então, o povo respondeu à uma: Tudo o que o SENHOR falou faremos. E Moisés relatou ao SENHOR as palavras do povo.” (Êxo. 19:7-8). “Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas. Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda.” (Heb. 8:6-7). “Porque o povo transformou a boa aliança do Sinai em uma tentativa de aliança as promessas por meio das obras assim como no caso de Abraão, Sara e Hagar. Por fim, o povo se tornou infiel.”

“A aliança no Sinai foi destinada a apontar a pecaminosidade da humanidade e o remédio da graça abundante de Deus, simbolizada nas cerimônias do santuário. O problema com a aliança do Sinai não estava com Deus, mas com as promessas defeituosas do povo (Hb 8:6). Em vez de responder às promessas de Deus com humildade e fé, os israelitas responderam com autoconfiança. ‘Tudo o que o Senhor falou faremos’ (Êx 19:8). Depois de viver como escravos no Egito por mais de 400 anos, eles não tinham uma concepção verdadeira da majestade de Deus nem da extensão de sua própria pecaminosidade. Da mesma forma que Abraão e Sara tentaram ajudar Deus a cumprir Suas promessas, os israelitas procuraram transformar a aliança da graça de Deus em uma aliança de obras. Hagar simboliza o Sinai, no sentido de que ambos revelam tentativas humanas de salvação pelas obras.”

“Paulo não afirma que a lei dada no Sinai era ruim, tampouco que havia sido abolida. Ele estava preocupado com o equívoco legalista dos gálatas em relação à lei. ‘Em vez de servir para convencê-los da absoluta impossibilidade de agradar a Deus pela guarda da lei, a lei alimentava neles uma determinação profundamente arraigada de depender de recursos pessoais a fim de agradar a Deus. Assim, a lei não servia ao propósito da graça de conduzir os judaizantes a Cristo. Em vez disso, ela os separava de Cristo’ (O. Palmer Robertson, The Christ of the Covenants [O Cristo das Alianças], Phillipsburg, New Jersey, Presbyterian and Reformed Publishing Co., 1980, p. 181).”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 30 de novembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adoração fora do Éden

Lições da Bíblia.

“Após sua expulsão, Adão e Eva passaram a viver fora do paraíso do Éden. Embora a primeira promessa evangélica fosse dada a eles ainda no Éden (Gn 3:15), a Bíblia só mostra sacrifícios sendo oferecidos no ambiente fora do Éden (não obstante se possa inferir de Gênesis 3:21 algo dessa natureza, o texto em si não diz nada sobre sacrifício ou adoração). Em Gênesis 4, porém, com a história de Caim e Abel, pela primeira vez um sistema de sacrifícios foi explicitamente revelado.”

Ao lermos atentamente a primeira história registrada de um culto de adoração em Gênesis 4:1-7, surge uma questão: Por que a oferta de Caim não foi aceitável a Deus e a de Abel foi? “Caim escolheu sua própria oferta. Abel ofereceu um animal do seu rebanho, conforme a vontade de Deus.”. “Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz a Caim; então, disse: Adquiri um varão com o auxílio do SENHOR. Depois, deu à luz a Abel, seu irmão. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim, lavrador. Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante. Então, lhe disse o SENHOR: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.” (Gên. 4:1-7).

“Caim e Abel representam duas classes de adoradores que têm existido desde a queda. Ambos construíram altares. Ambos foram adorar a Deus com ofertas. Mas uma oferta foi agradável a Deus e a outra, não.”

“O que fez a diferença? A resposta tem que ser entendida no contexto da salvação pela fé somente, o evangelho, que foi apresentado primeiramente a Adão e Eva no Éden, embora o plano da salvação tenha sido elaborado antes da fundação do mundo. ‘assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor’ (Efés. 1:4). ‘na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos’ (Tito 1:2).”.

“A oferta de Caim representava a tentativa de obter salvação pelas obras, a base de toda religião e adoração falsas. O fato é que o abismo entre o Céu e a Terra é tão grande, tão profundo, que os seres humanos nunca poderiam atravessá-lo. A essência do legalismo, da salvação pelas obras, é a tentativa humana de fazer exatamente isso.”

“Em contrapartida, por sua oferta de um animal, Abel revelou (embora de forma débil) a grande verdade de que só a morte de Cristo, alguém igual a Deus (‘pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;’ Filip. 2:6), poderia justificar o pecador diante de Deus.”

“Recebemos assim uma lição poderosa: toda adoração verdadeira deve estar centralizada na compreensão de que somos impotentes para salvar a nós mesmos, e de que todas as tentativas de obter salvação pelas obras são manifestações da ação de Caim. A verdadeira adoração deve estar fundamentada na constatação de que somente através da graça de Deus podemos ter esperança de vida eterna.”

“Examine seus próprios pensamentos, motivos e sentimentos a respeito da adoração. Sua devoção está centralizada em Cristo, ou você se concentra demais em si mesmo?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 27 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Adoração em Gênesis: duas classes de adoradores

Lições da Bíblia.

“Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a casa de Deus, a porta dos Céus” (Gn 28: 16, 17).

“A adoração não é uma área separada da atividade humana. Ela não é um compartimento isolado, mas é a chave para tudo que diz respeito à nossa identidade, relacionamento com os outros e destino final. Os verdadeiros adoradores de Gênesis centralizavam suas atividades devocionais no que Deus havia provido para livrá-los do pecado.”

“Dizem que, como seres humanos, precisamos adorar alguma coisa. O que adoramos é outra questão, embora tenha consequências extremamente importantes, especialmente nos últimos dias, quando dois grupos de adoradores se manifestam: os que adoram o Criador e os que adoram a besta e sua imagem.”

“No entanto, as sementes desse contraste podem ser vistas logo no começo da Bíblia. Na história de Caim e Abel, dois tipos de adoradores aparecem, um adorando o verdadeiro Deus como Ele deve ser adorado, e outro se envolvendo em um falso tipo de adoração. Uma forma de adoração é aceitável, a outra, não, e isso porque uma delas é fundamentada na salvação pela fé e a outra, como são todas as falsas formas de adoração, é baseada nas obras. Esse é um tema que aparece muitas vezes na Bíblia. Um tipo de adoração é focado exclusivamente em Deus, em Seu poder, glória e graça; o outro se volta para a humanidade e para o eu.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 25 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Vestes de pele

Lições da Bíblia.

“Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn 3:21).

“Ontem vimos a resposta de Adão e Eva ao seu pecado; hoje veremos a resposta de Deus. No texto acima, temos a mensagem do evangelho prefigurada. Primeiro, podemos ver que a cobertura de folhas de figueira de Adão e Eva não foi adequada. Se fosse, não teria havido necessidade de matar animais inocentes para vestir o casal caído. Se fosse suficiente operarmos nossa salvação, Cristo não precisaria ter morrido por nós. Assim como folhas de figueira teriam sido menos dispendiosas e traumáticas que a morte de animais inocentes, também, nossas obras teriam sido menos dispendiosas do que a morte de Jesus. Por isso Ele teve que morrer por nós; por isso animais inocentes foram mortos. Não havia outro caminho.” “É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei.” (Gál. 3:21). “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. (Rom. 3:21-28)

“Em segundo lugar, qual é a principal diferença entre as folhas de figueira e as peles de animais? O que, inevitavelmente, vem destas últimas e que não vem das primeiras? Evidentemente, a resposta é: sangue. Somente isso deveria nos dizer como o evangelho aparece em Gênesis 3:21.” Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.(Lev. 17:11). Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.” (Apoc. 12:11). “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,” (1 Ped. 1:18-19). “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão. (Heb. 9:22).

“Em terceiro lugar, talvez a parte mais significativa do texto seja a última, que diz: ‘[Ele] os vestiu’ (Gn 3:21). O original hebraico é claro: foi o Senhor que colocou as peles de animais em Adão e Eva. Foi Seu ato em favor deles que cobriu a vergonha de sua nudez. O texto diz apenas que uma ‘pele’ os cobria, mas não nos diz de que tipo. No entanto, não seria difícil fazer uma suposição correta, não é mesmo? ”Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.” (Gên. 22:8). “e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus!” (João 1:36). “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 14 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Roupas novas

Lições da Bíblia.

“Como sabemos muito bem, mesmo submetidos a um teste muito simples, Adão e Eva falharam. Dizer que os resultados foram trágicos seria, certamente, o maior eufemismo da história humana. O termo ‘trágico’ não comunica plenamente os resultados horríveis da desobediência de nossos pais.”

A primeira coisa que aconteceu depois que Adão e Eva caíram foi percepção de que estavam nus, seus olhos se abriram e tiveram medo. “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” (Gên. 3:6-11).

“Seus olhos foram abertos, exatamente como Satanás disse que seriam, (‘Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos […]’ Gên. 3:5) só que agora passaram a ver de modo diferente o mundo e a realidade, e não como sempre haviam visto. Ao longo desses versos, o tema da nudez se repete. É o tema predominante na seção. Sua perda da inocência, sua transgressão, sua nova relação com Deus e entre si se manifestaram na sua compreensão de que estavam nus.”

“Observe, também, a pergunta do Senhor para eles: ‘Quem te fez saber que estavas nu?’ (Gn 3:11). Isso implica que, em sua inocência, eles nunca haviam percebido sua nudez. Parecia que esse era um jeito natural de ser, e assim eles nem pensavam nisso. Depois, porém, não só pensavam nisso, mas eram dominados pela vergonha causada pela situação.”

A reação de Adão e Eva à própria nudez ao tentarem se cobrir com folhas de figueira, simbolizava que a salvação pelas obras foi e é inútil; diante de Deus se sentiam nus. “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. (Gên. 3:7).

“Imagine Adão e Eva se escondendo atrás de alguns arbustos, olhando-se com a boca aberta e tentando se cobrir diante do Senhor. Olhando para as possibilidades de coberturas, devem ter decidido que as folhas de figueira eram as melhores. Assim, temos ali a primeira lição de salvação pelas obras, de seres humanos tentando resolver o problema do pecado por suas próprias obras e ações. Mas a tentativa deles então, não foi mais inútil do que são as nossas tentativas hoje.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 13 de abril de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Olhando-se no espelho

Lições da Bíblia.

“Os policiais em três carros convergiram para uma mulher que dirigia e a forçaram a parar ao lado da estrada. Então, eles se aproximaram do carro com armas em punho. A mulher estava horrorizada quando saiu, com as mãos erguidas. – O que foi que eu fiz? – perguntou ela, tremendo de medo. Eles pediram para ver seus documentos e, depois de alguns minutos, todos relaxaram e as armas voltaram para seus lugares. – Por favor – disse ela – o que estava errado? Por que vocês me cercaram? – Bem – disse um dos policiais – nós vimos você dirigindo como uma louca e fazendo gestos obscenos para os outros motoristas. – E por isso vocês me fizeram encostar, apontando as armas para mim? – Não, senhora – respondeu o policial – foi porque vimos o adesivo com símbolos cristãos, e achamos que o carro tinha sido roubado.”

“Essa história (admitimos) ingênua ilustra um ponto triste: nem todos os cristãos, ou os que professam o nome de Cristo, vivem de acordo com os elevados padrões que sua fé requer. Alguns fazem isso melhor que outros, mas todos ficam aquém. Qual cristão, não importando quão fiel seja, ao olhar no espelho, pode alegar algum tipo de justiça própria? Qual cristão, olhando no espelho, não fica horrorizado com o que sabe que se esconde sob a superfície?”

Isaías 64 descrever a justiça humana como trapos imundos, mas se confiarmos em Deus, Ele pode nos moldar, como o oleiro molda o barro. Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam. […] Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos. (Isa. 64:6,8). “Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. […] pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, (Rm 3:9-20, 23-24).

“A expressão ‘trapos da imundícia’, indica uma peça de vestuário contaminada pela menstruação. Que imagem mais poderosa a Bíblia poderia apresentar para descrever a justiça humana depois da queda? O apóstolo Paulo retoma o tema em Romanos 3, onde ele deixa claro que tanto judeus quanto gentios estão na mesma posição diante de Deus: pecadores necessitados da graça divina. O texto de Isaías 64 pode ser visto como um precursor de Romanos 3 no Antigo Testamento. Aponta o nosso dilema como pecadores e, no entanto, não nos deixa sem esperança.”

“Qual foi a última vez que você olhou profundamente para si mesmo, seus pensamentos, seus motivos mais íntimos e seus desejos? O que você viu? Foi muito assustador? Qual é a sua única esperança?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – domingo 27 de março de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF