Profecias do Antigo Testamento sobre Jesus – parte 1

Lições da Bíblia1:

Em discussões com os líderes religiosos sobre Sua identidade, Jesus reafirmava a autoridade das Escrituras. À primeira vista, poderia parecer desnecessário que Ele fizesse isso, pois os líderes religiosos já acreditavam na Bíblia. No entanto, mesmo diante deles, Jesus enfatizava a autoridade das Escrituras, e o fazia para mostrar-lhes quem Ele era – não importando quão duros fossem aqueles corações, e apesar do quanto tentassem lutar contra a atuação de Deus.

Além disso, João registra inúmeras citações diretas e alusões indiretas ao AT que apontam para Jesus como o cumprimento das promessas do AT sobre o Messias.

4. Como as seguintes passagens do NT e do AT estão ligadas? Isto é, como o NT usa esses textos para dar testemunho de Jesus?

Jo 1:23 (NAA)2: “Então ele respondeu: — Eu sou “a voz do que clama no deserto: Endireitem o caminho do Senhor”, como disse o profeta Isaías.” Is 40:3 (NAA)2: “Uma voz clama: ‘No deserto preparem o caminho do Senhor! No ermo façam uma estrada reta para o nosso Deus!”

Jo 2:16, 17 (NAA)2: “16 e disse aos que vendiam as pombas: — Tirem estas coisas daqui! Não façam da casa de meu Pai uma casa de negócio! 17 Os seus discípulos se lembraram que está escrito: ‘O zelo da tua casa me consumirá.’” Sl 69:9 (NAA)2: “Pois o zelo da tua casa me consumiu, e as ofensas dos que te insultam caem sobre mim.”

Jo 7:38 (NAA)2: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” Jr 2:13 (NAA)2: “Porque o meu povo cometeu dois males: abandonaram a mim, a fonte de água viva, e cavaram cisternas, cisternas rachadas, que não retêm as águas.”

Jo 19:36 (NAA)2: “E isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura: ‘Nenhum dos seus ossos será quebrado.’” Nm 9:12 (NAA)2: “Não deixarão sobrar nada até a manhã seguinte e não quebrarão nenhum osso do cordeiro; farão tudo segundo todo o estatuto da Páscoa.”

Não apenas João, mas também Pedro, Paulo, Mateus, Marcos, Lucas e todos os escritores do NT, sob a inspiração do Espírito Santo, inúmeras vezes enfatizaram como a vida, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré, assim como Sua ascensão ao trono de Deus, são cumprimento das profecias do AT.

E embora Jesus apontasse continuamente as Escrituras para os Seus discípulos, pois prediziam o Seu ministério, em que momento eles finalmente compreenderam que as Escrituras apontavam para Ele? Isso aconteceu somente depois que Cristo morreu, ressuscitou e apareceu aos discípulos. “Quando, pois, Jesus ressuscitou dentre os mortos, os discípulos Dele se lembraram que Ele tinha dito isso e creram na Escritura e na palavra de Jesus” (Jo 2:22; veja também Jo 20:9).

Terça-feira, 19 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

Nosso testemunho de Jesus

Lições da Bíblia1:

Várias vezes, à medida que João apresenta testemunhas de Jesus, seu objetivo é nos levar a uma conclusão mais abrangente: “Jesus fez diante dos Seus discípulos muitos outros sinais […]. Estes, porém, foram registrados para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida em Seu nome” (Jo 20:30, 31).

Imagine presenciar Jesus fazendo milagres! Com certeza creríamos Nele, não é mesmo? Gostaríamos de pensar assim; mas, de certa forma, temos ainda mais razões para crer em Jesus do que as pessoas que viram aqueles milagres. Por quê?

5. Quais são algumas das coisas que temos hoje que as pessoas da época de Jesus não tinham e que devem nos ajudar a crer? Mt 24:2, 6-8, 14

Mt 24:2, 6-8, 14 (NAA)2: 2 Ele, porém, lhes disse: — Vocês estão vendo todas estas coisas? Em verdade lhes digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada. […] 6 E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. 7 Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. 8 Porém todas essas coisas são o princípio das dores. […] 14 E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.”

Isso acontece porque não temos apenas os relatos de João, mas a grande vantagem de ver se cumprindo muitas coisas que Jesus e os escritores bíblicos predisseram, como a destruição do templo (Mt 24:2), a pregação do evangelho ao mundo (Mt 24:14), a grande apostasia (2Ts 2:3) e o mundo continuando a ser um lugar caído e mau (Mt 24:6-8). Durante o ministério de Jesus, Seus seguidores continuaram um grupo pequeno e hostilizado que, pelos padrões humanos, deveria ter desaparecido da história há muito tempo. Como eles poderiam saber, assim como nós, que todas essas coisas aconteceriam? E se cumpriram. A nossa fé existe como cumprimento da profecia de Jesus de que o evangelho seria pregado em todo o mundo.

E, hoje, quase 2 mil anos depois, como seguidores de Jesus, temos o privilégio de dar testemunho de Cristo e do que Ele fez por nós. Não é simplesmente pelas palavras de Natanael, de Nicodemos, da mulher samaritana, ou pelos ensinos dos fariseus que reconhecemos que Jesus é o Messias. É pela leitura das Escrituras, sob o poder convincente do Espírito Santo, que aceitamos Jesus como o Salvador do mundo.

Então, cada um, à sua maneira e a partir do relacionamento com Deus, pode ter uma história para contar, a qual pode não ser tão impressionante quanto ver um morto ressuscitado ou um cego curado, mas o que importa é que conhecemos Jesus e, do nosso modo, testemunhamos Dele, como fizeram as pessoas mencionadas em João.

Quinta-feira, 14 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

O testemunho do Pai

Lições da Bíblia1:

O Evangelho de João começa dizendo que a Palavra (o Logos) estava com Deus – isto é, Deus, o Pai (Jo 1:1). Quando a Palavra Se tornou carne, o Espírito Santo testemunhou sobre Jesus, repousando sobre Ele em Seu batismo (Jo 1:32-34). Mas o Pai também deu testemunho de Jesus durante Seu ministério terrestre.

Leia João 5:36-38. O que Jesus disse sobre o Pai?

João 5:36-38 (NAA)2: 36 Mas eu tenho maior testemunho que o de João; porque as obras que o Pai me confiou para que eu as realizasse, essas que eu faço testemunham a meu respeito de que o Pai me enviou. 37 O Pai, que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim. Vocês nunca ouviram a voz dele, nem viram a sua forma. 38 Também não têm a palavra dele permanente em vocês, porque não creem naquele a quem ele enviou.”

Jesus relacionou o Pai às obras e aos milagres que realizava. Ele deixou bem claro que o Pai O enviou e testemunhou sobre Cristo.

5. O que o Pai disse sobre Jesus? Mt 3:17; 17:5; Mc 1:11; Lc 3:22; veja também 2Pe 1:17, 18

Mt 3:17 (NAA)2: “E eis que uma voz dos céus dizia: — Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.”

Mt 17:5 (NAA)2: “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: — Este é o meu Filho amado, em quem me agrado; escutem o que ele diz!

Mc 1:11 (NAA)2: “Então veio uma voz dos céus, que dizia: — Tu és o meu Filho amado, em ti me agrado.”

Lc 3:22 (NAA)2: “22 o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba, e do céu veio uma voz, que dizia: — Tu és o meu Filho amado, em ti me agrado.

2Pe 1:17, 18 (NAA)2: “17 Porque ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando, pela Suprema Glória, lhe foi enviada a seguinte voz: ‘Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.’ 18 Ora, nós ouvimos esta voz vinda do céu quando estávamos com ele no monte santo.”

No batismo de Jesus, o Pai e o Espírito Se juntaram ao Filho para marcar essa importante ocasião: o início do ministério de Jesus. O Pai declarou que Jesus é o Seu Filho amado, em quem Ele Se agrada. Mas, em um momento crucial do ministério de Cristo, o Pai falou mais uma vez, conforme registrado no Evangelho de João.

A situação estava atingindo o auge nos últimos dias do ministério de Jesus. Os líderes religiosos, incapazes de detê-Lo (veja Jo 12:19), O queriam morto, agora mais do que nunca. As multidões estavam entusiasmadas com Ele, porque cada vez mais pessoas, ouvindo o testemunho dos que O viram ressuscitar Lázaro (Jo 12:17, 18), estavam começando a seguir Jesus. Até os gregos presentes na festa queriam vê-Lo.

Nesse momento, em resposta às palavras de Jesus, “Pai, glorifica o Teu nome”, o Pai novamente falou do Céu: “Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei” (Jo 12:28).

A hora da glória de Jesus é a cruz. Assim, o testemunho do Pai sobre Ele aponta para o grande sacrifício do Cordeiro de Deus pelos pecados do mundo. É o auge do Seu ministério terrestre. Sua morte em nosso favor pagou a penalidade completa pelos nossos pecados, e Nele, pela fé, jamais teremos que enfrentar essa penalidade.

Quarta-feira, 06 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Aceitação e rejeição

Lições da Bíblia1:

A lição 2 examinou a multiplicação de pães e peixes, registrada em João 6, mas não cobriu a seção final da história, que estudaremos hoje.

3. O que Jesus disse que as pessoas não aceitaram? Jo 6:51-71

Jo 6:51-71 (NAA)2: “51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente. E o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne. 52 Então os judeus começaram a discutir entre si, dizendo: — Como é que este pode nos dar a sua própria carne para comer? 53 Jesus respondeu: — Em verdade, em verdade lhes digo que, se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em vocês mesmos. 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu permaneço nele. 57 Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo por causa do Pai, também quem de mim se alimenta viverá por mim. 58 Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os pais de vocês comeram e, mesmo assim, morreram; quem comer este pão viverá eternamente. 59 Jesus disse essas coisas quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum. As palavras da vida eterna 60 Muitos dos seus discípulos, tendo ouvido tais palavras, disseram: — Duro é este discurso; quem pode suportá-lo? 61 Mas Jesus, sabendo por si mesmo que os seus discípulos murmuravam a respeito do que ele havia falado, disse-lhes: — Isto escandaliza vocês? 62 Que acontecerá, então, se virem o Filho do Homem subir para o lugar onde primeiro estava? 63 O Espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita. As palavras que eu lhes tenho falado são espírito e são vida. 64 Mas há descrentes entre vocês. Ora, Jesus sabia, desde o princípio, quais eram os que não criam e quem iria traí-lo. 65 E prosseguiu: — Por causa disto é que falei para vocês que ninguém poderá vir a mim, se não lhe for concedido pelo Pai. 66 Diante disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele. 67 Então Jesus perguntou aos doze: — Será que vocês também querem se retirar? 68 Simão Pedro respondeu: — Senhor, para quem iremos? O senhor tem as palavras da vida eterna, 69 e nós temos crido e conhecido que o senhor é o Santo de Deus. 70 Então Jesus lhes disse: — Não é fato que eu escolhi vocês, os doze? Mas um de vocês é um diabo. 71 Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, porque este, sendo um dos doze, era quem o haveria de trair.”

Depois de ser alimentado miraculosamente por Jesus, o povo estava pronto para coroá-Lo rei (Jo 6:1-15). Mas ao falar posteriormente na sinagoga de Cafarnaum, Ele explicou o significado espiritual do milagre: “Eu Sou o pão da vida.” Jesus explica que esse pão é a Sua carne, que Ele daria pela vida do mundo (Jo 6:35, 51).

Essa declaração abriu os olhos da multidão para o fato de que Jesus não seria seu rei terrestre. Ele não Se encaixava nos padrões do pensamento terreno. Aquelas pessoas recusavam a conversão, o que transformaria a forma como pensavam e as levaria a reconhecer e aceitar Jesus como o Messias. Muitos de Seus discípulos O abandonaram naquele momento (Jo 6:66).

Do ponto de vista humano, isso deve ter sido difícil para Jesus. Ser aprovado pela multidão é bastante agradável. Quem não quer ser amado? Mas, naturalmente, ver muitos se afastarem, questionando o que dizemos, é desanimador. Ao ver a multidão ir embora, Jesus perguntou ao Seu círculo de amigos, os 12, se eles queriam se retirar.

Nesse momento, Pedro faz uma confissão impressionante, testemunhando acerca do que Jesus tem e do que Ele é: “O Senhor tem as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que o Senhor é o Santo de Deus” (Jo 6:68, 69).

Os discípulos estavam com Jesus havia alguns anos, viajavam com Ele, viam Seus milagres e ouviam Seus sermões. Sabiam por experiência própria que não existia ninguém comparável a Ele. Tinham a convicção de que, por mais incomuns que fossem algumas situações, aquele Homem era o Messias – independentemente do quanto ainda não entendessem o propósito de Sua vinda. Somente depois de Sua morte e ressurreição eles começaram a entender por que Jesus veio ao mundo.

Essa história reafirma o fato de que a maioria geralmente está errada. Por que devemos nos lembrar disso, especialmente acerca dos aspectos impopulares da nossa fé?

Terça-feira, 05 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Humildade: João Batista testemunha novamente

Lições da Bíblia1:

A lição 2 descreveu como o testemunho de João Batista levou até Jesus os primeiros discípulos – André e João, Pedro, Filipe e Natanael. Seria de se esperar que o próprio João Batista, tendo dado seu testemunho, saísse de cena. Mas ele reaparece diversas vezes no Evangelho de João.

1. Leia João 3:25-36. Como João Batista se compara com Jesus?

João 3:25-36 (NAA)2: “25 Então surgiu uma discussão entre os discípulos de João e um judeu a respeito da purificação. 26 E foram até João e lhe disseram: — Mestre, aquele que estava com o senhor no outro lado do Jordão, do qual o senhor deu testemunho, está batizando, e todos vão até ele. 27 João respondeu: — Ninguém pode receber coisa alguma se não lhe for dada do céu. 28 Vocês mesmos são testemunhas de que eu disse: ‘Eu não sou o Cristo, mas fui enviado como o seu precursor.’ 29 O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o escuta se alegra muito por causa da voz do noivo. Pois essa alegria já se cumpriu em mim. 30 Convém que ele cresça e que eu diminua. 31 Quem vem das alturas certamente está acima de todos; quem vem da terra é terreno e fala da terra. Quem veio do céu está acima de todos 32 e dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33 Quem, porém, aceita o testemunho que ele dá certifica que Deus é verdadeiro. 34 Pois aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus não dá o Espírito por medida. 35 O Pai ama o Filho e entregou todas as coisas nas mãos dele. 36 Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; quem se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

Surgiu uma discussão entre os discípulos de João Batista e um judeu a respeito da purificação, provavelmente tendo a ver com a eficácia do batismo (Mc 1:4, 5). É interessante observar que quando os discípulos de João se dirigiram a ele, sem dúvida para tentar resolver a questão, mencionaram Jesus, dizendo: “Está batizando, e todos vão até Ele” (Jo 3:26). Não é difícil ler nas entrelinhas: eles tinham inveja de Jesus por causa do mestre deles e por causa de si mesmos.

Seria muito fácil para João ceder à inveja, mas ele não o fez, porque sabia qual era a sua missão. Em vez disso, lembrou aos seus discípulos que jamais tinha afirmado ser o Cristo. Pelo contrário: ele veio apontar para o Messias, preparar o Seu caminho e ser uma testemunha Dele (Jo 1:6-8).

Usando a ilustração de um casamento, João Batista se autodenomina amigo do noivo, tendo Jesus como noivo. A noiva, portanto, seria o povo de Deus (compare com Os 2:16-23; Is 62:1-5). Então, em palavras que revelam a verdadeira grandeza de João, ele diz: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3:30).

João 3:31-36 continua a comparação entre Jesus e João Batista, mostrando a superioridade do Messias sobre Seu precursor. A ideia de testemunho é enfatizada novamente pelo testemunho de João, que aponta para Jesus. Os que recebem esse testemunho e creem em Jesus têm a vida eterna. Aqueles que não O recebem permanecem sob a ira de Deus. Isso é o que diz o texto. Deus ama o mundo e enviou o Seu Filho para redimir o mundo (Jo 3:16, 17). Mas aqueles que recusarem a dádiva que lhes é oferecida terão de pagar a pena pelos seus próprios pecados – a morte eterna.

Como podemos aprender a lição de humildade diante de Deus e das pessoas? O que podemos aprender com o exemplo de João sobre humildade?

Domingo, 03 de novembro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A história de fundo: o prólogo – Estudo adicional

Lições da Bíblia1:

Lei, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 9-15 (“Deus conosco”).

“O Senhor Jesus Cristo, o divino Filho de Deus, existiu desde a eternidade como Pessoa distinta, mas um com o Pai. […] Há luz e glória na verdade de que Cristo era um com o Pai antes de terem sido lançados os fundamentos do mundo. […] Essa verdade, infinitamente misteriosa em si, explica outros mistérios e verdades de outro modo inexplicáveis, ao mesmo tempo que se reveste de luz inacessível e incompreensível” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas [CPB, 2022], v. 1, p. 210).

“Cristo deve ser revelado ao pecador como o Salvador que morreu pelos pecados do mundo. Ao contemplarmos o Cordeiro de Deus na cruz do Calvário, o mistério da redenção começa a ser revelado em nossa mente, e a bondade de Deus nos leva ao arrependimento. Cristo manifestou um amor que está além da nossa compreensão. […]

“É verdade que as pessoas às vezes se envergonham dos seus pecados e abandonam alguns dos seus maus hábitos antes mesmo de perceberem que estão sendo atraídas para Cristo. Quando, porém, elas se esforçam para mudar, como resultado de um desejo sincero de fazer o que é certo, é o poder de Cristo que as está atraindo. Uma influência que elas desconhecem atua sobre sua mente. A consciência é despertada, e seu procedimento é aperfeiçoado. Quando Cristo as atrai, levando-as a olhar para Sua cruz e contemplar Aquele a quem seus pecados transpassaram, o mandamento entra na consciência” (Ellen G. White, Caminho a Cristo [CPB, 2003], p. 26, 27).

Perguntas para consideração

1. Por que João começa falando sobre Jesus em Seu papel como criador? O que isso nos diz sobre a importância da criação em toda a teologia? Por que é importante que tenhamos uma compreensão correta desse tema, conforme revelado nas Escrituras?

2. O que aconteceria se um ser criado tivesse morrido na cruz, e não o Deus eterno? O que deixaríamos de receber se Jesus não fosse Deus?

Sexta-feira, 18 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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Tema recorrente: glória

Lições da Bíblia1:

Leia João 17:1-5. O que Jesus quis dizer quando orou: “Pai, é chegada a hora. Glorifica o Teu Filho, para que o Filho glorifique a Ti” (Jo 17:1)?

João 17:1-5 (NAA)2: “1 Depois de dizer essas coisas, Jesus levantou os olhos ao céu e disse: — Pai, é chegada a hora. Glorifica o teu Filho, para que o Filho glorifique a ti, 2 assim como lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. 3 E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 4 Eu te glorifiquei na terra, realizando a obra que me deste para fazer. 5 E agora, ó Pai, glorifica-me contigo mesmo com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo.

O estudo de ontem analisou o enredo terrestre e humano do Evangelho de João, incluindo os conflitos e diálogos entre as pessoas, sempre girando em torno de quem Jesus é e do que Ele está fazendo. O estudo de hoje concentra-se no enredo divino e cósmico, também encontrado em João.

O prólogo do evangelho começa com a história cósmica. Jesus é apresentado como o divino Filho de Deus, o Criador do Universo. Tudo o que antes não existia, mas passou a existir, só teve início por meio de Jesus (Jo 1:3). Mas o texto prossegue observando a glória que há no fato de Cristo Se tornar um ser humano na encarnação (Jo 1:14). João usa as palavras “glória” (em grego, doxa, “brilho”, “esplendor”, “fama”, “honra”) e “glorificar” (em grego, doxaz?, “louvar”, “honrar”, “exaltar”, “glorificar”) para se referir a receber honra dos seres humanos e para receber honra ou glória de Deus.

Em João, a ideia de glorificar Jesus está ligada ao conceito da Sua hora; isto é, o momento de Sua morte (compare com Jo 2:4; 7:30; 8:20; 12:23-27; 13:1; 16:32; 17:1). A cruz é a hora da glória de Cristo.

Essa ideia é bastante paradoxal, porque a crucifixão era a forma de execução mais vergonhosa e humilhante no antigo mundo romano. Esse incrível contraste, Deus na cruz, ilustra o entrelaçamento do enredo da história humana com a história divina.

No nível humano, Jesus morreu em agonia, como um criminoso desprezado e fraco, clamando: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” Esse lado humano e obscuro da cruz é apresentado em Mateus e Marcos (Mt 27:46; Mc 15:34).

O lado glorioso da cruz, no entanto, é destacado em Lucas e João (Lc 23:32-47; Jo 19:25-30). É um lugar de salvação e misericórdia, onde o Filho Se entrega ao Pai.

É bastante irônico: a suprema glória de Deus é revelada em Sua maior vergonha – carregando sobre Si mesmo os pecados do mundo.

Foi necessária uma coisa muito drástica, o sacrifício do próprio Deus na cruz, para nos salvar do pecado. O que isso nos diz sobre quão ruim o pecado é?

Quinta-feira, 17 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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A cura do cego – parte 2

Lições da Bíblia1:

4. Que perguntas os líderes fizeram e como o cego lhes respondeu? Jo 9:17-34

Jo 9:17-34 (NAA)2: “17 De novo perguntaram ao cego: — O que você diz a respeito dele, uma vez que lhe abriu os olhos? Ele respondeu: — É um profeta. 18 Os judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que agora podia ver, enquanto não chamaram os pais dele 19 e lhes perguntaram: — É este o filho de vocês, que vocês dizem que nasceu cego? Como é que agora ele está vendo? 20 Então os pais responderam: — Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego, 21 mas não sabemos como agora está vendo. E também não sabemos quem lhe abriu os olhos. Perguntem a ele, pois já tem idade e poderá falar por si mesmo. 22 Os pais dele disseram isso porque estavam com medo dos judeus, pois estes já tinham combinado que, se alguém confessasse que Jesus era o Cristo, seria expulso da sinagoga. 23 Foi por isso que os pais dele disseram: ‘Ele já tem idade e poderá falar por si mesmo.’ 24 Então chamaram, pela segunda vez, o homem que tinha sido cego e lhe disseram: — Diga a verdade diante de Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. 25 Ele respondeu: — Se é pecador, não sei. Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo. 26 Perguntaram-lhe outra vez: — O que ele fez a você? Como lhe abriu os olhos? 27 Ele respondeu: — Já lhes disse, mas vocês não ouviram. Por que querem ouvir outra vez? Por acaso vocês também querem se tornar discípulos dele? 28 Então o insultaram e lhe disseram: — Discípulo dele é você! Nós somos discípulos de Moisés. 29 Sabemos que Deus falou a Moisés, mas este nem sabemos de onde é. 30 O homem respondeu: — É estranho que vocês não saibam de onde ele é, mas ele me abriu os olhos. 31 Sabemos que Deus não atende a pecadores. Pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende. 32 Desde que o mundo existe, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33 Se este homem não fosse de Deus, não poderia ter feito nada. 34 Mas eles disseram: — Você nasceu cheio de pecado e quer nos ensinar? E o expulsaram.”

Essa longa seção de João 9 é a única parte do evangelho em que Jesus não desempenha o papel principal, embora seja o assunto da discussão. Assim como a questão do pecado deu início à história (Jo 9:2), os fariseus pensavam que Jesus fosse um pecador por ter curado no sábado (Jo 9:16, 24) e difamaram o homem curado como alguém que tinha nascido “cheio de pecado” (Jo 9:34).

Nessa história ocorre uma inversão bastante curiosa. O cego passa a ver cada vez mais, não apenas fisicamente, mas espiritualmente, à medida que cresce no seu apreço por Jesus e na confiança Nele. Os fariseus, por outro lado, tornam-se cada vez mais cegos em seu entendimento, primeiro ficando divididos a respeito de Jesus (Jo 9:16) e depois sem saber de onde Ele veio (Jo 9:29).

Entretanto, o relato do milagre dá a João a oportunidade de dizer quem é Jesus. O tema dos sinais em João 9 se cruza com vários outros temas do evangelho. João reafirma que Jesus é a luz do mundo (Jo 9:5; Jo 8:12). A história também trata da origem misteriosa de Jesus: Quem é Ele? De onde vem? Qual é a Sua missão? (Jo 9:12, 29; Jo 1:14). A figura de Moisés, mencionada em relatos de milagres anteriores, também aparece nesse capítulo (Jo 9:28, 29; Jo 5:45, 46; 6:32). Por último, há o tema da resposta da multidão. Algumas pessoas amam as trevas mais do que a luz, enquanto outras respondem com fé (Jo 9:16-18, 35-41; 1:9-16; 3:16-21; 6:60-71).

A cegueira espiritual dos líderes religiosos é assustadora. Um mendigo, antes cego, declarou: “Desde que o mundo existe, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se este Homem não fosse de Deus, não poderia ter feito nada” (Jo 9:32, 33). No entanto, os guias espirituais da nação, que deveriam ter sido os primeiros a reconhecer Jesus e aceitá-Lo como o Messias, diante de todas as evidências, não conseguiam enxergar essa realidade. Ou, em vez disso, realmente não queriam ver. Que advertência sobre como o nosso coração pode nos enganar!

Leia 1 Coríntios 1:26-29 [26 Irmãos, considerem a vocação de vocês. Não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento. 27 Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. 28 E Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são, 29 a fim de que ninguém se glorie na presença de Deus.”]. Como o que Paulo escreveu nesse texto se ajusta ao que aconteceu em João 9, e como o mesmo princípio se aplica até hoje?

Quarta-feira, 09 de outubro de 2024. Saiba mais, faça gratuitamente um Curso Bíblico

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. Temas do Evangelho de João. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 518, out. nov. dez. 2024. Adulto, Professor.
2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.