Pedro e a Rocha – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

 

Estudo adicional

“O relato de como Jesus fez com que Pedro tirasse, da boca do primeiro peixe que pescou, a exata quantia de dinheiro de que necessitavam, é uma história extraordinária. Em contraste com os outros tipos de milagres (cura de doentes, restauração da visão aos cegos, ressurreição de mortos, alimentação de famintos), este é de natureza totalmente diferente. Na Bíblia, também temos o machado que flutuou (2Rs 6:2-7) e a porção de lã molhada na terra seca, bem como a porção de lã seca na terra molhada (Jz 6:36-40). Portanto, esse tipo de milagre não é de natureza totalmente desconhecida. Por que Jesus simplesmente não entregou a Pedro o dinheiro e lhe disse que fosse pagar o imposto, em vez realizar um feito tão incrível para resolver um problema relativamente pequeno? O texto não diz. Contudo, como a lição declara, o milagre nos mostra o extraordinário poder de Deus, o que não deveria nos surpreender. O simples fato de existirmos, para não falar da realidade do cosmo visível, é uma fantástica manifestação do poder divino. Se Deus pôde criar essas coisas, uma moeda na boca de um peixe não era nada para Ele. O pensamento de Paulo é significativo: ‘Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos, e quão inescrutáveis, os Seus caminhos!’ (Rm 11:33). O relato de Mateus é apenas mais uma das manifestações dessa verdade.”1

Perguntas para reflexão

A luta de Pedro para submeter sua vontade a Deus é a mesma que enfrentamos. Uma poderosa metáfora dessa batalha pode ser encontrada em Malaquias 1, onde Deus pede aos judeus que levem apenas seus melhores animais para o sacrifício. ‘Quando vocês trazem animais roubados, aleijados e doentes e os oferecem em sacrifício, deveria Eu aceitá-los de suas mãos?’ pergunta o Senhor’ (Ml 1:13, NVI). Por que Deus Se importaria com o tipo de sacrifício que levamos a Ele? Porque deseja que entreguemos a Ele aquilo que mais desejamos manter em nossas mãos. Quais são as coisas às quais você se encontra mais apegado? Como pode entregar essas coisas ao Senhor?

Sexta-feira, 20 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

Jesus e o imposto do templo

Lições da Bíblia

“7. Leia Mateus 17:24-27. O que o acontecimento relatado nesse texto nos diz sobre Jesus?”1

“24 Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? 25 Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? 26 Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. 27 Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti.” (Mateus 17:24-27 ARA)2.

Cobradores de impostos perguntaram a Pedro se Jesus não pagava o imposto das duas dracmas. Embora tivesse o direito de isenção do imposto, Jesus fez um milagre e pagou o imposto, para não escandalizá-los.1

“Embora fosse exigido que todos os judeus pagassem o imposto do templo, os sacerdotes, levitas e rabis eram isentos dele. Assim, quando perguntaram se Jesus pagava o imposto, estavam desafiando Seu ministério.”1

“Ellen White escreveu que, naquela ocasião, Pedro perdeu uma oportunidade, de testemunhar sobre a absoluta autoridade de Cristo. ‘Por sua resposta ao coletor, de que Jesus pagaria o tributo, havia sancionado, virtualmente, o falso conceito que os sacerdotes e principais líderes estavam procurando espalhar a Seu respeito. […] Se os sacerdotes e levitas estavam isentos, em virtude de sua ligação com o templo, quanto mais Aquele para quem o templo era a casa de Seu Pai!’ (O Desejado de Todas as Nações, p. 433, 434).”1

“Podemos aprender muito com a misericordiosa resposta de Jesus a Pedro. Em vez de humilhá-lo, Cristo explicou gentilmente o erro do discípulo. Além disso, Jesus Se adaptou de maneira muito criativa ao curso de ação que Pedro havia seguido. Em vez de simplesmente pagar o imposto, reconhecendo assim que era obrigado a fazê-lo, Cristo obteve o dinheiro para o imposto de outra forma: da boca de um peixe.”1

“Aquele milagre foi incomum; foi a única vez em que Jesus realizou um milagre que, aparentemente, foi para Seu próprio benefício. Mas esse não era o propósito do milagre. O prodígio foi uma demonstração da autoridade que Jesus tinha, não só sobre o templo, mas também sobre toda a criação. Do ponto de vista humano, deve ter sido difícil tentar entender de que maneira Jesus realizou esse milagre. Apesar de todas as coisas que Pedro já tinha visto, você pode imaginar o que ele deve ter pensado quando lançou o anzol, pegou seu primeiro peixe e achou a quantia necessária para pagar o imposto do templo? (Ver Is 40:13-17.)”1

“13 Quem guiou o Espírito do SENHOR? Ou, como seu conselheiro, o ensinou? 14 Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho de entendimento? 15 Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta. 16 Nem todo o Líbano basta para queimar, nem os seus animais, para um holocausto. 17 Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo.” (Isaías 40:13-17 ARA)2.

“Embora não fosse necessário que Jesus e Seus discípulos pagassem o imposto do templo, eles pagaram assim mesmo, para evitar controvérsias desnecessárias. Como reduzir a importância das situações, especialmente no que diz respeito às coisas que não são absolutas, para evitar conflitos desnecessários?”1

Quinta-feira, 19 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Encorajamento do Céu

Lições da Bíblia

“6. Leia Mateus 17:1-9. O que aconteceu no monte, e por que isso foi tão importante para o próprio Jesus e os discípulos?”

“1 Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. 3 E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. 4 Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. 5 Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi. 6 Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo. 7 Aproximando-se deles, tocou-lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos e não temais! 8 Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus. 9 E, descendo eles do monte, ordenou-lhes Jesus: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos.” (Mateus 17:1-9 ARA).

Jesus foi transfigurado no monte. Moisés e Elias apareceram e conversaram com Ele. A voz de Deus se manifestou. Jesus foi encorajado para a missão que tinha pela frente e os três discípulos que O acompanharam foram fortalecidos em sua fé.1

“Jesus ‘havia vivido na comunhão e no amor do Céu; no mundo que Ele próprio criara, no entanto, encontrava-Se solitário. Então o Céu enviou seus mensageiros a Jesus; não anjos, mas homens que suportaram sofrimentos e tristezas, e estavam aptos a se compadecer do Salvador na prova de Sua existência terrestre. Moisés e Elias foram colaboradores de Cristo. Compartilharam de Seus anseios em torno da salvação dos homens. […] Esses homens, escolhidos de preferência a todos os anjos que rodeiam o trono, tinham vindo conversar com Jesus acerca das cenas de Seu sofrimento, e confortá-Lo com a certeza da compaixão do Céu. A esperança do mundo, a salvação de toda criatura humana, foram o assunto de sua entrevista’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 422, 425).”1

“É interessante que Jesus, o Filho de Deus, em Sua humanidade, precisou de conforto e encorajamento desses homens que haviam, eles mesmos, experimentado sua quota de sofrimento e desânimo. Lucas registrou que eles falaram com Ele a respeito de ‘Sua partida, que Ele estava para cumprir em Jerusalém’ (Lc 9:31). Note a palavra ‘cumprir’, uma evidência adicional de que a morte de Jesus era necessária para a salvação da humanidade. Com tantas coisas em jogo, não é de admirar que o Céu tenha visto a necessidade desse encorajamento, e o tenha enviado.”1

“Além disso, apesar de tudo o que tinham visto e ouvido, Pedro, Tiago e João teriam ainda mais razões para crer. A voz vinda da nuvem certamente iria encorajá-los também, depois que eles vencessem seu medo inicial. É bastante revelador, também, que Mateus tenha dito que Jesus, ‘aproximando-Se deles, tocou-lhes […], dizendo: Erguei-vos e não temais’ (Mt 17:7). Mesmo em meio a tudo o que estava prestes a enfrentar, Jesus confortou e encorajou Seus discípulos.”1

“Não importa quem sejamos, nem quanto nossa fé e entrega sejam fortes, às vezes, precisamos de encorajamento. Você conhece alguém que esteja precisando de motivação? O que você pretende fazer para ajudar essa pessoa?”1

Quarta-feira, 18 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

“Sobre esta pedra”

Lições da Bíblia

“Logo depois que Pedro fez a ousada confissão de fé em Jesus como ‘o Cristo, o Filho do Deus vivo’, Jesus disse algo em resposta a ele.”1

“2. Leia Mateus 16:17-20. O que Jesus disse a Pedro e qual é o significado de Suas palavras?”1

“17 Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus. 18 Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus. 20 Então, advertiu os discípulos de que a ninguém dissessem ser ele o Cristo.” (Mateus 16:17-20 ARA)2.

Disse que Pedro teve a felicidade de receber a revelação divina a respeito da identidade do Messias; que Pedro teria as chaves do evangelho para abrir as portas do reino de Deus para os pecadores; que o reino devia ser estabelecido sobre a Rocha, que é Cristo.1

“A expressão ‘sobre esta pedra’ tem sido motivo de controvérsia dentro da igreja cristã. Os católicos interpretam que a ‘pedra’ significa o próprio Pedro, argumentando que ele foi o primeiro papa. Os protestantes, porém, rejeitam essa interpretação, e com boa razão.”1

“O peso bíblico das evidências é claramente em favor da ideia de que a pedra seja o próprio Cristo, e não Pedro.”1

“Primeiro, em algumas ocasiões Pedro se referiu a Jesus, e não a si mesmo, com a figura da pedra (ver At 4:8-12; 1Pe 2:4-8).”1

“Segundo, ao longo de toda a Bíblia é encontrada a figura de Deus e de Cristo como uma rocha. Em contraste com isso, os seres humanos são retratados como fracos e indignos de confiança. ‘Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó’ (Sl 103:14). ‘Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação’ (Sl 146:3). Como João escreveu sobre Jesus: ‘Não precisava que ninguém Lhe desse testemunho a respeito do homem, pois Ele bem sabia o que havia no homem’ (Jo 2:25, NVI). Ele sabia, também, o que havia em Pedro (Mt 26:34).”1

“3. Em contraste com a fraqueza humana, o que os textos seguintes nos dizem sobre quem, na verdade, é a Pedra sobre a qual a igreja está edificada? 1Co 10:4; Mt 7:24, 25; Ef 2:201

e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo.” (1 Corintios 10:4 ARA)2.

“24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.” (Mateus 7:24, 25 ARA)2.

edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;” (Efésios 2:20 ARA)2.

Cristo é a Rocha, o fundamento dos apóstolos e profetas.”1

“‘Como a igreja parecia fraca, quando Cristo proferiu essas palavras! Havia apenas um punhado de crentes, contra os quais se dirigiria todo o poder dos demônios e dos homens maus. Entretanto, os seguidores de Cristo não deveriam temer. Edificados sobre a Rocha de sua fortaleza, não poderiam ser vencidos’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 413).”1

“Qual tem sido sua experiência a respeito da falibilidade e fraqueza dos seres humanos? Como você pode usar essa experiência para ajudá-lo a se apoiar somente sobre a Rocha?”1

Segunda-feira, 16 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Senhor de judeus e gentios – Estudo adicional

Lições da Bíblia

Assista em vídeo a discussão do tema da semana.

 

 

Estudo adicional

“Um cristão estava falando aos estudantes no campus de uma universidade secular a respeito da existência de Deus. Depois de usar os argumentos comuns, ele partiu para uma tática diferente, dizendo: ‘Sabem, quando eu tinha mais ou menos a idade da maioria de vocês, não acreditava em Deus. Ocasionalmente, quando algo me convencia de que talvez Deus existisse, eu sempre procurava tirar aquela ideia da minha mente. Por quê? Porque algo me dizia que, se de fato Deus existisse, então, considerando minha maneira de viver, eu estaria em grandes apuros.’ A atmosfera mudou instantaneamente. Dezenas de consciências, ao mesmo tempo, começaram a ser despertadas e a entrar em conflito consigo mesmas. No entanto, os cristãos não se sentem incomodados com a existência de Deus porque eles têm as promessas do evangelho. Não importa se somos judeus ou gentios, quando confrontados com nossa pecaminosidade, podemos achar refúgio na justiça de Cristo oferecida pela fé, ‘independentemente das obras da lei’ (Rm 3:28). Podemos reclamar a promessa de que ‘agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito’ (Rm 8:1, ARC). ‘Sem distinção de idade ou categoria, de nacionalidade ou de privilégio religioso, todos são convidados a ir a Ele e viver’ (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 403).”1

Perguntas para reflexão

“1. Leia Mateus 16:1-12. O que Jesus quis dizer quando declarou: ‘Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus’ (v. 6). A princípio, os discípulos pensaram que Jesus Se referisse ao fermento literal. Mas Jesus tinha em mente algo muito mais profundo. O que era?”1

“2. O amor de Cristo deve ser a mensagem mais importante do cristianismo. Nenhum de nós tem esperança fora de Jesus Cristo. Infelizmente, às vezes nossa mensagem pode transmitir a ideia de condenação, arrogância e de superioridade. De que forma podemos mostrar mais nossa compaixão por todas as pessoas?”1

Sexta-feira, 13 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

Senhor dos gentios

Lições da Bíblia

“6. Leia Mateus 15:29-39 e compare com Mateus 14:13-21. Quais são as semelhanças e as diferenças entre as duas histórias?”1

“29 Partindo Jesus dali, foi para junto do mar da Galiléia; e, subindo ao monte, assentou-se ali. 30 E vieram a ele muitas multidões trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos e os largaram junto aos pés de Jesus; e ele os curou. 31 De modo que o povo se maravilhou ao ver que os mudos falavam, os aleijados recobravam saúde, os coxos andavam e os cegos viam. Então, glorificavam ao Deus de Israel. 32 E, chamando Jesus os seus discípulos, disse: Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanece comigo e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça pelo caminho. 33 Mas os discípulos lhe disseram: Onde haverá neste deserto tantos pães para fartar tão grande multidão? 34 Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Responderam: Sete e alguns peixinhos. 35 Então, tendo mandado o povo assentar-se no chão, 36 tomou os sete pães e os peixes, e, dando graças, partiu, e deu aos discípulos, e estes, ao povo. 37 Todos comeram e se fartaram; e, do que sobejou, recolheram sete cestos cheios. 38 Ora, os que comeram eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças. 39 E, tendo despedido as multidões, entrou Jesus no barco e foi para o território de Magadã.” (Mateus 15:29-39 ARA)2.

“13 Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, à parte; sabendo-o as multidões, vieram das cidades seguindo-o por terra. 14 Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos. 15 Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer. 16 Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer. 17 Mas eles responderam: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. 18 Então, ele disse: Trazei-mos. 19 E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes, às multidões. 20 Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios. 21 E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.” (Mateus 14:13-21 ARA)2.

Jesus teve compaixão de judeus e gentios. Ele multiplicou pães e peixes para dois grupos, um de judeus e outro de gentios.1

“Muitas pessoas não percebem que há duas ocasiões nos evangelhos em que as multidões foram alimentadas: a primeira multidão era de judeus; a segunda, de gentios. Em ambos os casos, Jesus teve ‘compaixão’ das pessoas.”1

“É surpreendente essa cena de milhares de gentios vindo para ser ensinados, amados e alimentados pelo jovem Mestre. Hoje, olhando para trás e compreendendo a universalidade do evangelho, podemos facilmente deixar de perceber que algo desse tipo deve ter parecido incrível e inesperado, tanto para judeus quanto gentios. Sem dúvida, Jesus estava tirando todos de sua zona de conforto.”1

“Contudo, este sempre foi o plano de Deus: atrair a Ele todas as pessoas do mundo. Um verso surpreendente das Escrituras Hebraicas testifica dessa verdade: ‘Povo de Israel, Eu amo o povo da Etiópia tanto quanto amo vocês. Assim como Eu trouxe vocês do Egito, Eu também trouxe os filisteus da ilha de Creta e os arameus da terra de Quir’ (Am 9:7, NTLH).”1

“O que Deus estava dizendo ali? Que estava interessado não só na vida de Israel, mas de todos os povos? Que estava interessado nos filisteus? Uma leitura cuidadosa do Antigo Testamento revela essa verdade vez após vez, embora ela tivesse se tornado tão obscura ao longo dos séculos que, na época em que foi formada a igreja do Novo Testamento, muitos dos primeiros crentes tiveram que aprender essa verdade bíblica básica.”1

“7. Leia Romanos 4:1-12. De que forma o evangelho e sua universalidade estão retratados nesses versos?”1

“1 Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? 2 Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. 3 Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 4 Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. 5 Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça. 6 E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras: 7 Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; 8 bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado. 9 Vem, pois, esta bem-aventurança exclusivamente sobre os circuncisos ou também sobre os incircuncisos? Visto que dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça. 10 Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso. 11 E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça, 12 e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado.” (Romanos 4:1-12 ARA).

Pela fé, a justiça de Deus foi atribuída a Abraão, que foi perdoado de seus pecados e recebeu o sinal da circuncisão. Pela fé, todos são justificados, perdoados e selados para a salvação.1

Quinta-feira, 12 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.
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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.
2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Migalhas da mesa

Lições da Bíblia

“Depois de alimentar e curar Seu próprio povo, e de pregar para ele, Jesus tomou uma decisão dramática. Ele saiu da área dos judeus e entrou na região dos excluídos, os gentios.”1

“5. Leia Mateus 15:21-28. Como devemos entender essa história?”1

“21 Partindo Jesus dali, retirou-se para os lados de Tiro e Sidom. 22 E eis que uma mulher cananéia, que viera daquelas regiões, clamava: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada. 23 Ele, porém, não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, aproximando-se, rogaram-lhe: Despede-a, pois vem clamando atrás de nós. 24 Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. 25 Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me! 26 Então, ele, respondendo, disse: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. 27 Ela, contudo, replicou: Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. 28 Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã.” Mateus 15:21-28 ARA)2.

Jesus veio dar o pão primeiro aos filhos (israelitas) e depois aos cachorrinhos (gentios). Por falta de fé, os filhos podem perder seus privilégios, e pela fé, os cachorrinhos podem ganhar um lugar à mesa de Cristo. Jesus começou tratando a mulher como os judeus tratavam os gentios, e terminou curando sua filha, o que Deus faz com todos os que reconhecem o Filho de Davi. Isso foi uma repreensão para os preconceituosos discípulos.1

“Em muitos aspectos, essa não é uma história fácil de se ler, porque não temos a vantagem de ouvir o tom de voz e ver as expressões faciais das pessoas envolvidas. A princípio parece que Jesus ignorou essa mulher; depois, quando falou com ela, Suas palavras parecem muito rudes: ‘Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos’ (v. 26).”

“Contudo, precisamos considerar algumas coisas.”1

“Primeiro, é verdade que naquela época os judeus se referiam aos gentios como cachorros, o que sugeria a imagem de muitos cachorros correndo pelas ruas. Mas Jesus usou ali o termo grego mais carinhoso, ‘cachorrinho’, o que traria à mente a imagem de cães de estimação alimentados com as coisas que são servidas à mesa.”1

“Segundo, essa mulher cananeia chamou Jesus de ‘Filho de Davi’. Isso mostra a familiaridade dela com o contexto judaico de Jesus. Como um bom mestre, Jesus passou a dialogar com ela e talvez a testá-la. Craig Keener escreveu: ‘Talvez Ele estivesse exigindo que ela entendesse Sua verdadeira missão e identidade, para que não O tratasse como um dos mágicos ambulantes a quem os gentios às vezes apelavam, solicitando que fizessem exorcismos. Porém, Ele certamente a estava convidando a reconhecer a prioridade de Israel no plano divino, um reconhecimento que, para ela, incluía a admissão de sua condição de dependência. […] Podemos comparar isso à exigência de Eliseu de que Naamã mergulhasse no Jordão, apesar da preferência de Naamã pelos rios arameus Abana e Farfar […], o que acabou levando Naamã a reconhecer o Deus e a terra de Israel’ (2Rs 5:17, 18; The Gospel of Matthew: A Socio-Rhetorical Commentary [O evangelho de Mateus: um comentário sócio-retórico], p. 417).”1

“Finalmente, é provável que essa mulher fosse grega de classe alta integrante de um grupo de pessoas que tinham ‘rotineiramente tomado o pão dos judeus pobres que residiam nas imediações de Tiro. […] Então […] Jesus inverteu as relações de poder, pois o ‘pão’ que Jesus oferecia pertencia primeiramente a Israel. […]; essa ‘grega’ devia suplicar ajuda de um judeu itinerante’ (Ibid.).”1

“Esta não é uma passagem fácil, mas devemos confiar em Jesus. Ao dialogar com aquela mulher, Jesus a dignificou, assim como fez com a mulher junto ao poço. No momento em que ela foi embora, Jesus já havia curado sua filha e sua fé no Filho de Davi havia sido despertada.”1

Quarta-feira, 11 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Senhor de toda a criação

Lições da Bíblia

“Depois da alimentação miraculosa, Jesus ordenou que Seus discípulos entrassem no barco (Mt 14:22). Ele desejava tirá-los da confusão e da pressão. Um bom mestre protege seus discípulos daquilo que eles ainda não estão prontos para enfrentar. ‘Chamando os discípulos, Jesus ordenou-lhes que tomassem o barco e voltassem imediatamente para Cafarnaum, deixando-O a despedir a multidão. […] [Eles] protestaram contra essa medida, mas Jesus falou com uma autoridade que não havia assumido antes para com eles. Sabiam que seria inútil qualquer oposição de sua parte e, silenciosos, dirigiram-se para o mar’ (O Desejado de Todas as Nações, p. 378).”1

“2. Leia Mateus 14:23-33. O que esses versos revelam sobre quem era Jesus e acerca da natureza da salvação?”1

“23 E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. 24 Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. 25 Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. 26 E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. 27 Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! 28 Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. 29 E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. 30 Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor! 31 E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste? 32 Subindo ambos para o barco, cessou o vento. 33 E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!” (Mateus 14:23-33 ARA)2.

Ele é o Deus Eu Sou, que anda sobre as águas e acalma os ventos, que chega no momento da nossa maior necessidade e acalma nosso coração. Quando estamos afundando em meio às ondas, por causa da nossa falta de fé, Ele nos estende a mão, nos salva e acaba com a dúvida.1

“Um momento revelador ocorreu quando os aterrorizados discípulos ficaram imaginando quem estaria andando na água em sua direção. Jesus lhes disse: ‘Tende bom ânimo! Sou Eu. Não temais’ (v. 27). A expressão ‘Sou Eu’ é outra maneira de traduzir a expressão grega ego eimi, que significa ‘Eu Sou’. Esse é o nome do próprio Deus (ver também Êx 3:14 [‘Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros.’]2).”1

“As Escrituras, vez após vez, mostram que o Senhor tem o controle de toda a natureza. O Salmo 104, por exemplo, mostra claramente que Deus não é somente criador, mas também mantenedor, e que é por meio de Seu poder que o mundo continua existindo e que as leis da natureza operam. Não há nada ali que sugira o deus do deísmo, que criou o mundo e depois o abandonou. Sejamos judeus ou gentios, todos devemos nossa contínua existência ao poder sustentador do mesmo Senhor que acalmou o mar (ver também Hb 1:3 [‘Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,’]2).”1

“O grito de Pedro: ‘Salva-me, Senhor!’ (Mt 14:30) deve ser também o nosso, porque, se o Senhor não nos salvar, quem o fará? O desamparo de Pedro naquela situação se reflete em nossa própria fraqueza diante de tudo o que o mundo pecaminoso lança contra nós.”1

“Pense na sua fraqueza, no sentido de estar à mercê de forças muito maiores que você e que estão além do seu controle. Como essa realidade ajuda a fortalecer sua dependência de Jesus?”1

Segunda-feira, 09 de maio de 2016. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio  da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. O Evangelho de Mateus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 485, Abr. Mai. Jun. 2016. Adulto, Professor.

2 BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.