A humildade da sabedoria celestial

Lições da Bíblia

Humilhai-vos na presença do Senhor, e Ele vos exaltará” (Tg 4:10).1

“Em muitas empresas de médio e grande porte, existe sempre alguém que não se sente devidamente valorizado. Nessa situação, a pessoa acha que tem direito a algumas coisas que ainda não alcançou: mais respeito, salário mais elevado, promoção, etc. Essa atitude pode se tornar doentia ao longo do tempo, à medida que a pessoa se esforça para ter sucesso. Os sintomas podem incluir observações lisonjeiras aos administradores e revelações negativas sobre colegas de trabalho, tudo temperado com um espírito de rivalidade egoísta. Quando um grande apresentador de telejornal foi promovido a uma função superior sem destruir outros candidatos, um colega, admirado, observou: ‘Não houve cadáveres.’”1

“Seria bom pensar que a rivalidade egoísta se limita a organizações seculares e que a igreja funciona de forma bastante diferente. Infelizmente, as Escrituras indicam que a ‘sabedoria’ mundana muitas vezes opera também entre os cristãos.”1

“Nesta semana, veremos o que a Palavra de Deus tem a dizer sobre esta lamentável realidade.”1

No próximo sábado começará o maior evangelismo público de colheita da história: Viva com Esperança! De 22 a 29 de novembro. Serão mais de 4 mil pastores e evangelistas voluntários que pregarão em suas igrejas! Prepare sua igreja e convide seus amigos!

Sábado, 15 de novembro de 2014. Saiba mais, ouça o Comentário em áudio da Lição da Escola Sabatina (LES) ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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1 LIÇÕES da escola sabatina. Carta de Tiago. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 478, Out. Nov. Dez. 2014. Adulto, Professor.

Ordenança da humildade

Lições da Bíblia.

“É difícil imaginar a angústia no coração de Jesus, quando Ele, a ponto de enfrentar a cruz, a maior humilhação possível, viu entre Seus discípulos, ciúme e rivalidade acerca de quem seria o maior no Seu reino.”

“3. Que verdade fundamental os discípulos precisaram aprender?” “Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?” (Mat. 18:1). “Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior. Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve.” (Luc. 22:24-27). “Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Manda que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda.” (Mat. 20:21). “O maior no reino de Deus deve ser como o menor, e o que dirige como o que serve; não devemos desejar ser servidos, mas servir.”

“Nosso mundo é tão distorcido e pervertido pelo pecado, que tudo está invertido, por mais ‘racional’ e ‘sensata’ que pareça essa inversão. Quem, em sã consciência, preferiria servir em lugar de ser servido? O objetivo da vida não é progredir, ficar rico, ser servido e atendido pelos outros, em vez de servir? Não é de admirar que, na última ceia, Jesus lavou os pés dos discípulos. Nenhuma palavra que Ele tivesse dito poderia transmitir com mais força a verdade sobre o que é a real grandeza aos olhos de Deus, do que o ato de lavar os pés dos que deveriam ter beijado os dEle.”

“4. O que podemos aprender com o lava-pés, como parte da cerimônia de comunhão?” “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. Durante a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse a Jesus, sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, e este lhe disse: Senhor, tu me lavas os pés a mim? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. Então, Pedro lhe pediu: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça. Declarou-lhe Jesus: Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos. Pois ele sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: Nem todos estais limpos. Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.” (João 13:1-17). “Pedro não entendeu o ato de humilhação de Jesus; não entendemos a humilhação do Filho de Deus, ao deixar a glória para nos salvar; mas quando somos purificados, seguimos o exemplo de Cristo, e nos humilhamos. O ato de Cristo foi motivado por amor e pelo senso de missão; Ele sabia que a humilhação era o caminho para a presença do Pai; mesmo sendo purificados do pecado, acumulamos impurezas ao longo do caminho, e Jesus nos purifica novamente; para isso, precisamos permitir que Ele nos lave.”

“Uma verdade muito surpreendente ressoa através desses versos. O verso 3 diz que Jesus sabia que o Pai havia confiado tudo ‘às Suas mãos’. O que aconteceu depois? Sim, Jesus, sabendo muito bem que ‘viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-Se da ceia’ e começou ‘a lavar os pés aos discípulos’ (v. 5). Mesmo sem saber totalmente quem Jesus realmente era, eles ficaram muito surpresos. Como poderiam eles ter deixado de perceber essa lição?”

“O que significa o fato de que a cerimônia do lava-pés ocorreu antes da santa ceia? Antes de reivindicar para nós tudo o que Cristo fez, é importante participar da ceia do Senhor com um senso da nossa pequenez, indignidade e necessidade da graça divina. De que pessoa você deveria lavar os pés? Isso poderia lhe trazer muitos benefícios espirituais?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 27 de novembro de 2012. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

“Caí a Seus pés como morto”

Lições da Bíblia.

“Talvez uma das maiores revelações que recebemos da majestade e poder de Deus tenha chegado a nós através da astronomia. A maioria dos antigos não tinha ideia do tamanho nem da expansão do Universo. No século XX, com os avanços incríveis em vários telescópios, tem sido apresentada uma visão do Universo diante da qual a maioria dos antigos teria ficado assombrada. De fato, nós mesmos ficamos desconcertados pelo tamanho, pelas distâncias e pelo incrível número de galáxias e estrelas. Com nossa mente, mal podemos compreender tudo isso.”

“E aqui está algo impressionante: Somente alguém maior do que o Universo poderia tê-lo criado, assim como somente alguém maior do que um quadro artístico poderia tê-lo criado. Assim, o Deus a quem adoramos e a quem servimos é o criador do Universo; portanto, Ele é ‘maior’ do que todas as coisas. Quem, então, somos nós, em contraste com esse Deus?”

“1. Qual foi a reação de João depois de ver Jesus, conforme a descrição de Apocalipse 1:13-18? Por que ele reagiu dessa maneira? Como a cruz apareceu nesse episódio?” “e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.” (Apoc. 1:13-18). “Caiu a Seus pés como morto, devido ao espanto diante da glória de Jesus; na cruz Ele passou pela morte, para nos dar a chave da vida.”

“2. Leia Jó 42:1-6. Qual é a semelhança entre a reação de Jó e a de João?” “Então, respondeu Jó ao SENHOR: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42:1-6). “Jó não conhecia as maravilhas de Deus, mas quando teve uma visão do Senhor, abominou a si mesmo e se arrependeu humildemente.”

“Embora esses dois homens tivessem recebido apenas uma revelação parcial do Senhor, o que eles viram foi suficiente para torná-los muito mais humildes. Havia temor, reverência, admiração e sentimento de arrependimento em suas reações. Como não haveria? Eles tiveram uma visão do criador do Universo; mais ainda, eles eram pecadores recebendo uma visão de um Deus sem pecado e santo. Sem dúvida, uma compreensão de sua própria pecaminosidade, injustiça e imundície lhes veio à mente diante da presença do Senhor.”

“Quais são os segredos para que nossos cultos também nos conduzam à presença de Deus, despertando uma reação de humildade parecida com os exemplos de Jó e Apocalipse? Ao mesmo tempo, é muito importante que a cruz seja erguida diante de nós como nossa única esperança de salvação.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 18 de setembro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Mil carneiros?

Lições da Bíblia.

“Ao contrário de qualquer outra, a religião da Bíblia (ambos os Testamentos) ensina que a salvação é somente pela graça. Nada do que fazemos jamais pode nos tornar bons o suficiente para ser aceitos por Deus. Nossas boas obras, por mais que sejam bem-intencionadas, inspiradas pelo Espírito, nunca poderão transpor o abismo que o pecado causou entre Deus e a humanidade. Se as boas obras pudessem nos salvar, se as boas obras pudessem expiar o pecado, se elas pudessem pagar nossa dívida diante de Deus e reconciliar a humanidade caída com o Criador, então Jesus nunca precisaria ter morrido por nós, e o plano da salvação seria algo radicalmente diferente do que é.”

“Mas, na realidade, podemos ser salvos do pecado unicamente por meio da morte de Jesus, creditada a nós pela fé, e da justiça de Cristo, desenvolvida em Sua vida e oferecida a todos os que verdadeiramente a aceitam. O pecado é muito perverso e contrário aos princípios básicos do governo de Deus, fundamentado no amor e na liberdade de escolha. Por isso, nada menos do que a morte de Cristo poderia resolver o problema trazido pelo pecado.”

“No entanto, a Bíblia deixa claro que nossas palavras, obras e pensamentos são importantes, e os pensamentos e ações revelam a realidade da nossa experiência com Deus.”

“Com isso em mente, leia Miqueias 6:1-8. Qual é a mensagem do profeta, especialmente no que diz respeito à questão dos sacrifícios (parte do culto em Israel), que simboliza o plano da salvação? A humildade e obediência são mais importantes que os sacrifícios, que eram apenas símbolos.” “Ouvi, agora, o que diz o SENHOR: Levanta-te, defende a tua causa perante os montes, e ouçam os outeiros a tua voz. Ouvi, montes, a controvérsia do SENHOR, e vós, duráveis fundamentos da terra, porque o SENHOR tem controvérsia com o seu povo e com Israel entrará em juízo. Povo meu, que te tenho feito? E com que te enfadei? Responde-me! Pois te fiz sair da terra do Egito e da casa da servidão te remi; e enviei adiante de ti Moisés, Arão e Miriã. Povo meu, lembra-te, agora, do que maquinou Balaque, rei de Moabe, e do que lhe respondeu Balaão, filho de Beor, e do que aconteceu desde Sitim até Gilgal, para que conheças os atos de justiça do SENHOR. Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus excelso? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.” (Miq. 6:1-8). Como essas palavras podem ser aplicadas a nós? “Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do SENHOR e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?” (Deut. 10:12-13).

“Os que alegam ser filhos de Deus, mas que não mostram justiça nem misericórdia para com seus semelhantes, estão revelando o espírito de Satanás, não importando a devoção com que se apegam às formas de adoração. Por outro lado, os que andam humildemente com Deus não negligenciam os princípios de justiça e misericórdia, nem desprezam as formas adequadas para o culto. Deus está procurando verdadeiros adoradores, que estejam dispostos a demonstrar seu amor por Ele, levando uma vida de obediência, motivada pela humildade de coração. O que todas as orações corretas, todos os estilos de culto corretos e toda a teologia correta significam, se a pessoa é desagradável, cruel, arrogante, injusta e impiedosa com os outros?”

“Na sua opinião, o que é mais importante: teologia correta ou ações corretas? É possível ter uma teologia certa, mas tratar os outros de forma errada? Que esperança existe para você, se esse tipo de desequilíbrio faz parte de sua vida?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 21 de agosto de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Ele “tirou as vestes”

Lições da Bíblia.

“Nos últimos dias da vida de Cristo, Ele Se encontrou com os discípulos no cenáculo para celebrar a Páscoa, festa nacional israelita, comemorativa de sua libertação da escravidão egípcia. Todavia, nem tudo estava bem. A atmosfera no cenáculo parecia estar densa por causa das tensões e má vontade. Pouco tempo antes, os discípulos estiveram discutindo sobre quem devia ocupar o lugar principal no reino. Agora, estavam juntos para celebrar a Páscoa, que deveria lhes ter falado a respeito da grande necessidade da graça salvadora de Deus na vida deles e de quão dependentes eles eram de Cristo.”

O relato de Mateus 20:20-28, revela um fato significativo na vida dos discípulos, eles, embora estivessem um bom tempo de convívio com Jesus, ainda não tinham entendido um princípio fundamental do cristianismo: “quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva”. Jesus deu o exemplo “[…] vestiu as roupas de um servo, para salvar. Os discípulos deviam ter essa mesma atitude.” “Então, se chegou a ele a mulher de Zebedeu, com seus filhos, e, adorando-o, pediu-lhe um favor. Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Manda que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda. Mas Jesus respondeu: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu estou para beber? Responderam-lhe: Podemos. Então, lhes disse: Bebereis o meu cálice; mas o assentar-se à minha direita e à minha esquerda não me compete concedê-lo; é, porém, para aqueles a quem está preparado por meu Pai. Ora, ouvindo isto os dez, indignaram-se contra os dois irmãos. Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. (Mat. 20:20-28).

“Como se as atitudes dos discípulos não fossem suficientemente más, ainda havia Judas, o traidor, agindo como se nada houvesse de errado. Em meio a tudo isso, quando Jesus tinha todo o direito de estar desgostoso com eles, Jesus amou os discípulos, tirou Suas vestes e agiu como Servo, dizendo que devemos fazer o mesmo.” “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. Durante a ceia, […] levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. […] Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou.” (João 13:1-2,4-5,12-16).

“Era costume dos discípulos fazer provisão para lavar os pés, a fim de limpá-los da sujeira das ruas. Esse era trabalho para um servo. Mas os discípulos não tinham servos. E nenhum deles se curvaria para fazer essa humilhante tarefa. Quando Jesus ‘tirou a vestimenta de cima’ e começou a lavar os pés daqueles homens, o coração deles se comoveu. Eles haviam declarado ser Cristo o Filho de Deus. O fato de que o Filho de Deus Se curvasse para fazer o trabalho de um servo os envergonhava. O texto diz que, antes de fazer isso, Cristo ‘tirou a vestimenta de cima’, mostrando Sua boa vontade para Se humilhar e abaixar a qualquer nível necessário para alcançar Seus seguidores. Quão “baixo” você está disposto a ir pelo bem de outras pessoas? Qual foi a última vez em que você “tirou as vestimentas” para ministrar às necessidades dos que estão ao seu redor?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 13 de junho de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Completamente humilde e manso

Lições da Bíblia

Paulo associa traços de caráter (humildade, mansidão, longanimidade, amor) com os bons relacionamentos e a unidade. “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;” (Ef 4:1-3)

Podemos aprender de Abigail e Davi, quanto ao comportamento apropriado nas situações difíceis e tensas. Abigail se humilhou, assumiu sobre si a culpa de Nabal e implorou perdão. Davi reconheceu a sabedoria das providências de Abigail e permitiu ser apaziguado. “Chegando, pois, os moços de Davi e tendo falado a Nabal todas essas palavras em nome de Davi, aguardaram. Respondeu Nabal aos moços de Davi e disse: Quem é Davi, e quem é o filho de Jessé? Muitos são, hoje em dia, os servos que fogem ao seu senhor. Tomaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores e o daria a homens que eu não sei donde vêm? […] Pelo que disse Davi aos seus homens: Cada um cinja a sua espada. E cada um cingiu a sua espada, e também Davi, a sua; subiram após Davi uns quatrocentos homens, e duzentos ficaram com a bagagem.” (1 Sm 25:9-13). “Vendo, pois, Abigail a Davi, apressou-se, desceu do jumento e prostrou-se sobre o rosto diante de Davi, inclinando-se até à terra. Lançou-se-lhe aos pés e disse: Ah! Senhor meu, caia a culpa sobre mim; permite falar a tua serva contigo e ouve as palavras da tua serva. Não se importe o meu senhor com este homem de Belial, a saber, com Nabal; porque o que significa o seu nome ele é. Nabal é o seu nome, e a loucura está com ele; eu, porém, tua serva, não vi os moços de meu senhor, que enviaste.” (1 Sm. 25:23-25).

“A história de Davi, Nabal e Abigail fornece excelente exemplo de interação social bem-sucedida. Os resultados variam, dependendo significativamente de como as pessoas se apresentam – como superiores, como iguais ou como humildes amigos ou associados.”

“Davi enviou seus soldados a Nabal com um pedido justo. ‘Nós protegemos seus homens e sua propriedade; dê-nos qualquer coisa que puder achar’ (1Sm 25:7, 8, paráfrase do autor). Mas Nabal não conhecia generosidade nem diplomacia. Somos informados de que ele era severo e mau. Outras traduções usam condições como grosseiro, mesquinho, estúpido, violento, desonesto, avarento e rude. […] Em contraste, note a atitude inicial de Davi: embora detivesse o poder militar, sua mensagem foi cheia de cuidado e humildade, desejando a Nabal e à sua casa vida longa e boa saúde, apresentando-se como ‘Davi, teu filho’ (v. 8).”

“Quanto a Abigail, a Bíblia nos diz que ela era inteligente e bela. Note seu comportamento: ela providenciou alimento abundante de boa qualidade; correu para satisfazer Davi, curvando-se diante dele, tratou a si mesma como “tua serva” e a Davi como “meu senhor” e pediu perdão. Ela também lembrou a Davi que, como homem de Deus, ele precisava evitar desnecessário derramamento de sangue.”

“O resultado da ação diplomática e humilde de Abigail provocou uma reviravolta completa nas intenções de Davi. Ele louvou o Senhor por tê-la enviado e a elogiou por seu bom julgamento. Essa mediação eficaz, cheia de espírito religioso, salvou a vida de muitos inocentes. Quanto a Nabal, Davi não precisou derramar sangue, porque o homem morreu – provavelmente de infarto – vítima do próprio medo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – domingo 16 de janeiro de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Dentro e fora.

Lições da Bíblia.

“Ao contrário de muitos de nós, Davi aceitou a crítica construtiva e observou nas palavras da Abigail a operação de Deus. Em um momento, ele percebeu em perspectiva as consequências de seus propósitos, e foi grato por ter Deus intervindo e impedido que ele cometesse um banho de sangue. Abigail voltou para casa só para descobrir que, mais uma vez, seu marido não estava em condições de ouvir, e então, esperou sabiamente até a manhã seguinte para informá-lo do que ocorrera.”

“Nabal ficou aterrorizado. Muito provavelmente, ele tenha sofrido um ataque cardíaco e morreu dez dias depois. Davi não se esqueceu de Abigail e enviou homens com uma proposta de casamento.”

As últimas palavras de Abigail registradas na Bíblia nos dizem revelam sua humildade e espírito de servidão: “Então, ela se levantou, e se inclinou com o rosto em terra, e disse: Eis que a tua serva é criada para lavar os pés aos criados de meu senhor.” (1 Sam. 25:41). Espírito semelhante foi demonstrado por Jesus: “tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mat. 20:28).

“A vida de Abigail não foi nenhum conto de fadas, mesmo depois de seu casamento com Davi. Como era costume naqueles dias, Davi teve muitas esposas, e a vida familiar estava longe do ideal de Deus. Abigail foi a segunda esposa de Davi e teve que estar constantemente em fuga do rei Saul. Em Ziclague, ela, juntamente com as famílias de outros homens, foi capturada pelos amalequitas e, mais tarde, foi salva. É aqui que finalmente desaparece Abigail da narrativa bíblica. Todos esperaríamos ver essa bela e sábia mulher ao lado do rei Davi, desempenhando um papel importante no desenvolvimento posterior da sua história, mas, ao contrário, só existe silêncio. Tudo o que sabemos além disso é que ela teve um filho chamado Daniel (1Cr 3:1) ou Quileabe (2Sm 3:3), que era o segundo na linha do trono em ordem de nascimento. Porém, tanto Abigail como seu filho desaparecem da cena. Alguns estudiosos acreditam que tanto ela como seu filho morreram violentamente. Devido aos estupros, assassinatos, revoltas e rebeliões em que, mais tarde, os filhos mais velhos de Davi estiveram envolvidos, a morte prematura talvez não fosse a pior que poderia acontecer.”

”Como seguidores de Jesus, nossa vida também não é necessariamente um conto de fadas. Deus sabe o fim desde o princípio e, portanto, nem todas as voltas de nossa vida precisam ter sentido para nós. Mas precisamos confiar na bondade de Deus.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina – quinta-feira, 28 de outubro de 2010. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico.

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