Não tragam mais sacrifícios inúteis

Lições da Bíblia.

“Naquele dia o Senhor arrancará os enfeites delas: as pulseiras, as testeiras e os colares; os pendentes, os braceletes e os véus, os enfeites de cabeça, as correntinhas de tornozelo, os cintos, os talismãs [caixinhas de perfume] e os amuletos; os anéis e os enfeites para o nariz; as roupas caras, as capas, as mantilhas, e as bolsas; os espelhos, as roupas de linho, as tiaras e os xales” (Is 3:18-23, NVI).

“Os capítulos iniciais de Isaías apresentam um quadro bastante sombrio da condição espiritual do reino do Sul. Com o tempo, os descendentes dos que presenciaram os incríveis milagres do Êxodo haviam caído na condescendência. E foram mais fundo. Sem dúvida, a maioria deles acreditava que todas aquelas maravilhas haviam acontecido, mas podem ter se perguntando: ‘E daí? O que tudo isso tem que ver conosco hoje? Por que o que aconteceu aos nossos antepassados há muito tempo é relevante para nós, hoje?’”

Uma leitura rápida dos capítulos 1 a 5 de Isaías revela “rebeliões, maldade, prostituição espiritual,” avareza e outros aspectos de apostasia. Hoje, assim como naqueles dias, o Israel espiritual, a igreja de Deus, também pode cometer os mesmos erros, embora em circunstancias e contextos distintos. Resta-nos a prevenção mediante muita oração.

“Talvez a parte mais assustadora em tudo isso se encontre em Isaías 1, onde o Senhor condena todas as suas cerimônias e práticas religiosas. Em outras palavras, essas pessoas professavam servir a Deus e praticavam as formas de adoração. E, no entanto, o que o Senhor diz sobre eles e sua adoração?” De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? —diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene. As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.” (Isa. 1:11-15)

“Como sempre, porém, o Senhor é gracioso; como sempre, está tentando salvar a todos. A cruz é toda a prova de que precisamos a respeito de quanto o Senhor deseja que tenhamos a salvação. Assim, mesmo nesses capítulos iniciais, vemos o Senhor chamando Seu povo, oferecendo-lhe uma forma de evitar o desastre.”

“Como você adora o Senhor? Sobre que você pensa quando presta culto? Quanto de sua adoração é exibição, e quanto é sentimento profundo de submissão, louvor e arrependimento, e como você pode saber a diferença?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 15 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Vestes de esplendor

Lições da Bíblia.

“É grande o meu prazer no Senhor! Regozija-se a minha alma em meu Deus! Pois Ele me vestiu com as vestes da salvação e sobre mim pôs o manto da justiça, qual noivo que adorna a cabeça como um sacerdote, qual noiva que se enfeita com joias” (Is 61:10, NVI).

“A roupa que fazemos para nós mesmos se desgasta e arruína facilmente, mas as vestes da salvação, oferecidas por Deus, têm uma glória e esplendor que nunca desaparecerá. Embora todas as vestes terrestres se desgastem, o manto esplêndido de Deus traz alegria eterna, louvor e salvação.”

“Vivendo entre os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, Isaías pregou por mais de quatro décadas tumultuadas, durante as quais ele produziu alguns dos mais ricos textos da Bíblia. Escrito durante um período de turbulência política, moral, militar e econômica, o livro de Isaías é permeado, não apenas de advertências de trevas e destruição sobre os impenitentes, mas com temas da salvação, libertação e esperança. A esperança é encontrada no ‘Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel’, Aquele que diz: ‘Sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deves andar’ (Is 48:17).”

“Isaías exortou o povo a vestir as vestes gloriosas da justiça e a aceitar a salvação de Deus. Ilustrações descrevendo roupas, mantos e pano de saco ajudam a ensinar verdades espirituais que têm ecoado através dos séculos. Para os contemporâneos de Isaías, e nós, a questão é, mais uma vez: reivindicamos as vestes para nós mesmos, ou continuamos na vergonha de nossa própria impureza e nudez?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sábado 14 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

O Pecado e Arrependimento de Davi

Lições da Bíblia.

O Pecado e Arrependimento de Davi

A censura do profeta tocou o coração de Davi; despertou-lhe a consciência; seu crime apareceu em toda a sua enormidade. Sua alma curvou-se arrependida diante de Deus. Com lábios trêmulos ele disse: ‘Pequei contra o Senhor.’ Todo o mal, feito a outrem, reflete do ofendido para Deus. Davi cometera um grave pecado, tanto para com Urias como para Bate-Seba, e intensamente o sentia. Mas infinitamente maior era seu pecado contra Deus.

Muitíssimas pessoas, lendo a história da queda de Davi, têm perguntado: ‘Por que se faz público tal registro? Por que achou Deus conveniente patentear ao mundo este negro episódio da vida de quem fora tão grandemente honrado pelo Céu?’ O profeta, em sua reprovação a Davi, declarou com relação ao seu pecado: ‘Com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do Senhor blasfemem.’ II Sam. 12:14. Através de gerações sucessivas, os incrédulos têm apontado para o caráter de Davi, que traz esta negra mancha, e exclamado com triunfo e escárnio: ‘Este é o homem segundo o coração de Deus!’ Atos 13:22. Assim foi trazido opróbrio à religião, Deus e Sua Palavra foram blasfemados, almas se endureceram na incredulidade, e muitos, sob um manto de piedade, se tornaram audazes no pecado.

Mas a história de Davi não fornece defesa ao pecado. Era quando ele andava no conselho de Deus que era chamado homem segundo o coração de Deus. Pecando, isto cessou de ser verdade com relação a ele, até que pelo arrependimento voltasse ao Senhor. A Palavra de Deus compreensivelmente declara: ‘Esta coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor.’ II Sam. 11:27. E o Senhor disse a Davi pelo profeta: ‘Por que, pois, desprezaste a Palavra do Senhor, fazendo o mal diante de Seus olhos ? … Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto Me desprezaste.’ II Sam. 12:9 e 10. Embora Davi se arrependesse de seu pecado, e fosse perdoado e aceito pelo Senhor, colheu os resultados da semente que ele próprio semeara. Os juízos sobre ele e sua casa testificam da aversão de Deus ao pecado.

Até ali a providência de Deus tinha preservado a Davi contra todas as conspirações de seus inimigos, e fora diretamente exercida para restringir a Saul. A transgressão de Davi mudou, porém, sua relação para com Deus. O Senhor de nenhuma maneira podia sancionar a iniquidade. Ele não podia exercer Seu poder para proteger a Davi dos resultados de seu pecado, como o protegera da inimizade de Saul.

Houve uma grande mudança no próprio Davi. Ele ficou quebrantado em espírito pela consciência de seu pecado, e de seus resultados, que teriam grande alcance. Sentiu-se humilhado aos olhos de seus súditos. Sua influência se enfraqueceu. Até ali sua prosperidade fora atribuída à sua conscienciosa obediência aos mandamentos do Senhor. Mas agora seus súditos, tendo conhecimento de seu pecado, seriam levados a pecar mais livremente. Sua autoridade em sua própria casa, o direito ao respeito e à obediência de seus filhos, enfraqueceram. Uma intuição de sua culpa conservava-o silencioso quando ele teria condenado o pecado; tornava fraco o seu braço para executar justiça em sua casa. Seu mau exemplo exerceu influência sobre seus filhos, e Deus não interviria para impedir o resultado. Ele permitiria que as coisas tomassem seu curso natural, e assim Davi foi severamente castigado. (Ellen G. White, Patriarcas e profetas, p. 722-723, grifo nosso).

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – sexta-feira 13 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

No abrigo de Suas asas

Lições da Bíblia.

“Para sempre anseio habitar na Tua tenda e refugiar-me no abrigo das Tuas asas” (Sl 61:4, NVI).

“As asas de algumas águias têm uma envergadura de até três metros aproximadamente, sob os quais elas podem abrigar e proteger seus filhotes. A misericórdia de Deus, como as asas da águia, protege os que abandonam seus pecados, não importando quão profundamente possam ter caído. Mas, ao contrário da culpa do pecado, que é apagada, as consequências ou resultados do pecado, muitas vezes, não podem ser removidos. Davi experimentou a amarga realidade dessa verdade quatro vezes, na morte de três de seus filhos e no estupro de sua filha Tamar, por Amnon, meio-irmão dela.”

Davi procurava na sombra das asas divinas, proteção, bondade e misericórdia. Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas,” (Sal. 17:8). “Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade! Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas.” (Sal. 36:7). “Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.” (Sal. 57:1).

“Sob as asas de Deus encontramos bondade, misericórdia e abrigo. As asas da águia ampliam essa verdade de maneira espetacular: Uma águia-mãe ensina o filhote a voar levando-o em suas costas até uma grande altura. Ela, então, inclina suas asas, e a pequena águia cai em direção à terra, batendo as asas e tombando. Antes que a pequena águia atinja o chão, a águia-mãe mergulha por baixo e a pega em suas asas, levando-a para cima novamente. Não importa quanto caímos, Deus voa mais rapidamente do que nossa queda. Ele usa nossa queda para nos ensinar a voar. Como Davi, se nos arrependermos, ficaremos mais perto de Deus, depois que Ele nos apanhar em nossa queda, do que antes de cairmos.”

“Talvez esse conhecimento do voo da águia tenha inspirado a confiança de Davi no refúgio das asas de Deus, no Salmo 61. ‘Ouve, ó Deus, a minha súplica; atende à minha oração. Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim; pois tu me tens sido refúgio e torre forte contra o inimigo. Assista eu no teu tabernáculo, para sempre; no esconderijo das tuas asas, eu me abrigo. Pois ouviste, ó Deus, os meus votos e me deste a herança dos que temem o teu nome. Dias sobre dias acrescentas ao rei; duram os seus anos gerações após gerações. Permaneça para sempre diante de Deus; concede-lhe que a bondade e a fidelidade o preservem. Assim, salmodiarei o teu nome para sempre, para cumprir, dia após dia, os meus votos.’ (Sal. 61). Provavelmente, Davi havia composto esse salmo durante o tempo do exílio, quando Absalão usurpou o trono. Ele declarou confiança na misericórdia protetora de Deus, possivelmente se referindo ao propiciatório no santuário. Ali repousava a arca da aliança de Deus com Seu povo, com seus querubins cobridores, cuja asas abarcantes protegem a lei – a cópia escrita do amoroso caráter de Deus. Davi, possivelmente, estivesse expressando o desejo de habitar, pela fé, com Deus em Seu santuário, tendo seu ser vestido a transformadora luz desse amor.”

“Talvez, mesmo agora, embora você tenha dedicado novamente sua vida a Deus, você esteja sofrendo as consequências do pecado: alienação, exílio, doença física e dor emocional. Que esperança de cura o abrigo das asas divinas oferece?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quinta-feira 12 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Mais alvo que a neve

Lições da Bíblia.

“Os Salmos 51 e 32 são salmos de penitência, escritos depois que Davi confessou seu pecado. Assim como o Salmo 32 faz alusão a vestimentas, para ilustrar o conceito da cobertura de Deus para o pecado, o Salmo 51 também menciona a figura das vestes como cobertura para o pecado. Mas no Salmo 51 a ênfase está nos agentes de lavagem e branqueamento usados para limpar as vestes, e em seu significado espiritual. Em outras palavras, nesse salmo, Davi metaforicamente lavou sua roupa suja’”.

No salmo 51:2, Davi pediu que Deus o lavasse completamente. Essa lavagem implica uma purificação assim como Hissopo e água purifica e traz saúde, ou seja, o Espírito Santo torna o coração arrependido mais alvo que a neve. “Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado.” (Sal. 51:2) “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve.” (Sal. 51:7).

“A palavra que Davi usou, nesse caso, para lavar, é usada em outros lugares nas Escrituras para se referir à lavagem de uma vestimenta (‘Ele amarrará o seu jumentinho à vide e o filho da sua jumenta, à videira mais excelente; lavará as suas vestes no vinho e a sua capa, em sangue de uvas.’ Gên. 49:11. ‘Disse também o SENHOR a Moisés: Vai ao povo e purifica-o hoje e amanhã. Lavem eles as suas vestes’ Êxo. 19:10). Purificar sugere a ideia de fazer expiação pelo pecado. O hissopo, uma planta cinza-esverdeada, da família da manjerona, era usado como tempero e tinha propriedades medicinais; por isso, era tanto fator de nutrição quanto de cura. O hissopo, como Davi sabia muito bem, tinha uma longa história em Israel. Ela foi usada no primeiro ritual da Páscoa (Êx 12:22), era usada no dia da purificação de um leproso ou uma casa (Lv 14:6, 49), e na oferta da novilha vermelha para a purificação de homens e de objetos impuros por causa do contato com mortos. Moisés usou hissopo na ratificação da aliança (Hb 9:19, 20).”

“Todos esses usos significam que o hissopo era um poderoso agente de limpeza. O uso de hissopo por Davi mostra que ele compreendia que somente o remédio com o maior poder purificador poderia limpá-lo da mancha do pecado. E esse remédio é o sangue expiatório de nosso Salvador.”

No Salmo 51:10, Davi suplica que Deus crie nele um coração puro. Isso significa arrependimento e confissão dos pecados, ser lavado das impurezas e obter perdão pelo passado e poder para o futuro. “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.” (Sal. 51:10).

“Deus não apenas purifica o coração da iniquidade; Ele cria em Seu filho perdoado um novo coração. Um coração novo é uma nova mente. Paulo nos exorta: ‘E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente’ (Rm 12:2), ‘mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo’ (Tt 3:5, 6).”

“A oração pelo perdão deveria sempre estar unida com a oração pela renovação do coração e vida santa. Davi desejava ser revestido de uma natureza inteiramente nova, nos aspectos mental e moral. Ele orava para ser firme na obediência e não ser privado da orientação do Espírito Santo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – quarta-feira 11 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Feliz é aquele cujo pecado é coberto…

Lições da Bíblia.

“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto” (Sl 32:1).

“Após seu pecado contra Urias e Bate-Seba, durante um ano Davi se recusou a confessar o pecado, até para si mesmo. Mas, como o Salmo 32 nos diz, ele sofreu severa agonia física e mental, como resultado de seu silêncio.”

No Salmo 32:3-5, Davi usa imagens poéticas e linguagem simbólica para descrever o que aconteceu a ele quando se recusou a confessar seu pecado, e como essa situação foi solucionada. Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.” (Sal. 32:3-5).

“Com mentiras e derramamento de sangue Davi encobriu seu pecado de adultério, mas o peso da própria culpa o esmagou. Como o Salmo 32 mostra, no entanto, Davi se lançou em verdadeira humilhação e arrependimento sobre a inabalável misericórdia de Deus. Em seu clamor pelo perdão, Davi fez uma série de coisas que são instrutivas para todos os que buscam a proteção divina do perdão. (1) Davi não criou nenhuma desculpa para seu pecado. (2) Ele não tentou se justificar. (3) Não encontrou falha na lei divina, pelo fato de que ela o condenava. (4) Culpou apenas a si mesmo por seu pecado. (5) Ele realmente odiava o pecado que o separava de Deus, e se afastou dele. E Deus o cobriu.”

Davi escondeu seu pecado e o pecado o estava destruindo, no entanto ao confessá-lo Deus o cobriu. Ou seja, Cristo o perdoou e concedeu a ele a vitória; pois o perdão é para quem se arrepende e deixa o pecado. Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.” (Sal. 32:3-4). “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo.” (Sal. 32:1-2).

“Deus não desculpa o pecado. Mas o pecado é coberto, significando que sua culpa não mais deve ser imputada, nem trazida contra o pecador, quando existe arrependimento. Confissão somente, sem arrependimento, é incompleta. Devemos não apenas estar tristes por causa de nosso pecado; devemos nos afastar dele no poder de Deus. Deus pode perdoar e cobrir todo pecado. Sua graça não só perdoa o pecado, mas aceita o pecador arrependido, como se ele nunca houvesse pecado! Esse é o poder de Jesus, nosso Substituto, sobre quem Deus coloca o pecado. Dessa forma, a justiça de Cristo é imputada ao pecador arrependido.”

“Você reconhece facilmente seus pecados e faltas perante Deus? Se não, afinal, você está enganando a Deus ou apenas a si mesmo? Pense nas implicações de sua resposta.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – terça-feira 10 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

Natã desmascara tudo

Lições da Bíblia.

“Durante um ano, Davi escondeu seu pecado sob um véu de engano. O pecado tornou o coração de Davi como uma pedra. Mas Deus enviou Natã para quebrá-lo. Em vez de expor diretamente o pecado de Davi, desafiando a ira do rei e muito provavelmente colocando em perigo o próprio pescoço, Natã envolveu a verdade em uma parábola.”

Lendo a parábola de Natã em 2 Samuel 12:1-12 é significativa maneira como o profeta atraiu a atenção e revelou de forma indireta o culpado que se colocou no lugar da vítima, podendo o profeta ser ouvido sem hostilidade. “O SENHOR enviou Natã a Davi. Chegando Natã a Davi, disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. Tinha o rico ovelhas e gado em grande número; mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma cordeirinha que comprara e criara, e que em sua casa crescera, junto com seus filhos; comia do seu bocado e do seu copo bebia; dormia nos seus braços, e a tinha como filha. Vindo um viajante ao homem rico, não quis este tomar das suas ovelhas e do gado para dar de comer ao viajante que viera a ele; mas tomou a cordeirinha do homem pobre e a preparou para o homem que lhe havia chegado. Então, o furor de Davi se acendeu sobremaneira contra aquele homem, e disse a Natã: Tão certo como vive o SENHOR, o homem que fez isso deve ser morto. E pela cordeirinha restituirá quatro vezes, porque fez tal coisa e porque não se compadeceu. Então, disse Natã a Davi: Tu és o homem. Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel e eu te livrei das mãos de Saul; dei-te a casa de teu senhor e as mulheres de teu senhor em teus braços e também te dei a casa de Israel e de Judá; e, se isto fora pouco, eu teria acrescentado tais e tais coisas. Por que, pois, desprezaste a palavra do SENHOR, fazendo o que era mal perante ele? A Urias, o heteu, feriste à espada; e a sua mulher tomaste por mulher, depois de o matar com a espada dos filhos de Amom. Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher. Assim diz o SENHOR: Eis que da tua própria casa suscitarei o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres à tua própria vista, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com elas, em plena luz deste sol. Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei isto perante todo o Israel e perante o sol. Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. Tornou Natã a Davi: Também o Senhor perdoou o teu pecado; não morreras.” (2 Sam. 12:1-13).

“A parábola de Natã contém preciosas lições para alcançar o coração endurecido pelo pecado. Em primeiro lugar, Natã não foi a Davi como um acusador; em vez disso, ele humildemente e com tato solicitou a ajuda de Davi. O coração de Davi podia estar endurecido, mas seu senso de justiça não estava completamente amortecido. Em segundo lugar, envolvendo a verdade em uma parábola, Natã abriu uma brecha nas defesas de Davi. Em terceiro lugar, o método de apresentação de Natã convidou Davi a ouvir sem se sentir condenado. O resultado? Davi condenou a si mesmo. O veredito de Natã, ‘Tu és o homem’, rasgou o véu do autoengano no qual Davi se escondia. A resposta de Davi, ‘pequei contra o Senhor’, foi atendida com as palavras ‘o Senhor te perdoou o teu pecado’ (v. 13).”

Deus removeu o pecado de Davi porque ele se arrependeu e fez confissão. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9).

“Ele prostrou-se abertamente diante de Deus em arrependimento, suplicando pela vida de seu filho. Como foi irônico que, um ano antes, sob a capa da escuridão, Davi, secretamente, prostrou-se em lascívia com Bate-Seba, numa noite fatal em que seu filho moribundo fora concebido. […] Davi reagiu à morte da criança de uma forma que confundiu seus conselheiros. Ele se levantou, tomou banho, e trocou de roupa. Ele, o ungido de Deus, ungiu-se mais uma vez e adorou a Deus. A queda de Davi no pecado começou e terminou com um banho. O banho final, porém, não foi uma introdução ao pecado, mas o sinal de um coração limpo.”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – segunda-feira 09 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF

A verdade descoberta

Lições da Bíblia.

“As águias podem voar a uma altitude de 3.048 metros, acima da maioria das aves. Como a águia, Davi elevou-se a grande altura. O pastor-rei alcançou níveis de grandeza que poucos monarcas atingiram. Ele foi vestido com os despojos da vitória militar e coberto com honra e glória. Mas Davi se esqueceu de que suas vestes reais eram uma dádiva de Deus. Elas não podiam esconder da vista de Deus os pecados de um homem, mesmo de um rei.”

“No sentido espiritual, as vestes de Davi eram sacerdotais, bem como reais; ele também era o líder da teocracia de Israel. Os graves pecados que mancharam essas vestes inspiraram os Salmos 32 e 51. Para estimar plenamente as figuras que descrevem uma cobertura para o pecado e as imagens das asas de Deus como uma proteção, nesses e em outros salmos, precisamos estudar como os acontecimentos da vida de Davi as inspiraram. Como veremos, é irônico e trágico que, em um estudo dedicado às lições espirituais das vestimentas, a triste história da queda de Davi começa na literal falta delas.”

“No auge da grandeza, Davi enfrentou sua batalha mais feroz. A guerra não foi travada nos campos sangrentos de Rabá, mas nos quinze centímetros do campo mental que ficava atrás do lobo frontal de Davi. Satanás escolheu bem sua ‘arma’. O que Golias, com sua lança monstruosa não conseguiu fazer com Davi, uma mulher tomando banho, vista do terraço do rei, conseguiu. Obviamente, Davi esqueceu a lição da sua funda: como um ‘gigante’ é facilmente derrubado por uma pequena pedra, ou, nesse caso, uma pequena espiada.”

“Uma pequena pedra, e o gigante caiu no chão. Um pequeno olhar, e o rei veio abaixo. Davi fez muitas coisas para ‘cobrir’ seu pecado de adultério e evitar a exposição. Tentou envolver Urias com a esposa, embriagou Urias e planejou sua morte.” “Davi mandou perguntar quem era. Disseram-lhe: É Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o heteu. Então, enviou Davi mensageiros que a trouxessem; ela veio, e ele se deitou com ela. Tendo-se ela purificado da sua imundícia, voltou para sua casa. A mulher concebeu e mandou dizer a Davi: Estou grávida. Então, enviou Davi mensageiros a Joabe, dizendo: Manda-me Urias, o heteu. Joabe enviou Urias a Davi. […] Depois, disse Davi a Urias: Desce a tua casa e lava os pés. Saindo Urias da casa real, logo se lhe seguiu um presente do rei. Porém Urias se deitou à porta da casa real, com todos os servos do seu senhor, e não desceu para sua casa. […] Pela manhã, Davi escreveu uma carta a Joabe e lha mandou por mão de Urias. Escreveu na carta, dizendo: Ponde Urias na frente da maior força da peleja; e deixai-o sozinho, para que seja ferido e morra. Tendo, pois, Joabe sitiado a cidade, pôs a Urias no lugar onde sabia que estavam homens valentes. […] caíram alguns do povo, dos servos de Davi; e morreu também Urias, o heteu.” (2 Sam. 11:3-6,8-9,14-17).

“Por que nossas tentativas de encobrir o pecado para evitar a descoberta ou a punição só levam à prática de pecados maiores e ao perigo de exposição ainda maior? Como os detalhes da história de Davi reforçam esse ponto?”

“Um olhar proibido impulsionou eventos que terminaram em assassinato e quase em uma guerra civil. A história de Davi é de encobrimento após encobrimento para evitar as consequências. A terrível realidade do pecado é que, cometer um pecado sem confessá-lo e abandoná-lo, leva a cometer outros pecados mais hediondos, a fim de ocultar o crime anterior. Davi cometeu adultério e assassinato sob o manto do poder real. Mas o olho de Deus vê sob o vestuário exterior e revela o coração.

“Alguém disse que ‘se a adversidade destruiu milhares, a prosperidade matou dezenas de milhares’. Com a vida de Davi em mente, a que perigos a prosperidade expõe a pessoa? Por que muitas vezes a adversidade nos aproxima de Deus? Como podemos evitar as armadilhas da prosperidade?”

Saiba mais, estude a Lição da Escola Sabatina (LES) – domingo 08 de maio de 2011. Escolha o formato para o estudo: Texto, Comentário em áudio ou se preferir faça um Curso Bíblico. Este conteúdo é uma adaptação da LES e é publicado simultaneamente em: Blogspot, WordPress. Para impressão acesse arquivo em PDF